sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Uso abusivo de DNA pode incriminar inocentes, diz estudo

Reclusos temem que a sua informação genética seja “plantada” em cenas de crime alheias
Apesar de acreditarem nos benefícios do DNA para reduzir ou eliminar erros na investigação criminal, os reclusos temem que este método “caia em mãos erradas” e seja utilizado para incriminar determinado suspeito ou forçar uma confissão com base em alegada posse de prova científica. Esta é uma das conclusões retiradas de um estudo pioneiro co-assinado por Helena Machado, professora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e recentemente publicado em livro.
O trabalho centrou-se em 57 reclusos de três prisões de Portugal e duas da Áustria, condenados por diversos crimes, nomeadamente fraude qualificada, homicídios, crimes sexuais, roubos e furtos e tráfico de drogas.
“Os presidiários têm uma imagem negativa do trabalho policial e do sistema de justiça penal e neste sentido questionam a possibilidade de os agentes policiais “plantarem” propositadamente vestígios de DNA em cenas de crime”, explica Helena Machado, que contou com a colaboração de Barbara Prainsack, da Universidade de Brunel (Reino Unido).
Os resultados do livro, intitulado «Tracing Technologies. Prisoners’ Views in the Era of CSI», concluem ainda que "a tecnologia do DNA", vista por todos como uma espécie de “máquina da verdade”, não tem qualquer efeito dissuasor ou de prevenção da criminalidade.
“Os reclusos não acreditam que a criação de grandes bases de dados com informação genética de suspeitos e de condenados possa vir a diminuir a criminalidade”. E acrescenta: “A tomada de consciência que os investigadores criminais estão dotados de tecnologia avançada para detectar e analisar vestígios biológicos na cena de crime pode fazer com que os criminosos se tornem cada vez mais sofisticados, desenvolvendo técnicas cada vez mais apuradas para evitar deixar vestígios”.
Helena Machado é professora e directora do mestrado «Crime, Diferença e Desigualdade», do Departamento de Sociologia da UMinho. É autora de diversos trabalhos sobre os impactos políticos, sociais e culturais da utilização de tecnologia de DNA com objectivos forenses e coordenadora de projectos interdisciplinares sobre a área.
Do conjunto dos seus trabalhos, destacam-se os livros «Manual de Sociologia do Crime» e «Justiça, Direito e Média: Tópicos de Sociologia», ambos editados pelas Edições Afrontamento. Publicou ainda vários artigos sobre as implicações éticas e sociais da utilização de informação genética em sede de investigação criminal em revistas internacionais. ( CH

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Homem perdoa esposa que lhe tentou arrancar os olhos

Um homem norte-americano, que foi esfaqueado quatro vezes e quase ficou sem olhos, diz que ama e perdoa a mulher, mesmo depois de ela quase lhe ter provocado a morte, divulgou o ‘Daily Mail’ esta terça-feira
Dereck Burns, de Flint (EUA), ficou de tal forma ferido que a polícia pensou que acabaria por morrer.
Wendy Burns, de 49 anos, foi condenada a seis anos de prisão na semana passada, após admitir que usou uma faca para esfaquear o marido. Além disso, tentou arrancar-lhe os olhos, bateu-lhe violentamente com um cinzeiro de vidro na cabeça e esmurrou a cara do marido.
Contudo, o homem, de 62 anos, espera pela mulher. “Já lhe escrevi quatro vezes, a dizer que a perdoo, mas nunca recebi resposta”, disse.
Segundo Dereck, Wendy já foi detida várias vezes por ataques cometidas ao longo de 15 anos de casamento.
O homem disse ainda que pretende pedir ao tribunal para reduzir a pena.
Dereck explicou que a esposa teve problemas no passado, relacionados com episódios de violência, e que a perdoa, além de ter saudades dela e ainda a amar. ( CM )

sábado, 25 de agosto de 2012

Italiano detido por crime semelhante ao que contou em livro

Um italiano, de 34 anos, é suspeito de ter assassinado Anthonia Egbuna, uma jovem prostituta nigeriana de 20 anos, e contado o crime no livro "A rosa e o leão". Daniele Ughetto é licenciado em Filosofia e escreveu no livro uma história muito semelhante àquela de que, agora, é acusado pela Justiça italiana.
O corpo de Anthonia Egbuna foi encontrado a 26 de fevereiro num dique do rio Po, em Turim, no norte de Itália. Segundo os investigadores do caso, o principal suspeito é Daniele Ughetto, com quem a vítima mantinha uma relação conturbada.
No livro "A rosa e o leão", o jovem relata a mesma relação tumultuosa de um personagem que tenta retirar da rua uma mulher nigeriana por quem se apaixonou. No romance de Ughetto, o personagem não consegue concretizar este propósito e, por isso, mata a mulher.
"Ele amava-a e amava-a cada vez mais mas ela não queria deixar a rua. Todas as suas tentativas para fazê-la mudar de vida falharam e, por este motivo, ela transformou-se na sua torturadora", escreveu Ughetto.
Na vida real, a história não parece ter sido muito diferente. O jovem italiano reconheceu a um juiz que conhecia a mulher e que tinha sido o autor do romance. Ainda assim, negou ser o autor do crime de que é acusado.
Os investigadores acreditam que Daniele Ughetto é o responsável por um homicídio voluntário premeditado e pela posterior ocultação do cadáver.
O jovem foi detido, quinta-feira, e o juiz determinou que permaneça em prisão preventiva por haver risco de fuga.
Entre a ficção e a vida real, há algumas diferenças, já que no livro a mulher é alvejada, enquanto a jovem nigeriana foi esfaqueada, segundo revelou a autopsia.
O relatório médico diz que algumas numerosas e profundas feridas que Anthonia Egbuna tinha na cabeça, nas mãos e no pescoço eram "sem dúvida, resultado da intenção de defender-se".
A polícia acredita que também foi Daniele Ughetto quem se desfez do cadáver no rio Po. ( JN )

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Males de nosso tempo: fast-food estupidifica as pessoas, mostra pesquisa científica


Um grupo de nutricionistas britânicos realizou um estudo de que participaram mais de 6.000 britânicos com idade entre 35 a 55 anos. O experimento durou 10 anos.
Durante este período, os submetidos à prova fizeram regularmente testes de QI e de memória. Os autores do experimento não lhes pediram para manter qualquer dieta. Os resultados mostraram que as pessoas com excesso de peso que preferem fast food foram as que tiveram os piores resultados nos testes. Os resultados das pessoas que tiveram uma alimentação mais saudável não se degradaram tão drasticamente.
Os cientistas observam que as pessoas obesas envelhecem mais rápido. Consequentemente, a sua memória e o funcionamento do cérebro se deterioram mais rápido do que os das pessoas que levam um estilo de vida saudável.
No momento, mais de meio milhão de pessoas sofrem de debilidade mental na Europa. ( VOZ DA RUSSIA )

Irã ( claro, onde mais? ): estudante não recebe diploma por ter usado palavra "INFERNO" em discurso de graduação!!!

