segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sugestão literária: "Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido", de Fernando Jorge

Não tenho autoridade, nem autorização - sequer capacidade - para escrever uma resenha, então vou tentar pelo ponto de vista de leitor. Recebi este livro e, exatamente como foi dito, não consegui deixar de lê-lo até que chegasse seu final. Comecei e terminei no sábado mesmo. Duzentas e setenta páginas, aproximadamente. Leitura fluente, camarada.
Fernando Jorge, para quem não o conhece ( é meu caso, que só tinha o costume de acompanhar seus textos publicados na revista Imprensa, e olhe lá ), é autor de diversas obras, entre elas VIDA E OBRA DO PLAGIÁRIO PAULO FRANCIS. Fernando também já travou bons embates com o astrólogo Olavo de Carvalho, que até tem uma pequena participação em "Se não fosse o Brasil...": "Inimigo grotesco de Obama no Brasil", sentencia Fernando, à página 235.
Na obra aqui em destaque, Fernando Jorge tenta ( e, a meu ver, consegue ) provar que - como diz o título - "se não fosse o Brasil, Obama jamais teria nascido". E vai mais longe: "E tem bastantes semelhanças com Lula."
Pois bem, qual o papel do Brasil na biografia do presidente americano?
Tudo começa com Vinícius de Moraes, um cara de quem eu não sei nada.
Vinícius escreveu uma peça de teatro, ORFEU DA CONCEIÇÃO, que acabou originando o filme ORFEU NEGRO, dirigido por Marcel Camus ( mano do Albert ) em 1959. Esta obra teve uma fã ( fanática, pelo que se pode concluir ): Stanley Ann Dunham, que veio a ser a mãe de Barack Obama. Diz-se que ficou maravilhada, hipnotizada pelo filme ( o próprio Obama atesta isso, numa das passagens de sua biografia "Dreams from my father", importante fonte de informações para Fernando Jorge produzir "Se não fosse o Brasil..." ) , "o primeiro filme estrangeiro a que assistira".
Aos 17, ela vai para o Havaí estudar, e ali conheceu o queniano Barack Hussein Obama, de 23 anos. Ele, Barack I, um quase sósia do ator Breno Mello, o ORFEU, de ORFEU NEGRO. Ela, Stanley Ann Dunham, seria a Eurípedes de Barack/Mello. Basicamente, é isso. Tese 99% comprovada, acredito eu, diante das evidências apresentadas por Fernando Jorge.
Mas não se trata, apenas, de um livro sobre romances e fantasias amorosas. Nada disso. O racismo pétreo dos WASPs americanos, com suas Ku-Klux-Klans e supremacistas brancos dá as caras ( e capuzes ) em "Se não fosse o Brasil..." chegando até mesmo a cometer um crime de ódio racial em pleno...Estado de São Paulo! É sério! Fernando Jorge alerta para a possibilidade de Obama ser assassinado por estes supremacistas, a quem atribui a morte de John Kennedy.
Assim, penso que o livro de Fernando Jorge chega - muito mesmo - perto de provar sua arriscada tese de que o Brasil é "responsável" pelo nascimento do menino Obama mas serve também como também um belo panfleto anti-racista. Realmente, vale a leitura.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Devo ficar paranóico com essas estranhas ocorrências?

