sábado, 7 de janeiro de 2012

Mulher é condenada à morte em país islâmico por beber água destinada a muçulmanos e imprensalão brasileiro ignora só porque não foi no Irã

Mulheres lusófonas pedem clemência para cristã paquistanesa
Assunção Esteves, Graça Machel e ex-primeiras-damas entre as signatárias de carta ao Presidente do Paquistão. Asia Bibi arrisca pena de morte por blasfémia.
Três centenas de mulheres portuguesas e de vários países lusófonos e de diferentes credos – cristão, judeu e islâmico – foram nos últimos dias contactadas pela antiga primeira-dama Manuela Ramalho Eanes para juntar o seu nome a uma petição a ser enviada ao Presidente do Paquistão Asif Ali Zardari, num apelo à libertação de Asia Bibi. Detida em 2009, a agricultora cristã de 40 anos foi em 2010 condenada à morte por ter bebido água de um poço reservado a muçulmanos e por ter supostamente insultado o profeta Maomé.
A sentença foi proferida à luz da polémica lei anti-blasfémia actualmente em vigor no Paquistão. Há precisamente um ano, o então governador da populosa província do Punjab, Salmaan Taseer, foi assassinado por ter tomado publicamente uma posição contra aquela lei e pela libertação de Bibi.
A iniciativa lusófona, que contou com o apoio da embaixadora paquistanesa em Lisboa Humaira Hasan, encontra-se neste momento na fase de recolha de assinaturas. Entre os nomes já confirmados contam-se os de Maria Eugénia Neto, mulher do primeiro Presidente angolano Agostinho Neto, de Adélcia Pires, mulher do ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires, da Presidente da Assembleia da República Assunção Esteves, da ex-ministra socialista Maria de Belém Roseira e ainda de Graça Machel, Helena Roseta, Cândida Almeida, Francisca Van Dunen, Pilar del Río, Esther Mucznik e Rosária Vakil. Foram ainda endereçadas missivas a todas as deputadas portuguesas.
O processo decorre com «urgência» perante o súbito agravamento do estado de saúde de Bibi, confinada a uma cela solitária durante 23h30 por dia e alimentada com produtos crus devido aos receios de envenenamento. Pesam sob a cabeça da cristã múltiplas ameaças de morte de grupos extremistas e a paquistanesa foi recentemente alvo de uma tentativa de estrangulamento por parte de uma guarda prisional.
Vários líderes mundiais, incluindo o Papa Bento XVI, têm apelado à resolução do caso de Bibi, havendo sinais de que o Presidente Zardari poderá conceder uma amnistia à agricultora. ( CM )

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