Diploma recusado pelo uso da palavra "inferno" no discurso de graduação
Uma estudante do estado do Oklahoma, nos EUA (*), viu a entrega do diploma ser-lhe negada pois a escola não gostou de uma palavra usada no discurso. Para receber o diploma, a estudante deverá escrever um pedido de desculpas à escola.
Kaitlin Nootbaar é uma aluna brilhante que acaba de se graduar na escola secundária, em Oklahoma, nos EUA, mas esta não lhe quer entregar o diploma. Tudo porque a jovem usou a palavra "hell", ou "inferno" em português, durante o seu discurso de graduação, noticia o site norte-americano "Huffington Post".
Nos Estados Unidos é costume os alunos discursarem numa cerimónia que marca o final do percurso no secundário. Em maio, na cerimónia da escola de Nootbaar, quando esta terminou o discurso, houve alguém que lhe perguntou o que ia ela fazer da vida. A jovem respondeu "how the hell do I know?", que pode ser traduzido por "como raio vou saber?" ou "como diabo vou saber?".
Na altura a expressão foi recebida com risos e aplausos por parte dos colegas, mas quando a aluna foi buscar o diploma, foi-lhe dito que esta apenas o receberia se escrevesse um pedido de desculpas pelo uso da palavra "inferno".
Tanto a jovem como os pais se encontram furiosos com a situação e Nootbaar já fez saber que não pretende pedir desculpa, pois tem direito ao diploma pelo seu trabalho, pelos resultados dos exames e pelas atividades extracurriculares. A jovem conseguiu também uma bolsa de estudos para a universidade.
Também outro estudante viu ser-lhe negado o diploma, desta vez no estado do Ohio, em junho. Aparentemente, os gritos de apoio por parte da família e amigos de Anthony Cornist perturbaram a cerimónia de graduação, pelo que o jovem teve que fazer 20 horas de serviço comunitário para obter o diploma. ( JN )

(*) CARAMBA, eu escrevi "IRÃ"? Que erro absurdo!! Acho que a razão dessa confusão está no fato de que a mídia fala tanto em "fanatismo religioso" e "terrorismo", relacionando-os com este país persa - chegam até a suprimir as informações que mostram que esse tipo de coisa ( fanatismo religioso ) é observado mais na Arábia Saudita, país aliado do Ocidente - que eu meio que troquei as bolas, confundindo EUA com Irã. Que coisa...
Olhem, corrigindo: foi nos EUA, não no Irã!

domingo, 19 de agosto de 2012

Contos tomatísticos


Essa é muito legal. O desfecho, ótimo. Eu, pelo menos, achei assim.
Vinham pela rua três pequenos tomates. Os três, com fones de ouvido escutando música no celular, ao mesmo tempo em que seus dedos de tomates digitavam sem parar, febrilmente, mensagens, SMS e coisas desse tipo.
Foram atravessar a rua, desatentos como eles só.
Veio um carro em alta velocidade, que atropelou um dos pequenos tomates:
PLOFT!
O tomate atropelado gritou:
- AAAAIII!
Os outros dois não escutaram nada.
O segundo tomate também foi atropelado:
PLOCHT!!
Esse virou ketchup. Ao ser atingido pela roda do veículo, berrou:
-UUAAAAIIII!
O terceiro tomatinho tampouco escutou algo. E também foi colhido pelo automóvel:
PLOFTT!
E o motorista, que durante esse morticínio todo, estava também digitando mensagens no celular, foi embora sem perceber o estrago que fez.
A polícia não foi acionada e tudo ficou por isso mesmo.

FIM

Ministério da Defesa britânico conclui que OVNIS "não são ameaça à segurança do país" e encerra pesquisas


Militares britânicos cessaram estudos de OVNIs
O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha suspendeu as pesquisas de objetos voadores não-identificados (OVNIs), ao liquidar o último departamento que durante décadas analisou as informações de britânicos sobre fenômenos estranhos atribuídos a extra-terrestres.
A decisão foi tomada depois de os peritos terem concluído que os OVNIs não ameaçam à segurança do país.
“Nos 50 últimos anos não tem havido uma só prova de existência de tal ameaça, e o Ministério da Defesa já não tem estruturas que estudem tais fenômenos”, constatou um porta-voz do Ministério. Segundo ele, a continuação dos estudos de OVNIs exigiria muitos esforços e verbas que podem ser canalizados para objetivos mais importantes.
O desmantelamento do departamento começou 3 anos atrás. Nessa altura, foi desligada a “linha quente”, pela qual os militares atendiam os telefonemas sobre OVNIs. ( Voz da Rússia )

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Condutor de carro funerário morre enquanto transportava morto


Familiares estranharam o corpo não chegar e ligaram para a polícia
Uma família em Beverly Hills, Los Ageles (EUA) esperava para prestar as últimas homenagens a um familiar, mas o corpo não chegava. Desconfiados de que algo se passava, ligaram para a polícia a apresentar queixa da agência funerária.
Ao mesmo tempo, a esquadra de Beverly Hills recebia a informção de que tinha sido encontrada uma pessoa morta no banco de condutor de um carro fúnebre estacionado perto do Beverly Hills Hotel, de acordo com o portal de notícias «R7».
Quando a polícia chegou ao local, encontrou os dois homens mortos. O motorista que devia ter levado o corpo até ao velório morreu enquanto efetuava o serviço.
Apesar de a investigação ainda estar na fase inicial, a polícia acredita que o motorista morreu de causas naturais. ( TVI24 )

