terça-feira, 27 de setembro de 2011

A verdadeira e única saída para os pedestres e ciclistas de São Paulo!

Escutei hoje, por alto, da história de um senhor de uns 60 e poucos anos, morador da Favela de Vila Prudente ( Zona Leste de São Paulo ). Parece que ele andava numa rua próxima ao Shopping Plaza e à Estação Tamanduateí do Metrô, quando foi colhido por Corsa ( acho que era isso ) dirigido por uma rapariga, duns 30 anos de idade, no Domingo dia 25 agora. Era manhã, ou seja, havia visibilidade. A mulher, segundo o relato, não tinha habilitação e o carro não tinha licença, ou não lhe pertencia. Parece que - dizem - ela entrou naquela rua meio como se estivesse se "escondendo", ou coisa parecida. Talvez houvesse um daqueles comandos no meio do caminho, e ela, tentando escapar, fez o que fez. Disseram, ainda, que não estava em alta velocidade. Ao que parece, foi presa e solta logo em seguida. De qualquer maneira, a história foi contada por um senhor que daria carona a alguns dos familiares da vítima até o cemitério onde seria enterrada. Testemunho quente, portanto, inda mais considerando que este senhor conhecia a vítima.
Ontem à noite eu aqui quase fui apanhado por uma pick-up branca, com um adesivo de "Jack Daniels" no vidro escuro traseiro da cabina. Caminhava na calçada, e o cidadão deu a ré para entrar numa vaga. Ele jogou o carro sobre mim, sem dó. Se eu fosse um cara armado, metia bala sem dó. No carro, pelo menos ( meu grande sonho é pegar um carrão zero, desses que 90% da população paulistana daria o rabo para ter um, e tocar fogo nele no meio da rua, com platéia e tudo ) uns buraquinhos ficariam legais.
Pois bem. Percebi, afinal, que o pedestre e o ciclista, quando abrem mão de seu "direito divino" de comprar um carro acabam, assim, ajudando os motoristas que não arredam pé deste tal "direito". Entenderam? Se todo ciclista e pedestre jogassem tudo pro alto e decidissem descolar logo um carango, os mesmos motoristas que hoje disputam espaço com "X" milhões de veículos teriam menos espaço ainda.
Então veja como até para ser egoísta a pessoa tem que saber pensar direito. Em vez de agredir-nos e ameaçar nossas vidas com seus automóveis, o minimamente inteligente seria que vocês rezassem por nós todos os dias antes de dormir, para que continuássemos pedalando e andando.
Brincadeira.
Em vez de dizer a vocês, fanáticos por carro como "todo brasileiro", o que devem fazer, prefiro gastar meu tempo dizendo ao ciclistas e pedestres que só há uma saída, aquela que garantirá nossa integridade física e fará com que sejamos finalmente respeitados: COMPREM UM CARRO E DEIXEM DE BUNDA-MOLICE. Tá fácil, compre logo dois. Dane-se se ninguém mais vai conseguir andar nas ruas, se não haverá vaga de estacionamento para todos. Não tem como mudar a mentalidade destes lixos senão fazendo o mesmo que eles, jogando o mesmo jogo, piorando as coisas de vez. Que ninguém mais respire. Que a velocidade média caia mais ainda. Que o "cidadão de bem" se veja emaranhado e sem saída mesmo. Mobilizem-se! E imobilizem...
Concluo que, se estivesse de carro, aquele senhor do parágrafo inicial estaria mais protegido e talvez estivesse ainda vivo. Há muito que a questão dos automóveis não envolve apenas o mero transporte de pessoas de um ponto a outro.

Morre em acidente automobilistico jogador que fez gol de penalti de calcanhar

Morre jogador que fez gol de pênalti de calcanhar
O jogador dos Emirados Árabes Unidos que se tornou uma sensação na internet no início deste ano ao marcar um gol de pênalti cobrado com o calcanhar [ ver abaixo ] morreu em um acidente de carro. Theyab Awana, de 21 anos, faleceu após o carro em que estava bater em um caminhão na noite de domingo quando voltava para Abu Dabi após participar de um treino da seleção em Al Ain.
Awana era considerado uma estrela em ascensão na seleção dos Emirados Árabes Unidos. Ele se tornou mundialmente conhecido ao marcar um gol de pênalti em triunfo da equipe por 7 a 2 sobre o Líbano em julho. Ele correu até a bola antes de girar a finalizar com o calcanhar direito. O vídeo do lance no YouTube já foi visualizado mais de 1,2 milhão de vezes.
As estradas do país estão entre os mais perigosos da região, com o goleiro da seleção sub-23 tendo se ferido gravemente em um acidente no ano passado. O treino desta segunda-feira da seleção foi cancelado para que o grupo possa acompanhar o funeral do companheiro, que defendia o Baniyas, dos Emirados Árabes Unidos. A seleção volta a jogar em 11 de outubro, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, contra a Coreia do Sul. ( REPORTER DIÁRIO )





domingo, 25 de setembro de 2011

Efemérides: "Nevermind", Nirvana, 20 anos

24 - Setembro - 1991



ESCUTE AGORA:

"TERRITORIAL PISSINGS"

"STAY AWAY"


"LOUNGE ACT"

Prestes a ser engolido pelo mar, Kiribati poderá mudar para ilha artificial

Kiribati: Presidente admite mover país para ilha artificial
O Kiribati é um dos países do Pacífico em maior risco de ser engolido pela subida do nível do mar. O governo tem recebido pouco apoio da comunidade internacional e mostra-se cada vez mais preocupado com o futuro, admitindo mesmo mudar todo o país para ilhas artificiais flutuantes, semelhantes às grandes plataformas petrolíferas situadas em alto mar.
O Kiribati é formado por 33 atóis de corais e a ilha mais alta não vai além de dois metros acima do nível do mar. As aldeias junto ao mar já tiveram de ser deslocadas, os reservatórios de água potável foram contaminados por água salgada, as colheitas têm sido regularmente destruídas e a erosão causada por tempestades e inundações é cada vez mais séria. O país, que não contribuiu para as alterações climáticas, recebeu garantias de apoio por parte das nações mais ricas, as que cresceram economicamente poluindo e aumentando as temperaturas globais, mas até agora as promessas não tem sido cumpridas.
"Para os que acreditam que as alterações climáticas só vão acontecer num futuro distante, convido-os a virem ao Kiribati. As alterações climáticas não são do futuro. Estão a tocar nos nossos pés - literalmente no Kiribati e nos arredores", afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que visitou o país em risco de desaparecer antes de ir à Nova Zelândia assistir ao Fórum das Ilhas do Pacífico.
"Estamos a considerar tudo... porque estamos a ficar sem opções", admitiu o Presidente do Kiribati, Anote Tong, citado pelo The Independent. A urgência de medidas é de tal modo premente que já foram apresentados ao líder do país modelos de ilhas artificiais, flutuantes, semelhantes a plataformas petrolíferas, que iriam custa dois mil milhões de dólares cada. "Parece ficção científica, mas quando se é confrontado com o risco de se ser submergido, juntamente com a família, que se pode fazer? Você saltaria para a plataforma, para uma ilha artificial ou não? Penso que a resposta seria sim", afirmou Anote Tong.
O Kiribati também já ponderou construir barreiras marítimas, que custam quase mil milhões de dólares, mas Tong insiste que tem de ser a comunidade internacional a financiar esses projectos. ( DN )

Notícia já tem uns 15 dias, mas não deixa de impressionar...

Reflexões acerca de um assunto sério

Que a molecada de hoje tem mais liberdade - pro bem e pro mal - que nós trintões e quarentões jamais tivemos, acho que isso é fato. Professor falava, você baixava a cabeça ou / e tomava reguada de ferro na palma da mão, com a permissão dada pelos seus próprios pais. Você falava qualquer merda em casa e já levava chinelada na boca. Não exigia que seus pais comprassem as coisas. Quando ganhava qualquer coisinha, tinha que ficar grato. De um modo geral, claro, pois obviamente, cada família era uma sentença ( hohoho! ). Quero deixar claro que não estou defendendo agressões contra crianças.

Como as relações famíliares modernas não são exatamente consenso sequer entre os especialistas no assunto, deixo claro que as linhas escritas acima são a pura expressão de meus achismos, impressões e observações. É o que acho, pronto.

Uns 3 dias atrás, um garoto de 10 anos atirou na professora com a arma do pai guarda civil e depois - isso que eu acho insólito - se matou. Ainda não entendi que tipo de crise existencial uma criança poderia ter para romper o limite - natural? - que faz o ser humano lutar até o fim pela manutenção de sua vida, ou se ver abandonado pelo instinto de sobrevivência, sei lá. De um adolescente ou adulto até não surpreenderia, mas repito, de uma criança, um ato drástico e derradeiro desses, não compreendo mesmo. Com 10 anos - penso eu - seria mais fácil ele ter se apaixonado pela professora, e não atirar nela e depois em si. Quem nunca viu casos assim, da primeira paixão de criança?

Mas esse caso deu subsídios para os Datenas fazerem seus comentários e suas gritarias. E suas misturas e confusões, atirando pra todo lado, misturando governos federal com alhos, estadual com bugalhos, municipal com car*&¨% alhos. Um fato como este não mereceria - creio eu, me dêem um desconto - figurar simplesmente nas estatísticas de violência escolar, digo, não como os numerosos casos de agressão, bullying, uso de drogas, coisas desse tipo, sérias, cotidianas e recorrentes. Foi um ato isolado, com uma lógica própria. As próprias declarações e testemunhos mostram que o garoto era pacato, "um doce" e a escola parece ser das melhores. A professora não acreditou que ele tenha sido o autor do ato contra sua vida e talvez jamais saibamos o porquê do ato. Não parecia haver o opressivo clima de tensão que permeia os relatos de quem convive num ambiente escolar violento, aquela coisa que parece roteiro de filmes sobre escolas "barra-pesada", seja onde se localizem, cujos alunos se envolvem em gangs, as adolescentes engravidam, as brigas e mortes pululam, os profissionais escolares temem pela sua integridade e de seus carros, entenderam? Que os ambientes escolares de São Paulo não são nada saudáveis, isso é ponto pacífico, sendo que a profissão de docente se torna a cada dia mais difícil de exercer, seja pelas condições salarias, pela própria violência e falta de respeito, etc..

Mas já ia me perdendo.

