segunda-feira, 11 de julho de 2011

Projeto Prisão Voluntária pretende diminuir população carcerária e aumentar oferta de moradias populares a custo menor

Um projeto mega-moderno e original que poderá revolucionar nossos conceitos de Segurança e de moradia popular para famílias de baixa-renda, o Projeto Prisão Voluntária está em gestão, ainda que secretamente, para não crias expectativas especulativas por parte do ávido mercado imobiliário. No entanto, apesar do segredo, várias informações vazaram e as trazemos aqui em primeira mão para você, caro leitor do B.F.I.

Ao que parece, a iniciativa é de uma simplicidade singular, e tem por linha-mestra a prevenção.
Funcionaria assim: a família se oferece para morar nos presídios, que serão construídos apenas para esta finalidade, ao contrário dos demais, que permanecerão acolhendo a meliância já tretada com a Justiça.
As famílias que desejarem se cadastrar passarão por diversas etapas, desde a análise da renda mensal ( protocolar ), histórico de violência entre os membros, perfil psicológico, e, por fim, uma entrevista com um assistente social.
A MORADIA
Os imóveis não serão luxuosos, como não são os presídios e conjuntos residenciais do governo, mas terão outros diferenciais, pois seus clientes são gente diferenciada. E o melhor vem agora: TUDO GRÁTIS!
O Governo não pretende dar mostras à opinião pública de que "dá o peixe mas não ensina a pescar etc etc", e os moradores serão responsáveis pela manutenção dos equipamentos e outras contrapartidas que serão futuramente determinadas.
As famílias, desde a assinatura do contrato, se comprometerão a aceitar o confinamento por, no mínimo, 10 anos, com possibilidade de aditivos contratuais que permitirão a extensão deste prazo.
Com isso, os residentes contarão com segurança 24 horas, alimentação, oficina de trabalhos, banho de sol e outras comodidades.
BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE
Antes que a classe-média inunde as redações de jornais com seus costumeiros queixumes, o Governo pretende dar satisfações à sociedade, por meio de publicidade paga nos jornais e revistas e comunicados oficiais.
Segundo o Governo, tomando as famílias identificadas como propensas a ceder ao mundo do crime, alimentando as estatísticas do horror que tanto apavoram a sociedade, é oferecido a elas a possibilidade de reclusão humanitária. Com isso, reduz-se a violência e, por extensão, os gastos com as forças policiais repressivas e os custos com o Judiciário.
Aos defensores dos Direitos Humanos o governo argumenta seu projeto combate o crime sem apelar para a brutalidade insitucional por parte das forças repressivas. Diz o Governo, que esta é uma proposta humanitária e humanizadora.
Com as contrapartidas que serão exigidas aos beneficiários e suas famílias, o Governo pretende economizar com a construção de novos presídios e de conjuntos habitacionais, pois ambos serão mesclados em um só projeto e, em vez de gastar com a manutenção dos presos, estes ( as famílias, no caso ) terão, por obrigação, participar dos serviços de zeladoria, como jardinagem, manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, limpeza e faxina, entre outras tarefas previstas.
Em troca, receberão um teto para si e os seus, além da Segurança na porta. Oras, por ser um presídio, e não um condomínio fechado, é óbvio que os ladrões preferirão ficar do lado de fora, o que garantirá a segurança dos moradores. E outra: não é prá qualquer um, não. Quem não passar nos testes não será aceito, o que dará um mínimo de respeitabilidade à coisa toda.
A genialidade do projeto está na adesão voluntária das pessoas, e não do encarceramento forçado.
EDUCAÇÃO
Ao oferecer esta oportunidade às famílias de baixa renda, o Governo pretende combater também a delinqüência juvenil e melhorar o nível da Educação no Estado. Haverá creches e escolas de primeiro e segundo graus, além de cursos profissionalizantes, onde o jovem poderá descobrir seus talentos laborais e aprender alguma profissão, pois também deverá contribuir, futuramente, com o Projeto, mas na qualidade de "autônomo", e não de "familiar". Nada mais de rebeliões na FEBEM, ou estatísticas gritantes de evasão escolar.
FUTURO
Mesmo reconhecendo que trata-se de um projeto diferenciado, o Governo prevê que receberá críticas, com denúncias de "utopismo", mas não acha que estas terão muito alcance. As propostas, diz, são de aplicação práticas e concretas e os resultados serão praticamente imediatos, além de visíveis.
A sociedade clama por rigor nas leis criminais, isso é fato. A sociedade exige, também, do ponto de vista fiscal, que haja cortes de gastos, mas reconhece que os dispendios governamentais com os pobres e remediados, ora são insuficientes, ora são vastos, mas acabam sugados por "buracos negros" e não chegam a seu destino.
Assim, esse projeto contempla economia de recursos e alocação correta dos mesmos, resultando em ganhos para todos. A sociedade poderá ficar livre de alguns cidadãos indesejáveis e a sensação de paz e segurança será perceptível.
Sem se importar com as possíveis oposições, o Governo planeja uma segunda etapa de seu projeto, que contemplará a classe-média, com recursos do BID ou do BNDES.
Mas aí é outra história.

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