sexta-feira, 30 de março de 2012

Paulo Estânio em: "O troco"

Paulo Estânio vai ao caixa eletrônico e retira R$150,00. Sai uma nota de cem e outra de cinqüenta, mas por escolha de Paulo. De posse da fortuna, Paulo pensa em como trocar a grana por notas menores. Passou pela cabeça dele pedir notas de dez e vinte, mas se não puder dar trabalho pros outros, ele não seria nosso Paulo Estânio, não é verdade?
Vai a uma banca de jornais e pede um jornal que custa um real e cinqüenta. Estende a nota de cem ao jornaleiro que fica estupefacto:
- Tem mais trocado?
Daí, Paulo estende a nota de cinqüenta: "Tem."
O jornaleiro fica com aquela cara de "tá de gozação comigo, ô cara?":
- Tem mais trocado não? Não vai dar para trocar. E cedo assim, pior ainda. Não tenho troco, não.
A situação chegou onde Paulo queria:
- Como assim, "não tem troco"? Comerciante tem obrigação de trocar. Tá no "direito do consumidor" (sic)! Vai ter que arrumar troco pra mim! Que país é esse?
- Olha, colega - disse o jornaleiro - um e cinqüenta pra cincoenta é pesado. Eu vou ficar sem troco pra trabalhar.
- Problema seu! Tá se recusando a vender! Eu quero pagar e você não quer vender! Dá um jeito! Cada um com seus problemas!
- Mas amigo... Se eu tivesse mesmo obrigação de trocar cinquenta ou cem reais para você, eu deveria ser obrigado também a fazer isso para todos e por qualquer valor! A conta não fecha! Por pior que sejam nossos políticos, duvido que alguém tivesse a capacidade de propor alguma lei nesse sentido!
- Olha, eu sou comerciante também, e sempre dou um jeito de trocar pro cliente!
- Ah, você é comerciante?
- Sou! Aquela lanchonete que tem na esquina, perto do chaveiro...
- Ah, conheço!
- Então, eu sempre me viro pra arrumar troco!
O jornaleiro pensou um pouco e assentiu:
- Bom... Tá legal!
Paulo Estânio ficou todo felizão. Trocou o dinheiro, resolveu seu problema e prejudicou alguém. Que dia feliz!
( *** )
No dia seguinte, Paulo está no caixa da lanchonete, quando ouve a determinação do balcão:
- Pagando uma coxinha, dois reais!
O cliente estende a nota de cem reais para pagar. Assustado, Paulo olha prá aquele cliente e vê que é...o jornaleiro!
Resmungando sem deixar transparecer, Paulo troca a grana alta e o cliente vai embora sem que nenhuma das partes envolvidas no negócio agradeça.
Puto da vida pelo resto do dia, Paulo Estânio.
( *** )
No dia seguinte, logo cedo, o cliente pede:
- Uma coxinha e uma esfirra pra viagem, em embalagens separadas.
O balconista atende e berra do balcão:
- Olha o caixa! Cobra uma coxinha e uma esfirra!
O cliente se aproxima do caixa e estende uma nota de cem, pedindo:
- Cobra a coxinha daqui...
E estende outra de cem reais:
- ... e daqui você cobra a esfirra.

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