segunda-feira, 4 de abril de 2011

Polêmica: os Power Rangers estimulariam o "bullying" nas escolas?

Escola é condenada por bullying Pais de aluna, que haviam alertado colégio sobre humilhações, obtêm indenização na Justiça do Rio O Tribunal de Justiça condenou o Colégio Nossa Senhora da Piedade, na zona norte do Rio, pagar R$ 35 mil de indenização à família de uma aluna que sofreu agressões físicas e psicológicas na escola. Os desembargadores da 13.ª Câmara Cível negaram por unanimidade o recurso da instituição, dirigida por freiras. A menina, hoje com 15 anos, vai receber R$ 15 mil e seus pais, R$ 20 mil. A estudante J. tinha 7 anos quando ela e outros colegas começaram a sofrer bullying, promovido por dois meninos da turma. Num dos episódios, um lápis foi espetado em sua cabeça e arrastado, causando arranhões. Em outro, a menina foi amarrada. "Quando eu fui me queixar, disseram que eles estavam brincando de Power Rangers", contou a mãe, a comerciante Ellen Bianconi Alvarenga, de 50 anos. J. também foi agredida com socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos. Ellen contou que durante todo o ano de 2003 tentou resolver o problema com a direção da escola. "Numa tarde, eu tive uma longa reunião para discutir o assunto e, quando saí da sala da diretora, soube que minha filha havia sido atendida na enfermaria. Estava toda arranhada", lembra. Palestras. Na época, Ellen procurou a Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), que se ofereceu para fazer palestras na escola sobre o bullying. "O colégio não aceitou. O problema não é ocorrer bullying, mas como a escola lida com a questão. No caso, diziam para a minha filha fingir que o agressor não existia." J. passou a ter medo de ir para a escola, sofreu de terror noturno, voltou a urinar na cama e desenvolveu fobias. Teve de ser acompanhada por neuropediatra e psicólogo. "É muito difícil brigar contra uma escola religiosa. Muitas vezes eu fui tachada de "mãe encrenqueira". Mas nada paga o sofrimento que minha filha e minha família enfrentaram", disse Ellen. "Espero que esse caso sirva de exemplo para outros pais, que fiquem atentos, e para que outras escolas não se omitam." Na sua defesa, o colégio alega que não ficou comprovado o "nexo causal" entre os danos psicológicos sofridos por J. e as agressões. E afirma que o colégio não ficou "inerte", tomando as "medidas pedagógicas" que o caso merecia. Para o desembargador Ademir Paulo Pimentel, relator do processo, "os fatos relatados e provados fogem da normalidade e não podem ser tratados como simples desentendimentos entre alunos. Trata-se de relação de consumo e a responsabilidade da ré, como prestadora de serviços educacionais, é objetiva", escreveu. O Estado procurou a escola e foi informado de que o diretor administrativo do Colégio Nossa Senhora da Piedade retornaria a ligação, o que não ocorreu.





COMENTÁRIO: O Brasil é um país onde, a cada dia, as pessoas estão perdendo a capacidade de brincar ou de entender brincadeiras. O caso relatado acima é um exemplo disso. Mas não é o único. O pai de um aluno, condenado pela prática de bullying de seu filho contra outra criança, em MG, desabafou que tudo não teria passado de "brincadeira". Os autores do famigerado "Rodeio das Gordas" alegaram o mesmo. Se fossem deixados de canto, sem ninguém para brincar também reclamariam, né?

Oras, onde este país vai parar, com essa onda de falta de senso de humor? Só por que são vítimas das brincadeiras estúpidas, violêntas e covardes, vão sair chorando, se lamuriando e apelando à Justiça por reparações? Não se pode mais brincar? Façam como eu: sorriam... 

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