A estranha "síndrome do encarceramento"


Norte-americano ficou "preso" dentro do próprio corpo
Richard Marsh, tinha 60 anos quando sofreu um severo ataque do "síndrome do encarceramento". Ficou consciente mas sem conseguir mexer-se ou comunicar. Marsh chegou a ouvir a conversa dos médicos com a mulher sobre se deveriam desligar a máquina de suporte de vida. Hoje, recuperou 95% das suas capacidades físicas.
Richard Marsh tinha 60 anos quando, em 2009, teve um ataque do "síndrome do encarceramento". A doença fez com que ficasse consciente, mas preso dentro do próprio corpo, porque não conseguia mexer nenhum músculo e muito menos comunicar. Marsh, que é um ex-polícia e professor reformado, estava vivo mas sem conseguir dizê-lo à equipa médica e à família.
Assim, dois dias depois do ataque acordou e teve, provavelmente, o maior susto da sua vida. Marsh, que estava consciente, ouviu os médicos a conversarem com a mulher, Lili, sobre a possibilidade de desligarem o ventilador que o mantinha vivo. A equipa médica acreditava que Richard Marsh estava num estado vegetativo e que tinha apenas 2% de hipóteses de sobreviver.
"Eu podia ouvir e na minha cabeça estava a gritar: Não!", disse Marsh em entrevista ao jornal britânico "The Guardian". O homem enfrentava um estado muito severo do "síndrome do encarceramento" e estava rodeado de máquinas, fios e um tubo que lhe descia pela garganta para poder respirar. Assim, "quando acordei, a única coisa que conseguia fazer era piscar os olhos", explica Marsh.
No entanto, este pequeno movimento foi o que lhe salvou a vida. No terceiro dia de internamento, um médico disse a frase que o homem tanto esperara ouvir: "Eu acho que ele ainda está vivo". Deste modo, descobriu que Marsh comunicava através do piscar dos olhos.
O homem relembra que estar à mercê dos outros é extremamente frustrante, mas garante que nunca perdeu a esperança. Atualmente recuperou em 95% as suas capacidades físicas, leva uma vida normal na Califórnia, Estados Unidos da América, e o seu caso é considerado um autêntico milagre.
O "síndrome do encarceramento" é muito raro e afeta cerca de 1% das pessoas que têm acidentes vasculares cerebrais. Apresenta um quadro clínico para o qual não há um tratamento definido nem cura e mata cerca de 90% das pessoas que atinge. Para os que sobrevivem, não há grandes esperanças de recuperarem a qualidade de vida que tinham antes da doença.
A doença ficou mais conhecida depois do filme sobre a vida do ex-editor da revista "Elle" francesa, Jean-Dominique Bauby. ( JN )

Ucrânia: Bob Esponja é "gay" e desenhos da Disney "estimulam pornografia"!

Bob Esponja é gay e vários desenhos estimulam a pornografia
O popular personagem de animação Bob Esponja é gay (*), aponta um estudo elaborado pela Comissão Nacional sobre assuntos para a defesa da moral ucraniana ( Ukraine’s National Expert Commission for Protecting Public Morality ) citado nesta quarta-feira pelo jornal local Ukraínskaya Pravda. Já os filmes da Disney, diz a pesquisa, estimulam a pornografia.
A Comissão analisou algumas das principais séries de animação que estão na grade televisiva do país para propor a proibição daquelas que representam “uma ameaça real para as crianças”.
De acordo com este estudo, além de Bob Esponja, outras séries como Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Pokémon, Teletubbies e Futurama são “projetos especiais dirigidos à destruição da família e à propaganda do vício em drogas”, além de “criar criminosos e pervertidos”.
Desta forma, essas animações representariam “um claro exemplo de propaganda do sexismo”, segundo o artigo publicado em um dos principais jornais ucranianos.
Para a psicóloga Irina Medvédeva, citada pelo estudo, as crianças com idades entre 3 e 5 anos que assistem essas séries “tendem a imitar os trejeitos dos personagens e a fazer brincadeiras diante de adultos que não conhecem”.
Neste sentido, Irina aponta que a série Teletubbies, por exemplo, segue “a criação proposital de um homem ‘subnormal’, que passa o dia todo diante da televisão com a boca aberta e engolindo qualquer informação” que conforme a “psicologia dos perdedores”. ( TV FOCO )
( * ) O CRIADOR DA SÉRIE DISSE QUE NÃO: http://www.people.com/people/article/0,,1021976,00.html

The Ascent, a máquina que te faz levitar até 6 metros do chão

A máquina de levitar
Estrutura criada por engenheiro capta impulsos neurais e ergue as pessoas até 6 metros do chão
De pé sobre uma superfície circular, o visitante é atado em um equipamento de segurança contra quedas, semelhante aos usados para escalar montanhas. Em sua testa e nas laterais da cabeça são colocados eletrodos, os mesmos usados em exames de eletroencefalograma (EEG), que registram os impulsos elétricos do cérebro e os enviam para microcomputadores. Assim começa a diversão na estrutura The ascent. Criada pelo engenheiro Yehuda Duenyas, do Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, a máquina que faz pessoas levitar com o poder do pensamento tem atraído curiosos a um teatro na periferia da cidade, onde está instalada.
Os registros neurais são processados e o espectador é iluminado por um feixe colorido – se for vermelho, significa que ele está “distraído” demais para levitar; verde, que tem concentração suficiente para subir cerca de 1 metro; azul, que está com a mente limpa de pensamentos que desviam sua atenção do foco e por isso pode voar. Segundo os organizadores do projeto, a maioria das pessoas não passa da “fase verde”. No entanto, alguns poucos conseguem atingir os 6 metros, marca comemorada com uma explosão de confetes prateados. “Geralmente costumam praticar meditação”, assegura Duenyas. ( MENTE & CÉREBRO )

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Pérolas paulistanas: paulistano ensinando ao filho o valor da coisa pública

