segunda-feira, 31 de maio de 2010

Jaz São Paulo: enquanto eu mofava por 55min esperando o busão, deu para anotar 10 placas de carros cujos motoristas falavam no celular ao volante

O "Socorro! Subi no ônibus em São Paulo" finalmente se encontrou com o "A Indústria da Multa não existe"
OU:
"Coisas para se fazer em "Swimming-Paul" enquanto se amarga uma espera, que se mostra eterna, pelo busão podre e que estará cheio de nego escutando funk no último volume apesar de uma razoável lei municipal de 1965 proibir o uso de aparelhos sonoros no interior do veículo. Ufa!"
PLANETA: Terra
CIDADE: São Paulo
Foi ontem, 30 de Maio. Eu aguardava pelo busão, num ponto de uma rua no bairro do Ipiranga. Era por volta das 12:55, 13:00hs, calculo. O transporte só apareceu lá pelas 14:00 hs. Uma humilhação completa. Pior, se considerar que eu sou entusiasta do transporte coletivo e inimigo dos automóveis. E os jornais dão espaço pra vacas reclamarem que o avião atrasou 45 minutos e o suposto apagão aéreo blablabla. VTNC!
Não ia me chatear durante a espera. Eu podia pegar um gibi, só que sempre acho que vou me distrair e perder o ônibus e a leitura fica uma droga, não dá para ter atenção. Assim, voltei a um jogo de memória* que inventei: eu fico olhando os carros que passam, prestanto atenção nos motoristas. Se o cara passa, dirigindo e falando ao celular, eu tento memorizar a placa do veículo para, depois, escrever ( cagüetar, para ser mais preciso ) no Twitter ou no blog.
Por quê faço isso? Ah, é porque nem sempre eu tenho caneta à mão e...
Mmmm. Saquei. Quer saber por qual razão eu "deduro" as pessoas coitadinhas? Por alguns motivos, a saber:
- para sustentar ainda mais a minha tese ( já exaustivamente comprovada por este blog ), a de que a "Indústria da Multa" não existe. Que as pessoas sabem que não existem amarelinhos e marronzinhos em número suficiente e as câmaras existentes não as flagram em todo o canto e que, portanto, podem livremente dar vazão a seus instintos criminosos sem temer consequências. É claro que as pessoas que flagrei sairam sem a punição merecida. É isso que eu quero, de novo, expor;
- para mostrar, a quem se interessae ( ou tiver o azar de vistitar meus blogs e Twitter ) , que a platitude "pulíticu é tudu ladrão" ( sic! ) é conversa fiada de gente de má-fé, desonesta e mau-carater. Tem nego que faz "cagada" ( algumas "cagadas", na verdade, entram no rol de delitos ou crimes mesmo ) conscientemente, mas tenta consertar assim: "Us pulíticu é qui tinha que dar o exemplo". Tipo, se "us pulíticu" não dão exemplo, é por culpa deles que eu passo no sinal vermelho ou desperdiço água, ou toco som no último volume até as três da madruga, ou ofereço propina ao guarda pro meu filho universitario não ser preso por causa de rachas ou porte de cocaína.
Engraçado, é que "us pulíticu", cujos comportamentos discutíveis serviriam como atenuantes auto-conferidas por certos cidadãos são os mesmos para mim, para você, pra ele, etc;
- Enfim, para justificar minha fobia social, minha misantropia, meu ódio legítimo à classe-média e a seus filhos, aos auto-intitulados "cidadãos de bem", aos consumidores, aos "libertários de porta de padaria nos Jardins, na Vila Madá, no Tatuapé, em Pinheiros".
Ódio também aos psicopatas que adoram torrar num Sol ou ferver sob um calorão de 35°C no outono porque o noticiário da Globo diz que só o Sol e o calor é que é bom. Assim, a estética e o que que for ditado pela indústria cosmética devem se impor sobre a saúde e o bem-estar verdadeiros.
Infelizmente, a deliciosa Flávia Freire diz, por exemplo, que 21°C é "esse friozinho" e isso leva as pessoas a fechar todos os vidros do ônibus quando a temperatura cai até os 15°C ( que, na minha época, seria considerada temperatura "amena" ).
Também aproveitam o apelo deste "calorão convidativo" os empresários de prostituição e exploração sexual capitalista ( e pseudo-libertária ) de mulheres, e crianças ( estas últimas apresentadas como e/ou tornadas adultas por nossa indústria cultural )
Ódio total a tantas outras categorias desprezíveis como estas. Nem pobre escapa, mas isso fica pra outra oportunidade.
A bem da verdade, acho que o anti-social da história não sou eu. Mas deixa prá lá, que chegou a hora. Os dez carros, cujos motoristas falavam ao celular enquanto dirigiam, tem as seguintes placas. [ OBS: só posso fornecer as placas, já que não conheço marcas, modelos ou linhas dos automóveis, só conheço letras, números e cores. Coerência é isso, meu amigo. Não guio, não tenho carta e não sei de nada deste objeto de consumo/ fetiche/ afrodisíaco que alguns chamam, hipocritamente, de "transporte" ( sic! ) ]:
[ EMQ 1723 ] ( carro cinza );
[ CLL 1581 ] ( carro cor verde );
[ DWT 7393 ] ;
[ DRR 5486 ] ;
[ CVB 5471] ;
[ DON 0002 ] ( esse foi o primeirão );
[ DFE 9135 ] ; [ DYE 1760 ] ( carro cinza ou branco );
[ DBC 3718 ] ( era uma perua escolar, então é mais fácil descobrir quem é o meliante );
[ END 3485 ]
Senhores criminosos de bem, ops!, cidadãos de bem, pagadores de impostos, meus parabéns: You fought the law, and you won.
COMO FUNCIONA O "*JOGO DA MEMÓRIA"?
Quando tentava decorar meu quarto automóvel, percebi que naquele passo, as perspectivas eram de que o busão demoraria muito. É algo empirico-cientificamente comprovado: a linha 477P - Rio Pequeno/Ipiranga funciona assim. A demora é a rotina. Infelizmente, percebo que, com as pessoas tendo maior poder aquisitivo ( leia-se, também: "crédito" ) e acesso ao maravilhoso mundo das compras, elas agüentam o mau serviço oferecido pela gangue dos transportes de ônibus de São Paulo, bastando tomar uma breja ou ouvindo um som ou futebol no celular novo ( era domingo ). Alienação. Desculpem pensar assim, mas é o que eu acho. Condescendência não ajuda em nada, amigos.
Volto ao jogo da memória. Percebendo que não conseguiria decorar muito, acabei procurando mais uma vez uma caneta na mochila ( já havia tentado outras vezes, sem achar nenhuma ) e, finalmente, encontrei. Sabia que tinha.
Pois bem. Passei a escrever na mão. Chegou uma hora que a palma já estava toda rabiscada. Eu tava parecendo aquele cara do filme "Amnésia".
Mas a cidade de São Paulo oferece muitos recursos e facilidades, é forçôso reconhecer. Assim, quando você precisar dum papel, é só olhar pro chão, que encontrará réstias de folhetos de propaganda, papel de sorvete, envelope de figurinha da Copa, etc.
Catei um papel de depósito bancário e rasguei uma parte sem escritos, lisa. E passei pr'esse papel os dados que havia colhido ao longo da hora de espera.
Pois bem. Peguemos a placa "DON 0002". Como decorá-la? "DON" lembra "DON Martin". Tá bom? E o "0002"? Lembrei do "Zero-Zero-ro", personagem da Disney. Aí, acresci o "2" no final. Ou poderia ser "Três zeros, dois". Entenderam? A regra é você quem faz. Treine muito. Treine bastante. Use para o bem. Grandes poderes trazem grandes resposnabilidades, dizem.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Educar primeiro, depois punir?, Por Vinícius Duarte

