segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem nunca quis ser um "pulíticu ladrão", que atire a primeira multa de trânsito

PRÓLOGO
Eleições em 2010. Aquilo de sempre. Aí você escuta aquilo de sempre: "Eu num voto em ninguém, que é tudu ladrão, tudu desonesto."
Não há o que discordar, suponho. Generalizando dessa forma, não tenho como me opor e desisto. Eu não sei discordar, isso é um fato que devo reconhecer.
Cada vez que me disponho a opinar sobre algo, cujo âmbito extrapola meus conhecimentos, acabo estressado e frustrado. Sempre que eu desejo falar sobre coisas sérias, de modo sério, acabo me perdendo: eu sei ( ou acho que sei ) que certos assuntos devem ser abordados a partir de seu princípio ( por exemplo: eleições em 2010/a formação do Estado moderno, etc ) e que um simples post, ainda mais quando preparado por um amador, será muito, muito incompleto.
Meu raciocínio é caótico, eu sempre acho incompletudes, me perco em detalhes e meu conhecimento das coisas é limitado e por aí vai. E quando, finalmente, eu consigo pegar no tranco, vem uma interrupção. Uma, não. Duas. E quando, depois de tudo, o produto está terminado vem a questão: pra quê, mesmo?
A meu ver, nas eleições tomamos ( falo por mim ) supostas decisões sobre coisas que desconhecemos, e/ou que não temos real controle, ignoramos causas e conseqüências e possíveis opções; nem sequer entendemos a infinidade de elementos correlatos, não da eleição em si, mas da situação complexa que é a administração das sociedades humanas. É muita coisa!
Há tantas questões implicadas que, se fôssemos realmente tomar uma decisão com base em ponderações sérias, teríamos um burn-out.
Bom, antes de tudo, e para já excluir um monte de distrações: para a extrema -esquerda, as eleições servem para a manutenção do "Estado burguês" que, por sua vez, serve à manutenção da "propriedade privada dos meios de produção".
Logo, se você ouvi-los denunciando a "corrupção política", eles não estão dando uma de "zé-mané cabotino de classe-média" reclamando "dus pulíticus ladrão" numa fila de supermercado. Todos os que participam do processo eleitoral e conciliatório entre as classes em luta ( eu, você, os partidos políticos - incluindo o PCB, PSOL e PSTU, os tribunais, as instituições, a Constituição, o Exército, a boca de urna ) serão os corruptos, roubemos ou não, desviemos verbas ou não. Logo, a questão não estaria, como muitos pensam, em reconhecer quem é o mais honesto.
Conclusão: somos quase todos corruptos e trabalhamos para o sistema permanecer do jeito que está mas achamos que queremos que as coisas melhorem. Não discuto isto.
Pronto. Admitimos nosso pecado original. Estabelecido que não ansiamos tanto por mudanças reais, e evidenciada nossa covardia e acomodação, podemos tocar o barco.
Superada - resumidamente - a etapa que definiu que "dentro da eleição, não há salvação", podemos prosseguir.
1 - A INDUSTRIA DA MULTA NÃO EXISTE
Isso já ficou provado, em que pese haver relatos sobre amarelinhos tirânicos e equipamentos eletrônicos que ficam multando as pessoas até quando elas estão dentros das próprias garagens.
É mais fácil você tomar um raio na cabeça que uma multa de trânsito em São Paulo (
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2010/03/industria-da-multa-nao-existe-mas.html ).
Há motoristas muito, muito, exageradamente desonestos, existem aqueles que fazem do carro uma tentativa de firmar sua masculinidade, ou os que empregam o automóvel de modo bélico, e não dá para imaginá-los bons cidadãos. Exagero meu? Duvido, e quem quiser me provar o contrário terá uma "pedra de Sísifo" para cuidar.
2 - EU ME MATO, MUDO A LEI SOZINHO E VOCÊ USUFRUI
Quando eu trabalhava em banca de jornal, lá pelos idos das administrações Maluf e Pitta, surgiu aquela famosa Máfia dos Fiscais. À época, foi revelado que fiscais de regionais ganhavam propina de comerciantes para não autuá-los. Já falei aqui dezenas de vezes e torno a repetir: as famosas geladeiras de sorvetes e refrigerantes, que as bancas instaladas nas ruas costumam ter são PROIBIDAS. Como, em lei que regulamenta esta atividade, tais equipamentos não estão previstos ( ou seja: não estão explicitamente banidos ), a fiscalização entendia conforme a conveniência. Muitos donos de bancas pagavam aos fiscais e exploravam a venda destes produtos. Quando os jornaleiros engrossaram o coro de denunciantes da prática extorsiva, a fiscalização achou por bem fazer a lei valer e as Regionais passaram a recolher as geladeiras e freezeres das bancas. Ah, também havia uma proliferação de bancas clandestinas.
Neste contexto, o proprietário do comércio em que trabalhei, um sujeito muito articulado e de reconhecida capacidade pessoal agitava junto ao sindicato dos proprietários de bancas para tentar mudar a lei. Ele não era exatamente um filiado, ou um assessor do presidente, mas eu lembro que se empenhou bastante ( a verdade é que eu não me ligava nestas coisas ). Quando batia um desânimo e o objetivo parecia inalcanável ( como de fato foi, e a manutenção da lei quase da maneira que se encontrava àquela época mostra isso ), ele lamentava a falta de apoio, de união da categoria.
Eu dizia a ele, para animá-lo ( hahaha ), que devia desistir e tocar seu barco, pois estava trabalhando de graça pros outros. Explico: ele se matava, claro que por um interesse próprio, mas o resultado de seu desgastante trabalho, se o objetivo fosse atingido, favoreceria todo mundo, mesmo ( principalmente ) os que nada fizeram. Entendem? Ideal seria pedir, se fosse possivel, sei lá, uma liminar que lhe ( a ele, e somente a ele ) permitisse manter vendendo os produtos proibidos.
Acabou por sair do ramo. Passaram-se anos, a proibição se mantém, mas a fiscalização afrouxou.
2 - SUJEIRA PARA TODO O LADO
Outro dia eu falei de um ( dois, na verdade ) bueiros na rua onde moro. Tá de lixo e lodo até a boca, sem exageiro, e a água nem entra mais. O mato cobriu-os, alguém arrancou de uma das bocas, mas já cresceu novamente. Fiz piada, dizendo que ia esconder ovos no meio no dia da Páscoa. Este quadro já faz uns 5 ou 6 meses, passando até por aquele período das chuvas que tantas catástrofes causou. Que eu saiba, ninguém desta rua de classe-média chamou a Prefeitura para resolver. Aí você me pergunta: "E você, também não?"
Claro que não. Minhas queixas são outras: estes mesmos vizinhos mantém suas calçadas totalmente ilegais, cheias de aclives, declives e acidentes. Tudo o que eles não gostariam é que EU chamasse a Prefeitura.
Eu gosto dos bueiros assim. Possuem um simbolismo. Ninguém daqui perdeu os feriadões prolongados por causa dos bueiros.
3 - E O SÍNDICO O QUE É?
Conheço um sujeito, dono de um pequeno comércio. Tornou-se síndico do prédio onde mora.
Assim como a sabedoria popular acusa que "us pulíticu é tudu ladrão", fama semelhante possui a figura do síndico. E eu gosto muito de lembrar este sujeito disso, quando ele vem com seu discurso "anti-pulíticu".
Mas tem um porém: ele é um síndico honesto. Sua administração, por exemplo, baixou o valor do condomínio apesar de obras terem sido feitas.
Isso não impediu que opositores tentassem atingí-lo. Difamaram-no. Tem treta na Justiça rolando. Botaram uma macumba na porta de seu apartamento.
Sua mãe de 80 e poucos anos sofreu um derrame e ele passou os últimos 2 anos cuidando dela, que morreu recentemente. Seu micro-comércio afundou ( mas não quebrou ), os funcionários não recebem o salário ( ou recebem "picado" ), perdeu o crédito no banco, ficou com o nome sujo, atrasou pagamentos a fornecedores, credores telefonam. Botou o carro à venda.
Bastaria a ele fazer um desfalque aqui e acolá e resolveria as coisas. Mas não o fez, quando as coisas atingiram chão do buraco. Conseguiu escapar dos papéis pré-determinados.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A "Indústria da Multa não existe": Google Street View é um grande aliado no combate aos meliantes que infestam as ruas de São Paulo

