domingo, 31 de janeiro de 2010

Gasolina da Petrobrás de acordo com a sabedoria popular


amigos leiam atentamente,vamos causar um impacto na petrobras
Galera nao custa!!! so temos a ganhar!

CARTEL DOS COMBUSTIVEIS. Eu já estou aderindo, a partir de hoje:

IMAGINE SE SEGUIRMOS AS ORIENTAÇÕES ATÉ FEVEREIRO.
Tô nessa, a partir do próximo abastecimento.
Vamos participar da campanha meus amigos.
GASOLINA (GNV, DIESEL e ÁLCOOL)
Como poderemos baixar os preços???
NÃO DEIXE DE LER ...
Você lembra do Criança Esperança?
A UNICEF e a Rede Globo ‘abriram as pernas’...
Foi a força da Internet contra uma FÁBRICA DE DINHEIRO
que DESCOBRIU-SE nunca chegar a quem de direito.
Então continue a ler.
Não deixe de participar, mesmo que você HOJE não precise abastecer seu carro com gasolina!! Mesmo que você não tenha carro, saiba que em quase tudo que você consome, compra ou utiliza no seu dia-a-dia, tem o preço dos transportes, fretes e distribuição embutidos no preço de custo e conseqüentemente repassados a você.
Você sabia que no Paraguai (que não tem nenhum poço de petróleo) a gasolina custa R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool. Na Argentina, Chile e Uruguai que juntos (somados os 3) produzem menos de 1/5 da produção brasileira, o preço da gasolina gira em torno de R$ 1,70 o litro e sem adição de álcool. E que o Brasil vende nosso álcool para os paises vizinhos à R$0,35 o litro?
QUAL É A MÁGICA ??
Você sabia, que já desde o ano de 2007 e conforme anunciado aos "quatro ventos" pelo LULA e sua Ministra DILMA... o Brasil já é AUTO-SUFICIENTE em petróleo e possui a TERCEIRA maior reserva de petróleo do MUNDO.
Realmente, só tem uma explicação para pagarmos R$ 2,67 (cartel do DF) o litro, a GANÂNCIA do Governo com seus impostos e a busca desenfreada dos lucros exorbitantes da nossa querida e estimada estatal brasileira que refina o petróleo por ela mesma explorado nas "terras tupiniquins".
CHEGA !!!
Se trabalharmos juntos poderemos fazer alguma coisa.
Ou vamos esperar a gasolina chegar aos R$ 3,00 ou R$ 4,00 o litro? Mas, se você quiser que os preços da gasolina baixem, será preciso promover alguma ação lícita, inteligente, ousada e emergencial.
Unindo todos em favor de um BEM COMUM !!!
Existia uma campanha que foi iniciada em São Paulo e Belo Horizonte que nunca fez sentido e não tinha como dar certo. A campanha: "NÃO COMPRE GASOLINA" em um certo dia da semana previamente combinado, que foi popular em abril ou maio passado.
Nos USA e Canadá a mesma campanha havia sido implementada e sugerida pelos próprios governos de alguns estados aos seus consumidores, mas as Companhias de Petróleo se mataram de rir porque sabiam que os consumidores não continuariam "prejudicando a si mesmos", ao se recusarem a comprar gasolina.. Além do que, se voce não compra gasolina hoje... vai comprar MAIS amanhã. Era mais uma inconveniência ao próprio consumidor, que um problema para os vendedores.
MAS houve um economista brasileiro, muito criativo e com muita experiência em "relações de comércio e leis de mercado", que pensou nesta idéia relatada abaixo e propôs um plano que realmente funciona.
Nós precisamos de uma ação enérgica e agressiva para ensinar às produtoras de petróleo e derivados que são os COMPRADORES que, por serem milhões e maioria, controlam e ditam as regras do mercado, e não os VENDEDORES que são "meia-dúzia".
Com o preço da gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar rapidamente em ação!!
O único modo de chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz, na parte mais sensível do corpo humano: o BOLSO. Será não comprando a gasolina deles!!!
MAS COMO ??!!
Considerando que todos nós ( sic! ) dependemos ( sic, sic! ) de nossos carros, e não podemos deixar de comprar gasolina, gnv, diesel ou álcool. Mas nós podemos promover um impacto tão forte a ponto dos preços dos combustíveis CAIREM, se todos juntos agirmos para
FORÇAR UMA GUERRA DE PREÇOS ENTRE ELES MESMOS.
É assim que o mercado age!!!
Isso é Lei de Mercado e Concorrência!!!

Aqui está a idéia:

Para os próximo meses (DEZEMBRO,JANEIRO E FEVEREIRO...)
não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).
Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.
Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc...) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado.
Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer!
CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA;
Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da Petrobrás.
É realmente simples de se fazer!!
Continue abastecendo e consumindo normalmente!! Basta escolher qualquer outro posto ao invés de um BR (Petrobrás). Porque a BR?
Por tratar-se da maior companhia distribuidora hoje no Brasil e conseqüentemente com maior poder sobre o mercado e os preços praticados.
Mas não vá recuar agora... Leia mais e veja como é simples alcançar milhões de pessoas!!
Essa mensagem foi enviada a aproximadamente trinta pessoas. Se cada um de nós enviarmos a mesma mensagem para, pelo menos, dez pessoas a mais (30 x 10 = 300) e se cada um desses 300 enviar para pelo menos mais dez pessoas, (300 x 10 = 3.000), e assim por diante, até que a mensagem alcance os necessários MILHÕES de consumidores!
É UMA "PROGRESSÃO GEOMÉTRICA" QUE EVOLUI RAPIDAMENTE E QUE VOCE CERTAMENTE JÁ CONHECE !!
Quanto tempo levaria a campanha?
Se cada um de nós repassarmos este e-mail para mais 10 pessoas A estimativa matemática (se você repassá-la ainda hoje) é que dentro de 08 a 15 dias, teremos atingido, todos os presumíveis 30 MILHÕES* de consumidores da Petrobrás (BR).

(fonte da
ANP - Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)
Isto seria um impacto violento e de conseqüências invariavelmente conhecidas...
A BAIXA DOS PREÇOS
Agindo juntos, poderemos fazer a diferença.
Se isto fizer sentido para você, por favor, repasse esta mensagem, mesmo ficando inerte.
Petrobras zera perda com preço da gasolina
Autor(es): SAMANTHA LIMA
Folha de S. Paulo - 26/01/2010

Segundo especialistas, estatal já compensou perdas entre 2005 e 2008 por não ter repassado alta do barril aos combustíveis
Mas eles acham que a empresa não reduzirá preços, como chegou a dizer, porque quer fazer caixa para explorar pré-sal
A Petrobras já compensou os R$ 10 bilhões que deixou de faturar ao manter os preços da gasolina e do diesel defasados em relação à cotação internacional do petróleo entre 2005 e 2008, dizem especialistas. No ano passado, a empresa chegou a dizer que baixaria os preços quando isso ocorresse - mas não é o que o mercado espera, embora o Brasil tenha uma das gasolinas mais caras do mundo.
A compensação ocorreu ao longo de 2009, quando, diferentemente dos três anos anteriores, os preços da gasolina e do diesel vendidos nas refinarias da Petrobras estavam acima das cotações internacionais. Isso aconteceu porque, no auge da crise, a cotação do barril foi derrubada de US$ 140 para menos de US$ 40. Hoje, está entre US$ 70 e US$ 75.
Especialistas ouvidos pela Folha calculam que a Petrobras já tenha conseguido recuperar, só no ano passado, entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões.
Quase um quarto do petróleo refinado no Brasil é importado, porque parte das refinarias brasileiras não processa o óleo pesado produzido no Brasil. Então, quando o óleo importado está mais caro lá fora, como ocorreu entre 2005 e 2008, os custos da Petrobras para produção dos combustíveis sobem -segundo especialistas, não chega a ocorrer prejuízo.
Além disso, nesse período a Petrobras perdia dinheiro ao importar diesel, já que comprava mais caro e vendia ao preço tabelado no Brasil. Segundo analistas, o impacto dessa política é menor do que o gerado pela importação de petróleo.
"Uma empresa privada, em um mercado aberto, repassaria essas variações de custos aos preços finais", diz Nelson Rodrigues, analista de petróleo do Banco do Brasil.
Isso, porém, aconteceu de forma tímida, por determinação do governo, já que a alta dos combustíveis tem impacto direto na inflação e reflexos em toda a cadeia produtiva.
O único aumento para ajuste ao cenário externo, antes da crise, foi em maio de 2008, quando a gasolina subiu 10%, e o diesel, 15%. Para segurar o efeito na inflação, o governo reduziu a Cide, tributo que incide sobre os combustíveis.
No início de 2009, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que os combustíveis só seriam reduzidos quando a estatal compensasse as perdas com a defasagem de preço dos anos anteriores.
Em junho, justificando realinhamento com preços internacionais, o governo autorizou corte na gasolina nas refinarias em 4,5%, e no diesel, em 15%. Ao consumidor, porém, o impacto foi de só 9,6% para o diesel e nulo para a gasolina, já que o governo aumentou a Cide.
Antes de junho de 2009, segundo a consultoria especializada CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), na média, os preços do diesel nas refinarias ficavam 33% acima dos praticados no golfo do México, mercado mais próximo. Até maio, a alta era de 52%, mas, com a queda no barril e o corte no preço no Brasil, chegou ao fim do ano a 20%.
No caso do preço da gasolina nacional, a diferença era de 59% até maio, caindo para 29% pelo mesmo motivo em relação ao diesel. Na média, ficou 41% acima dos preços externos.
Para os especialistas, a tão esperada redução de preço não virá. "O preço que não traria nem perdas nem ganhos à Petrobras é de US$ 90 por barril. E, como esse preço não está longe, acho difícil que mudem agora", diz Rodrigues.
Para Adriano Pires, diretor do CBIE, a estatal vai reforçar o caixa. "Essa folga deverá ser mais uma fonte de recursos para os planos de exploração do pré-sal e, por isso, não deverão abrir mão dela", diz.
Procurada, a Petrobras não se pronunciou.