Pois bem, um garoto de 10 anos poderia, sim, ter pego a arma do pai, para brincar ou por curiosidade, não para "ser respeitado" e nem por instinto belicista. Isso não faz sentido. Brincar, como aquelas crianças que imitam o Superhomem e pulam pela janela me soa mais provável. Uma tragédia alimentada pela fantasia, mas uma brincadeira mesmo assim. Levasse a arma para a escola e atirasse em alguém por acidente, isso acontece, infelizmente. Não que não já ouvimos falar de casos em que jovens levaram armas à escola para se defenderem ( eis um ponto crucial: quando se brigava na escola, no máximo se pegava um pau, ou uma pedra, não se tentava acabar com a vida do outro ) de algum "Sperg". Chamaria isso de força desnecessária, como ocorre no futebol. Briga de crianças, então, nem se fala: brigava-se pela manhã e à tarde já estavam juntos jogando bola.

Não sei o que mudou. Detesto e sempre detestarei adulto falando que "as crianças de hoje já sabem mais que nós" [ as crianças aprendem com o mundo que se apresenta a elas. Dê-lhes um mimeógrafo e não saberão o que é e o que fazer, até que seja ensinado ], adultos vividos e experimentados: isso sempre me pareceu frase muito agradável aos ouvidos de pedófilos ( "Essas meninas já sabem muito..." ), algo que justificasse certas atitudes por parte dos tarados. E com os pais tratando os filhos como adultos, acho que a idéia se disseminou e se assentou aos poucos, conforme as coisas iam se alimentando. Um "zeitgeist", digamos assim. Sei lá. Claro que falo em relação à sociedade em que vivo, o meio em que convivo [ sei lá como é no interior do Camboja ]. O fato de muitos pais "darem liberdade" extrema aos filhos ( ou seja, torcer para que as crianças cuidem de si mesmas, por conta própria ) chama a atenção, pois os pais não tinham outra finalidade senão zelar pelos seus. Isso quer dizer que o sujeito abdicava da vida pois era socialmente imperativo cuidar da família. De verdade, não no sentido de botar tatuagem no braço com os nomes das crias para parecer um pai ( ou mãe ) responsável, mas sim, abdicando de si por elas. Nada de "baladas e os avós que tomem conta dos netos". Caretice de minha parte? Não sei. Somos relativamente livres até mesmo para tentar uma vida igual a de nossos avós, deixando Deus e outras crenças sérias ou meras superstições de lado, pois liberdade também significa não jogar a culpa em Deus, ou não exigir que Ele faça o serviço que nós devemos fazer. E, sinceramente, menos televisão, videogame, computador e vida virtual também ajudariam um pouquinho, às crianças e aos adultos.

( Fim da parte 1, mas talvez fique só nisso, pois comecei pensando numa coisa e mudei totalmente conforme as palavras saíam; tomara que seja útil a alguém )


PARTE 2: LEMBREI-ME DO QUE IRIA DIZER

Tem gente que se impressiona com tudo. No dia seguinte ao evento acima, sujeito que trabalha comigo disse que sua filha, professora de escola infantil teve uma "crise" e não foi trabalhar. Pelo que sei, ela trabalha em um colégio municipal localizado num "hopeless hungry side of town". Tensão diária, mas pelo relato do pai, ela tem a profissão como um sacerdócio.

Não foi só o caso de São Caetano que levou-lhe àquela "crise". A filha relatou um caso ocorrido na escola naqueles dias, e ele contou-me.

Foi assim ( tirem os cardíacos da sala ):

Criança duns 4 anos pede para ir ao banheiro. Professora permite, mas não pode se ausentar. No caminho ele encontra outros 2 garotos, de 5 anos. Passa o tempo, a professora pede pruma espécie de inspetora ver a razão da demora do pequerrucho. Chegando nos sanitários, ela escuta uma risadaida doida.

O colega perguntou-me, retoricamente, se eu adivinhava o que eles estavam fazendo.

Nesse ponto da narrativa eu penso: "Puta merda! Dando risadas à toa...? Por ele contar isso pra mim, depois de conversarmos sobre o crime de São Caetano, é sinal de que o negócio era brabo... Já sei! ( mas não vou falar ): eles fumaram maconha no banheiro! Credo!"

Mas ele concluiu ( tcha-raaammmm!! ): os garotos estavam molhando bolotas de papel higiênico e jogando no teto do banheiro. E arrematou, moralisticamente: "Com quem eles aprenderam isso?". Conheço-o razoavelmente bem, a ponto de dizer que ele já devia a resposta ( talvez achasse que o PCC influenciou seus modos ), mas não perguntei, pois NÃO ME INTERESSAVA. Apenas encolhi os ombros. Então respondi na defensiva, de modo a não estender ainda mais aquele assunto, ainda com os ombros encolhidos: "São crianças...". Tipo "o que você fazia quando era criança?"

Esse mundo está sério demais para mim. Mídia transforma crianças de 4 a 12 anos que praticam pequenos roubos em quadrilhas aterrorizantes, crianças não podem jogar papel molhado no teto do banheiro da escola. Passei, meu.

Tradição em risco: crise econômica portuguesa leva padres a pedir que não se jogue mais arroz em noivos

Ordem para não atirar arroz aos noivos
Padres preocupados com a crise
Vários padres estão a pedir, nas suas paróquias, para que termine a tradição de atirar arroz aos recém-casados, porque consideram um desperdício.
«Poupar um ou dois quilos de arroz num casamento é coisa pequena, mas se os convidados souberem que os noivos renunciaram a esse gesto, que tem o seu quê de desperdício, quando isso poderá ajudar pessoas com dificuldades, isso dinamiza-os para, na sua vida, tomarem resoluções que sejam um poupar para ajudar», comentou à TSF o porta-voz da conferência episcopal.
A Igreja pede aos noivos para incentivarem o uso de flores, poupando assim cerca de 40 toneladas de arroz por ano.
O padre Manuel Morujão deu ainda outros exemplos de poupança, como «oferecer dinheiro aos noivos com a indicação de que é para determinada obra social». ( TVI24 )

Parece história de Edgar Allan Poe: vivia, apesar do atestado de óbito dizer que não

"As notícias sobre minha morte foram um tanto exageradas"

Médico atesta óbito de paciente viva no Rio de Janeiro
Um médico do Hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense, atestou o óbito de uma paciente que estava viva. Rosa Assis, de 60 anos, já tinha sido levada para o necrotério do hospital quando parentes descobriram que ela não havia morrido. Isso ocorreu quando eles faziam o reconhecimento do corpo. A secretaria estadual da Saúde informou que abriu uma sindicância para apurar o caso.
Rosa tinha sido levada para a emergência do hospital na manhã de sexta-feira com diagnóstico de pneumonia. Ela já teria sofrido derrames e respirava com a ajuda de aparelhos. Após alguns testes, o médico de plantão teria assinado no prontuário da unidade a morte da paciente. Com base nesse documento, o chefe do plantão emitiu uma declaração de óbito e Rosa foi levada para o necrotério. A família descobriu que ela estava viva às 22 horas. Rosa teria ficado cerca de duas horas dentro de um saco plástico. Em seguida, ela foi levada para o Centro de Tratamento Intensivo.
O médico que atestou o óbito pediu demissão e a enfermeira foi demitida, informou a direção do hospital. Segundo a polícia, os responsáveis podem ser autuados por lesão corporal, se comprovada a negligência. (
RD )

VEJA TAMBÉM:
Hospital abre sindicância após idosa ser achada viva em necrotério - TERRA, 24/09/11








quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Torcida do Juventus é maior: cidade de São Paulo contará com 2400 fiscais em 3 turnos e uns mímicos para fazer os motoristas respeitarem o pedestre! AHAHAHA, vão sonhando!

AVISO: Para te poupar, caro leitor, de informações inúteis e evitar perda de tempo, destacamos o que é importante em vermelho. Se não aceita nossa sugestão, veja a preciosa opinião do motorista que acha que o "pedestre não respeita" semáforo ou coisa parecida.

CET não aparece em cruzamentos
No primeiro dia de expansão do Programa de Proteção ao Pedestre, a fiscalização não chegou a cruzamentos movimentados de bairros das quatro regiões da cidade – até domingo, o foco da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) era o centro e a Avenida Paulista.
Ontem, a fiscalização começou a valer no restante da cidade, com foco em centros comerciais de grande circulação de pessoas. Mas não foi o que se viu. Nenhum marronzinho ou orientador de travessia apareceu nos oito cruzamentos com essa característica escolhidos aleatoriamente pela reportagem na tarde de ontem. Mas em três desses cruzamentos agentes de trânsito haviam passado pela manhã, segundo moradores.
Pedestres contaram ter visto agentes da CET em outros dois centros comerciais visitados pelo JT: ruas Oscar Freire, nos Jardins, e Pedro de Toledo, na Vila Mariana, na zona sul.
Mas, mesmo nelas, não havia marronzinhos em todos os cruzamentos mais movimentados. O taxista Valter Muniz, de 42 anos, por exemplo, esperava ver a fiscalização no cruzamento da Pedro de Toledo com a Rua Tenente Gomes Ribeiro, onde, segundo ele, os pedestres não respeitam [ sic! Que imbecil! ] o semáforo para travessia. “O pessoal [ OBS: carro ou pedestre? ] passa no vermelho mesmo.”
Nas ruas Voluntários da Pátria, em Santana, zona norte, do Gasômetro, no Brás, zona leste, Silva Bueno, no Ipiranga, zona sul, e Alameda dos Nhambiquaras, em Moema, zona sul, nenhum agente de tráfego foi visto pela reportagem ou por comerciantes.
Na Rua Venâncio Aires, na Pompeia, zona oeste, onde é difícil atravessar cruzamentos sem semáforo, como o da Rua Tucuna, nenhum agente apareceu. “Desde que começaram com essa história, só vi dois carros de passeio parando antes da faixa para alguém passar”, afirma a comerciante Izabel Soares, de 43 anos.
“Temos que aplaudir a medida de fiscalizar o respeito ao pedestre. Mas a cidade inteira tem cerca de sete mil cruzamentos com semáforo. Quanto tempo vai levar para a CET aparecer em alguns deles?”, questiona o consultor em engenharia de tráfego Horácio Augusto Figueira. Ele sugere convênios com Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana.
A CET informou que cerca de 2.400 agentes, divididos em três turnos, são responsáveis por fiscalizar o respeito ao pedestre em toda a cidade desde ontem. As infrações também estão sendo monitoradas por seis câmeras de vídeo – outras 240 estão sendo testadas. Com relação aos orientadores de travessia, a CET informou que um grupo de 633 pessoas, mais três equipes de mímicos [ ??!! ] , trabalham “nos principais corredores de tráfego, estações de Metrô e corredores de ônibus”. Mais 136 profissionais devem ser contratados. ( JT )

Irlanda: arqueólogos encontram esqueletos de "mortos-vivos"

Arqueólogos desenterram esqueletos de «zombies» na Irlanda
Dois esqueletos desenterrados recentemente na Irlanda tinham grandes pedras alojadas nas suas cabeças. Para os arqueólogos, é sinal de que alguém não queria que os dois corpos voltassem como mortos-vivos. Os investigadores dizem que os cadáveres, encontrados próximo ao lago Key, são possivelmente do século VIII e foram sepultados em ocasiões diferentes. Um deles estava com uma grande rocha na boca.
«(A boca) era considerada o portal pelo qual a alma deixa o corpo na hora da morte. Às vezes, a alma poderia voltar ao corpo e reanimá-lo, ou mesmo um espírito do mal poderia entrar no corpo pela boca e trazê-lo de volta à vida», afirmou à Discovery News Chris Read, líder do grupo de arqueólogos.
Segundo os especialistas, os dois irlandeses seriam provavelmente criminosos banidos do convívio em sociedade ou portadores de doenças exóticas para a época. ( Diário Digital )

Quadragésimo-segundo praticante de bruxaria é decapitado na Arábia Saudita em 2011. O mundo não pediu que lhe dessem clemência.