Essa eu escutei hoje, infelizmente, enquanto filava as capas dos jornais, expostas no jornaleiro.
Dois cidadãos paulistanos se aproximam, e um deles começa a olhar a capa de um desses jornais sobre concursos públicos. Falaram algo sobre futebol, INSS, futebol, assaltos, aí o sujeito que se deteve no jornal de concursos abordou o assunto "concursos".
Tentei não prestar muita atenção, mas, de repente, ele tascou esse horror, o velho primor de lenda urbana neoliberal, muito em voga nos anos 90:
- Já falei pro Betinho ( filho dele ): pega e faz esse negócio ( concurso público ), pega esse jornal, estuda e faz a prova...Você entra lá ( citou uma estatal, ou um cargo qualquer de escritório, escriturário, sei lá o que em autarquia )e tira uns 2 mil por mês...
Olha, juroporDeus, eu estava diante de um anacrônico e caricato personagem, parecia saído da Praça é Nossa. Ele arrematou dessa forma, com sua visão esclarecida e bastante comum sobre os funcionários públicos:
- ... funcionário público não faz nada. Blablabla...
Quando ele vomitou seu lugar-comum eu parei de escutar. Em primeiro lugar, ele não sabe que até mesmo a própria bíblia anti-servidor público do Brasil, o Semanário dos Homens Bons, ou seja, a Revista Veja liberou, há anos, seus leitores de classe-média para que entrassem no serviço público via Concursos Públicos, dizendo que é uma boa?
E, em segundo lugar, é assim que ele ensina o filho sobre como se deve lidar com a chamada "coisa pública"? Que exemplo o senhor dá a ele? "Vai lá meu filho, e rouba também!" Esse país tá perdido mesmo!
Só podia ser em São Paulo, escutar um descalabro desses!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Política: candidatos não podem dizer a verdade sempre

É uma verdade brutal, concordo. Mas é assim que tem que ser.
Vamos pensar o seguinte: imagine o senhor ou a senhora que, durante o horário eleitoral, um sujeito, candidato a vereador por São Paulo, por exemplo, dizendo com todas as letras que não existe nenhuma "Indústria da Multa" e os meliantes, que são na verdade os próprios eleitores paulistanos, não são devidamente multados pelo que fazem, apesar de fazerem tudo o que querem, e sempre às claras. É carro na calçada, é gente guiando e falando ao celular enquanto dirige nas mais movimentadas avenidas da Capital. Todo tipo de horror que um motorista pode fazer.
Obviamente, os senhores serão tomados por uma imensa fúria, apesar de saberem que é a mais pura verdade.
A despeito de existirem alguns eleitores/cidadãos ingênuos, o que prolifera, mesmo é o "crente cínico". O crente cínico é aquele que "acha" que existe, sim, a famigerada Indústria da Multa, por que lhe convém. Eu explico: o crente cínico ssabe o que apronta, mas faz questão de reclamar entre os amigos, conhecidos, vizinhos ( alguns chegam até a mandar carta para jornais, blogs, rádios e revistas ), ele gosta de fazer todo tipo de alarde. Seu objetivo é convencer as pessoas de seu ponto de vista, com o intuito de fabricar uma espécie de opinião pública que poderá, consequentemente, tornar-se um agente de pressão popular. Se o poder público tomar conhecimento da existência de uma "revolução silenciosa" que não gosta de ser multada no trânsito, o gestor fará o que tem sido feito em São Paulo: multa-se, sim, mas menos do que deveria. Ambos, poder público e população, aham, esclarecida, ficam meio satisfeitos, os dois cedendo um pouco: poder multando menos do que pode e deve e população sendo apanhada pela CET menos do que faz por merecer. O crente cínico fez a diferença e pode continuar cometendo seus pequenos crimezinhos no trânsito, pois assustou e acuou os responsáveis por botar ordem nessa zona toda, que se recolheram covardemente.
De volta à verdade eleitoral.
Se o mencionado candidato hipotético dizer o que todos sabem ( "Não existe blablabla..." ) e propor, por exemplo, o aumento - que se faz necessário, sabem os especialistas - do efetivo da CET ou a também necessa´ria reduçaõ dos limites de velocidade para proteção do pedestre,  o povo vai caçar esse cara como uma ratazanha prenhe. Ou, simplesmente, o cara jamais será eleito. Nem a esposa e os filhos votarão nele. O padeiro vai vender pão mofado a ele. O pasteleiro vai botar somente vento no pastel. Vai tomar bolada na rua. O taxista vai tascar uma bandeira três.
Digam, então: o político tem MESMO que falar sempre a verdade?

sábado, 11 de agosto de 2012

A "Indústria da Multa Não Existe" em: "Como o senhor conseguiu essas informações?"

