sexta-feira, 29 de julho de 2011

Da série "Nos outros países é sempre melhor": na Inglaterra, hospitais PÚBLICOS adiam operações "até os doentes morrerem"

Os gestores do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês) estão a adiar deliberadamente operações, para poupar nos custos, até um ponto em que os pacientes acabam por morrer ou desistir e pagar do seu próprio bolso as intervenções cirúrgicas em estabelecimentos privados.
A denúncia foi feita pelo Painel de Cooperação e Competição, uma organização não governamental (ONG) que vigia e aconselha o NHS. O estudo deste organismo diz que os serviços de gestão dos hospitais estão a "impor dores e inconveniência" ao obrigar os pacientes a esperarem mais do que o necessário, por vezes até quatro meses, escreve o Daily Telegraph.
A táctica, diz aquela ONG, é apenas uma de muitas que os gestores usam e que "limitam excessivamente" os direitos dos pacientes e a possibilidade de os hospitais competirem entre si na realização das cirurgias, precisamente uma das bases da reforma da saúde que o governo britânico quer levar a cabo. O problema tornou-se mesmo "endémico" em várias áreas de Inglaterra. "Os gestores têm um trabalho difícil no clima financeiro actual, mas os direitos dos pacientes são muitas vezes limitados sem uma razão válida e visível", afirmou o presidente do painel, Lord Carter of Coles.
"É chocante que os serviços de saúde primários estejam a impor tempos de espera mínimos. A sugestão de que se pode poupar dinheiro porque os pacientes saem da lista [de espera] por optarem pelo privado ou por morrerem é uma manipulação caluniosa e cínica das vidas das pessoas que não pode ser tolerada", vincou Katherine Murphy, directora executiva da Associação de Pacientes.
( DN, 'Hospitais adiam operações "até os doentes morrerem"' )


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