Sudanês acusado de bruxaria é decapitado na Arábia Saudita
RIAD, Arábia Saudita — Um sudanês acusado de bruxaria foi condenado à morte e decapitado com uma espada nesta segunda-feira, em Medina, oeste de Arábia Saudita, anunciou o Ministério do Interior.
Abdelhamid Husein al-Feki foi declarado culpado de "praticar bruxaria e magia" proibidas no reino, indicou o ministério em um comunicado publicado pela agência oficial Spa.
Com esta decapitação, sobe para 42 o número de execuções na Arábia Saudita desde o começo do ano, segundo uma contagem da AFP e da Anistia Internacional.
Estupro, assassinato, apostasia, assalto a mão armada e tráfico de drogas são castigados com a pena capital nesta monarquia ultraconservadora do Golfo que aplica estritamente a sharia, a lei islâmica. ( AFP, 19.09.2011 ou AQUI )

NOTA DO BLOG: Sim, amigos, estamos insinuando que se este camarada fosse decapitado no Irã, pelo mesmo motivo, toda a "opinião pública progressista, democrática e ocidental" estaria exigindo represálias contra o país dos aiatolás. Os jornais, revistas e sites brazucas exigiriam que o Brasil denunciasse o Irã à ONU e também o corte de relações diplomáticas. Muita hipocrisia, tudo para ajudar o sionismo israelense e os EUA.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nicholas Cage, um vampiro com mais de 140 anos de idade?

Antiquário diz que Nicolas Cage é vampiro
O proprietário de uma fotografia de 1870 diz ter provas que a pessoa na imagem é Nicolas Cage e acusa ainda o actor de ser vampiro.
O antiquário colocou uma imagem à venda no eBay por um milhão de dólares, e acredita que o actor não tem 47 anos, mas sim que é um vampiro.
Jack Mörd, de Seattle, Washington, disse que a foto foi tirada em Bristol, no Tennessee: “A minha teoria é que o actor morrerá com 70, ou 80 anos, mas irá “renascer” mais novo e noutro sítio do mundo para começar uma outra vida."
Mörd acrescenta que "a foto não é falsa nem foi manipulada” e que é de um homem que viveu no tempo da Guerra Civil Americana, segundo o jornal britânico 'The Sun'.
Recorde-se que Nicolas Cage já fez de vampiro no cinema: 'O Beijo do Vampiro' foi um sucesso no ano de 1989. ( CM )

Estudo diz que maioria esmagadora de islandeses acredita em fantasmas e elfos. Depois da quebra do país, iriam acreditar em economistas?

Estudo mostra que apenas 13 por cento da população acha impossível a existência de elfos
Islandeses acreditam em elfos e fantasmas
Um estudo sobre superstição na Islândia conclui que um número significativo de cidadãos desse país acredita na existência de Elfos e fantasmas.
Os resultados deste estudo são similares a outro, realizado em 1974 pelo Professor Erlendur Haraldsson.
Terrey Gunnel afirmou que “os islandeses são muito mais abertos para os fenómenos como sonhar com o futuro, pressentimentos, fantasmas e elfos, do que outras nações”, segundo o site ‘Iceland Review’.
Apenas 13 por cento dos participantes do estudo disseram que era impossível a existência de elfos, 19 por cento acham improvável, 37 por cento disse que era possível que os elfos existam, 17 por cento acham provável e oito por cento considera mesmo que existem. Cinco por cento não tem opinião.
Uma maior percentagem admitiu a existência de fantasmas. Apenas sete por cento disse que a sua existência era impossível, 16 por cento disse que era improvável, 41 por cento acredita que seja possível, 18 por cento acha provável, 13 por cento tem a certeza da sua existência e apenas quatro por cento não tem opinião.
Gunnel ficou surpreendido com os resultados, porque a sociedade islandesa mudou desde 1974, quando Haraldsson revelou que os islandeses acreditavam mais em fenómenos sobrenaturais do que outras nações, acreditando que os filmes de Hollywood e o facto das cidades e as casas estarem a ficar velhas e o campo mais misterioso contribuam para estes resultados.
O estudo foi feito em 2006 e 2007 pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade da Islândia e patrocinado pelo fundo de pesquisa da Universidade. Participaram cerca de 1000 pessoas nos questionários.
Os resultados ainda não estão completos, pelo que estarão prontos em Dezembro. ( CM )

Imbecis "esquecem" que Prefeitura paulistana jamais fiscalizou calçadas do "Cidadão de Bem" como se deve e acham nova lei "abusiva"

PLANETA: Terra
CIDADE: São Paulo
O paulistano, em geral, não perde tempo em exibir todo seu reconhecido mau-caratismo atávico.
Depois da tal "lei do pedestre" que vigora em apenas algumas ridículas e exíguas vias da cidade, alguns autocratas opinaram que "o pedestre deveria ser multado também", invertendo todos os valores que nossos antepassados, arduamente, lutaram para verem adotados, com o advento do Antropocentrismo. Isto é, superar as religiosidades extremadas e as superstições e botar o Homem como o centro do Universo. Exageros à parte, o Homem deveria ser, no mínimo, senhor de suas criações, não escravo delas. Pior ainda: nego é escravo das máquinas e acha que todos deveriam ser como ele. Assim, quem passou a ditar o ritmo dos seres humanos que vivem nas grandes cidades, foi a máquina. Mais precisamente, o carro. Até quem não possui carro teve que se sujeitar a ele. Mas isso é outra história.
Bom, a Prefeitura paulistana [ ver notícia abaixo ] resolveu fazer valer, por meio de publicação no Diário Oficial, que proprietário de imóvel que deixar sua calçada em más condições deverá pagar uma multa beeeeem maior que a atual. Também bolou um serviço de "dique-denúncia" para que o cidadão cagüete a calçada fora da lei. Nada contra, não fosse o fato de que é uma tónica nestas administrações recentes obrigar o cidadão a fazer o serviço de fiscalização que caberia à Prefeitura. Não que a Prefeitura irá acatar ou resolver: outro dia, este idiota aqui dedurou para a Subprefeitura que uma obra estaria acomodando seus materiais de construção numa área pública ( uma ilha ou retorno, não sei ao certo ) para ir usando. Oras, o local é passagem de pedestres. A Prefeitura foi informada, há uns 2 meses. A obra prossegue e a área segue ocupada ainda, mesmo que com pouco material. A GCM também foi chamada e nada fez.
Se a atitude acima for empregada pela Prefeitura também nos casos de calçadas em "más condições", os proprietários poderão ficar tranqüilos, que vai dar em nada.
Da mesma maneira que ocorreu, quando da implantação da "lei do pedestre", ou seja, com os motoristas canalhas de São Paulo grasnando que os pedestres deveriam ser multados, aqui os defensores das calçadas ilegais também vieram mostrar serviço. "Questionam" se a Prefeitura será "autuada" igualmente, quando passeios sob sua responsabilidade estiver em más condições. A preocupação com isso seria salutar. Mas a mensagem é outra. Vem da idéia geral, vigorada nos anos 90, de que os políticos e o Estado só roubam e investem sua energia contra o indivíduo. Logo, aquela má-vontade, com tempero neoliberal, ainda que não se perceba senão nas entrelinhas. Anti-Estado. E anti-funcionalismo público também. Mesmo discurso usado para demonizar os amarelinhos e marronzinhos. Deu no que deu. O trânsito ficou condenado a se equilibrar por conta própria. A CET, sem o quadro de pessoal necessário ( atualmente é de duas a três vezes menor que o da Cidade do México ) permanece imóvel, e basta botar o pescoço pra fora da rua que você flagrará motorista falando ao celular ou estacionando sobre calçadas, sem medo de ser apanhado ( pois nãos será ). Mas o mito permaneceu, as pessoas sabem que não existe nada remotamente parecido com uma suposta "Indústria da Multa", mas, por segurança, continuam denunciando essa tal "Indústria". Nem o convênio entre Prefeitura e PM melhorou esse quadro. No meu bairro você pode deixar um carro sobre a calçada, na fuça de um PM, que não dá em nada.
SÃO PAULO, REFÚGIO DOS CANALHAS
"Não gostou da minha calçada? Problema meu! Passa por cima!