ANOS DEPOIS, EM 2014...
Brasil tem um dos combustíveis mais baratos do mundo -  AutoInforme

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Não precisa ficar com medo. O futuro terrível não vem.

GRANDE QUEIMA DE LIVROS
Ontem, eu estava no ônibus e passávamos por uma rua próxima ao Bosque da Saúde, lá pelas 13:20hs. Olhei para fora e vi, sobre o murinho de uma casa, duas pilhas com cerca de 10 livros e apostilas em cada uma. Foi rápido, mas pareceu que os livros, cujas capas azul clarinho meio detonadas denunciavam a idade faziam ( ou fizeram ) parte de uma coleção, tipo aquelas "Conhecer" da década de 70, enciclopédias da família ou coisa parecida. O que faziam ali? Àquela hora, e no local onde estavam depositados, acho que aguardavam um carroceiro que os apanhasse e levasse pro ferro-velho, onde virariam papel velho.
Bem, mesmo que fosse um único livro sequer, ainda que fosse um livro do Olavo de Carvalho ( ih, forcei! ), seu destino não deveria ser o lixo ou um ferro velho. Claro, no caso de uma infestação de cupins, daqueles que esburacam tudo na maior maldade, acho que tudo bem. Por quê eu acho que a pessoa simplesmente jogou no lixo aquelas publicações? Simples: estava no murinho. E havia o risco de chuvas ( que, de fato, apareceram ).
Se desejasse que fossem reutilizados, passando-os para frente, bastaria procurar uma ONG ( algumas mantém bibliotecas comunitárias ) ou ligar para o Exército da Salvação, cuja sede nacional ( veja site ) fica EXATAMENTE no mesmo bairro onde fica a casa citada.

Mal e mal comparando, acho que a idéia do FAHRENHEIT 451, de uma sociedade totalitária onde os livros são proibidos e queimados está muito longe de se concretizar. Estamos ainda num estágio em que os livros são espontaneamente desprezados e descartados por algumas ( muitas? ) pessoas e, pior, por comodismo e preguiça de buscar algum lugar ou alguém que os recolha. Ainda não é necessário recorrer a lança-chamas e totalitarismos. Ponto para a vida real.

FÍUMA NÓIS, GUGOU!!
E o 1984, heim? Outro Estado supermegatotalitário descrito nas páginas de um livro de grande sucesso. Ao meu ver, pouco dali se tornou realidade, se é que havia no autor a pretensão de prever alguma coisa quanto ao futuro da humanidade e coisa e tal. Por exemplo: em 1984, as pessoas não tinham direito algum e, entre esses direitos brutalmente sonegados, estava o direito à privacidade. O Partido mantinha a população sob o jugo de seu aparato policial, cuja justificativa ( pensando bem: quem, ali, haveria de tentar justificar alguma coisa? ). As paredes tinham ouvidos. As janelas e os furacões tinham olhos. Os livros tinham orelhas. Não havia como e nem onde se esconder. Você, seu vizinho e as famílias sua e dele eram monitorados todo o tempo, até enquanto dormiam. Seus pensamentos podiam - e seriam, era questão de tempo - ser usados contra vocês. E, como se não bastasse a vigilância estatal, você ainda tinha que tomar cuidado com os delatores. Que podiam estar dentro de sua própria casa. Enfim, ninguém se escondia. Até Deus dá uma folga, mas o Grande Irmão, não.
Pensou? Que terror, heim? Graças a Deus, vivemos num mundo em que pessoas comuns se preocupam com a privacidade, e exigem ficar longe dos olhos de curiosos. Com direito até a andar despidas pela casa, se assim quiserem, ou comer catota sem o temor de estar sendo visto, filmado e/ou gravado e fotografado. Não aceitamos, de governos ou empresas, qualquer desculpa ou justificativa que tente explicar uma câmera seguindo nossos passos. Não admitimos. Venderemos caro nossa privacidade. Não adianta vir com ameaças ou recompensas ( não há recompensa capaz de substituir um direito humano tão caro e essencial desses ). Batemos o pé e não fraquejamos. Pode vir com "Guerra contra a Oceania" ou estatísticas de roubos de carros, que a gente não engole: NÓS NÃO QUEREMOS SER FILMADOS OU FOTOGRAFADOS!
Invasão de privacidade
Google Street View causa incômodo e indignação pelo mundo
A proposta é nobre: oferecer ao usuário, além do mapa tradicional, a imagem real das ruas, com suas casas e escritórios. Mas as imagens do Google Street View, capturadas por carros como este aí ao lado, em cidades de vários países, têm gerado reclamações de invasão de privacidade e sensação de insegurança.
“Ao desenvolver novos produtos, é natural que surjam problemas correlatos. Temos de corrigi-los e garantir a privacidade das pessoas”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicações do Google Brasil. Para isso, a empresa criou um software que borra rostos e placas de carros, mas ele não é infalível.
No Brasil, onde o Google já fotografou Belo Horizonte, não houve problemas. “Pelo que vimos até agora, as pessoas querem ser fotografadas” [ DESTAQUE DO BLOG ], diz Ximenes. O serviço deve começar pra valer no País em junho de 2010.
Para remediar as críticas, o Google deixa um link presente durante toda a navegação nas fotos para denunciar imagens problemáticas. Mas nem isso tem evitado uma enxurrada de confusões nos países nos quais o serviço foi implantado (veja o mapa acima).
E, apesar dos tumultos, tem mais gente procurando sarna pra se coçar. A Microsoft vai lançar o Bing Maps e o Streetside. Qualquer semelhança é mera concorrência.
( Publicado em
GALILEU )

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais uma dica de veículo para o paulistano que deseja enfrentar as costumeiras enchentes em "Swamp-Paulo"! Um...barril!

Paulistano, cidadão exemplar, pagador de impostos regular, munícipe consciente e deveras preocupado com os destinos da metrópole que ama ( apesar de ter passado o dia 25 de Janeiro na praia, LONGE da aniversariante ) desenvolveu um veículo ( espera ) eficaz para ser usado nos dias de enchente. Um veículo definitivo e, por não expelir fumaça e nem usar gasolina ou outro derivado de petróleo, altamente ecológico, o que faz a diferença nos dias que seguem.


Contudo, ainda que o cidadão faça das tripas coração, em seu cotidiano, para melhorar as condições em nossa cidade, ele terá que enfrentar as forças do atraso, que parecem preferir permanecer no atual estado das coisas: na imagem acima ( tirada por um popular pelo telefone celular ) o flagrante de uma numerosa equipe de agentes da Indústria da Multa numa das pistas da Marginal Pinheiros, destacados pelo "Comando Central" para punir e extorquir o pobre motorista ( TSK, TSK! ). A engenhosidade e pioneirismo, forças motrizes de nossa sociedade moderna, são tenazmente perseguidas e punidas por um corpo burocrático insensível às demandas e exigências dos tempos que seguem.


Como sói acontecer, o final é inevitável: o inclemente guarda passa o lápis no cidadão, e descola mais alguns cobres para os já abarrotados cofres municipais. ATÉ QUAAAAANDO?????!?!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Contêiners em "Swimming-Paul" ( ou "Swamp-Paulo" ): quem cancelou foi o Kassab ou o SERRA?

Só deu para postar isso agora. Mas ainda servirá como registro de como os jornais podem "montar" um fato, sem no entanto, mentir descaradamente. Ou, segundo a velha campanha publicitária da Folha, "mentir dizendo a verdade".
No caso em questão, apesar das manchetes culpando "a Prefeitura" ou "o Kassab", não se omite que, quem realmente abandonou o projeto de contêiners, proposto durante o governo da Marta Suplicy, foi o JOSÉ SERRA, em meio àquela febre de factóides que criou para tentar fazer chafurdar a reputação da administração petista, fazendo parecer que a cidade estava financeiramente quebrada. Como Serra não conseguiu, decidiu ele e Kassab chafurdaram a própria cidade. Que lixo!
Kassab ( sic ) abandona projeto e prevê multa para lixo
Folha de S.Paulo 14/01/2010
A nova ofensiva da Prefeitura de São Paulo contra sujeira prevê multa para o morador que colocar seu lixo na rua muito antes do horário da coleta, mas ignora um projeto que existe desde 2004 e que, se implementado, poderia evitar que as chuvas espalhassem os resíduos pelas vias, como tem ocorrido na cidade nos últimos dias.
Trata-se da instalação de contêineres em boa parte das ruas e avenidas da cidade, para evitar que os sacos de lixo sejam levados pela enxurrada e entupam bueiros.
Pelo contrato do lixo, assinado em 2004 pela gestão Marta Suplicy (PT), as concessionárias de coleta teriam de instalar os contêineres até outubro de 2008. As estruturas plásticas com tampa seriam colocadas a cada cem metros nas principais vias paulistanas, principalmente em áreas onde há prédios.
O projeto, no entanto, foi abandonado em 2005 pela gestão José Serra (PSDB) e ignorado pela gestão de seu sucessor e afilhado político, Gilberto Kassab (DEM), segundo a qual os contêineres só serão implantados em 2014.
O adiamento se deve a uma estratégia da prefeitura para obter desconto no serviço por meio de cortes em investimentos. Em 2005, o então prefeito Serra encomendou um estudo à Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para analisar o contrato do lixo, que o tucano suspeitava estar superfaturado. O órgão concluiu que os valores estavam corretos, mas que, se o início de alguns serviços fossem adiados, os pagamentos mensais poderiam ser 17,31% menores.
Em 2007, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) fez um acordo com as coletoras Loga e Ecourbis para que recebessem 17,31% a menos do previsto e, em troca, adiassem investimentos, que incluíam a instalação dos contêineres.
Agora, deve iniciar uma investida publicitária para informar os horários de coleta para que a população se programe e coloque o lixo para fora de casa na hora certa, inclusive com consulta de horários pela internet.
Para evitar a multa, de R$ 50, o lixo tem de ser colocado até duas horas antes do caminhão passar. Se a coleta for no período noturno, o lixo pode ser colocado a partir das 18h. A regra vale apenas para casas e prédios residenciais.


