segunda-feira, 27 de junho de 2011

Associação oferece dez mil reais a quem provar existência de lendária criatura que vem apavorando cidades mineiras

Caça ao sobrenatural
Associação oferece R$ 10 mil para quem comprovar a existência do Caboclo d'Água em Barra Longa (MG)
Barra Longa, município mineiro de 6.135 habitantes a 175 km de Belo Horizonte, vive dias de alvoroço por conta de um tal Caboclo d'Água, suposto monstrengo que tem assombrado a comunidade.
Um prêmio de R$ 10 mil para quem capturar ou simplesmente fotografar a criatura começou a mobilizar barra-longuenses e moradores da região em caçadas noite afora, mata adentro.
A recompensa é oferecida pela sugestiva Associação de Caçadores de Assombração, de Mariana (115 km de BH).
Segundo quem jura ter visto o ser, ele tem pelos de macaco, patas de réptil, penas e é um exímio nadador.
Histórias sobre o Caboclo circulam na cidade há décadas, mas há cerca de oito meses começaram a se repetir relatos de supostos
ataques e aparições. Fala-se já em 30 pessoas que dizem tê-lo visto, quase sempre perto do rio Gualaxo, que corta a cidade.
O açougueiro Mucci Daniel Kfuri, 27, conta que viu o monstro há um ano. "Ele matou um bezerro meu na beira do rio. Joguei uma pedra e saí correndo porque tive medo."
Hoje, de olho nos R$ 10 mil, Kfuri diz ter uma equipe com cinco integrantes.
O sargento José Carlos Brandão, comandante do destacamento de Polícia Militar de Barra Longa, diz acreditar que se trata de algum animal. "Não há uma investigação específica sobre isso."
"MALUCOS NÃO"
"Nós não somos doidos, não", afirma Leandro Henrique dos Santos, 35, dono do jornal "O Espeto" e cofundador da associação.
Santos argumenta que a entidade tem o objetivo de achar "explicações científicas" para fatos assombrosos.
Sobre o Caboclo d'Água, porém, eles ainda não encontraram uma explicação. Durante a semana, um grupo de 30 "caçadores" foi a campo com uma nova armadilha. Santos diz que a criatura chegou a entrar, na água, mas "deu um arranco" e fugiu.
Caboclo d'Água é um
personagem mítico do folclore brasileiro. Conhecido também como Nego d'Água, habita os rios e é temido por pescadores porque afunda barcos e afugenta peixes. ( FOLHA )

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