terça-feira, 31 de maio de 2011

Jaz São Paulo X A Indústria da Multa não Existe, em: "Pedestre, mãos ao alto!"




A notícia saiu estes dias: "CET orienta pedestre a erguer a mão em travessia sem farol". A idéia seria tentar fazer com que se pegue aqui na Metrópole que nunca adormece algo que já se é costume em locais, como Brasília: quem for atravessar em locais onde não há semáforos deverá erguer o braço à frente do corpo para solicitar que os veículos parem. Como toda idéia, esta também é boa nas intenções. Mas sabe como é. Estamos em São Paulo. Se você erguer o braço pra fora da calçada nego vai arrancá-lo de propósito.
Além de tudo, a idéia é insuficiente. O ideal é que o pedestre saia de casa com os braços já erguidos, como se estivesse sendo assaltado ( ver ilustração acima, do glorioso e saudoso Vilmar Rodrigues ). Oras, todo mundo sabe que o lugar mais perigoso para o pedestre em São Paulo é a calçada. Nas calçadas paulistanas, além de ter que fazer a maior ginástica para superar os grandes desafios que surgem numa simples caminhada, na forma de aclives, declives, rampas, degraus, plataformas e demais tipos de obstáculos ( como mesas de bares ), o pedestre tem que olhar para todos os lados, pois poderá ser apanhado por automóveis, motocicletas, bicicletas. Já ouvi casos de ciclistas atropelarem pedestres. Acho que até casos de acidentes envolvendo patinetes, pula-pulas e Pogo-bol já foram registrados. Como sempre, nesta briga, o ser caminhante sempre se sai mal. Muito mal.
Voltando à questão do braço levantado. Ajudará bastante se o pedestre sair munido de um crachá, ou vestindo uma camiseta onde se lerá "Por favor, não me mate!". Que não sensibilizará ninguém, claro.








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