sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Transgênico da Monsanto causa morte precoce e três vezes mais câncer, diz estudo




Uma experiência realizada com 200 ratos durante dois anos chegou a um resultado alarmante: os ratos alimentados com milho transgênico da multinacional norte-americana Monsanto tiveram uma incidência três vezes maior de câncer e de morte precoce. O estudo foi publicado na revista francesa “Food and Chemical Toxicology”.
Transgênico da Monsanto causa três vezes mais câncer e morte precoce
Os ratos alimentados com milho transgênico da multinacional norte-americana Monsanto tiveram uma incidência três vezes maior de câncer e de mortes, segundo apontou estudo publicado pela revista francesa “Food and Chemical Toxicology”.
“Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos”, afirmou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.
Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603 tratado com o herbicida da Monsanto, Roundup e com milho não alterado geneticamente, mas tratado com Roundup.
NK603
Os dois produtos ( o milho NK603 e o herbicida ) são propriedade do grupo americano Monsanto.
Durante o estudo, o milho fazia parte de uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar da população dos EUA.
“Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e maior durante o consumo dos dois produtos”, afirmou Seralini.
“O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, explica o cientista.
Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
Os pesquisadores descobriram que 93% dos tumores das fêmeas são mamários, enquanto que a maioria dos machos morreu por problemas hepáticos ou renais.
O diretor do estudo relembrou que os transgênicos da Monsanto são modificados para resistir aos pesticidas ou para produzi-los e lembrou que 100% dos transgênicos cultivados em grande escala em 2011 foram plantas com pesticidas.
“Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias”, disse o coordenador do estudo.
Segundo Seralini, os efeitos do milho NK603 só foram analisados até agora em períodos de três meses. Alguns transgênicos já foram analisados durante três anos, mas nunca até agora com uma análise em tal profundidade, segundo o cientista.
Também é a primeira vez, segundo Seralini, que o pesticida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
“São os melhores testes que podem ser realizados antes dos testes em humanos”, explicou ainda. ( HORA DO POVO )

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O que faz uma empresa ser a melhor para se trabalhar? A resposta para essa pergunta é o que a Editora Abril e profissionais de RH foram comprovar em uma série de visitas, realizadas entre os dias 14 e 16 de março, às cinco das 150 companhias eleitas pelo Guia VOCÊ S/A -EXAME As Melhores Empresas para Você Trabalhar.
A primeira a se apresentar foi a Cielo. Romulo de Mello Dias, presidente da empresa de pagamentos eletrônicos, mostrou pessoalmente a grande "metamorfose" pela qual passou a companhia nos últimos anos. Marcada pela abertura de capital e sua alteração de DNA, a Cielo conquistou talentos engajados e a liderança do segmento.
Segundo Roberto Dumant, vice-presidente executivo de desenvolvimento organizacional da empresa, a transformação começou no topo da pirâmide, com a renovação da diretoria, que passou a agir com mais austeridade junto aos acionistas e disciplina na gestão orçamentária.
Para reduzir custos e ampliar resultados, a empresa alterou sua estratégia de benefícios e adotou o critério de meritocracia para remunerar e premiar os melhores funcionários.
COMUNICAÇÃO E RH DE MÃOS DADAS
Saúde e segurança, ética, respeito pelas pessoas e proteção ao meio ambiente. Esta é a receita da química DuPont para figurar entre as melhores empresas para se trabalhar. Para a diretora de RH, Cláudia Pohlmann, os colaboradores firmam compromisso com a empresa quando há bons exemplos de liderança e ações de comunicação interna eficientes. Na DuPont, a inclusão dos funcionários é natural, com iniciativas como um canal de vídeos que apresenta atitudes e situações envolvendo os valores da companhia, além de seu programa de trainees. "As pessoas apoiam aquilo que elas ajudam a construir", define.
Os números provam que a aliança entre RH e comunicação interna está funcionando e muito bem. Vivian Bialski, diretora de comunicação e relações públicas da empresa, garante que 91% dos empregados estão bem informados sobre as diretrizes da companhia, o que é fundamental para a atração e retenção de talentos diante da competição.
MAIS QUE TRABALHO, UMA EXPERIÊNCIA DE VIDA
E isso o que a Pepsico busca oferecer a seus colaboradores. "Se é bom para o negócio, é bom para todo mundo. Se é bom para todo mundo, é bom para o negócio", explica João Senise, vice-presidente de recursos humanos da empresa. A companhia do setor de alimentos e bebidas mapeou as necessidades de sua equipe, avaliando cada funcionário de forma individual.
De acordo com Cristina Gomes, diretora de RH da empresa, 32% dos empregados querem mais oportunidades na carreira e 19% esperam reconhecimento e recompensa. Por meio desse levantamento, foi possível à Pepsico estreitar o relacionamento entre líderes e colaboradores.
No setor varejista, o Magazine Luiza teve um grande desafio para o departamento de recursos humanos: organizar a transferência de toda sua equipe de Franca, cidade do interior paulista, para a capital. Em meio ao acelerado crescimento dos negócios — na casa dos 28% ao ano —, a missão da companhia de preservar sua cultura está sendo cumprida.
Apenas nos últimos dois anos, o Magazine Luiza ampliou o time de 11.000 para 24.000 colaboradores. Para a assessora executiva da presidência da companhia, Gisele Morilla, o que nutre e retém seus profissionais é o sentimento de conquista de bons salários e benefícios.
Luiza Helena Trajano, presidente do grupo, comoveu os participantes relembrando sua história. Luiza também destacou as gestões femininas de sucesso, ressaltou a importância da inovação para a sustentabilidade e falou de suas pessoas, maior patrimônio que uma empresa pode ter.
Consolidadas políticas e práticas de RH garantem a formação de líderes e a valorização da equipe na hora de reconhecer talentos e de contratar. É assim que Telma Rodrigues, diretora de gestão de pessoas da companhia, costuma trabalhar.
UMA VELHA CONHECIDA
Há doze anos consagrada como uma das estrelas do Guia VOCÊ S/A - EXAME As Melhores Empresas para Você Trabalhar, a Monsanto é a empresa que mais investe em inovação no setor agrícola. É com um olho em sua gente e outro no futuro que a companhia pretende dobrar a produção agrária do planeta até 2030, dando suporte ao crescimento dos pequenos produtores.
André Dias, presidente da empresa, acredita que com uma comunicação eficiente é possível construir um vínculo emocional entre a organização e seus 2 500 funcionários espalhados por quarenta pontos do país.
Entre os itens de maior aprovação da Monsanto estão o desenvolvimento profissional e a liderança, além do reconhecimento de projetos e iniciativas individuais. "Mais de 87% dos funcionários sentem orgulho de trabalhar aqui", destaca André Franco, diretor de recursos humanos da empresa.
( Texto exibido orgulhosamente no site da Monsanto )

VEJA TAMBÉM:

Farmer to farmer
Monsanto undermines farmer independence & finances
A cautionary tale about the realities of GM farming
Michael Hart, a conventional livestock family farmer, has been farming in Cornwall, England, for nearly thirty years. He has actively campaigned on behalf of family farmers for over 15 years, travelling extensively in Europe, India, Canada and the USA.
In this short documentary he investigates the reality of farming genetically modified crops in the USA ten years after their introduction. He travels across the US interviewing farmers and other specialists about their experiences of growing GM.
In short, the film shows US farmers urging great caution to be exercised by UK and European farmers in adopting this technology.



LEITURA COMPLEMENTAR BASTANTE ILUSTRATIVA:
Enjalecados "transmitiram avaliações tranquilizadoras" às autoridades.

E TAMBÉM:

Até nunca mais, Monsanto!
Sílvia Ribeiro, Brasil de Fato, edição 146, 15.12.2005

Monsanto revela que milho transgênico pode fazer mal à saúde
Revista Ecológica, 28.04.2014

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4 comentários :

http://genpeace.blogspot.com disse...

A divulgação de notícias de jornal pode ser uma barriga para qualquer um, sobretudo se o jornal é francês e o assunto é OGM. Porque os jornais franceses espelham uma opinião pública totalmente contrária à engenharia genética quando o assunto é milho ou soja (embora jamais quando o assunto é queijo, vinho ou medicamentos, tudo bem feito à base de transgênicos). Típico do espírito cabotino deles lá.
Neste caso, o site citou as notícias dos resultados do Séralini e seu grupo como se o os cientistas tivessem a verdade nas mãos. Mas ocorre justamente o contrário: o artigo é um verdadeiro desastre em todos os aspectos, além de não ser de jeito nenhum o primeiro que investiga a segurança dos alimentos GM em experimentos de longo prazo ou múltiplas gerações.
Para que os leitores não acreditem na conversa fiada dos jornais franceses, sugiro ficarem de olhos bem abertos às réplicas, que já circulam na internet, e que leiam os dois comentários abaixo:
http://genpeace.blogspot.com.br/2012/09/artigo-que-mostra-o-surgimento-de.html
http://genpeace.blogspot.com.br/2012/09/artigo-sobre-efeito-de-milho.html

Humberto Capellari disse...

Eis que o lobby da Monsanto se manifesta...

Paulo Andrade disse...

Humberto Capellari, eu adoraria receber grana da Monsanto para mostrar que este artigo do Séralini e muitas outras bobagens que circulam na mídia são pura tolice, mas sou funcionário publico, recebo para ensinar, e é isso que faço no site genpeace.blogspot.com. Em vez de atacar cidadãos que lutam paracolocar as coisas às claras, você devia ler as informações do site e perguntar aos seus colegas cientistas da área.

Humberto Capellari disse...

Não tenho amigos cientistas. Sou um sujeito comum que se dá o direito de achar o que quiser. Inclusive o de achar melhor pra mim que os alimentos tenham aquele selo imenso nos informando a presença de transgênicos. Um simples direito do consumidor. Tenho esse direito, não? Apesar de ainda não entender o por quê das empresas são contra o selo, já que identificaria a maravilha científica-humanista ali contida.
Bem, como não tenho nada melhor para fazer, e sou dotado da maior teimosia que alguém pode ter, posso dedicar o resto de meus dias caçando na Internet e em jornais e revistas todo tipo de matéria, até as mais absurdas, detonando a Monsanto, a Basf e empresas afins. Basta eu ser importunado. Pra mim tanto faz.
Abs.

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