Prefeitura de SP ( sic, sic ) ignora plano contra lixo espalhado na rua
MARIANA BARROS
EVANDRO SPINELLI
da Folha de S.Paulo
A nova ofensiva da Prefeitura de São Paulo contra a sujeira nas ruas em época de chuvas prevê até multa para o morador que tirar o lixo de casa muito antes do horário da coleta, mas ignora um projeto de 2004 concebido justamente para evitar que as águas espalhem os resíduos pelas vias da cidade, como tem ocorrido nos últimos dias.
Trata-se da instalação de contêineres em boa parte das ruas e avenidas da cidade, o que acabaria com as cenas de sacos de lixo sendo levados pela enxurrada e entupindo bueiros.
Pelo contrato do lixo, assinado em 2004 pela gestão Marta Suplicy (PT), as concessionárias de coleta teriam de instalar os contêineres até outubro de 2008. As estruturas plásticas com tampa seriam colocadas a cada cem metros nas principais vias paulistanas, principalmente em áreas onde há prédios.
O projeto, porém, foi abandonado em 2005 pela gestão José Serra (PSDB) e ignorado pela gestão de seu sucessor e afilhado político, Gilberto Kassab (DEM), segundo a qual os contêineres só serão implantados em 2014. O adiamento se deve a uma estratégia da prefeitura para obter desconto no serviço por meio de cortes de investimentos das empresas.
Em 2005, o então prefeito Serra encomendou um estudo à Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para analisar o contrato do lixo, que o tucano suspeitava estar superfaturado. O órgão concluiu que os valores estavam corretos, mas que, se o início de alguns serviços fossem adiados, os pagamentos mensais poderiam ser 17,31% menores.
Em 2007, Kassab fez um acordo com as coletoras Loga e Ecourbis para que recebessem 17,31% a menos do previsto e, em troca, adiassem os seus investimentos, que incluíam a instalação dos contêineres.
Agora, o prefeito vai iniciar uma campanha para informar horários de coleta a fim de que a população coloque o lixo para fora de casa na hora certa, sob pena de multa a partir de abril.
Segundo o secretário de Serviços, Alexandre de Moraes, a multa só será aplicada após uma campanha publicitária da prefeitura. A propaganda só deve ser feita dentro de aproximadamente um mês.
Será criado ainda um site no qual o morador poderá verificar o horário da sua coleta

Para quem não conhece o "Estadão", Janine Ribeiro dá aula; Agora, quem quer conhecer o "Estadão", leia este texto de Jasson de Oliveira Andrade

Tomo a liberdade de reproduzir aqui a opinião do filósofo Renato Janine Ribeiro, publicada nas páginas do próprio Estadão. A minha intenção é confrontar as palavras de Janine ( em defesa do jornal que, segundo o filósofo, nunca, jamais, em tempo algum, apoiou a censura durante os Anos de Chumbo ) com a do Jasson de Oliveira Andrade que, em texto já publicado neste humilde blog, mostrou que a coisa não foi bem assim, e que os proprietários do Estadão demonstraram um pendor autoritário capaz de assustar até mesmo os militares golpistas. Leiam os dois artigos e tirem suas conclusões, ainda que provisórias ( quando apresentados a outras informações, é elementar que façamos uma revisão em nossas crenças, não? ). O texto de Jasson vem primeiro, que é para criar, logo de cara, a sensação desagradável de que o Estadão que conhecemos é o mesmo que conhecemos: golpista.
Censura: 1968 – Mordaça no Estadão, por Jasson de Oliveira Andrade
O feitiço virou contra o feiticeiro. O exemplo deste ditado é o Estadão. Em 1964, além de liderar o golpe militar, o seu dono Júlio Mesquita Filho elaborou um Ato Institucional, instituindo penas rigorosas, piores ou pelo menos igual àquelas impostas por Getúlio Vargas no Estado Novo (1937-1945), que puniram o referido jornalista. O ato não foi adotado: era muito autoritário. Mais tarde, em 13 de dezembro de 1968, Costa e Silva editou o Ato-Institucional nº. 5. Era mais ameno do que aquele pedido pelo proprietário do Estadão, mas também autoritário. O ato puniu o jornal, censurando-o. Conto essa historia no artigo “A CENSURA DO ‘ESTADÃO”, que consta de meu livro GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA (página 269). Outros artigos explicativos sobre a época: “DISCURSO QUE PROVOCOU O AI- 5” (página 271) e OITO ANOS SEM MAGALHÃES TEIXEIRA (página 281). Agora, em 22 de junho de 2008, o Estadão publicou uma reportagem: “A luta do “Estado” contra a censura – Mostra conta como jornal manteve compromisso com o leitor e resistiu ao regime militar instituído nos anos 60”. O jornal revela o que é a mostra, sob o título 1968 – Mordaça no Estadão: “A história da resistência dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde à censura, nos anos de regime militar”.
Revela o Estadão: “Sob a ditadura, enquanto quase todos os jornais do País aceitaram a determinação para que o material vetado pelos censores fosse substituído por outro, dando a impressão de normalidade, o Estado recusou-se a participar disso. Passou a preencher os espaços vagos com trechos do épico Os Lusíadas, de Luís de Camões. O JT [Jornal da Tarde] mostrou idêntica combatividade, recorrendo porém a inusitadas receitas culinárias”. Depois do AI-5 (13/12/1968), segundo o Estadão, “A liberdade de expressão e a independência da imprensa foram os primeiros alvos. A censura aos jornais passou a ser feita por meio de telefonemas, telegramas, telex, com listas de temas que não podiam ser noticiados ou comentados. A situação deteriorou-se nos anos seguintes, com a ascensão ao poder do general Emílio Garrastazu Médici, até que no dia 24 de agosto de 1972 os censores se instalaram nos jornais e começaram a cortar textos nas provas de impressão (…) Os censores só foram embora no dia 3 de janeiro de 1975, às vésperas das comemorações dos 100 anos de existência do jornal”.
A censura do Estadão terminou em 1975. No entanto, a Ditadura Militar só acabou dez anos depois, em 1985, com a eleição, ainda indireta, de Tancredo Neves. Seria o fim de um regime que a jornalista Maria Isabel Pereira, em reportagem ao jornal O MUNICÍPIO de São João da Boa Vista, publicado no dia 31 de março de 2004, definiu como UMA NOITE QUE DUROU 21 ANOS (GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA, página 106). Um texto que recomendo aos meus possíveis leitores.
No mesmo período abordado pelo Estadão, tivemos o recrudescimento da tortura. Mas essa é outra história.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista”
Portal Mogi Guaçu, 29/07/2008