Na 6ªfeira ( 16 ) ligaram para minha casa, à tarde. A voz de um senhor perguntou por um tal "Gilberto". Não tem. "Adalberto?" Também não.
À noite, lá pelas 21:00hs, telefonaram novamente. "Por favor, o Humberto?"
Mmm. Como estou temporariamente disponível para o mercado de trabalho, pensei que talvez fosse alguma indicação feita por meu ex-patrão, que tornou-se amigo. O horário releva-se, nesse caso.
- É ele mesmo.
Devia ter respondido "não está, quer deixar recado?", como sempre faço.
Perguntou-me:
- Você que é [ vejam isso ] "aspirante a PM"?
Ou "aspirante a soldado", não lembro bem.
- Que eu saiba, não. - respondi. Do que se trata? De onde é?
Não lembro detalhadamente do restante da conversa, mas o cara disse qualquer coisa, disse - não sei porque - que estava "num [ telefone ] particular". Ao fundo eu percebi o som de crianças, podia ser um local público, ou um shopping.
Não entendi nada, mas também não gostei nada disso. Desliguei.
O cara tem meu nome e telefone. Mas não sabe o que faço. "PM, eu?" Minha mente já começou a pensar besteiras.
EU, ARAPONGA ( I )
Tenho o hábito de trabalhar para a Prefeitura, sem vínculos. Por exemplo, apontando locais onde os carros são estacionados indevidamente, principalmente sobre calçadas.
Outro dia, minha irmã queixou-se e pediu que eu denunciasse um bar que havia instalado uma espécie de "degrau-plataforma" quadrado, que ocupa 80% da calçada em frente ao estabelecimento. Esse "degrau" serve como área externa [ e privativa ] do bar, que coloca ali mesas e cadeiras e culmina com o fechamento da área com um toldo transparente. Uma cápsula pros clientes do bar. Que têm o mau costume de deixar seus automóveis nas calçadas ao redor do bar.
Cansado de andar pelo meio da rua, anotei endereços de cerca de uma dúzia de imóveis contíguos, em ambas as calçadas duma rua por onde costumo andar. Esses imóveis, a maioria recém-construída - alguns ainda à venda - e, portanto, autorizados pela Prefeitura de São Paulo para estarem assim, têm os costumeiros obstáculos mantidos em suas calçadas: degraus, plataformas, declives, aclives e coisa que os valha. Tudo para garantir o acesso de seus automóveis às garagens, à custa dos direitos dos pedestres.
NOÇO BAIRRO E O POGREÇO
Alvo de grande especulação imobiliária recente, o bairro onde resido mudou. Escrevi muito disso em meu antigo blog. As redondezas, outrora pacatas ( muito achavam que até demais ) transformaram-se em vias de forte tráfegos dos detestáveis automóveis. Vieram prédios, que trouxeram mais carros. Imóveis, velhos e/ ou antigos, derrubados. Cada terreno, onde havia um imóvel, dividiu-se em dois e até três, abrigando novas moradas onde antes havia apenas uma.
Onde você tinha apenas duas agências bancária, agora tem quatro. Com a aproximação da inauguração de uma estação do Metrô ( que, de acordo com uma tese maluca, na qual nunca acreditei, retira carros das ruas ), mais carros passaram a circular por estas ruas, a maior parte estreitas. Os nativos daqui, no entanto, adoraram ( foi como se um McDonalds tivesse se instalado numa ilha do Pacífico habitada por nativos ansiosos por provar seu primeiro hambúrger, após terem passado por uma violenta campanha publicitária incessante ). O desenvolvimento e progresso vieram e nos descobriram. Estamos salvos.
Sim. O progresso veio, e matou muita gente, já que este bairro, habitado em grande parte por idosos, viu uma terrível ( pros nossos padrões ) onda de atropelamentos. Assaltos, roubos de carros e motos, isso virou epidemia. É o preço, não?
Chamaram a CET, que mudou mãos de rua e botou tartarugas, aqui e acolá. Pintou faixas.
Pediu-se à Polícia que colocasse um posto policial na praça para coibir os roubos, no que fomos atendidos. Os policiais, desconhecedores dos hábitos arraigados de nossos concidadãos, passaram a multar as infrações de trânsito que eram cometidas naturalmente. A população, habituada a estacionar em lugar proibido, em fila dupla em frente à padaria, chiou. Onde já se viu? Nós queremos um Estado de mão-única. Não estávamos preparados para sermos castigados por coisas que, culturalmente - e até mesmo dado a nosso "isolamento" em relação aos demais bairros de São Paulo - fazíamos. Nos descobriram, trouxeram sua civilização e agora querem que ajamos igual aos demais.
Exato. Se você mora em bairros de São Paulo que recebem mais, digamos, atenção dos poderes públicos, sabe bem que corre o risco de ser multado ou autuado, se pisar na bola.
O bairro onde moro, que apenas recentemente recebeu atenção dos tais poderes ( mas também dos bancos que aqui abriram suas agências, e do tal mercado imobiliário que "valorizou" nossos imóveis e trouxe mais gente prá cá, não esquecendo das redes de farmácias e supermercados que inauguraram lojas em nosso pedaço ) viu-se, então, obrigado a aprender a comer com os talheres corretos, adotando costumes já populares no estrangeiro. Alguns nós adotamos. Outros, nós fingimos que não falamos a língua dos estrangeiros. De modo que nos recusamos a consertar nossas calçadas e obedecer as normas de trânsito, ao mesmo tempo em que adoramos frequentar os bares que oferecem música ao vivo sem licença para isso e bebericar nossas cervejinhas am mesas nas calçadas. Nóis é moderno. E nóis faiz um "pacto de silêncio". Pois todo mundo aqui tem carro e, portanto, todos estão no mesmo barco. Se a CET vir multar um, poderá acabar multando todo mundo. E, se a Subprefeitura vier na minha casa, e mandar eu consertar minha calçada, possivelmente verá que as demais casas estão igualmente irregulares, e passará a exigir que todos consertem também.
