domingo, 30 de agosto de 2009

"Teus risonhos lindos copos têm mais flores!" - VEJA AQUI!

OU:
http://www.superperolas.com/video-de-vanusa-cantando-errado-o-hino-nacional/

QUESTÃO: TONINHO VANUSA [ falecido recentemente ] sabia cantar decentemente nosso [ o Brasileiro, não o do Palmeiras ] hino? Ou só mascava chiclete?

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!


Como todos nós sabemos, "us pulíticus" são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos "tornamos pulíticus", vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou oferecendo propina para não sermos multados...

A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

"Propina no trânsito 
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes."

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:

"Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para "resolver a questão" (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha - por aquilo que escreveu - tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos."
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo

Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram "fazer conta" diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante "pescou". E apostou pra ver. Ocorre que "insinuação" velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana "indignada" com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor...bem..., todo mundo aqui entende [ penso eu ] que "policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista", isso é altamente sugestivo.

Ecce povo: Relembrando o "Mike Maguí"

1 - Carta de um leitor publicada na seção Sexo, do encarte Revista da Hora, jornal Agora SP, de 23 de Agosto de 2009:
"Tenho 23 anos e sou casado. Faço sexo com a minha mulher normalmente, mas, quando tenho relações com outras, ejaculo muito rápido. Será que o meu problema é psicológico ou estou com ejaculação precoce? - T.F.P"
Não vou transcrever a resposta do especialista que assina a seção, um psiquiatra do HC. Vou, no entanto, dar a minha própria resposta.
Vejam bem: ele diz ser casado, e que transa legal com a mulher. Natural. Com as outras ( mmmm... ) ele "ejacula rápido".
A falta de maiores informações a respeito de sua relação conjugal não nos permite visualizar o quadro todo. Por exemplo: sua mulher, ela sabe que você "é rápidinho" com "as outras"? Aliás, ela sabe, ao menos, que você tem outras, ou você nunca disse a ela? E quanto a sua esposa: ela tem outros? Ou você mete bala nela se descobrir que não é o único?
Será que você, seu liberal, não se sente culpado dessa vida dupla? Ou tem, por outro lado, medo dela descolar um cara que não seja tão rápido no gatilho, além do medo de que esse cara tenha um gatilho bem maior que o seu? Como se sabe, apesar do que parece, não temos padrões tão rígidos de moral, exceto quando as coisas nos incomodam.
Saca essa: parece que aquele CQC está - ou esteve - em um estresse com a atriz pornô conhecida pelo nome artístico de Pâmela Butt. Ela não gostou nada, nada, de ter sido chamada de "prostituta" e de "puta".
Agora, garanhão, sabe por quê ela adentrou o ramo do "entretenimento adulto"? Escuta, então.
De acordo com uma carta que ela mandou para a famosa revista "mundo cão/ fofocas/ baixarias popularescas" da Editora Abril, intitulada SOU + EU, a moça [ antes de ter abraçado esta nobre carreira ] namorava - ou era casada - com um cara que, um dia, levou um filminho pornô para o casalzinho assistir. Dá prá imaginar o cara [ o marido ] babando, vendo o trabucão causando estragos na atriz em cena, certo? Pois bem. De repente a "Pamela" elogiou a performance do ator, ou sei lá, sua avantajada qualidade de atuação.
O maridão [ ou namorado, sei lá ], todo enciumado, diante da reviravolta que o caso tomou, fez o que qualquer cabra-macho liberal faria, ao ver sua mulher se engraçar com outro [ nem que fosse na base da fantasia erótica ]: ESPANCOU A GAROTA! MUITO!
Como a mocinha não deve ter, jamais, ouvido falar da Lei Maria da Penha, refugiou-se no mundo liberal, excitante e bem-remunerado dos filmes pornô. Como protesto, claro. E tá aí, seguindo carreira. Só que, justificadamente, ficou p* da vida de ter sido chamada de "puta" pelo CQC.
Brincadeira à parte, não ironizo a violência pela qual a moça passou, nas mãos de um homem, em tese, "liberal" e "sacana", que viu toda a sua teoria ir por água abaixo quando percebeu que sua mina estava gostando de assisitir ao pornozinho.
Entende? É legal ver o "Tatuzão Arrombador" [ aliás, certos textos de histórinhas eróticas fazem mais lembrar uma sessão de extração de informações no SPA de Guantánamo, acha não? ] fazendo estragos, por exemplo, na região glútea das mulheres, contanto que não sejam nossas mães, filhas e namoradas. Estas, a gente tem que comer primeiro, sem deixar gavião vir bicar.
De volta ao leitor TFP, talvez você esteja preocupado com a possibilidade de que sua esposa, tadinha, esteja descolando um amante que não seja tão "precoce" como você é para as "outras mulheres de sua vida". Essa tensão toda está fazendo você não render a performance desejada, campeão.
* MIKE MAGUÍ é o nome de um texto do glorioso L. F. Veríssimo, no qual um casal conversa sobre "um pornozinho" que assistiram na residência de um casal amigo. O clima fica meio esquisito quando algum dos dois menciona, ainda que de forma reticente, o "talento" do protagonista da película, o tal "Mike Maguí".

Ex-potência global: Bases americanas na Colômbia = OBJETIVO É DISPUTAR LIDERANÇA REGIONAL COM O BRASIL, diz site [ em espanhol ]

El porqué de las bases militares en Colombia
El objetivo es… ¡Brasil!
Expertos argentinos explican las razones últimas de las bases militares en Colombia, como necesidad estratégica de EE.UU.: de potencia global a potencia regional.
En los centros del trazado estratégico estadounidense saben que pasó el tiempo de la potencia única y global. Para enfrentar a la Unión Europea (UE), China y Rusia, Washington quiere asegurarse el control de América Latina. El problema lo tiene en el Sur, por ello pretende acabar con Brasil. Las posibilidades de resistencia con que cuenta la región. El rol de UNASUR y otras iniciativas de integración. Sobre esos puntos se expresaron, en entrevista exclusiva con APM, los politólogos y expertos en geopolítica Marcelo Gullo - autor de los libros “Argentina-Brasil: La gran oportunidad” y “La insubordinación fundante. Breve historia de la construcción del poder de las naciones” - y Carlos Alberto Pereyra Mele, del Centro de Estudios Estratégicos Suramericanos.
El interés geopolítico de Estados Unidos consiste en retrasar el paso de ser una potencia global a una potencia regional”, dijo Gullo. La crisis que atraviesa Estados Unidos -manifestó- no es coyuntural, sino estructural, porqué, por primera vez desde 1970, se han disociado los intereses de la alta burguesía norteamericana con el Estado. A partir de la década del ´80 las industrias estadounidenses, buscando pagar salarios más bajos, se van al Asia para producir con destino al mercado norteamericano, lo cual produjo un lento proceso de desindustrialización dentro del propio territorio.
“Todo ello generó un enorme proceso de gente sin trabajo. Ese sería el eje conceptual de la crisis financiera global, dejando a Estado Unidos desindustrializado, sin suficientes empleos suficientes y con 40 millones de pobres”, destacó.
Estados Unidos aspira a mantener un papel protagónico y por consiguiente intenta expulsar a China de África e impedir la alianza entre Rusia y Europa occidental. “Esas dos grandes estrategias están fracasando, por eso tiene la necesidad de que América Latina sea su zona de influencia exclusiva; por tal motivo pone un pie en Colombia”, subrayó Gullo.
Estados Unidos sólo produce el 15 por ciento de la energía que consume y América Latina le provee el 25 por ciento de sus necesidades en materia de recursos.
En tanto, Pereyra Mele precisó que “Colombia es un país bioceánico, es vecino del que le vende el 15 por ciento del petróleo - Venezuela - y además limita con Ecuador, también país petrolero. Desde las bases navales de Málaga y Cartagena de Indias, Washington tiene rápido acceso al mayor punto de comunicación comercial del mundo, el canal de Panamá”. La importancia geopolítica que tiene Colombia para Estados Unidos se expresa en lo táctico y en lo estratégico, explicó Gullo.
Desde el punto de vista táctico, dijo: el complejo industriar militar necesita crear focos bélicos, para justificar la producción y renovación del material bélico. Sin tal esquema, ese aparato no tiene con que justificar su existencia.Y desde una mirada estratégica, continuó, el objetivo es lograr la capitulación del poder nacional brasileño, y para ello traza un cerco en su derredor, comenzando en Colombia y con la idea de continuar por Bolivia y Paraguay.
En ese marco, América Latina está obligada a reforzar sus acuerdos regionales, como UNASUR, CAN y MERCOSUR, para evitar fracturas y controlar las turbulencias domesticas (como el golpe de Estado en Honduras), que posibiliten la expansión de las Fuerzas Armadas estadounidenses en el área.
Según Pereyra Mele, la solución al problema que plantea el avance estadounidense sobre América del Sur pasa por la defensa irrestricta de las áreas por donde fluyen y se conectan los tres sistemas hidrográficos más importante: el Orinoco, Amazonia y del Plata.
“Para ello se deben desarrollar políticas internacionales coherentes, dentro de las limitaciones que nos plantea la potencia hegemónica. Es muy importante profundizar el MERCOSUR y ampliarlo, darle mayor presencia a UNASUR y a los organismos de defensa regionales. Es necesaria la creación de un complejo industrial militar argentino-brasilero, para mejorar nuestras capacidades de defensa, sin dependencia externa, incorporando a otros países”, concluyó Pereyra Mele. Para Marcelo Gullo, América Latina conforma una ecumene cultural única. “Lamentablemente, desde el punto de vista político está partida en dos. Por un lado México, América Central y el Caribe, zona de influencia exclusiva de Estados Unidos, y por el otro América del Sur”, subrayó.
Quizá podría agregarse respecto de esta última reflexión que el odio sistémico de los poderes estadounidenses a la Revolución Cubana quedaría explicado por haber sido ella la única experiencia concreta de freno a la hegemonía de Washington sobre las regiones Norte, Central y Caribe de América Latina.
Ante el desafío hasta aquí expuesto, “la responsabilidad principal es de Brasil, por ser la entidad con mayor poder relativo del área. El problema está en que la clase dirigente brasileña no comprende adecuadamente que para resistir la agresión estadounidense no necesita socios débiles, sino socios fuertes. Deben comprender que lo importante no es su industrialización aislada, sino la industrialización de toda América del Sur”, concluyó Gullo. Los cambios de políticas militares que Barack Obama prometió en su campaña presidencial hasta ahora no se han cumplido.
A menos que alguien crea que lo identitario pasa exclusivamente por la pigmentación de la piel, ni siquiera podemos decir que un afro-americano llegó a la presidencia.
Más allá de las palabras, Obama le solicitó al Congreso de Estados Unidos 83.400 millones de dólares en fondos extras, para financiar las aventuras bélicas en Irak y Afganistán; avanza con la instalación de nuevas bases militares en Colombia y mantuvo una posición más que ambigua respecto del golpe de Estado en Honduras.
El presupuesto que maneja el Pentágono es 50 veces superior al total de gastos militares que efectúa el conjunto de países del sistema internacional. Por supuesto, realiza las mayores inversiones a nivel mundial en investigaciones bélicas y espaciales. Semejante disponibilidad de recursos le permite a estados Unidos acometer en forma simultánea con injerencias bélicas en diferentes áreas del orbe.

