Quem havia divulgado a famosa foto foi - pelo que eu saiba - o excelente jornalista de Carta Capital Leandro Fortes, em seu blog "Brasília, eu vi!", no post "O mundo bizarro de José Serra" E eu segui a onda, assim como muita gente que reproduziu e indicou aquela que seria "A foto do ano".
Mas bastou o cair da noite para sermos - aí, sim - surpreendidos: a Polícia Militar de São Paulo publicou nota em seu site, dizendo que a PM ferida foi resgatada do perigo por um espião infiltr, OPS!, policial à paisana, que se encontrava casualmente ali na manifestação dos professores.
Pois bem, diante desta revelação, o Leandro Fortes refez seu post, desta vez com a informação corrigida: quem salvou a PM foi um policial à paisana, não um professor.
Mas bastou o cair da noite para sermos - aí, sim - surpreendidos: a Polícia Militar de São Paulo publicou nota em seu site, dizendo que a PM ferida foi resgatada do perigo por um espião infiltr, OPS!, policial à paisana, que se encontrava casualmente ali na manifestação dos professores.
Pois bem, diante desta revelação, o Leandro Fortes refez seu post, desta vez com a informação corrigida: quem salvou a PM foi um policial à paisana, não um professor.
O mundo bizarro de José Serra 2, a Gestapo
Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor.
Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor.
Este professor POLICIAL MILITAR BARBADO A PAISANA INFILTRADO ENTRE OS MANIFESTANTES que carrega o PM ferido a PM ferida é um quadro da arte absurda em que se transformou um governo sustentado artificialmente pela mídia e por coronéis do capital. É um mural multifacetado de significados, tudo resumido numa imagem inesquecível eternizada por um fotojornalista num momento solitário de glória. Ao desprezar o movimento grevista dos professores, ao debochar dos movimentos sociais e autorizar sua polícia a descer o cacete no corpo docente, José Serra conseguiu produzir, ao mesmo tempo, uma obra prima fotográfica, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff.
Inesquecível, Serra, inesquecível.
Em tempo: agora que a PM de São Paulo afirma que o homem da foto é um policial militar, é de se esperar que seu nome e função dentro da corporação sejam também revelados. Senão, a emenda terá saído muito, mas muito pior que o soneto.
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TUÍTA ESSE!






















































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