NO BUSÃO, A FESTA NUNCA TERMINA
Também já reclamei muito disso: depois que celulares e MP3 passaram a ser consumidos aos milhões, é comum você ter que agüentar desclassificados aporrinhando os passageiros nos transportes coletivos. Em São Paulo, uma lei ainda da década de 1960 proíbe o uso de "aparelhos sonoros" no interior dos coletivos. O objetivo é óbvio: evitar com que 70 pessoas estejam todas trancadas num lugar pequenos, cada um ouvindo alto aquilo que for de seu gosto, todas ao mesmo tempo. Essa lei caiu em desuso, na prática. O tal "aparelho sonoro" mudou de formato, mas não muito. As pessoas é que mudaram demais. Mas ainda estou para ver uma "guerra de DJ" dentro de um ônibus. Geralmente, quem "saca" primeiro acaba tendo a primazia de entreter os demais.
Contra os passageiros, já convenci-me de que não há muito o que fazer. Agora, quando quem está incomodando é o proprio cobrador ou o motorista, a Prefeitura pode agir. Nos últimos 3 meses eu já informei a SPTrans de uns 5 ou 6 casos em que os funcionários não se importam com o silêncio. Não sei o que deu, o fato é que está lá, registrado.
EU, ARAPONGA ( II )
Pois bem. De saco cheio de desviar de automóveis em calçadas ou fugir deles enquanto atravesso a rua; de desviar de mesas e cadeiras nas calçadas; de tanto topeçar em desníveis planejados e etc, mandei uma mensagem para a coluna "São Paulo Reclama" do Estado de São Paulo. Disse que "a Vila onde moro" virou bagunça e pedia providências, à CET e à Prefeitura. Apontei o que ocorre, no geral, mas sem escolher culpados [ é importante frisar ]. A coluna, como de costume, intermediou a conversa. Por seu intermédio, a Prefeitura perguntou-me onde e como as coisas ocorriam. Ou seja: queriam endereços. E eu é quem teria que fazer isso, pois dizer que "há três bares na Avenida" ocupando as calçadas, para a Prefeitura, não quer dizer nada, mesmo que só haja três bares na Avenida. Tá bom. Mandei pro jornal o serviço ( incluíndo indicações de possíveis comércios irregulares, além de uma "ilha/retorno" que teve seus paralelepípedos demarcadores retirados pelo Espírito Santo ou pelos OVNIS e estava servindo como estacionamento irregular para moradores inocentes e puros ), tomando o cuidado de pedir que a carta não fosse publicada na coluna.
Em suma, é assim que os demotucanos nos tornam "delatores". Em vez de manter uma fiscalização atuante e constante, eles obrigam os incomodados a dar a cara para bater, ou conviver com a merda. Não sei se foi sempre assim, mas lembro que já fui melhor atendido, por exemplo, pela CET. Cansei de guinchar carros, ahahaha.
AGORA, AS ESTRANHAS OCORRÊNCIAS
No primeiro parágrafo você já leu o relato dos estranhos telefonemas. Na mesma noite, solicitei à Telefônica a troca do número, que já no dia seguinte estava efetuada. Morri com 50 paus por causa disso.
Seguro, agora?
Há cerca de uns 40 minutos - e foi o que motivou-em a escrever isto - minha mãe veio e falou-me que alguém, num carro, abordou-a, quando estava no quintal. ( Terminou de dizer isso, já dei uma bronca, porque está para nascer pessoa como ela, que dá atença prá qualquer um que pedir, nunca vi; perguntei: "Por quê justo você? Tem tanta gente na rua aí, mas é só você que dá atenção!" Não deixa de ser verdade. )
Continuando, ela falou-me, inocentemente, alguma coisa sobre "coincidências". Como assim?
O cara do carro perguntou-lhe [ caso ela tenha me explicado direito ] se "sabia onde consertava automóvel". Ela respondeu que não. "E ali na frente, é um galpão?", o sujeito inquiriu.
Ela respondeu que não, que ali era sem saída, era o fim da rua.
Só que o cara disse-lhe um nome, se ela tinha certeza de não conhecer: Humberto.
Ou "Egberto", talvez?
Acho que aí ela ficou esperta e respondeu, por fim, que não, não conhecia nenhum Humberto. E o cara foi-se. Como não sabe nada sobre modelos de carros, minha mão não soube me dar maiores informações. Nem pensou em gravar a placa.
Confesso que minha perna virou gelatina, e tive um frio na barriga. Pensei num bocado de coisas, nada muito coerentes nem concatenadas. Coincidências demais. Será que estou ficando paranóico? Será que algum "delatado" descobriu, nalgum lugar, quem foi o autor de alguma possível autuação? Eu não confio na fiscalização das Subprefeituras e não duvido que um "amigo do amigo do amigo" possa ter vazado alguns dados. Não sei o que pensar. Acho que a única coisa que posso tentar fazer é dividir, com quem vier a ler isto, o sentimento apavorante que me tomou.