Eis que, entediado, fazia uma via-sacra pelo Google Street View e, subitamente, percebi o enorme potencial no uso dessa ferramenta para fins coercitivos.
Uma das fotos [ veja aqui:
http://static.panoramio.com/photos/original/4407748.jpg ] que alguém inscreveu e que figura na galeria de "points" paulistanos no Google Street é, justamente, uma calçada onde os auto-intitulados "cidadãos de bem, pagadores de impostos" costumam gozar a total ausência das forças instrutivas do Estado ( que deve até mesmo desconhecer a existência destas bandas ). Assim, os criminosos empedernidos usufruem deste exíguo espaço destinado aos pedestres, deixando seus automóveis estacionados ali, sem temor algum.
Rezando pela cartilha do "jeitinho paulistano", tais motoristas revelam seu total desprezo pelo próximo ( no caso, o "próximo" seria um pedestre; ou alguém vê a si mesmo, com essas atitudes, como uma espécie de "libertário Anti-Leviatã a combater as grandes garras da CET e de seus acólitos, os amarelinhos quando, na verdade, está apenas a se apropriar do passeio público e prejudicando as pessoas comuns? ), dando um jeito de facilitar a circulação dos "irmãos de veículos" pelas ruas ( se estou estacionado sobre a calçada, sobra espaço no meio da rua, que é onde os carros ficam circulando ). Forçoso lembrar que os motoristas são aliados, geralmente, pois estão sempre contra os pedestres, ciclistas, cadeirantes. Mas, quando um carro "usurpa" os "direitos" de outro carro, aí temos a chamada "briga de trânsito", o "racha", etc. Mas essa rivalidade dura pouco. O certo é que os carros estão de um lado ( havendo breves períodos em que mal-entendidos ocorrem ), e os pedestres de outro. Essa é a regra.
Então, CET, já dei o serviço: cliquem no link, vejam quais são as coordenadas, e venham nos fazer uma visita. Mas não uma visita de cortesia: venha para trabalhar que aqui trabalho é o que não falta.

Um espectro ronda as ruas de Sampa: o espectro da "Indústria da Multa"! Viva a "Indústria da Multa"!


A Indústria da Multa não existe, isso é fato. Quer dizer, não da maneira como a "sabedoria popular", açulada por certos "defensores das liberdades e contra a intromissão do Estado nos assuntos particulares" e blablabla. É como se aquele austríaco, o Von Mises, fosse o ideólogo dos nossos motoristas.
Vitória
Este que vos tecla conquistou simbólica vitória na peleja contra os lixos: graças ao chamado e solicitação deste humilde serviçal ( sempre em sintonia com os mais puros e humanos anseios de nossa sociedade paulistana ) uma patrulha da CET desceu o lápis em três meliantes que haviam esquecido seu automóveis sobre a calçada de uma rua de Vila Prudente, na tarde de ontem ( não digo o nome da rua, por razões óbvias de segurança ); além disso, magnanimamente, a CET efetuou a tradicional "remoção", que consiste em ( de acordo com a profunda crença na natureza boa - porém frágil e corrompível - dos homens ) dar mais uma chance ao salafrário contumaz. Foram removidos 5 automóveis. Fazendo as contas, chegaremos ( nós, que não estudamos nas escolas estaduais do Serra ) facilmente a 8 ( oito ) automóveis ocupando criminosamente o já exígiuo ( porém satisfatório, segundo a Prefeitura paulistana ) espaço de confinamento dos pedestres. OITO carros, mas eu contara mais de 10 quando passei por ali. Ahaha, os que ficaram se fuderam! Aliás, o fato de saberem que não seriam apanhados no ato de meliância prova que as histórias sobre a voracidade da "Indústria da Multa" tem sido muito ( muito mesmo ) exageradas.
Enfim, foi uma vitória, e estes asquerosos estão de sobreaviso: o espectro só ronda, mas só age quando alguém lhe solicita.
LEIA MAIS:
Tá putinho da vida? Foi multado? Leu esse post e desejou me atropelar se pudesse? Foda-se! Vou te dar uma chance de ler algo mais digamos, articulado, filosófico, sobre a influência do carro em nossas ( modo de falar: "suas" ) vidas. Deixe um pouco a breja, o futebol e o funk/rap/pagode de lado, e instrua-se:
http://www.coolmeia.org/livros/apocalipse-motorizado-a-tirania-do-automovel-em-um-planeta-poluido.pdf

Globo/Serra: A campanha está nas ruas e na telinha. Ainda dá prá rir um pouco?


Antes de mais nada, quero dizer que já tem gente, dotada do maior sendo de humor do mundo, que agora me surpreende. Um email que recebi me deixou uma má impressão e com péssima expectativa em relação ao futuro. Pois quando alguém, reconhecidamente engraçado, começa a perder esta qualidade e azedar, é porquê o negócio deve ser sério.

Diz o seguinte:

"Salve Humberto,
( ... ) hoje eu estou revoltadíssimo com o jingle da globo em apoio ao Serra. Isso é só um prenúncio do que vai acontecer nos próximos 6 meses. Eles vão atacar com todas as forças de todas as formas, inclusive você pode esperar propagandas "comerciais" de empresas e produtos defendendo o Serra, como houve em 1989 à favor do Collor. Pesquisas fraudadas, ofensiva midíatica, publicidade disfarçada, etc, tudo isso no rolo compressor para retomarem o poder. O perigo é que por fim, com algum juiz favorável no TSE, caso não consigam vencer pelo voto tentem impugnar a eleição. O pior para quem tá de fora é passividade dos líderes petistas contra tudo isso, eles não reagem porque uns acham (como o próprio Lula já disse) que boa ou má eles dependem da mídia para se projetarem para a população, enquanto outros na verdade se comportam como filhos mal amados e morrem de vontade de serem queridos pelos barões midíaticos. E o único que tinha peito e topete para enfrentar tudo isso, o Ciro, foi fritado pelo PT
[ OBS: No que eu concordo plenamente. Parece coisa do Zé Dirceu, né? ] . Enfim, é melhor mesmo a gente levar tudo na gozação porque os ´nossos líderes´ estão contentes e conformados com o papel que a mídia lhes atribuem."