Para quem não conhece o 'Estado'
Renato Janine Ribeiro
Tenho lido, nas cartas de leitores a O Estado de S. Paulo e sobretudo nos comentários de internautas em sua página na web, observações de pessoas sem muita noção do que é este jornal. Usam expressões preconceituosas, carregadas de ódio pela esquerda (que chegam de chamar de "subversiva") e até de simpatia pela ditadura militar.
É preciso lembrar, a esses leitores e a todos os mais jovens, o papel do Estado durante a ditadura. Não é segredo que o jornal apoiou a deposição do presidente João Goulart. Não é segredo que, na sua oposição ao getulismo, projeto político que comandou a política brasileira de 1930 a 1964, o Estado acreditou na necessidade de um regime de exceção breve e eficaz.
Contudo, mesmo quem discorda dessa opção deve reconhecer que o Estado acreditava nela. Foi uma escolha de valores. Não foi uma adesão oportunista, como, por exemplo, a do governador de São Paulo em 1964. Por isso mesmo, tão logo o regime militar começou a adotar medidas das quais o jornal discordava, ele criticou-o. A história do Estado é a de um jornal que viveu na oposição mais tempo do que na situação.
Mais que isso. No fatídico 13 de dezembro de 1968 - quando já se esperava o anúncio da medida mais liberticida da História do Brasil, o Ato Institucional número 5 -, a edição do Estado foi apreendida por ordem do governo. Dela constava um editorial que ficaria célebre, Instituições em frangalhos, hoje disponível no site, que responsabilizava o marechal Costa e Silva, ditador da época, pela crise em que vivíamos. Tratava-o com respeito - "sua excelência" do começo ao fim -, mas não hesitava em chamar o regime de ditadura militar.
Esse confisco de uma edição não foi apenas simbólico. Nos anos que se seguiram, o Estado foi o diário brasileiro a amargar o mais longo período de censura prévia de nossa História. É digno de nota que se recusou a se autocensurar. Deixou bem separadas as posições do reprimido e do repressor. Nem café, diz a legenda, dava aos censores.
Também se recusou a substituir as matérias proibidas por outras, palatáveis. Como a censura não deixasse saírem em branco as colunas cortadas, publicou em seu lugar trechos de Os Lusíadas. Seu jornal irmão, o Jornal da Tarde, tratado com igual rudeza, colocava receitas de cozinha nas páginas censuradas. O engraçado, dizia-se, é que leitores distraídos do Jornal da Tarde teriam reclamado que as receitas não davam certo... Mas a grande maioria entendeu o que acontecia.
Com os ventos dos anos 70, o jornal mudou várias de suas opções antigas. Publicou uma histórica entrevista com Celso Furtado, o que talvez não fizesse 20 anos antes.
Tudo isso mostra uma honra que ninguém pode negar ao Estado: é um jornal que teve e tem convicções. Podemos discordar - ou não - de suas posições, mas ele jamais compactuou com a repressão, com a tortura, com a censura.
Hoje, se o jornal não apoia a Comissão da Verdade proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, terá suas razões para isso. Eu, pessoalmente, defendo a apuração da verdade, para que todos os brasileiros saibamos o que aconteceu e para que a (má) História não se repita - só para isso.
Mas de uma coisa tenho certeza: as razões do Estado nada têm em comum com as daqueles que aplaudem a tortura, que ainda usam a palavra "comunista" como insulto contra todos os de quem discordam, que gostariam até mesmo de expulsá-los do País que é de todos nós.
Aqui está o recorte entre a democracia e a não-democracia. Aprendemos com a ditadura. Sabemos que ela é uma caixa de Pandora: quando se solta o demônio do autoritarismo, ele devasta. Isso ensina que é essencial termos liberdade para divergir. Nos anos 50 e 60, muitos achavam que a democracia era mero meio para valores mais importantes - para uns, a sociedade ocidental e cristã, para outros, a sociedade sem classes. Creio que o longo período de trevas ensinou, a quem o viveu, que a democracia não pode ser rifada em função de outros valores. A democracia não é meio. Ela é um fim em si, um valor fundamental.
O curioso é que, em que pese a absurda censura judicial que afeta esse jornal há meio ano, hoje não há mais nenhuma instância estatal que possa punir a expressão de opiniões. Isso é muito bom - e por isso mesmo soa tão chocante a ilegalidade que é a censura ao Estado.
Mas, voltando ao fim da repressão política pelo Estado brasileiro, isso não quer dizer que nossa sociedade tenha reconhecido o direito à divergência. Um espírito maniqueísta, opondo bem e mal, domina muitos cidadãos que falam sobre política, costumes e o que seja em nosso país.
Por incrível que pareça, nesse ponto o Estado brasileiro e suas instituições parecem mais adiantados que a sociedade. Comecei este artigo criticando opiniões de leitores e internautas, justamente porque eles condenam seus desafetos com mais rapidez do que faria qualquer tribunal, hoje, em nosso país.
Em outras palavras, a democracia por vezes está mais forte nas leis e nas instituições do que no povo do qual - segundo o artigo 1º de nossa Constituição - ela emana. Ela ainda é um texto, mais que uma prática. Mas palavras, com a força da lei ou a da imprensa, não são pouca coisa. Pode demorar, mas elas acabam surtindo efeito.
Disse Stendhal em 1817, ao saber da Revolução de Pernambuco (no seu único texto em que menciona o Brasil), que a liberdade é contagiosa. É como a peste e o único meio de acabar com ela, ironiza ele, é "lançar os pestíferos ao mar". Já sofremos essa tentativa de extermínio. Hoje, graças a quem se opôs à ditadura, vivemos a boa contaminação pela liberdade.
Renato Janine Ribeiro é professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo
E-mail: rjanine@usp.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Outra dica de veículo ideal para você trafegar em Swimming-Paul: O "SwamP boat"! Fantástico!

A engenhosidade do ser humano desconhece limites. E a criatividade faz toda a diferença. Eu vi esta belezinha, chamada "SwamP boat" na vinheta de apresentação do "CSI MIAMI" e pensei: "Taí uma invenção, comumente usada nos pântanos da Flórida. Mas tem toda a pinta de que seria muito bem empregada aqui na metropole orgulhosa. Eu fico pensando: brasileiro de classe-média ADORA viajar à Miami, Flórida, e adora copiar ou adotar hábitos estrangeiros ( leia-se: americanos ), como no caso dos festejos de HALLOWEEN, já bastante popularizados aqui. Por quê, então, nenhum destes entusiastas do pró-americanismo bananeiro tenha sugerido o uso deste incrível engenho, pelos paulistanos?

Editora mineira, mencionada no blog em Junho de 2009 em função de propagandas do governo de SP, entra em contato com blogueiro

Não costumam deixar comentários em meus blogs; assim, não tenho muito traquejo para respondê-los. Hoje abri meu email e dei de cara com a seguinte mensagem, a respeito de um post relativamente antigo ( data do ano passado ), que eu precisei reler pra lembrar do que se tratava. Acho que o mínimo que posso fazer, já que estamos entrando no campo das reputações alheias, é pegar o comentário que a pessoa deixou-me ( em que traz alguns esclarecimentos ) e publicá-lo na forma de um post. É o que eu faço, a seguir. O texto a que a visitante se refere foi transcrito no final deste post, para facilitar vossa consulta:
Érika disse...
Prezado Humberto,
Nós da editora Iemar, responsáveis pela edição da revista Educação Sem Segredos, encontramos este post relacionado a nossa publicação através do sistema de busca do Google.
Informamos que a publicidade do nosso periódico número 1 e 2 foi cedida aos anunciantes sem custo algum, no intuito de divulgarmos o nosso trabalho e captarmos futuros clientes.
Aproveitamos a oportunidade para parabenizá-lo pelo blog.
Atenciosamente,
Érika - Iemar


Minha resposta ao comentário:
Humberto Capellari disse...
Oi, Érika. Sabe o que é? Tem gente, entre os quais me incluo, de saco cheio de ver os governos estaduais paulistas torrarem altas quantias em propaganda como, por exemplo, o faz com a SABESP. E, escaldados pelas denúncias feitas em 2006, acusando o então governador Geraldo Alckmin de direcionar verba publicitária da Nossa Caixa para veículos de imprensa amigos, então foi nesse espírito que este post foi feito. Espero não ter cometido nenhuma ofensa, e publicarei seu comentário na forma de post, OK? Obrigado pela visita e boa sorte.



O post em questão. Olhando bem, seu teor não é agressivo, mas acho que a perceptível cautela que tive foi bastante justificável:
Propaganda da OSESP e da TV Cultura em desconhecida revista educacional de MG! É o que a Folha chamaria "pulverizar"!
Não me perguntem como eu descolei isso. Afinal, talvez não seja nada demais, não é? Bom, que seja pelo registro.
A revista ( a que tenho em mãos é a edição 2, e custa R$ 5,90; tem uma boa matéria de várias páginas sobre o "bullying"* e uma revelação: a Editora Abril/ Fundação Victor Civita recebeu o "Prêmio Darcy Ribeiro** de Educação" da Câmara dos Deputados, como um dos "destaques na área educacional em 2008"; ), aparentemente voltada ao mesmo público da famigerada "Nova Escola" - da mais ainda famigerada Editora Abril - se chama "Educação sem Segredos", tem periodicidade semestral e é publicada pela Editora Iemar ( não, também não conhecia... ).
De acordo com o "Expediente" da revista - cuja tiragem anunciada é de 40.000 exemplares -, a editora fica em Contagem, Estado de Minas Gerais.
A distância de São Paulo, e o fato de tratar-se de outro Estado da Federação não impediu que a publicação recebesse publicidade do Governo de São Paulo, na forma de [ veja ] anúncios da TV Cultura ( a agência responsável por esta é a "CfC" Cultura Feita em Casa, e parece ser da própria emissora ) e da OSESP ( neste caso, a agência é a "Cento e Seis" - OBS: O site dá um puta enjôo!! ).
É aquilo que a Folha chamaria "pulverização", pelo menos quando se trata do governo Federal ( sendo que este teria desculpa para anunciar em todos os Estados, se assim desejasse ).
*é aquilo que eu sofri quando era moleque, mas só que em português
** Darcy Ribeiro foi secretário de Educação do Rio de Janeiro na administração Leonel Brizola.
Que ironia: " ( ... ) O relacionamento de Brizola com os demais órgãos de informação do país também nunca foi muito melhor do que o que ele tinha com a Globo. A revista Veja, da editora Abril, por exemplo, insinuou, em uma matéria destituída de qualquer evidência ou provas, o enriquecimento ilícito de Brizola ( ... )".
( Tirado de "Um guerreiro contra a manipulação da mídia", de Luiz Antonio Magalhães, publicado no Observatório da Imprensa, em 2004 ); agora já podem conceder à editora o Prêmio Paulo Freire...
BOLA PRETA.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A realidade é sempre pior, não tem jeito: Serremoto e Aquassab fazem o verdadeiro "Milagre dos Peixes"!!

Eu comentei aqui em casa, há uns 5 ou 6 dias, que seria de bom-tom que não houvesse qualquer tipo de festejo pelo aniversário da cidade de São Paulo. E que melhor seria se pegassem o dinheiro que seria gasto num desses shows de celebração e, em vez do show, no dia 25 se fizesse um imenso mutirão, com os funcionários das subprefeituras fazendo limpeza de bocas-de-lobo e, também, recolhendo todo o tipo de móveis e demais entulhos que os ingenuos e bem-aventurados cidadãos paulistanos abandonam ( bastando, para isso, a mais ínfima oportunidade ) em qualquer esquina da cidade. Sei lá, foi um exemplo.
Aí, fiquei sabendo que haveria, sim, shows pela cidade. Um deles, que foi aquele que mais me chamou a atenção, será a apresentação de Milton Nascimento e Lô Borges, no Parque da Independência, Bairro do Ipiranga.
Aí eu brinquei: "Putz, que ironia. O cara [ Milton ] tem aquela música
'Milagre dos Peixes'. Tudo a ver com essas enchentes. Acertaram no convidado, bem apropriado."
No Twitter, escrevi o seguinte:

"Show musical celebra data, apesar de afogamento de aniversariante : http://TwitPWR.com/CbY/
10:39 AM Jan 22nd from web"


E mais esse:

Pois bem: na linha dum velho ditado de origem incerta, "a realidade é sempre pior": as tais chuvas e águas que passaram a castigar mortalmente São Paulo, causando estragos nunca vistos na história desta cidade, a partir da conquista, por Serra - e, depois, por Kassab - da prefeitura paulistana resultaram, desta vez, numa situação cômica ( e, no meu caso, profética ), em que peixes de 1,5kg foram encontrados, pela equipe de limpeza, num dos importantes túneis que perfuram a metrópole que estava sendo limpo, após uma enchente hedionda:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=26037

Como diz o título deste post, é o verdadeiro "Milagre dos Peixes". E eu acredito que, meio de uma forma torta e coisa e tal, acabei adivinhando que tal milagre ocorreria. É o sobrenaturaaaal!!! Acho que vou tentar uma vaga no Cobra Coral, sei lá.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hora do Povo: "Pentágono só não provocou o sismo porque não sabe como"


Pentágono só não provocou o sismo porque não sabe como
As forças armadas dos EUA nunca fizeram segredo da intenção de produzir terremotos e furacões para usá-los contra terceiros. Também se propunham a controlar o espaço, com a “guerra nas estrelas”, e as mentes, com as estúpidas experiências do MKUltra.