“Esses marronzinhos só pensam em multar, nunca em educar o motorista.” (Dibem, Cidadão, 1950 a 2010)

Poucas coisas deixam meu dia mais nublado do que ouvir/ler esta idiotice. Eu já escrevi a respeito várias vezes, mas o tema é inesgotável. O(s) autor(es) desta lapidar frase só merecem um adjetivo: HIPÓCRITAS.
Eles não querem “ser educados”, querem FAZER CAGADA E FICAR IMPUNES. Por “educar”, entendem “quebrar a minha”, é isto. Eles acham que o fiscal de trânsito é o que? O pai deles? Professor de Educação para o Trânsito em Posto Avançado? Quando você tirou sua CNH não teve de frequentar uma ESCOLA (CFC) antes? Você não teve de decorar o significado dos sinais de trânsito? As cores dos semáforos? De que lado andar na via? Quem tem a preferência? Onde, como e quando parar, andar e estacionar? NÃO APRENDEU A LER, CACETE? O que mais nossos amigos da CET têm a ENSINAR aos senhores que só pode ser ensinado NA VIA PÚBLICA e depois que você JÁ FOI HABILITADO pra conduzir esse amontoado de lata que o cerca?
Fiscal é pra fiscalizar o cumprimento das leis e aplicar as sanções nelas previstas, e ninguém pode alegar ignorância da lei. Você, quando recebeu aquele papelzinho com sua foto, escrito “habilitado”, foi APROVADO para conduzir veículos dentro da lei, da qual você mostrou ser sabedor o bastante, afinal foi testado para isso.
Ahhhhh, você “quebrou” o exame, subornou o examinador? Azar o teu, malandro. Passe o resto da sua vida sendo multado, até aprender na marra. Lugar de pai é em casa, lugar de professor é na escola. Bem vindo ao mundo dos adultos. Afinal, só adultos podem conduzir veículos automotores.
( Publicado no glorioso COM FEL E LIMÃO )

terça-feira, 25 de maio de 2010

Jaz São Paulo: O "Chopps e Pastel Party"