LIVRE!!! AL-ZIADI, HERÓI QUE SAPATOU O BUSH SAIRÁ DA INJUSTA CADEIA MAIS CEDO, DIZ SEU ADVOGADO [ EM ESPANHOL ]

Monumento representando o sapato de Alá na fuça de George W. Bush tornou-se um local de peregrinação tão importante para o Islã, quanto Meca tem sido nos últimos séculos

Periodista que atacó a zapatazos a ex presidente Bush saldrá de prisión antes de tiempo
29/ 08/ 2009
Moscú, 29 de agosto, RIA Novosti. El periodista iraquí Muntazer al Ziadi en prisión por lanzarle sus zapatos al ex presidente de Estados Unidos George W.Bush será liderado antes de tiempo, informó hoy el abogado del recluso, considerado héroe en su país, y la mayoría de estados de la comunidad árabe.
"Nos han informado de forma oficial la decisión del tribunal. La liberación anticipada de al Ziadi es una victoria de los medios de prensa iraquíes honestos e independientes, afirmó Karim al-Shujairi, abogado del célebre preso.
Precisó que su cliente será liberado por buena conducta el próximo 14 de septiembre, tres meses antes del plazo establecido en el veredicto del tribunal que lo condenó.
Tras considerar su acción como una agresión contra el líder de un país extranjero en el curso de una visita oficial, el Tribunal penal central de Iraq condenó a Ziadi a tres años de cárcel a partir del 14 de diciembre de 2008, cuando ocurrió el curioso incidente.
Apoyados por una parte considerable de la opinión pública iraquí y otros países de la región, los abogados apelaron el veredicto considerado desproporcionado por un acto de desprecio común en la cultura árabe, y desprovisto de connotaciones de violencia.
Finalmente, el tribunal satisfizo la apelación y redujo de tres a un año de prisión la condena a Ziadi.
El incidente que convirtió en héroe nacional Ziadi tuvo lugar en Bagdad durante una conferencia de prensa protagonizada por Bush y el primer ministro iraquí, Nuri al-Maliki.
Entonces, el periodista de 29, años lanzó contra Bush uno tras otros sus zaparos al tiempo que gritó: "toma tu beso de despedida, pedazo de perro en nombre de las viudas, huérfanos y todos los asesinados en Iraq".
RELEMBRE:

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Serra e Kassab aplicam “lei da mordaça” para punir servidores

Serra e Kassab aplicam “lei da mordaça” para punir servidores
Levantamento realizado pelo programa Ação na Justiça, da ONG Ação Educativa, revela que a “lei da mordaça”, que impede os profissionais da Educação de dar entrevistas, vem sendo aplicada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM). A pesquisa [ LINK AQUI ], feita nos diários oficiais do município e do Estado de São Paulo, aponta que a “lei da mordaça” é usada para punir servidores públicos nos últimos anos, nas duas esferas do poder paulista. Tanto Serra quanto Kassab prometeram, nas campanhas eleitorais, mudar a lei; agora, negam sua aplicação, mas o levantamento da ONG mostra o contrário. Os textos dos estatutos dos servidores das duas esferas proíbem funcionários(as) de referirem-se “depreciativamente em informação, parecer ou despacho, ou pela imprensa, ou por qualquer meio de divulgação, às autoridades constituídas e aos atos da Administração”. Esses dispositivos, conhecidos como Lei da Mordaça, são um dos motivos da ausência de voz dos profissionais da educação da cobertura da mídia sobre o tema, segundo a Ação Educativa. Em dezembro de 2008, a Assembleia Legislativa aprovou lei do deputado petista Roberto Felício que acabava com a mordaça. Mas em janeiro deste ano, o governador José Serra vetou o projeto que revogaria o dispositivo e encaminhou nova proposta à Assembleia Legislativa. Ainda em fevereiro, a Assembleia paulista aprovou requerimento do PT propondo a tramitação em regime de urgência do projeto de lei de autoria do Poder Executivo. Porém, até o momento, não entrou na ordem do dia da Casa para votação. Na ocasião do veto, a então secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que a administração estadual não usa a lei para punir servidores. No entanto, o levantamento concluído agora pela Ação Educativa aponta punições pelo Estado desde 2003. Em 2009, pelo menos uma oficial administrativa da rede estadual de ensino foi suspensa. No município de São Paulo a pesquisa também identificou punições aplicadas, com base na lei da mordaça, a profissionais de educação. O Observatório da Educação da Ação Educativa acompanha o tema desde 2007 e identificou, em 18 estados, leis inconstitucionais que impedem funcionários públicos de se comunicarem com a imprensa.

fonte: Brasil Confidencial – 28/8/2009 (com atualização de dados pela
Bancada do PT)

Requião detona: "O Serra tem obsessão pelo poder. Quer ser presidente para entregar o pré-sal?". E completa: "Lula foi um avanço pro Brasil."

