sábado, 27 de fevereiro de 2010

Motoristas invadem corredores de ônibus, são levemente multados, mas ainda têm coragem de se dizerem perseguidos pela "Indústria da Multa". Idiotas!!



Multas por invasão de corredores aumentam
Os motoristas paulistanos utilizam cada vez mais as faixas exclusivas para os ônibus. Esse tipo de infração foi a que mais cresceu em 2009, entre automóveis e motos.
Foram 192,7 mil, quantia 156% superior a 2008. A cidade tem somente dez corredores exclusivos e 40 radares que detectam essa infração ? há pelo menos 242 que flagram velocidade acima do permitido e 136 de rodízio.
A segunda infração que mais cresceu no ano passado foi o excesso de velocidade (70,6%), que ultrapassou o estacionamento proibido como a segunda mais cometida. Foram registradas 1,538 milhão ao longo do ano. Em 2008, foram 901 mil multas aplicadas por esse motivo.
A infração campeã foi novamente o desrespeito ao rodízio de veículos, com 1,7 milhão de multas ? 25,5% a mais que em 2008. Essa infração corresponde a 28% das 6,2 milhões de multas aplicadas na cidade no ano passado. O maior aumento entre ônibus e caminhões, com 1.414% (total de 246,5 mil), foi por circulação fora das faixas específicas nas duas Marginais e na Avenida dos Bandeirantes.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) atribui o aumento de 33% no total de multas ao investimento em fiscalização eletrônica. São, atualmente, 452 equipamentos, que registraram 54% das infrações.

Por O Estado de São Paulo, 25 de Fevereiro

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Detratores da "Indústria da Multa" completamente desmoralizados: até a Vejinha descobriu que isso não existe!!

É até covardia. Revista encarte da Veja, voltada ao lazer, "cultura" e consumo se rende à força das evidências. A Vejinha descobriu algo que dizemos, há anos: a supostamente onipresente e onipotente "Indústria da Multa" não existe. O que existe é um sucateamento progressivo da Companhia: os agentes de trânsito são obrigados a usar, entre outros veículos, Kombosas e Golzinhos, geralmente em permanente estado de manutenção:
"Dos seus 818 veículos, entre motos, carros, picapes, caminhões e guinchos, 628 são destinados para a operação na rua. Em dezembro, 39% dessa frota estava parada à espera de manutenção, de acordo com o relatório mensal da companhia. Durante todo o ano passado foram adquiridos sete veículos ( ... ) Apesar de, segundo a CET, a idade média da frota ser de 8,7 anos, muitos agentes patrulham as ruas a bordo de Kombis e Gols comprados na década de 90. "
Prego no caixão
A avaliação - para nós, óbvia, já que não haveria como dizer outra coisa; seria o mesmo que defender a forma cubicular da Terra - do engenheiro Luiz Célio Bottura bota o definitivo prego no caixão dos detratores ( aliás, nem isso são, pois "denunciam" coisas inexistentes, portanto suas "críticas" não passam de palavras raivosas e sem conteúdo ), que se queixam à toa de um suposto "volume altíssimo, imoral e injusto" de multas aplicadas a inocentes motoristas ( que nunca fazem nada de mal, claro ):
"Aproximadamente 87% do orçamento da CET (524 milhões de reais) vem de multas. É comum os motoristas reclamarem que os agentes de trânsito dão mais atenção às infrações que ao controle do tráfego. Não é verdade. “Não se multa o suficiente por aqui”, diz Luiz Célio Bottura, consultor em engenharia urbana. 'Ao contrário, o que se vê é uma crescente impunidade. Para cada multa, milhares deixam de ser aplicadas.'”
A pessoa errada
Mostrando cabalmente a ma-fé desonesta dos "detratores" da "Indústria da Multa", geralmente os "amarelinhos" ou "marronzinhos" são identificados como os agentes inimigos do bolso da população indefesa, sequiosos por botar as mãos no rico dinheirinho da boa gente. Mentira óbvia: grande parte das multas é aplicada por "olhos eletronicos" - radares que nem sempre estão em pleno funcionamento - e não pelos agentes da CET:
"E os marronzinhos são cada vez menos responsáveis pelos flagrantes. No primeiro semestre de 2009, 36% das infrações foram anotadas por eles. Os policiais militares responderam por 11% e os radares por 53% — não à toa, entre os diversos equipamentos da CET, são eles que se encontram em melhores condições: 86% das 506 máquinas funcionam perfeitamente."Como se não bastasse a surra que a reportagem dá nos "lugares comuns" que correm por aí, ainda tem mais. Confirmando aquilo que eu postei anteriormente, nem sequer gente suficiente existe na CET ( quanto mais as "legiões" de amarelinhos imaginadas pela "sabedoria" popular ) o que garante a evidente impunidade ( cuja existência é teimosamente rejeitada por delirantes recalcitrantes ) que campeia em nossas ruas :
"A falta de funcionários também é preocupante. Assim como o policiamento ostensivo desencoraja a ação de criminosos, a simples presença dos marronzinhos inibe as infrações e, claro, aumenta a fluidez. Dos 4 592 profissionais da CET, 2 280 são agentes de trânsito. Como 4 milhões de veículos saem às ruas diariamente, isso significa que, em média, há um marronzinho para cada 1 754 automóveis. Em Nova York, por exemplo, a proporção é de um agente para cada 637 carros. “E essa proporção não leva em conta os agentes afastados, em férias...”, diz Luiz Antônio Queiroz, presidente do Sindiviários. “Seria necessário ao menos o dobro desse contingente para enfrentar os problemas do trânsito da cidade.” Na Cidade do México, cuja frota é de 5 milhões de veículos, há mais de 10 000 funcionários no órgão que seria a CET de lá, contando aí os fiscais de trânsito e as pessoas que trabalham internamente."