Planeta: Terra
Cidade: São Paulo
Ricardo escuta um barulho vindo de fora, da rua, e decide ver o que é. Flagra Vanderley, vulgo Delei, descarregando um sofá velho e pustulento na calçada ao lado. Decide intervir:
- Ô amigo! Aí é lugar, é?
Que filadaputa! Ficar jogando lixo perto da casa dos outros. E na calçada, ainda. Aí os moradores é que ficam responsáveis por ficar ligando pra Prefeitura retirar o lixo.
Pego no flagrante, Delei não se abala:
- Que que tem?
Ricardo aponta pruma placa, que Delei lê com dificuldade, já que o sofá, encostado no muro, encobre parcialmente o aviso: "Proibido despejar detritos. Os infratores serão punidos na letra da lei. Assinado: a Prefeitura"
"A Prefeitura..." - pensa Delei - "Sempre ela."
- E então?, insiste Ricardo.
- "E então", responde Delei, você me apanhou, né? Fazer o quê?
- Bom, se você não tirar... - retruca Ricardo
- "Se eu não tirar", o quê?, devolve Delei, que não é de briga, mas não abaixa a cabeça pra ninguém. Mas pensa: "E se ele estiver armado?"
"Ai, ai, ai...", pensa Ricardo, "Só falta o sujeito estar armado. E eu que nem de briga sou. Bom, agora já foi."
"Olha, amigo" - prossegue Ricardo, adotando um tom de "sejamos razoáveis" - "Aí não é lugar, né? Atrapalha a circulação das pessoas. Dos velhos, que têm a maior dificuldade pra andar nessas calçadas." E completa: "Além disso, se passar um fiscal da Prefeitura, vai te multar. Eu vi que tem vizinho que já anotou a placa da tua Variant, e aí 'cê vai tomar multa."
O som da palavra "multa" enche de brios Delei, que fica indignado:
- "Multa!" É só isso que a gente vê! Multa prá lá, multa prá cá!
Põe uma mão sobre o ombro de Ricardo e pergunta, em tom de desabafo:
- Vem cá. Você, de vez em quando, não fica de saco cheio dessas multas? Você lê o jornal, liga o rádio e só ouve falar de multa. E imposto. E taxa. Taxa disso, taxa daquilo. É IPTU, IPVA, Indústria da Multa.
Os vizinhos começar a se aproximar. E escutam, encantados, o discurso inflamado de Delei. Que, a certa altura, fica de pé sobre o sofá, para ser melhor escutado pela platéia que se forma, em volta daquele púlpito improvisado.
- Chega disso!, continua Delei. Você só paga imposto de primeiro mundo, mas recebe migalhas!
Saem os primeiros aplausos. Platitudes costumam ser bastante apreciadas.
- Isso aí, ó, é a intromissão do Estado na vida particular das pessoas!
Mais palmas.
- É a Lei Antifumo. É pedágio. "Não pode estacionar aqui"... "Nem acolá". É Taxa do Lixo, do Poste, do Diabo a quatro...!!! Até quando?!
A platéia assiste àquilo, muito interessada. Muito bem! Alguém tem que falar. A gente não aguenta mais.
- Só sabem fazer isso: taxar, cobrar, multar e proibir.
Mais apupos. Delei, finalmente, desabafa e propõe:
- A gente está cansado. Temos que fazer alguma coisa.
"Mas...o quê?", pergunta alguém.
- Olhem esta placa, responde Delei. Um símbolo da opressão arrecadatória e da expansão estatizante sobre nossas vidas. Temos que nos rebelar! Oras, já que não temos caixas de chá para jogarmos ali ( aponta prum córrego ) como forma de protesto, devemos pensar em organizar nossa própria forma de fazê-lo.
Ninguém entendeu o lance das "caixas de chá", mas a mensagem ficou clara. Haveriam de se impor.
O próprio Delei encontra a resposta:
- Esse sofá, amigos, ele é um símbolo. Quem é a Prefeitura para proibir? Do nosso nariz sabemos nós! Mas um sofá apenas é pouco!
Ricardo, que já havia sido botado de canto nesta estória, ressurge:
- Entendi... Entendi, gente!
Correu para dentro de casa. Rapidamente, voltou, trazendo uma torradeira velha e uma batedeira quebrada. Depositou os objetos ali, bem ao lado do sofá.
A cena despertou os moradores. Cada um foi em casa e retornou, trazendo tudo quanto é coisa inservível, que foi despejada ali, naquela calçada. Onde se iniciou a Revolta. Delei arrancou a placa e jogou no monte. E dirigiu-se ao grupo:
- É isso, gente. Minha missão aqui terminou. Devo partir.
E embarcou na Variant. Antes de ir embora, disse pros neoinconfidentes:
- Tem mais uma coisa: as forças da repressão, os coletores de impostos, estes agentes do Estado devem ser repelidos.
E foi-se.
A pilha de objetos cresce a cada dia, mas os lixeiros não a retiram, pois não é o tipo de detrito de sua responsabilidade.
As pessoas têm que passar pelo meio da rua, já que o monturo tomou a calçada. A Prefeitura não é informada da situação, já que ninguém quer ser dedo-duro, alcagüete do Estado.
Chegou-se, até, a batizar aquilo: Memorial da Indignação Cívica.
Os moradores passam por ali e apreciam, orgulhosos, a simbólica materialização de sua revolta. Tiram fotos com os celulares e postam em blogs de cidadãos indignados.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jaz São Paulo: eu aqui, você ali. Mas eu ali também.

