quarta-feira, 25 de julho de 2012

Chacina em Aurora é a 30ª dentro dos EUA desde 1999

Comandante-em-chefe dos massacres dos EUA no mundo, Obama assevera que “nós nunca poderemos compreender o que leva alguém a aterrorizar os demais seres humanos assim”
No 30º massacre nos EUA desde Columbine em 1999, 12 pessoas foram mortas e 58 ficaram feridas, muitas em estado crítico, na sexta-feira dia 20, na pré-estréia do novo filme do Batman, em Aurora, no Colorado, por um homem que fez disparos no cinema usando quatro armas, inclusive um fuzil AR-15 e um fuzil de assalto .223. Ele tinha comprado seis mil cartuchos de munição.
O assassino, James Holmes, de 24 anos, foi preso logo após o tiroteio, próximo ao seu carro em um estacionamento atrás do cinema, e não reagiu. Ele foi identificado como um estudante de pós-graduação da escola de medicina da Universidade do Colorado. O apartamento dele havia sido transformado em uma armadilha com explosivos.
De acordo com um levantamento do jornal inglês “The Telegraph”, foram três chacinas em 1999, com 21 mortos; um tiroteio por ano de 2002 a 2006, com 34 mortos; cinco morticínios em 2007, com nada menos que 50 mortos; seis matanças em 2008, com 27 mortos; sete massacres em 2009, com 47 mortos; mais três mortos em 2010 e seis mortos em 2011. Há ainda várias dezenas de feridos. Entre as vítimas, crianças, mulheres e idosos.
A existência de seres capazes de tirar gratuitamente a vida de outrem não é uma exclusividade dos EUA, mas a reiteração dos massacres levanta a questão de por que se transformou em uma característica do país nos dias de hoje. A diferença em relação aos outros países, não é que haja loucos, mas que ajam com tamanha falta de limites.
FUZIL AR-15
Emblematicamente, o serial killer de Aurora utilizou na matança um fuzil AR-15, uma arma usada pelas tropas dos EUA em suas invasões à terra alheia. Em sua mensagem aos norte-americanos sobre o massacre, o presidente Barack Obama afirmou que “nós nunca poderemos compreender o que leva alguém a aterrorizar os demais seres humanos assim”.
Obama, o presidente que não acha possível “compreender”, é o chefe de Estado que, semanalmente, se reúne com o Pentágono para escolher quem será assassinado em um ataque com drones no exterior. Nada de julgamentos de Nuremberg, ao invés disso, a lei da selva, e repetidas chacinas de famílias. Desde 1999, os EUA já cometeram massacres na Iugoslávia, Somália, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iêmen e Líbia – só para ficar nos casos mais conhecidos.
O presidente anterior, W. Bush, fez da tortura doutrina oficial dos EUA e com sua “guerra ao terror” fez da revanche parte central da sua política externa. Sob orientação da secretária de Estado de Obama, Hillary Clinton, o chefe de Estado líbio, Muamar Kadafi, foi linchado e morto. No Iraque, dezenas de matanças e o escândalo de Abu Graib. A CIA promove complôs, assassinatos e atentados no mundo inteiro e hoje, particularmente na Síria. Nada de limites para a ação do imperialismo, eles pretendem.
REVANCHE
Mas não é possível sair chacinando no mundo inteiro sem que isso ricocheteie internamente; no jargão de guerra, um “efeito colateral”. A degradação moral do império se soma à decadência vivida internamente e ao reacionarismo em vigor, para criar um caldo de cultura propício. Diante da frustração, a erupção da revanche.
Os relatos: “Um operador da bolsa de valores em Atlanta, Geórgia, assassinou 12 pessoas”. “Um homem abriu fogo em uma igreja em Brookfield, Wisconsin, assassinando sete pessoas”. “Em Chicago, um trabalhador demitido disparou e assassinou a seis de seus ex-companheiros de trabalho”. “Um homem fortemente armado assassinou a tiros oito pessoas, várias delas idosas e enfermas, em um abrigo privado na Carolina do Norte”. “Um estudante disparou e assassinou 32 pessoas e feriu outras 15 em Blacks-burg, Virgínia, antes de suicidar-se”.
Para completar, leis arrancadas pelo Cartel do Rifle permitem a compra indiscriminada, até pela internet, de armas pesadas e inclusive do fuzil AR-15, como feito em Aurora pelo assassino Holmes. Mas como assinala o cineasta Michael Moore, autor do sensível “Tiros em Columbine”, sobre um massacre de estudantes também no Colorado, a 30 km de Aurora, em 1999, “armas de fogo não matam pessoas. Americanos matam pessoas”. “Drones não matam pessoas ...”. “De todas as mortes por arma de fogo nos 23 países mais ricos combinados, apenas UM desses países é responsável por 80% delas. Quem mata gente? Nós matamos”. ( HORA DO POVO )

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