Adoro esse cara, o Roberto Requião. Mas, as frases que eu pus no título deste post não foram muito contundentes, apesar de figurarem na entrevista que o Requião deu ao Carlos Chagas. Ou seja: ele disse, sim que o Serra tem obsessão pelo poder, mas também disse que o Serra é "seu amigo pessoal". Eu apenas apresentei a frase de modo a parecer mais forte e chamar a atenção de vocês, meus caros e escassos leitores. E, os elogios a Lula, são bem sinceros. Requião é aliado do Lula de primeira linha e, se deu nota 6 ou 7 pro presidente, suas razões merecem ser conhecidas e compreendidas.
21/08/2009
O governador Roberto Requião defendeu a união de partidos e políticos nacionalistas e de esquerda em torno de um programa de governo que mantenha e aprofunde os avanços obtidos nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não (é hora de) falar em nomes de candidatos, mas num programa”, disse Requião ao jornalista Carlos Chagas, em entrevista ao programa Falando Francamente, exibido nesta sexta-feira (21) pela TV Paraná Educativa.
“Que nota daríamos para o presidente? Seis ou sete, em relação ao que eu esperava que ele fizesse, mas, se comparado aos antecessores, ganha dez. Lula foi um avanço para o Brasil”, argumentou Requião. “A elaboração de um programa para o Brasil é muito mais importante do que buscar espaços pessoais. o Brasil é muito mais importante que nossas aventuras pessoais na política.” Na entrevista, gravada em Brasília, o governador também analisou o papel do PMDB na política brasileira — “ele se tornou partido congressual, uma federação de divergências” — e a crise no Senado. “Os responsáveis são os 81 senadores. Sarney não é o único responsável pelos absurdos do Senado, que também se encontram na Câmara, em cada Assembleia Legislativa, em cada Câmara de Vereadores do Brasil. Mas você já reparou que ninguém fala da Câmara dos Deputados?”, questionou Requião.
O governador também fez um balanço da situação do Paraná e falou sobre a sucessão no Estado.
Leia os principais trechos da entrevista.
O GOVERNO LULA
Que nota daríamos para o presidente? Seis ou sete, em relação ao que eu esperava que ele fizesse, mas, se comparado aos antecessores, ganha dez. Lula foi um avanço para o Brasil. A eleição de um trabalhador, metalúrgico, um homem que veio do Nordeste, do campo, foi sindicalista, e que tomou muitas medidas diferentes do dependentismo de Fernando Henrique Cardoso. Que não me venham com conversa mole. O governo do presidente Lula foi um avanço, ainda que não o que eu gostaria. Gosto muito do Lula. Ele tinha, e ainda tem, a característica gramsciana de intelectual das classes populares, de intelectual orgânico, não um acadêmico, mas que entende o que o povo sente e formula em favor dos interesses da população. Lula parou um pouco com isso quando assumiu a condição de negociador das classes populares, negociando com o capital. Acho que ele deveria ter jogado mais forte com o capital, em favor do interesse nacional.
ECONOMIA
Henrique Meirelles no BC foi o acordo da viabilidade do governo. Convenceram Lula de que ele não governaria de outra forma, e Lula acha que fez o melhor. Fez bem, o País melhorou. Conversava outro dia com um amigo querido, Celso Bandeira de Mello, que me dizia – mudei completamente de opinião. Acho Lula fantástico. Veja os dados do poder aquisitivo das classes C, D e E. Os pobres estão comendo, têm emprego, seus filhos estão na escola. Isso é muito bom. Ontem, o presidente me dizia que estava espantado com elogios de Bandeira de Mello. Mas os banqueiros também cresceram. Lula fez seu papel como negociador das classes populares, mas o capital continuou comandando a economia. Ainda assim, crescemos de forma positiva. Não adianta crescer o PIB se o povo não tem o que comer. O Senado hoje discute se Sarney poderia ter arrumado emprego de R$ 2,7 mil para o namorado da neta. Mas deveria estar discutindo os lucros dos bancos. No primeiro momento da crise, Lula corretamente flexibilizou os depósitos compulsórios dos bancos, para que o dinheiro lubrificasse a economia, o crédito, que é o oxigênio do capitalismo. O que bancos fizeram? Basearam-se no acordo da Basiléia, se preocuparam consigo mesmos, e não colocaram um tostão no mercado. Aplicaram, sim, em títulos do Tesouro. Isso mostra que eles não estão mais inseridos num projeto nacional. Foram lucros assim, o congelamento por dez anos dos salários dos trabalhadores, o subprime, os títulos derivativos, que quebraram economia dos EUA. Quando os trabalhadores não puderam mais pagar os financiamentos, a economia implodiu. E aqui vejo o Meirelles e o BC interessados em manter a saúde financeira dos bancos.
A CANDIDATURA DILMA ROUSSEF
Não preciso ser cooptado para (a candidatura da ministra da Casa Civil, Dimla Roussef) nas eleições presidenciais. Gostaria muito que nacionalistas e a esquerda se unissem em programa de governo que avançasse um pouco mais que o governo do presidente Lula. Gostaria de não falar em nomes de candidatos, mas num programa. Candidatura de Dilma deveria significar um programa claro para o País, que contemple os descontentamentos de Marina Silva sobre o meio ambiente, que sublinhasse o bonito programa de Lula para a América Latina, a maneira com trata os índios da Bolívia, o Paraguai, a Colômbia, a Venezuela. A política externa brasileira é magnífica, não é uma política de confronto, não tem vezo imperialista, é uma política externa de solidariedade. Precisamos da unidade da América do Sul até para construir um Mercado de verdade. Ciro Gomes, por exemplo, deu uma bela entrevista a este programa, respondendo com precisão, e diz que também é candidato. Ora, Ciro, que bom. Mas não seria melhor, Ciro, que você ajudasse na formulação de um programa de governo que elegesse um presidente da República que avançasse em relação ao governo Lula? E não precisa necessariamente ser Ciro Gomes, o presidente. Poderia ser Dilma, por exemplo. A elaboração de um programa para o Brasil é muito mais importante do que buscar espaços pessoais. Hoje, espaço há, até para mim, no PMDB, onde já perdi duas convenções. Mas o Brasil é muito mais importante que nossas aventuras pessoais na política. Sou governador do Paraná pela terceira vez, fui senador, prefeito de Curitiba, deputado estadual. Hoje, sou menos político que administrador público, e penso mais no País que numa aventura pessoal.
Dilma tem uma bela história, na esquerda, de militância durante os anos mais duros da história do Brasil. Ela vai sob o guarda-chuva do prestígio do presidente Lula. Se acrescentar a isso, ao Bolsa-Família, à melhoria da vida dos mais pobres, um bom programa de governo, sem dúvida seria uma candidata magnífica. O apoio do presidente Lula, no Nordeste, é mágico, sem a menor dúvida.
A CANDIDATURA JOSÉ SERRA
Serra não é má pessoa, é meu amigo pessoal, mas tem obsessão pelo poder, e lhe falta uma definição programática clara. De que lado está o Serra? Do lado dos banqueiros? Ele está pondo pedágio em estradas paulistas, vendeu a Nossa Caixa. Há quem diga que Serra está mais à esquerda que o Lula. Acho já que esteve, mas quando jovem, quando era presidente da UNE, militante da Ação Popular. Foi militante político, quando jovem, assim como Dilma, embora ela tenha sido mais ousada — não estou dizendo que ela estava mais certa, apenas que foi mais ousada em sua ação política. Mas, hoje, o que é o Serra? Diga-me com quem andas e te direi quem és. As coisas precisam se explicitar. E Serra quer ser presidente do Brasil para quê? Para entregar o pré-sal, ou para nacionalizar definitivamente as reservas? Para entregar o pré-sal à Petrobras, já entregue por FHC à Bolsa de Nova York? Acho que temos a oportunidade de verificar isso, agora.
O PAPEL DO PMDB
O PMDB não se constituiu num partido. Foi uma frente política, formada para se opor à ditadura. O PMDB não ousava definir seu porquê programático. Após a redemocratização, o PMDB não conseguiu se definir programaticamente, ideologicamente. O estatuto do PMDB é lindo – o partido das classes populares, das classes desligadas do grande capital. Redigido, a pedido de Ulysses Guimarães, por Carlos Lessa, com minha colaboração, pois eu era da Fundação Pedroso Horta no Paraná, e de muito mais gente. Mas ele não se consolidou, apesar do discurso. Se transformou numa federação de partidos, de divergências. E o PMDB não se reúne. O pessoal do Paraná não conhece os dirigentes de Pernambuco, Paraíba, Acre, pois não há encontros nacionais. Então, se tornou partido congressual. Há um arranjo entre parlamentares eleitos, negociando com seus votos apoio a governos e benesses para suas bases eleitorais. Mas os outros estão deixando de ser partidos, também. O que mais perto tivemos disso foi o PT, mas que hoje está estraçalhado.