Seguinte: eu vinha selecionando uma meia dúzia de matérias de jornal e revistas, que serviriam como base pra um post, que vem a ser este, no caso.
O post tentaria mostrar que há ( ou parece haver, ou talvez eu esteja apenas inventando ) um certo modo de pensar que se espalha por São Paulo, ou pelo menos em certas regiões sócio-geográficas. Mas não quero generalizar, e nem incluir ou excluir indevidamente. Quero apenas expor uma impressão que venho tendo: digamos que este inferno paulistano, esta cidade ( ou certas regiões, etc ), se torna uma confederação de feudos.
Jamais eu teceria loas a cidade, como vemos no dia 25 de Janeiro, aquela bajulação toda. Como se 100% disso aqui fosse uma beleza, a começar dos moradores. E é bom lembrar que, quando a mídia fala em "São Paulo", na verdade refere-se a uma dezena de regiões e locais bem específicos, como shoppings, parques específicos, bairros específicos, ruas e avenidas específicas ( que eu saiba, estas mensagens celebratórias não incluem a "beleza" do Capão Redondo ou convidam os turistas a passar o dia no Jardim Romano ), cujo público frequentador também é bastante específico. Pois bem. Comecei falando da meia dúzia de matérias que seriam o "tutano" deste post. Mas eu não as encontro e sei lá onde foram parar. Farão falta.
Uma delas dizia, não lembro bem, que a vida noturna dos Jardins sofre um êxodo ( não que isso me importe ), indo parar em outros bairros e ruas próximas, como a Augusta. Devido a pressão dos moradores, que cansaram da bagunça e querem paz.
Lembro-me, agora, daquela estação de Metrô (
Três Poderes ) cuja construção seria num bairro residencial de bacanas mas, por pressão destes, foi rejeitada pelo ex-governador Alckmin. Os moradores também desejavam manter seu sossego, e a constatação de que proletários circulariam por ali quando a estação passasse a operar ( sem contar com o possível ataque especulativo imobiliário, além do crescimento do comércio, com todas as implicações já conhecidas ) deve ter sido ruim para aquela parcela importante da sociedade como ressaca de uísque falsificado. Opuseram-se a terem seu Éden invadido por forasteiros e, sabe-se lá qual argumento utilizaram, venceram.
(
AQUI você poderá se inteirar melhor )
Uma notícia recente ganhou minha atenção e motivou-me a parar de enrolar e escrever essa m* de qualquer jeito: "
Em SP, Granja Julieta tenta barrar verticalização". O roteiro é o velho de sempre: bacanas de um bairro não querem ver seu Éden molestado pelo demônio da verticalização. Ocorre que, num terreno onde, alegam, deveria ser implantado um parque linear, será construído um empreendimento monumental que consiste em seis torres residenciais. Obviamente, os locais querem o verde. E a construção de prédios não costuma ser muito benéfica, pelo menos dependendo do lugar, correto? Aliás, me vem a memória o caso dum morador que recusou-se a vender sua propriedade ( achava o preço oferecido ridículo e, se não me engano, não queria sair mesmo ), e viu-se cercado por prédios, quase fazendo parte dos mesmos. Outra reportagem que lembrei, dizia como a região da Leopoldina, que passou por forte "recuperação", tornou-se "moderna" e "tranquila" ao mesmo tempo, o que se quer dizer, um local tranquilo virou point de baladas ( também ) para pessoas que acorrem de outros bairros.
Não sei se os exemplos que listei servirão para alguma coisa, mas chego onde queria: o final.
E o final resume-se a indagações que, acho, já estão respondidas:
- considerando que o mercado imobiliário "bomba" ( é o que se diz ), e muita gente está fazendo ( ou ganhando, mantendo, aumentando ) dinheiro;
- considerando que, quem tem dinheiro seguramente vai morar em bairros "bacanas", como a Granja Julieta, Morumbi, Jardins etc;
- considerando que quem tem grana também costuma se entediar e, por isso, necessita de "baladas", e irá buscá-las sendo que em algum lugar ( físico, suponho ) estas deverão ser encontradas;
- considerando que eu esqueci o resto das perguntas, indaga-se:
O que é ruim para vocês ( baladas, trânsito, prédios ) será, necessariamente, bom pros outros? E devemos concluir que, coerentemente, NINGUÉM que resida na Granja Julieta trabalha ou tem relações, minimas que sejam, com o mercado de especulação imobiliária?
É isso.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Conversa Afiada: Folha(*) faz limpeza ideológica e manda Paulo Nogueira embora

Saiu na Folha(*), primeira pág e B2 a notícia de que a Folha(*) dispensou o colunista Paulo Nogueira Batista Junior ( acima, foto do longevo colunista ), com o argumento, de que “a sua coluna é das mais longevas”.
Paulo Nogueira Batista Junior é diretor do Brasil no FMI.
Paulo Nogueira Batista Junior será trocado por um conjunto de neo-colonistas(**), entre os quais Antônio Malloci.
Ex-ministro da Fazenda, como se sabe é um notável tucano que eventualmente milita no PT.
Paulo Nogueira Batista Junior era um dos últimos vestígios de talento que a Folha(*) ainda exibia.
O Conversa Afiada convida-o a escrever nas nossas modestas páginas, sob régia remuneração.
E se compromete a transcrever o que Paulo publicar em qualquer outro lugar.
A Folha(*) com um novo conjunto de colonistas (**) aproxima-se cada vez mais da treva sem fim.
Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Paulo Nogueira Batista Jr.: Aviso sobre fim de minha coluna foi execução sumária

terça-feira, 18 de maio de 2010

Advogado foragido da Operação Asafe teria ligações com o Comendador Arcanjo, truta do Antero Paes de Barros, que tá dando um trampo na SABESP!



Advogado foragido teria ligações com Arcanjo

24Horas News, 18.05.2010
Foragido da Justiça, o advogado Max Weyzer de Mendonça de Oliveira, que teve sua prisão decretada na manhã desta terça-feira (18), durante "Operação Asafe", desencadeada pela Polícia Federal. O advogado teria ligações com a máfia do jogo do bicho no Estado, comandada por João Arcanjo Ribeiro. Durante a diligência em Várzea Grande, a PF apreendeu documentos na residência do advogado, além fotos do advogado em companhia "bicheiro". Segundo o pai de Max, ele estaria no Estado de Belo Horizonte, na casa de familiares.
A PF ainda busca cumprir dois mandatos de prisões, um de advogado e outro de pessoa comum envolvida no caso. Essa pessoa seria uma "lobista", que atuaria no esquema de tráfico de influência.
A Polícia Federal negou, por outro lado, qualquer prisão de magistrado ou ex-magistrado. Foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão na casa dos desembargadores José Tadeu Cury e Donato Fortunato Ojeda – esse encontra-se internado na UTI do Hospital Jardim Cuiabá após a PF cumprir mandato de busca e apreensão em sua casa.
Os crimes supostamente cometidos pelos suspeitos são formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção ativa e exploração de prestigio. A PF não falou nada a respeito da conclusão das investigações.
Até o momento quatro advogados permanecem presos.

LITERATURA CORRELATA:
Comendador Arcanjo confirma :"financiou" campanha do PSDB

Blog Juína Vermelha, 12.05.2010
João Arcanjo Ribeiro, condenado a 37 anos de prisão por comandar o crime organizado em Mato Grosso, afirmou ontem à Folha que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) foi à sua fazenda em Cuiabá, em 2002, pedir dinheiro para a campanha eleitoral.Arcanjo afirmou ainda que está disposto a fazer uma acareação com o senador, caso o tucano negue o encontro, porque houve testemunhas segundo ele.
Luiz Alberto Dondo Gonçalves, ex-contador de Arcanjo, disse que a empresa Confiança Factoring liberou R$ 5,7 milhões para bancar a campanha de Antero por meio do Grupo Gazeta. A operação teria sido um caixa dois. O senador tucano, que presidiu a CPI do Banestado A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para apurar o suposto caixa do PSDB em Mato Grosso nas eleições de 1998 e 2002. Nesse último ano, Antero disputou e perdeu o governo do Estado
Preso em Cuiabá desde março, após ser extraditado do Uruguai, Arcanjo falou com a Folha sob escolta de cinco policiais militares armados com fuzis na sala da administração do presídio Pascoal Ramos. Ele foi condenado em 17 de dezembro de 2003 pelo juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Cuiabá, a 37 anos de prisão por comandar organização criminosa, lavar dinheiro e praticar crime contra o sistema financeiro.