A Prefeitura paulistana não possui quadro adequado para fiscalizar todas as calçadas em más condições. Ponto.
Agora, ainda não me ficou claro se as calçadas propositadamente mal-construídas, atravessadas por rampas, aclives, declives e degraus foram contempladas na nova lei. Uma calçada poderá estar quebrada por razões como chuvas e, neste caso, o proprietário pode até ter dado mole, empurrando a situação com a barriga. Até entendo, juro.
Só que, nos casos que envolvem os "acidentes geográficos" das calçadas, é obrigatório reconhecer que estão assim porque foram PROJETADAS para serem assim. Mesmo sabendo que estes obstáculos são proibidos, o proprietário, ou a construtora ( prefiro este último ) não se fazem de rogados, mostrando que sabem que não sofrerão a penalidade merecida. São Paulo tem passado pelo chamado 'boom imobiliário', essa especulação desenfreada que traz "progresso" e "qaulidade de vida". Imóveis surgem na velocidade da luz enquanto outros, velhos ou não, caem como frutas podres, para dar lugar àqueles.
Se os imóveis mais velhos contavam com a negligência da Prefeitura, e mantiveram os tais acidentes geográficos em seus passeios, por costume, que seja, as imobiliárias e construtoras parecem ter contado com a muita sorte para construirem, AGORA, imóveis já com estes acidentes como parte, PARA SERVIREM AOS AUTOMÓVEIS. Digo, o poder público, seria de se esperar, ficaria de olho, monitorando, para que os procedimentos estivessem de acordo com os novos tempos, mas não foi isso que se observou. A menos que haja uma Indústria da Propina que tenha fechado os olhos para o que vem ocorrendo nos lançamentos imobiliários sob sua supervisão. O que eu não duvido de jeito nenhum.
Os detratores - que fingem ignorar a incompetência / negligência suspeita da Prefeitura, no caso da fiscalização de calçadas impecáveis porém ilegais, e "esquecendo" que os cidadãos que têm mantido as calçadas nessas condições sem medo de fiscalização - agora ousam cobrar que as calçadas públicas quebradas também sejam "autuadas". É muita má-fé, muita desonestidade e muita canalhice. Não dá nem mais vontade de sair de casa.

Prefeitura de SP aprova lei que aumenta multa para calçadas danificadasOs proprietários de imóveis que não manterem seus trechos de calçadas em condições adequadas pagarão multas mais caras na cidade de São Paulo. Antes, a pena variava de R$ 96,33 a R$ 481,65, de acordo com o tamanho dos danos, agora, serão R$ 300 por metro linear.
No último sábado (10), foi publicado no Diário Oficial a sanção do prefeito Gilberto Kassab ao Projeto de Lei 409/2010, que estabelece os novos valores. O projeto também cria na cidade de São Paulo o serviço “Disque-Calçadas”, de acordo com a Câmara Municipal de São Paulo.
Denúncia facilitada - Segundo a nova lei, de autoria do vereador Domingos Dissei (DEM), se um imóvel tiver um trecho de calçada com 5 metros e, nesta área, tiver um buraco, mesmo que pequeno, o proprietário ou o inquilino deverá pagar uma multa de R$ 1.500. Os valores serão anualmente corrigidos, acompanhando a variação do IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo ).
Em relação ao Disque-Calçadas, o projeto pontua que este será um serviço de atendimento telefônico e eletrônico para que os munícipes denunciem os passeios públicos em más condições. Atualmente, as reclamações só podem ser feitas nas subprefeituras, que também fiscalizam e cobram dos proprietários as mudanças necessárias.
Justificando a pertinência da multa mais cara para as calçadas inexistentes ou em má conservação, o vereador Dissei explicou que é importante que todo o proprietário se certifique que o passeio de sua responsabilidade esteja em condições adequadas para quem passa por ele. Se o proprietário não se preocupa, a lei existe para obrigá-lo a isso, garantindo os direitos dos cidadãos.
O Executivo tem um prazo de 120 dias para regulamentar a lei, a partir da data da publicação no Diário Oficial, e só depois desse prazo as multas serão aplicadas.

Blog BFI cada dia mais preocupado com o lixo paulistano. Flagrante na avenida Paulista mostra a que ponto chegamos!

Eu tinha ouvido falar disto, mas somente agora deu pra dar uma conferida. O caso de uma idosa, que passeava - obviamente com bastante sacrifício - com seu andador, pela famosa Avenida Paulista, o tal "cartão-postal da cidade" ( grande merda! que virou palco de manifestações abertas de racismos, preconceitos e agressões.
Não obstante as calçadas daquela via darem de mil a zero sobre qualquer outra ( bom, nem todas ) calçada da cidade. Não sei bem a ordem dos acontecimentos, mas parece que foi assim: a mulher deparou-se com um pedinte, que teve o azar de estar pedindo suas esmolas bem no meio do caminho da senhora. O sujeito, um deficiente, com suas perninhas atrofiadas e cor de pele um tanto mais escura que a da idosa ariana. Ela recorreu à polícia, para que tirassem-no dali do caminho. Ao que parece, eles recusaram, ainda não sei o motivo. Esta, indignada, ofendeu o homem, chamando-o de "macaco" e de "lixo" e, alteradíssima, dirigiu seus impropérios aos agentes da lei, que tiveram uma paciência de Jó com a bondosa anciã, mesmo ela atacando-os ferozmente aos gritos de "Idiota!", "Vagabundo!" e "Analfabeto!". Uma paciência que eles jamais teriam se estivessem lidando com professores grevistas ou manifestantes que não contassem com o aval da Folha, Veja ou do PSDB. Pois bem, ela foi presa por racismo e falta de respeito, mas foi solta hoje.
A gravação que segue, abaixo, é da Record, o que mereceu críticas em alguns sites que visitamos ao pesquisar este caso. Alguns críticos centraram os ataques aos bispos, entendendo que trata-se de uma mentira promovida pela IURD, não entendi bem a razão. Talve o vídeo seja uma armação, uma montagem, e a fala dela foi alterada: ela dizia "Eu te amo, PM!" mas mudaram para "Analfabeto!". Outros denunciaram o "despreparo" e a "truculência" da PM.
Alguns garantiram também que o aleijado é mais "rico" que a idosa, e que usa sua condição ( suposta? ) para suscitar a dó dos transeuntes e assim faturar mais uma moedinhas. Evidentemente, um dos caminhos mais fáceis e confortáveis para se ganhar a vida é tornar-se um paraplégico. Recomendamos a todos. Provavelmente a velha descobriu as manobras malandras do suposto aleijado e recorreu às forças coercitivas do Estado, para recolherem o autor daquela pouca-vergonha ao xadrez. Porém, descobrindo que os PMs estavam mancomunados com o meliante enganador e recebiam dele uma parte dos proventos, viu-se diante de uma trama diabólica e, sem outra alternativa, partiu para a ignorância. Vai ganhar uma estátua, no depender de alguns..

sábado, 17 de setembro de 2011

Levaram cadáver de amigo para balada. O morto foi quem pagou as despesas

Dois acusados por levar cadáver de amigo “a sair”
Robert Young, de 43 anos, e Mark Robinson de 25, foram condenados por abuso de cadáver e usurpação. Em causa esteve o facto de a 27 de Agosto os homens terem ido a casa de um amigo, em Denver, e ao depararem-se com o amigo morto, Jeffrey Jarrett, pegaram nele e no seu cartão Multibanco e foram-se divertir.
Ao invés de chamarem o 112, os homens pegaram no cadáver e levaram-no para bares e restaurantes devidamente acompanhados pelo seu cartão de Multibanco [ Nota deste blog: imagino que seja cartão de crédito ou algo assim ] para pagarem as despesas.
Andaram pelas ruas de Denver a passear o cadáver enquanto se divertiam.
Antes de voltarem para casa, por volta das 04:00 levaram o corpo de Jeffrey Jarrett a casa mas mantiveram-se com o cartão de Multibanco do amigo.
Ainda tiveram tempo para passarem num restaurante e irem a um bar de streaptease.
Um familiar processou os indivíduos, por achar um acto bárbaro e indecente.
( CM )

Two accused in Denver of taking dead buddy out for night on town - The Denver Post http://www.denverpost.com/news/ci_18907533#ixzz1YFytEvNf

A verdade está de volta, no TCM...

Alvíssaras! Depois de sei lá quanto tempo fora da televisão, sem contar os filmes de cinema ( o segundo eu não assisti ainda... ), a gloriosa e sinistra série de TV Arquivo X, coqueluxe nos anos 90, está de volta, a partir do dia 19 de setembro, pelo canal a cabo TCM.
Retornam à telinha, então, Fox "Spooky" Mulder, o caçador de sobrenatural e a cética Dana Scully, escalada para fazer marcação cerrada sobre o parceiro, os agentes do FBI responsáveis pelos casos sobrenaturais, bizarros e inexplicáveis do Bureau, para alegria dos excers. Claro que quem gosta ou aprecia, poderia ter comprado as caixas de DVDs em lojas. Até mesmo em bancas de jornal houve disponibilidade deles. Mas quem é duro ou desavisado vai ter a chance de rever tudinho, e até mesmo testar se a série manteve a força e classe com o passar dos anos. Não se pode, claro, esquecer ou desconhecer que as duas ( ?! ) últimas temporadas foram meio esvaziadas comparando com os anos anteriores, sem a dupla de heróis e coisa e tal. Mas não muda nada. É programa obrigatório.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Da série "Nos outros países é sempre melhor": Nos EUA, mulher foi demitida por demorar em retornar ao trabalho após DOAR RIM AO FILHO!

Despedida por faltar ao trabalho para doar rim a filho
Claudia Rendon atrasou-se alguns dias na recuperação
Uma mulher norte-americana, de 42 anos, foi despedida por demorar muito tempo a regressar ao trabalho. Claudia Rendon trabalhava numa empresa em Filadélfia, estado da Pensilvânia, e suspendeu a actividade laboral para doar um rim ao filho.
Claudia Rendon pediu licença médica em Julho e deveria regressar ao trabalho a 1 de Setembro, segundo a reportagem da cadeia de televisão 'Fox'. Em casos normais, a recuperação deste tipo de intervenção obriga a uma paragem de oito semanas. Durante o processo, a empresa induziu a mulher a assinar uma declaração em que reconhecia que o seu posto de trabalho não estava assegurado.
A 24 de Agosto, Claudia Rendon fez uma visita casual ao local de trabalho e informou o patrão que não sabia se poderia regressar a 1 de Setembro, devido às fortes dores de costas que sentia. O hospital da Pensilvânia, onde mãe e filho foram assistidos, enviou uma carta à empresa, informando que a mulher estaria apta para regressar ao trabalho no dia 12 de Setembro. Mas para o patrão já era demasiado tarde. No dia 8, Claudia regressou ao local de trabalho e descobriu que o seu posto já estava ocupado.
Claudia Rendon garantiu, em entrevista ao canal ABC, que estava disposta a regressar ao trabalho a qualquer altura. “Se eles me tivessem dito para voltar naquele dia, eu teria voltado”, afirmou. A empresa alegou que tinha direito legal para demitir a funcionária.
Quem não esconde a indignação e o descontentamento é Alex Rendon, filho de Claudia. “Ela salvou a minha vida”, disse, perguntando: “Quem mais pode dizer que a sua mãe lhe deu a vida duas vezes?”. (
CM )

NOTA DO BLOG: Se isso ocorreu mesmo, é algo a ser estudado por nós. Deve ser este tipo de atitude que fez com que os EUA chegassem ao patamar de 1º.Mundo ao qual tanto ansiamos atingir. Paraíso na Terra, meu amigos.