Não há limites para o que eles desejam, mas larga é a distância entre querer e poder. E a paranóia jamais foi boa conselheira em matéria de luta política.

Portanto, sugerimos ao presidente Chávez um pouco mais de atenção com aqueles que falam por falar. Provavelmente foi gente desse tipo que o aconselhou a investir em “energia solar” ao invés de construir umas termoelétricas que teriam evitado facilmente o atual racionamento de energia na Venezuela.

( HORA DO POVO, ed 2832, 22.01.2010 )

A QUE CHÁVEZ SE REFERE? LEIA AQUI:
Chávez: terremoto no Haiti foi obra da USN
Presidente venezuelano diz ter provas

FOI O CHÁVEZ, MESMO?
EE.UU. creó el terremoto de Haití
Un reporte preparado por la Flota Rusa del Norte
[ GRIFO DESTE BLOG ] estaría indicando que el sismo que ha devastado a Haití fue el "claro resultado" de una prueba de la Marina Estadounidense por medio de una de sus "armas de terremotos"
http://www.radiomundial.com.ve/yvke/noticia.php?41129

SE VOCÊ DISCORDA, FICOU CURIOSO, OU ACHA QUE PRECISA DE MAIS INFORMAÇÕES, TENTE ESTA: http://humbertocapellari.wordpress.com/2008/06/05/terremotos-na-china-foram-provocados-pelo-sistema-haarp-video-de-10-minutos-em-ingles/


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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mais soluções para o cidadão que queira enfrentar as costumeiras enchentes paulistanas. Cortesia deste blog.

Este é o fabuloso e inovador "Aquabol", modelo infantil. É um produto que deverá fazer parte da lista de compras de todo cidadão paulistano que seja prejudicado com as costumeiras enchentes que vitimam a cidade, impedindo as pessoas de exercer seu direito de ir-e-vir. A qualidade de vida poderá ser recuperada, mediante a aquisição desta magnífica invenção. Uma necessidade de nossos tempos!
Dia 25 de Janeiro, dia em que comemora-se o aniversário da cidade, pode ser uma data mui especial para você, seus familiares e amigos: comemorem a data presenteando-se a valer com esta inovação. Sejam os primeiros de sua vizinhança a possuir esta belezinha! Cause inveja nos vizinhos! Foque as oportunidades e seja um orgulhoso gestor de soluções nas intempéries furiosas que vêm por aí!

GOSTOU DESTE PRODUTO? ENTÃO EXPERIMENTE ESTE TAMBÉM: "O Correio da Elite soluciona o problema de mobilidade nos dias de enchente na cidade de São Paulo!! Não fique boiando: SAIBA MAIS!"

LEIA TAMBÉM:
Kassab vai construir piscinões que Serra engavetou há 5 anos - Folha, 07.01.2010

" [ Antonio Arnaldo ] Não era a única voz contra os reservatórios. Diretores da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), como Geraldo Biazoto Junior e Regina Monteiro, diziam que os piscinões poderiam aumentar ainda mais a deterioração ambiental da região central.
Cinco anos depois, os técnicos concluíram que a construção dos piscinões é a melhor forma de usar aqueles recursos." [ grifo deste blog ]

Tsk, tsk!

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Blogar é...cuidar de um tamagotchi

Putz, o dia já acabou! Esse lance de blogar e cuidar de outros perfis na WEB é um puta dum tamagotchi faminto e insaciável. Se você descuidar, o "Gremlin" te toma inteiro e te submete a seus [ dele, tamagotchi ] caprichos e necessidades. Se você for um sujeito relaxado, despreocupado, relapso, o bicho definha. Tomara que aprenda logo a voar e suma do ninho, bicho fominha e dependente.

A indústria da multa não existe: multas aplicadas ao excesso de velocidade aumenta em São Paulo: de 19% para 26%



Fiscalização multa mais em corredores de ônibus - AgoraSP, 14.01.09 ( texto incompleto )
Infelizmente, o site botou apenas uma amostra grátis da notícia que foi pro jornal, a qual trata de apresentar uns números da CET, referentes - apenas - aos seis primeiros meses dos últimos três anos ( Quadro: "Balanço de Multas" ). Bem, uma simples matéria de jornal não é o suficiente para termos um panorama completo da situação, mas é o que eu tenho nas mãos e, possivelmente, é o que eu saberia ler e entender.
A matéria do jornal chama a atenção para a infração "invadir a faixa exclusiva de ônibus", que teria sido a causa da autuação, no primeiro semestre de 2009, de 199% mais motoristas que no mesmo período de 2008. Segundo o jornal, essa infração sequer figurava no ranking anual das mais praticadas ( "e a CET não divulgou os seus números absolutos anteriores", diz o jornal, mas eu não entendi o que isso quer dizer ) mas, em 2009, respondeu a 3% dos resultados, conforme o gráfico que ilustra a matéria. Ultrapassar o sinal vermelho, por exemplo, correspondeu a 5%; abaixo, então, dos 7% de 2008 e o mesmo que 2007. Os números, repito, são referentes aos seis primeiros meses destes anos. O respeito ao rodízio parece ter aumentado, pois a porcentagem de multas tem diminuído: 33% em 2007; 29% em 2008 e 27% em 2009. Se bem que furar o rodízio é bem menos grave do que correr, falar ao celular dirigindo ou ignorar o vermelho.
 

Deixemos de amenidades e migalhas. Sabe o que realmente sofreu um incremento? O EXCESSO DE VELOCIDADE, a diversão dos nossos Fittipaldis que se comprazem disputando "pegas" imaginários, em pleno trânsito cotidiano, como se fosse videogame, ficou em segundo lugar no ranking da idiotice..
Vejam: eu poderia reclamar dos "rachas", apontando o caráter fora-da-lei da prática. Mas isso tanto faz. O que realmente importa é: corre-se do jeito que quiser, em qualquer lugar e hora do dia, sem precisar recorrer aos "preparativos" que fazem parte dos rachas, da logística digamos assim.
 

Eu falo de você estar andando no meio da rua ( pois as calçadas, também feitas para os automóveis e só ) em seu bairro e ser brutalmente morto por um imbecil que, ao ver a rua "livre", resolve dar uma "esticada" e acaba pegando você. Ou de pessoas impacientes que não se conformam em ter de andar "devagar" e "não chegar nunca" ao destino. Também posso lembrar de suburbanos ( "funk" no último volume, claro ) que, ao passar perto de uma "bitch", resolvem mostrar como são machos pra caral$%*&ho. Para provar a macheza, é necessário fazer uso do carro. A propaganda explora isso muito bem, com considerável sucesso. Imagino, também, que o comportamento mostrado pelo suburbano que retratei também faça bastante sucesso entre as moças, senão tal comportamento seria abandonado sem choro.
 

Depois de tanta volta, já esquecia de mostrar os números do EXCESSO DE VELOCIDADE. Eis:
- 26% em 2007;
- 19% em 2008 e
- 26% em 2009, ou seja, depois de uma suposta queda no período 07/08, os números voltaram ao patamar de 2007 ( 26% ), mais próximos da realidade, penso eu.
Agora, vejam bem uma coisa: os limites de velocidade permitidos nas ruas e avenidas de São Paulo são bastante graduados, podendo ficar entre 30km/h e 80km/h. Mais ou menos isso, já que eu não dirijo. Há quem defenda que, limitar em 30km/h, traria mais segurança (
A segurança da baixa velocidade , Blog do Chicão) o que eu acho correto. O motorista quer apenas chegar no destino, está focado nisso. Os outros que se virem para proteger sua integridade física.

Há cidades na Espanha que reduziram os limites ( eu tinha um texto publicado no El País, que não sei onde foi parar ); entrementes, há defensores dos limites nos patamares em que se encontram, ou daí prá cima.
Eu acho que, uma coisa deve ficar muito clara ( falo em meu nome e, talvez, de algumas outras pessoas ): a redução das velocidades, impostas aos automóveis, não deve ser feita com o intuito de proteger motorista e carro, de evitar acidentes que prejudiquem as seguradoras. A importância toda deverá ser dada à vida do pedestre. Toda a decisão deverá levar em conta, em primeiro lugar, o interesse do pedestre. Pedestre-pedestre, e não "pedestre-que-se-encontra-miseravelmente-nessa condição-temporária", que ESTÁ pedestre mas não se conforma em ser um. Que pensa com a cabeça de um motorista. Daqueles que gostariam de aplicar a teoria econômica de um Hayek, no trânsito e dando permissão total e sem amarras a circulação irrestrita e irresistível dos automóveis. Qualquer regulação, portanto, que vise coibir esta "liberdade" total será interpretada como um hostil "ato-totalitário-fascista-estatal". É necessário ter em mente o seguinte: as medidas restritivas costumam vir apenas como última cartada, aos 47 do segundo tempo. Quem decide as coisas faz o possível para mudar certas coisas, de modo a mantê-las quase inalteradas, ou torcendo que alguém bole algum estratagema que apenas surtirá efeito temporário, garantindo aos espertos uma boa forma de fazer grana: "Dispositivo repreende quem ultrapassa limite de velocidade" . Apenas isso, curiosidades e traquitanas.