Arcanjo confirma que Antero foi na sua fazenda em busca de dinheiro para campanha

HORA DO POVO, 05 de maio de 2006

O chefe do crime organizado no Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, condenado a 37 anos de prisão por diversos crimes, entre eles vários assassinatos, afirmou que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) o procurou em sua fazenda em 2002 para que ele financiasse a campanha do tucano ao governo do Estado. “O senhor Antero é um velho conhecido, esteve comigo, pessoalmente, na minha fazenda, São João da Cachoeira, com dois amigos, antes da eleição de 2002. Lógico que como candidato ele não poderia ir lá e pegar o dinheiro emprestado em seu próprio nome. Acertamos para ele procurar o Nilson Teixeira, o chefe da factoring Confiança”, afirmou Arcanjo.

Em depoimento à Justiça em 2002, Luiz Alberto Dondo Gonçalves, ex-contador de Arcanjo, confessou que a Factoring Confiança liberou R$ 5,7 milhões para bancar a campanha de Antero por meio do Grupo Gazeta. Esse dinheiro financiou parte do caixa 2 do tucano.

Arcanjo afirmou ainda que Antero lhe cumprimentou e falou: “Olha, a minha visita aqui é oficial. Eu vou enfrentar uma campanha e vou precisar de recurso”. Prontamente, Arcanjo respondeu: “Antes até do que você vai falar, procure o Nilson. Empréstimos nós fazemos”. O tucano lhe disse que o dinheiro não poderia ser repassado como “empréstimo”. Logo o amigo Arcanjo resolveu o problema: “Isso a gente dá um jeito”.

Ao tentar negar suas relações com Arcanjo, Antero formulou uma esdrúxula alegação: “fui lá a convite de um empresário que queria ver o projeto de piscicultura dele”.

Para piorar ainda mais a situação do PSDB, a Justiça do Mato Grosso expediu, na última quarta-feira, carta precatória para o Juízo da Comarca de Brasília com a finalidade de penhorar o Fundo Partidário do PSDB e de bens particulares de Antero Paes de Barros, do ex-governador Dante de Oliveira e do vice-presidente do partido no Mato Grosso para quitar uma dívida de R$ 1,69 milhão com a gráfica Genus da campanha de 1998.

Segundo o deputado Carlos Abicalil (PT/MT), “é bom lembrar que a penhora é para pagar uma dívida da campanha eleitoral de 1998 que só aconteceu agora, oito anos depois. Fica evidente também que o PSDB do Mato Grosso não só utilizou caixa 2, como fez dívida 2, além de ter se envolvido com o crime organizado no Estado”.

Venda de ações da Sanecap ainda divide opiniões na Câmara de Cuiabá

Da Redação - SG
A mensagem do Executivo que prevê a autorização à venda de 49% das ações da Companhia de Saneamento da Capital, Sanecap, continua gerando polemizando entre os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá.
Além do argumento de que o ano eleitoral pode influenciar nos interesses da negociação da companhia, a “oposição” alega que “água é fonte de vida e não pode ser comercializada”. A exigência é de que ocorram audiências públicas para debater junto à sociedade a comercialização. A comercialização da empresa foi articulada durante 2009 mas enfrentou resistência do grupo político de oposição, formado por PT, PMDB e PR.
Wilson Santos já conseguiu aprovar a mensagem que transformou a Sanecap em sociedade anônima e agora não mede esforços para legitimar a venda das ações. De acordo com fontes da própria companhia, Santos mantém negociaçáo com as companhias de saneamento de São Paulo e Minas Gerais, Sabesp e Copasa, respectivamente.
Este ano a própria bancada do prefeito Wilson Santos (PSDB) tem colocado entraves à medida econômica. O vereador Toninho de Souza (PDT) tem utilizado a Tribuna para criticar o negócio. Para ele, a comercialização não deve ser feita em ano eleitoral.
O correlegionário, vereador Sérgio Cintra (PDT), ameniza os críticas e defende a venda da ações como melhor alternativa para melhorar os serviços prestados à comunidade.
O porta-voz da Prefeitura, ex-senador Antero Paes de Barros, afirma que há um mal entendido no caso. Ele explica que a Sanecap não será vendida, já que a administração continuará com 51% das ações. E tenta “confortar” os preocupados: “A Sanecap não é interessante para ser comprada. Ninguém vai querer comprar”.






VGNoticias, 25/02/2009


O ex-senador por Mato Grosso, Antero Paes de Barros (PSDB) – marqueteiro da campanha eleitoral do prefeito tucano Wilson Santos e proprietário do site PNB Online – recebe jetons do governo de São Paulo por ser integrante do conselho de administração da SABESP, a companhia de Saneamento Básico daquele estado. A informação é do Blog do Zé Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula.

Jetons são gratificações de presença concedidas a membros de órgãos de deliberação coletiva da administração pública. De acordo com o portal, Antero assumiu o cargo de conselheiro da companhia em abril de 2007, com mandato de um ano, e foi reconduzido ao posto no ano passado.
A polêmica está no fato de que o ex-senador reside em Cuiabá, capital de Mato Grosso – mas mesmo assim compõe o quadro de servidores e é remunerado por uma empresa paulista de economia mista. Zé Dirceu afirma ainda, na matéria, que governo comandado por José Serra - do mesmo partido de Antero - incorporou "preocupações sociais" e está se tornando empregador de políticos de outros Estados que perderam eleições e estão sem mandato.
Segundo o blog, a SABESP - responsável pelos serviços de abastecimento de água e por redes de esgoto no estado de São Paulo - tem o governo estadual como principal acionista e faz propagandas em todo mídia nacional, apensar de atuar apenas em território paulista.

