sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fraudes em passaportes: Edir Macedo acusa O Globo de mentir e usa documento do WikiLeaks já usado pelo jornal como prova

O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record, acusa o jornal o Globo de mentir em uma matéria que tratava de fraude na emissão de passaportes. A reportagem “EUA suspeitavam de fraudes nos pedidos de visto para religiosos no Brasil, revela WikiLeaks” dizia que pastores da igreja permaneciam mais do que o tempo previsto, de um ano, nos Estados Unidos.
O curioso é que tanto o jornal, como Edir Macedo, usam o mesmo documento divulgado pelo WikiLeaks, da embaixada norte-americana no Brasil, mas divergem sobre a informação nele contida [ destaque deste blog ]. O documento realmente diz que missionários da Igreja Universal, apesar de conhecerem bem a política de imigração norte-americana e serem bem orientados pela Universal neste assunto, permaneceram mais tempo do que haviam informado na entrevista para obtenção de visto.
“Em edição tendenciosa, jornal O Globo sugere envolvimento da IURD em casos de fraude na emissão de passaportes, mas documento oficial da embaixada americana no Brasil informa que a Igreja está dentro da lei e faz elogio à organização da instituição”, diz Edir Macedo em seu blog.
O jornal O Globo apenas deixou de publicar trecho em que a embaixada afirma que a Igreja conhece bem os procedimentos legais de imigração, mas a informação de que os pastores permaneciam nos EUA além do tempo previsto é a mesma que foi divulgada no documento da embaixada. No entanto, o fato dos missionários permanecerem mais do que o previsto no país não quer dizer que estavam fora da legalidade, já que o visto R1 (para religiosos) vale pelo período de dois a três anos, podendo ser estendido até cinco anos.
Veja o arquivo que gerou a confusão:
http://wikileaks.delfic.org/cable/2006/11/06BRASILIA2379.html
(
COMUNIQUE-SE, 18/2/2011 )

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