Me servindo de um velhiíssimo clichê, "o jogo nem começou", mas parece que vai ser sujo mesmo. Já se coloca ( a tucanalha ) em "dúvida" a idoneidade de instituto de pesquisa, parece uma forma de intimidação. Se o Sensus der prá trás, os outros "institutos" poderão publicar o que quiserem. Nem vai precisar de eleição. O ProConsult 4.5 vem a todo vapor e, como da outra vez, a Globo tem tudo a ver. Saudades do Brizola.
Dizia o filósofo BOZO que o negócio "é sempre rir".
Vou tentar: rolou por aí a notícia que o destacado perito tucano não achou erro no Sensus.
E eu pergunto: mas desde quando "perito tucano" é prova de confiabilidade e qualidade? Não foram estes "peritos tucanos" que quebraram o Brasil por três vezes?


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Será que ninguém nunca percebeu isso? Metrô ( uma espécie de loteria/chantagem que o governo emprega ) elitiza o entorno das estações. Biduzões!

Em São Paulo, estações de metrô elitizam entorno
Áreas próximas das linhas do metrô de São Paulo estão passando por um processo de elitização. Pesquisa mostra que esse tipo de transporte, apontado como um dos mais eficientes, provoca valorização no entorno das estações. Com o tempo - e o aumento do custo de vida na região -, antigos moradores vão embora porque não conseguem manter o nível de vida e abrem caminho para a chegada de famílias menores, mas com mais poder aquisitivo. Um mesmo espaço passa, assim, a abrigar menos pessoas. Com os novos habitantes, vem a demanda por melhores serviços.
Essa dinâmica populacional é uma das conclusões da pesquisa Distribuição da População na Região Metropolitana de São Paulo, do engenheiro Carlos Eduardo de Paiva Cardoso. Publicado na Revista Engenharia em 2009, o estudo comparou os dados demográficos de 1997 e de 2007 da Pesquisa Origem Destino do Metrô. "O fato de o Metrô de São Paulo ser composto de poucas linhas, uma mercadoria rara, permitiu ao mercado aferir altos lucros por meio de lançamentos imobiliários", diz a pesquisa.
Cardoso, que é mestre em Transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, trabalha como analista de sistema e planejamento de tráfego e transporte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Valorização
Sempre que ocorre a implementação de uma nova infraestrutura pública, como é o caso da Linha 4-Amarela do Metrô, ela se torna um fator adicional de atratividade, o que faz o preço dos imóveis se elevar naturalmente. Essa é a opinião do diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos, Marcos Kassab. "O que não pode é deixar de instalar essa infraestrutura." Ele associa esse aumento excepcional do preço dos imóveis a um aquecimento geral do mercado imobiliário no último ano.
Segundo ele, a população do centro expandido está estabilizada como um todo e isso não tem necessariamente a ver com o Metrô. Outros fatores poderiam explicar a queda da densidade populacional nessas regiões, como a mudança do perfil das famílias, que passaram a ter menos filhos.
Para ele, a dinâmica populacional abordada no estudo Distribuição da População na Região Metropolitana de São Paulo é muito complexa e não pode ser analisada diante de uma única variável: a instalação do metrô numa determinada área. "A linha é indutora de crescimento, qualidade de vida e aumento de serviços, mas isso se mistura com outras variáveis que podem contribuir para esse processo populacional." (AE)
Descobriu a América, Agência Estado? Eu "descobri" antes:
Jaz São Paulo: Metrô poderá não chegar ao Sapopemba, "para evitar a especulação imobiliária" ( sic!! ) ENCALHE, 23.12.2007
Vila Zelina: eu sou CONTRA a instalação de um posto policial ENCALHE, 04.10.2007

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mundo Tôsco: O Dose Certa e o trator esquecido dentro do Estádio do Canindé

Vamos ver como e se vou conjugar estes dois elementos, sem nenhuma relação aparente entre si, de forma decente.
Como diz o excerto ( reproduzido abaixo ) de um texto, reza a lenda - e não passa de lenda, ou gozação mesmo - que há um TRATOR enterrado sob o campo de futebol da gloriosa Portuguesa de Desportos. Os caras teriam contruído todo o estádio para, depois, darem-se conta de que um trator ficara DENTRO do campo e não teriam como tirá-lo de lá. A solução, continua a lenda, foi enterrá-lo sob o gramado. A lenda não fala nada sobre se foi pensado desmontá-lo e retirá-lo por peças. Que eu saiba, tratores não são monoblocos "unicelulares" mas, enfim... Vejam:
É VERDADE QUE HÁ UM TRATOR ENTERRADO NO GRAMADO DO ESTÁDIO DA PORTUGUESA, NO CANINDÉ?
MENTIRA. É pura maldade de torcedor - dos times rivais, claro. Reza a lenda que, em 1972, quando os dirigentes da Portuguesa de Desportos terminaram de reconstruir o estádio (de 1956) e erguer arquibancadas de concreto, esqueceram um trator no meio do gramado. Como ficou impossível removê-lo pelas saídas destinadas ao público, decidiram enterrá-lo ali mesmo. Ora, pois!
( Ver em: "
SÃO PAULO, MINHA CIDADE" )
Digamos que você tenha uma receita para apanhar um medicamento na farmácia de um grande complexo hospitalar e de pesquisas paulista.
Digamos que você se dirija até lá e acabe se deparando com a falta deste tal medicamento. Os funcionários recomendam que você se dirija ao atendimento médico e pegue, com um profissional autorizado, uma nova receita ( pois a que você possui serve apenas para aquela farmácia daquele hospital ) que deverá ser, ainda segundo as instruções dadas pelos funcionários, apresentada numa das unidades do DOSE CERTA, a localizada no túnel da estação Clínicas.
Feito todo este périplo, você chega no balcão do DOSE CERTA, mas o balconista lhe diz que, ali também, o remédio está em falta. Você inquire se em outras unidades deste serviço o medicamento poderia estar disponível. "Sim", é a resposta, "Nas outras estações, Vila Mariana, República, Ana Rosa etc."
Bom, você iria ao Ana Rosa de qualquer jeito, já que ali está o ônibus que pega para voltar prá casa. Então, une o útil ao agradável.
Há três entradas/acessos nesta estação. Você entra por uma delas, circula pelas dependências, anda prá lá e prá cá, chega num outro acesso, sai à rua novamente, mas não encontra nada de DOSE CERTA. Mas sabe que está nalgum lugar, pois esta consta no rol das unidades de atendimento ao público.
De repente, surge uma lampadinha sobre sua cabeça. E você se dirige à região das catracas. E constata uma bizarrice: a farmácia do DOSE CERTA localizada à Estação Ana Rosa do Metrô está instalada além das catracas, ou seja, NO ACESSO ÀS PLATAFORMAS.
Serei mais claro: para ser atendido na unidade em questão, VOCÊ TEM QUE PAGAR POR UMA VIAGEM DE METRÔ! Entenderam?
A menos que os fiscais de catracas tenham sido instruídos a liberar o acesso aos clientes do DOSE CERTA, você terá que pagar pelo acesso. E, descubro, outras unidades também são assim ( veja quais ).
Mas não é só isso...
A unidade Clínicas não tinha disponibilidade do teu medicamento. E se você pagasse para ser atendido na unidade ANA ROSA, mas ali também não tivesse o que procura?
Como todos sabemos, os atuais administradores deste Estado bandeirante adoram mostrar que são Ph.Ds, os mais instruídos, gênios da raça, diplomados, capacitados, vacinados, competentes, gerenciadores com foco em planejamento de administração pública e o car#$%&alho a quatro. Portanto, por esse princípio, não houve burrada ou cagada. Creio que isso é algo totalmente planejado e colocado em prática, ao contrario do trator do Canindé. Porquê isso, eu não sei. Talvez seja para aumentar a receita da Cia. do Metropolitano, vai saber.
Bom, justiça seja feita, fora das catracas, nesta mesma estação, há um balcão duma tal "Farmácia Popular", só que os remédios ali devem ser comprados.
E, se percebi direito, essas duas farmácias fazem fundo uma pra outra. Vai entender.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prefeitura de Kassab diz que as calçadas de SP são ruins "por falta de denúncias" mas, se você reclamar, dirão que as calçadas são "satisfatórias"!!