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Castelo de Areia: PF detecta pagamento de propina a membros do governo de SP

Os documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Castelo de Areia na casa de Pietro Giavina Bianchi, diretor financeiro da empreiteira Camargo Correa, reúnem indícios de pagamento de propina pela empresa a membros do governo tucano de São Paulo, no período entre 2006 e 2008.
Entre os citados está Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, diretor do Dersa – órgão responsável pelo Rodoanel, amigo de Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de José Serra e candidato a senador pelo PSDB. O diretor, demitido sem explicações oficiais oito dias depois da inauguração do trecho sul, dia 1º de abril, teria recebido quatro pagamentos mensais de R$ 416.500 desde dezembro de 2007, segundo matéria da revista Época desta semana.
Um dos manuscritos de Bianchi, datado de 2006, contém anotações relacionadas às obras do Metrô e do “anel viário” relacionando valores ao lado das iniciais “AM”, que seriam do deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB), que foi chefe da Casa Civil na gestão de Geraldo Alckmin. Os valores, contabilizados como “custos diversos”, representariam R$ 326.500.
Estranhamente, todos os processos originados pela Operação Castelo de Areia, deflagrada em março de 2009, foram suspensos em janeiro deste ano por decisão liminar do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, que acolheu pedido da defesa da empreiteira que reclama de irregularidades na investigação.
( Publicado no Hora do Povo, ed. 2864, 19.05.2010 )

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Em briga de marido e mulher, de pensar morreu um burro". E outras besteiras.

É o tipo de coisa que sempre me deixou puto: quando "velhos ditados", aforismos, "frases para se pensar" e afins adquirem status de tese científica comprovada.
Algo que não deveria passar de conversa mole de elevador ou quando você vai comprar um jornal e não quer apenas pegar a mercadoria, pagar e virar as costas, vira um princípio, um norte, uma verdade.
Tem esse caso da mulher assaltada dentro de uma delegacia paulista.
Como vocês sabem, uma das maiores verdades que a Humanidade já descobriu, um saber que passa século, passa milênio permanece, perene, granítico e inelutável: "Em briga de marido e mulher, não se deve meter a colher."
Não que eu aceite a supremacia indiscutível da Ciência ( ou dos cientistas ) em questões ( "Vai lá e pergunta pro doutor - ou professor - que ele "sabe" ) as quais eu não domino ( ou seja, quase todas ). Prá ser bem franco, eu vejo o cientista como uma espécie de, digamos, sacerdote iluminista que, uma vez desbancada a inquestionabilidade da religião, passou a dividir a posse dos conhecimentos com o clero.
Para ser mais claro: eu nunca vi um átomo, mas a Ciência diz que existe. E nunca verei uma molécula de vitamina C e, ainda que me mostrassem uma, eu apenas poderia acreditar ou não. Como se percebe, também nesse campo a fé é necessária. Como também ocorre com relação a Deus, eu não posso provar a existência ou inexistência dos prótons. Eu apenas acho que tem e pronto, porque aprendi na escola e fiz várias lições e cálculos a partir duma matéria que eu não sabia se existe ou não.
Às vezes, a ciência cai em descrédito, laboratórios fraudam pesquisas, certezas caem por terra, e por aí vai. Mas certas leis permanecem, ainda que não com o mesmo corpo de sua definição. A gravidade funciona mas, graças a descobertas posteriores e empregando novos conhecimentos, ela pode ser anulada sob determinados cenários. Etc.
Mas, se não é 100% confiável ( aliás, nem deve passar pela cabeça dos pesquisadores, cientistas e acadêmicos de que eles estão 100% certos o tempo todo ), ainda assim o conhecimento científico é menos falho que certos "conhecimentos" que a gente aqui de baixo detém. Penso eu.
O conhecimento de nóis aqui de baixo vem, às vezes, na forma de aforismos e pensamentos, máximas e adágios. Enfim das belas "frases para se pensar", mencionados no primeiro parágrafo deste post, e que a gente tanto recebe por emails enviados por desconhecidos. Assim, frases como "Ajoelhou tem que rezar" ou "Deus ajuda a quem cedo madruga" se tornam preceitos a serem seguidos e respeitados, como se fossem infalíveis regras de como devemos conduzir nossa vida. E não se deve questioná-los, assim como não se duvida que a Terra seja redonda.
Claro que, em certos casos e episódios, parece que tais pílulas de saber funcionam como um luva, quando estamos procurando a "moral da históra" dum evento.
Assim, "quem tudo quer nada tem" pode muito bem ser o desfecho da estória de um ladrão que, vergonhosamente, não consegue carregar todo o produto de um roubo ( olha outra sabedoria popular aqui ) porque quis ser mais "zóião" do que devia. Mas não se pode levar isso ao pé da letra. E nem é prova dos poderes mágicos dos ditados. Oras, se ocorrer um único caso onde o punguista consegue levar tudo, a teoria popular cai por terra.
E este, um dos mais deprimentes de todos? "Se fosse bom não era de graça."
Porra, e a luz do Sol, custa quanto? E quanto à água ou a Natureza, não são bons? Mas sabe por que não são de graça? Simples. Rousseau já respondeu: a partir do momento em que alguém botou uma cerca num lugar e disse "isto aqui é meu"!
Bom, eu ficaria o resto da vida escrevendo aqui, complicando uma idéia simples que, espero, já consegui passar. Uma autoridade, diante duma situação por ela bem conhecida e pela qual é paga para combater, falhou no cumprimento de sua tarefa. Quando cobrada por isto, defendeu-se com um argumento pouco ortodoxo: "Pensei que se tratava de briga de marido e mulher".
Ora, por que não disse isso antes? Não tinha mesmo o que fazer, né? Diante destas milenares e irrecorríveis certezas da vida, pouco podemos fazer, a não ser obedecer o bom-senso.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cloaca News alevanta mais uma capivara gorda: SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA! Pena é de 3 meses no xilindró!