A SITUAÇÃO DO PARANÁ
Quando aumenta o poder aquisitivo do pobre, aumentam as vendas do comércio, aumenta a produção das pequenas e médias empresas. Ao contrário do que sonhava FHC, que dizia exportar ou morrer, queria exportar commodities, o Brasil criou um número muito grande de pequenas e médias empresas, que sustentam nossa economia. No Paraná, apostei tudo nisso. Temos centenas de milhares de novas empresas. Zerei o imposto das micro-empresas, baixei o imposto das pequenas empresas para 2%, em média, baixei o imposto de 95 mil itens de consumo-salário, melhorando indiretamente o poder aquisitivo dos mais pobres. O piso salarial regional do Paraná é o melhor do Brasil. Damos energia de graça aos mais pobres, cobramos R$ 5 por água e esgoto de uma família pobre de quatro pessoas. Isso é economia para a saúde. O Porto de Paranaguá é hoje o melhor do País, com a tarifa mais baixa do País. Hoje, temos R$ 500 milhões em caixa, estamos comprando uma draga. E acho que o Porto tem que investir mais rapidamente, pois não podemos ficar com dinheiro em caixa quando precisamos de investimento, de mobilização da economia. Mas crise, no Paraná, existe, sim. O orçamento para 2009 era de R$ 23,5 bilhões, um belo orçamento, 11% superior à arrecadação de 2008, uma das melhores da história. Com todas essas medidas, crescemos 8,5% em arrecadação em relação ao ano passado. Se descontarmos 3% de inflação, crescemos 5,5% em arrecadação. Mas o corte acumulado nas transferências federais é de R$ 676 milhões. Lula baixou IPI dos automóveis para segurar empregos dos metalúrgicos no ABC paulista, e o IPI é a peça de resistência do Fundo de Participação dos Estados e Municípios. Isso me incomoda, mas, veja. Enquanto os Detrans de todo o País dão prejuízo, são instrumentos de corrupção, no Paraná o Detran já repassou R$ 700 milhões para a manutenção de estradas.
A SUCESSÃO NO PARANÁ
Tenho candidato à minha sucessão, meu partido deve lançar em convenção meu vice-governador, Orlando Pessuti, o que nos daria a garantia de que todos os programas sociais e populares que implantamos irão continuar. Paraná é o maior gerador de empregos, disparado, em números proporcionais, é o estado em que mais se abriram empresas, investiu de forma maciça em saúde pública – estamos inaugurando 40 grandes hospitais e 300 clínicas da Mulher e da Criança, para reduzir a mortalidade infantil. Espero que o Paraná eleja meu candidato, porque eu e o presidente, esperamos que essa eleição seja plebiscitária. Ou seja – vai chegar o momento de dizermos o que fizemos, que temos candidato que vai fazer isso e mais, num programa de govenro muito claro, e os eleitores escolhem.
VIOLÊNCIA URBANA
É fruto do desemprego, da pobreza, da falta de esperança. O Corão, livro sagrado dos muçulmanos, lista um único grande pecado – o pecado contra a esperança do povo. Um jovem que não tem nenhuma perspectiva de sobrevivência pelo trabalho, que não teve a chance de frequentar uma boa escola, é facilmente cooptado pelas quadrilhas de narcotráfico, que fazem suas vítimas. E 80% dos mortos são rapazes e moças de pouca idade. Como vamos acabar com o tráfico de drogas quando se compra um quilo de cocaína por mil dólares na Bolívia e vende-se por 100 mil dólares em Nova York? No Paraná, a violência aumentou de forma brutal. E dizem que precisamos de mais policiais. Bobagem, porque muitos mais policiais significam policiais mal-pagos, porque o dinheiro do Estado não estica. E, aí, temos um policial suscetível a ser incorporado pela criminalidade, com um revólver legal na cinta. A violência se combate com inteligência policial, prisões. Não com excesso de polícia, com violência policial, com Exército em favelas – o que é uma estupidez absoluta. No Paraná, construímos 12 novas prisões, todas têm bibliotecas, psicólogos, trabalho. Apostamos na recuperação do preso.
O CASO SARNEY
(Ao apoiar a permanência do presidente do Senado, José Sarney, no cargo) Lula tratou da governabilidade. Mas por que dizemos que Sarney era o culpado pela lambança? Todos são culpados, inclusive alguns por omissão. Os responsáveis são os 81 senadores. Temos que evoluir, criar um novo modelo legislativo, transparente, aberto. Você acha que um político do Nordeste se elege sem uma dose de clientelismo? No Sul, embora seja menor, ele também existe. Agora, o que precisamos é acabar com o moralismo de oportunidade da imprensa. Eles só mexem nas coisas quando seus interesses ou de seus patrocinadores são atacados. O que havia no Senado era conhecido há décadas. A imprensa reserva as informações, e só as revela quando lhe convém. A casa do Agaciel (Maia, ex-diretor geral do Senado) nós conhecíamos há 30 anos. Os cargos existem desde sempre. Mas, agora, focam tudo no Sarney. Ele é um político com grandes defeitos, que são a dura e crua realidade da política brasileira, como eu também os tenho. Mas ele, como presidente, reatou relações com Cuba, convocou a Constituinte. Tem qualidades raras, fez a transição para a democracia, não cedeu ao capital estrangeiro, decretou moratória, não vendeu empresas públicas. Menino, ainda, li um livro de (Jean Paul) Sarte, “As mãos sujas”. Se você não coloca a mão na sujeira, não muda o mundo. Não é preciso se corromper, mas, se não conviver com o processo, não altera nada na sociedade. O fuzilamento, a crucificação de Sarney, não tem cabimento. Defeitos, é claro que ele tem. Tem que haver a crítica, elas são boas até para o Sarney. Mas ele não é o único responsável pelos absurdos do Senado, que também se encontram na Câmara, em cada Assembleia Legislativa, em cada Câmara de Vereadores do Brasil. Mas você já reparou que ninguém fala da Câmara dos Deputados? A imprensa manipula a opinião pública. Já fui vítima. Já vi a revista Veja, quando eu estava na CPI dos Precatórios, tentar dizer que eu mandava dinheiro para o exterior, para desacreditar minha denúncia. Quase perdi uma eleição no Paraná porque a Globo local colocou no ar, às vésperas da votação, a história de um investigador de polícia que fazia escutas clandestinas, tinha um estoque fabuloso de armas, como se eu fosse ligado a uma quadrilha de bandidos. Por isso, perdi 17 pontos percentuais em uma semana, segundo as pesquisas. O contraponto disso é a Televisão Educativa do Paraná. A imprensa ideal é uma coisa maravilhosa. Sou jornalista, diplomado pela Universidade Católica. Mas, hoje, a imprensa achaca, ataca governos que não pagam publicidade. Eu cortei a publicidade no Paraná. Falamos pela TV Educativa, que tentam fechar de qualquer maneira.(Para recuperar o Senado, é preciso) botar tudo na internet, abrir ao público. A FGV já disse que é importante que o senador deva escolher seus assessores, enquanto a tese conservadora diz que os assessores têm que ser funcionários públicos concursados. Não — você é eleito com uma visão progamática, e tem que ter assessores de acordo. Há mitos, caso do nepotismo. Sarney contratou o namorado da neta. Foi manchete de tevês, jornais. Fernando Henrique nomeou o genro, David Zilberstajn, presidente da Petrobrás, para desnacionalizá-la. FHC tinha a filha como chefe de gabinete. E não estou criticando. Mas então não era crime, para a imprensa. Mas o namorado da neta do Sarney é crime. Se o Sarney não estivesse com o Lula, ninguém se importaria. Não vejo importância de que o Sarney nomeasse o namorado da neta, desde que o Senado precisasse de alguém com o perfil dele. Se é apenas um favor, a crítica cabe. Se houvesse transparência, na internet, a nomeação, não teria havido a nomeação. Quando senador, fiz um projeto de lei que permitia a nomeação de parentes, desde que no decreto de nomeação constassem as qualidades profissionais do indicado, as razões da contratação e as qualificações para o cargo. O projeto inclusive autorizava a ação do Ministério Público caso não se atendesse a esses requisitos. CANDIDATURA AO SENADO
(A candidatura) é uma possibilidade concreta. Mas não estou pensando em mim, nesse momento. Gostaria de participar de um processo que fosse um avanço, e não um retrocesso em relação ao que Lula fez. Lula foi ótimo, mas precisamos de mais.
A POLÍTICA
Para mim, a política é um gostoso sacrifício. É a oportunidade que temos de mudar as coisas. Saio do terceiro governo do Paraná com uma satisfação enorme, embora pesem sobre mim multas que somam R$ 2 milhões, que espero derrubar na Justiça, uma vez que o juiz que me condenou foi afastado pelo Conselho Nacional da Magistratura, por corrupção. Mas minhas condenações seguem de pé. A baliza da minha política é a Carta de Puebla, a opção preferencial pelos pobres. É isso que me mobiliza.

