quarta-feira, 18 de abril de 2012

Falar sozinho não é sinal de parafuso a menos, mostra estudo

Psicólogos verificaram que isso às vezes ajuda a encontrar o que se procura.
Falar sozinho não é necessariamente um sinal de que se está a ficar lunático. Quem o diz são psicólogos que estudaram este comportamento em crianças e adultos e verificaram que, em determinadas situações, como procurar um objeto em casa, ou um produto no supermercado, isso ajuda a encontrar mais rapidamente o que se procura, segundo um artigo publicado no Quarterly Journal of Experimental Psychology.
É claro que falar sozinho parece de repente um pouco bizarro. Então porque é as pessoas o fazem com tanta frequência?
Foi esta a pergunta que os psicólogos norte-americanos Gary Lupyan e Daniel Swingley, respetivamente das universidades de Wisconsin-Madison e da Pensilvânia, se propuseram responder e os resultados das suas investigações acabam por ser um alívio para quem às vezes se surpreende a si próprio nesses preparos.
Nas experiências realizadas pelos dois investigadores, os participantes tinham de procurar determinados produtos num supermercado e numa das situações, deviam dizer alto os nomes desses produtos. Em resultado disso, verificaram os psicólogis, as pessoas conseguiam encontrar mais depressa o que procuravam.
Este comportamento é habitual nas crianças, por exemplo quando têm de desempenhar uma tarefa, e os psicólogos pensam que isso lhes serve para se concentrarem e poderem ser mais eficazes na realização da tarefa. Provavelmente, nos adultos, o princípio é o mesmo. ( "Falar sozinho não tem de ser mau sinal", DN )

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