SERRA É DENUNCIADO COMO CONTRAVENTOR POR CONSELHOS DE ECONOMIA Candidato tucano à Presidência pode pegar até três meses de cadeia
Artigo do jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba, Sitônio Pinto, publicado no jornal A União, de João Pessoa, abrigado no site do governo paraibano, informa o seguinte:
“O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.
O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, - no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.
Por coincidência, logo após a denúncia do Corecon-PB, seu presidente, o economista Edivaldo Teixeira de Carvalho, teve sua residência invadida por três homens armados que lhe roubaram um automóvel e outros objetos de valor. A violência não parou aí. Telefonemas ameaçadores foram transmitidos à casa de Edivaldo, com a recomendação de que ele ficasse quieto. Sua casa foi rondada por automóveis em atitude suspeita.
É de estranhar também a omissão do Confea, entidade que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), que até agora não se manifestou sobre o uso do título de engenheiro pelo candidato José Serra. Nenhum dos Creas também se pronunciou sobre o assunto”.
O Decreto-Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941, em vigor, trata das Contravenções Penais. Seu artigo 47, no Capítulo VI, trata do exercício ilegal de profissão ou atividade:
“Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa”.
( Publicado no glorioso CLOACA NEWS, passos firmes rumo a mais um Pullitzer! )
O mencionado texto de autoria de SITÔNIO PINTO, publicado no site A UNIÃO se encontra aqui. Ah, mudei de idéia e resolvi transcrevê-lo aqui mesmo no blog:

Seu Serra
25 de março de 2010
O Conselho Federal de Economia nunca se manifestou sobre o pedido de interpelação judicial e o conseqüente enquadramento do candidato José Serra no Art. 47 do Dec. Lei. 3.688/41, feito pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba e endossado pelos Conselhos Regionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Maranhão, Rondônia e Tocantins, e por dois membros do Conselho Federal de Economia. O pedido teve por motivo o uso indevido da qualificação de economista pelo candidato Serra, que não tem bacharelado em economia nem é registrado em qualquer Conselho Regional de nenhum estado brasileiro. O procedimento do candidato caracteriza falsidade ideológica e charlatanismo, em prejuízo dos que exercem legalmente a profissão.
O Corecon-PB fez a sua parte, denunciando a irregularidade e pedindo providências à entidade competente, - no caso o Conselho Federal de Economia, parte legítima para uma iniciativa jurídica, pois congrega todos os Corecons do Brasil, onde, hipoteticamente, Serra deveria estar inscrito como economista.
Por coincidência, logo após a denúncia do Corecon-PB, seu presidente, economista Edivaldo Teixeira de Carvalho, teve sua residência invadida por três homens armados que lhe roubaram um automóvel e outros objetos de valor. A violência não parou aí. Telefonemas ameaçadores foram transmitidos à casa de Edivaldo, com a recomendação de que ele ficasse quieto. Sua casa foi rondada por automóveis em atitude suspeita.
É de estranhar também a omissão do Confea, entidade que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (Crea), que até agora não se manifestou sobre o uso do título de engenheiro pelo candidato José Serra. Nenhum dos Creas também se pronunciou sobre o assunto. Enquanto o silêncio das entidades permanece, Serra continua apresentando-se à população brasileira como engenheiro, no seu marketing político, da forma que se pode ver no último exemplar da revista Istoé, nº 1721, de 4/9/2002, página 53, na matéria O homem segunda-feira, linhas 10 e 11, onde a reportagem diz que Serra é engenheiro e economista.
É inexplicável silêncio dos Creas e da Confea. Deveriam e poderiam mirar-se na atitude zelosa do Corecon-PB, e, na defesa das profissões que representam, protestar contra o emprego enganoso e politiqueiro da falsa titularidade arrotada pelo candidato Serra, que não tem título de bacharelado em nenhuma ciência, mesmo as ocultas.

*Sitônio Pinto É Jornalista, escritor, publicitário, Membro do IHGP, da academia paraibana de letras e da academia de letras e artes do nordeste
sitoniopinto@gmail.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Folha de São Paulo diz que Alstom pagou propinas "no Brasil", para esconder o fato de que foram membros do GOVERNO DE SÃO PAULO os agraciados!