PLANETA: TERRA
CIDADE: SÃO PAULO
Uma localidade de 3º. Mundo, rica e pobre ao mesmo tempo, pois as desigualdades sociais são gritantes. Arranha-céus orgulhosos em lugares bacanudos e modernos convivem com palafitas em bairros longínquos, compondo uma cidade, geograficamente falando. Salários de milhares de dólares e "torneiras pingando" trocados provenientes de bicos ou baixos salários, noves fora, temos uma enganosa média de 1º.Mundo.
O PROBLEMA EM FOCO
Um dos grandes problemas desta metrópole é a poluição. E grande parte desta poluição provém da escolha da população pelos automóveis. Seja qual for o motivo ou a desculpa, se boa ou má, estamos diante de um fato.
Dependendo do ponto de vista, isso não configura defeito ou problema coisa nenhuma. Seria, para alguns, sinal de desenvolvimento. Que seja.
De qualquer maneira, são milhões de automóveis circulando diariamente, num vaivem maluco e ensurdecedor. Alguns acostumaram com isso. Muitos, eu diria. A maioria, sejamos sinceros. São dois os problemas, na verdade: um, o excesso de veículos; e dois, o caráter de nossos motoristas. Se os carros fossem guiados por milhões de Gandhis ou Chaplins, seria outra coisa. Mas o personagem que representa melhor nossa gente motorizada é Átila, o Huno. Hannibal Lecter também fica legal.
O CONTROLE DO PROBLEMA
Isso é força de expressão, já que não há controle. Mas, de qualquer forma, para tentar minimizar tais dificuldades, a cidade dispõe da Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET. Deixo pros senhores descobrirem quais são as atribuições da mencionada CET; uma delas, a mais famosa, é botar na rua seus milhares de fiscais com a missão de multar os motoristas. Simples assim.
Essa é a visão delirante da maioria da população paulistana. Basta dizer que os tais "milhares" de "marronzinhos" ( como são popularemente conhecidos os fiscais ) são uma gota de água no mar. Há três vezes menos fiscais de trânsito que o necessário. São insuficientes, e ponto final. A população ignora tal fato, talvez porque lhe convenha, e muito. A mídia ajuda bastante a difundir e alimentar essa visão delirante, fazendo com que os "marronzinhos" pareçam versões violentas e mais corruptas do Xerife de Nothingham, sempre a perseguir e acuar nossos santificados e honestos motoristas.
NOSSO POVO
O cinismo impera. É mais fácil você ganhar na MegaSena que ser multado.
A insuficiência de fiscais criou uma permissividade absurda, e os delitos de trânsito são a regra. Mas nossos cínicos motoristas ( melhor dizendo, nossos cínicos cidadãos ) fazem como aquele jogador de futebol que caçam o atacante, fazem pênaltis clamorosos, e ficam naquele ar indignado de "EEEEU?!!? EU FUI NA BOLA, SINHOR...!!"
Aqui neste blog já propus o teste: pegue uma avenida, fique uns cinco minutos observando os motoristas que passam e anotem quantos falam ao celular. Palavras ao vento, eu sei. Pior é que tem gente que até escreve para jornal "denunciando" a "Indústria da Multa". Porque convém, repito.
Particularmente, um dos crimes ( pra mim é crime, e dane-se ) de trânsito mais desgraçados, perpetrados pelos paulistanos, é estacionar sobre as calçadas. Essa atinge todos os limites de canalhice. A cidade já foi sendo construída para restringir ou impedir a circulação de pedestres ( eu não gosto do termo "pedestre", já que fica parecendo um rótulo, uma "tribo urbana"; não é nada disso: os pedestres são os seres humanos, e estes não devem se render às máquinas, mesmo que estas estajam sob o comando de outros seres humanos; se bem que fico em dúvida sobre quem comanda quem ), e vem vagabundo botar o carro na calçada. Calçadas que são outro lixo, por falta de fiscalização. E de caráter do morador, claro. Um caos geral.
Pois bem. Por falta de pessoal da CET nas ruas, se tornou obrigatória a ajudinha do cidadão. Quando flagrar o carro de um verme em local proibido, ou sobre uma calçada, você liga para a CET, pelo número ( gratuito ) 1188. Feita a cagüetagem - que faço com o maior prazer -, é só esperar a vinda do vingador da Justiça. Mas...
Nem sempre o fiscal comparece ao local do crime. É comum passarem 7 ou 8 horas e ninguém aparece. Ou demora-se tanto, que o meliante tem tempo de cometer o crime e evadir do flagrante. Dá até vergonha, quando o marronzinho chega e percebe que veio à toa. Parece até que sofreu trote telefônico. Ou, então, você chama, e o fiscal simplesmente não vem. Hoje ocorreu isso: de posse do protocolo, quis saber o andamento da solicitação, feita horas antes: a resposta foi que o "fiscal da região" (!!!) tinha outra prioridade. O crime gargalha, vitorioso.
Vocês, senhores, percebem que quando me refiro a "meliantes e criminosos", refiro-me a qualquer cidadão comum, não? É isso mesmo. O cidadão comum em seus rompantes de marginal. Para si mesmo, um cara legal; uma autoimagem generosa, mas falsa. Não têm meu apreço. Pode ser meu vizinho, meu cliente, um conhecido, azar.
UM CHISTE
Ontem, vestindo uma de minhas personas no Twitter ( tenho 3 ou 4 ), cagüetei à CET um carro estacionado sobre uma calçada. Um hábito manjado, num local manjado, apesar de aberto, visível. em suma: estacionou na cara-dura sem medo de ser pego. A resposta, eu já esperava, foi aquela protocolar. Vejam:
Sim, querida CET. Sei disso. E faço isso direto. Mas, é foda. Às vezes me acho o único paulistano que gasta algum tempo telefonando prá vocês. Claro, sei que não é assim. Mas sabe o porquê do sentimento? Tão aqui os motivos:
OS MOTIVOS
Uma das razões: a proporção pessoas / automóveis. Acho eu, dois em cada dois-e-meio paulistanos possuem automóvel. Logo, é óbvio que ninguém vai querer um fiscal da CET perto de casa. Talvez em casos extremos, tipo, alguém deixar seu veículo estacionado na frente da garagem de outro, e este precisando entrar ou sair.
Dois: a "omertá" entre proprietários de automóveis. Se a CET ficar circulando por aqui, eu posso ser pego um dia. Logo, não é negócio ficar chamando. Eu posso até ficar chateado por minha mãe idosa ter que sair da calçada e andar na rua por causa dum lixo. Mas, vai que a CET vem verificar o problema e me pega estacionado em local proibido, como estou fazendo agora. A velha entenderá. No mais, sou sangue de seu sangue mesmo...
Três: pela conversa geral, você vê que quem não possui automóvel se sente um pária, um rebotalho. De modo que o desejo de comprar um é urgente, mesmo que não se tenha condição financeira boa no momento. Mas a vontade fica, persiste, e o desejo será satisfeito, logo que as condições melhorem.
Assim, o "pedestre" seria, na verdade, um "atualmente pedestre", ou um "pedestre, no momento, mas isso vai mudar". Então, por quê fortalecer a CET se, um dia, estarei ( Se Deus quiser! ) de carro? Sou pedestre, infelizmente. Me ferro hoje para colher os frutos amanhã.
POR FIM....
"COMO É QUE O SENHOR CONSEGUIU ESSAS INFORMAÇÕES?"
OU: "TODO DIA 'ELES FAZ' TUDO SEMPRE IGUAL"
Já disse que telefono pra CET sempre que posso, mas já fiz muito mais. A frustração é grande. Os resultados são desanimadores, em retrospecto. Todos esses anos, agindo como um "marronzinho voluntário", e a proporção de denúncias / punição justa é baixa. Os meliantes quase sempre se safam.
O que não me impede de continuar tentando.
Uma das coisas que me faz ver as coisas muito mais claramente, é que eu ando a pé, e muito. Meu trajeto de ida até o trabalho é de cerca de 35 minutos. E uns 40, 45 minutos na volta. às vezes volto de ônibus.
Nessas andanças, percebi que certos locais são como "pontos viciados", como aqueles locais que as pessoas despejam sucatas, lixos, entulhos e restos. Alguns horários são certos, batata. Há uma irritante alternância, difícil de acompanhar, já que, por exemplo, certos pontos são manjados aos domingos à tarde, mas não nos demais dias e horários. Outros locais são locais de crimes em dias de semana, depois das 5 da tarde, mas no retante, sem problemas.
Isso é que provoca o desânimo. Se a CET for chamada, e vir em determinado horário, geralmente incerto, talvez pegue alguém. Mas, se passasse diariamente ali, em horários regulares, a coisa mudaria. Em conclusão, o certo seria uma fiscalização ampla e constante, todos os dias e horários. Não se se isso é possível, reconheço.
Enquanto esse ideal não se concretiza, desenvolvi um "método" meio maluco: ligo antes mesmo de acontecer alguma coisa. Já funcionou.
Sim, você leu certo.
Conheço os locais e horários onde o crime acontece. Pois tem gente que todo dia faz tudo sempre igual. Então, não miro em ninguém em especial. Estimo umas 3 ou 4 horas pra chegada do fiscal, após feita a chamada, faço uma listinha destes locais e arrisco. Faço um roteiro de locais próximos, para facilitar o trabalho deles. Ponto A > Ponto B> Ponto C, todos próximos. Aí o fiscal não se desloca de onde estiver por causa de uma única denúncia. Questão de economia, também...
SURPRESA
Hoje tive uma surpresa estranha. Cansado de ver, sempre na calçada de um posto de gasolina fechado ( situado numa área aberta, visível e movimentada ) algum veículo atrapalhando ( geralmente é gente de alguma mecânica que põe ali ) resolvi incluí-lo, novamente, em minha lista, no meu roteiro. Esse é um dos locais manjados e, dia sim, dia não, eu faço minha parte pela cidadania. Só que, por incrível que pareça, a cena se repete quase que também diariamente. É um pesadelo!
Pois bem. Logo cedo, lá pelas 8:50 da matina, fiz uma listinha rápida de lugares em que, sabia eu, o crime estaria ocorrendo bem na hora da chegada do fiscal. Tipo "Minority Report". Não havia nada ocorrendo no momento da ligação pra CET mas, quando esta chegasse, teria frutos a colher. Líquido e certo.
A atendente pegou o primeiro endereço, o do posto. Deu-me o número do protocolo. "Peraí, que tem mais!", eu disse
Dei o segundo endereço, uma casa onde todo santo dia o cara deixa o carro na calçada estreita, numa rua de duas mãos. Peguei o protocolo. "Calma que tem mais", falei, olhando minha listinha de uns 8 pontos viciados. Dei o terceiro serviço, e o quarto. O quinto. A moça pareceu meio impaciente. Depois que apresentei a sexta barbada, a mulher me perguntou:
- Como o senhor conseguiu essas informações?
Juro que não entendi. Como assim, onde consegui as informações? Fiquei desconcertado, acuado. Como se EU ESTIVESSE FAZENDO ALGO ERRADO. Respondi gaguejando:
- A-andando... Meu caminho... er, meu trajeto pro trabalho... er, eu vejo, er, eu vi essas coisas.
Realmente não entendi a questão. Teria que explicar alguma coisa? Nem me ocorreu questionar. Em todos esses anos como Falcão da Justiça, Cavaleiro da Liberdade, Sentinela da Decência, eu passei por situação semelhante. Ter que me explicar por estar fazendo um trabalho que é, no fim das contas, da CET?
De qualquer maneira, horas depois, verificando os protocolos das solicitações, me informaram que nada daquilo servira para nada. O "fiscal da região" teve outra ocorrência, muito mais importante. Um semáforo com problema, ou algo do tipo.
O crime gargalha, vitorioso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Torcida do Palmeiras na livraria: “Serra, ladrão, larga o Marcão”