Eu aqui sou mesmo um grandessíssimo idiota! Mas parece que preciso dessa confirmação o tempo todo!
Em 06 de Abril, o Jornal da Tarde publicou a matéria que, além de provar que quem vive e vota aqui são os carros, também mostrou que o poder municipal obriga a sermos "delatores" porém sem garantia de resultados concretos. Também expôs mais ainda o crônico cabotinismo de nossos concidadãos de que tanto falo.
Reproduzo a matéria em seguida:
Fiscalização de calçadas falha por falta de denúncia
Número de multas por irregularidades no passeio público cai ano a ano desde 2005; agentes lavraram 1.052 infrações em 2009
Bruno Ribeiro - O Estadao de S.Paulo
/ JORNAL DA TARDE
A aplicação de multas a donos de imóveis por irregularidades em calçadas vem caindo ano a ano, desde que a regulamentação paulistana entrou em vigor em 2005. No ano passado, o número de multas diminuiu 66,2% em relação ao primeiro ano de vigência do decreto: foram 1.052 infrações lavradas, frente a 3.116 registradas em 2005. Em relação a 2008 (em que houve 1.687), as infrações caíram 37,6%.
A legislação municipal atribui ao dono do imóvel em frente da calçada a responsabilidade por sua manutenção. Mas a Prefeitura admite que o trabalho de fiscalização só ocorre após denúncias de pedestres ou interessados. Sem essas reclamações, que chegam principalmente por meio do site da Prefeitura ou diretamente nas subprefeituras, a fiscalização não é feita.
O governo municipal atribui a diminuição das multas justamente à queda no número de denúncias. Em 2006, segundo ano de vigência da regra, o total de multas já foi 5,3% menor do que na estreia do decreto. A capital não tem uma política municipal de adequação das calçadas. As regras impedem, por exemplo, que a calçada seja construída de forma a tornar-se uma rampa para o carro, prática comum entre os paulistanos.
O decreto divide o passeio público em faixas, garantindo que o centro da calçada tenha a mesma inclinação da rua, e garante que obstáculos, como as rampas, fiquem nas laterais do passeio. A regra também seleciona os materiais para a construção da calçada, para impedir que elas sejam escorregadias.
O balanço de multas, fornecido pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, leva em conta outras infrações constantes na Lei Municipal 10.508, de maio de 1988. Mais abrangente, essa norma multa também os proprietários de imóveis onde não há calçadas (que são obrigatórias) ou de locais em que mais de um quinto do espaço destinado ao passeio público está danificado.
Degraus e buracos. Nos bairros do centro expandido, como Perdizes, Pompeia e Pacaembu (todos na zona oeste), o problema mais comum são as rampas. Em ruas íngremes como Vanderlei e Ministro Gastão Mesquita (ambas em Perdizes), os pedestres têm de vencer degraus de até 50 centímetros formados por essas rampas em atividades do dia a dia, como ir à padaria ou ao banco.
"Eu mesma dou a volta em casa para circular, vou pela rua, mesmo que seja para ir ao banco, aqui na esquina. Pela calçada, não tem jeito, meu joelhos doem", diz a aposentada Margarida Rodrigues, de 78 anos, ao se referir às rampas [ Comentário deste blog: Pobre idosa... Até quando? ]. Assim como os vizinhos, a casa de Margarida tem uma rampa instalada no lugar da calçada [ Comentário deste blog: Mas...?! olha que maldita! ] . Ela diz que a família chegou a procurar informações sobre como fazer mudanças no passeio, mas desistiu por conta da burocracia [ Comentário deste blog: Ã-hãã ... Tá bom, então! ].
Mais problemas têm os deficientes, sejam cadeirantes ou quem precisa de muletas ou bengalas para se locomover. Segundo Sileno da Silva Santos, da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), o decreto das calçadas não é "reconhecido" pela população. Ele afirma que, na periferia, o descaso com as calçadas é ainda mais grave. "Quem sofre com essa situação são as pessoas que usam cadeira de rodas e dependem de si para manter-se socialmente ativas e não ficarem em casa, escondidas", diz.

Pois bem. Em Janeiro de 2010, este que vos escreve resolveu tirar a bunda da cadeira e reclamar à Prefeitura paulistana o seguinte: uma via estreita, situada no bairro de Vila Prudente ( Zona Leste ) possui, em cerca de 70 a 80% de suas também estreitas calçadas aclives, declives, rampas, grades de portões que invadem a calçada ( tipo, um "calombo", pois o automóvel tem meio metro a mais que a garagem/vaga ) enfim, uma corrida de obstáculos ou um Camel Trophy.
Isso significa que o sujeito ( nós ) é obrigado a andar pelo meio da rua, que tem duas "mãos" de direção. Além disso, tais calçadas também tem servido como estacionamento de carros. Assim, além de você quase não ter a calçada para andar, às vezes é mesmo obrigado a andar no meio da rua pois há algum automóvel no meio do passeio. Em resumo, um caos.
Sem esquecer dos novos imóveis que as incorporadoras construíram, JÁ COM AS NOVAS CONFIGURAÇÕES DE CALÇADA, ou seja, irregulares e ilegais.
Para mim, é muito esquisito um imóvel sair da planta, tendo que ter passado por uma conversa na Subprefeitura para receber a licença da obra, e ser entregue já com a calçada fora-da-lei.
Em meu entendimento, ou não há fiscalização, ou o cara que construiu os imóveis ( alguns ainda estão à venda ) não tem medo de quaisquer conseqüências por parte do poder público.
E nem vou colocar em dúvida o caráter de uma pessoa que adquira um imóvel nestas condições, porque acho que isso já ficou implícito, não?
QUEIXAR-SE PARA QUÊ?
De repente, você tá tão de saco cheio desse clima de "cada um, cada um" que impera na vida em sociedade, que resolve cobrar da Prefeitura uma solução para o problema. O duro é você descobrir que não há um "problema", e que o problema só pode ser você.
Em janeiro deste 2010, eu mandei um email pedindo à Prefeitura que chamasse os moradores destas casas à razão, e parassem de achar que a calçada é extensão de seus egos.
Passou o tempo. Fevereiro...Março...
Mês de Abril. Certo dia, eu leio a matéria do JT reproduzida acima. E pensei: "É? Pois contatei a Prefeitura e deu em nada...".
Hoje resolvi dar uma bisoiada no site da Prefeitura, e ver a resposta que me deram. Devia não ter feito isso. Devia ter evitado essa decepção. Eis a resposta que deu a Subprefeitura de Vila Prudente:
"SETOR 10. Rua com declive, trânsito local e pouco movimento. Passeios em condições satisfatórias."
Isso explica tudo. Eu, ignorante, não sabia que existiam estas atenuantes ( então é por isso que os bares do bairro passaram a enfiar mesas e cadeira nas calçadas da avenida, mesmo tendo um posto da PM na pracinha? Então é por isso que pessoas estacionam carros DEBAIXO DA PLACA DE PROIBIDO ESTACIONAR, mesmo distante 3 metros deste mesmo posto policial? "Trânsito local" pode? ).
Se não tem gente andando a pé ( pouco movimento ) na tua calçada, você pode cavar uma mina nela, fazer o Diabo, que você tá garantido. Se for apenas trânsito local nesta via, não importa que 90% ( por baixo) das casas possuem automóveis. Também não importa que o bairro tenha sido tomado por furiosa especulação imobiliária ( a tal da "valorização " ) que aumentou o número de automóveis circulando por estas estreitas e antigas vias, nas duas mãos. As calçadas são tão satisfatórias ( eu diria até "confortáveis" ) que servem, até, para você deixar seu carro sobre elas. Mas querem saber por quê poucos reclamam? Simples: CUMPLICIDADE E RABO PRESO! Se a Prefeitura vier apurar alguma coisa aqui, quase todos os moradores terão que consertar as calçadas e pagar multas. Quase todos aqui têm automóvel em casa; alguns, mais de dois veículos. E tem o pedestre temporário, aquele que deseja comprar um carro e vai fazer a mesma coisa quando finalmente possuí-lo.
Enfim, pedestre não vota, mas automóvel vota, e tem e faz lobby. Agora pergunto: se é prá ter essa resposta, vale a pena reclamar?
E assim, a erva daninha vai tomando o jardim.