Ninguém pode acusar os jornais de não darem as notícias, quando estas não são do interesse de certos grupos e partidos políticos tucanos. A que vem a seguir, por exemplo, prova isso. A notícia tá lá. Alstom, banqueiro, propinas.
Agora, que há um jeito todo especial de redigir os textos, isso nem sempre parece evidente, mas com um pouco de paciência ( eu mesmo, tenho pouca ) a gente capta o estilo, e tudo fica mais fácil. Ou podemos fazer assim: não acreditar nas coisas que as Folhas, Vejas e Estados ( este, nem tanto ) escrevem. Partindo daí, tudo fica moleza e economizamos tempo precioso.
Vejam só o textículo escondido na edição de sábado oito de maio da Folha. Uma pequena matéria, mas com tanto significado:
Suíça denuncia banqueiro por ligação com propina no Brasil
O Ministério Público da Suíça denunciou por lavagem de dinheiro, pagamento de propina, falsificação e prática ilícita de negócios um banqueiro suíço ligado ao escândalo da Alstom.
A empresa francesa é suspeita de corrupção em licitações brasileiras, como a do metrô de São Paulo e a da Eletropaulo, entre outras.
As acusações contra Oskar Holenweger coroam sete anos de idas e vindas do caso e foram formalizadas no Tribunal de Bellinzona na última quarta-feira.
Segundo a denúncia, a Alstom usou Holenweger para emitir faturas falsas em contratos simulados de consultoria, que encobriam o pagamento de propina em concorrências públicas e licitações no Brasil e em outros países.
O Ministério da Justiça brasileiro encaminhou recentemente à Justiça da Suíça e à da França um pedido para quebra de sigilo de 19 pessoas e empresas suspeitas de receber propina da Alstom em licitações do governo paulista nos anos 90.
A Justiça suíça denunciou o banqueiro Oskar, envolvido com a Alstom, empresa acusada de pagar propinas ao redor do mundo, para vencer licitações. A empresa deixou sua marca "no Brasil", diz o jornal. Sim, claro. Foi no Brasil. Mais claro que isso, só se o jornal fosse um pouquito mais preciso, dizendo que foi em São Paulo, no estado governado pelo PSDB há mais de 15 anos, que a Alstom derramou um vagãozinho de dinheiro nos bolsos de figurões para vencer licitações. Mais preciso que isso, somente se o jornal lembrasse que esse dinheiro do vagãozinho teria ido para bolsos de membros do "partido no poder" em SP ( ver mais detalhes aqui ). O título dado ao texto é um primor de isenção e distanciamento, frieza diante dos fatos. Em nenhum momento vê-se algum viés político, apesar deste existir. Até que resolvamos ler tudo, podemos elucubrar um bocado de coisas já que, com a crise, bancos e banqueiros estão sob constante suspeição. Assim, um "banqueiro" acusado de "pagar propina" não é algo tão especial assim.
Enfim, diante dum fato novo e aparentemente grave ( pois o banqueiro não está sendo "supostamente" acusado por "suposto" dolo ) no caso Alstom, o jornal resolveu contar tudo, só que do seu modo especial, pegando o todo ( o Brasil, outros países ) em vez da parte ( o estado de São Paulo, governado pelo PSDB desde 1994 ). Uma das afirmações de Aloysio Biondi, a de que a informação importante só aparecia no final da notícia ( não sei se ele brincava quando dizia isso ) se mostra comprovada neste caso: no último parágrafo, mostra-se que o MP solicitou à Suiça e França a quebra de sigilo de pessoas e empresas suspeitas de atuação em esquemas que envolveriam licitações em São Paulo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"A Indústria da Multa não existe", e mesmo com as evidências esfregadas na fuça, imbecil continua falando que "CET é boa para multar" ( sic )

Essa daqui saiu na Folha de domingo, 02: "EM RUA DA CET, MOTORISTA ESTACIONA ATÉ SOBRE CALÇADA" ( leia aqui ).
O caso é que a equipe do jornal diz ter flagrado carros estacionando em calçadas da Rua Bela Cintra, bem próximo de uma central da Companhia de Tráfego. Bom, é óbvio concluir que se é assim num bairro de elite, onde estão os carros, como não será em locais mais distantes e remediados?
A Prefeitura passou a empregar as teorias econômicas no trânsito paulistano: existe ( mínima )regulação, em que é empregada a máxima fiscalização impessoal, por meio de equipamentos eletrônicos e menos seres humanos na função. Neste quadro, os motoristas são convidados a tomar suas decisões, responsabilizando-se por seus atos, sem a interferência do Estado ( no caso, a Prefeitura, por meio da CET ). É ou não é um princípio de economia ( liberal, se não me engano ) ?
Como não existem câmeras monitorando calçadas, claro que você tem que chamar um fiscal de carne-e-osso. Outro dia, acho que sexta-feira, eu consegui 3 autuações e 6 remoções. É pouco.
Bom, ainda sobre a matéria da Folha, temos esta pérola, proferida pela presidente ( não direi o nome, pois não dou divulgação para idiotas ) da Sociedade de Amigos e Moradores de Cerqueira César: "A CET é ótima para multar ( sic ) com câmeras, os marronzinhos agora descansam tranquilos e ficam só contabilizando as entradas ( sic, sic ). Se, na porta de casa, ela não olha o problema, imagina no resto da cidade."
Bem, dona besta, "us amarelinhus", se não multam ( e você tá reclamando? ) por causa de terem sido substituídos por máquinas, reclame com a Prefeitura, que isso é política vinda de cima, determinação dos que ocupam o poder municipal. Porque a tucanalha troca gente por máquinas por que estas não fazem greves. Se pudessem fariam a mesma coisa com os professores.
Que mais? É uma denúncia, dizer que "us amarelinhus" descansam tranquilos? De onde você tirou isso? Cadê as provas? O que você quer dizer, afinal, além de reclamação sem fundamentos?
Além disso ( é o legal da coisa ), mesmo estando cada dia mais ausentes das ruas, "us amarelinhos" ainda são xingados e acusador por gente ( sic ) do naipe desta senhora, o que prova que as agressões a estes fiscais se tornaram algo automático por parte de nossa população, retirando a legitimidade das chorumelas.
O que explica muito, já que a preguiça de se aprofundar no assunto é crônico nas gentes desta cidade: jogar a culpa ( se é que há alguma ) no mensageiro. Pois convém ser ignorante.
Mais uma: se a CET (a.k.a "Indústria da Multa" ) somente se especializara em multar, multar e multar ( agora com câmeras no lugar de fiscais ), poderia a madame explicar por quê é que ela ( CET ) não está fazendo isso em relação a este caso mostrado pelo jornal? Ou será que, na verdade, as histórias sobre a onipotência e a onipresença da "Indústria da Multa" foram exageradas, tendo sido ao longo dos anos ampliada pela corja de maus motoristas que são, na verdade, os verdadeiros e numerosos eleitores paulistanos?
Moral da história: afinal de contas, a Indústria da Multa não existe. Ponto.

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