terça-feira, 20 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Memória: Índio da Costa ( Cacique Merendinha ) fala grosso contra o Governo, durante episódio de falsa queda de avião

Mídia fabrica queda de avião em São Paulo
O canal GloboNews interrompeu na tarde da terça-feira a transmissão dos depoimentos do assessor do senador Álvaro Dias (PSDB), André Fernandes, e de José Aparecido, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, na CPI dos cartões, para anunciar, em tom dramático, que um avião acabara de cair sobre um prédio na Zona Sul de São Paulo, próximo ao aeroporto de Congonhas. O canal mostrou imagens de fumaça e divulgou que se tratava de um avião da empresa Pantanal que se chocara com o prédio.
O pânico se espalhou pela cidade. O deputado Índio da Costa, do Dem, também imediatamente pediu a palavra na CPI para esbravejar contra o governo Lula. “Aconteceu de novo. De novo o caos aéreo domina esse país...”, disse ele, na esperança de repetir a histeria criada na época do acidente da TAM. De repente, não tinha avião nenhum. Era uma tremenda barriga. Tudo não passava de um incêndio numa loja de colchões, em Moema.
Tudo muito diferente de quando o jato Legacy derrubou um avião da Gol, matando quase uma centena de pessoas. Na época, a Globo demorou para noticiar. Alegou que precisava checar primeiro antes de dar a notícia. Agora noticiou a tragédia para só depois ver se era verdade. A Globo não checou nada sobre a queda do avião da Gol. Ela não deu a notícia porque era véspera de eleição. Estava concentrada na armação fotográfica do delegado Bruno. Era o tudo ou nada para tentar levar o candidato tucano ao segundo turno das eleições.
( Publicado no HORA DO POVO, 23/05/2008 )

- Relembre o caso: “Barriga” jornalística confunde incêndio em loja de colchões com queda de avião próximo a Congonhas http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?idnoticia=11262

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A L´Oreal, Sarkozy e o Mundo Conspirativo

Parece que a herdeira dos cosméticos recebeu facilidades do fisco francês, e a denúncia é da própria filha. A madame teria recebido uma restituição no valor de trinta milhões de euros, em 2008, com o beneplácito do então ministro do Orçamento, Eric Woerth, atualmente ministro do Trabalho francês e tesoureiro do partido de Nicholas Sarkozy.
O Mundo Conspiratvo tem umas palavrinhas sobre a L'Oreal, que vou tentar resumir aqui.
Em primeiro lugar, o pesquisador Thierry Meyssan já tinha cantado a bola: sob Sarkozy, a França era comandada mesmo pela CIA:
Também circulou a notícia que o governo francês estaria recolhendo informações sobre todos os franceses, acima de 13 anos, e compilando-as, numa espécie de dossiê:
Sobre a L'Oreal, a crônica conspirativa registra a participação de ex-membros de uma sociedade secreta, chamada Le Cagoule, em cargos de direção da empresa.
Em 1934, milhares de membros da chamada Ação Francesa unem-se em marcha e tentam um golpe para derrubar o governo e, talvez, a própria República. Dezesseis pessoas morreram.
Em 1935, alguns de seus membros ( a lista inclue os srs. Jacques Corrèze, Eugène Deloncle, Gabriel Jantet e Edmond Duseigneur ), frustrados com o que entendem ter sido a causa do fracasso do putsch a atitude temerosa dos líderes da Ação Francesa, fundam o direitista Partido Nacional Revolucionário, o PNR, que também passa a receber o ingresso de grupelhos direitistas e anticomunistas de toda parte da França.
Escolhendo o caminho da clandestinidade, o PNR transforma-se na OSARN, mudando depois para CSAR e, finalmente, UCAD, tudo isso sob a direção de Eugene Deloncle. O UCAD toma a forma de uma organização paramilitar secreta, com atividades de inteligência e treinamento e estruturada em células, batalhões, regimentos e brigadas. O financiamento dessa estrutura viria dos contatos comerciais de Deloncle.
Logo, a Cagoule ( UCAD ) alia-se a Mussolini, por intermédio do chefe da contra-espionagem deste, o capitão Naval e os sócios organizam operações de tráfico de armamentos.
A sociedade passa, também, a cumprir tarefas a mando do Duce, tais como assassinatos de opositores do líder italiano. Foram mortos pela Cagula os irmãos Carlo e Nello Rosselli, cujos corpos mutilados foram encontrados em junho de 1937. Atribui-se a Jean Filliol a autoria destes assassinatos.
Depois da união com Mussolini, a Cagoule passa a atuar em favor do franquismo, durante a Guerra Civil Espanhola.
Em 11 de Setembro de 1937, o grupo promove ataques terroristas em Paris. Duas bombas atingem os prédios de sindicatos patronais, matando dois guardas. O objetivo dos atentados era responsabilizar os comunistas, apavorar a opinioão pública e fomentar uma guerra civil, limpando o terreno para um golpe de Estado. Tudo havia sido arquitetado por Deloncle: o Exército seria levado a crer que os comunistas preparavam, eles, a tomada do poder. A rede da OSARN se infiltaria no governo e o persuadiria de que o golpe era iminente. As células cagoulards se armariam, tomariam ministérios e prenderiam pessoas previamente listadas.
Mas a Cagoulard não pôde empreender seu plano: na hora derradeira as lideranças se convencem de que o Exército não aderiria, e cancelam a operação de tomada do poder, que ocorreria em 15 de novembro de 1937.
Mas a própria organização secreta sofrera a infiltração da polícia, e a conspiração foi denunciada pelo Ministro do Interior francês, Marx Dormoy. Seus líderes foram presos ou escaparam. O líder golpista Eugene Deloncle seria colocado em liberdade em 1939. Mais adiante, outros dirigentes serão libertados por insuficiência de provas, ou postos em liberdade provisória. Jean Filliol e outros se refugiam na Espanha. Futuramente, quadros da organização Cagoula terão no governo de Vichi a oportunidade de continuar com suas atividades.
E A L´OREAL?
Eugene Schueller, o fundador da L'Oreal e pai de Liliane Bettancourt - que agora surge no noticiário como beneficiária de favores fiscais pela administração Sarkozy - foi membro da Cagoule. Jacques Corrèze, chefe da subsidiaria americana da L`Oreal, a Cosmair, um colaboracionista pró-nazi, também figurou nos quadros da sociedade secreta. A filial espanhola da L'Oreal também recebeu em seus postos elementos saídos da Cagoula, colaboradores do governo Vichy e pró-nazistas.
Francois Mitterrand também tem, em seu passado, o envolvimento com estas pessoas:
" Em 1945, François Mitterrand e André Bettencourt testemunham a favor do fundador do grupo l'Oréal, colaborador e financiador da "Cagoule", Eugène Schueller. Mitterrand trabalha durante pouco tempo como director da editorial Rond-Point (e director da revista Votre Beauté) do grupo fundado por Schueller." ( Ver AQUI )
MAIS INFORMAÇÕES:
Perfume Amargo, Michael Bar-Zohar

segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Rivalidade futebolística Brasil X Argentina" é coisa fabricada, diz professor de Universidade Estadual do RJ


UNIDOS PELA DOR

Diário de São Paulo
#Copa
04 de Julho de 2010

Brasil e Argentina poderiam fazer a final da Copa. Em vez disso e em nome da rivalidade, um se alegra com a tristeza do outro. Dunga e Maradona adotaram sempre discursos patrióticos. Mas as torcidas preferem gozar os vizinhos.
"O curioso é que até 1930, os jogos eram marcados por muita fraternidade", explica Newton César de Oliveira Santos, autor do livro "Brasil X Argentina - Histórias do maior clássico do futebol mundial ( 1908 -2008 )." ( Obra pode ser encontrada AQUI )
As diferenças não impediram que argentinos fossem ídolos no Brasil ( como Tevez no Corínthians ) ou vice-versa. No museu do Boca Juniors, há vídeos de Paulo Valentim, considerado um dos grandes da história do time.
"Passei pouco tempo no clube, mas não tive problema algum por ser brasileiro. Pelo contrário, fui bem tratado", afirma o zagueiro Luiz Alberto, dispensado há dois meses pelo Boca.
Nem todos tiveram a mesma tranqüilidade. O lateral Baiano reclamou de racismo em sua passagem por La Bombonera. O zagueiro Desábato, então no Quilmes, foi preso por ofender Grafite. Émerson Leão é conhecido por não gostar de trabalhar com atletas do país vizinho.
"Essa rivelidade é fabricada. Eles têm outros adversários muito antes de nós [ N. deste blog: O Uruguay, por exemplo, é um rival histórico da Argentina, mas causou-nos estragos em 1950 e deu trabalho em 1970 ]. O Brasil teve necessidade de construir a imagem do rival para poder marcar sua identidade", defende Ronaldo Helal, professor da Universidade Estadual do Rio e com trabalho publicado sobre a cobertura esportiva da imprensa nas duas nações. Mas até mesmo Helal reconhece que as diferenças têm se acirrado nos últimos tempos. Embora não exista consenso quanto ao momento em que a corda começou a esgarçar. "Com a internet e notícias chegando de um lado e do outro, eles ( argentinos ) começaram a responder. Mesmo assim, é coisa que vai mais daqui para lá do que o inverso", opina Helal [ N. do Blog: Obviamente, isso - a tal "rivalidade" -, vem muito antes da popularização da Internet. A rede veio garantir que os argentinos tivessem condições de responder aos ataques. Teriam estes partido de publicitários brasileiros, sempre cheios daquele humor com a legítima picardia brazuca? ]
"Eu me lembro que sempre foram jogos bem intensos", diz Serginho Chulapa, que enfrentou os hermanos na Copa de 82 e fez gol na vitória por 3 a 1.
A rivalidade tende a aumentar cada vez mais. "Isso mascara a profunda admiração das duas partes. O argentino adora a fantasia do futebol brasileiro. Nós queríamos ver os jogadores defendendo a seleção com a raça do argentino", conclui Newton.

