quarta-feira, 11 de maio de 2011

Professor que fez prova falando de nóias, traficas e garotas de vida fácil não fazia apologia ao crime, diz Justiça

Justiça diz que professor não fez apologia ao crime
A Justiça entendeu que o professor Lívio Celso Pini, de 55 anos, não praticou apologia ao crime e arquivou o inquérito que apurou a conduta do professor de matemática da Escola Estadual João Octávio dos Santos, no morro do São Bento, em Santos (SP).
O professor está afastado de suas funções desde fevereiro, quando os pais de uma aluna procuraram a polícia para denunciar que ele havia passado à uma classe do primeiro ano do Ensino Médio seis problemas citando temas como tráfico de entorpecentes, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo.
O processo contra o professor foi arquivado no dia 4 de maio pelo juiz do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Santos, Mario Roberto Negreiros Velloso, que atendeu ao pedido do Ministério Público. Em seu despacho ao juiz, o promotor do Juizado Especial Criminal da Comarca de Santos, Éuver Rolim, afirma que para que configurasse apologia ao crime, o professor teria que desejar a prática do crime, o que não ocorreu.



COMENTÁRIO: Não é isso que se exige? Adultos "falando a língua" do jovem ( ou seja, obedecendo aos caprichos da molecada ), a Educação fazendo o mesmo, para tornar as aulas mais "atraentes"? Deixa Machado de Assis prá lá ( nem precisa ser Machado, pode ser, sei lá, Lourenço Diaféria ). A moçada quer mesmo é aprender Literatura com as edificantes e construtivas letras de funk. Quem vê pensa que as que temos escolas são iguais àquelas da Era Vitoriana, ou como o vídeo "The Wall" do Pink Floyd com a relação professores tiranos-alunos oprimidos, com direito a castigos corporais.

Assim, por exemplo, não se pode forçar, da forma nada-democrática que a Pedagogia antiquada preconiza, os alunos a adentrarem os mundos abstratos habitados por personagens desconhecidos na "vida real", apenas porque são obrigados por professores pernósticos, metidos a sebo e alheios aos dramas populares. Cada um com sua linguagem, mano. Se as turmas inventam seus termos e vocabulários, a maioria é que deverá se enquadrar, mesmo que para isso tenha que abandonar sua própria linguagem, apesar de ser a corrente. De modo que, no futuro, cada pessoa poderá inventar palavras e a comunicação social se tornará impossível. Abandonem-se as convenções que isso não vende, não tem potencial comercial ( pois o mercado "popular" é isso: "mercado" ). Cada um escrevendo sua "saga" - geralmente repleta de clichês e impregnada de estereotipizações - e passando a acreditar nela. Condicionar as pessoas a seguirem scrpits reconhecíveis e a viver de acordo com as exigências de seu meio, algo bastante conservador por sinal.

Claro que esse professor extrapolou, mas ele devia estar de saco tão cheio que resolveu aderir e seguir a correnteza, de modo sarcástico. Sei lá.

Mas espero que esta minha opinião ( não muito refletida, admito ) não sirva para me colocar ao lado de lixos como o Reinaldo Azevedo, que já enxergou neste caso a clara influência do "evangelho das trevas" defendido pelos "esquerdopatas do PT", a partir das idéias satânicas de Paulo Freire, o sacerdote do comunismo educacional, como se a mera leitura daquela bosta de revista Veja tornasse alguém muito culto. Vai se foder você também, otário!

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