De como e quando FHC e sua galera queriam vender, oficialmente, com recibo e tudo, o nosso Florão da América ( E SEM IMPOSTOS! )



Olhaí a prova. Tucanalha passa o recibo.

A história da privataria Escrito por Jornal da CUT
14/04/2010


Documento de 1999 confirma submissão tucana ao FMI. Por pouco, quase venderam o Banco do Brasil e parte do BNDESO texto a seguir foi publicado originalmente na edição 24 do "Jornal da CUT", em circulação em nossos sindicatos.
Na década passada, "ajuste fiscal" era a terminologia utilizada pelo desgoverno FHC para designar a política de corte de despesas nas áreas sociais, arrocho salarial e privatização do patrimônio público nacional. O receituário era ditado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para fazer caixa aos especuladores, em ataque frontal ao Estado indutor do desenvolvimento. Por oito anos daquele trágico período, José Serra foi ministro, no Planejamento e, posteriormente, na Saúde, foi o "ministro da dengue". Privatização e desnacionalização eram então verbetes muito caros à grande imprensa, que os vendia como sinônimos de progresso e crescimento.
Assim, no dia 8 de março de 1999, memorando de Política Externa do Ministério da Fazenda (fac-símile na página) sobre o "ajuste fiscal" comemorava que o "programa governamental", "apoiado pelo FMI, Banco Mundial, BID, BIS e pela maioria dos países industrializados" - que obviamente lucravam com a medida - teria continuidade com a "redução do papel dos bancos públicos na economia".
Alienação - Em tom de quem presta conta a seus amos, o documento da Fazenda lembrava que "o Banco Meridional, uma instituição federal, foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro, o Banespa, agora sob administração federal, será privatizado". Ademais, o governo focava, entre outros, no "Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES", que estariam sujeitados a "possíveis alienações de participações", com "vendas de componentes estratégicos, transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha". "O governo já se decidiu sobre a privatização da administradora de ativos afiliada ao Banco do Brasil (BB/DVTM) e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)", explicava a nota, reiterando o compromisso de "acelerar e ampliar o escopo do programa de privatização, que já se configura como um dos mais ambiciosos do mundo".
Explicitando a falta de limites, o total descompromisso com o povo brasileiro e a soberania nacional, o documento anunciava ainda que, em 1999, o governo FHC pretendia "completar a privatização das companhias federais geradoras de energia" e, em 2000, iniciar "o processo de privatização das redes de transmissão de energia".
Na época, o então chanceler Celso Lafer destituiu Samuel Pinheiro Guimarães, do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty, pelo fato de o diplomata ter criticado a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Hoje ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel lembra que "a adoção de um acordo como a Alca - com tarifas a zero, impossibilidade de controle de fluxo de capitais, total abertura - teria levado, por exemplo, à privatização de todo sistema financeiro. Privatizariam o BNDES, Banco do Brasil, Petrobrás; instrumentos que foram de grande importância na crise financeira", sublinhou em recente entrevista. É a mais pura verdade.
As greves e mobilizações que sacodem a Grécia nestes dias contra o pacote de arrocho que visa saldar a dívida com o sistema financeiro transnacional - e "debelar a crise" -, dá uma boa demonstração do que nos reservava o futuro se seguíssemos em frente com aquele passado.


MEMÓRIA DA DECÊNCIA:

Supermensalão, mesmo, foi na era FHC

Os aliados do governo Lula, ameaçados de cassação, estão excitados diante da denúncia feita pela Secretaria da Receita Federal, dia 6, publicada no jornal Valor Econômico, informando sobre o desvio de bilhões de reais por meio de sonegação de impostos para viabilizar o processo de privatização na era FHC. 

Proporcionalmente, trata-se de escândalo financeiro muito maior do que o desatado pelas denúncias do deputado Roberto Jefferson, responsável por jogar na lata de lixo da República a falsa experiência ética petista construída durante 25 anos de história. Perto do rombo financeiro proporcionado por meio de planejamento tributário - supermensalão - legalmente construído durante a era FHC, o mensalão da era Lula se transforma em mensalinho

A REELEIÇÃO
A Receita Federal, agora, dando tratamento diferente ao assunto, considera que ocorreu uma fantástica transferência de renda aos grandes grupos econômicos, ao arrepio da lei, assunto que, nas próximas semanas, poderá ganhar ressonância no Congresso, como uma bóia de salvação para os desesperados aliados de Lula.

Enquanto o mensalão de Lula teria sido utilizado para garantir maioria no Congresso e pagamento de dívidas eleitorais, por meio do dinheiro do caixa dois, acumulado no processo eleitoral, o mensalão de FHC aos grandes empresários representaria o cacife que ajudaria na compra de votos para garantir aprovação da emenda à reeleição, assegurando dois mandatos ao ex-presidente tucano.

A maracutaia peessedebista permitiu que o capital (nacional e internacional) interessado em comprar empresas estatais, no processo de privatização desencadeado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, a partir de 1996, ficasse livre do pagamento de impostos nos contratos de compra e venda, descaracterizados como tal para permitir sonegação fiscal.

ISENÇÕES
A coisa, conforme imaginou o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel que, agora, é desmascarado pelo seu substituto, Jorge Rachid, funciona assim: vendedor e comprador se associam para criar uma terceira empresa na qual o comprador injeta capital, adquirindo ações, para elevar o patrimônio negociado entre ambas as partes.

Tal injeção de dinheiro do comprador na joint venture criada em associação com o vendedor gera ganho de capital que, pela legislação especialmente criada e ainda em vigor, fica isento do pagamento de Imposto de Renda (IR) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Feito o negócio, que permite a isenção fiscal, as partes se separam: o vendedor fica com o caixa, e o comprador com os ativos da empresa. 

TESOURO PAGA
A associação dura pouco. Pode ser um mês ou apenas um dia. Tem que ser o bastante apenas para gerar o lucro produzido pelo não-pagamento dos impostos, que entra na contabilidade do comprador como taxa de lucro líquida, enquanto o Tesouro Nacional leva o beiço.