Democrata à italiana: Carcamano Berlusconi está processando jornais de vários países.

Primeiro-ministro italiano processa veículos de vários países
COMUNIQUE-SE
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, está movendo ações contra diversos jornais em vários países. De acordo com seu advogado, Niccolo Ghedini, os veículos estão sendo processados por casos de calúnia e “difamação real e verdadeira”.
Na França, o semanário Nouvel Observateur está sendo processado pela publicação do artigo “Sexo, Poder e Mentiras”. Na Espanha, o alvo é o El País, que publicou fotos de convidados nus na mansão do premiê italiano.
O italiano La Repubblica está sendo processado por ter republicado o artigo do Nouvel Observateur e por repetir diariamente suas “Dez Perguntas” sobre a vida particular a as aspirações políticas de Berlusconi.
Com informações da Reuters.

Ex-secretário da Receita de FHC diz que Lina Vieira é factóide! Everaldo Maciel demole "crises" fabricadas pelo imprensalão tucano

Para Everardo, casos Petrobrás e Lina são “farsa” e “factóide”
Na opinião do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, “a Petrobrás está absolutamente certa” e “o factóide” contra a estatal “foi criado para justificar a queda da arrecadação na gestão Lina Vieira”.
Everardo Maciel: “Lina é factóide”
O programa “Entre aspas”, do canal Globo News, com Mônica Waldvogel, entrevistou na terça-feira o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel (falando dos estúdios do canal em Brasília), o presidente do SindiReceita (Sindicato dos Analistas-Tributários da Receita Federal), Paulo Antenor de Oliveira e o advogado tributarista, Paulo Sigaud.
Para espanto da apresentadora do programa, feito ao vivo, que antes fez ataques ao governo e elogios a Lina Vieira, os três foram unânimes em criticar duramente a gestão da ex-funcionária. Para o insuspeito ex-secretário da Receita da gestão de Fernando Henrique, Everardo Maciel, “o factóide sobre a Petrobrás foi criado para justificar a queda da arrecadação na gestão Lina”.
Na abertura, o Globo News falou em uma suposta politização da Receita e insinuou que o governo teria afastado Lina Vieira para aliviar grandes devedores. Apresentou a ex-funcionária do órgão como vítima de perseguição, falou em crise na Receita Federal e acusou a Petrobrás de cometer irregularidades tributárias.
Entretanto, o primeiro entrevistado, Paulo Antenor Oliveira, presidente do SindiReceita, disse que o aparelhamento da Receita foi feito sim, “mas por Lina”. Que o grupo indicado por ela não demonstrou competência técnica e nem capacidade de planejamento. Disse ainda que o pedido de demissão coletiva dos antigos superintendentes foi uma antecipação para demissões que já ocorreriam. O advogado tributarista, Paulo Sigaud foi na mesma direção e também negou crise na Receita. Para ele, não houve mudança nenhuma em relação aos grandes contribuintes.
Everardo Maciel, perguntado se confirmava a politização, também disse que a politização ocorreu com Lina e que não há ingerência política nenhuma, porque “mudanças de comando do órgão é uma atribuição do ministro”. A apresentadora, surpresa, tentou defender a gestão de Lina mostrando números que apontariam um crescimento da arrecadação no primeiro semestre de 2009 em relação a 2008. Maciel desmentiu os números. Disse que eles são números parciais. “No Brasil a arrecadação caiu na administração de Lina”, enfatizou.
Waldvogel, gaguejando e tropeçando nas palavras, voltou à conversa de que Guido Mantega estaria pressionando para não apertar os grandes contribuintes. Os três entrevistados negaram. Everardo mostrou que esse foco nos grandes contribuintes começou em sua gestão e que nada mudou em relação à fiscalização. O ex-secretário disse que a queda da arrecadação foi causada pela crise econômica, mas criticou a gestão de Lina por não ter tomado medidas para enfrentar a situação. Segundo ele, a queda da receita foi maior do que a queda do PIB o que, para Maciel, mostra que a equipe dirigida por Lina não fez o que tinha que fazer.
Ela mudou de assunto e introduziu o tema da opção do regime de tributação de competência para o de caixa, feita pela Petrobrás no meio de 2008. Disse que isso teria representado uma manipulação contábil pela estatal. Everardo foi categórico: “a Petrobrás está absolutamente certa”. “Falou-se em manobra contábil, que manobra contábil?”. “A lei foi feita durante a minha gestão e tinha exatamente o objetivo de proteger as empresas da maxidesvalorização cambial”. “Não havia data para mudar o regime fiscal porque as crises cambiais não são previsíveis”, acrescentou. “Caixa ou competência não representam nenhuma diferença no imposto devido”, explicou Maciel sobre a escolha da Petrobrás. “Explicar queda da arrecadação com essa história da Petrobrás, isso é rigorosamente falso”.
Vejam alguns trechos do debate entre ela, Everardo, Paulo Antenor e Sigaud:
Waldvogel: se fosse tão clara a possibilidade de mudar o regime no meio do ano, não haveria essa controvérsia.
Everardo: a regra é clara e foi feita em 1999, justamente para enfrentar o problema da desvalorização cambial.
Waldvogel: mas até agora a Receita está para soltar um parecer...
Everardo e os demais: já foi feito, concordando com a Petrobras. Essa prática existe há muito tempo, não existe qualquer ilegalidade ou manobra contábil.
Waldvogel: a regra é claríssima?
Sigaud: a regra é clara
Waldvogel: Houve então uma manipulação da opinião pública?
Sigaud: Uma exploração indevida
Ela passou para o caso Sarney, perguntando se é legítimo pressionar a Receita para abrandar a fiscalização. O presidente do Sindicato disse que é impossível essa pressão. Disse que sempre trabalhou próximo à chefia da Receita e nunca viu esse procedimento. O chefe da Receita conversa com políticos todos os dias. “Mas esse tipo de ingerência é novidade para a gente”, respondeu. “A gestão dela [Lina] foi muito ruim para a Casa. Ela abalou a credibilidade da Receita Federal”, disse Paulo Antenor.
Everardo disse que se tivesse ocorrida a “ingerência” política, o momento certo de trazer a público seria na época em que foi feita. Se não fez, cometeu prevaricação. Mais tarde, em entrevista ao Terra Magazine, Maciel voltou a acrescentar que o assunto Lina/Dilma é uma farsa. “A história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff, e a secretária da receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal”, apontou.
E concluiu: “Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo”.
MANTEGA
Na quarta-feira, em entrevista à imprensa, o ministro Guido Mantega também negou que haja crise na Receita Federal e disse que “é uma balela dizer que não estamos fiscalizando os grandes contribuintes”. “É balela e é uma desculpa para encobrir ineficiência”, acrescentou o ministro, referindo-se ao argumento usado pelos funcionários que pediram demissão de seus cargos de confiança. Segundo Mantega, as pessoas que estão pedindo demissão seriam substituídas. “É normal a substituição quando há mudança de comando”, salientou.
HORA DO POVO, ed. 2795, 28.08.09
LEITURA ( OU SURRA ) COMPLEMENTAR:
O Conversa Afiada reproduz o blog de Inaldo Sampaio:
27 de Agosto de 2009 às 18:21:34
O ex-deputado e presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Lyra, telefonou nesta quinta-feira para o ex-secretário da Receita, Everardo Maciel, para parabenizá-lo pelos comentários feitos acerca da crise artificial que há naquele órgão.
Lyra classificou de “sensatas e esclarecedoras” as observações do ex-secretário, segundo as quais do suposto encontro que sua antecessora, Lina Vieira, teria tido com a ministra Dilma Rousseff só pode fazer duas leituras: ou foi um fato muito banal ou muito grave.
Se foi banal, disse ele, deveria ter sido esquecido e não estar nas manchetes dos jornais. E, se foi grave, deveria ter sido denunciado por Lina Vieira quando o episódio aconteceu.
“Para mim, que li dezenas de opiniões sobre este episódio, Everardo definiu em poucas palavras e com uma lucidez invejável, até porque conhece aquela Casa, essa crise que não é crise”, afirmou Fernando Lyra.
PREGO NO CAIXÃO GOLPISTA:
Quando Lina ainda não era "heroína" ( site Vi o Mundo )
26 de agosto de 2009
Chefe da Receita loteia cargos entre sindicalistas
AE - Agencia Estado
em 29 de agosto de 2008
BRASÍLIA - Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.
Para a superintendência de São Paulo, Lina escolheu Luiz Sérgio Fonseca Soares, até então presidente da delegacia sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) em Belo Horizonte. Subordinada a ele, comandando a Delegacia Especial de Instituições Financeiras, está Clair Maria Hickman, ex-diretora de Estudos Técnicos da Unafisco.
A superintendência em Minas Gerais foi entregue a Eugênio Celso Gonçalves, que era o secretário de Contabilidade da Unafisco em Belo Horizonte. Antes, Eugênio presidiu o sindicato em meados dos anos 80 e foi chefe da delegacia sindical de Belo Horizonte entre 1991 e 1993. Para chefiar a 4ª Região Fiscal, que abrange os Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, o escolhido foi Altamir Dias de Souza, ex-presidente da delegacia sindical da Unafisco em Salvador e vice-presidente da diretoria nacional do sindicato entre 1999 a 2001.
Conhecida dos colegas por atuações de destaque em assembléias do sindicato, a auditora Eliana Polo Pereira foi nomeada para comandar a estrutura da Receita no Rio de Janeiro e Espírito Santo. De perfil também técnico, ela chefiou a Divisão de Tributação da Receita naquele Estado. Para comandar a Receita na Região Norte, foi nomeado Esdras Esnarriaga Júnior, ligado à Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip).
Para os funcionários experientes da Receita, o fato de sindicalistas terem sido guindados ao comando das unidades regionais do órgão aumenta o risco de atuação política. Existem parâmetros para a definição de pessoas e empresas a serem visitadas pelos fiscais, mas o superintendente e os delegados têm autonomia para definir as estratégias de fiscalização e arrecadação. Por outro lado, os sindicalistas são todos aprovados em concurso público. Portanto, ao menos em tese, têm preparo para assumir essas funções.Alguns técnicos negam que haja algum projeto político de aparelhamento e dizem que a secretária está apenas trocando "a turma do Everardo". Sempre falando sob condição de se manterem no anonimato, esses técnicos dizem que a Fazenda está pondo um ponto final na influência do ex-secretário Everardo Maciel, que comandou a Receita nos dois mandatos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e prolongou sua influência no órgão por mais seis anos e meio do governo Lula com a escolha de Jorge Rachid - substituído por Lina em julho passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Honduras: EUA congela contas de golpistas, diz site

Tegucigalpa (Prensa Latina) O governo dos Estados Unidos congelará contas bancárias das principais figuras do golpe de Estado de Honduras, revelou nesta quinta (27) a emissora Rádio Globo desta capital.
O diretor da rádio-emissora, David Romero, afirmou que a notícia lhe foi confirmada por fontes de alta confiança, que disseram que se trata de uma ordem do presidente norte-americano, Barack Obama.
Acrescentou que o primeiro desses depósitos afetados será a conta número 2067867966 do Banco Wells Fargo, de Houston, Texas, propriedade do presidente de facto Roberto Micheletti e sua esposa Xiomara de Micheletti.
Romero disse que a medida envolverá todas as figuras visíveis da ação militar de 28 de junho passado, entre as quais incluiu o alto comando das forças armadas, políticos, legisladores e empresários.
Apontou que se trata de uma segunda fase de pressões para obrigar o regime a assinar o Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, promovido como mediador na crise pelos Estados Unidos.
Esse plano estabelece a volta à presidência, com fortes condições, do presidente deposto Manuel Zelaya, que manifestou sua decisão de assina-lo na tentativa de restabelecer a paz em Honduras.
Tal pacto foi recusado por Micheletti e seus aliados na terça-feira passada durante um gerenciamento da Organização de Estados Americanos (OEA) para buscar uma solução negociada à grave crise desatada pelo complô militar.
O governo norte-americano cancelou ontem a emissão de vistos para hondurenhos em sua embaixada em Tegucigalpa, da qual retirou há três semanas o chefe dessa legação, Hugo Llorens.
Dirigentes da Frente Nacional contra o golpe de Estado e outras personalidades acusam setores da ultradireita do governo norte-americano, os falcões do Departamento de Defesa e do Partido Republicano de orquestrar e financiar o golpe militar que depôs Zelaya.


Se tiverem uma [ agradeçam a Deus por isso ], façam isso em casa também : FOGO NA vEJA!

Sem-tetos ateiam fogo em revista Veja durante ato
HORA DO POVO, ed. 2795, 28.08.09
Moradores de rua fizeram um protesto, quinta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, contra a revista Veja, da editora Abril. No ato, realizado na Praça da Sé, os manifestantes atearam fogo numa pilha de revistas e condenaram a reportagem “Profissionais da esmola”, publicada na edição 2.126, da semana passada.
A matéria, que inicia com o fato de o artigo 60º da Lei das Contravenções Penais — que qualificava a mendicância como contravenção — ter sido revogado em 17 de julho, acusa moradores de rua de “se fantasiar com uma roupa surrada” para “ganhar dinheiro fácil”. Cerca de 200 pessoas participaram do protesto denunciando o teor manipulatório e generalizador da matéria. Os manifestantes também qualificaram a publicação de “fascista”.
Conforme o vídeo que divulgou a manifestação, publicado pelo perfil “Gira”, os Moradores de Rua também lembraram os cinco anos do o genocídio ocorrido “entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, quando 15 pessoas foram violentamente atacadas enquanto dormiam nas ruas do centro da cidade, sendo que sete delas morreram. Posteriormente, no dia 23 de maio de 2005, uma testemunha do massacre foi morta por policiais militares”.
O VÍDEO TÁQUI, Ó:
Conversa Afiada