Quando chega a um ponto, em que cidadãos indignados e cheios de razão passam a ser desmentidos por uma revista como a vEJINHA, o melhor é que enfiem a cabeça num buraco ou num saco de papel, pois a desmoralização humilhante é demais para aguentar.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Governo de SP adota princípios do educador Paulo Freire, e recebe críticas dos eternos insatisfeitos!

" ( ... ) Guardou da infância lembranças fortes que o acompanharam por toda a vida e que relata em várias de suas obras. “Minha alfabetização”, declarou à Revista Nova Escola, em dezembro de 1994, “não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal”. De modo ainda mais incisivo, escreveu em A importância do Ato de Ler (Freire, P. 1982 p.16): “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo, não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz.”. Em Sobre Educação (Freire, P. e Guimarães, S. 1982 p.14-15): 'Você veja como isso me marcou, anos depois. Já homem, eu proponho isso! Ao nível da alfabetização de adultos, por exemplo.' ( ... )" http://www.paulofreire.org.br/asp/template.asp?secao=biografia&sub=biografia1

Às vezes, reconhecemos uma potencial notícia

Num post anterior, reproduzimos a notícia do portal G1 de que um rapaz morrera afogado num buraco cheio de água em que brincava com os amigos. No referido post ( "Adolescente se afoga em buraco cheio d’água. Há risco de mais casos ocorrerem", 08 de Fevereiro ) alertamos que, no local onde funcionou a fábrica da Ford, no bairro do Ipiranga, acontecia algo semelhante: o terreno semi-abandonado apresenta buracos que, cheios de água da chuva, se tornam piscinas e fazem a festa da garotada nestes dias de calor abrasivo. Pois bem. Na edição desta semana do jornal de bairro Folha de Vila Prudente, este assunto recebeu a devida atenção, ao que parece, após relatos de leitores temerosos chegarem à redação. Ainda que não há indícios de termos, digamos assim, "pautado" o jornal ou seus leitores, ponto pros blogs:

Ainda bem, até agora parece que não aconteceu nenhuma desgraça. Tomara que o aviso dado pela matéria do jornal resulte em alguma ação por parte dos responsáveis pelo local, antes que seja tarde.