Cuba: grupo "disposto a morrer por Jesus" se refugia dentro de igreja evangélica para rezar contra o homossexualismo e a "idolatria ao Diabo" que imperam no país!!

Grupo está isolado em igreja evangélica em Cuba há três semanas
Um grupo de 60 pessoas está vivendo dentro de uma igreja evangélica [ no mapa, acima ] em Havana, capital de Cuba, há três semanas.
As autoridades disseram que não pretendem intervir, já que todas estão lá por vontade própria [ Nota deste blog: Peraí! Isso quer dizer que há respeito à liberdade de culto naquele país? ], de acordo com a imprensa estatal cubana. O governo mandou uma equipe médica para avaliar o grupo, que possui 19 crianças e quatro mulheres grávidas.
Alguns familiares das pessoas estão preocupados, depois que um dos integrantes do grupo disse que eles estariam "dispostos a morrer por Jesus".
O grupo é liderado pelo pastor Braulio Herrera, que foi expulso da sua Igreja há um ano e meio. O filho do pastor, que está dentro da igreja, disse que o grupo está rezando contra os pecados da ilha, que segundo ele incluem "idolatria ao diabo e homossexualidade". (
Folha / BBCBrasil )

Ciência para a sua segurança: suas expressões faciais podem nos revelar as mentiras que você anda contando, graças a esta impressionante aparelhagem

Aparelho detecta mentiras com análise de expressões faciais
Um novo sistema de câmeras pode detectar mentiras com a análise do rosto, afirmam cientistas britânicos.
O sistema usa uma câmera comum, um sensor térmico de alta resolução e um software. Os pesquisadores comentaram que o método pode ser de grande valia para serviços secretos [ Nota deste blog: a velha pergunta: "Quem vigia os vigilantes"? ].
O pesquisador-chefe do estudo, Hassan Ugail, da Universidade de Bradford (Reino Unido), disse que o sistema consegue distinguir a verdade em dois terços dos casos.
O sistema foi desenvolvido em conjunto com a Universidade de Aberystwyth e apresentado nesta terça-feira no festival de ciência de Bradford.
FUNCIONAMENTO
O estudo utiliza pesquisas anteriores sobre como as pessoas revelam involuntariamente emoções por meio de sutis mudanças de expressão e do fluxo de sangue para o rosto.
Sinais de mudanças de emoção captados por câmeras comuns incluem movimentos de olhos, pupilas dilatadas, morder ou apertar os lábios, coçar o nariz, respiração acelerada, piscadelas rápidas e assimetria visual.
Os sensores termais detectam o acúmulo de sangue ao redor dos olhos, e um software que usa algoritmos é usado para monitorar as mudanças sutis nas expressões faciais.
O método tradicional de detecção de mentiras depende do polígrafo, instrumento desenvolvido em 1921, mas este é invasivo, com fios grudados na pele. O novo sistema pode ser usado mesmo sem o conhecimento da pessoa analisada.
"Juntamos todo o trabalho já consagrado sobre as expressões, os desenvolvimentos recentes em termos de imagens termais, as técnicas para análises de imagens e os nossos novos algoritmos em um sistema operacional", disse ele.
MARGEM DE ERRO
Os testes até agora foram feitos apenas em voluntários, mas, até o final do ano, os pesquisadores esperam aplicá-lo em um aeroporto britânico, possivelmente durante entrevistas conduzidas por oficiais da Imigração.
"Em uma situação real, de estresse, podemos conseguir uma margem de acerto ainda maior", disse Ugail, que espera chegar aos 90% de acerto, margem semelhante ao do polígrafo.
Mas os pesquisadores admitem que os testes não podem nunca chegar a 100% de acerto, já que eles detectam emoções como estresse, medo ou desconfiança, e não a mentira em si.
O medo pode significar o temor de não ser acreditado, e não necessariamente o de ser pego mentindo.

"Quem desistir de liberdade essencial para conseguir um pouco de segurança temporária não merece nem liberdade nem segurança." - Benjamin Franklin

Pesquisa mostra que molecada acredita em propaganda, acha que ela "fala a verdade e reflete a realidade" e passa a beber por causa disso!!

Na vida real da propaganda, a vida é só festa, as pessoas são bonitas e as gostosas dão mole e tão sempre disponíveis. Basta consumir a birra certa, amigo!

Propaganda de álcool
As pesquisadoras Roberta Faria, Alan Vendrame, Rebeca Silva e Ilana Pinsky, do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Universidade Federal de São Paulo, analisaram a associação entre propaganda de álcool e consumo de cerveja por adolescentes. Foram entrevistados 1.115 estudantes de sétima e oitava séries de três escolas públicas de São Bernardo do Campo (SP), em 2006. As variáveis independentes foram: atenção prestada às propagandas de álcool, crença na veracidade das propagandas, resposta afetiva às propagandas, uso prévio de cigarro, entre outras. A variável dependente foi consumo de cerveja nos últimos 30 dias. Idade, importância dada à religião e ter banheiro em casa foram utilizadas como controle. O consumo de cerveja nos últimos 30 dias esteve associado ao uso de cigarro, ter uma marca preferida de bebida alcoólica, não ser monitorado pelos pais, achar que as festas que frequentam parecem-se com as de comerciais, prestar muita atenção aos comerciais e acreditar que os comerciais falam a verdade. Essa associação manteve-se mesmo na presença de outras variáveis associadas ao seu consumo. A conclusão do artigo “Propaganda de álcool e associação ao consumo de cerveja por adolescentes” foi: as propagandas de bebidas alcoólicas associam-se positivamente ao consumo recente de cerveja por remeterem os adolescentes à própria realidade ou por fazê-los acreditar em sua veracidade [ grifo nosso ]. Limitar a veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas pode ser um dos caminhos para a prevenção do uso e abuso de álcool por adolescentes.

PUBLICADO EM PESQUISA FAPESP

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Trânsito + Hostil em: "E tem quem chame isso de 'acidente'..."

ROTEIRO CONHECIDO
A essa altura do campeonato, muita gente deve ter escutado a notícia do camarada que vinha pela Marginal a 140km/h, perdeu o controle do veículo, que capotou, bateu numa mureta e chegou a atingir um carro da PM, ferindo dois policiais. O rapaz, que estaria sem o cinto de segurança, foi jogado pela janela e CAPUT!. Por pouco o garoto, de uns 20 anos, não matou também sua namorada, que estava no banco do passageiro.
Parece que o testemunho da acompanhante é válido, então é fato que o cidadão pisava fundo e o carango
chegara a 140km/h. Ainda segundo a moça, o piloto foi pegar uma carteira ( !!? ) no bolso e isso teria feito ele perder o controle sobre o carro. De acordo com o relato da namorada, o rapaz disse que estava acostumado a dirigir daquela maneira [ VER AQUI ], o que corrobora, ainda mais, nossa teoria ( já nem é mais "teoria" ), de que a "Indústria da Multa não Existe".
E, sem fugir do script manjado, parece que o dito cujo havia ingerido bebida alcoólica. Se bem que isso ainda não ficou muito claro para mim, pois há versões ligeiramente conflitantes.
AQUI diz que ele bebeu "duas garrafas de vinho" ( a primeira versão que escutei ) e AQUI, que ele "havia ingerido bebida alcoólica".
Desculpe a sinceridade, mas "better you than me", em português claro. Veja, costumo dizer que, depois que resolvêssemos todos os problemas decorrentes da canalhice atávica do motorista paulistano, ainda restaria o problema de morarmos em uma cidade completamente entulhada de automóveis, extremamente poluída, carente de transporte público de massa - exatamente pelo fato dos governos governarem de acordo com o desejo automobilístico-fanático da população eleitora. Que uns e outros usem seus carros como quem porta uma UZI, isso é mero detalhe.

domingo, 11 de setembro de 2011

Fenômeno inexplicável: faixa de pedestres torna usuário invísível em São Paulo!

Matéria assustadora publicada num jornal ( ver abaixo ) revela que a faixa de segurança tem o estranho poder de tornar as pessoas invisíveis, o que explicaria, finalmente, o por quê das pessoas conseguirem ser atropeladas ali. Motoristas já testemunharam que não conseguem, de forma alguma, enxergar as faixas pintadas no chão. Logo, não enxergam também quem caminha por sobre elas. Como se desaparecessem...
O mais bizarro desta história é que a própria Prefeitura de São Paulo tem gasto os tubos em campanhas "educacionais", justamente incentivando o uso desta travessia pelos pedestres. Se bem que isso não deveria nos assustar tanto, já que todos sabemos que até mesmo as calçadas deixam-nos invisíveis e também que os motoristas paulistanos são inocentes, ingênuos e bem-intencionados e só compram carros porque sem eles a vida seria inviável e sem-graça.

FENÔMENOS
"Eu fui atravessar, querida, e o Porsche a 300 por hora não me viu..."

O SUMIÇO INEXPLICAVEL DE UMA TROPA INTEIRA
" ( ... ) No dia 28 de agosto de 1915, o céu se apresentava extremamente claro, num belo dia dia banhado por sol radiante, exceto por algumas "nuvens" que se espraiavam na altura de uma elevação estrategicamente denominada "Morro 60" - algo bastante parecido com aquilo que vimos na foto da página anterior, parcialmente acima repetida. Próximo dali, todo um regimento do Exército Britânico, precisamente o First Fourth Norfolk, estava em campanha militar contra as forças turcas, precisamente em Gallipoli, nas proximidades de Dardanellos. O First Norfolk recebera ordens diretas para marchar através do Morro 60, de modo a estabelecer um ponto avançado para o combate com as forças inimigas, enquanto na retaguarda ficavam outras unidades militares que foram as testemunhas de uma ocorrência absolutamente insólita: o topo daquele morro estava coberto por uma grande nuvem extremamente densa, intensamente brilhante e, um a um, os cerca de QUATROCENTOS homens daquele regimento nela penetraram destemidamente. Porém, nenhum deles jamais saiu do outro lado da tal "nuvem".... Que por sinal, tão logo os militares britânicos daquele Regimento nela penetraram, elevou-se lenta e inocentemente, desaparecendo bem alto no céu! ( ...http://www.dominiosfantasticos.xpg.com.br/id287.htm )"



POR FIM, LEIA A MATÉRIA SOBRE AS FAIXAS DE PEDESTRES INVISIBILIZANTES. SÓ EM SÃO PAULO, MESMO!

