segunda-feira, 25 de abril de 2011

Depressivos vêem os defeitos alheios de forma mais clara e verdadeira

DEPRESSÃO FAZ ENXERGAR COM MAIS CLAREZA OS DEFEITOS ALHEIOS

Há mais de um século Sigmund Freud já constatou que pessoas deprimidas têm maior acuidade em relação à realidade e, justamente por isso, tendem julgar os outros de forma mais dura - e em geral verdadeira.

Mas só agora os pesquisadores estão ( mais uma vez, aliás ) comprovando cientificamente que o criador da psicanálise tinha razão também nessa afirmação. Recentemente, o professor de psicologia Dustin Forest, em parceria com pesquisadores da Universidade de Nebraska e da Universidade de Washington, em St.Louis, avaliou como características de personalidade e humor de estudantes universitários influenciavam na avaliação de seus colegas. Em geral, os mais reclusos, introspectivos ( 1 ) e com tendência à depressão percebiam com mais clareza tendências, comportamentos e intenções dissimuladas naqueles que os cercavam. Já os que se mostraram mais inclinados a avaliar positivamente os outros, conferindo-lhes características como confiáveis, agradáveis e equilibrados, relataram - pelo menos naquele momento - maior satisfação com a própria vida, melhor desempenho escolar e eram mais bem vistos pelos demais., sendo considerados estáveis e mais preocupados com questões coletivas.

Quando questionados mais a fundo, porém, apresentavam argumentos superficiais para tais julgamentos [ grifo deste blog, que percebeu que a quantidade de felicidade que exibimos parece ter de passar, decididamente, pela quantidade de bajulação e superficialidade que pudermos servir à sociedade. Que merda! ] Outro fato observado no estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology foi que as mulheres apresentaram maior probabilidade que os homens de qualificar positivamente os colegas. Embora a causa não tenha sido estudada, é bastante provável ( sic ) que elas sejam pressionadas socialmente ( 2 ) a serem gentis ( sic, sic ).

Naturalmente, aqueles que emitem opiniões assertivas sobre defeitos alheios irritavam seus pares, o que alimentava um círculo vicioso: eles eram, freqüentemente, tachados de desagradáveis, antissociais e narcisistas. Segundo Wood, o mais surpreendente foi constatar que essas percepções mudaram pouco, mesmo um ano depois. "A estabilidade dessas tendências significa que podem agir consistentemente como uma lente que escurece ou clareia ( 3 ) sua forma de julgar as pessoas e, por isso, pode ser difícil alterar (4) a opinião sobre os outros", afirma o psicólogo.

( VIVER MENTE & CÉREBRO, Edição 219 )


( 1 ) "Qualidade" humana geralmente associada a gente como o atirador do Realengo...

( 2 ) Bom, o homem geralmente é ensinado, doutrinado e obrigado a elogiar, sobretudo, as mulheres pois em caso contrário, poderá ( e será ) visto - até mesmo pelas fêmeas da espécie - como alguém que "não gosta de mulher", ainda que goste delas, e terá sua vida arruinada. De modo que fará o papel de machão, mesmo que ache o comportamento detestável, pois tá todo mundo de olho e cobrando.

( 3 ) Quando elas vêem nossos defeitos de forma mais CLARA E VERDADEIRA, essa lente está no modo "claro" ou no "escuro"?

( 4 ) Mesmo depois de curados ( ou controlados ) no caso dos depressivos? Se a visão é "clara e verdadeira", por quê alterá-la?

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