"Obama e a ditadura em Honduras", por Jasson de Oliveira Andrade

"Obama e a ditadura em Honduras"
por Jasson de Oliveira Andrade

O golpe militar em Honduras, ocorrida em 28 de junho de 2009, dois meses depois encontra-se na mesma situação. O presidente deposto Manuel Zelaya, exilado na Costa Rica, tentou voltar, mas foi impedido na fronteira de seu país. Em vista dessa situação, Oscar Arias, presidente da Costa Rica, em artigo no The Washington Post, sob o título “A ameaça de militares poderosos”, transcrito no Estadão, constatou: “Paira sobre a América Latina um clima de incerteza e tumulto que, eu esperava, nossa região não voltaria a experimentar. O golpe em Honduras traz triste lembrete de que, apesar do progresso obtido na região, os erros do passado ainda estão muito próximos”. Adiante ele afirmou: “O golpe em Honduras demonstra, mais uma vez, que a combinação de militares poderosos e democracias frágeis cria um risco terrível”. No passado, já tivemos essa combinação com resultado terrível para a democracia na região, inclusive no Brasil. Com uma diferença. No passado, os golpes militares recebiam ajuda dos Estados Unidos. Carlos Heitor Cony, em artigo de abril de 2002, revelou: “Com exceção dos dois movimentos militares de novembro de 1955, no Brasil, [um para impedir a posse de Juscelino; outro para anular o golpe que a impediria] todos os golpes na América Latina foram planejados, executados ou apenas apoiados pelos Estados Unidos”. Alguns não aceitam que os americanos apoiaram tais golpes, inclusive o de 64 no Brasil. No entanto, documentos americanos, agora divulgados, confirmam esse apoio. A Folha, em 16/8/2009, na reportagem “MÉDICI E NIXON PLANEJARAM DERRUBAR ALLENDE”, comprova o apoio relatado. O documento americano revela que o encontro entre os dois presidentes deu-se no Salão Oval da Casa Branca, às 10 horas de 9 de dezembro de 1971. Dois anos depois, em setembro de 1973, o general Augusto Pinochet deu o golpe, que causou a morte do presidente Allende. Se no passado era desta maneira, atualmente os Estados Unidos não deram aval ao golpe em Honduras. Pelo contrário, o presidente Obama o desaprovou. É o que veremos a seguir.
O governo dos Estados Unidos condenou o golpe em Honduras, tomando algumas medidas diplomáticas como anular vistos diplomáticos de golpistas (Folha, 29/7), motivado pelo fato de que Washington não reconhecer o governo Micheletti, e recentemente a suspensão de vistos a hondurenhos (Folha 26/8). “A medida tenta minar apoio até aqui irrestrito de elite de Honduras ao regime golpista”, escreveu Sérgio Dávila. Mas apenas sanções diplomáticas não bastam. É o que informa Fabiano Maisonnave, em reportagem à Folha (13/8), sob o título “Só EUA podem ajudar deposto”: “A conservadora elite hondurenha se sente abandonada por Washington e crê que o golpe foi necessário para salvar Honduras do chavismo, trabalho que, para eles, deveria ter sido feito pela CIA. (...) Para Zelaya [presidente deposto], a falta de sanções econômicas duras dos EUA é a única explicação da sobrevivência dos golpistas. Sinal dos tempos: agora, tanto a direita quanto a esquerda exigem intervenção americana”. Obviamente de modo bem diferente. A conservadora elite hondurenha através da CIA, como era feito no passado. O presidente deposto através de sanções econômicas duras contra os golpistas. Não se devem misturar alhos com bugalhos!
Pelo visto, a democracia em Honduras talvez só volte em novembro deste ano, quando teremos eleições. Antes disto, dificilmente o presidente Zelaya reassuma a presidência, a não ser que haja uma intervenção mais contundente dos Estados Unidos. Vamos aguardar.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

KAKAY, "amigo de Zé Dirceu", prefere José Serra

TRANSGÊNICOS: GLIFOSATO NÃO FAZ MAIS TANTO EFEITO, E PRAGAS FICAM MAIS RESISTENTES! E MONSANTO REAJUSTA ROYALTIES: DEPUTADO DO DEM PREGA "BOICOTE"!

Infelizmente, não é desta vez que a bondosa, humanitária porém incompreendida ciência - capaz, isenta de ideologias e sériamente preocupada com os destinos de nossos irmãos planetários -, perseguida pelos obscurantistas de "plantão" [ entenderam o trocadilho? ] - conseguirá cumprir seu destino manifesto, a saber: salvar a Humanidade da fome que mata milhões e milhões de pessoas mundo afora. Mas a Monsanto não desistirá de tentar mudar o destino cruel destes milhões de seres humanos que padecem.
Basf busca parcerias para vencer "superpraga" da soja
DCI, 24.08.09

SÃO PAULO - A multinacional alemã Basf intensifica sua parceria com empresas brasileiras para levar mais rápido ao mercado a sua nova soja tolerante a herbicida. A companhia assinou com a Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) o primeiro contrato de transferência de material para seu produto transgênico, e a empresa brasileira será a responsável pela multiplicação dos grãos.
A tecnologia, que deverá começar a ser acessada pelos produtores a partir de 2011, chega com o desafio de se tornar uma alternativa viável ao glifosato, produto vendido pela norte-americana Monsanto.
A indisponibilidade de crédito e a dificuldade da comercialização de grãos deverão diminuir os gastos dos agricultores com insumos na safra 2009/2010; no entanto, essa busca pela redução nos custos pode esbarrar no aumento do uso de defensivos desencadeado pela soja transgênica cada vez mais resistente a pragas, principalmente a invasora buva (Coniza bonairensis).
Informações produzidas pelo Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e outros órgãos atestam que, mesmo com a soja geneticamente modificada, tem aumentado o consumo de herbicidas em razão da resistência que as ervas daninhas vêm adquirindo com o uso do glifosato. "Há vários anos monitoramos o comércio de agrotóxicos no Paraná, e a cada trimestre recebemos um relatório das vendas, por isso, quando dizemos que houve aumento do uso de herbicida, o fazemos com base em um levantamento", afirma Adriano Riesemberg, chefe da divisão de fiscalização de insumos e serviços agrícolas da Seab.
Em 2008 foram comercializados no Paraná mais de 80 milhões de litros de agrotóxicos, principalmente herbicidas, inseticidas e fungicidas (não foram computadas as quantidades comercializadas nas regiões fiscalizadas pelos núcleos regionais de Curitiba, Apucarana e Paranaguá). Desse montante, cerca de 46 milhões são de herbicidas, e desses, 28 milhões são de herbicidas a base de glifosato (61% dos herbicidas comercializados).
De acordo com o Defis, os agricultores passaram a ter problemas causados pela resistência de plantas ao glifosato, principalmente em relação à buva, planta daninha que se desenvolve em áreas não agriculturáveis e que se espalha com facilidade pelas lavouras através de sementes que são carregadas pelo vento. Para controle dessa planta, os agricultores estão fazendo uso de outros herbicidas em pré-plantio das lavouras, em operação denominada de 'manejo da área', além de continuarem a necessitar do glifosato em pós-emergência. O resultado é um crescimento exponencial de insumos em algumas regiões do País.
No Município de Cascavel, no Paraná, por exemplo, o uso de glifosato passou de 2,3 milhões de litros em 2005, para 3,4 milhões em 2008 (um aumento de 46%). Os herbicidas à base de 2,4-D cresceram 112% nesse período, e o uso de agrotóxicos à base de paraquat cresceu mais de 400% (passou de 65 mil litros para 337 mil litros). "A situação retratada não é restrita à região de Cascavel", diz Riesemberg. Segundo o engenheiro agrônomo, outras importantes regiões produtoras de soja mostram as mesmas curvas de crescimento para os agrotóxicos a base de glifosato, paraquat e 2,4-D.
"Isso ocorre devido à dificuldade que os agricultores têm de controlar as plantas invasoras, que se tornaram resistentes ou tolerantes ao ingrediente ativo glifosato", avalia.
Valdir Isidoro, presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), afirma que no estado a soja convencional já remunera melhor o produtor, mesmo com a queda de 25% a 30% nos preços do glifosato. "Ao longo dos anos os custos para produzir a soja transgênica só aumentaram e nessa safra quem plantou está perdendo dinheiro", afirma Isidoro. "O mesmo deverá acontecer com o milho", acrescenta.
Walter Dissinger, vice-presidente de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, confirma para 2011 a chegada da soja resistente a herbicida da empresa em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O executivo afirma que não vê uma redução nos preços dos defensivos. "O glifosato caiu de preço, mas nossa empresa não sentiu diferença nos preços dos nossos defensivos", diz. "Se não houver interferência do clima, o segundo semestre deve fechar em equilíbrio com o ano passado, considerado positivo", avalia Disinger.
A empresa inaugura hoje, na cidade de Guaratingueta, em São Paulo, um novo laboratório global de formulação.

Monsanto eleva em 26% royalties da soja
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto
G1
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto. A multinacional americana anunciou, em reunião reservada com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), a elevação de 26% nos royalties cobrados em cada saca de semente de soja geneticamente modificada tolerante ao herbicida Roundup. Em um cenário de cautela para a safra 2009/10, que começa a ser plantada em setembro, os produtores ameaçam questionar na Justiça o aumento unilateral apresentado nesta semana.
Na nova safra, os produtores pagarão R$ 0,44 por quilo para uso da semente "Roundup Ready" . "Estamos pensando em ir à Justiça porque não temos alternativa" , diz o presidente do Sindicato dos Produtores de Sinop, Antônio Galvan. A Monsanto teria avisado que também elevará a taxa tecnológica cobrada pelo milho transgênico resistente a insetos, mas sem informar o valor. "E eles já avisaram que vão cobrar R$ 0,70 por quilo da soja Bt quando aprovarem para a safra de 2012" , diz o vice-presidente da Aprosoja, José Guarino Fernandes, produtor da cidade de Sapezal.
Em nota ao Valor, a Monsanto confirmou o aumento nos preços, mas informou que o produtor tem o "direito de optar"* pelo cultivo de sementes transgênicas ou convencionais, "de acordo com sua preferência" . Além disso, os produtores de sementes podem "fixar preços finais aos agricultores" com descontos na margem de lucro e na remuneração por operar o sistema de cobrança dos royalties.
Detentora da patente da tecnologia transgênica na soja, a empresa disse que "flexibilizou" o pagamento dos royalties, a pedido dos produtores, oferecendo duas datas alternativas. Se antecipar o pagamento, de dezembro para 20 de outubro de 2009, o produtor pagará R$ 0,42 por kg. Se pagar em 20 de janeiro de 2010, será de R$ 0,45 por kg. Maior produtor nacional de soja, Mato Grosso deve cultivar 5,86 milhões de hectares na próxima safra. Se confirmadas as previsões, o Estado demandará 265 mil toneladas de sementes em 2009/10.
Os produtores calculam um aumento de até R$ 20 milhões na arrecadação da multinacional com royalties no Estado. "A soja transgênica já não tem nenhum atrativo econômico para nós. O uso dessa semente cresceu aqui por causa do manejo mais fácil, e não pela redução de custos" , avalia o produtor João Carlos Diel, que cultiva 2,4 mil hectares em Rondonópolis.
A questão econômica também pode transformar-se em problema político. Um dos maiores produtores do Estado, o senador Gilberto Göellner (DEM-MT) diz que outra solução seria um "boicote" ao transgênico. "Se o royalty leva o lucro do produtor, então, não devemos plantar nada" , afirma. O presidente da federação estadual da Agricultura (Famato), Rui Prado, diz que a Monsanto deve voltar a negociar com os produtores. "Temos uma boa relação, mas precisamos preservar isso."
O acordo para uso das sementes inclui cobrança de 2% sobre o valor da produção em caso de não pagamento dos royalties. Se o produtor declarar não produzir transgênicos e um teste confirmar a transgenia, a multa sobe a 3%. A Monsanto controla a cobrança na entrega dos grãos em tradings e armazenadoras. "Como eles ganham 10% a 15% desse valor cobrado na bica pela Monsanto, não temos escapatória. Tem que pagar e pronto" , diz Galvan.