Motorista não ‘enxerga’ faixa, diz pesquisa
Os motoristas de São Paulo não prestam atenção às faixas de pedestres. Outros elementos na paisagem, como carros, motos e pessoas – seja na calçada ou no meio da rua –, tendem a estimular bem mais a visão de quem dirige pelas ruas da capital.
A constatação é de uma pesquisa feita pelo laboratório de neuromarketing da Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo foi desenvolvido a pedido da agência que criou uma campanha para a Prefeitura para incentivar o respeito ao pedestre. A peça publicitária passou a ser divulgada esta semana na televisão.
Para chegar ao resultado, foram exibidas cinco fotos para 40 pessoas que dirigem diariamente na capital e os movimentos dos olhos delas foram monitorados. As imagens mostravam pedestres atravessando vias em diferentes situações, além de pequenos textos publicitários. Em todas as fotos – expostas em uma tela durante dez segundos cada –, os participantes praticamente não olharam para a faixa de travessia.
Um aparelho instalado sob o monitor registrou os pontos observados por eles. Ao final, os resultados foram sobrepostos, tornando possível saber as áreas mais observadas. O que se nota é que, no curto espaço de tempo, os motoristas quase não reparam na sinalização horizontal.
“A gente percebeu que a faixa não faz parte do dia a dia das pessoas. Como ninguém tem intimidade com ela, então não é tão respeitada”, diz o engenheiro eletrônico Carlos Augusto Costa, coordenador do laboratório de neuromarketing da FGV. Segundo ele, outros “atores” viários, como carros e semáforos, costumam ser muito mais associados pelos motoristas à necessidade de seguir as regras de trânsito do que as faixas.
O presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Eduardo José Daros, concorda. “É por isso que os carros respeitam mais as faixas onde há semáforo. Onde não tem, geralmente desobedecem.” Para ele, a tendência é de que a obediência aumente com a intensificação da fiscalização em torno do desrespeito aos pedestres, iniciada há um mês pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
A partir dos resultados da pesquisa, realizada em julho, a nova campanha publicitária da TV focou no respeito à faixa. Um homem vestido como faixa aparece tentando atravessar a rua e quase sendo atingido por alguns carros. A Prefeitura não informou ontem quanto gastou com a campanha.
Pessoas que dirigem na cidade divergem sobre a suposta falta de respeito à faixa. “Normalmente, primeiro presto atenção no semáforo, e depois vejo se tem faixa de pedestres”, diz a universitária Marina Gonsalez, de 22 anos. Já a cabeleireira Glauce Helena Alves, de 35, acha que os condutores obedecem a sinalização. “Quando o sinal fecha e tenho que parar o carro na faixa, me sinto mal.”
Na opinião do taxista José Warrison da Cunha, de 53 anos, muitos motoristas “queimam” a faixa antes de o sinal abrir. “Às vezes, dá a sensação de que um carro quer competir com o outro para ver qual sai primeiro. Eu respeito.”
Um dos apontamentos da pesquisa é que, na média, rostos chamam a atenção dos motoristas. “Os rostos geram um engajamento emocional. Há a recomendação para que se atravesse a rua olhando para o lado de onde vem o carro”, diz Costa. Ele acrescenta que a atitude ajuda a criar maior proximidade com motoristas. ( JT, 07/07/2011 )

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ex-modelo ( linda! ) Claudia Schiffer chamou equipe de exorcistas para livrarem sua mansão de assombrações fantasmagóricas

Claudia Schiffer com fantasmas em casa
Claudia Schiffer chamou uma equipa de exorcistas por acreditar que tinha a casa assombrada.
A top model e o marido, Matthew Vaughn, compraram uma casa no Reino Unido, mas a mesma estaria assombrada.
Como Claudia Schiffer não quis voltar a vender a casa, chamou uma equipa de exorcistas para afastar os fantasmas...
De acordo com especialistas na imprensa internacional, a mansão britânica situada em Suffolk - e estimada em 6 milhões de euros -, tinha dois quadros "malditos" e um fantasma de uma mãe chamada Penelope.
A questão foi resolvida e o casal com os três filhos puderam regressar à segurança do lar. ( DESTAK )

Ruy Castro: "Pusemos nossas cidades a serviço dos carros, e deu no que deu..."

Pelos olhos do cidadão
RIO DE JANEIRO - Numa entrevista a Vanessa Correa durante o 1º Congresso Internacional de Habitação e Urbanismo, realizado em São Paulo, o arquiteto Alexandros Washburn, diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, falou da importância de ser, ora, veja, pedestre na metrópole por excelência.
"Caminhar é a atividade mais importante na cidade", ele disse. "Tanto pelo lado cultural como pela sustentabilidade. (...) É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. (...) O espaço público é importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias. (...) Quando toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando pela rua."
E, então, Washburn disparou um conceito que, para muitos, pode parecer chocante: "O muro da rua tem que ser feito do tecido dos prédios, com lojas [no térreo], janelas nos primeiros andares. [É preciso] sentir que as extremidades da rua estão abertas para você. E que as pessoas estão olhando para você".
No Brasil, há anos temos feito o contrário. Asfixiamos nossas cidades com prédios em que não só o comércio, mas até os moradores foram banidos dos três ou quatro primeiros andares, agora reservados a garagens. Somando a isso o térreo afastado da rua e de pé-direito muito alto, é como se, nesses prédios, a vida só começasse a 20 metros de altura. É como estabelecer que a rua nos é hostil, que devemos manter distância e nunca nos arriscarmos por ela a pé.
Pusemos nossas cidades a serviço dos carros, e deu no que deu - elas ficaram efetivamente hostis. Daí ser fascinante ouvir do homem responsável pelo planejamento urbano, não de Brejo Seco, mas de Nova York: "Carros e pessoas podem andar juntos, mas a questão é perguntar primeiro ao pedestre".
RUY CASTRO

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"A Indústria da Multa não Existe" em: Darwin Rules

( Ler notícia em: AQUI )

Repórter da Globo diz que TV condena suspeitos de cometer crimes: "É uma forma de condenação, moral, não penal."

O jornalista da TV Globo Valmir Salaro afirmou que a mídia condena suspeitos de cometer crimes, o que dificulta a vida fora das prisões. "É uma forma de condenação, moral, não penal. Assim a gente aplica uma segunda pena, o que dificulta essa pessoa de conseguir um emprego", disse.
De acordo com Salaro, a imprensa também é preconceituosa, medrosa, tem pouco conhecimento e "cobre mal" notícias relacionadas às prisões. As críticas dele foram feitas nesta segunda-feira (5/9), durante participação em evento realizado em São Paulo, informa o Jornal do Brasil.
Em relação a cobertura policial, o repórter da Globo disse que a própria sociedade deve exigir, dos jornalistas e dos meios de comunicação, informações positivas sobre as qualidades do sistema carcerário brasileiro, como o trabalho de reintegração social, capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Marido virgem pede anulação do casamento ao descobrir gravidez da esposa

Juíza da 2ª vara de Família e Sucessões da comarca de Goiânia, Sirlei Martins da Costa julgou procedente pedido de anulação de casamento realizado por rapaz recém-casado. O autor da ação alega que, embora não mantivesse relações sexuais com a então noiva, descobriu, durante a lua-de-mel, que a esposa estava grávida.
Citada na ação, a esposa contestou a alegação do marido. Durante a audiência, porém, reconheceu os fatos, dizendo que, durante o namoro, estava convertida e congregava em uma igreja evangélica. Disse que, com base em sua crença religiosa, convenceu o noivo de que não podia manter relações com ele antes do casamento.
Ainda de acordo com a esposa, ela casou-se grávida, mas só descobriu a gravidez durante a lua-de-mel, e assumiu que o esposo não podia ser o pai. Para a juíza, o depoimento pessoal da requerida é prova da existência de um dos requisitos para a anulação do casamento.
A magistrada determinou a expedição de documentos necessários para que o cartório anule o casamento e condenou a esposa ao pagamento das custas e despesas processuais, além dos honorários advocatícios.
Autor: Thaís Romão

( Site JUSBRASIL )

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jaz São Paulo: vermes querem que o pedestre seja multado. Morram, lixos malditos! ( E mais: "O totem do Capital" )



O bom de você não ser politicamente correto, é que você pode botar um título como este sem medo de perder leitores ou coisa que o valha. Se acreditamos no que pensamos, temos obrigação de dizer e escrever, sob o risco de desenvolvermos uma úlcera. O ruim é que não encontro - não que não exista - maneiras de demonstrar todo o desprezo que tenho pelas vidas destas pessoas. Por sua mesquinhez e entrega total ao que já foi chamado uma vez de "totem do capital" ( Edição 441 da rev Carta Capital, Abril de 2007 ). Elas simplesmente nasceram em um mundo em que possuir um automóvel faz parte de todo o sonho de vida de alguém, sem questionamentos. Se, imagino, ao surgirem os automóveis, surgiram também as primeiras críticas e resistências tanto ao veículo quanto ao futuro que se desenharia quando estes passassem a rodar cada vez mais nas cidades, com o passar do tempo, as comunidades foram se acostumando a eles. Ao barulho, a poluição e, pior, ao ritmo. Se eu soubesse desenhar direito, pensei num cartoon que aludiria ao filme Tempos Modernos do Chaplin, só que tendo os carros como ameaça. Veja você que todo seu ritmo de vida é ditado pelos automóveis, bastando para isso sair portão de casa afora. Você tem que ter permissão para andar, para caminhar, quando e onde, e qual tempo levará para atravessar a rua. A necessidade da permissão não existe formalmente, mas na prática. Você tem um tempo exíguo para cruzar de calçada para calçada e, se demorar, terá que sair correndo, em vez de ter o tempo para atravessar NO SEU RITMO.

São décadas e décadas e muito deve ter se falado e discutido sobre o papel do carro na vida urbana e isso deve ter em algum lugar, mas não me disponho a procurar ( O que me interessa saber, no momento, é como ele, automóvel, fez para que as cidades tomassem o rumo que tomaram, em termos geográficos e de distribuição e uso dos espaços. Mas não quero nada acadêmico. Quero leveza e praticidade. ), pelo menos não agora. Sei que quando surgiram eram brinquedos para ricos exibirem. Depois, tornaram-se populares. Com a Crise do Petróleo, os antigos automóveis bebedores tiveram que ser substituídos por modelos mais econômicos. Mas as cidades não mudaram. Continuaram dando a prioridade ao transporte individual. Viadutos, avenidas, marginais. Cimento e concreto. As casas que vejo, atualmente, comportam vagas para até três carros. Derrubam as casas velhas, aquela que ainda possuiam jardins, árvores e flores ( logo, "terra" ), botam cimento por tudo, impermeabilizam tudo, e ajudam a inundar a cidade, além de prejudicar o ar. Depois, ficam querendo que a Prefeitura gaste nosso dinheiro de impostos para construir parques e reclamam que "não há verde na cidade". Muita hipocrisia, vê-se.