Quão fútil você consegue ser?

Imagine, meu amigo, minha amiga, que você esteja ilhado ( ou seja, ainda vivo ) em meio a uma dessas enchentes cotidianas e costumeiras que vêm ocorrendo em São Paulo ( culpa de São Pedro, que decidiu descarregar toda sua raiva na gente, só para prejudicar o trânsito ).

O que fazer, meu Deus? Rezar? Esperar pacientemente, feliz por não ter tido a mesma ( má ) sorte de muitos poraí? Pegar uma revista ou livro e fazer, desse tempo perdido, um espaço para a leitura nesse seu dia a dia tão corrido e que não dá tempo prá nada?
Seja lá qual for sua decisão, uma coisa é certa e inquestionável: nessas horas, o mais importante é não perder o charme e o glamour. Fashion rules. O que seria de nossa vida, se não fosse o féchom?
Pensando nisso, o site "Coisas de mulher", hospedado no MSN, decretou: "Prepare-se com todo charme do mundo para enfrentar as chuvas de verão" .Como? Sim, amigos: "guarda-chuvas" fashion!
Oras, como poderíamos oferecer resistência a esta inapelável convocação? Aliás, como poderíamos ousar esquecer de manter a classe, só por causa de uma enchentezinha à toa?
E, vejam, não é um guarda-chuvas qualquer: É FÉCHOM! Isso diz tudo. Dá para resistir?
Olha, só para criar em você aquela vontadezinha de saber mais sobre tão indispensável questão, transcrevo um trecho do texto:
"Verão 2010. Previsão do tempo: dias ensolarados, termômetros marcando em média 40°graus e... muita chuva (vide os últimos dias de dilúvio São Paulo!). Demais, a gente não gosta. Mas quando ela cai no fim da tarde e leva embora o calor, que delícia. Para tudo ficar ainda mais agradável, basta ter um guarda-chuva à mão - de preferência, diferente e chamativo. Pois que, se é indispensável, que seja também cheio de estilo."
Aprenderam, proletas? Um guarda-chuva não pode ser apenas útil ( ou seja, não pode ser usado apenas para aquilo que é sua razão de existir, a "atividade-fim" ): tem que ser cheio de estilo, diferente e chamativo ( sic ). Quanta merda. "Chamativo" prá quê, cara#%&lho? O ( A ) camarada mal sabe usar a porra do objeto, mas se preocupa mais com a beleza do dito cujo, como se fosse a cauda de um pavão ou da Ave do Paraíso. ( Malandro, se você tomar como parâmetro da qualidade dos nossos motoristas, a forma como as pessoas conduzem seus guarda-chuvas, não espanta que haja tanta barbaridade no trânsito. Um dia eu volto prá casa com o olho furado. )
Partindo do princípio de que os homens fazem as coisas, na maioria das vezes, tendo em mente a aprovação feminina, quanto mais idiotas, fúteis, materialistas forem as mulheres, mais idiotas os homens serão. Não acho que seja por acaso que as propagandas de cerveja adoram mostrar mulheres belas, alegres, disponíveis e obviamente à venda pelo maior preço. Isso está subliminar. É um - perdõem a heresia, vou usar um termo que talvez não corresponda a seu real significado - arquétipo. Aliás, sabem por quê os homens não vêem a hora de comprar um carro ( sonho alimentado desde a pré-adolescência )? Não respondo. Tentem imaginar.
Lembrei dum negócio: alguém já passou os olhos naquele programa da Sony, o "Top Model"? É um reality-chou, onde será escolhida, entre dezena e pouco de garotas, a futura "Top Model". Bicho, é só agressão, baixaria, traição, imbecilidade. Tudo em nome do possível ingresso num tal "mundo féchom" que, imagino, deveria ser mais elegante, distinto, glamuroso e sei-lá-que-mais, que o nosso, gente comum ( não que eu esteja celebrando a "vida comum" - leia-se mediocre e alcoolizada -, apenas não gosto de afetação. Daquele ar grave, tenso, sério e circunspecto que alguns assumem enquanto falam sobre uma merda de uma blusinha. Acho que nem quem pesquisa a cura do câncer costuma se dar tanta importância ).
Desconsiderando, claro, a própria inexistência de utilidade, deste "mundinho", para o mundo e a vida reais, pelo menos não dá para imaginar a Giesele ou a Shirley Mallman agindo como aquelas meninas, orgulho dos papais e mamães.
Enfim, "roupas são roupas são roupas" e "guarda-chuvas são guarda-chuvas são guarda-chuvas".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Erros de ( falta de ) revisão, detectados por nossos olhos de águia.