*O que nos leva a perguntar: com o famoso selo que identificaria, nos rótulos dos produtos, aqueles que foram infestados, ops, aqueles que contém transgênicos em sua produção, o consumidor teria o "direito de optar" pela sua compra ou não. Então, por quê ainda tem gente contra este selo?

SUBSTITUTO DE LINA VIEIRA RECONHECE LEGALIDADE DE MANOBRA CONTÁBIL DA PETROBRÁS. "10.000 EMPRESAS FIZERAM O MESMO.", DIZ

Vento a favor na Receita
ISTO É DINHEIRO
24/08
Otacílio Cartaxo assume com a economia em crescimento e o fim das desonerações. Em pouco tempo, terá bons números para mostrar
Após raios e trovoadas, a chuva sobre a RECEITA FEDERAL começa a se transformar em garoa. E a previsão é de tempo bom já no último trimestre. A partir de outubro, serão encerradas gradualmente as desonerações concedidas pelo governo para manter aquecidos setores importantes da economia. E a agonia da queda da arrecadação, que já dura nove meses, pode, finalmente, ser revertida - neste ano, a queda acumulada até julho é de 7,39%. Sinal da sorte de Otacílio Cartaxo, comandante do Fisco que assumiu o cargo há duas semanas e já está diante de expectativas otimistas poucas vezes experimentadas por sua antecessora, Lina Vieira.
Sorte, aliás, que nunca deixou o paraibano nos 28 dias em que ocupou o cargo interinamente, após a demissão de Lina. Nesse período, acompanhou pela imprensa as inúmeras indicações que despontavam para o posto. Da Fazenda saíam nomes como os de Nelson Machado, braço direito do ministro Guido Mantega, e de Valdir Simão, chefe do INSS. Experiente e tranquilo, Cartaxo conduzia o órgão indiferente aos burburinhos e seguindo fielmente as orientações de Machado e Mantega.
Cartaxo conquistou o cargo no depoimento à CPI da Petrobras, no Senado. [ Ver abaixo ]
Ele afirmou aos senadores que não era ilegal a mudança no cálculo tributário feita pela Petrobras, que permitiu uma redução de R$ 4,3 bilhões nos impostos devidos. Ele informou ainda que, até aquele momento, 10.501 empresas tinham feito o mesmo procedimento da estatal. "Ele é um técnico muito competente e explicou detalhamente a atuação da Petrobras", disse o ministro da Fazenda quando anunciou, no evento das Melhores da DINHEIRO, que ele ficaria no cargo em definitivo. Internamente, a tranquilidade ainda não chegou.
Apesar de integrante da equipe de Lina, ele deve substituir vários dos auxiliares deixados pela antecessora, inclusive alguns superintendentes, atendendo à orientação dos chefes da Fazenda. Na relação com os contribuintes, ele quer manter a orientação dada pelo ministro Mantega: melhorar o atendimento, com aumento dos serviços oferecidos pela internet, e mudar o foco da fiscalização, de pessoas físicas para os grandes contribuintes. De qualquer maneira, a melhora na economia vai ajudar Cartaxo nos próximos meses

Receita vê brecha legal para opção fiscal da Petrobras
UOL/ REUTERS, 11/08/2009
BRASÍLIA (Reuters) - Em depoimento à CPI da Petrobras, o secretário interino da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou nesta terça-feira que a estatal se utilizou de uma brecha na legislação para obter uma redução no imposto pago. Ele vê normalidade na iniciativa.
Apesar de ter ponderado que ainda não há um consenso dentro do órgão sobre o assunto, Cartaxo explicou que a troca de regime de tributação referente ao ano passado evitou que oscilações cambiais aumentassem o volume de impostos pagos pela Petrobras.
Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, a empresa conseguiu compensar um crédito tributário de 1,14 bilhão de reais depois que mudou do regime de competência para o de caixa. A suspeita de que a companhia teria realizado irregularidades fiscais para pagar menos impostos é um dos objetos da CPI, criada em maio e que começou a ouvir os depoimentos nesta terça-feira.
"A medida provisória 2158 de 2001, que regula a matéria, em nenhum momento registra o momento em que a empresa deve fazer a opção por qualquer um desses regimes," disse Cartaxo, acrescentando que outra instrução normativa da Receita sobre o assunto também é "omissa."
A oposição condenou a falta de clareza da Receita. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou as razões de o órgão ter divulgado duas notas em maio sobre o tema --uma reprovando a atitude da Petrobras e outra retirando as críticas.
Em resposta, Cartaxo disse que a Receita não se pronuncia por meio de notas de esclarecimento, e sim publicando atos legais.
O secretário interino da Receita assegurou ainda que a instituição deve se pronunciar em breve para acabar definitivamente com a polêmica causada pela existência de diversas interpretações sobre o período em que é permitida a troca de regime tributário pelas empresas.
Relator da CPI e líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que em seu relatório final proporá uma alteração no texto da lei para aperfeiçoar a regulamentação da matéria.
"Estou satisfeito (com as explicações)", sentenciou Jucá antes do encerramento da sessão.
A oposição, no entanto, revidou. "Ainda é cedo para dizer se houve algum procedimento irregular da Petrobras. Mas a consistência da legislação e a falta de entendimento da Receita contribuíram para que isso acontecesse", destacou o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA).
LINA VIEIRA
A oposição também insistiu na convocação da então secretária da Receita, Lina Vieira, que, segundo algumas versões, deixou o cargo devido ao episódio. A iniciativa, entretanto, continua a enfrentar resistência da base aliada do governo, maioria na comissão.
"Não fui protagonista desse episódio. Seria leviano da minha parte tecer considerações a esse respeito", respondeu Cartaxo, dizendo que só Lina Vieira ou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, podem esclarecer os motivos da demissão da ex-secretária.
A convocação de Lina pode gerar outros constrangimentos ao governo. Ela disse em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fosse concluída rapidamente.
"A secretária Lina Vieira nunca comentou comigo qualquer encontro com a ministra Dilma Rousseff," disse Cartaxo.(Reportagem de Fernando Exman)



sábado, 22 de agosto de 2009

RACHA NO PSDB POR CAUSA DA PIZZA DO ARTHUR VIRGÍLIO? VEREADOR TUCANO COBRA ÉTICA DO PSDB!!

ESSA eu descolei no Diário de São Paulo.
Então fica assim: Gilberto Natalini, a reserva moral do PSDB, ficou passado com essa pizza do Arthur Virgílio, e isso poderá se resultar uma crise séria no partido tucano.
Bacana, né? É só usar determinados termos e expressões, e a verdade está criada.
CRÍTICAS ENTRE TUCANOS
NÃO FOI só no PT que a crise no Senado abriu espaço para mea-culpa e críticas internas.
Ontem, o vereador Gilberto Natalini ( PSDB ) reclamou do senador tucano Arthur Virgílio ( AM ), que se livrou do Conselho de Ética em meio ao acórdão com governistas. Natalini pediu que o colega reveja a posição.
DIÁRIO DE SÃO PAULO, DIÁRIO PAULISTA, 21.08.09

PAULISTAS E PAULISTANOS PAGAM MAIS IMPOSTOS COM SERRA, MAS RECLAMAVAM DE PAGAR IRRISÓRIA CPMF E TAXA DO LIXO

- "A taxa do lixo, atualmente cobrada em 2700 municípios brasileiros, era um valor ridículo à época de Marta", diz cientista política [ BFI, 28 de Outubro de 2008 ]
- Prefeito do PSDB de Ribeirão Preto implanta "taxa do poste"! TAXAS criadas pelos tucanos não lhes rendem apelidos! [ BFI, 28 de Julho de 2008 ]