LEIA TAMBÉM:

Cenas de uma cordialidade esquecida
Newton César de Oliveira Santos - ESTADÃO, 05.09.2009

E MAIS:
Enquanto em Porto Elizabeth, o Brasil caía diante da Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo, na Cidade do Cabo, muitos argentinos comemoravam a eliminação brasileira. Houve relatos de festa albiceleste em bares de Camps Bay, uma das principais praias do Cabo, ao fim do jogo do Brasil. Mas Maradona preferiu não tripudiar sobre a eliminação do rival. O técnico da Argentina, que sempre gosta de tirar uma casquinha dos brasileiros, sobretudo de Pelé, achou melhor adotar um discurso político.
Em sua entrevista coletiva oficial na véspera do jogo contra a Alemanha, pelas quartas de final do Mundial da África do Sul, El Pibe disse que não tem que fazer análise sobre a derrota brasileira.
- Isso é um problema do Brasil. Tenho outro negócio a resolver aqui, outras coisas na cabeça. Amanhã temos um jogo importante contra a Alemanha e é isso o que me importa. Não penso em quem ganha ou perde (na Copa). Penso somente nos nossos jogos - afirmou.
Maradona tampouco acha que a Argentina passa a ser a principal favorita ao título agora que o Brasil está fora.
- Não. Não somos candidatos (ao título), nem favoritos. Para ganhar, temos que jogar melhor e deixar a pele no campo. Estamos conscientes que temos que seguir jogando dessa maneira. Vamos pegar um rival que historicamente sempre faz jogo duro com a Argentina. [ Grifo deste blog ]
Argentina e Alemanha disputam uma das vagas na semifinal da Copa neste sábado, às 11h (horário de Brasília, 16h no horário sul-africano), no estádio Green Point, na Cidade do Cabo.


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Carta abierta al señor Diego Armando Maradona

No te van a perdonar tus visitas a Chávez, o que tengas al Ché tatuado en tu hombro…
Carta abierta al señor Diego Armando Maradona*
Carlos Malbrán
APORREA.ORG
02/07/10

PARA EL CASO DE QUE NO GANEMOS ESTE CAMPEONATO DEL MUNDO

QUERIDO DIEGO, “PELUSA”, “PIBE DE ORO”, “DIEZ”, “DIOS”, “GORDO”:

Quiero hacer memoria, para que no se te olvide a vos, ni a ninguno de los argentinos.

Eras un pibe de la villa miseria de Fiorito. Uno de esos asentamientos informales, insalubres y laberínticos, de viviendas precarias en las que se hacinan los desplazados. Síntoma brutal de la marginación y la pobreza, del que los políticos prefieren no hablar porque es poner en duda toda la estructura legal del sistema.

Jugabas porque el fútbol es la expansión de los humildes, un acto atemporal que los saca de las desdichas cotidianas. La vida te había negado casi todo, y vos, como miles de chicos argentinos, con tus zapatos rotos, te desquitabas a patadas.

En 1973 alguien te dijo:

- Che pibe, vamos a armar un equipo para jugar en el “Torneo Evita”, ¿Entrás?

Con tus piernas flacas y tu rostro de “negrito”, te convertiste en la pesadilla del torneo, nadie quería enfrentarte. “Los Cebollitas”, (así se llamaban), se llevaron la copa y al año siguiente ganaron el Campeonato de la 8ª División. El conjunto se mantuvo invicto 136 partidos y gracias a que “Los Cebollitas” se convirtieron en una sensación, conociste Perú y Uruguay, donde los invitaron a jugar. No tenías 12 años y ya eras campeón.

A alguien se le ocurrió hacerte debutar en las inferiores del Club Argentino Juniors. Resultó fácil, fue el primer acto ilícito de tu vida: te cambiaron el nombre y mintieron la edad, agregándote dos años para que te aceptaran. Algo completamente inútil porque tu brillo era tal que cuando te vieron jugar, todos preguntaban: ¿Quién es ese pibe? ¿De dónde salió ese prodigio?