O glorioso jornal "Mais" ( R$ 0,50 ) está distribuíndo, aos leitores que juntarem um nº. "X" de selos ( + R$ 9,00 ) uma belíssima "bolsa TÉMICA". Será que não quis dizer "TEMÁTICA"?

Ah! Essa daqui é um caso que merece uma análise, digamos, da psique de quem deixou passar um erro desses. Não dá para saber se o responsável pelo texto escreveu assim ( evidenciando um gritante "ato-falho" ) e assim passou pela revisão, ou se a pessoa escreveu corretamente mas o digitador ( em meio a devaneios íntimos inconfessáveis ) escreveu errado. Ou se, o que estaria errado seria o "tipo de namorado", estando errado, então, o "Pão-Duro". Porque não dá para entender que alguma garota se queixasse de um namorado priápico ou, pelo menos, em prontidão quando a situação o exija.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Se é prá ser jornalista assim, é melhor pegar o boné

Saiu em 17 de Fevereiro, no Ancelmo Gois:

Genérico do Brasil
O “New York Times” fez matéria sobre remédios genéricos, com destaque para o modelo brasileiro implantado por Serra quando era ministro da Saúde.
O jornal cita a gigante Sanofi Aventis, que comprou a Medley, líder no setor de genéricos.


Pois bem. Talvez o NYT não saiba, mas acho improvável que o Ancelmo Gois desconheça: não foi o Serra. Foi Jamil Haddad, durante o governo de Itamar Franco.
Mas, sabe como é, né? "Uma mentira repetida mil vezes..." Talvez o jornalista também tenha caído nessa. Mas vou ajudá-lo. Olha aí, Ancelmo ( depois eu mando a conta ):
"Quem trouxe os medicamentos genéricos para o Brasil? Uma pista: NÃO FOI O SERRA!! ( Aliás, alguém acreditava? )"

domingo, 14 de fevereiro de 2010

De butuca nos caciques tucanos

Memória digital
por
diretodafonte
O Instituto FHC acaba de obter, via Lei Rouanet, os recursos que garantem nova exposição sobre o Plano Real, a ser aberta em abril.
Os R$ 7 milhões permitirão, além disso, completar a digitalização de documentos e fotos do acervo do iFHC. Que incluem cartas trocadas com gente do mundo inteiro.

MAIS SOBRE O iFHC:
http://humbertocapellari.wordpress.com/category/instituto-fhc/



O NOVO RICARDO SÉRGIO
O confiável jornalista Leonardo Attuch revelou, em coluna publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 645 ) que o caixa da campanha de José Serra será um sujeito chamado Sérgio Freitas, que foi diretor de alguma coisa no banco Itaú. Disse Attuch que Sérgio não gosta de ser fotografado ( !?! ). Tanto é, que a foto de Sérgio, que ilustra a matéria, é da década de 80.

MAIS SOBRE RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA: http://humbertocapellari.wordpress.com/category/ricardo-sergio-de-oliveira/






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Filmes publicitários do governo Serra não disputarão "Framboesa de Ouro". Decepção total.

