terça-feira, 10 de abril de 2012

Jogador decadente incomoda vizinha com som alto e caso termina na polícia. Folgado é uma merda, mesmo!

Então o mimado Imperador não deu pelota aos apelos da vizinha para fzer o favor de baixar o som e a coisa terminou na delegacia. Assim diz o diário LANCE:

Vizinha teria reclamado do volume do som, e atacante teria arrancado as caixas de som da moradora. Bulha parou na Polícia
Às vésperas de realizar nova operação no tendão-de-aquiles do tornozelo esquerdo, o atacante Adriano viu-se novamente envolvido em confusão. O Imperador promoveu uma festança em sua residência na madrugada de sexta para sábado e, devido ao som alto, sua vizinha reclamou e pediu que ele diminuísse o volume. Segundo o jornal "O Dia", Adriano fez o contrário e aumentou a potência do som. Irritada, a vizinha resolveu ligar seu som no máximo volume, atrapalhando a festa de Adriano.
O Imperador voltou a retrucar e teria ele mesmo arrancado as caixas de som da vizinha, que teria até mesmo prestado queixa na delegacia. A assessoria de Adriano confirmou a confusão, mas negou que tenha sido o atacante a ter arrancado as caixas de som. Adriano prometeu divulgar hoje quem foi o responsável.

Não sei como terminou a estória, e talvez já tenha até sido desmentida, sei lá. Vou considerar o relatado pelo Lance como algo próximo do que ocorreu. Assim, Adriano agiu como as pessoas alegres, felizes e festeiras do Brasil agem, quando alguém "ousa" ficar no caminho de sua alegria: apelou para a ignorância.
O brasileiro, gentil e pacato não existe e jamais existiu. Em vez de revoluções e derramamento de sangue no atacado, aqui o negócio funciona no varejo, no universo do baixo-clero, e por motivos torpes e banais, fruto da bestialidade e ignorância, temperados com a eterna busca pela vantagem em tudo. A tal da "guerra civil" - que relacionam à bandidagem, contada pela crônica do noticiário policial - tá mesmo é na realidade das pessoas comuns e com a ficha limpa. Tudo é motivo para disputa, agressividade, a já citada busca pela vantagem em tudo, imposição. Pode botar adesivo no carro escrito "É NÓIS NA HUMILDADE" que tá gastando dinheiro à toa. Nem propaganda eleitoral contém tanta mentira. Humildade é a putaquepariu.
MUITA FOLGA
Gostei da vizinha do Imperador ter botado o som no talo também. Desmascarou a suposta "tolerância" que essa gente festeira teria, pelo fato de supostamente estarem de bem com a vida. Gente festeira, em tese, teria a alma mais leve, mais relax, não é verdade? 
Em tese, claro. São fascistinhas que querem OBRIGAR OS DEMAIS a ouvirem e ficarem quietos: "Eu que mando. Decidi e tá decidido. Engula essa e fique quieto!"
Um dia me contaram dum caso ocorrido num busão em Sampa. Um moleque embarcou, foi pro fundão, sacou do celular - sem fones de ouvido - e passou a obrigar os outros a ouvirem o que ele queria. Depois, num ponto mais adiante, outro moleque subiu, catou o celular ( ou MP3, não sei ) e fez o mesmo. O primeiro estrilou e mandou o outro baixar ou desligar: "Eu cheguei primeiro!!"
Passaram a discutir, e a pessoa que me relatou isto desceu do busão rapidinho, sem saber como a contenda terminou. Apesar de estarem AMBOS errados, já que é proibido escutar som alto dentro do busão, ambos quiseram defender seu "direito" de submeter os demais. Bem paulistano isso.
Às vezes os folgados se dão mal, felizmente. Em 2009, uns caras furaram a fila do caixa num supermercado ( em Sampa, claro. Onde mais? ), bateram boca ( ou seja, tentaram intimidar, pois estavam em três contra um ) com um sujeito, e este esfaqueou um deles. Da hora. Evidentemente, o cara tentou se defender da agressão certa. E eu lembro de ter lido a entrevista com um dos caras, dizendo que "erraram, mas que o cara foi estúpido", ou coisa do gênero. Pena que não acho essa entrevista. Se tivessem levado a melhor, teriam tirado sarro do cara.
Teve um outro caso desses poucos, nos quais os folgados se dão mal, que puxo pela memória. Foi mais ou menos assim: som alto, acho que num bar ou comércio qualquer; vem um sujeito e pede para baixarem o volume. Um outro, em vez de fazer o que lhe foi pedido, faz o contrário: aumentou o som. Provocação, claro. Que nem no caso do Adriano. Mas deu merda, o incomodado voltou e matou alguém, não lembro direito. Depois alguém - acho que foi o próprio camarada quem aumentara o som, de forma provocativa - disse que tinha sido "brincadeira". Ahammm...claaaaro. Depois que deu merda, é fácil dizer isso.
SOM E FÚRIA... ( OU QUEM PODE, PODE )
Um dia, há uns 10 ou doze anos, aconteceu comigo um episódio, e que me deixa bastante feliz quando volta à memória. Foi assim: eu havia comprado uma guitarra e um amplificador. Não sabia tocar, então apenas praticava. Algum tempo depois, já compreendia melhor o instrumento, e possuía até uns pedais de distorção. Mas não gostava - ainda não gosto - do volume alto, até porque, para praticar em casa, atrapalha todo mundo e inclusive o próprio aprendizado; pois bem: certo dia, na casa ao lado algum primata mostra ao mundo seu maravilhoso gosto musical, dançante e malemolente. Coisa popular, sabe ( deixo para a imaginação de vocês descobrir que tipo de música era; basta dizer que é o tipo "popular", que todo mundo ouve pelo motivo de todos estarem escutando e depois esquece, parando de "gostar", porque os outros também pararam de "gostar" demonstrando personalidade pura e forte... ).
Bom, peguei minha modelo SG, pluguei no pedal Heavy Metal, botei o amplificador na janela, de frente para a rua e mandei bala: BLOOÉING!! ZOOOMNNNN!!! VLÁUUZZZ!!! GRÓIMMBZZZZ!!!! NHOOOMMMZZBVZZZZ!!!
Lindo, claro. "Cada um, cada um", não é este o dito popular?
De repente, batem palmas no portão. Pensei: “Foda-se”, pensando que fosse a animadora de micareta.
Mas não. Era a evangélica que morava na casa à esquerda. Ela praticava canto, e tinha uma bela e potente voz. Seu filho, praticava violino, e aquilo jamais me incomodara. Eu não queria ter incomodado aquela família.
Bem, o som da micareta havia sido abaixado, para nunca mais chegar àquele ponto que me obrigou a reagir.
Seria muito legal se, quando alguém ouvisse música no celular dentro do busão, outros fizessem o mesmo, em represália, e respaldados pelo direito conferido pela lei do “cada um, cada um” e “cada um co'seus poblema”.
Ou seja: se um pode, todos podem. Ouviu, Adriano?

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