HIPPÓLIT( R )O AO VOLANTE, PERIGO CONSTANTE
"
Processos contra motorista bêbado dobram em 2009" - Folha Online, 06.01.2010


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Nem se fala mais sobre a "fraude" nas licenças-saúde dos funcionários do TJ-SP. Sabe por quê? As histórias eram exageradas!

A notícia ribombou, há duas semanas, como um Exocet: um monte de servidor público da Justiça de São Paulo gazeteando e vivendo às expensas dos contibuintes. Lançando mão de fraudes e irregularidades em licenças médicas, lhes estaria sendo permitido ausentar-se do trabalho sem a redução de seus provimentos. Um escândalo ( 1 ) ...
O Globo Online diria, em título de matéria no dia 05, que o TJ "
não estava nos planos do TJ a punição aos fantasmas", o que dava a entender que o Tribunal ia amaciar pros meliantes. Só depois de ler a matéria inteira é que saberíamos que ninguém seria punido antes das investigações, o que é muito justo.
Essa suposta "indústria das licenças" levou alguém de meu convívio, igualmente funcionário público, a redigir uma revoltada mensagem a ser enviada ao jornal AgoraSP - onde leu
a matéria sobre essas supostas fraudes; o mesmo jornal informava que a associação de funcionários ( Assetj ) desconhecia o "esquema" ( 2 ). Tal epístola seria subscrita por este que vos tecla, já que a mencionada pessoa está sujeita à Lei da Mordaça que recai sobre esses trabalhadores do serviço público estadual. Sem maiores problemas, se excetuarmos o fato de que eu não estava acompanhando o assunto e ignorava-o completamente. Mas um panetone me fez enxergar a importância de externar minha opinião abalizada sobre tão escandalosa farra.
Mandei o email para o jornal, que publicou-o. De forma muito tosca e adulterada, a meu ver, o que gerou um post que poderá ser lido aqui.
Passou o tempo. E, certo dia, eu li o desmentido ( 3 ). Eu li e guardei, só que não estou encontrando no meio do monte de papéis. Acho eu que foi na coluna FUNCIONALISMO, também do jornal Agora. Com esse extravio, acabei esquecendo ( esquecimento que perdurou até agora ) de postar a nova informação mostrando que, se há algo errado, esse errado está muito distante daquilo que os jornais divulgaram. E, até onde sei, o que torna o desmentido muito mais urgente, não foi-lhe dedicado o mesmo estardalhaço. Portanto, imagino, as pessoas continuam achando que há milhares de servidores públicos recebendo salários e passando férias na Espanha. Depois de breve busca no site do jornal, não encontrei nada e, assim, fui direto na fonte, personagem diretamente implicada no enredo, onde descolei um texto que parece esclarecer a questão. Percebam a discrepância entre o que diz o TJ, e o que falaram os jornais:

( 3 )
TJSP esclarece questão sobre licenças-saúde
TJ-SP, 12.01.2010
Diante das reportagens veiculadas a respeito de supostas irregularidades na concessão de licença-saúde aos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a presidência do Tribunal vem a público, com base nos dados oficiais fornecidos pela diretoria da Área Médica e Odontológica da Secretaria de Planejamento de Recursos Humanos do Tribunal, apresentar os seguintes esclarecimentos a respeito do tema:
1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo conta atualmente com 43.980 servidores ativos.
2. No período de outubro de 2008 a setembro de 2009, 5.184 servidores obtiveram licença-saúde, depois de serem submetidos a exame médico pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, o que representa 11,78% da força de trabalho do Tribunal.
3. Os intervalos de dias de licença variaram de 5 dias até 365 dias.
4. Aproximadamente 54% das licenças não ultrapassaram o período de 60 dias, a significar que 2775 servidores, neste prazo máximo, reassumiram regularmente as suas funções, sendo certo que ao cabo de 180 dias outros 1003 servidores também voltaram às suas atividades normais, totalizando 70% de todas as licenças.
5. Acima do período de 180 dias permaneceram em licença-saúde apenas 1406 servidores, o que representa 3% do quadro de servidores do poder judiciário.
6. Por força do provimento nº 1.595/2008, do Conselho Superior da Magistratura, foi autorizado o credenciamento de médicos peritos para, em casos excepcionais, realizar inspeção médica em magistrados e servidores, visando à concessão de licença para tratamento de saúde e aposentadoria por invalidez, observadas as regras do regimento interno e da lei orgânica da magistratura nacional.
7. Por conta desta norma administrativa, foram credenciados médicos peritos de várias especialidades e iniciaram-se, em casos excepcionais e específicos, algumas inspeções médicas em magistrados e servidores.
8. Em agosto de 2009, a presidência do Tribunal de Justiça determinou a realização de perícias médicas em servidores afastados em licença-saúde há mais de 3 anos.
9. Apurou-se que cerca de 700 servidores encontravam-se nesta situação.
10. No dia 21 de setembro de 2009 iniciaram-se as perícias nestes servidores, convocando-se em média 86 por mês.
11. No período de 21 de setembro a 23 de dezembro de 2009 foram periciados 167 servidores, constatando-se que 99 deles já reuniam condições de reassumir as suas funções, 48 necessitavam, ainda, continuar afastados e 20 deveriam ser aposentados por invalidez.
12. Foi dentro deste universo de 167 servidores já periciados, que se encontrou o índice de 59% de retorno às funções e não do total de licenças concedidas durante todo o ano, como inicialmente divulgado.
13. Por fim, esclarece-se que não foram constatadas durante as inspeções médicas, fraudes aparentes que pudessem ensejar a abertura de processos administrativos disciplinares.
14. Apenas um caso foi encaminhado à comissão processante permanente, diante da própria declaração do servidor de que no período de licença exerceu outra atividade laborativa.
Era o que incumbia a esta Presidência informar para aclarar os fatos e restaurar a verdade.

( 1 ) Tribunal de Justiça de SP descobre 4.800 servidores recebendo sem trabalhar
AGÊNCIA ESTADO, 04.01.2010
Havia funcionário recebendo que morava nos EUA e outro na Espanha
O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4.800 servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da Corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.
A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da Corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anunciou foi feito nesta segunda-feira (4), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.
Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — e sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária usava como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.
O desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos, disse ter ficado surpreso.
- A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.
A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.
Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. Viana Santos diz que não haverá caça às bruxas na casa.
- Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa. Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.

( 2 ) Associação afirma que desconhece a fraude
Vinícius Segalla do Agora, 07.01.2010
O presidente da Assetj (Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), José Gozze, mostrou-se surpreso com o esquema de fraudes no TJ-SP quando foi informado, pela
reportagem do Agora, sobre o caso.
"Nunca ouvi nada a respeito e não conheço nenhum esquema como esse. Mas, se isso for verdade, trata-se de um absurdo, que precisa ser investigado", disse o sindicalista.
De acordo com ele, o órgão responsável pelas concessão de licenças médicas é a Secretaria de Estado da Saúde, e são eles que precisam ser ouvidos. "O Poder Executivo precisa explicar como algo dessa natureza pode ter acontecido."
O Tribunal de Justiça e a Secretaria da Saúde estão investigando os casos.

Imagem do dia: "INSINO", visto em placa identificando obra do Governo do Estado de SP. Juro! "Insino", com "I" de "Ingreja"


A inducassão vai mal, vai mal. Reproduzo, acima, achado na seção "É com você", do JT, na edição do dia 15 de janeiro deste. A foto, publicada pelo jornal, lhes foi enviada pelo leitor Antonio Carlos Silva. Çem comentãrius.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Indústria da Multa não existe: não tem efetivo; logo, não há a onipresença desejável e necessária de que tanto se reclama à toa

Talvez a máquina seja mais eficiente que o homem. Por isso, calculo, a Prefeitura paulistana dê preferência aos "Caetanos", "Pardais" e outros nomes simpáticos com que a população conhece as câmeras e radares.
Mas, em termos biológicos, falta gente, e de carne e osso. Quer a prova? Vejam o trecho a seguir, tirado de uma reportagem publicada no Estadão, numa data posterior/simultânea às enchentes que passaram a ocorrer a partir de 08 de Dezembro, na Capital:

" ( ... ) Pela manhã, o maior índice foi registrado às 9h, com 128 km de lentidão - o que não representa recorde. Em parte porque a CET não monitora todas as ruas da cidade. E com a marginal tomada por pontos intransitáveis de alagamento, os motoristas não conseguiam chegar ao centro expandido. Havia 648 marronzinhos na rua - o dobro do efetivo para o horário. ( ... )" ( "Às 15 horas, capital teve zero km de lentidão", ESTADO, 09/12/09,
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091209/not_imp478982,0.php )
Perceberam? Os 648 heróicos marronzinhos que tentavam, "sísificamente" , ajudar em algo, em meio àquela balbúrdia aquática representavam o dobro do número geralmente destacado praquele horário, e cuja tarefa é - se entendi bem - cobrir o Centro Expandido da Capital. Não é um número miserável e insuficiente? Não é uma situação propícia pros canalhas desfrutarem sem receio de serem apanhados?
Se eu flagrar automóveis sobre a calçada numa rua do bairro onde moro, sou obrigado a telefonar à CET para solicitar uma visita pedagógica dum fiscal ( coisa que, aliás, fiz bastante hoje ). Nem sempre o bravo justiceiro chega a tempo de receitar e aviar a devida medida profilática pro meliante motorizado. Oras, diante dum quadro assim, fica óbvio que a bola, o campo, o juiz, a torcida e até mesmo o time adversário estão a favor dos salafrários que barbarizam nas ruas e calçadas de São Paulo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Já ia esquecendo: CRATERÃO DO METRÔ TUCANOPRIVADO COMPLETA TRÊS ANOS!!



