segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O tempo e o tempo no tempo

Com o passar do TEMPO, as pessoas adquirem novos entendimentos e até passam a aceitar melhor as coisas. Hoje em dia, o paulistano aceita, numa boa, que o TEMPO ( meteorológicamente falando ) é o grande - se não o maior - causador de grandes desgraças e incontornáveis transtornos em nossa cidade, com suas chuvas torrenciais e altamente destruidoras, coisa que não admitiam em hipótese alguma, no TEMPO em que Marta Suplicy era prefeita de São Paulo. Você pode escutar a conversa das pessoas na rua, e jamais o nome de nosso estimado al-qaide surge no papo. Na época da Marta a história era outra: até unha encravada que surgia em alguém era culpa da Marta. Que recebia nomes bastante carinhosos, como "Vaca", "Puta" e até "Vadia". Pena que não segui o exemplo do cacique Juruna, andando prá lá e prá cá com um gravador. Se tivesse feito isso, poderia provar com sobras o que estou falando.
Também este cidadão passou a aceitar melhor os aumentos de impostos e a imposição de taxas e cobranças, por parte da municipalidade - ainda que a atual administração aja de forma exemplarmente discreta, como quando mexe em alíquotas, algo que é de difícil detecção pelo leigo; às vezes a discrição vai pro vinagre, como naquelas pauladas nos reajustes do IPTU e do talão de zona azul - , com humildade e calma jamais observadas no período de Marta à frente da administração paulistana. Observa-se na sociedade paulistana uma mudança comportamental que o TEMPO não apagará jamais.


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