Especulamos aqui anteriormente ( veja AQUI NESTE PONTO ) sobre as possíveis chances que os filmes publicitários do governo do Estado de São Paulo tinham de disputar o cobiçado prêmio "Framboesa de Ouro" ( Frambô ), pois qualidade para isso não lhes falta.
Lamentavelmente, apesar de toda nossa torcida e lobby, os filmes propagandísticos do governo paulista não foram selecionados pela organização do prêmio e, assim, não disputarão as desejadas "Framboesas". Isso é, realmente, um balde ( de uns 1 milhão de litros ) de água fria que, mais uma vez, desaba sobre a cabeça dos paulistas, encharcando nossas esperanças e canelas.
Mesmo nas categorias que considerava-se uma "barbada" a nosso favor, nossos candidatos não figuravam sequer entre os indicados finais:
- Categoria Filme mais caro;
- Categoria Ficção;
- Categoria Filme Catástrofe;
- Categoria Fantasia;
- Categoria Efeitos Especiais;
- Categoria Pior Direção; e
- Categoria Pior Casal
As bolsas de apostas de Londres e Moscou ficaram estupefatas.
O fato de ( ficamos sabendo posteriormente ) a SABESP ter se oferecido para patrocinar, SOZINHA ( e pelo maior preço ) o evento não reverteu o quadro e ficamos, no final, de fora da festa. O governo de SP deveria mandar fazer um filme publicitário sobre isso. ( Pôxa... nem mesmo "Pior Direção"? Chuifff... )

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Foto de blogueiro nú, em defesa dos direitos dos pedestres e a favor da "Indústria da Multa"

Soninha lança tendência. Agora o negócio é ficar pelado em favor de causas mais próximas das pessoas comuns, ao contrário daquelas modelos - que nem sei se existem mesmo ou se são criadas por computador - que se despem em protesto contra casaco de peles ou coisas desse naipe.
Assim, eu também decidi dar minha protestadinha, nú em pelo, como vim ao mundo ( literalmente ), tentando alertar as pessoas da necessidade de se utilizar menos o automóvel e mais a caminhada, ou - vá lá - também a bicicleta, sem esquecer, claro, do transporte público.
Trânsito ( ou isso aí que chamamos de "trânsito" ) não é apenas uma questão de mobilidade, de migrações, ou seja, de transporte. Não é isso que move ( sem trocadilho ) as pessoas, da mesma maneira que a comunicação não é o mais desejado por alguém ( as exceções saberão que não falo delas ) que compra um celular. Em suma, trânsito não é somente uma questão de trânsito.
Tem a ver com auto-estima, status, "sorte no amor", confiança, imagem, macheza e por aí vai. Todos sabem disso. É conversa líquida e certa, a partir da adolescência. É uma exigência social não escrita em códigos ou cânones, mas funciona mais que muita lei escrita. Ai de quem se opor. Essa regra social não-escrita não perdoa os dissidentes e hereges, que cairão em desgraça caso venham se opor. E, caso seja um dissidente-herege comum ( e não um militante ou ativista, com respostas e teorias sempre engatilhadas e na ponta da língua ), cada vez que você for defender seu ponto de vista e obtiver sucesso nisso, você simplesmente será taxado de "rebelde", "radical" ou "revoltado". Aquilo que os cantores de rap se esforçam em parecer, mas que você consegue de verdade, autenticamente. Carros e correntões de ouro me parecem coisa do Sistema, não?
Não por acaso, a trilha sonora dos motoristas suburbanos ( aqueles que adoram , no domingo, cantar pneus em ruas residenciais cheias de criança ou dar uma "esticada" em ruas semelhantes, jogar o carro sobre pedestres etc ) é o chamado som "de bandido" ( rap, funk carioca, reggae ou um reles poperô ), como eles gostam de definir e fazem questão de mostrar ( o verbo mais certo seria "impor", mais de acordo com a prática fascista que é ) a quem não pede para ouvir ou prefere o silêncio. Não sei bem "apologia-a-o-quê" que esses tipos de música fazem mas, pelos fãs mais exaltados, não me parece algo muito digno de crédito. É como se falassem que a Terra é quadrada.
BLOGUEIRO E O PROTESTO NÚ

