terça-feira, 29 de maio de 2012

Quanta encenação, Xuxa!, Por Xênia Bier

Gente, eu estava lendo e minha neta vendo TV quando ouvi a voz da Xuxa aos prantos, quase em surto. Como estava distraída, levei um segundo para perceber que era a chamada do Fantástico. Em seguida, a Renata Ceribelli, que disputa com o Fausto Silva quem grita mais, anunciou: “Não perca domingo no Fantástico: Xuxa vai contar um segredo nunca revelado!”.
Se nunca havia sido revelado, claro que seria um segredo! Fiquei curiosa, aliás, cara leitora, um dos meus muitos defeitos: sou curiosíssima!
No domingo, me aboletei no sofá e ofereci a Deus a penitência de assistir a todo o Fantástico. Sei que o programa anda com problema de audiência e, com razão: o mundo mudou, uma nova humanidade surgiu e o Fantástico continua o mesmo. Não adianta mudar os âncoras, é hora de aposentar o Fantástico.
Desta vez, Xuxa foi o boi de piranha. Fiquei paralisada, vendo aquela criança de 49 anos pagando mico. Sei que vou levar cacetada de todo lado, mas a história do abuso sexual quando criança não desceu redondo.
E, se realmente aconteceu, não é assunto para se tratar de maneira sensacionalista. Coloquei dois pés atrás, porque tenho memória, ainda, e muito do que foi dito eu acompanhei. São fatos que não aconteceram exatamente como foi contado. Não entro em detalhes porque não tenho esse direito. Outra coisa me chamou atenção. Na chamada, Xuxa chorava; já no programa, não. Ela desabou a contar suas histórias de forma precária com um vocabulário quase infantil. E eu fiquei olhando aquele ser humano triturado pela fama, fazendo o que mandaram fazer e com os olhos pedindo socorro. ( M de Mulher )

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