Desta vez, é a conta de luz que periga aumentar graças à "substituição tributária" implantada pelo governo paulista. Quem procurar, verá que há criticas a isso não é de hoje. Vários setores da economia têm reclamado [ porém, curiosamente, não aparece muito, apesar de estarmos falando de empresas, empresários e federações setoriais - tipo Fecomércio; não sei se é esse o nome ]. Neste blog, sempre que dá, eu posto alguma coisa sobre as peripécias arrecadatórias de Serra, Kassab e sua turma. Ocorre que eles fazem de uma forma muito sutil, que acaba passando despercebido pela "opinião pública". Essa mesma opinião pública se lamuriava e arrancava os cabelos por causa da cobrança da taxa do lixo [ na capital paulista ] no governo Marta [ veja no link acima ]. Uma quantia ridícula. Só que era uma cobrança visível, perceptível e, para piorar, tinha toda a atenção do imprensalão. Este que, agora sob a administração Serra / Kassab, coloca nos cadernos de Economia - naquela terminologia técnica incompreensível - as manobras [ legais, até onde eu sei ] fiscais que estes governos fazem e que terminam por enfiar mais e mais custos no rabo dos consumidores.
Os outrora indignados consumidores/ contribuintes/ cidadãos, por sua vez, precisam de manchetes nos jornais para darem-se conta de que estão bancando a - olha que ironia - FÚRIA ARRECADATÓRIA DO SERRA! Bom, vejam só o caso do "alargamento da base" do IR, promovido pelo nefando governo FHC. Como parece que poucos entenderam o significado real da coisa, suavizada pela forma de expressão, deve ter gente que ficou feliz por passar a pagar Imposto de Renda.
Aneel: conta de luz pode subir em SP após mudança tributária
TERRA, 21 de agosto de 2009
Um decreto do governo de São Paulo que alterou as regras do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a energia elétrica pode trazer aumento nas tarifas para o consumidor residencial. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a exigência de que as distribuidoras cativas recolham, por meio da substituição tributária, o imposto pago em transações do mercado livre (não regulado) vai afetar os custos das empresas, o que pode gerar pedidos de revisão tarifária.
O decreto do governo paulista foi assinado pelo governador José Serra (PSDB) em 30 de março deste ano e prevê que as distribuidoras de energia para o mercado residencial terão que recolher o ICMS de transações realizadas no mercado livre, feitas entre os comercializadores e grandes consumidores, como empresas.
De acordo com a Aneel, caso haja inadimplência nos pagamentos, as distribuidoras podem ter problemas financeiros por já terem recolhido o ICMS da transação ao governo. Outra questão é o aumento do fluxo de caixa destas empresas, que passariam a adiantar imposto sobre transações que não participaram. Isto também poderia causar aumento no recolhimento de outros impostos. Segundo a agência, algumas vezes a energia comercializada no mercado livre passa pela rede da distribuidora, mas para isso há apenas a cobrança de um pedágio automático, não havendo interferência ou intermediação da dona da rede.
Como os custos tributários são parte da análise do preço da tarifa, a Aneel prevê que as distribuidoras que atuam no Estado peçam revisão nos valores que cobram de seus clientes. A validade do decreto paulista está sob análise na procuradoria do órgão.
Procurada para comentar a possibilidade de a medida gerar aumento de tarifas, a Secretaria da Fazenda de São Paulo não retornou a ligação.

O fisco paulista e a conta de luz - LUIZ NASSIF ONLINE, 21.08.09

Setor elétrico se une e entra no STF contra a substituição tarifária em SP
Interferência em atribuição da União e quebra de sigilo preocupam agentes e Aneel.
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios
13/07/2009
Mudança no ICMS pode encarecer remédio
Mercado Aberto
Folha de S. Paulo - 24/07/2009
A cobrança antecipada de ICMS para medicamentos adotada pelo governo paulista pode resultar em aumento nos preços de remédios em São Paulo, segundo fabricantes, distribuidores e redes de farmácias ouvidos pela Folha.
A alta nos preços dos medicamentos pode ocorrer se a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo mantiver índice de 68,59% aplicado sobre o preço de fábrica do remédio para calcular o ICMS. Esse índice, que ainda não está sendo aplicado, segundo informa a Fazenda paulista, foi obtido com base nas informações de contribuintes do setor.
Os índices aplicados hoje sobre os preços de fábrica dos medicamentos para cálculo do ICMS no Estado variam de 38,24% a 41,38% -as mesmas margens adotadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabelece critérios para definição e ajuste de preços no setor.
Só que a Fazenda paulista concedeu prazo para o setor apresentar sua pesquisa de preços, que está sendo elaborada pela Fipe. Essa pesquisa vai verificar quais são as margens reais -se ao preço de fábrica é acrescido esse índice de 38,24% a 41,38% no preço para o consumidor. Na pesquisa da Fazenda paulista, feita no início deste ano, o índice médio aplicado era de 68,59%.
Guilherme Rodrigues Silva, coordenador-adjunto da Administração Tributária da Fazenda paulista, diz que o setor deve apresentar a sua pesquisa para cálculo de ICMS até final de setembro. "Vamos aguardar."
"Se o índice adotado subir de 37%, por exemplo, para 68%, o remédio vai ficar mais caro ou a indústria vai ter de reduzir suas margens", diz Luiz Fernando Buainain, presidente da Abafarma, associação dos atacadistas de medicamentos.
Fundador e presidente da rede de farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós diz que a melhor forma de cobrar ICMS no setor de remédios é pelo sistema de crédito e débito, quando o imposto incide sobre todos os elos da cadeia pela qual o produto transita -da indústria até o consumidor final.
"O que acontece com esse regime de substituição tributária é que eu compro um remédio por R$ 100, pago imposto sobre R$ 130, mas vendo o produto por R$ 120. Isso não está certo. Se o governo paulista adotar margem acima de 30%, já prejudica o setor e os consumidores. A margem correta seria de 20%, já que o medicamento é um produto essencial", afirma.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

HAITI, 23 de Agosto de 1791: os próprios negros se libertam.

Essa daqui eu descolei na edição de Agosto da Revista Planeta, seção "Notas da UNESCO". E eu achava que a abolição do tráfico negreiro e, posteriormente, da escravidão fosse obra da Maçonaria:

A conferência geral da UNESCO proclamou 23 de agosto "Dia Internacional da Memória do Tráfico Negreiro e de sua Abolição".
Visando a restauração de uma verdade histórica pouco conhecida: essa data simboliza o fato de que os escravos foram os principais atores de sua luta e de sua libertação.
Com efeito, a insurreição que aconteceu na ilha de São Domingos [ hoje ocupada por Haiti e República Dominicana ] na noite de 22 a 23 de Agosto de 1791 sacudiu de modo radical e irreversível o sistema escravagista nas Américas. Essa revolta constituiu a origem do processo continental de abolição do tráfico negreiro através do Atlântico.
Ao mesmo tempo, essa data presta homenagem à resistência histórica que levou à criação do primeiro estado independente negro, a República do Haiti.
PERSONAGEM: Toussain L'Overture, ex-escravo, general, fundador da república do Haiti

GALERIA DE HERÓIS DO BLOG: RENATO CANINI

Eu gostaria de ter, na ponta da língua, a biografia do Renato Canini. Mas não tenho, então recorro aos sites especializados ( links a seguir ). Também gostaria de dominar as técnicas de HQs e suas terminologias e jargões. Assim, eu descreveria tecnicamente a importância do desenhista e ilustrador gaúcho que, entre as décadas de 70 e 80 engrandeceu as histórias de nosso Zé Carioca, trabalho que o destacou nacionalmente [ mas que não se resumiu a isso ]. Não importa. Vale o testemunho e a recomendação: tentem ler as estórias brasileiríssimas da dupla Canini / Ivan Saidenberg e saquem por si mesmos.
Com ele, Canini, surgiram os "parentes" do carioca, como o Zé Paulista e o Zé Queijinho [ vejam abaixo ], entre outros. E, posso estar enganado, mas ele também criou o personagem Afonsinho, um pato ingênuo e atrapalhado e, se não prossigo no engano, recebeu este nome em homenagem ao jogador do Vasco da década de 70.

Zé Carioca e alguns de seus parentes [ o cara da herança eu não sei quem é; deve ter aparecido apenas nesta estória ] da nossa esquerda para a direita: Zé Paulista, o Zé, Zé Jandaia ( cearense ), Zé Queijinho [ mineiro ] e Zé Pampeiro [ gaúcho ]

- Segundo o site HQManiacs: " ( ... ) Nascido no Rio Grande do Sul, Canini desenhou as aventuras do papagaio entre 1970 e 1976, totalizando mais de 100 histórias produzidas para a Editora Abril. Renato Canini iniciou na Editora Abril em 1969 fazendo ilustrações para revistas infantis, como a primeira encarnação da revista Recreio, surgindo em seguida a oportunidade de desenhar o Zé Carioca. Após alguns anos, devido ao seu traço único, Canini foi demitido por estar fora dos padrões Disney exigidos na época. Uma pena, pois Canini foi um dos artistas que melhor caracterizou o papagaio e seus amigos da Vila Xurupita e até hoje é considerado um dos melhores desenhistas do personagem ( ... )".
- Neste link, uma entrevista publicada no site UNIVERSO HQ:
"Traço simples, poucas linhas, talento de sobra" . Um trechinho bacana, da introdução à entrevista, dá uma idéia da importância do artista e atesta seu reconhecimento entre os entusiastas das HQs: "( ... ) Aos 64 anos, o veterano Renato Canini, natural de Paraí, no Rio Grande do Sul, continua sendo considerado com um dos melhores traços do humor nacional. Dono de uma simplicidade ímpar, é capaz de se expressar com pouquíssimos traços, o que demonstra sua genialidade.
Segundo Waldir Igayara de Souza, que foi seu chefe de arte na Editora Abril, nenhum desenhista brasileiro fez um Zé Carioca melhor do que Canini. "Ele era tão bom, que, em pouco tempo, superou todos os outros artistas, inclusive, o seu chefe", brinca ( ... )".
- MAIS UM LINK [ MUITÍSSIMO ] INTERESSANTE:
VI FIQ homenageia Renato Canini

- PARA FINALIZAR, este link para o site BIGORNA, do Eloyr Pacheco: Palestra sobre Zé Carioca na 2ª Feira do Livro Infantil, Juvenil & Quadrinhos - 05/08/2005


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