Eu não ousaria mostrar meu físico esquelético de hoje em dia, resultado de anos de descaso com este invólucro da alma, reduzido a um escombro indescritível. Por isso, busquei em meus arquivos no Google uma foto de minha saudosa infância. Nú é nú, oras. Tudo por uma boa causa. Não foi fácil nascer. Acho que nem sequer fui bem acolhido na família. Perguntada sobre o parto, minha mãe jura de pé junto que não estava lá na ocasião e que, por isso, não pode testemunhar ou ser responsabilizada pelo fato.
Bem, fica meu protesto em favor do pedestre e dos ciclistas, ok, proletas?

Comerciante destrói praça na ZL de SP. Disse que "aqui é Brasil e cada um faz o que quer"!!

Vizinhança denuncia devastação de área verde e comerciante é autuado
Os moradores do entorno de um pequeno canteiro central no cruzamento das ruas Umuarama, Américo Vespucci, César Cantu e Sete Pontes, na Vila Prudente, levaram um grande susto no último dia 22. Eles contam que o espaço, onde há um verdadeiro pomar, amanheceu devastado. Entre outras espécies de árvores e plantas frutíferas, a área abriga pés de guaraná, de framboesa, de amora, de uva chinesa, a até um exemplar de pau-brasil. Indignados, os vizinhos apontam como culpado o responsável [ OBS: Nome! Queremos nome! ] pelas obras de construção de um comércio [ Comentário deste blog: Comércio este que deverá ser ostensivamente boicotado, caso as pessoas ainda tenham um fiapo de vergonha na cara ] em frente ao trecho.
"Ele quis dar mais visibilidade para o imóvel que vem construindo e destruiu nossa pequena praça, que cuidamos com tanto carinho. Não se preocupou com o valor desse espaço para a vizinhança. Simplesmente apareceu e acabou com tudo. Não preservou nem o pau-brasil, espécie em extinção", declara indignado um vizinho que não quis divulgar seu nome. "Flagramos o homem em cima de uma das árvores. Fomos pedir para que parasse com o corte dos galhos e ele não deu atenção. Ainda disse que aqui é o Brasil e cada um faz o que quer" [ sic! e grifo do blog ], completa
Por conta do ocorrido, alguns moradores procuraram a reportagem da Folha que entrou em contato com a Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba. A gravidade do caso mereceu visita do subprefeito Wilson Predroso que esteve no local na tarde da última terça-feira, dia 2, e após avaliar o estrago, decidiu autuar o proprietário do imóvel, que iniciou a obra sem obter o alvará de reforma. Ele também foi autuado por corte irregular de árvores, baseado em relatos de testemunhas. Além disso, foi ordenada a paralisação imediata dos serviços enquanto a documentação junto à Prefeitura não estiver regularizada.
Para tentar salvar o pouco que sobrou no canteiro, Pedroso prometeu acionar uma engenheira agrônoma da Subprefeitura para visitar o espaço e orientar os moradores.
( Publicado em: Folha de Vila Prudente, edição 919, 05 de Fevereiro de 2010 )

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

POGOBÓIA, a solução para quem não quer ficar ilhado em São Paulo, quando as maiores chuvas da história castigam a cidade e absolvem seus governantes!

Caminhe, ops, pule sobre a superfície das águas que inundam São Paulo com esta simples, porém eficaz e - porque não dizer? - revolucionária adaptação de um brinquedo que fez sucesso nos anos 80! ( Se você quiser ver esta imagem no modo "animado", clique AQUI NESTE PONTO )
Agregue esforços e dirija seu foco na solução de problemas. Conquiste "qualidade de vida" de qualidade, com esta maravilha. Seja o primeiro da rua a possuir um POGOBÓIA, e cause inveja na vizinhança. Ou, apenas, consiga chegar em casa antes do jogo ou da novela.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Filmes mais caros da história concorrem ao FRAMBOESA DE OURO: filmes publicitários do governo Serra!