O nome do craterão podia ser "Horácio", como o dinossaurinho do Maurício de Souza, que não sabe quem são seus pais...

RELEMBRE O CASO:

Sanha privatista gera tragédia nas obras da Linha 4 do Metrô-SP

1 - O consórcio que construia a linha é o mesmo que a abocanhou no leilão

2 - Edital exigia do consórcio método para construção que não foi seguido

3 - Governo se omitiu de fiscalizar tanto o projeto quanto a execução da obra

4 - Casas rachadas, 10 acidentes e outros avisos do desastre foram desprezados

Privatizada às pressas, na calada da noite, a Linha 4 é recordista absoluta de acidentes, bem acima da média de qualquer outro trecho cons-truído pelo Metrô paulista. A tragédia era uma questão de tempo com o modelo adotado pelos tucanos. O consórcio que contrata é formado pelas mesmas empresas que são contratadas e que por sua vez fiscalizam, ávidas para começar a arrecadar a bilheteria da Linha Amarela, com o menor custo possível. Para o governo estadual ficou a parte de injetar quase US$ 1 bilhão sem nada fiscalizar.
Tucanos passaram fiscalização da Linha 4 aos açambarcadores

Com a privatização, além de receberem US$ 1 bilhão de dinheiro público, as empreiteiras fiscalizam a si mesmas, da mesma forma que são contratadas por si mesmas para construir a Linha 4 do Metrô

O trágico acidente ocorrido na estação Pinheiros da Linha 4 – Amarela do Metrô paulista, infelizmente, é o resultado da política tucana de sobrepor ao interesse público a ganância daqueles que se apropriaram das estatais, em que os superlucros que propiciam as privatizações estão acima de tudo, inclusive da própria vida.

Gestada pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), derrotado nas últimas eleições presidenciais, a privatização da Linha 4 do Metrô é o exemplo mais acabado disso: os vencedores da licitação para administrá-la são os mesmos que são responsáveis pela sua construção e manutenção – sem fiscalização alguma por parte do Estado. Com o leilão realizado na madrugada do dia 9 de agosto do ano passado, o vencedor foi o Consórcio MetroQuatro, liderado pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), que já tem o controle de 1,2 mil quilômetros de estradas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, como a Via Dutra e a Ponte Rio-Niterói. Da CCR fazem parte, entre outras, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Serveng-Civilsan. Também faz parte da CCR a Odebrecht, segundo informação contida no site da construtora.

Enquanto isso, do Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4, participam as empreiteiras Odebrecht (CBPO), Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Alstom e Siemens – as duas últimas, transnacionais.

DINHEIRO PÚBLICO
No esquema montado pelos tucanos, o Estado investirá quase US$ 1 bilhão na construção de 12,8 quilômetros subterrâneos, com 11 estações, que irá da estação Luz, no centro da capital paulista, à estação Vila Sônia, na Zona Oeste. Já o consórcio privado MetroQuatro, que ficará com a concessão da linha por 30 anos, terá que arcar com apenas US$ 340 milhões na compra de trens, trilhos e alguns equipamentos.

O acidente ocorrido no último dia 12 é o 11º acidente grave em obras da Linha 4, como afundamento e rachadura de imóveis, rachaduras na linha e vazamentos de gás. Os problemas nas obras têm sido levantados sistematicamente pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, por deputados e entidades populares, como o acidente que aconteceu em dezembro de 2005, quando uma casa e imóveis comerciais também foram sugados pelas obras. Inclusive o presidente do Metrô, Luiz Carlos Freyze David, foi convocado pela Comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembléia Legislativa de São Paulo para dar explicações, como a mudança do método construtivo Shield (“tatuzão”), conforme edital de licitação, pelo método NATM, que acabou prevalecendo nos contratos. Segundo o deputado Simão Pedro Chiovetti (PT), presidente da Comissão, “o presidente do Metrô disse que aquilo foi um ‘incidente’ e que não voltaria a ocorrer” e que “a empresa adotou uma forma de contratação pela qual a mesma [o Metrô] não detém nenhuma fiscalização, pois o contrato é fechado [v. matéria nesta página], onde o Consórcio ganhador deverá entregar ao Metrô uma linha com estações, vias permanentes e pátio de manutenção”. Ou seja, as empreiteiras que constroem “fiscalizam” a si mesmas, da mesma forma que são contratadas por si mesmas para construir a Linha 4.

Para o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Manuel Xavier Lemos Filho, “o método Shield é muito mais seguro. Ele traz muito mais segurança para a obra. A obra foi licitada para ser feita em Shield. No meio do processo o governo do Estado e a empreiteira anunciaram que havia sido mudado para o sistema NATM. A obra está orçada em US$ 940 milhões e esse era o preço para ser realizado em Shield e, de repente, foi mudado para um método mais barato. Então, nós queremos uma explicação do governo do Estado do motivo da mudança, porque o sistema NATM é mais instável, traz mais risco para a obra e demanda uma quantidade de preocupação maior do que o Shield”.

Questionado através de um Requerimento de Informações encaminhado pelo deputado Simão Pedro, também em dezembro de 2005, sobre o método construtivo, escavações, segurança etc., o então secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, se limitou a responder dois meses depois que “os contratos observaram os preceitos da Lei de Licitações” e que os “contratos estão arquivados na Secretaria à disposição do ilustre parlamentar”.

Mesmo que os fatos comprovem que eram de conhecimento do governo paulista os graves problemas que vinham ocorrendo na Linha 4, o atual governador, José Serra (PSDB), jogou toda a responsabilidade sobre seus parceiros no modelo de gestão tucana e eximiu o governo de Estado do dever de fiscalização. “A obra é de responsabilidade das construtoras, inclusive a segurança dela. Elas ganharam a concorrência”, disse.

VALDO ALBUQUERQUE
Obras da Linha 4 têm histórico de acidentes

As obras da Linha 4 do Metrô já têm um histórico de falhas, erros e omissões. Acidentes registrados nos últimos 2 anos, foram denunciados pelo Sindicatos dos Metroviários. Veja abaixo a listagem das ocorrências:

16/03/2005 - três operários ficaram feridos após explosão no canteiro de obras da estação Butantã, provocada pela detonação de uma espoleta para implosão das rochas.

21/11/2005 - um vazamento de gás paralisa as obras da estação Fradique Coutinho. O problema foi causado por uma escavadeira que danificou a tubulação da Companhia de Gás do Estado de São Paulo (Comgás).

02/12/2005 - um funcionário que trabalhava na estação Vila Sonia foi atingido por uma barra de ferro e caiu em um poço de cerca de 27m de profundidade, a vítima quebrou uma perna.

03/12/2005 - uma casa afundou e uma edícula de outra desabou por causa de uma infiltração de água nas escavações do Metrô entre as estações Faria Lima e Pinheiros. Outras três residências foram interditadas.

06/12/2005 - a parede de uma loja na avenida Casper Líbero, próximo a estação da Luz, caiu durante a demolição de um prédio vizinho que dará lugar a uma estação do Metrô.

15/01/2006 - cabos telefônicos foram atingidos quando técnicos do Metrô faziam a medição do nível de água no subsolo, próximo a estação Oscar Freire. Cerca de 4 mil casas ficaram sem telefone por 3 dias.

19/04/2006 - uma fissura encontrada na parede de um túnel do Metrô provocou a interdição de oito casas na rua João Elias Saad, próximo a futura estação Oscar Freire.

03/05/2006 - um corsa quase caiu em um buraco de aproximadamente 35 metros de profundidade aberto no canteiro de obras do Metrô próximo a estação Oscar Freire, depois de ser atingido por uma picape.

27/06/2006 - um operário que trabalhava na obra da estação Fradique Coutinho foi atingido por um deslizamento de terra. Ele ficou parcialmente soterrado e foi levado para o Hospital das Clínicas com ferimentos leves.

04/11/2006 - o operário José Alves de Souza morreu soterrado depois de um desmoronamento em um túnel de 25m de profundidade na estação Oscar Freire. Outro operário sofreu escoriações e foi levado ao Hospital das Clínicas.


Governo de SP, avisado um dia antes, ignorou o perigo
O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, José Luiz Portella e o presidente do Metrô, Luiz Carlos David, admitiram, no fim de semana, que na última quinta-feira, portanto um dia antes do desabamento da obra do Metrô de Pinheiros, eles foram informados que os equipamentos detectaram o rebaixamento do revestimento do túnel.

Apesar dessa informação, eles decidiram não tomar nenhuma providência junto ao Consórcio privado, responsável pelas obras da Linha 4 do Metrô. O Consórcio Amarelo, beneficiado pela privatização da Linha 4 do Metrô, ocorrida no ano passado, também não tomou nenhuma providência. “Não havia necessidade de parar”, disse David. “Existe sempre a possibilidade das paredes cederem. É sempre previsto”, avaliou o presidente do Metrô. Em menos de 24 horas ocorreria o desastre.

A morte de duas pessoas que estavam no local do acidente, além do grande transtorno provocado na cidade, poderiam ter sido evitadas, caso essas autoridades tivessem cumprido a sua obrigação e tomado alguma providência para avisar e proteger a população da região. Essas e outras decisões e omissões serão investigadas e analisadas pelo inquérito policial que será aberto para investigar as causas e as responsabilidades pelos tristes fatos ocorridos na sexta-feira.

Antes da Linha 4, o Metrô fiscalizava e gerenciava as obras, relata Sindicato

“Desde o momento em que o governo do Estado anunciou em 2003 que a forma de contratação para a Linha 4 seria um pacote fechado, em que o Metrô não teria nenhuma responsabilidade sobre a construção, nós questionamos este modelo”, afirmou ao HP o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Manuel Xavier de Lemos Filho.

Segundo Xavier, “o metrô contratou a empreiteira, entregou inclusive só o projeto básico com as diretrizes principais, prevendo uma linha da Luz à Vila Sônia. Os técnicos do metrô não tiveram participação alguma na execução da obra. Velocidade, forma de realização, como está sendo feito, material que está sendo usado, tudo isso é de responsabilidade da empreiteira”.