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, se deu mal na noite de autógrafos do livro "Nunca Fui Santo" (*), biografia do ex-goleiro Marcos, do Palmeiras, assinada pelo jornalista Mauro Beting. Realizado na noite de terça-feira (7), o lançamento do livro arrastou milhares de pessoas à livraria Saraiva do shopping Eldorado, em São Paulo.
Uma nota no site Terceiro Tempo, do jornalista esportivo Milton Neves, relata que o tucano teve uma recepção nada amistosa por parte da torcida palmeirense. Ao se aproximar de Marcos e Mauro Beting, que davam autógrafos no local, foi recepcionado pela multidão aos gritos de "Serra, ladrão, larga o Marcão!".
José Serra ficou preso por um bom tempo dentro da livraria, que ficou pequena para a quantidade de pessoas que compareceram. Como só havia uma porta na livraria, que servia de entrada e saída, nem os seguranças dele davam conta de tirá-lo de lá. Enquanto permaneceu no local, todo suado, com cara de cansado, teve de ouvir os apupos da torcida palmeirense.
Serra é também conhecido pela torcida do clube como um tremendo pé-frio. Quando ele aparece no estádio ou se pronuncia como palmeirense o time sempre se dá mal. ( HORA DO POVO )

(*) Que pode ser comprado pelo site da LIVRARIA CULTURA. Veja AQUI.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Museu do "Acredite se Quiser", em Londres