Entonces decidieron que era mejor ponerte en el entretiempo de los partidos de la Primera División para que entretuvieras a la hinchada haciendo malabares con la pelota. Naciste mago. Siempre la pelota ha hecho todo lo que querés, ¿O será al revés?

Llegaste a la villa eufórico:

- ¡Mamá, me pagaron!

Doña Dalma te dio un beso y tu padre Diego te regaló una sonrisa y una palmada afectuosa. Hasta hay un viejo comercial de Coca Cola, donde se ve a aquel muchachito haciendo maravillas.

La primera vez que figuraste en los diarios, (esos que cada vez que pueden, intentan destruirte por tus ideas), tenías diez años. El Clarín decía: “Había un pibe con porte y clase de ‘crack’…”. Este periodista no sabía que aún faltaban por llenar muchas páginas hablando del “Pibe de Fiorito”. Porque en dos años ascendiste ocho divisiones en Argentinos Juniors, de novena a primera, y comenzaste a dibujar tu historia con goles: en 1978, aunque te consagraste como el goleador del Metropolitano, el flaco Menotti te dejó fuera de la Selección que ganó el campeonato porque eras muy niño, pero al año siguiente nos trajiste la Copa del Mundial Juvenil.

Por ese tiempo, aunque River te quería contratar y te ofreció lo mismo que ganaba Ubaldo Fillol, el jugador mejor pagado de entonces, decidiste jugar para Boca, que estaba en serios problemas económicos y no podía comprar tu pase. Nos hiciste campeones, pero duraste poco. Europa siempre ha pagado mejor y te fuiste al Sevilla y después al Nápoles.

El Mundial de México 86, siempre será recordado como “el Mundial de Maradona” y podría escribir muchas páginas con las emociones que nos hiciste vivir, porque cada vez que mandaste la pelota al fondo de la red, no era un gol de Maradona, era un tanto de desquite de todos los humildes de tu pueblo.

La FIFA, aún a regañadientes, (los oligarcas del fútbol no te quieren Diego)
tuvo que elegirte como al mejor jugador del siglo XX. Para nosotros significas mucho más. Siempre recordar é cuando como consecuencia de haber caído en los abismos de la droga, te tuvieron que internar de urgencia y una multitud angustiada hizo intransitable cuadras enteras en torno al hospital. Alguien puso un gran cartel: “El cielo tiene que esperar”, otro decía: “Siempre vivirás, Dios no quiere competencia.”, otro: “Jesús resucitó una vez. Vos, miles.”, y quizá el más significativo rezaba: “Diego, no aflojés que vas a salir. No podés perder. No te olvides que Maradona juega para vos.”

Saliste de la droga como también te levantaste de cada golpe que te dieron en la cancha, pero los medios internacionales siempre magnificaron tu adicción a las drogas y cada error que cometías, porque lo que no te perdonan es que a pesar del dinero, la fama y la gloria, nunca olvidaste al pibe de la villa de Fiorito y que cada uno de tus mensajes políticos mueva la conciencia de los pobres y explotados del mundo.

El mercado puede aceptar que seas un genio del fútbol, pero no que te hayas convertido en la compensación para una sociedad frustrada por varias dictaduras militares y desgastada por el accionar de políticos corruptos.

Se acepta, ¿qué otro remedio les queda?, que seas un campeón, más no que reflejes los sentimientos de los despojados que necesitan creer que Dios no está tan lejos.

Eso no te lo van a perdonar nunca Diego.

La FIFA no te puede perdonar que promuevas la sindicalización de los jugadores, a los que llamas “los obreros del fútbol”, porque eso echaría por tierra un negocio que mueve millones de dólares cada cuatro años.

Si Maradona dona una escuela, o promueve una colecta para los niños pobres con parálisis, no saldrá en la primera plana de ningún periódico del mundo, porque lo imperdonable no son estos actos en sí, sino que lo hagas siempre diciendo que sólo estás devolviendo algo de lo que los poderosos roban a la gente.

Demagogo, populista, oportunista, drogadicto, son los calificativos aconsejados por los señores de la SIP para poner junto a tu nombre. Como también aconsejan destacar siempre las declaraciones del señor Pelé, porque ese si es “bueno”. Se coloca debajo de un cartel de alguna firma de productos deportivos, que por supuesto le paga, para reivindicar siempre al sistema y defender sus intereses. De eso vive.

No te van a perdonar tus visitas a Chávez, o que tengas al Ché tatuado en tu hombro.

La única vez que te tuve cerca fue cuando en noviembre de 2005, con motivo de la Cumbre de Presidentes de Mar del Plata, nos invitaste a ir a repudiar la presencia de Bush en la Argentina.