O sindicalista informou que todas as obras no Metrô anteriores à Linha 4 foram realizadas pelo “sistema de contratação direta das empreiteiras e das projetistas, com o Metrô fazendo o acompanhamento, fiscalização e gerenciamento das obras”. E citou como exemplo a escavação de túnel. “Os engenheiros do Metrô faziam o levantamento topográfico da frente de escavação, verificando posição e eixo do túnel, se o gabarito estava correto, se a contenção provisória estava na espessura especificada, se o concreto era o especificado para obra etc. Após isso, o engenheiro do Metrô liberava, ou não. Se precisasse ficar parado um dia, uma semana ou um mês para fazer a sustentação do túnel, se paralisava a obra para fazer a sustentação”, disse.

Para Xavier, o grande número de acidentes na Linha 4 “é um indicativo de que tem coisa errada. Não é possível que a população continue sobressaltada com constantes acidentes. Com certeza absoluta não dá para colocar a culpa na chuva, como na nota oficial do consórcio Via Amarela. Não dá para deixar na mão da iniciativa privada uma obra deste vulto, em um meio urbano adensado como é São Paulo, sem uma fiscalização rigorosa dos órgãos públicos. Não dá para deixar o interesse do lucro se sobrepor sobre a segurança”.

O diretor do Sindicato dos Metroviários lembrou denúncias feitas por trabalhadores, que não quiseram se identificar, de que “na véspera do acidente havia fissuras na parede do poço, dentro do túnel, e que orientação que tiveram foi para jogar concreto para disfarçar em caso de fiscalização, que não é do Metrô, que consegue ser ludibriada por uma colcha de retalhos”. Xavier citou ainda denúncias de moradores da região de Pinheiros de que explosões nas obras da Linha 4 “ocorriam das seis horas da manhã até oito horas da noite, mas de um período para cá passou a ocorrer também de madrugada e a intervalos menores. Isso causa um abalo em toda a estrutura, no solo, no terreno. Isso não foi levado em conta? Isso não contribuiu para o desmoronamento? A instrumentação era adequada? As empresas de instrumentação eram capacitadas? Que equipamentos eram utilizados na instrumentação? A quantidade de equipamentos eram suficientes? Por que num desabamento dessa magnitude nenhum aparelho que estava instalado detectou o que estava acontecendo? Essas perguntas precisam ser respondidas”.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Não foi isso o que eu disse, jornaleco! ( A metamorfose ultrajante sofrida pela carta de um leitor de jornal )

ATÉ QUAAANDDOOOO?!?!!!
Primeiro, um diálogo introdutório semi-ficcional. Prá suscitar o interesse do leitor. Ou fazê-lo ( o leitor ) fugir de uma vez:
Recebo um telefonema. Do outro lado da linha, me perguntam:
- Viu a matéria que saiu no "XYZ" ( o nome do jornal foi alterado para manter a integridade do blogueiro )? Sobre a
fraude das licenças médicas no Tribunal de Justiça.
- Ah ... quase nada. Li as manchetes - respondi - mas não estou sabendo de nada.
- Então, - prosseguiu - urge que você mande, sem mais delongas, uma carta pra esse periódico, comentando esse ultraje, blablablabla...
Repliquei:
- Mas não posso fazer isso. Eu não manjo do assunto. E não tenho muita informação sobre o ocorrido. O jornal tá cheio de mensagens de leitores que escrevem sem a menor preocupação com detalhes importantes como, por exemplo, assertividade, conteúdo significativo e verossímil. Não basta ler o jornal e sair repetindo baboseiras.
- Eu sei disso - confortou-me minha interlocutora, antes de metralhar - mas você tem que opinar sobre essa reportagem, e blablabla, porquê o governo de SP blabloblu, o funcionário público nem médico tem pra conseguir atendimento, atestado menos ainda, você acaba indo trabalhar doente blablabla...
Quando, após o "curso rápido e prático por telefone sobre as práticas médico-trabalhistas do governo tucano do Estado de São Paulo" consegui falar novamente, respondi:
- Tá certo. Mas continuo "boiando". Eu não vou escrever umas insanidades, botar meu nome e achar que cumpri meu dever de cidadão opinativo. Por quê VOCÊ não escreve pro jornal e dá sua opinião abalizada sobre o assunto?
- Oras, bobalhão, como funcionária pública eu não posso fazer isso. A "
Lei da Mordaça", lembra? - esclareceu-me.
- Ah, é... - concedi - mas isso não muda um fato: você entende dessas coisas, e eu não. Ponto. Eu não gosto de falar do que não sei ( apesar de fazer isso com freqüência ). Uma vez mandei carta prum jornal, dizendo que não concordava com o posto móvel do Poupatempo, quando ficou instalado num shopping ou hipermercado aqui da Vila Prudente. Eu disse ( não com estas palavras ) que o governo deveria ter colocado o serviço num local público, e não em local concedido pela iniciativa privada, e que isso parecia, a meu ver, ou um conflito de interesses, ou uma confluência sinistra de interesses. Além disso, até mencionei locais onde se poderia colocar o trambolhão do Poupatempo. A resposta da Assessoria de Imprensa, não lembro se da Prefeitura ou do Estado, me colocou em meu lugar, mostrando que os locais que citei não serviriam.
- Façamos o seguinte, caro apedeuta autocomiserado: eu escrevo o texto e você assina a autoria. Que tal? - propôs-me.
Retruquei:
-Mas isso não parece muito certo. Claro, trata-se de um expediente para driblar a Lei da Mordaça, mas sei lá, viu? Acho que não...
- Mmmm... Fazendo-se de difícil, heim?, testou-me. Bom, todos têm um preço e um Calcanhar de Aquiles. Vou apelar pro seu preço: e se eu te comprar um panetone?
Topei na hora, sem fraquejar. Pouco depois, recebi o texto por e mail, copiei-o, acessei a página do prestigioso "XYZ" e colei-o na seção indicada, a das mensagens dos leitores. Não demorou 2 ou 3 dias, e minha carta foi publicada.
"Minha", prá ser bem sincero é força de expressão. Eu sei que "por razões de espaço, coerência etc, as cartas enviadas aos jornais podem ser editadas, reduzidas, resumidas etc". Sei disso. Só que, geralmente, quando se faz isso, costuma-se manter o sentido desejado pelo autor, a mensagem a ser passada. Isso não pode ser mudado, e os jornais - até onde sei - costumam respeitar isso. Mas me parece que, neste nosso caso, isso não aconteceu. Vejam a mensagem original, enviada ao jornal:
"Convivo com uma pessoa que está em licença médica pelo Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo, que, ao contrário do que foi informado na reportagem, não é vinculado à Secretaria de Saûde, mas à Secretaria de Gestão, pois, para o governo de São Paulo, a saúde de seus funcionários é um problema de saúde, não de medicina laboral ( OBS: aqui há um problema de coerência, que - Mea Culpa!! - somente apurei depois de enviada a mensagem para o jornal: onde se lê "é um problema de saúde", leia-se "é um problema de gestão" ) . A reportagem é duplamente revoltante porquê, além do aspecto da corrupção, há o fato de que muitos funcíonários públicos, honestos e que realmente precisam do afastamente sofrem humilhações por parte de alguns médicos ou tem suas licenças negadas sem justificativas, entre outros problemas. Há, na Assembléia Legislativa, a tentativas de se instaurar uma CPI do DPME, mas até agora sem sucesso."
Atentem para isso: a mensagem cita, explicitamente, duas Secretarias de Estado e o próprio governo estadual, além de esclarecer que o departamento de perícias médicas é vinculado a uma secretaria diferente da informada pelo jornal. Ou seja, apontou um equívoco na matéria. Além disso, denuncia que o funcionário público de São Paulo enfrenta severas dificuldades e reveses quando necessita, por questões legítimas de saúde, de um afastamento de suas atividades. Finalmente, informa que já existe, na ALESP, um pedido de Comissão Parlamentar para investigar o departamento de perícias, "mas até agora sem sucesso". Como uma centena de outras, completo.
Agora, vejam o excremento em que se transformou, depois da edição feita pelo jornal, a mensagem enviada por mim, e que acabou sendo publicada na edição de ontem, domingo:
"FRAUDE
O problema das fraudes no Tribunal de Justiça é duplamente revoltante. Além do aspecto da corrupção, há o fato de que muitos funcionários públicos, honestos, que realmente precisam do afastamento, sofrem humilhações de alguns médicos ou têm suas licenças médicas negadas sem justificativas ( ... )".
A adulteração de minha carta atinge o ápice no final, quando um horrendo clichê é acrescentado sem piedade, tornando-me, a meus próprios olhos, um sujeito MUITO MAIS BURRO E IDIOTA do que eu realmente costumo ser, e nivelando-me ao que há de pior nesses leitores que são habitués das seções de cartas, notórios frequentadores desses espaços. Mais três anos de terapia, a caminho...:
" Até quando ( Arrhhghhhhh! ) esse absurdo continuará no país ( Bleeearrggggghhh!!! )?
Eu nunca, jamais, em lugar algum, a não ser como paródia, escreveria um "até quando?", expressão transparente de mediocridade e falta de criatividade. Tá perguntando para quem, afinal?
E nunca, jamais etc, cairia na burrice e mau-caratismo de "confundir" um problema clara e detalhadamente localizado ( ou seja, da incumbência do GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO ou, mais precisamente, do Serra, do PSDB, dos Dembusteiros ), com algo maior ( entenda-se: "do país", significando, of course, "do Lula" ), num nível abstrato.
É isso o que o jornal fez: tirou o do Serra/PSDB/Dembusteiros da reta e pôs mais essa no do Lula. Que lixo! Mas, que delícia de panetone...

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