Esse prejuízo aos cofres públicos não existiria se o negócio entre vendedor e comprador fosse feito mediante simples contrato de compra e venda, o que, de fato ocorreu, como constata, agora, a Receita. Nesse caso, seria obrigatório, de acordo com a lei, o recolhimento de 34% de IR na fonte.

Numa transação de, por exemplo, R$ 100 milhões, teriam que ser recolhidos R$ 34 milhões a título de IR. Esse montante deixa de entrar no Tesouro e se transforma em lucro para o comprador. Inicialmente, tal maracutaia, legalmente constituída e aprovada pela maioria tucana no Congresso, na era FHC, serviu ao processo de privatização. 

Posteriormente, todas as transações de compra e venda, ou de fusões de empresas, seja entre setor privado e estatal, seja entre as próprias empresas privadas, seguiram o mesmo receituário, como a arma tucana para desmontar a era Vargas. 

Calote no atacado
Enquanto o chamado "valerioduto" (criado para transferir dinheiro de caixa dois, de diversas fontes, para a campanha de Lula) movimentou em torno de R$ 300 milhões, somente a transação comercial realizada, em 2002 e 2003, entre Klabin e Aracruz, na venda da Riocell por R$ 1,6 bilhão, resultou em sonegação fiscal de R$ 320 milhões.

Em sua totalidade, o processo de privatização teria implicado em não-pagamento de impostos da ordem de R$ 10 bilhões, nos últimos sete anos, de acordo com fontes da Secretaria da Receita Federal (SRF).

A formação de associações que se multiplicou, para que negociantes, compradores e vendedores, sob as bênçãos tucanas, merecessem perdão de dívidas tributárias de bilhões e bilhões de reais, fazendo das privatizações o melhor negócio do mundo, nos anos de 1990, criaram o que os técnicos da SRF passaram a denominar de 'Operação Casa-Descasa'.

A lei determinou que o ágio ( injeção de capital ) pago nas aquisições pudesse ser deduzido do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A vantagem fiscal criou, segundo advogados das grandes empresas, a contrapartida necessária para que os compradores passassem a aceitar o risco contido na privatização.

Constituiu-se, na prática, negócio que representou, em muitos casos, pagamento de somente 20% do valor real das empresas negociadas, de modo que o risco implícito na compra desaparecia em forma de geração de lucro espontâneo, altamente compensatório.

Depois da realização de inúmeras operações de compra e venda camufladas de associações-relâmpago de empresas vendedoras e compradores na forma de joint ventures, como alternativa de fugir do pagamento de imposto que se transforma em lucro líquido embolsado pelos compradores e vendedores em acertos mútuos, os técnicos da Receita resolveram abrir o jogo.

DENÚNCIAS
Assim, vazaram informações escandalosas,, como, por exxemplo, a venda de parte do capital do grupo Pedro Muffatto & Cia Ltda., rede de supermercados do Paraná, para a multinacional portuguesa Sonae. Foi criada a Mulffatão Máster S/A, empresa com capital de R$ 5 mil e para a qual foram transferidos todos os ativos da Pedro Muffato & Cia Ltda., que passaram a totalizar R$ 5,7 milhões.

Do seu lado, a Sonae injetou no negócio, ou seja,na Mulffatão Master S/A, R$ 36 milhões, dos quais R$ 898, 2 mil a título de conta de capita, e o restante, R$ 35,8 milhões, se destinou à formação de reserva de capital. Concluido o negócio, ocorreu a cisão da joint venture, isto é, a Mulffatão deixou de existir.

Restabeleceu-se a situação anterior: a Pedro Muffato & Cia Ltda se transforma em Comercial Atacadista PML, que embolsa os R$ 36 milhões pagos pela Sonae, enquanto esta adquire os ativos da ex-Pedro Mulffato & Cia Ltda, que se incorpora ao patrimônio da multinacional portuguesa.

A associação empresarial temporária gerou ganhos de capital isentos de IR, o que se traduziu em prejuízos aos cofres públicos. O aspecto formal do negócio, em termos tributários, sobrepôsse à substância real do próprio negócio, para que houvesse a sonegação de impostos legalmente contabilizada.

Lessa sabia. Foi derrubado
Quem primeiro alertou o presidente Lula sobre as maracutaias tucanas nas privatizações, e que acabaram se tornando parâmetros para as transações comerciais de vendas e fusões de empresas realizadas na década dos 90, foi o ex-presidente do BNDES, economista Carlos Lessa, ejetado do cargo pelos neoliberais que comandam a política econômica sob Palocci-FMI.

Lessa sugeriu ao titular do Planalto o que a esquerda vem propondo em relação às dívidas interna e externa: uma ampla auditoria. Os beneficiados pelas privatizações e pelos vantajosos negócios que a elas se sucederam, reagiram violentamente até derrubar Lessa, sabedor das negociatas, porque a maioria delas foi financiada com dinheiro do BNDES.

A linha nacionalista imprimida ao BNDES por Carlos Lessa, segundo destaca uma fonte da Receita Federal, ameaçou expor todo o mecanismo de transmissão de vantagens financeiras mediante favorecimento fiscais urdidos pela própria Receita, sob o comando do ex-secretário Everardo Maciel. Lessa se transformaria, dessa forma, no perigo a ser removido, para evitar a emergência de fatos que poderiam pôr abaixo toda a armação tucana no processo privatista.

DEFESA
Agora, o PT, bombardeado pelo PSDB e PFL, que criaram as benesses que proporcionaram imensa transferência de renda aos grandes grupos econômicos, especialmente, aos bancos, que se transformaram nos principais sócios das empresas estatais, tenta reagir com atraso. 

Os bilhões de reais que favoreceram os grandes negócios falam por si. Se forem levados à CPI, ou se justificarem a formação de nova CPI para investigar as negociatas, o quadro político ficará ainda mais tenso. Os aliados governistas disporiam de argumentos para se defender.

Os tucanos, para desarmar o que denominaram de era Vargas, para enxugar o Estado, em nome do combate às dívidas, teriam sido mais destrutivos do patrimônio público, em nome de suposta eficiência econômica. Essa, na verdade, se traduziu em aumento da vulnerabilidade financeira do Estado, que se expressa na taxa de juro elevada como argumento para convencer os credores a continuar financiando o governo superendividado. 