Um espetáculo de bizarrices
A recepção é feita por uma réplica perfeita do The Lizardman, com sua arrepiante língua cortada ao meio, o corpo coberto por tatuagens verdes e seus dentes afiados. É o cartão de visitas do Believe it or not, um museu de Londres da franquia Acredite se Quiser que mostra coisas excêntricas ou bizarras espalhadas pelo mundo.
Inaugurado em 2008, transformou-se em um sucesso. São cinco andares no ponto mais movimentado de Londres. A especialidade é surpreender ou assustar, tanto que um cartaz alerta pessoas com problemas cardíacos. Já no começo um rugido chama a atenção. Um tiranossauro rex que se mexe e respira como se fosse de verdade. É normal ver crianças abraçadas aos pais com medo. Perto dali, um homem ataca os curiosos. É um holograma do criador do museu, Robert Ripley. Ele aparece e some como numa mágica.
O mais chocante é uma sala que mostra objetos e rituais de tortura. A simulação de um homem sendo morto em uma cadeira elétrica é estarrecedora, com direito a fumaça que sai do boneco encapuzado. Há também curiosidades que fascinam o público. É possível, por exemplo, sentir a temperatura da água quando o Titanic afundou.
O que mais chama a atenção, no entanto, são as réplicas dos homens mais gordo e mais alto do mundo, já mortos. Dá para subir na balança ao lado dos 486 quilos de Robert Earl Hughes e fazer uma foto agarrado em Robert Wadlow e seus 2,72 metros. Ficou curioso? Dá uma olhada em www.ripleyslondon.com. O ingresso também assusta. São 26,85 libras, ou R$ 85. ( Mauro Graeff Jr, LANCENET )



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Caçador diz ter tirado a melhor foto de "Nessie"

A «melhor foto» do monstro do Lago Ness
Caçador diz ter finalmente a prova que faltava
Para muitos será apenas mais uma imagem. Para outros, será mesmo mais uma imagem falsa do alegado monstro que tanto mistério e entusiasmo provoca. Mas para George Edwards esta é a imagem pela qual esperou uma vida inteira.
O corpo estranho que surge na fotografia pode ser muitas coisas, mas para este homem que há 26 anos corre as águas do lago,não restam dúvidas. A imagem é a prova que faltava de que o monstro existe mesmo.
Depois de passar uma vida inteira no lago, o assumido caçador do monstro confessa que nunca o tinha vista. Durante mais de duas décadas e cerca de 60 horas por semana, George Edwards levou turistas pelo lago no seu barco. Contou todos os contos sobre o mistério que envolve o lago, mas faltava-lhe a prova final.
O momento chegou no final do dia, quando o caçador se preparava para regressar a casa. George Edwards dirigiu-se à popa e foi quando avistou Nessie, ou pelo, menos algo que alimenta a imaginação de todos os que ali passam. ( TVI )

No Primeiro Mundo, nego que tenta recusar multa de trânsito merecida leva couro da polícia. Em São Paulo tinha que ser assim!

Namorado da estrela da MTV Stephanie Pratt
Dono de Ferrari rejeita multa e é agredido por polícia
Uma simples multa de trânsito acabou, este sábado, em agressão, numa rua de Nova Iorque (EUA). O dono de um Ferrari 458 vermelho – namorado da estrela de ‘The Hills’ (programa da MTV), Stephanie Pratt – decidiu ignorar a multa de estacionamento que um polícia lhe estava a passar e tentou arrancar com o carro.
Irritado e com receio de ser atropelado, o agente da autoridade tenta fazê-lo desligar o motor e, perante a recusa do condutor, age: abre à força a porta da viatura, retira o condutor do seu interior e, com a ajuda de um colega, tenta detê-lo.
Nesse momento, o homem cai no chão da rua e ali fica largos minutos, quando depois aparece a sua namorada, Stephanie Pratt. O homem, além de ter sido multado, acabou detido e com o seu Ferrari (que tem um valor estimado acima de 200 mil euros…) amolgado. ( CM )

Pastor americano diz que Deus mandou o dilúvio por causa do homossexualismo (*)

Chick-fil-A é uma rede de lanchonete que passou por uma onda de boicote após declarar que não apoia entidades que lutam pelos direitos homossexuais.
Após o início do boicote nos Estados Unidos, o pastor Aaron Fruh, da Assembleia de Deus de Knollwood, no Alabama, fez algumas declarações polêmicas.
Uma delas aponta o homossexualismo como causa de Deus ter mandado o dilúvio. “Deus sabia que as pessoas na Terra iam destruir a si mesmas com o casamento gay. Então, Deus provocou o dilúvio", disse ele.
O pastor ainda desafiou os ouvintes de uma rádio: “Encontre qualquer sociedade na história humana que já tentou essa experiência [ apoiar o casamento homossexual ] e sobreviveu para contar como foi. Todas elas foram destruídas.”
“Deus sabia que as pessoas na terra iam destruir-se através do casamento com o mesmo sexo e por isso que ele enviou o dilúvio”, completou Fruh.
Associações LGBT têm se manifestado contra o pastor e outros cristãos. Ao mesmo tempo os cristãos também abraçaram um movimento a favor do 'casamento bíblico'. ( GUIAME )

(*) Esse Deus também não tinha mais o que fazer na vida, heim? Naquele mundo, só o que tinha de ruim era o homossexualismo? E, se a humanidade ia se destruir, pra que mandar um Dilúvio com o mesmo objetivo, cacete?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Votar nulo não anula eleição


Crença na anulação do voto pode induzir eleitor em erro.

Em época de eleições, sempre surge o boato de que os eleitores podem anular a eleição através do voto nulo. Com a rápida e, por vezes, pouco criteriosa propagação de informações pela rede social, isso hoje representa um risco à democracia.
O advogado Marcelo Nogueira, membro do Instituto Brasileiro de Direito Tributário, alerta que eleitores induzidos em erro podem deixar de exercer seu direito-dever de votar, em nome de uma intenção, anular as eleições, não possui qualquer base legal.
“Quem sai ganhando com isso é justamente quem se desejava evitar, os piores candidatos, que precisarão de menos votos para se eleger. Votar nulo não anula eleição, mesmo que os votos nulos correspondam a mais de 50% dos eleitores”.
Nogueira explica que a anulação da eleição só pode ocorrer em razão de nulidade decretada pela Justiça Eleitoral e que, ainda assim, a Justiça Eleitoral só pode anular a votação nas hipóteses legais que o Código Eleitoral determina.
Segundo a lei eleitoral, a Justiça só pode anular a eleição nas seguintes situações:
- localização de mesa receptora em propriedade pertencente a candidato, membro do diretório de partido, delegado de partido ou autoridade policial, bem como dos respectivos cônjuges e parentes;
- localização de seções eleitorais em fazenda, sítio ou qualquer propriedade rural privada, mesmo existindo no local prédio público;
- extravio de documentos essenciais à votação;
- negativa ou restrição ao direito de fiscalizar, desde que registrado imediatamente em ata;
- quando votar, sem preencher os requisitos que a lei determina, o eleitor excluído por sentença não cumprida por ocasião da remessa das folhas individuais de votação à mesa, desde que haja oportuna reclamação de partido ou o eleitor de outra seção eleitoral, salvo aqueles que trabalham nas eleições;
- quando votar alguém com falsa identidade em lugar do eleitor chamado; e
- quando a eleição ocorrer com falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, ou emprego de processo de propaganda ou captação de votos vedada por lei.
Nessas situações, as eleições só serão anuladas se a quantidade de votos nulos ou anulados atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, conforme decisão da Justiça Eleitoral. Nesses casos, o Tribunal marca nova data para eleição, entre 20 a 40 dias depois.
Tanto o voto em branco, quanto o voto nulo, que não corresponde a qualquer numeração de partido político ou candidato, não são considerados na soma dos votos válidos. ( VOX )