Um apartamento ou casa sem vaga ou garagem têm preços menores. As pessoas simplesmente não concebem não comprar um carro na vida. Fora de cogitação. Comprometem a quase totalidade de seus orçamentos para isso, e não é por uma questão mera de transportar corpos. Ou, como dizem alguns cínicos, compraram o carro para ir trabalhar. Oras, que desprendimento... Meu trabalho não merece que eu faça este esforço. Talvez eu deva mudar de trampo.

COM RELAÇÃO AO ASSUNTO DO POST

Um jornal de bairro fez uma enquete e sua conclusão é:

"Povo acha que pedestre deve ser multado"
Ultimamente as campanhas para os pedestres respeitarem a sinalização têm sido intensificadas. Junto com as orientações, a Prefeitura iniciou pelo Centro da cidade e região da Paulista uma fiscalização mais ostensiva para multar motoristas que desrespeitam os pedestres ( 1 ). A medida fez com que surgissem condutores defendendo também a punição de pedestres que ignoram a sinalização na hora de atravessar as ruas ( 2 ). A Pesquisa da Semana foi às ruas apurar junto aos leitores e constatou que 90% dos entrevistados aprovariam a criação de multas para os pedestres. No site www.ipiranganews.inf.be apenas 69,60% são favoráveis a punição. Já no www.jabaquaranews.inf.br 28,6% não concordam com a medida.

( 1 ) A tal campanha demagógica da Prefeitura paulistana que parece ter feito de propósito, só para jogar os motoristas contra os pedestres. Aliás, parece ter surgido uma nova classe ( "tribo", diria alguma reportagem da Globo ), a dos pedestres. Os pedestres existiriam em função da existência do automóvel e em oposição a este, e não por ser, na verdade, a própria natureza do ser humano.

( 2 ) Ainda que eu duvide dos números, não posso deixar de dizer que, após o surgimento disso tudo, comecei a ler nas famigeradas seções de cartas de leitores nos jornais e revistas mensagens que vão nesse mesmo sentido, o de fiscalizar o pedestre folgado. A Prefeitura irá fiscalizar as calçadas impraticáveis de São Paulo? Não. Irá triplicar o número de amarelinhos como é clamorosamente necessário? Claro que não. Irá botar amarelinhos para fiscalizar os carros que ocupam as calçadas impraticáveis de São Paulo e obrigam o pedestre a andar pelo meio da rua por um motivo ou pelo outro? Irá fiscalizar as ruas cujo trânsito é local, e que recebem todo tipo de barbaridade cotidiana contra o caminhante, às vistas e conhecimento de todos os paulistanos? Reduzirá a velocidade máxima nestas vias? Não, não e não. O resultado prático é que o motorista atavicamente mau caráter paulistano começará a enxergar o pedestre como um privilegiado, não obstante o espaço nosso se reduzir a cada dia, exatamente para acondicionar os milhares de carros que saem das montadoras todo mês.
De resto, fiquem com o zurrar dos vermes que acham que a Prefeitura deveria julgar diferentes como iguais, humanos como automóveis. Que acham que o ser humano deve se submeter à uma lógica da "lei de trânsito". E vejam porque, definitivamente, São Paulo não tem mais solução: 

“Sou favorável a multa para os pedestres que não obedecem. A lei tem que ser igual. Muitas vezes o motorista tem responsabilidade nos acidentes, mas se o pedestre infringir as normas de trânsito vai contribuir para que o acidente aconteça”, Jucilene Soares, 21 anos, vendedora.

“O pedestre que ultrapassa uma via fora da faixa de segurança está desrespeitando as normas de trânsito e pondo em risco além da segurança pessoal a de outros como os motoristas. Consequentemente esse pedestre tem de ser multado” Paula Francine, 31 anos, pedagoga ( que jamais botaria as mãos em filho meu, pra não ensiná-lo errado ).

“Para disciplinar o trânsito o pedestre e o motorista têm que obedecer as leis. Pintamos o motorista como vilão, mas muitas vezes ele é vitima de imprudências de pedestres. A responsabilidade tem que ser atribuída a todos, motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas”. Rui Silva, 31 anos, administrador.

“Sou motorista e nunca me envolvi em nenhum acidente, uso sempre os princípios de direção defensiva, mas antes de ser motorista, sou pedestre, costumo atravessar só na faixa de segurança e transitar sempre nas calçadas ( anta ao quadrado!! Que calçada, sua mula? ). A multa seria uma ótima ideia”. Tatiane Pires, 45 anos, comerciante.

“Acho que sim, a regra deve valer para os dois lados. Se o motorista causa perigo ao pedestre ao invadir a faixa, o pedestre também causa perigo ao motorista quando atravessa em um lugar indevido. E tem muito pedestre que não está nem aí, as vezes a faixa está perto dele e mesmo assim ele atravessa fora dela”. José Shelton da Silva, 25 anos, artista plástico.

“Tem muitos lugares que faltam faixa de pedestre, por esta razão não concordo com a multa. Eu mesmo atravesso fora da faixa, por falta de opção as vezes. O que eu acho que deveria ter em São Paulo era mais faixas e lombadas, para os carros diminuirem a velocidade e dar segurança ao pedestre”. Adailton Silva, 29 anos, auxiliar de limpeza.

“Para mim os direitos ( sic, que asno! ) devem ser iguais. Se os motoristas estão sendo multados por desrespeitarem os pedestres, o mesmo deveria ocorrer do lado contrário. Se o certo é atravessar na faixa e aguardar o farol de pedestre, então temos que incentivar as pessoas a fazerem isso”. Pedro Xavier, 45 anos, pintor.

“Se existe a lei para um, deve existir para os outros. Em muitos acidentes também existe o erro do pedestre que atravessou errado ou não respeitou uma sinalização. Vejo muitos pedestres que não respeitam as sinalizações por conta da pressa de pegar um ônibus ou de chegar no trabalho.” Ricardo Santos, 46 anos, zelador.

PS: Uma coisa que acho bastante irônica a respeito da cultura que envolve os carros, é que o pai adora ensinar o filho a dirigir, antes mesmo do pirralho ter idade para isso, já treinando o moleque para galinhar. Mas se recusa a fazer o mesmo pela filha, para evitar que ela saia galinhando por aí.

O totem do capital

Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

O automóvel é um dos propulsores do desenvolvimento contemporâneo, mas a paixão desvairada por ele ameaça a natureza e a civilização.

Assim como os antigos sacrificavam colheitas, gado e até os filhos a ídolos e ícones aos quais seus sacerdotes atribuíam poderes imensos e uma profundidade insondável, a humanidade da era industrial sacrifica tempo, espaço, riquezas naturais e, às vezes, as próprias vidas a essas máquinas às quais os publicitários atribuem virtudes igualmente mágicas. Até as guerras empalidecem ante as estatísticas do trânsito, sem que isso inspire tanto horror quanto seria de esperar. Trata-se de sacrifícios humanos socialmente aceitos.

No mundo, os acidentes matam 1,2 milhão de pessoas por ano e ferem ou incapacitam outros 50 milhões. O custo material dessas tragédias é 518 bilhões de dólares por ano – 65 bilhões só nos países periféricos, mais do que recebem em ajuda externa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são a segunda maior causa de mortalidade global dos 5 aos 29 anos (depois das infecções respiratórias para as crianças e da Aids para os jovens) e a terceira dos 30 aos 44 (depois da Aids e da tuberculose). Nos países ricos, são a primeira causa até os 44 anos.

Do espaço disponível nas cidades dos EUA, 43% destina-se a ser usado não por seres humanos, mas por seus ídolos e algozes mecânicos: 33% para ruas e avenidas, 10% para estacionamentos. Considerando que há nesse país 770 automóveis por mil pessoas, pode-se dizer que cada carro dispõe de mais espaço para se movimentar do que cada pessoa dispõe para descansar, divertir-se, trabalhar e guardar o restante de suas posses. Como se chegou a isso?

Como atestaram o conto Mecanópolis de Miguel de Unamuno, em 1913, e a peça Robôs Universais Rossum, de Karel Capek, em 1921, assim como os filmes Metrópolis, de 1927, Alphaville, de 1965, Matrix, de 1999, e Eu, Robô, de 2004, o imaginário da civilização industrial é assombrado com cada vez mais freqüência pelo vago temor de máquinas a dominar ou a substituir a espécie humana.

Na maioria das vezes, tais máquinas são imaginadas como robôs ou andróides invencíveis ou como computadores de inteligência sobre-humana. Entretanto, na medida em que essa ansiedade responde a algo de real, não se trata de verdadeiras máquinas autoconscientes, mas sim da característica do capitalismo de estabelecer relações de produção não de ser humano para ser humano, como nas antigas sociedades escravistas e feudais, mas por meio de objetos – de mercadorias cobiçadas como símbolo de status a máquinas usadas na produção.

Assim como certas religiões transformam simples objetos – estátuas, símbolos, livros – em fetiches e ídolos com vontade e poderes próprios, o mesmo faz o capitalismo. O fetichismo ou personalização da mercadoria, núcleo do primeiro capítulo de O Capital, certamente não está entre os conceitos de Marx que se tornaram obsoletos. O mesmo pode-se dizer de sua contrapartida, a destituição do ser humano de si mesmo, sua coisificação: são tendências hoje muito mais irresistíveis do que eram em 1867.

Cada vez mais, o operário trabalha não para um patrão humano, mas para uma empresa impessoal que não parece ser mais que um capital, um amontoado de máquinas e outros ativos. Segundo o jornalismo econômico, decisões econômicas que podem conduzir uma nação inteira ao crescimento ou ao colapso não são tomadas por banqueiros e investidores poderosos, mas por um misterioso conjunto de papéis, telas e computadores chamado "mercado".

Mais ainda, a se acreditar nos publicitários e nos gurus da auto-ajuda e da "psicologia evolucionária", o desejo é condicionado – não pela sociedade, mas pela própria natureza – a reagir menos às características físicas, afetivas e sociais do parceiro que às suas posses materiais.