César Fonseca, CORRUPÇÃO - Supermensalão, mesmo, foi na era FHC. Brasil de fato Edição Nº 133 - De 15 a 21 de setembro de 2005

E MAIS AINDA:

"Quando o Jango foi deposto, o Brasil devia US$ 3 bilhões. Ao final da ditadura, eram US$ 132 bilhões. Hoje são US$ 600 bilhões, mesmo depois de termos vendido boa parte do patrimônio nacional."
( OVÍDIO MELO, Ex-embaixador, em entrevista a Elio Gaspari, 2002 )

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Em "O Dono do Tempo", documentário transmitido pelo Discovery Science, somos informados sobre o funcionamento do HAARP

http://www.youtube.com/watch?v=1XXS4XMpWQQ

OU:

http://www.youtube.com/watch?v=1XXS4XMpWQQ&feature=player_embedded#

segunda-feira, 12 de abril de 2010

De quando e como Itamar Franco salvou a Editora Abril e foi posteriormente esfaqueado pelas costas pelo Civita

As linhas que seguem foram "surrupiadas" do livro FOLCLORE POLÍTICO ( parece que o mesmo texto foi publicado no finado jornal Diário Popular, em 20.09.2000 - informações do anuário Humanus ) , do jornalista Sebastião Nery. Deixo um link para a visualização da obra no GOOGLE BOOKS. Este texto aparece identificado pelo número 667, à pagina 220. O jornalista empregou trecho de entrevista dada por Itamar à revista IstoÉ, edição 1616, de setembro de 2000. Eis o trecho:
ISTOÉ – O sr. era bajulado pela imprensa quando estava na Presidência?
Itamar – Certa vez recebi no Planalto um homem de imprensa muito importante, mas muito importante mesmo. Esse homem entrou no meu gabinete chorando muito. Perguntei por que ele chorava. Ele respondeu: “Eu quero agradecer o que o sr. fez por mim e pela minha empresa. O que o sr. quer de mim?” Eu respondi que só queria uma coisa: mesmo depois que deixasse o governo, queria que seus veículos falassem a verdade a meu respeito. Cinco meses depois que deixei o Planalto, seu
[ dele, capo Civita ] principal veículo passou a me atacar.
Bem, escreveu Sebastião Nery:
( Itamar ) Franco conta esta história:
"Certa vez recebi no Planalto um homem de imprensa muito importante, mas muito importante mesmo. Esse homem entrou no meu gabinete chorando muito. Perguntei por que ele chorava:
- Eu quero agradecer o que o senhor fez por mim e pela minha empresa. O que o senhor quer de mim?
Eu ( Itamar ) respondi que só queria uma coisa: mesmo depois que deixasse o governo, queria que seus veículos falassem a verdade a meu respeito. Cinco meses depois que deixei o Planalto, seu principal veículo passou a me atacar."
( Nota deste blog: aí está a discrepância: se Itamar recebeu Civita no Planalto, como poderia ter dito "seu veículo passou a me atacar depois que deixei o Planalto"? Mas isso não atrapalha muito o texto, acho. )
Além de Itamar e do chorão, mais duas pessoas estavam presentes: os ex-ministros Henrique Hargreaves e Mauro Durante, da Casa Civil e da Secretaria Geral da presidência.
Leitores me ( a Sebastião Nery ) quem era esse homem tão importante. Não era Roberto Marinho. Era outro Roberto: ROBERTO CIVITA. E o veículo, a revista Veja. O que aconteceu antes deste episódio foi o seguinte: a Editora Abril, depois de três anos ( 90, 91 e 92 ) sem receber dinheiro público no governo Collor estava, em 93, à beira da falência.
Como sempre acontece no Brasil, os governos nunca deixam de encontrar uma maneira de pagar os favores e salvar os poderosos. Itamar, encantado e grato pela decisiva contribuição da Veja à derrubada de Fernando Collor, doou à Listel da Editora Abril, sem concorrência [ OBS: Que papelão, hein, Itamar? ], sem licitação [ idem ], de mão beijada, o cartel das Listas Telefônicas, que na época pertencia às estatais de telecomunicações em todos os Estados.
Um presente, um cartório, um negócio de centenas de milhões.
Quando se viu na capa da Veja, como "Napoleão de Hospício ou Oportunista" [ imagem abaixo ], Itamar soltou os piores palavrões do cais da Sicília.

Imagem do dia: Serra convoca, Aécio cerra fileiras, e campanha "Sangue pelo bem do Brasil" tem início!

sábado, 10 de abril de 2010

Por 50 centavos queria o quê ( 2 )? O erro mais velho do mundo, mas tem gente que ainda cai...

Glorioso jornal Mais+ ( R$ 0,50, dando munição àqueles que acham que "bom e barato" não existe ) consegue "estrupar" a maltratada língua portuguesa. Ou a informalidade das ruas invadiu a redação do jornal. Enfim, "estrupo" é erro velho, mas tem quem ainda não preste atenção.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Por 50 centavos queria o quê?

"Grampeador" , conforme o jornal Mais+ ( acima, em edição de 04 de Abril ), é com "ene" em vez de "eme". Pudesse ser um erro de digitação perdido no meio dum texto, beleza mas, num título de matéria, letras grandes e tudo o mais? Passou por quem escreveu, pelo revisor ( se é que tem algum ), pelo sujeito que produz o "leiaute", pelo responsável pela impressão, pela tia do café...
Eu erro também mas não tenho uma equipe de apoio e nem exibo um diploma a garantir minha atividade. Também não ganho um tusta pelas coisas que escrevo. Então, jornalizinho, vamos caprichar que não é o primeiro erro que eu detectei, heim? Mas, confesso, comprei essa edição só por causa do erro.

"A Indústria da Multa não existe", e a "Remoção" E mais 6 ( seis ) novos casos de meliância motorizada!



Antes de tudo, pergunto a você, dileto e casual leitor deste blog: qual é, no seu entendimento, o significado de "remoção"?
Não precisa responder. Foi uma pergunta retórica. Vejamos o que o bom e velho Michaelis de bolso nos diz, sobre o verbo "remover":

remover
re.mo.ver
(lat removere) vtd 1 Tornar a mover: Ia-se desentorpecendo, removia o corpo e os membros. - 2 Mudar ou passar de um lugar para outro: Remover a mesa, a estante. - 3 Remexer: Remover a terra. - 4 Transferir: Remover um funcionário. Removerem-no para outra repartição. - 5 Baldar, desfazer, frustrar, superar: Remover um obstáculo. - 6 Afastar de si, livrar-se de: Removamos os pensamentos negativos e as tensões emocionais. - 7 Fazer desaparecer; afastar: "Aparta o sol a negra escuridade, removendo o temor ao pensamento" (Luís de Camões). - vtd 8 Recomeçar, renovar, repetir: "Remover a guerra" (Morais).
( Dicionário Michaelis )

