sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quando o assunto é dar vexame, o Palmeiras dá show!

Quem me acompanha sabe que sou um "torcedor domingueiro" e, se me perguntam quase nunca conheço a escalação da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras. Um diletante futebolístico, digamos assim.
De modo que, ontem, não deixei de assistir a esplêndida série do
AXN Detroit 1-8-7 e a vibrante CSI Las Vegas, que atualmente está sendo reprisada, desde seu início, no Sony Entertainment.
Mas clicador que sou, empregava os poderes do controle-remoto para dar uma sapeada na partida "Coritiba X Palmeiras", pela Copa do Brasil. Deu tempo de ver o terceiro gol dos curitibanos, aquele em que a bola resvalou num palestrino e enganou São Marcos ( que já havia feito milagre, numa defesa de mão só, espetacular, alguns minutos antes ). Àquela altura, deu prá perceber que, salvo um contra-ataque ou outro, o Palestra sequer passava do meio-de-campo. Um vareio. O juiz deu o apito da primeira etapa, um repórter disse que Wellington Paulista deverá entrar no segundo tempo, e deixei prá lá.
Não ouvi berraria na rua, alguns fogos e cheguei a pensar que, talvez, o jogo tivesse terminado uns 3 a 2, com o Coxa relaxando um pouco e o Palestra se aproveitando disso.
Hoje, pela manhã, Band AM. Descubro que virou 3 acabou 6. Falou-se em vexame descomunal. E foi.
Que o Coritiba era o favorito quase não havia dúvidas, correto? Uma invencibilidade de dar gosto, uma vitória atrás da outra. Mas o clichê me obriga dizer que nem o mais fanático torcedor do Coxa esperaria uma vitória tão avassaladora.
O Palestra, que vinha de boa campanha no Paulistão, havia somado apenas 2 derrotas ao longo do ano e tinha a defesa menos vazada do campeonato: 10 gols em 21 jogos. Um barreirão...
Foi desclassificado, nos pênaltis, pelo SCCP, após empate em 1 a 1. A moral foi pro poço, e isso ficou perceptível na noite de ontem.
O time entrou sem Valdívia e Cicinho, o que talvez tenha feito alguma diferença, contra nós, claro. Sem, obviamente, menosprezar a arrombática vitória do time do Coritiba, que fez mais o que tinha que fazer, mesmo. Em suma, o time menos vazado do Paulistão sucumbiu ante a sensação paranaense por imortais 6 a 0. Uma saroba que jamais será cicatrizada.
Derrotas como essa os palmeirenses estão fartos de ver. Que eu me lembre, tirando recentes Portuguesa 7 X 1 SPFC e Juventude 6 X 1 SCCP, os times grandes de São Paulo não costumam dar os
vexames homéricos que o Palestra já acostumou a dar, para total humilhação de sua torcida. De primeira, obrigo-me a recordar aquela horrorosa goleada sofrida na partida contra o Vitória da Bahia, quando perdemos por 7 a 2 em pleno Palestra Itália, em 2003. Teve derrota pro Figueirense e pro Fluminense também, tudo na casa dos 6 gols. Mas não foi de lambreta, cacete! Também houve boas vitórias recentes, algumas contra o Grêmio, outra acolá contra o Boca Juniors na Libertadores, mas não lembro quando e como foi.
Teve também aquela histórica derrota pro Vasco em 1999, pela decisão da Copa Mercosul. O Palestra precisava apenas do empate, jogava em casa, e virou o jogo vencendo por 3 a 0. O Vasco se superou espetacularmente no segundo tempo e fez quatro gols. Foi, para mim, a pior derrota que o Palestra sofreu, muito pior que a queda para a Segundona.
O que quero dizer é que, sei lá porquê, os adversários, de todos os tipos e modelos, não costumam poupar o Palestra quando ele se encontra na draga. Os outros grandes de SP, por pior que estejam num determinado momento, podem até perder, geralmente por placares razoáveis - mesmo quando mercem ser esmagados -, mas conseguem ser respeitados e até temidos pelos adversários, que não se poupam quando é contra a SEP. Os caras humilham mesmo, e ponto final.
TÃO DE GOZAÇÃO? PENSEM NOVAMENTE.
Vejamos: o Palestra veio pro jogo contra o Coritiba exibindo o currículo, como já disse, de meras duas derrotas no Campeonato Paulista, e a defesa menos vazada. Se não encantava, pelo menos havia certo consenso que a força da equipe estava no conjunto, melhor azeitado que o dos três outros grandes paulistas que disputavam as semi-finais. Foi eliminado nos pênaltis, pro SCCP.
Talvez essa tenha sido a origem do destroçamento da moral do time. Acho que de tanto dar ouvido pra mídia, que colocou o Palestra como favorito prá levar o Paulista, após tê-lo descartado no início da temporada. Esperava-se ( e eu espero ), à época, que o Santos seria o ganhador e o SPFC vinha na cola, com o SCCP exibindo a tal tradição e garra que poderiam ser fundamentais.
Assim, a SEP quase ficou em primeiro na classificação para a segunda fase, deixando a liderança escapar na última rodada. O SPFC foi o vencedor. Até aí o Palestra meio que surpreendeu, e acho que a equipe começou a pensar que dava prá levantar o caneco.
Veio o Derby, a derrota nos penais, as acusações de "roubo" cometido pela arbitragem, a pressão sobre Valdívia e Kleber, com direito a discussão e xingamentos via Twitter.
A moral ficou evidentemente abalada, apesar da derrota nos penais ter sido algo absolutamente normal. Coisas da regra e da tabela. Talvez, se a disputa fosse em pontos corridos, a sorte pudesse ter sido outra. Mas já foi.
Entrando desfalcado contra o Coritiba, num estádio mega-lotado ( lindo, aliás ), o Palestra tomou uma das maiores e mais retumbantes sarobas de toda a sua história, daquelas de não conseguir se sentar por meses.
Como seria de se esperar, os torcedores adversários
não deram mole. Tão no papel deles.
Mas, cá para nós, não é para se preocuparem, antes de tudo?

Hipotéticamente, pros times paulistas, que não venceram o Palestra no Campeonato Paulista - ou que o venceram nos penais - e não deram muito trabalho para a então quase intransponível defesa alviverde, isso deveria ser motivo de pânico. Pois, se um time do Paraná faz 6 gols na defesa palmeirense - num jogo apenas - coisa que SCCP, SFC e SPFC não fizeram em 6 jogos disputados, isso mostra que os times paulista são, basicamente, horrendos, nivelados, incapazes de furar a peneira palmeirense, e poderão ter a mesma sorte quando jogarem com a surpreendente equipe do Paraná, sobretudo quando a partida ocorrer no Couto Pereira.

Ou então, talvez se deva admitir que o desastre foi apenas um instante momentâneo da equipe do Pq.Antárctica, que poderá até vencer a partida de volta sem, contudo, classificar-se heroicamente. A classificação já foi pro saco, é quase certo. Apenas uma tragédia - daquelas que costumam se abater, justamente, sobre o Palmeiras - tirará o Coritiba da próxima fase. Com a moral de quem goleou o Palmeiras, poderá chegar ao triunfo na Copa do Brasil. Depois, vem o Brasileiro. Será que a equipe repetirá o título brasileiro de 1985 ou é apenas fogo de palha? Haverá, entre as agremiações paulistas alguma que, atualmente, possa deter o Coxa? Com a resposta, corinthianos, santistas e sãopaulinos ( e vascaínos, flamenguistas, gremistas, etc... )?





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