O popular psicólogo David Buss é um desses que dão verniz científico ao senso comum das classes médias condicionadas a competir e consumir – mais precisamente, dos universitários estadunidenses que respondem às suas pesquisas. Afirma que as mulheres, de qualquer classe e cultura, valorizam em primeiro lugar as boas possibilidades financeiras do parceiro. Ou, como dizem portadores da mesma síndrome em terras bandeirantes, "quem gosta de homem é gay, mulher gosta é de ‘karatê’ – cara ter poder, cara ter dinheiro, cara ter carro".

Como o poder só se faz evidente nas celebridades, como o saldo bancário não vem escrito na testa, como as roupas e os modos são indicadores cada vez menos confiáveis de condição social, o carro passou a ser, por excelência, o atestado visível e móvel de classe e riqueza – e, ao menos na fantasia de seus donos, também de direito ao amor, ao respeito e à inveja do próximo. Desde as primeiras transmissões de tevê e os primeiros salões de automóvel, os publicitários associam sistematicamente automóveis a belas modelos. A ponto de que, para o paulista, uma mulher desejável é uma "máquina" – um carro, é claro. Se for muito desejável, um "avião" – luxo para poucos, admite-se com um suspiro.

No início da genealogia da cultura de ansiedade a respeito das máquinas talvez se possa pôr O Homem de Areia, de E.T.A. Hoffmann. Escrito em 1816, inspirou um famoso ensaio de Sigmund Freud, O Estranho (Das Unheimliche), e foi considerado o primeiro conto de ficção científica da história por Isaac Asimov, o autor dos livros que inspiraram Eu, Robô.

Um professor de Física apresenta a filha Olímpia aos alunos. É bela, canta bem e presta muita atenção ao interlocutor, sem bocejar ou dar qualquer sinal de tédio ou distração. O olhar é vazio e a fala escassa – seguidos "ah, ah", de concordância, no final, um "boa noite, querido" –, mas isso deixa o protagonista ainda mais cativado por tal alma misteriosa e profunda, única a compreender seus sentimentos e elucubrações e aceitá-los sem restrições. Mas a amada vem a ser apenas um autômato – um robô, diríamos hoje – e a descoberta o leva à loucura.

No conto de Hoffmann, só o romântico e perturbado Natanael se deixa seduzir pela máquina. Os colegas são iludidos pela aparência de vida e vêem a beleza, mas a aparente estupidez e inexpressividade os mantêm a distância e sua estranheza os amedronta. Hoje, ao contrário, unheimlich é não se deixar seduzir, não lutar pela(s) melhor(es) máquina(s) que a renda familiar permita manter.

Resultado: do consumo de petróleo nos países desenvolvidos, causa principal do aquecimento global que ameaça o equilíbrio ecológico e o futuro da civilização, os veículos representavam 42% em 1973. Em 2000, sua participação havia aumentado para 58% e essa porcentagem tende a aumentar. Hoje, o consumo de petróleo na indústria e na geração de eletricidade é relativamente estável e a maior parte do crescimento da demanda está relacionado aos transportes. Não se trata apenas da operação do veículo propriamente dita: esta representa dois terços do consumo, mas outro terço está relacionado à fabricação e manutenção dos veículos e à construção de infra-estrutura (ruas, estradas, estacionamentos, postos de serviços) para possibilitar o seu uso.

Na maior parte (85%), isso significa transporte sobre pneus: ferrovias, navios e aviões representam só 15%. Por trás da magia dos fetiches e do discurso publicitário da elegância e da aerodinâmica, o automóvel é um meio de transporte extremamente ineficiente. Apesar dos aperfeiçoamentos introduzidos desde o choque do petróleo dos anos 70, só 12% do combustível produz movimento útil. O resto é perdido pelo sistema de refrigeração do motor ou desperdiçado em escapamento, freagem ou atrito no motor, transmissão e eixos. Da energia posta em movimento, talvez 5% a 20%, dependendo do veículo e da ocupação, é para transportar pessoas e seus pertences: o resto movimenta a própria massa do carro. Noves fora, um carro é 1% transporte e 99% desperdício e exibição.

Em sua primeira visita à Terra, um extraterrestre pouco sofisticado poderia julgar que o automóvel é a espécie dominante do planeta e que os humanos são seus escravos, sem fazer muita distinção entre culturas. Na verdade, há graus de devoção: europeus e asiáticos são mais comedidos. Satisfazem-se com carros menores e investem muito em transporte coletivo, criando e mantendo eficientes e velozes trens de passageiros e amplas redes de transporte metropolitano.

Já os americanos – estadunidenses, sobretudo, mas também os brasileiros mais remediados – entregam-se ao culto sem reservas e procuram reprimir as heresias. Salvo por melancólicas estações de subúrbio, os trens de passageiros foram abolidos ou relegados a museus. Os metrôs, quando existem, são embrionários.
Mesmo o transporte público sobre pneus é lento, precário, como se fosse o caso de condenar ao inferno aqueles que não pagam o dízimo à verdadeira religião. Nos anos 90, o tempo médio em uma viagem de casa ao trabalho era de 51 minutos no Rio de Janeiro, ante 36,5 minutos em Nova York e 35 em Paris, mas para muitos dos mais pobres, o suplício dura, ainda, até três horas. A classe média motorizada escapa dessas penas mais cruéis para o purgatório dos engarrafamentos e rodízios. O céu, claro, é dos ricos e de seus helicópteros.
O carro pode ser uma fantasmagoria enquanto corporificação de impulsos eróticos desviados e a suposta liberdade de movimento que promove é desmentida a cada semáforo e a cada congestionamento. Entretanto, seus efeitos destrutivos sobre a natureza são bem reais. Como também seus efeitos construtivos em relação ao capital. Do fim da Primeira Guerra Mundial aos nossos tempos, a história do capitalismo pode ser dividida em dois períodos: a era do fordismo e a do toyotismo.

Nos anos 20, Henry Ford provocou a maior revolução nos métodos de produção, gestão e regulação do capitalismo desde a invenção da máquina a vapor. A organização racional do trabalho, com otimização e controle minucioso dos tempos e métodos gastos em cada operação, havia sido proposta e implementada pelo engenheiro Frederick Taylor em 1911, mas dependia muito de fiscalização e supervisão por intermediários. De um só golpe, a linha de montagem de Ford deu forma material e objetiva ao controle e o tornou praticamente automático. Em vez de ser simplesmente apressado pelo contramestre, o operário tinha de correr para acompanhar o ritmo da esteira, como Carlitos em Tempos Modernos.

Ford não se satisfez com o controle absoluto do processo produtivo em suas fábricas: pretendeu também moldar a sociedade e em certa medida o conseguiu. Para viabilizar fábricas na escala necessária para produzir automóveis em ritmo de linha de montagem, abriu mão do controle direto pessoal do capital e deu impulso à multiplicação das sociedades anônimas que na época ainda eram exceção, mas hoje respondem pela maior parte da economia.

Enquanto o aumento de produtividade reduzia o preço do produto, Ford conscientemente melhorava a remuneração de seus empregados em relação aos padrões da época e os incentivava a adquirir seus automóveis, dando a partida ao modelo de crescimento que respondeu pelos "anos dourados" do capitalismo do pós-guerra ao se espalhar por todo o mundo industrializado ou em vias de industrialização, uma vez que os governos compreenderam a natureza do novo processo e começaram a aplicar as ferramentas keynesianas adequadas à sua coordenação e regulação em escala nacional.

Na versão tropical desses já velhos bons tempos, Juscelino Kubitschek fez o Brasil mergulhar de cabeça na revolução fordista. No início dos "50 anos em 5", havia apenas um punhado de veículos importados e uma só estrada asfaltada de extensão razoável, a via Dutra. Ao final, várias montadoras estadunidenses e européias estavam instaladas no ABC paulista, cujos produtos podiam, bem ou mal, rodar o país de Belém ao Chuí. Entretanto, as ferrovias, embora tivessem ainda destaque em seu Plano de Metas, foram praticamente abandonadas – e a ditadura militar não fez mais do que aprofundar esse modelo montado, no qual o Brasil se tornou o maior pólo industrial da América Latina, deixando para trás pioneiros como o México e a Argentina.

Nem todas as idéias de Ford foram igualmente bem-sucedidas. Com o objetivo de eliminar a embriaguez, reduzir as faltas ao trabalho e aumentar ainda mais a produtividade, deu um apoio à proibição do álcool que foi decisivo para a vitória da Lei Seca, mas o resultado, como se sabe, foi uma catástrofe social. O excesso de puritanismo de Ford foi-lhe contraproducente também em outros aspectos. Por ver o carro sob o aspecto funcional, e padronizar ao máximo para baratear seu custo ("Você pode ter seu modelo T de qualquer cor, desde que seja preto"), deixou de explorar todo o potencial do automóvel como símbolo de distinção social e fetiche erótico. Coube à General Motors descobrir esse filão e tomar a liderança.

Ainda assim, Ford fundou a sociedade de consumo. Se Lenin foi um grande admirador de Taylor, Stalin teceu elogios ainda maiores aos métodos de Ford. O escritor Aldous Huxley chegou a imaginar que a revolução fordista duraria para sempre e acabaria por absorver tanto o capitalismo liberal quanto o socialismo: seu Admirável Mundo Novo, escrito em 1932, passa-se no ano 632 d.F. (depois de Ford), quando as pessoas, em vez do sinal-da-cruz, fazem um T.

A era Ford, porém, não durou tanto: a partir dos anos 70, o acirramento da competição internacional pôs abaixo o modelo de planejamento em escala nacional, no qual se podia confiar que praticamente todos os aumentos concedidos aos trabalhadores seriam gastos em produtos nacionais e engordariam o lucro e o capital dos seus empregadores. Juntamente com as crises do dólar e do petróleo, também desmontou a expectativa de que a modernização e o crescimento econômico avançariam, qual linha de montagem, em ritmo previsível e planejável.

Voltada para o mercado externo e pronta para reagir imediatamente a mudanças de conjuntura e de preferências, a grande indústria esforçou-se para livrar-se de seus operários, reduzir seus salários e adotar sistemas de produção mais flexíveis e adaptáveis, enquanto governos e organizações multilaterais davam atestado de óbito ao keynesianismo e aderiam ao neoliberalismo selvagem. Mais uma vez, porém, as montadoras deram o mote e o nome à nova fase do capitalismo: trata-se agora de toyotismo. Mudaram os ritos e os profetas, não os deuses.


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