ATUALIZANDO PARA 2014:

Mais de 50% dos votos nulos não podem anular um pleito

Segundo a legislação vigente, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos

A aferição do resultado de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz, em seu art. 77, parágrafo 2º, que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos. Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são computados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos for nula não é possível cancelar um pleito.

Segundo a legislação vigente, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Por sua vez, é considerado voto nulo quando o eleitor manifesta sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.

Segundo a legislação, apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Os votos nulos não são considerados válidos desde o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Já os votos em branco não são considerados válidos desde a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves destaca que a eleição “nada mais é do que verificar a vontade do povo”. “O verdadeiro detentor do poder democrático é o eleitor, que se manifesta por certo candidato. Se a pessoa não vai à urna ou vai e vota nulo, ela não manifesta a sua vontade em relação a nenhum dos candidatos. Se poderia até dizer que ela está fazendo um voto de protesto, mas as regras constitucionais brasileiras dão peso ‘zero’ para esse voto de protesto: ele não é considerado para o resultado das eleições”, frisa.

O ministro explica que, caso haja mais votos em branco e nulos em uma eleição, os candidatos que teriam de obter o apoio de mais da metade dos votos para serem eleitos em primeiro turno, neste caso, precisarão do apoio de menos eleitores para alcançar a vitória. Por exemplo: em um pleito envolvendo a participação de cem eleitores, para ser eleito, o candidato precisará de 51 votos válidos. Na mesma situação, se dos cem eleitores 20 votarem em branco ou anularem seu voto, apenas 80 votos serão considerados válidos e, dessa forma, estará eleito quem receber 41 votos.

Anulação da eleição

Existem, no entanto, algumas situações que autorizam a Justiça Eleitoral a anular uma eleição. De acordo com o Código Eleitoral, art. 222, é anulável a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade em desfavor da liberdade do voto, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.

Ainda conforme o Código Eleitoral, em seu art. 224, “se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”. Em resumo, se ficar comprovado que determinado candidato eleito com mais de 50% dos votos nas eleições majoritárias cometeu uma das irregularidades citadas, a Justiça Eleitoral deverá anular o pleito e determinar um novo.

“Quando isso ocorre, todos os votos que foram dados àqueles candidatos são anulados. Esses votos anulados não correspondem àqueles votos nulos, quando o eleitor erra a votação [ na urna ]. São votos válidos que posteriormente são anulados porque houve uma irregularidade na eleição, e aí quando a quantidade de votos anulados chega a mais de 50% é que se faz uma nova eleição”, esclarece o ministro Henrique Neves.

Além disso, aquele candidato que deu causa à anulação do pleito e à consequente necessidade de realização de nova votação não pode participar dessa nova eleição. O ministro lembra que a Advocacia-Geral da União (AGU) vem cobrando desses candidatos o custo da realização de novos pleitos.

“Quando ocorre a anulação de uma eleição, a Justiça Eleitoral e a população têm prejuízo. Por isso nós [ ministros do TSE ] temos muito cuidado nessas situações de anulação de eleição. Há que existir uma prova muito forte e um fato muito grave para que se chegue à anulação de uma eleição. E aí tem que se iniciar um novo processo eleitoral: as eleições são marcadas pelos TREs [ tribunais regionais eleitorais ] em um curto espaço de tempo, há nova campanha eleitoral, o eleitor tem que pesquisar novamente a vida pregressa dos candidatos para saber dentro daqueles que se lançaram qual tem melhores condições de representá-lo”, observa.

Outra possibilidade de anulação de uma eleição por parte da Justiça Eleitoral é no caso do posterior indeferimento do registro ou cassação do mandato de determinado candidato que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos. Um registro de candidatura pode ser negado, por exemplo, por estar o candidato inelegível ou por este não estar quite com a Justiça Eleitoral.

Como os candidatos podem recorrer das decisões dos juízes, dos tribunais regionais eleitorais e até do Tribunal Superior Eleitoral, em algumas situações, somente após a eleição tem-se a decisão final acerca do registro de candidatura. Dessa forma, mesmo depois de eleito, é possível que determinado candidato tenha de deixar o cargo devido ao indeferimento de seu registro e a consequente anulação de todos os votos concedidos a ele.

Em 2013, ao todo, 75 cidades realizaram novas eleições para prefeito e vice-prefeito. Já neste ano, ocorreu renovação de eleição em nove municípios. Em todas essas localidades, as eleições municipais de 2012 foram anuladas pela Justiça Eleitoral porque o candidato que recebeu mais da metade dos votos válidos teve o registro de candidatura indeferido ou o mandato cassado.

Para evitar a realização de novos pleitos e o consequente prejuízo à sociedade, o ministro Henrique Neves alerta os eleitores sobre a importância de se pesquisar o passado dos candidatos. “A coisa mais importante é o eleitor pesquisar e verificar a vida pregressa do seu candidato. Ele pode escolher se ele vai ler num jornal, se vai ver na televisão, se vai acompanhar o horário eleitoral, buscar na internet, ouvir de um amigo, mas o importante é ele ter informação”, conclui. 


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