Confesso que não é exatamente o que eu esperava. Um de seus sinônimos é "transferir" outro é "afastar", que soam meio diplomáticos. Eu preferia algo como "eliminação sumária", mas dá pro gasto, vai.
Então, imagine que um sujeito indo pro trabalho perceba que, num determinado local em que o estacionamento é proibido, 3, 4 ou às vezes até 5 automóveis estejam ali, na boa. Digamos que isso ocorra todos os dias.
Digamos que, cidadão zeloso e preocupado com a escalada criminosa que impera na cidade, ele decida "fazer sua parte" ( em aspas, porque eu detesto esta expressão ), e liga para a CET, a gloriosa Companhia de Engenharia de Tráfego, que tantas boas lembranças lhe traz.
Esquecia-me de informar que este enredo se dá todos os dias: "ida ao trabalho-flagra à meliância-telefonema para CET-protocolo-retorno-alegria difícil de definir".
De posse do protocolo, nosso estimado cidadão torna a contatar a CET, para saber quais as providências foram tomadas. E ele escuta:
"A queixa foi passada pelo munícipe às 14:00hs; às 18:30hs uma viatura se encontrava no local, onde fez 5 remoções..."
ÉITA QUE ALEGRIA! O fiscal foi lá, apenas depois de 4 horas da queixa, e mesmo assim flagrou 5 vivaldinos! Putz, eu queria estar ali, no momento do bote! Queria ver a cara dos bostas! Cinco remoções! Que emoção! ( mau poeta! )
E isso tudo foi acontecendo por dias a fio. Nosso ( meu, pelo menos ) herói não se acovardava diante da árdua tarefa de ligar à CET para denunciar o ilícito que corria. Nem que a ponta dos dedos criasse calos.
Noutra ocasião, ele meio que se deu conta duma coisa, que acabou virando uma série de questões: como é que se faziam as tais "remoções"? Eles enviariam cinco reboques para fazer o serviço, se necessário fosse? E, como é que nunca se viam os cavaletes, pelos quais - em tese é assim - eram substituídos os veículos removidos ( essa troca até rendia piadas: "os carros eram trocados pelos famosos 'ratinhos trocadores', que pegavam seu automóvel e deixavam um cavalete da CET no lugar" )? E outra: são tão caras-de-pau os moradores do bairro, que sabem que a CET vai lá "removê-los", mas isso não os demove da prática criminosa?
Hmmmmm. Nada bom, nada bom...
Em outro destes episódios, acabou perguntando à pessoa que lhe atendia: "Me explique o que são estas "remoções", afinal?"
A reposta foi como o quarto gol do Vasco contra o Palmeiras na final do Mercosul em 2000: "Remoção? Ah, sim. O fiscal vai ao local, constata a irregularidade, e pede ao proprietário que retire seu veículo do lugar inapropriado. É isso."
O QUÊ? Tantos fogos, tantas champanhes, tanta festa por causa de "nada"?
Então é por isso que ( nosso herói começou a notar logo ) as pessoas passaram a esperar dentro do carro? Então você tem o trabalho de ligar pra CET; os caras deslocam, depois de horas e com todos os custos envolvidos para os cofres públicos, um fiscal para dar fim às delinqüências, e o cara só troca umas idéias com os marginais, e mesmo pegos em flagrante?
Oras, o próprio Bush já deu a direção: não se negocia com criminosos. Tem que ser nos nossos termos, porra!
Se soubesse que a CET tem um entendimento muito particular ( e eufemístico ) da palavra "remoção", nosso herói não teria perdido tanto tempo. Ele quer é sangue, não papo-furado e diplomacia de pés-descalços! Não precisa ser gênio para saber que o fiscal se vai, e as moscas voltam pro mesmo lugar.
Não nos surpreenderia se, quando virasse as costas, o fiscal da CET ( que, afinal, deve estar apenas cumprindo ordens de "amaciar" pro eleitorado ) recebesse na jaqueta um papel onde estaria escrito "CHUTE-ME!"
E tem gente que ainda diz acreditar na existência duma suposta "Indústria da Multa". Que babacas!
Ops! Já ia me esquecendo de mencionar isto: a 10 metros apenas do local onde é proibido estacionar existe um posto da PM. Que também deve ter recebido ordens para "amaciar" pro eleitorado local, que se queixava muito por ser - merecidamente - multado pelas barbaridades às quais estava acostumado a cometer, impunemente.
EVIDÊNCIAS INCONTESTÁVEIS:
Um dia isso vai virar blog ( que se chamará "O sem-coração delator" ): se flagrar alguma meliância protagonizada por motoristas, eu tento anotar o que puder - não tenho máquina fotográfica - e depois escrevo aqui. Servem como provas - ainda precisa mais? - de que a "Indústria da Multa" não existe.
Caso 1
Data: 31.03.2010
Local: Av. Ricardo Jaffet, altura nº. 2300, sentido bairro
Horário: cerca de 13:20hs
O que: Proprietário de um Fiat Doblô com baú, placa HIC 9964, guiava enquanto falava ao celular ( ou seja, a atividade principal era falar ao celular; enquanto isso, ele ia dirigindo por aí )
Caso 2
Data: a mesma do caso 1
Local: O mesmo do caso 1, altura do número 2600/2700
Horário: cerca de 13:22hs
O que: Proprietário de um Honda ou Hyundai, placa DST 0156 ( olha que ironia: 156 é o número telef. da CET ), guiava enquanto teclava algo no celular, uma mensagem de texto talvez.
Caso 3
Data: 03.04.2010
Local: R.Domingos de Morais, altura do nº. 1204
Horário: por volta das 13:00, 13:15hs
O que: Veículo não identificado, placa ARY 4216 de Curitiba, senhor ( que usava um crachá ) acompanhado de senhora oriental no banco de passageiros guiava enquanto falava ao celular.
Caso 4
Data: 03.04.2010
Local: Av. Jabaquara, altura do nº.1000, sentido bairro
Horário: cerca de 13:20hs
O que: Proprietário do veículo Nissan placa EJE 9376 guiava enquanto falava ao celular
Caso 5
Data: 04.04.2010 ( Domingo de Páscoa )
Local: Rua das Giestas, Vila Prudente, em frente ao colégio Olga Benatti
Horário: cerca de 12:50hs
O que: Feliz proprietário de um veículo Fiat ( modelo não-identificada ) cor de vinho, placa DRU 9227 vestia uma camiseta com um escudo/insígnia da bandeira libanesa, ocupou ( 100% sobre ) a calçada com seu automóvel; local é 10m próximo da famosa panificadora CEPAM, que costuma estar sempre com veículos de polícia na porta.
Caso 6:
Data: 04.04.2010
Local: R. Dr. Neto de Araújo esquina com R. Vergueiro, sentido centro
Horário: por volta de 22:10hs
O que: este blogueiro ia atravessando ( na faixa, diga-se ) a rua, quando o proprietário do veículo de marca e modelo não-identificados, cor cinza, placa DEU 0098, vidros pretos ( que é prá mostrar ao mundo como o seu dono é mau e gangsta style ), em vez de diminuir quando o sinal lhe havia ficado vermelho, decidiu acelerar o carro, quase me pegando.
Era Domingo de Páscoa mas, se morresse, eu não iria ressucitar como o famoso personagem bíblico fez.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Gibi da Disney propõe poluir o mar para resolver problemas de espaço!!

Isso, minha gente amiga, é denúncia de verdade, e não aquela leitura pseudo-sociológica que o Deoclécio fez dos gibis da Mônica! Aqui nóis fala mesmo! A estória que oferece os quadros abaixo tem o seguinte enredo: Tio Patinhas, Donald e sobrinhos vão tentar achar o coelho da Páscoa. E conseguem, e seu esconderijo fica na Ilha da Páscoa. O coelho explica o seguinte: apesar de ser um roedor ( isso sou eu falando ) ele possui uma galinha que bota milhares de ovos por minuto, ou segundo. Como não dá conta de comê-los todos, Bunny os distribui às crianças pelo mundo. Por tratar-se de fantasia, bola prá frente, afinal o coelho da Páscoa também não existe, disseram a este blogueiro suas fontes secretas e maternas.
Ocorre que, para ajudar o coelho a se livrar de todos esses ovos, nosso herói, o Donald sugere que poderiam ser JOGADOS NO MAR! Vejam, no segundo quadro:

O coelho, em vez de falar que seria uma besteira, não: até cogita se seria uma "boa idéia", no sentido de "resolver o problema da superpopulação de ovos", mas não supõe que pudesse ser uma idéia criminosa. Como a realidade não é nada melhor ( na verdade a realidade é sempre pior ) idéias como essa seriam até mesmo levadas a sério, já que resolver problemas, na vida real, é jogá-los debaixo do tapete ou enfiar no mar. Ou fingir que não está ocorrendo nada, tomar uma breja, fumar um bêise, fazer um churrascão na laje, ir à praia na Sexta-Feira da Paixão, contar lorotas ao celular e fazer de conta que a vida é propaganda.


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