Los grandes diarios del mundo, no publicaron en estos días la foto de la Selección Argentina despidiéndose rumbo a Sudáfrica con una gran pancarta que decía: “Apoyamos a las abuelas de Plaza de Mayo para el Premio Nobel de la Paz”. Ni tampoco la noticia de que recibiste en Pretoria a Estela Carlotto con un gran abrazo.

Eso no se perdona Diego.

El fútbol, vos lo sabés mejor que nadie, es un juego impredecible y como bien declaraste: “No hay favoritos. Cualquiera te puede clavar la pelota en el ángulo y todo lo que hiciste… Chau”. Todo es posible, pero por todo esto y mucho más quiero decirte que si eso sucede, no te hagas ningún problema, porque con nosotros ya cumpliste.

Gracias por ser Maradona.

Gracias por ser nuestra alegría y nuestra esperanza.

Gracias por no olvidar al pibe de Fiorito.

Gracias por representarnos siempre a todos con dignidad.

Gracias campeón.
* Grifos e destaques deste blog

Livrarias sebos: o garimpo que vale

Apesar da alergia que costuma atacar, ainda guardo o hábito de "fuçar" em sebos. Já fui mais "rato" de sebo, tenho empilhado um monte de coisa prá ler, mas às vezes parece que baixa aquele espírito, o mesmo que faz uma mulher já endividada comprar mais um sapato ou bolsa porque "não resistiu".
Gostava dos sebos porque nunca tive dinheiro. Livros, jornais e, às vezes, revistas, eu tinha ( e ainda temos ) nas bibliotecas municipais, de graça. Quando trabalhei de office-boy, entrava - além de em fliperamas - num sebo pra enrolar, ou talvez tivesse um interesse e alguma grana no bolso. Aí comprava um Mickey, um Zé Carioca, Mad cujo preço era duas, até três vezes menor que na banca.
Enfim, todos sabem a razão de se freqüentar sebos, e cada um tem seu motivo e estória, correto?
Nos últimos anos, o negócio meio que se "profissionalizou": vemos locais mais "limpos", arrumados. Aquele monturo de obras empoeiradas acumulado num canto, arrumado de acordo com o humor do proprietário, isso não se vê mais com tanta freqüência.
Teve um tempo ( recente ) em que eu pegava gibi da Disney, tentando reviver um pouco do espírito da infância. Não só as historinhas, mas as propagandas que apareciam nas publicações, sua estética , os produtos que ofereciam ( grande parte deles extintos, ou caídos em desuso, como a vitrolinha Phillips ). Há uns 3 ou 4 anos eu consegui um Zé Carioca, de 1967, 68 e paguei R$0,50. Nas últimas semanas tenho feito uma arrumação nas minhas coisas e achei esse gibi. Cinqüenta centavos! Negócio de Tio Patinhas...
Com a WEB, os sebos viram aí uma chance de faturar mais. Havia ( há ainda ) um numa galeria próxima ao Metrô Ana Rosa. Comprei muito CD e gibi ali. Eram pilhas de gibis. Disney Especial, um monte.
De repente, estes quadrinhos desapareceram. "Ué, vendeu tudo?", perguntei quase chorando.
"Não", respondeu o proprietário, "é que a gente parou de vender aqui, e pôs no 'Mercado Livre'..."
Entendi. Ficou mais fácil pro colecionador encontrar o que lhe falta, e ele paga o preço que for pedido. Pro dono do sebo, em vez de vender o Disney de 1978 por R$ 4,00, se e quando alguém estiver passando e achar por acaso, o cara disponibiliza na WEB, e vende por R$30,00 cada unidade. Bom pros negócios, reconheço. Ruim prá mim. Mas às vezes eu dou sorte e garimpo alguma coisa.
DIA DE ONTEM
Procurei dois sebos na Moóca ( um deles, exatamente onde encontrara o Zé Carioca de R$0,50 )mas ambos fecharam. Um deles reabriu, mas necas de gibis. Passei umas 2 horas engolindo poeira do estabelecimento e descolei umas coisas que, julgo eu, são bastente interessantes. Eis:
Um Jack London ( "Na terra dos lobos" ) a 4 pilas, tava perdido num bacião;
Nova Consciência, do Luis Carlos Maciel, sobre a "contracultura", só 12 reais;
A guerra secreta do petróleo, do Jacques Bergier, só 10 contos;
Uma edição ( 39 ) da revista Planeta, de 1975. Custo: R$3,00.
Finalmente, uns exemplares de Planeta da década de 80 ( li muito na adolescência ) a R$ 1,00 cada.
COMPARAÇÃO
Se comprasse Veja, gastaria R$8,90 por exemplar. A Folha, de semana, custa R$2,50. Aos Domingos, o preço pula para R$4,00.

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