Como a galáxia inteira já sabe, o "prêmio" anual "Framboesa de Ouro" é uma especie de "gêmeo-bizarro" do Oscar, e contempla aqueles que são apontados como as "bombas" cinematográficas do ano ( melhores detalhes AQUI NESTE PONTO ), os piores atores, atrizes e por aí vai.
Na história da "premiação", figuram obras como, por exemplo, "
WATERWORLD" ( foi indicado, mas não levou ), filme de 1995, estrelado por Kevin Costner ( que também participou de sua produção e chegou a dirigir, pois o diretor Kevin Reynolds pulou fora ). De acordo com o confiável site WIKIPÉDIA, Waterworld foi considerado, à época, "o filme mais caro já produzido".
De acordo com trecho da sinopse do filme, que surrupiei do site
Adoro Cinema, o enredo é este: "Em meados do terceiro milênio, em razão do derretimento das calotas polares, a Terra se tornou um lugar sem terra sólida e a população vive em barcos ou em ilhas artificiais. Neste contexto, um ser anfíbio (Kevin Costner) vive comercializando tudo que é possível, inclusive terra pura ( ... )".

Vejam com quantos elementos constituintes desta obra cinematográfica estamos familiarizados: custos exorbitantes, terras submersas, seres que vendem e comercializam tudo o que for possível. Não é necessário um esforço de imaginação e criatividade, para perceberemos que "elementos familiares" similares estão presentes no dia-a-dia dos paulistas ( aqui, particularmente, falo dos paulistanos ). Há similaridades demais, eu diria, com desgosto.
Vejam: gastou-se uma fábula para produzir o filme"Waterworld", certo? Oras, se há alguém que gosta de gastar muito, muito, muito dinheiro com a feitura de filmes, esse alguém é o governo do Estado de São Paulo, conduzido pelo
timoneiro Serra.
Mas, a diferença fundamental é que este último gasta milhões ( cada vez mais ) nos filmes propagandísticos ficcionais cujo objetivo é divulgar sua obra, que carece de orçamento, produção, execução... ( maiores e melhores informações: "
Publicidade de Serra aumenta em 630%. É o MAIOR PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA DO MUNDO!!!" )
É mais ou menos como se, em vez de gastar o dinheiro com o filme-bomba ( a obra ) "Waterworld", os produtores resolvessem despender todo o orçamento apenas na produção dos trêilers.
O tema
Vejam vocês que os temas "terra submersa, moradias flutuantes etc "nos são bastante conhecidos. Como já disse acima, falo particularmente dos paulistanos, porém sem ignorar os demais municípios do Estado. Acontece que há uma região situada na Zona Leste da Capital ( Jd.Romano e proximidades ) que está ALAGADA há mais de 50 dias. Ao que parece, as águas não vão baixar nunca mais ( me ocorreu que, até onde sei, ainda não foram dadas explicações oficiais para este fenômeno, e nem que nossa bravia imprensa as esteja cobrando ) e a prefeitura quer evacuar os moradores. Depois, o local se tornará parte de um projeto ecológico que já existia antes destes alagamentos, e que, para ser concretizado, dependia justamente de não haver pessoas ali, de modo que esta estranha e conveniente cheia veio bem a calhar para alguns.
Vende tudo, a qualquer preço. Na nossa mão é mais barato.
Por fim, outra semelhança. Enquanto no filme, um "ser anfíbio" ( !? ) "vive comercializando tudo que é possível" ( vejam acima ). Que nos remete, diretamente, às concepções tucanodemos de como se deve administrar uma cidade: não a administrando. Basta pegar todos os ativos possíveis, como empresas estatais, ou outros equipamentos, como hospitais, postos de saúde, bairros e ruas, linhas, estações e bilheterias do Metrô, estradas, pedágios, e entregá-las ( bem baratinho ), em regime de concessão ( ou por venda, transferência acionária, o que der ), à iniciativa privada.
Diante do exposto, e munidos das informações que julgamos necessárias, os senhores leitores não acham que está mais do que justificada a entrega do FRAMBOESA DE OUROao governo de São Paulo? Se não pelo conjunto da obra, que sejam coroados, ao menos, os esforços ( e lautos recursos ) empregados em sua divulgação?
Se bem que, em algumas categorias do "Frambô" existentes, como pior direção, pior ator coadjuvante ( Gilberto Kassab ) e pior casal ( Serra e Kassab ), - por exemplo - , a vitória seria barbada. Pensem nisso*...

