quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mensagem subliminar em capa de revista?

Tem quem não acredite nesse negócio de "mensagem subliminar", como se estivéssemos diante de uma manifestação do paranormal. Sem refletir muito, acho apenas que existem as mensagens evidentes, a proposta clara, e nelas poderão vir, ou não, sugestões nem tão perceptíveis. O propósito? Oras, geralmente conseguir trazer as pessoas para nossos pontos de vista, tornando-os simpáticos e acessíveis às nossas propostas, sem com isso gastarmos nosso latim com infrutíferas discussões e cansativas exposições de argumentos. Algo desse tipo.
A finalidade principal, claro, é vender algum produto. A propaganda conhece nossas necessidades, que devem ser as mesmas desde o Gênesis. O desejo vem em segundo lugar, mas este pode ser dirigido. Desejam-se carros e celulares, mas nem sempre pelos valores práticos que esses objetos trazem, ou seja, valor de transporte e valor de facilitar as comunicações entre as pessoas. Observe as campanhas publicitárias ( caras e pagas por você, no ato da compra do objeto divulgado ): o carro não lhe trará agilidade e conforto, mas te garantirá certa distinção social, vida sexual muito ativa, inveja entre os vizinhos. O transporte fica em segundo plano. Mas a questão não está no óbvio, em que o carro te daria outras felicidades que não a simples transferência de pessoas do ponto "A" ao ponto "B". A questão é: por quê você quer que seus vizinhos te invejem? Outra coisa a ser respondida: que vazio existencial você "precisa" ter preenchido com a suposta "distinção social" conferida por um automóvel? E finalmente: Como nossos trisavós faziam para ter sexo sabendo que, à época, não existiam automóveis?
Mas vou me perdendo.
Observem a capa da revista masculina para caras descolados e fortões Men's Health. A chamada é de apelo "nutricionista", mas o verbo "comer", se tomarmos juntamente da imagem que levemente sugere um homem-das-cavernas levando às costas uma presa ( no caso, uma mulher ), alude a uma "caçada sexual" e o prêmio é a moçoila que deverá aceitar seu papel de objeto-caça, pronto a ser "comido". Deve ser um apelo aos instintos mais primitivos dos homens, ou coisa do tipo. Mas nada às claras. Pelo sim, pelo não, a finalidade é vender a revista.
Isso vem de acordo com um pensamento que me assalta com frequência: sexo não vende. O que vende é promessa de sexo, insinuação de sexo, alusão a sexo. Sei lá. Na época das cavernas as coisas deviam ser mais fáceis.

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