sábado, 1 de setembro de 2012

"Se eu ganhasse na Megassena..." e meus planos para São Paulo

Antes de qualquer outra coisa, advirto que sou um sujeito cujos gostos e preferências são comuns, sem grandes desejos, sem grandes esperanças. Sem vaidades.
Advertência feita, gostaria de mostrar os grandes planos que tenho para a adorada cidade de São Paulo, e sua espetacular população, no caso de um dia eu vir a ser contemplado pela prodigiosa sorte.
Pois bem. De posse de alguns milhões de piastras, minha vida continuará a mesma. Mas algumas idéias minhas se tornarão realidade.
Antes de mais nada, de posse dos tais milhões, farei jus à fortuna e à minha natureza paulistana adquirindo carros. Centenas deles. Aliás, serão milhares. E contratarei pessoas para botarem nas ruas estes automóveis de minha frota, bem no horário de rush, toda a frota ao mesmo tempo. Por quê farei isso?
Simples: porque eu tenho esse direito. Se isso prejudicará milhares de outros paulistanos... bem, isso é PROBLEMA DELES, não meu.
Outra coisa que me deu vontade de fazer, e farei quando for um milionário da Megassena: uma das coisas que me incomodam muito são sacolinhas plásticas jogadas nas ruas da cidade. Nego reclamou pra caralho quando elas deixaram de ser distribuídas pelos supermercados, aquela chorumela toda, e hoje você anda na rua e dá com as tais famigeradas entupindo bocas de lobo. Em resumo: o paulistano pega sacolinha e joga na rua. E que se dane as consequências, o destino, etc.
Bom, nós ricos temos grana para comprar milhões de sacolinhas. Eu comprarei uns desses milhões e mandarei pessoas saírem jogando as sacolinhas nas ruas. Jogando por jogar, que nem aquele personagem do Pica-Pau, o "Luís Espalha-Lixo". Sabe por quê farei isso? Simples: porquê EU POSSO. Todo mundo pode. Pode e faz. A diferença é que eu, idiota, não fazia. Mas o dinheiro transforma as pessoas. Eu farei de forma superlativa. Azar de vocês.
A mesma lógica aplicada às sacolinhas funcionara com o "só um papelzinho". São dezenas de anos observando vagabundos jogando "só um papelzinho" pela janela do ônibus. De posse de meus milhões, calcularei o quanto de "só um papelzinho" deixei de jogar pela janela ( um direito meu, que não ususfruí ), multiplicarei pelo fator "minha riqueza atual e meu patamar de consumo", e contratarei pessoas para jogarem o resultado, na forma de "papeizinhos", pelas janelas São Paulo afora. Tenho esse direito, e tenho que recuperar o tempo perdido.
Finalizando, e ainda na seara dos "direitos" dos quais tenho aberto mão nos últimos anos, contratarei centenas de jovens, de preferência praticantes de jiu-jitsu, e lhes darei celulares e MP3 com os quais escutarão, sem fones de ouvido, e no último volume, o puro heavy-metal dentro de ônibus, Metrô e trens paulistanos.
Preferencialmente isso se dará em bairros ditos "populares", onde tal tipo de música é considerada socialmente herética, por não contar com o selo de apovação popular. Como se sabe, somente fãs de música dita "popular" têm o "direito" (sic) de escutar música alta dentro do transporte público paulistano. Não há tolerância. Dissidêntes que não se enquadrem no padrão "popular" são rechaçados. Minha fortuna ajudará a mudar esse quadro.
Como é bom ser rico. Como é bom botar o dinheiro pra trabalhar em prol da população paulistana

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