http://br.noticias.yahoo.com/s/01022010/48/entretenimento-transformers-2-lidera-indicacoes-framboesa.html

*"Pensem nisso", é um pouco-criativo clichê, bastante visto em seções de cartas de leitores dos jornais.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Tempo é dinheiro"? Tempo perdido nos pontos de ônibus em São Paulo.

Para os usuários do serviço de ônibus paulistanos, a resposta é: nosso tempo vale menos que um vintém.
O ditado que intitula o post, no caso em questão, não passa da mais pura expressão de escárnio, ou uma frase no mínimo espirituosa. Ironia, e daquelas ofensivas.
As longas esperas e a falta de horários minimamente definidos acarretam na perda, pela população, de generosas porções diárias de seu escasso tempo, desperdiçado de forma besta, escoando pelo ralo.
Contudo, se nosso tempo não tem valido um vintém sequer para as empresas que exploram ( termo feliz e mais que apropriado, parece ter sido cunhado especificamente para este propósito ) a concessão dos ônibus paulistanos, pode-se concluir que os R$ 2,70 da tarifa recém-reajustada representam quaquilhões para os usuários.
Despende-se dois e setenta em, após uma interminável espera, viajens desconfortáveis, sofríveis e arriscadas. Isso porque o ônibus ainda está estacionado. Depois piora.
RELATO PESSOAL

Numa das faces do "Bilhete Único", há a seguinte mensagem: "Cuide-se: evite fumar e abusar de álcool e calmantes". Oras, álcool e calmantes são excelentes para se consumir enquanto se gasta uma hora no ponto de ônibus em São Paulo.
Ontem, domingo trinta e um de janeiro. Meio-dia e meio. Esperando pelo ônibus da linha 477P, sentido Rio Pequeno. Que só aparece às TREZE HORAS E QUARENTA MINUTOS.
UMA ESPERA DE UMA HORA E DEZ MINUTOS! Totalmente perdidos, para sempre!
HAJA CORAGEM
Deve ser altamente lucrativa a exploração dos serviços de ônibus pelas empresas ( eu digo "empresas" mas, parece que só tem o Grupo Ruas ). Vejam: se a empresa consegue manter, mofando num ponto à espera do veículo, uma considerável porção de pessoas, sem apresentar nenhum remorso ou temor, deve ser porque não existe ameaça real de algum tipo de punição ocorrer. Segure o seus carros na garagem, cancele viagens a seu bel-prazer, sonegue partidas. Faça do jeito que quiser, sem medo.
Se ocorrem multas, ou sanções ( sei lá quais ), aplicadas pela Contratante ( o poder municipal ) às empresas que oferecem este péssimo tratamento ao cidadão é possível que, na ponta do lápis, noves-fora, ainda assim essas empresas saiam no lucro. Por isso, o descaso, sem se preocupar que os passageiros ultrajados e humilhados apresentem suas queixas à SPTrans. Aliás, mais tempo perdido, ligando pro 156 e fazendo a reclamação para, no fim, desconhecermos as razões dos atrasos e se as punições foram mesmo aplicadas. Devem ter sido mas, são tão suaves e amigáveis, que a empresa acabará repetindo a canalhice só para ser doce e suavemente punida novamente.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe