sábado, 31 de janeiro de 2009

"Governo Serra diz que Nota Fiscal Paulista é a responsável por aumento de arrecadação. Mentira: eles apertaram os prazos!", diz Fecomércio-SP

Um entrevista ( "Não há nenhum motivo para pânico" ) com Abram Szajman, presidente do Sebrae-SP e da Fecomercio de São Paulo, publicada na Isto É Dinheiro desta semana ( edição 591 ) tem alguns elementos reveladores [ os grifos são meus ]. A parte que me interessa vem mais a seguir. A entrevista pode ser lida, inteirinha, no site da revista.

"( ... )
DINHEIRO - Dê exemplos.
SZAJMAN - Vou citar alguns. Além de negociar bem a flexibilização das leis trabalhistas, como já falamos, o governo precisa estender o prazo de recolhimento de impostos, aumentar as linhas de crédito para os pequenos, rever a carga tributária sobre setores essenciais, pressionar o Banco Central para reduzir a taxa de juros... E por aí vai.
DINHEIRO - Isso tem sido feito.
SZAJMAN - Tem, mas de forma muito tímida. O governo federal estendeu em até sete dias o prazo para recolhimento dos impostos federais. É muito pouco, quase ridículo. Antigamente, a gente pagava imposto a 100 dias, 120 dias. Hoje, você vende um produto a prazo, mas tem que recolher os tributos no próprio mês. No caso do INSS, são apenas cinco dias após a folha de pagamento. Incoerência semelhante acontece no governo estadual, que não deu nada de prazo. Parece que não enxergaram a gravidade do problema.
DINHEIRO - Sua crítica se baseia no recente aumento da arrecadação?
SZAJMAN - Também. Parece que o Estado está soberbo, faturando mais. A arrecadação do Estado de São Paulo cresceu 20% em meio à crise. Disseram que foi graças ao programa da Nota Fiscal Paulista. Isso é conversa. Na verdade, o governo exagerou, inflacionou os preços na ponta, está recolhendo tudo antes com um número inflado. O comerciante vende com promoção e paga imposto sobre o valor cheio. ( ... )"

José Serra, governador de São Paulo

"São Paulo está arrecadando mais em meio à crise porque apertou os prazos" - Abram Szajman, Sebrae-SP e Fecomércio-SP

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Limpando o baú

Não ter computador é uma mer***da. Às vezes surge uma idéia, e aí eu acabo passando prum papel, e deixo na espera. E acabo esquecendo, ou o tempo daquilo passa e aí não faz sentido escrever. O mesmo vale para algo que eu descolo num jornal ou alguma revista. Esses eu também guardo para depois e fica por isso mesmo.
Claro, tem coisas que são atemporais, mas não é o caso das coisas que escrevo. E,também tem coisas que eu leio e penso: "Put**quepari**u! Esse filhodap#%+*& me deixou put**o! Vou escrever a respeito!!". E faço nada.
Enfim, depois dessas chorumelas, vou registrar aqui uns rabiscos que havia bolado há dias e, se valem alguma coisa ou não fod**a-s**e!
O CULPADO DE SEMPRE -
Meio fora da mídia ( já que esta decidiu que a crise é maior no Brasil que nas demais - todas - nações do globo, e a culpa é do Lula ) os ataques de Israel à Gaza tiveram como alvo - intencional ou não - até uma escola da ONU. Israel corre o risco de ser julgado por algum tribunal internacional por "crimes de guerra", ou "crimes contra a humanidade". Sobre diversas acusações ( uso de armas ou substâncias horrendas, como fósforo branco, urânio sei-la-o-quê ) eu não sei, mas com relação ao bombardeio à escola da ONU supra citada, Israel pode usar a seguinte estratégia de defesa: CULPE OS PROFESSORES. Essa manobra é usada exaustivamente aqui no Estado de São Paulo, e funciona que é uma beleza...
BATTISTI -
Hoje saiu o seguinte na Folha Online: "Itália aposta no STF para extraditar Battisti".
Seria o famoso Berlusconi outro a contar com facilidades no STF?
JOSÉ ANÍBAL E O ESTADO POLICIAL -
O preclaro foi gravado por engano, já que os detetives arapongas estavam investigando caso de traição conjugal de um terceiro, com quem parece que o Inábi, OPS, Aníbal conversou por telefone.
Curioso é que ele só foi revelar isso um mês e pouco depois de ter sido informado do suposto fato. Saiu assim na Folha, em 08.01:
" Polícia aponta esquema de grampo ilegal e prende nove
Segundo investigação, quadrilha atuaria em espionagem industrial e casos de infidelidade
Deputado José Aníbal foi um dos alvos da organização, que envolveria policiais e funcionários de empresas de telefonia e de bancos
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo desbaratou quadrilhas de dois detetives particulares que quebravam ilegalmente sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Os dados eram usados em espionagem industrial e investigações sobre infidelidade conjugal.
Uma das vítimas dos criminosos foi o deputado federal José Aníbal (PSDB). "Isso vem confirmar que o grampo ilícito está se tornando um problema muito grande no país. Milhares de pessoas podem estar sendo vítimas desse crime", disse ele."
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU!! Que porra é essa? "Neste país"? Pegou e decorou a cartilha do Gilmar Mendes? Por quê não se atém ao fato que, supostamente, envolve você diretamente? Vejam o lindão aproveitar um episódio que parece ter sido feito sob medida para a tucanalha. )
"Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado), criminosos obtiveram registros de ligações feitas pelo deputado, mas nenhuma conversa foi gravada. Fontes diz não ter identificado o interessado em comprar dados sigilosos de Aníbal [ se é que há, né? ] , mas crê [ crê? ] que um dos objetivos era identificar contatos políticos do deputado. O delegado não descarta a possibilidade de outros políticos terem sido investigados ou terem pagado [ "Outros políticos terem pago"? Quem faria isso, Deus? ] para receber dados sigilosos. O Deic prendeu nove suspeitos de duas quadrilhas chefiadas pelos donos de agências de detetives Domingos Esteves Júnior, 52, e Rosimeire da Silva Scrittore, 47. As quadrilhas eram contratadas sobretudo por empresários interessados em espionagem industrial e por pessoas que desconfiavam da fidelidade dos cônjuges. O Deic também investiga a possibilidade de que os criminosos possam ter agido para obter informações sigilosas para políticos [ Repito a pergunta anterior ] . Os detetives entravam em contato com funcionários de bancos e de empresas de telefonia que integravam as quadrilhas. Em troca de pagamentos entre R$ 200 e R$ 2.000, obtinham extratos bancários, registros de chamadas telefônicas e escutas telefônicas ilegais. Os detetives vendiam as informações por preços que variavam de acordo com o interessado e com a pessoa investigada. "Centenas de pessoas tiveram seus sigilos quebrados. Já tomamos depoimento de 30 dessas vítimas", disse Fontes."
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU!! E isso que eu quis dizer sobre "episódio feito sob medida". A bem da verdade, o episódio não chega a ser o problema mas sim, a leitura que se dispõe a fazer: o espertão do Aníbal foca nos grampos oportunisticamente, mas não menciona que bancos ou funcionários deles roubavam informações ( extratos ) dos clientes, o mesmo ocorrendo com funcionários de empresas de telefonia. Mas o Aníbal é esperto, ele apenas sugere as coisas. O melhor ainda está por vir. Continuem com a leitura. )
"O esquema ilegal começou a ser investigado pelo Deic em 2004."
( OPA! PAROU, PAROU, PAROU! Em 2004? Já havia suspeitas é, há 4 anos pelo menos? E desde quando? E o seu Aníbal fala de modo a insinuar como se tudo começasse com o "grampo" mediúnico sobre o seu Gilmar Dantas. A isso se dá o nome "jogar para a torcida". Faz até lembrar do caso do "antrax" na Moóca, ainda em 2001, lembram? A moda era o antrax...Antrax por todo lado! )
"Na ocasião foi descoberto um grupo envolvendo cinco policiais civis. Eles falsificavam mandados de quebra de sigilo telefônico e os enviavam para empresas de telefonia."
( OPA! Ahh, chegou o ponto crucial! Membros da Polícia Civil de São Paulo? Da São Paulo governada há um porrilhão de anos pelo PSDB? Que que isso tem a ver com "os grampos NESTE PAÍS"? Em resumo: trata-se de uma questão local, e possivelmente anterior até mesmo a Operação Chacal. Então, uma gangue de arapongas formada por membros das polícias Civil e Militar de São Paulo estariam - supõe-se - arapongando e vendendo as informações "até para políticos"? Mmm. Estas polícias estão subordinadas a quem, mesmo? Isso pode ser uma pista... )
"Sem saber do esquema, as empresas forneciam dados sigilosos e até gravavam conversas, que eram então vendidas para pessoas que contratavam os policiais. No decorrer das investigações sobre os policiais [ OPA! PAROU! Os policiais estavam sendo investigados e, A PARTIR DAÍ, foram descobertos os detetives!! Isso quer dizer que o caso poderia ser apresentado assim: "Gang de policiais paulistas arapongavam um monte de gente desde 2004. Detetives teriam se unido posteriormente ao esquema"] , o Deic identificou duas quadrilhas de detetives particulares.
"Foram pedidas prisões de 20 pessoas, mas a Justiça só concedeu dez mandados -nove foram cumpridos. Além de Esteves Júnior e Rosimeire Scrittore, foram presos os operadores de telefonia Aline Aparecida Cerqueira de Moura, 28, e Simone Sampaio dos Santos, 36; o prestador de serviços César Barbosa Costa, 31; o bancário Marcos Palace Chagas, 47; a intermediária entre os detetives e os funcionários de operadoras Elisângela Novais da Silva, 32; seu namorado, Daniel Aparecido da Silva, 30, e sua funcionária Flávia Priscila de Paula, 26. Também foi identificado um coronel da reserva da PM suspeito de intermediar aluguel de aparelho que faz escutas por R$ 2.500 por 15 dias."
( OPA!! Um coronel da PM do Estado de São Paulo, e não um araponga da ABIN ou PF! )
"Os cinco policiais e o coronel da reserva estão em liberdade e são investigados pela Corregedoria da Polícia Civil. Segundo a polícia, não é mais possível falsificar mandados de quebra de sigilo.
Segundo Aníbal, a polícia lhe mostrou duas gravações. Numa, duas mulheres teriam pedido registros das chamadas do número da secretária do deputado em Brasília. Na outra, um homem recebeu dados sobre Aníbal. O deputado diz ter pedido ao secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, que descubra quem pediu o grampo."
( Bom, não sei em que pé está a coisa, mas fica pelo registro. Vamos aguardar, né? )

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Governo Serra proíbe venda de TURMA DA MÔNICA em SP!!

PORTAL DO CONSUMIDOR, 22/1/2009
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo proibiu a comercialização de um lote de talco cremoso e de outro de condicionador, ambos da linha Turma da Mônica. Os produtos são fabricados pela Lipson Cosméticos Ltda. e apresentaram pH diferente do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2007. O talco foi comercializado na cidade de Carneirinho (MG).
A proibição da venda do lote 7.226 do talco cremoso da Turma da Mônica foi publicada no Diário Oficial do Estado de sexta-feira (16). Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, 14,6 mil unidades do produto foram comercializados. O órgão considerou desvio de qualidade após constatar que o talco apresentava pH inferior aos parâmetros aprovados para a fabricação, sendo mais ácido.
No caso do condicionador da Turma da Mônica, a secretaria determinou o recolhimento de 10.044 unidades do lote 8057, com data de vencimento em fevereiro de 2009. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21).
Em ambos os casos, segundo a secretaria, o recolhimento dos produtos é preventivo. A fabricante Lipson Cosméticos Ltda. foi notificada para retirar o talco e o condicionador das prateleiras, o que já está sendo providenciado, segundo a empresa Kimberly-Clark, que possui os direitos de comercialização da linha de produtos Turma da Mônica.
Outro lado
Em nota, a Kimberly-Clark informou que, para o talco, a variação registrada foi de 6.3 a 6.7, e o pH encontrado em análise realizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, foi de 6.16. Para o condicionador, a variação registrada é de 5.5 a 6.5 e o encontrado pelo órgão foi de 5.25.
Ainda de acordo com o documento, a Kimberly-Clark informou que não há necessidade de recall dos produtos. Ela esclarece que o registro dos produtos junto à Anvisa já foi atualizado em dezembro de 2008, aumentando a faixa de pH.
A Kimberly-Clark informou ainda que, desde a colocação desses lotes no mercado, há mais de um ano, não foi registrada nenhuma reclamação de consumidores. O telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) é 0800 7095599.
Fonte: G1

Homem usa copo para abrir algema ( !?!? )

Jandson Farias Pinto, 30 anos, fugiu do Plantão Policial, na rua Duque de Caxias, na área central de Ribeirão. Para abrir as algemas que o prendiam a um cano pelos pés e um dos pulsos, ele usou tiras de um copo de plástico que tinha usado para tomar água.
Segundo o boletim de ocorrência, Pinto foi preso no domingo de manhã, após ser flagrado tentando furtar produtos alimentícios no supermercado Gimenes, da avenida Caramuru, na Vila Virgínia. Foi a segunda vez, este mês, em que ele é preso furtando a loja.
Levado pelos policiais militares ao Plantão Policial, ele ficou detido e algemado na sala de reconhecimento. Em certo momento, disse que precisava tomar água.
Sede
Pinto disse que estava com sede e assim recebeu um copo de plástico com água. Após ser deixado sozinho, rasgou o copo em tiras de plástico e conseguiu se soltar. Ele pulou o vitrô da sala e fugiu.
A história foi relatada por um preso que estava detido na mesma sala e que foi convidado a fugir, mas não aceitou.
O delegado seccional Rafael Rabinovici disse não acreditar que o preso teve a fuga facilitada pelos policiais. “Ele foi contido adequadamente e não tem indícios de responsabilidade e nossa equipe merece crédito”.
Pinto também foi preso no dia 2 de janeiro, após ser flagrado empurrando um carrinho de supermercados com uísque, chocolate, refrigerante, vinho, lingüiça e doces.
Os produtos foram furtados do supermercado Gimenes da avenida Caramuru. Toda a ação do ladrão foi filmada pelo circuito interno de tv do supermercado. No domingo que passou, quando furtava pela segunda vez o mesmo supermercado, Pinto trazia no bolso o alvará de soltura assinado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.
Polícia agora quer repetir a façanha
O delegado seccional de Ribeirão Preto, Rafael Rabinovici, vai ter a ajuda da Corregedoria da Polícia Civil para investigar a fuga de Jandson Farias Pinto.
Ele também enviou duas algemas que ainda não foram usadas para a perícia técnica do Instituto de Criminalística. “Queremos saber como ele agiu”, afirma Rabinovici.
Um policial, que prefere não se identificar, afirmou que nunca teve conhecimento de caso semelhante.
“Acredito que o preso não foi algemado direito. Pode ser que as algemas estavam com defeito. Já vi presos passando a algema das costas para a frente, mas tirando, só em filme”.

"Me dê um copo e veja eu sumir, ou até fazer uma moeda sumir"


Já em 2007, Fernando Gabeira defendia a não-extradição de Cesare Battisti, terrorista do PAC ( Não é o PAC que vocês estão pensando! )

Gabeira quer movimento para evitar extradição de italiano
Consultor Jurídico, 19 de março de 2007
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que pretende liderar um movimento político para tentar evitar a extradição do militante de esquerda italiano, Cesare Battisti. Ele é apontado como ex-terrorista integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo.
Battisti, preso no Rio de Janeiro este fim de semana, foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993. Ele é acusado de assassinatos durante a década de 70. Obteve asilo político na França durante o governo do presidente François Mitterrand. Antes de seu asilo ser cassado, ele fugiu. Estava refugiado no Brasil desde 2004.
A transferência de Battisti pela Polícia Federal para Brasília (DF) começou a ser organizada. A informação da assessoria de imprensa da entidade, no entanto, é que não há a autorização para divulgar detalhes sobre a operação por questões de segurança.
Integrantes da embaixada italiana em Brasília foram enviados ao Rio de Janeiro para acompanhar a operação.
Gabeira afirmou que pretende se reunir com representantes dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de colegas da Câmara, para "examinar o que é possível fazer e não permitir que seja feita uma injustiça contra ele (Battisti)”.
Segundo a agência Ansa, o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, expressou no domingo (18/3) sua "satisfação pela brilhante operação" que permitiu a detenção no Brasil do ex-militante de extrema esquerda Cesare Battisti.
Prodi pediu ao titular de Interior da Itália, Giuliano Amato, que transmitisse suas felicitações "às forças da ordem italianas, que, com as brasileiras e francesas", realizaram a operação que levou à detenção de Battisti, segundo um comunicado do governo.
O ministro da Justiça italiano, Clemente Mastella, quer que "os procedimentos de extradição possam levar ao retorno de Battisti à Itália em breve".
Battisti, de 52 anos, foi capturado inicialmente em 1979 e logo sentenciado à prisão perpétua pelos quatro assassinatos e diversos roubos que cometeu como parte de suas atividades com um grupo de esquerda vinculado às Brigadas Vermelhas.
Ele escapou da prisão em 1981 e fugiu para o México, onde viveu até que se mudou para a França no começo da década de 90. Lá, arrumou um emprego como porteiro e começou a escrever novelas de suspense.
Foragido da Itália, Battisti foi descoberto residindo na França, de onde fugiu para o Brasil, em 2004. O governo italiano solicitou à justiça francesa a sua extradição. Na época, intelectuais franceses e de outros países defenderam sua permanência em território francês.
Irene Terrel, uma das advogadas francesas que defenderam Battisti, disse "estar arrasada" com a notícia de sua prisão, mas não quis fazer outros comentários antes de "conhecer mais detalhes".
Terrel, junto com Jean-Jacques De Felice, foi uma das advogadas históricas de refugiados italianos na França.
O ex-terrorista foi detido por ordem do Supremo Tribunal Federal brasileiro em resposta a um pedido de extradição do governo italiano, segundo informa a polícia brasileira. Em paralelo, existe um mandato de prisão internacional emitido em agosto de 2004 pela Corte de Apelação de Paris. Cabe portanto à justiça brasileira avaliar se autoriza a extradição de Battisti para a Itália.
Fernando Gabeira, 24.03.07, na Folha
OS ANOS 60 voltam em dois momentos. O primeiro deles foi a reportagem sobre o livro "Bicicleta Branca", no "Herald Tribune". Seu autor, Joey Boyd, foi um grande produtor musical no período. O título é uma referência à tentativa dos Provos, um grupo de esquerda holandês, de dar bicicletas a todos. Com o tempo, as bicicletas brancas foram roubadas e pintadas.A prisão de Cesare Battisti no Brasil é outra volta. Desta vez, não só romântica como as bicicletas. Na França, onde esteve asilado, o caso Battisti é importante. Os três principais candidatos à Presidência manifestaram-se sobre a prisão. O da direita comemorou, a da esquerda esquivou-se, e o do centro, François Bayrou, assumiu a posição digna: o direito europeu garante o pleno direito de defesa. Battisti inspirou dois livros. Um de Fred Vargas, famosa escritora de romances policiais, apontando os erros do processo contra Battisti. E também um de Guillaume Perrault, com o título "Geração Battisti". A tese de Perrault é a de que Battisti representa a consciência pesada da geração de 68, pois seu pesadelo, escapar pelo mundo, poderia acontecer com qualquer um. Acontece que Battisti foi agraciado pela doutrina Miterrand, que aceitava os refugiados dos anos de chumbo na Itália desde que renunciassem à violência. Miterrand não é da geração de 68, nem estava movido por nenhuma culpa. Creio que pensava em ajudar a Itália a superar uma fase tão conturbada. Sem uma jurisprudência, tratando caso por caso, o Brasil vai no mesmo sentido de Miterrand, pois já aceitou três refugiados italianos cujas extradições foram pedidas. Hoje, vivem em harmonia na sociedade brasileira; de vez em quando, visitam a família na Itália. Existe uma clara diferença entre a esquerda francesa e a italiana. Perrault acha esta mais moderna, pois rejeita qualquer tipo de romantismo com a luta armada e é mais severa com Battisti. Mesmo aqui, seus argumentos são fracos, pois Bernard Henry-Levy, defensor de Battisti, e Bayrou não são de esquerda. Depois da prisão, virá um sereno debate jurídico. Seus crimes foram ou não políticos? Deve-se extraditar alguém condenado in absentia, num período de leis especiais? É possível dispensar o pleno direito de defesa? É um desafio para a Justiça brasileira: decidir sobre uma questão que dividiu dois países durante tanto tempo. Ela tem acúmulo teórico para dar resposta à altura. E encerrar uma época.
Deputado disse que vai recorrer ao Ministério da Justiça. Militante de esquerda italiano foi preso pela PF no Rio de Janeiro.
Da Agência Estado
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) vai liderar um movimento político para tentar evitar a extradição do militante de esquerda italiano Cesare Battisti, apontado como ex-terrorista integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo.
Battisti, preso neste domingo (18), no Rio de Janeiro, foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993, acusado de assassinatos durante a década de 70, e conseguiu asilo político na França durante o governo do presidente François Mitterrand.
Leia também:
Veja a cronologia do caso
Antes de seu asilo ser cassado, ele fugiu e estava refugiado no Brasil desde 2004.
A transferência de Battisti pela Polícia Federal para Brasília (DF) começou a ser organizada. A informação da assessoria de imprensa da entidade, no entanto, é que não há a autorização para divulgar detalhes sobre a operação por questões de segurança.
Integrantes da embaixada italiana em Brasília foram enviados ao Rio de Janeiro para acompanhar a operação.
Gabeira afirmou que pretende se reunir com representantes dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de colegas da Câmara, para "examinar o que é possível fazer e não permitir que seja feita uma injustiça contra ele [Battisti]".
"Constantemente, através dos livros que escreveu, ele afirma que não cometeu esses crimes que a direita italiana lhe atribui", afirmou Gabeira.
O deputado pretende reforçar o fato de que o asilo político na França foi cassado por meio de um acordo articulado entre o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o presidente da francês Jacques Chirac.
"Houve a articulação e a Corte Européia anulou o asilo dele, num caso raro", disse o deputado.
Gabeira, que foi ativista de esquerda e participou do seqüestro do então embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, em 1969, pretende, inclusive, visitar Battisti na sede da PF na capital federal.
"Pessoas ligadas a ele [Battisti] e um comitê que o defende na França, bem como autoridades do Partido Verde, têm me pedido para cuidar do caso. Vou ver o que é possível ser feito", disse.

97,62% dos cheques emitidos pelo consumidor em dezembro foram pagos, um aumento de 0,86% em relação ao mês anterior, diz pesquisa da TeleCheque

Não sei se é uma boa, ou não, já que os números costumam dizer aquilo que queremos, não é não?
Cheques pagos atingem índice de 97,62% em dezembro
Além de garantirem as vendas no comércio mesmo em tempos de crise, os consumidores que pagaram com cheque honraram suas dívidas, segundo pesquisa da da TeleCheque, empresa de concessão de crédito no varejo. O número de cheques pagos no país cresceu 0,86% em dezembro ante o mês anterior. Do total de cheques emitidos, 97,62% foram honrados, informa a Folha Online.
"Com a crise financeira, o brasileiro não quer perder o poder de compra para manter o crédito que possui com essa forma de pagamento, que permite o relacionamento direto entre ele e o lojista", avaliou José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque.
No ranking dos bons pagadores, o Estado de Goiás liderou com índice de 98,54% no mês de dezembro, um aumento de 0,33% quando comparado com novembro de 2008. Na sequência da lista estão Santa Catarina (98,46%), Minas Gerais (98,27%), Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com 98,14%. Os gaúchos perdem a liderança após três meses consecutivos.
Fraudes
Em dezembro, o número de fraudes com cheques no Brasil caiu 23,53%, registrando o índice total de 0,13%.
No ranking por Estado, o Espírito Santo (0,31%) continua na liderança. Na segunda colocação está São Paulo (0,29%), seguido por Alagoas (0,26%).
PEGN, 23.01.09
E TAMBÉM:
27.01.09
As vendas no setor de supermercados cresceram 27,12% em dezembro de 2008, quando comparadas às registradas em novembro. De acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado hoje (27) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas em 2008 também superaram as de 2007 em 8,98%. Além disso, no mês de dezembro de 2008 houve alta de 6,07% nas vendas com relação ao mesmo período do ano anterior, informa a Agência Brasil.
De acordo com os dados, em novembro de 2008 se comparado a novembro de 2007 o aumento foi de 10,74%. De outubro para novembro de 2008 o crescimento foi de 0,84%.
Vendas no varejo cresceram 4,2% no Brasil em 2008
PEGN, 22.01.09, do Valor Online
As vendas do comércio varejista no Brasil cresceram 4,2% em 2008, quando comparadas com os resultados do ano anterior. Apesar do avanço, a alta é menor do que a registrada em 2007, quando o crescimento foi de 6,3% sobre 2006, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Serasa Experian.
A pesquisa mostra que, no período, as vendas a prazo tiveram crescimento de 4,4% em 2008, ante 2007, enquanto as vendas à vista caíram 21,1% na mesma base de comparação. "O crédito foi o responsável pela alta do varejo em todo o Brasil", afirmou a instituição em relatório.
No entanto, em 2007, as vendas a prazo tinham registrado crescimento maior, de 12,6%, na comparação com 2006, enquanto as vendas à vista, tiveram um recuo menor do que o verificado agora, de 19%. A Serasa explica que o menor crescimento das vendas no ano passado já refletiu principalmente o encolhimento do crédito, em relação a 2007, "por conta dos juros elevados e pelo maior endividamento de parte da população em prazos mais longos".
Segundo a análise da entidade, esta situação é revelada nos dados mais recentes do Banco Central. De acordo com estes dados, o crédito ao consumidor cresceu 23,3% no acumulado janeiro a novembro de 2008, enquanto em 2007, o crescimento foi de 30,7%.
O Indicador Serasa Experian do Nível de Atividade do Comércio é baseado nas amostras das consultas ao banco de dados da entidade.
E...
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), aumentou 3% de dezembro para janeiro, passando de 97,4 para 100,3 pontos. De acordo com a FGV, o ritmo de alta foi superior ao verificado em períodos semelhantes nos últimos três anos, quando o índice havia subido em média 1,6%. O índice é composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor, informa a Agência Brasil.
Apesar da evolução considerada “relativamente favorável” pela FGV, a nota divulgada nesta terça-feira (27) destaca que o índice ainda está em um patamar baixo em termos históricos. A confiança do consumidor em dezembro de 2008 sofreu redução de 14,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Além disso, no bimestre dezembro-janeiro, o ICC acumulou variação de 3,5%, abaixo da média de 4,2% verificada no mesmo período dos três anos anteriores. Já no bimestre outubro-novembro, o índice havia recuado 14% contra uma média de crescimento de 4,6% registrada nos anos anteriores.
A avaliação do consumidor sobre a situação presente seguiu a tendência de melhoria experimentada pelo ICC, registrando 106,1 pontos, com crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 104,8 pontos.
Já a expectativa para o futuro (Índice de Expectativas) evoluiu “favoravelmente”, segundo o levantamento da FGV, atingindo 97,3 pontos em janeiro, depois de registrar em dezembro 93,5 pontos, o pior resultado da série histórica iniciada em setembro de 2005. Em janeiro, a parcela dos que prevêem melhora elevou-se de 18,3% para 22,5% do total. Por outro lado, a proporção dos que esperam piora da situação reduziu-se de 36,3% para 28,1%.
Ainda segundo o estudo, o quesito que mede a intenção de compra de bens duráveis manteve a tendência de desaceleração, registrando o menor resultado desde o início da série histórica. Entre dezembro e janeiro, a proporção de consumidores que planejam gastar mais com duráveis recuou de 14% para 11,%. Já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 34,5% para 35,9%.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita a partir de uma amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras.A coleta dos dados foi realizada entre os dias 2 e 22 de janeiro.
MAS...
Inadimplência é a maior desde setembro de 2002
Do G1
A taxa de inadimplência dos bancos em suas operações com pessoas físicas subiu de 7,8% do total das operações, em novembro, para 8,1% em dezembro de 2008, o maior valor desde setembro de 2002, informou nesta terça-feira (27) o Banco Central.
O aumento da inadimplência acontece em meio à crise financeira internacional, que tem elevado as taxas de juros bancárias no Brasil e, também, gerado demissões ao redor do país e do mundo.
Para as empresas, a taxa de inadimplência passou de 2,7% em novembro para 3% em dezembro - o valor mais alto desde abril de 2008. A taxa de inadimplência é calculada com base em empréstimos com mais de 90 dias de atraso.
CarrosSegundo o BC, a inadimplência no financiamento de veículos atingiu o maior nível da história em dezembro de 2008. De acordo com números divulgados, o percentual dos empréstimos com atraso superior a 90 dias passou de 4,1% em novembro a 4,3% no último mês de 2008.
Esse é o maior patamar da série histórica, iniciada em junho de 2000. O total das parcelas com atraso superior a três meses que bancos têm a receber já soma R$ 3,5 bilhões.
Crise financeira abala confiança de empresários
A crise financeira internacional abalou a confiança dos empresários e somente 365 ainda estão otimistas e esperam aumento de faturamento para o primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa da Serasa, informa a Folha Online.
É o menor percentual dos últimos quatro levantamentos. No ano passado, os otimistas somavam 61%. Em 2007, esse índice era de 53% e, em 2006, 47%.
Para o primeiro trimestre deste ano, 35% esperam estabilidade e 29% apostam em queda do faturamento.
A pesquisa foi realizada de 5 a 9 de janeiro deste ano com 1.024 executivos das empresas representativas dos setores da indústria, comércio, serviços e instituições financeiras do país.
De acordo com a pesquisa, a indústria é o setor menos otimista em relação ao faturamento no primeiro trimestre de 2009. Apenas 30% dos empresários esperam elevação do faturamento, seguidos pelo setor de serviços e do comércio (ambos 38%). As empresas da região Norte são as menos otimistas: 32% esperam aumento. O Centro-Oeste é a região mais otimista, 39% apostam em alta, seguidas por Nordeste, Sul (ambas 37%) e Sudeste (35%).
Em relação aos investimentos, 57% das empresas disseram que não estão investindo no momento. Destas, 87% não pretendem investir no primeiro trimestre de 2009.
Das empresas que estão investindo hoje (43% do total), apenas a metade pretende aumentar seus investimentos em relação ao ano anterior. Em anos anteriores esse percentual era de 66% (2008), 63% (2007) e 31% (2006). Outras 36% vão manter e 14% vão diminuir o investimento no primeiro trimestre deste ano.
De acordo com a pesquisa da Serasa, 77% dos empresários esperam aumento do desemprego no primeiro trimestre de 2009. Em 2008, esse percentual era 24%, em 2007 33% e em 2006, era 38%.
As instituições financeiras são as mais pessimistas, 83% esperam desemprego. Outro setor pessimista é a indústria, 81% aguardam a alta do desemprego no primeiro trimestre deste ano. Em serviços, 79% dividem a mesma opinião. No comércio, os pessimistas são 75%.
A região mais pessimista em relação ao crescimento do desemprego para o primeiro trimestre do ano é a Sudeste (82%).
TERMINANDO COM ESSAS DUAS:
Aviso aos banqueiros
Antonio Delfim Netto
Sexta-feira - 23/01/2009
Há uma diferença abissal entre os problemas que levaram os bancos a restringir a oferta de crédito entre nós a partir de setembro de 2008 e a profunda crise de crédito que empurrou para a recessão as maiores economias do globo. Nos Estados Unidos, onde tudo começou, a patifaria contaminou o sistema bancário numa tal dimensão que terminou por levá-lo à falência. O sistema bancário americano quebrou e ainda arrastou quase uma centena de casas bancárias (e um país, pelo menos) à falência em todo o mundo. No Brasil temos um sistema bancário hígido, submetido a uma regulamentação que vem se aperfeiçoando desde a criação do PROER. Ele ficou longe das aventuras que produziram a tragédia dos mercados financeiros na atual década. A questão, então, é tentar entender por que os bancos brasileiros adotaram uma postura extremamente restritiva no crédito, como se fossem obrigados a importar os efeitos de uma crise para a qual não contribuíram e de cujos "benefícios" não participaram? É certo que houve um susto quando se suspenderam os financiamentos externos, o sistema bancário precisava redobrar os cuidados a partir de setembro, mas era do conhecimento de todos que tínhamos condições de substituí-los. O Banco Central, embora não tenha agido com a rapidez necessária, acabou mostrando que isso era possível e se necessário pode aumentar o crédito para fazer essa substituição. O crédito para manter o ritmo da atividade interna, para a produção e na ponta do consumo encolheu e está ameaçando a manutenção do emprego dos brasileiros por um excesso de cautela, em muitos casos por uma espécie de temor desprovido de racionalidade. É certo que temos um sistema bancário hígido, como tenho insistido em dizer todos esses anos, mas neste momento me parece que os banqueiros não estão dando a devida atenção a um problema capital: o sistema é hígido, mas só continuará a sê-lo enquanto os devedores forem hígidos. Se eu sou banqueiro e decido negar o empréstimo a um cliente que durante muitos anos honrou seus compromissos comigo, que cresceu junto com o Banco, mas por temor da conjuntura mundial estou cortando o seu crédito, eu vou transformá-lo num mau devedor. Atitudes míopes dessa natureza estão inoculando uma doença num sistema bancário de compleição reconhecidamente saudável. Cobrar mais juros de um bom cliente, também pelo temor de que a inadimplência vai aumentar devido à desaceleração da economia é promover a queda do ritmo da atividade econômica, o desemprego e o enfraquecimento do próprio setor. Tendo deixado passar uma oportunidade de ouro há 40 dias quando já podia sinalizar a redução dos custos financeiros para a atividade econômica, o Banco Central esta semana finalmente realizou o corte de um ponto percentual na taxa SELIC para 12,75% ao ano. Os juros precisam cair muito mais e rapidamente se queremos afastar as nuvens dessa crise importada. Este início de queda pode melhorar as expectativas em relação ao comportamento do mercado consumidor e da oferta de crédito para os próximos meses.
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA/USP e ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento.

Fábula moral com toques de auto-ajuda empresarial: A CRISE
A crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente.
Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava e prosperava...Seu cachorro quente era o melhor!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai :
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
"Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor faculdade, lê jornais, vê televisão e Internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!"
Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior).
Começou a comprar a salsicha mais barata (que era, também, a pior).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor faculdade...quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: "Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise..."
( O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo )

UFO filmado durante a posse de OBAMA? - Vídeo

SE O VÍDEO NÃO APARECER, CLIQUE AQUI NESSE PONTO:

DISCO VOADOR!!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AMEM ISSO, SEUS LIXOS!!

Há alguns dias eu estou rascunhando umas coisas, que deveriam ser postados até ONTEM, já que tratava-se de minha homenagem à amada cidade de São Paulo, coisa linda da mamãe... Só que ocorre que eu não tenho computador, então fiquei a ver navios. Mas, como não sou de jogar nada fora ( quase isso, juro! ), então vai hoje mesmo, e até deu para escrever mais um pouco, uma vez que caiu outro lindo dilúvio na cidade que, entre outras cositas menores, "complicou o trânsito na Capital" ( essa frase é quase um mantra ).
AS PATÉTICAS "HOMENAGENS" A SÃO PAULO
Claro, eu não consigo imaginar que tipo de idiota leve a sério reclames assim, nos quais supostos cidadãos tecem loas e vomitam declarações de amor a esta cidade. Spots de rádio como "Quem olhar São Paulo com outros olhos..." ou "A revendedora GEME, em homenagem aos 400 e tralalá anos de São Paulo, blablabla, está com o fabuloso feirão de carros...".
Sobre esta última, o que dizer a respeito?
Talvez: "Em homenagem a São Paulo, estamos incentivando você a encher as já entupidas e poluídas ruas da cidade, com ainda mais carros, IPI zero."
Contrariando, no fim das contas, aquela frase "Quem ama não mata", eu diria que isto aqui está mais para uma mistura de "A gente estupra, mas procura não matar muito", "Coração de mãe, sempre cabe mais um" e uma pitadinha esperançosa, quase religiosa de "Lavou, tá novo". Tá mesmo?
EXAGERADO
Talvez eu esteja sendo um pouco exagerado. Dá para imaginar, sim, o tipo de imbecil individual que se emociona com as tais "homenagens": afinal, as pessoas não acreditam cegamente naquelas propagandas de TV, onde as ruas de São Paulo ( as locações são aqui, não? ) são vazias ( e o "melhor", para todos os motoristas que possuem carros da marca divulgada, e ao mesmo tempo ) e você pode atravessar o município de um extremo a outro ( o que quer dizer, pelo que nos mostram, do Teatro Municipal/ Viaduto do Chá à Av. Paulista ) mui rapidamente, já que não existem pedestres, enchendo o saco e muito menos ônibus disputando espaço com seu carro.
Importante: o farol está sempre VERDE para você. Quier dizer, nem sempre.
Quando ocorre do cara parar no farol VERMELHO ( sempre respeitando a faixa de pedestres, percebam só ... ), é batata que uma puta ( modo de falar, claro ) duma gata vai olhar lascivamente pro motorista, já que sem carro, ninguém come ninguém nessa po****rra!
Então, são duas coisas mostradas nos comerciais em questão: as vias são liberadas o tempo todo, e as mulheres também. Mas pra isso você deve comprar o carro da marca "X". Pensando bem, na vida real é diferente?
Mas tem muito mais: as crianças são lindas, engraçadinhas, branquinhas e "já sabem o que querem", dando lições aos idiotas adultos. Que mais? Ah, as ruas de São Paulo sempre terminam numa praia ( Isso merece um parêntese: parece que certos comerciais, por falar em cenários e situações e scripts, são rigorosamente iguais, pouco importando qual o produto que esteja sendo divulgado. Parece, mesmo, haver certo padrão: reclames de carros parecem com reclames de cerveja que, por sua vez, lembram reclames de operadoras de celular. Muito raramente, pode-se também confundir propagandas de bancos com peças publicitárias do Pão de Açúcar e do Mc Donalds. Mas aí é outra história ).
Saíndo das ilusões televisivas, São Paulo se revela um Leviatã. Não, a comparação ficou esdrúxula, já que eu nem sei direito o que é isso. Sei lá, acho que parece mais com a Oceania de 1984 ( sem o Grande Irmão ), um pouco de "Vinhas da Ira", outro tanto de "Wall Street, poder e cobiça". E, o resultado disso, sendo habitado pelos nômades de "Mad Max", só que de classe média. Alguns moradores daqui bem que lembram "o Talentoso Ripley".
E o patrono desta mistura "cosmopolita", "moderna", "um caldo de cultura", "lar de todos os povos" e outras frases de merda, seria o Dick Vigarista.
Aliás, podemos acresentar nessa caçarola um pouco do "O Sobrevivente" ( The Running Man ), com o Schwarzenegger ( a platéia do show de TV é encontrada facilmente nas ruas de São Paulo ), aquele outro do Sam Peckinpah, "Sob o domínio do medo" ( Straw Dogs ), em que um pacato professor ( Dustin Hoffman, brilhante como sempre ), depois de comer o pão que o diabo amassou, se vê obrigado a tornar-se um ogro enfurecido, para conseguir sobreviver aos habitantes dum lugar para onde se mudou.
É...São Paulo ( "seu ritmo, suas cores, seus povos...blablabla" ), tudo regado a muito cabotinismo, agressividade, mesquinhez, imaturidade, autismo, por trás de uma caída de podre fachada de "modernidade", progressismo" ( seja lá o que signifiquem ), coletividade, tolerância, compromisso mútuo e civilidade, há algo de podre nessa cidade. Ou seja, é ela própria.
Perceberam que não tenho muito apreço pelos meus concidadãos, né? Isso aí.
E este ano não teve bolo pros porcos. O imprensalão se apressou em culpar a crise, mas acho que os possíveis patrocinadores não quiseram queimar o filme de suas empresas, apoiando esse espetáculo deplorável anual.

BRASÃO MAIS ADEQUADO



sábado, 24 de janeiro de 2009

Egito diz ter provas de que "a maior parte" do contrabando de armas para Gaza vem DE ISRAEL MESMO! Incluíndo MILITARES ISRAELENSES! ( Esp-Ing )

Aseguran que mayor contrabando de armas a Gaza procede de Israel
PRENSALATINA
El Cairo, 24 ene (PL) Egipto posee pruebas de que la mayoría del armamento que supuestamente entra de contrabando a Gaza llega a través de Israel y no por su frontera con la Franja, según una entrevista difundida hoy.
El secretario general del Consejo Nacional Egipto para los Derechos Humanos (CNEDH), Mukhlis Qutb, indicó que el gobierno local tiene la “necesaria documentación y confesiones” que desmienten la afirmación hebrea de que el trasiego de armas ocurre por la frontera Gaza-Egipto.
Personas con ciudadanía israelí estarían involucradas en ese negocio, incluso algunos miembros de las fuerzas armadas judías participan del contrabando y venta de armas, aseveró Qutb en declaraciones al rotativo egipcio Al-Ahram.
Los tratos y pagos ocurren dentro de Israel, prosiguió el dirigente del CNEDH, sin mostrar evidencias al influyente periódico, pero seguro de que el gobierno del presidente Hosni Mubarak es consciente de las implicaciones por fomentar un negocio de ese tipo.
Qutb recordó que la aviación hebrea bombardeó en varias ocasiones y con despiadada intensidad la línea limítrofe entre la Franja y Egipto con el argumento de destruir los túneles existentes allí y que, según Tel Aviv, sirven de fuente de abastecimiento al grupo islamista Hamas.
El Movimiento de Resistencia Islámica (Hamas), que controla Gaza, niega esas aseveraciones, pero cree legítimo su derecho a poseer cierto arsenal para enfrentar la ocupación y las agresiones israelíes.
En el Estado judío, por otro lado, la canciller, Tzipi Livni, y el ministro de Defensa, Ehud Barak, ambos con aspiraciones políticas en los comicios del 10 de febrero, dejaron clara la posibilidad de repetir los ataques en la citada frontera para destruir más túneles.
Como parte de las negociaciones para lograr un cese del fuego, Egipto se comprometió a redoblar la vigilancia en esa área para bloquear el presunto trasiego de armas, pero descartó iniciativas europeas e israelíes de emplazar allí fuerzas militares extranjeras.
Las declaraciones de Qutb se conocieron después de que dirigentes de Hamas llegaron el viernes a El Cairo para dialogar con los mediadores egipcios en busca de un cese del fuego duradero, un día después de la visita del asesor de Defensa judío Amos Gilad.
Además, coincidieron con nuevas evidencias de que el ejército hebreo violó convenciones mundiales y cometió crímenes de guerra en Gaza al lanzar fósforo blanco contra zonas densamente pobladas.
Medios noticiosos occidentales citaron a un portavoz de la Cancillería judía que finalmente confirmó que el fósforo fue usado, irregularidad por la cual grupos de derechos humanos y juristas internacionales pretenden juzgar al Estado de Israel.
jf/ucl
PL-26
DAILY NEWS EGIPT
CAIRO: Egypt has proof that the majority of weapons that are smuggled into the Gaza Strip come from Israel, said the general secretary of Egypt’s National Council for Human Rights Mukhlis Qutb.
In an interview with the state owned Al-Ahram newspaper, Qutb said Egypt has the necessary documentation and confessions proving that weapons are smuggled into Gaza by people possessing Israeli citizenship.
He also alleged that some members of the Israeli Defense Forces (IDF) are involved in the smuggling and selling of Israeli weapons to the Strip. Qutb added that the deals and payment for the weapons are struck inside Israel.
Qutb did not show any documents to prove his allegations, but said that Egypt would never allow its border to be used for weapons smuggling. He also said that Egypt would refuse any security pact between the United States and Israel stipulating the presence of foreign monitors on its territory because this goes against its national security interests.
The tunnels between the Egypt-Gaza border were bombed consistently during the 22-day offensive Israel conducted on Gaza because Israel believes weapons going to Hamas come through these tunnels.
Israeli Foreign Minister Tzipi Livni told Israeli public radio Thursday that the option to bomb the tunnels once more was still on the table.
“If we have to act, we will do so, we will exercise our right to legitimate defense, we will not leave our fate ... to the Egyptians nor to the Europeans, nor to the Americans,” she said.
Israeli Defense Minister Ehud Barak had given similar comments to Israeli public television earlier in the day, saying, “If we are forced to, there will be more attacks.”
Gaza-based Hamas officials entered Egypt Friday to hold further talks with Egyptian mediators on maintaining the ceasefire a day after IDF representative Amos Gilad was in Cairo for the very same reason.

ISRAEL TESTA NOVO TIPO DE ARMAS EM POPULAÇÃO DE GAZA, COM EFEITOS ATERRADORES!

Publicado em HORA DO POVO, edição 2736, 23 a 27.01.2009
Israel faz de Gaza campo de provas com armas proscritas
População civil foi alvo dos testes de obuses contendo 116 bastões de fósforo branco e explosivos de liga de tungstênio, cobalto e níquel que provocaram mortes e graves mutilações
Em seus criminosos e indiscriminados ataques ao povo palestino da Faixa de Gaza, o exército de Israel empregou fósforo branco e usou a região como campo de provas para experimentos com explosivos com grande letalidade e capacidade de produzir ferimentos mais profundos e destrutivos. Há denúncias do uso de urânio depletado em obuses atirados sobre a população.
As denúncias partem das vítimas, de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos (e inclusive por organizações israelenses), condenações sustentadas em documentos, fotos e depoimentos de conceituados especialistas.
“No hospital Al-Shifa de Gaza vimos vítimas de algo que tem todas as características de um novo tipo de arma testado pelos militares estadunidenses, conhecido como Explosivo de Metal Denso Inerte (DIME, pela sigla em inglês)”, declararam os médicos noruegueses Mads Gilbert e Erik Fosse, que trabalham na região há vinte anos. Eles conseguiram sair do território com 15 feridos graves pela fronteira com o Egito.
AMPUTADOS
São pequenas bombas envolvidas por carbono e uma camada de tungstênio, cobalto, níquel ou ferro cujo enorme poder de explosão se dissipa num raio de dez metros. “A dois metros corta o corpo no meio, a oito metros serra as pernas, abrasando-as como se tivessem sido atravessadas por milhares de agulhas. Não vimos corpos partidos, mas sim muitos amputados. Em 2006, houve algo parecido no sul do Líbano e vimos isso em Gaza naquele mesmo ano, durante a operação israelense ‘chuva de verão’. Os experimentos com ratos têm demonstrado que as partículas que permanecem no corpo são cancerígenas”, explicaram os médicos.
Um médico palestino, entrevistado no domingo pela rede de televisão Al Jazeera, relatou sua impotência em casos como estes: “Não há nenhum rastro visível de metal no corpo, mas há estranhas hemorragias internas. Uma matéria queima os vasos sanguíneos e causa a morte. Não podemos fazer nada”. Segundo a primeira equipe de médicos árabes autorizada a entrar no território ocupado, que chegou no hospital de Khan Yunes vinda do sul, tinham entrado “dezenas” de casos desse tipo.
O doutor Ahmed Abdu-laziz, professor de cirurgia Egípcio declarou: “Vimos corpos totalmente enegre-cidos. Vimos partes de corpos, como membros totalmente atingidos o indicam o uso de armas com DIME. Foi um massacre em todos os sentidos a intenção não era apenas de matar pessoas, mas de desfigurá-las”.
LABORATÓRIO
“Será que esta guerra é um laboratório para os fabricantes da morte? Em pleno século XXI não pode ser possível fechar um milhão e meio de pessoas e fazer com elas o que se quer, chamando-as de terroristas?”, disseram os especialistas noruegueses.
Em carta ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, embaixadores árabes acreditados na Áustria, encabeçados pelo príncipe Mansour Al-Saud, da Arábia Saudita, expressaram “nosso profundo sentimento e preocupação a respeito da informação que recebemos de que evidências de urânio depletado foram encontradas nas vítimas palestinas”.
A carta exige que o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, “urgentemente realize testes radiológicos e físicos para verificar a presença de urânio depletado nos armamentos usados por Israel na Faixa de Gaza”.
Fósforo branco provoca feridas que dilaceram corpo das vítimas
Já o uso de bombas de fósforo branco - banido pela Convenção da ONU de 1980 - pelas tropas israelenses não oferece dúvidas. Nafiz Abu Shabaan, chefe da unidade de queimaduras do hospital Al Shifa destacou a morte de 70 pacientes com queimaduras que denunciavam o uso do fósforo. “Pacientes com queimaduras relativamente pequenas, que deveriam sobreviver, faleciam de forma inesperada”.
“Não há controvérsias. Vimos militares israelenses que tinham bombas preparadas para lançar em Jabalia. Eram de fabricação americana, de 155 milímetros. E depois as vimos estourar no céu”, denunciou o insuspeito Mac Garlasco, antigo assessor do Pentágono e atual assessor em temas militares da Human Rights Watch. E ainda a edição digital do jornal The Times, mostrou um militar israelense manipulando projéteis de origem americana, do modelo M825A1, carregados de fósforo branco.
Os obuses contém 116 bastões de fósforo que incancescem em contato com o oxigênio chegando à temperatura de 800ºC.
O fósforo branco é usado como agente incendiário que produz terríveis queimaduras que chegam ao osso, atingindo órgãos internos como o coração, o fígado ou os rins.
Abu Shabaan declarou-se estupefato pelas características não usuais das feridas. “Começam com manchas pequenas e dentro de horas tornam-se grandes e profundas e em alguns casos chega-se ao ponto em que a condição geral do paciente piora de forma inesperada”, declarou. Os médicos também informaram sobre “um odor muito ruim vindo das feridas”.
Em muitos casos os pacientes foram atingidos por toxicidade grave e inesperada e tinham que ser levados às pressas para as UTIs. “Uma garota de três anos de idade foi submetida a uma tomografia por causa de uma ferida na cabeça. Quando voltou do exame, abrimos a ferida e saiu fumaça de dentro da ferida. Os cirurgiões usaram pinças para extrair uma substância da ferida que era como um algodão muito denso e que começou a queimar. A substância seguiu queimando até desaparecer. A criança, que era de Beit Lahya, norte de Gaza, morreu”, relatou Shabaan.
Matéria publicada no jornal israelense Haaretz, no dia 21, informa que as forças armadas de Israel já assumem que foram atirados 20 tiros de morteiro contendo fósforo branco sobre Beit Lahya. Segundo eles os disparos foram feitos por integrantes de uma brigada de paraquedistas. Os oficiais negam que o bombardeio tenha sido sobre civis. Dizem que os obuses eram direcionados a “pomares onde se escondiam membros do Hamas”.
O bombardeio israelense nos depósitos da principal instalação da ONU na cidade de Gaza, na quinta-feira, dia 15, também foi denunciado pelo uso de três bombas de fósforo branco. Pequenos pedaços de material incandescente foram vistos no local horas após as explosões.
Historiador israelense, ex-professor da Universidade de Haifa, Ilan Pappe: “Só com forte pressão internacional Israel vai parar agressão a palestinos”
O professor universitário israelense Ilan Pappe, em entrevista para o jornalista inglês Chris Arnot (do jornal The Guardian), descreveu como teve que deixar Israel após receber diversas ameaças de morte por ser contrário à ocupação dos territórios palestinos. Atualmente mora na Inglaterra onde nos últimos 18 meses trabalha no departamento de história da Universidade Exeter.
Na época em que deixou a Universidade de Haifa, uma foto sua apareceu no maior jornal de maior circulação de Israel (Yedioth Achronot) no centro de um alvo desenhado. Ao lado, um colunista escreveu: “Não estou dizendo a vocês para matar essa pessoa, mas não me surpreenderia se alguém o fizesse”. O ministro da ‘educação’ israelense pediu publicamente sua demissão.
Em 2005, Pappe e dois colegas escreveram na internet que os assentamentos israelenses estavam sendo retirados da Faixa Gaza para dar ao governo campo livre para bombardear a altamente povoada região. Quando o atual bombardeio começou no final do ano passado, Israel argumentou que estava tentando proteger seus cidadãos de foguetes atirados pelo Hamas. Mas “esses foguetes não começaram até Israel bloquear Gaza”, declarou.
As ameaças de morte já chegavam por carta, email e telefone desde que Pappe criticou o tratamento aos palestinos em um programa nacional de rádio.
Em 2006, Pappe passou a morar em Exeter, com sua esposa e seus dois filhos, de 11 e 14 anos. O temor pelas suas vidas foi uma das razões pelas quais deixou Haifa. “A outra razão foi que me sentia sufocado como intelectual”, disse.
O professor também relata em sua entrevista ao jornal inglês o período em que, aos 19 anos, serviu o exército israelense durante a invasão síria em 1973. “Eu me lembro do sargento nos dizendo que deveríamos matar os árabes ainda novos ou eles cresceriam e nos matariam”, disse. “E essa atitude é difundida. É por isso que os tanques, pilotos de F-16 e os comandantes de artilharia matam civis sem a menor hesitação. Eles são desumanizados durante toda sua vida”.
Ao mesmo tempo, Pappe afirmou que continua recebendo apoio de alguns colegas e muitos estudantes, particularmente palestinos. E acrescentou que também recebeu apoio externo, incluindo da Associação de Professores Universitários (AUT) da Inglaterra. “Acho que o meu pior crime foi quando apoiava boicote cultural e acadêmico a Israel para acabar com a ocupação. Tenho certeza que apenas uma forte pressão externa irá fazer com que Israel pare de destruir o povo palestino”.
Questionado por Arnot se não poderia entender a mentalidade dos israelenses diante “da crescente militância islâmica” ele respondeu: “Sim eu posso. Há temores coletivos genuínos. Mas penso que esses temores são manipulados através do sistema educacional e pela mídia para parecerem piores do que realmente são. E os israelenses não percebem que o seu comportamento está contribuindo para aumentar esses perigos”.
Turquia questiona: “Como um país assim pode entrar pela porta da ONU?”
Depois de qualificar o massacre israelense contra a população de Gaza como “selvageria”, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdo-gan, questionou a permanência de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU) durante o encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está na região para negociar um acordo de paz.
“Como um país assim, com essa atitude em relação às decisões da ONU, pode entrar pela porta das Nações Unidas”, indagou Erdogan.
O primeiro-ministro turco defendeu o reconhecimento do governo palestino democraticamente constituído sob o voto. “Se nós vamos aprofundar a democracia na região temos que respeitar a decisão do povo que foi às urnas”, disse.
A Turquia pediu aos mediadores da paz que incluam o Hamas nas negociações. Ahmet Davutoglu, mediador especial do governo turco para o Oriente Médio, explicou que, devido ao forte apoio que o grupo tem na população, os militantes do Hamas “não podem ser marginalizados”.
“Se cometermos um erro [nas negociações] nestes dois meses, arruinaremos os próximos cinco anos”, disse Davutoglu.
SAIBA DISSO:
Médicos detidos na fronteira do Egito-Gaza
Bill Quigley, Counterpunch, 9-11/1/2009 (Direto de Rafah)http://www.counterpunch.org/quigley01092009.html
Bill Quigley é ativista de Direitos Humanos, professor da Faculdade de Direito em Loyola New Orleans.Está no Egito, como representante do Conselho Nacional de Advogados dos EUA, da Associação de Professores de Direito dos EUA, da Associação Internacional de Advogados pela Democracia e da Liga Pacifista dos EUA. Recebe e-mails em quigley77@gmail.com Kathy Kelly, coordenadora de "Vozes pela não-violência, e Audrey Stewart contribuíram no trabalho de entrevistar os médicos.
O Dr. Nicolas Doussis-Rassias e vários outros médicos voluntários estão acampados em Rafah, à espera, há vários dias. Nicolas e os outros médicos vieram a Rafah, para atravessar a fronteira e chegar a Gaza, para ajudar no socorro aos mais de 3.000 feridos pelas bombas e o pesado armamento dos israelenses.
Rafah é o ponto pelo qual é possível atravessar a fronteira para Gaza – e é o ponto mais fortemente armado de toda a fronteira; está a quatro da cidade do Cairo, por terra. Mal se consegue falar, porque os jatos super-sônicos, embora voem a grande altitude, geram uma espécie de explosão que provoca dor nos ouvidos (e provocam rompimento do tímpano, por exemplo, de recém-nascidos). Há explosões próximas, e o ar cheira a fumaça e borracha queimada.
"3.000 feridos à bala, por efeito de bombas, desmoronamentos ou soterramento saturariam até o sistema de assistência médica de Nova Iorque", diz o Dr. Nicolas. "E já não há nenhum sistema de assistência médica em Gaza. A cidade está sem energia elétrica e sem água corrente. O sofrimento em Gaza é indescritível. Por isso temos de chegar até lá, com a máxima urgência."
Mas hoje, em vez de estar trabalhando no socorro aos milhares de feridos, o Dr. Nicolas e vários outros médicos gregos, egípcios e outros estão detidos do lado egípcio da fronteira, carregando cartazes escritos à mão, com a marca da cruz vermelha que identifica os médicos até em campos de combate, nos quais se lê: "Somos médicos! Deixem-nos passar!"
Por que isso? Porque médicos de todo o mundo, do grupo "Médicos pela Paz" e de outras associações de voluntários, que estão chegando como podem a Rafah, estão já há sete dias impedidos de entrar em Gaza: não podem entrar nem pela fronteira com Israel nem pela fronteira com o Egito.
Nicolas não é radical anti-Israel. É apolítico, grego de nascimento, tem 49 anos e dois filhos. É presidente de uma organização grega de médicos voluntários, "Médicos pela Paz". Esses médicos viajam às próprias expensas e trabalham voluntariamente no socorro a vítimas de guerras e de catástrofes naturais. Socorreram vítimas do furacão Mitch, na América Latina; vítimas dos tsunamis no Sri Lanka; vítimas de guerras no Líbano, na Sérvia, na Turquia e no Paquistão.
Pois as fronteiras de Gaza estão fechadas também para eles – o que, diz o Dr. Nicolas jamais aconteceu. "Nunca aconteceu de proibir-se a passagem de médicos, nem nas fronteiras mais militarizadas."
Richard Falk, observador especial da ONU para assuntos de Direitos Humanos nos Territórios Palestinenses Ocupados, já denunciou inúmeras violações aos direitos humanos e à legislação humanitária da própria ONU nesse específico ponto da fronteira egípcia:
"Ações de Israel, especificadamente o total fechamento das vias de entrada e saída da Faixa de Gaza têm provocado severa falta de medicamentos e combustível (além da aguda falta de alimentos), o que tem impedido a aproximação de ambulâncias para atendimento e remoção dos feridos, e a incapacidade dos hospitais e médicos para prover atendimento e a medicação necessários, além da falta do equipamento médico indispensável; assim, os médicos e profissionais paramédicos que também estão sitiados em Gaza estão sendo impedidos de dar tratamento adequado aos feridos de guerra."
Os habitantes de Gaza estão sem suficiente atendimento básico de saúde, de fato, já desde antes da invasão de Israel, por causa do bloqueio imposto à Faixa de Gaza, mas nas duas últimas semanas a situação agravou-se muito.
Falk, como inúmeros outros observadores, também condenam o lançamento de foguetes Qassams contra Israel. Desde o início da guerra, já morreram 12 israelenses; e morreram 800 gazenses. Mas a denúncia mais grave, de todas as graves denúncias do "Relatório Falk" à ONU, diz respeito aos ataques aéreos que Israel tem feito contra a Faixa de Gaza, e contra "os países que foram e continuam a ser cúmplices, direta ou indiretamente, das violações, por Israel, da lei internacional."
Frida Berrigan chamou a atenção para o fato de que
"Durante o governo Bush, Israel recebeu mais de 21 bilhões de dólares para seus programas de segurança, dos quais 19 bilhões de ajuda direta para reequipamento do exército. O núcleo principal do atual arsenal bélico de Israel é equipamento que lhe chega pelos programas de cooperação dos EUA. Por exemplo, os EUA forneceu 226 jatos F16 e outros modelos de bombardeiros; mais de 700 tanques M-60, 6.000 veículos blindades, além de aviões e helicópteros para transporte de tropas, helicópteros de ataque, de serviços, para treinamento, bombas e mísseis táticos de vários tipos."
Funcionários dos serviços médicos da Palestina dizem que mais da metade dos 800 palestinenses mortos e 3.000 feridos são civis. Negar socorro e assistência médica a civis feridos é violação flagrante de direitos humanos básicos.
O Egito está negando socorro médico à população de Gaza. Na estrada, a meio caminho da viagem entre Cairo e Rafah, vimos uma centena de jovens egípcios, bloqueando parte da estrada, em protesto contra a inação do governo egípcio.
Depois de sete dias de completo fechamento, há sinais de que algumas pessoas estão conseguindo atravessar a fronteira para o Egito. Voluntários egípcios da organização Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha ocidental) foram autorizados a entregar suprimentos e alguns dos médicos que esperavam aqui também foram autorizados a entrar em Gaza. Com espalhafato e sirenes ligadas, entraram também 12 ambulâncias egípcias – as quais, contudo, atravessaram a fronteira e estacionaram, à espera de que os doentes e feridos chegassem (e não chegaram, pelo menos enquanto permanecemos ali). Duas ambulâncias saíram de Rafah, conduzindo feridos.
Hoje, os "Médicos pela Paz" não foram autorizados a entrar em Gaza. Alguns deles, exaustos depois de uma semana de espera, começam a voltar para casa. Nicolas disse que fica, e que tentará amanhã, novamente. Por quê? "Porque há 3.000 feridos em Gaza. Tenho de continuar tentando chegar lá."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Só pra constar: SERRA vetou a projeto da ALESP que derrubava a "Lei da mordaça". Mas apresentou emenda "com teor similar" a projeto vetado

Ontem, 15 de janeiro de 2009, o Governador José Serra vetou totalmente o projeto de lei complementar 81 de 2007, que pretendia revogar o artigo 242 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Lei nº 10.261). O projeto, aprovado há um mês pela Assembléia, buscava assegurar a liberdade de expressão dos funcionários públicos, proibidos pelo artigo 242 de “referir-se depreciativamente” às autoridades constituídas e aos atos da Administração.
Segundo o texto integral do veto publicado no Diário Oficial, o Governador entendeu que a iniciativa para legislar sobre o tema cabe exclusivamente ao chefe do Executivo, pois altera o regime jurídico do funcionalismo. Apesar da ressalva de cunho formal, afirma o Governador que o artigo 242 do Estatuto efetivamente constitui norma restritiva à liberdade de expressão e informação, estando “em desarmonia com o princípio do Estado de Direito.”
No próprio veto o Governador afirma ter encaminhado, também no dia de ontem, novo projeto de lei à Assembléia para revogação do artigo 242 e reformulação do artigo 241 do Estatuto. O projeto entrará como nova proposta e seguirá o trâmite normal de um projeto de lei, ou seja, todo o procedimento na Assembléia começará outra vez “do zero”.
A Campanha FalaEducador! FalaEducadora! lamenta que o processo de revogação da “lei da mordaça” tenha que sofrer novos atrasos e pede aos deputados que analisem a matéria com urgência. Como a Campanha vem denunciando há mais de um ano, o artigo 242 do Estatuto tem limitado a manifestação de funcionários que querem discutir de forma pública questões relacionadas ao seu ambiente de trabalho, inclusive denunciar irregularidades e desvios ou simplesmente fazer críticas às políticas públicas. A revogação do artigo 242 deve ser considerada tema prioritário, pois afeta não só o direito dos próprios funcionários de expressar-se, mas também o direito dos cidadãos de receberem informações daqueles que fazem e são a administração pública.
LEIA MAIS:
Serra veta projeto aprovado no Parlamento que revoga “lei da mordaça” e desrespeita Legislativo
19 de Janeiro de 2009
O governador José Serra vetou, na quarta-feira, 14, o Projeto de Lei Complementar 81/2007 que extingue a chamada Lei da Mordaça
fonte: APEOESP (16.01.2009)
A chamada Lei da Mordaça foi instituída em 1968 e impede servidores estaduais de dar entrevistas ou criticar autoridades ou seus atos. O PLC 81 revoga o inciso I do artigo 242 da Lei 10.261, de 28 de outubro de 1968 (Estatuto do Servidor Público). A Assembléia Legislativa aprovara o projeto no dia 10 de dezembro, data de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Justificou o veto alegando “ordem estritamente jurídica”, alegando que as matérias “atinente a servidor público e seu regime jurídico em sentido amplo insere na competência legislativa privativa do Governo do Estado”. No mesmo documento publicado pelo “Diário Oficial” no dia 15, informa que enviou à Assembléia Legislativa Projeto de Lei Complementar com o mesmo teor do PLC vetado.
Ao vetar o PLC 81, o governador desrespeita profundamente a Assembléia Legislativa e fere a independência dos poderes constituídos – Estado, Judiciário e Legislativo. Assim como desrespeita a relação hierárquica da Federação ao não acatar, por exemplo, a Lei do Piso, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República.
Com o apoio de José Serra, os governadores do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e do Ceará, entraram no Supremo Tribunal Federal como uma Ação Direta de Constitucionalidade (ADI), contestando, principalmente, a incorporação de bônus e abonos para a composição do piso (R$ 950,00 para 40 horas a partir de 2010) , e a constituição da jornada que garante maior tempo para a preparação de aulas.
Atitudes que demonstraram o perfil autoritário deste governo, que se recusa a receber as entidades representativas do funcionalismo, por exemplo, para discutir reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
Serra veta projeto que revogaria lei da mordaça e apresenta outro com mesmo teor
Governador alega que tema é exclusividade do Executivo; novo projeto seguirá para Assembléia.
O governador José Serra vetou o projeto de lei complementar n° 81/2007, que revogaria o artigo 242 do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Lei n°10.261). Conhecido como "lei da mordaça", o artigo fere a liberdade de expressão dos funcionários públicos estaduais.Segundo texto publicado no Diário Oficial, o governador alegou que o projeto é inconstitucional, pois altera o regime jurídico do funcionalismo, uma competência exclusiva do chefe do Executivo. Apesar disso, Serra afirma que o artigo 242 do Estatuto constitui norma restritiva à liberdade de expressão e informação, estando "em desarmonia com o princípio do Estado de Direito." No mesmo texto, o governador afirma ter encaminhado à Assembléia novo projeto de lei complementar para revogação do artigo 242 e reformulação do artigo 241 do Estatuto. O projeto seguirá para a Assembléia.
MEMÓRIA

Para ajudar Serra a se tornar presidente [ toc, toc, toc...] Kassab transferirá verba dos CEPAC's Água Espraiada e Faria Lima para o Metrô

Dinheiro da Água Espraiada pode ir para as obras da Linha 5 do metrô
Jornal SP ZONA SUL, ed. 2405, 22.01.09

A Prefeitura vai transferir verba da venda de certificados de potencial construtivo, os chamados cepac´s, das Operações Urbanas Água Espraiada e Faria Lima para investir no metrô paulistano.
Como se sabe, a ampliação da malha metroviária é uma atribuição do Governo do Estado, mas, ainda em campanha pela reeleição, o prefeito Gilberto Kassab prometeu colocar dinheiro dos cofres públicos municipais no principal meio de transporte coletivo urbano. Mas, será que vale deixar de fazer outras obras prometidas, também de grande importância, como o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes? O jornal SP Zona Sul, que já vinha publicando matérias questionando a viabilidadede promessas recentes, esta semana publica duas matérias sobre a Operação Água Espraiada
GESTÃO
Para cumprir e até superar a promessa feita em campanha de investir R$ 1 bilhão na expansão do metrô, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) poderá transferir recursos previstos de outras importantes obras na cidade. Não há dúvidas de que a ampliação do metrô é importante, mas a Prefeitura precisa deixar de fazer projetos sob sua responsabilidade para repassar verbas ao Governo do Estado para que cumpra seus projetos? Esta mudança teria alguma relação com as eleições de 2010 - para Governo do Estado e presidência?
Como forma de angariar fundos, a prefeitura pretende vender na Bolsa de Valores R$ 700 milhões em títulos municipais para complementar o bilhão prometido à rede metroviária. As condições como o dinheiro seria repassado foram validadas por meio de dois convênios publicados recentemente no Diário Oficial.
Do total que pode ser transferido, R$ 500 milhões viriam de Certificados de Potencial Adicional de Construção(Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima e outros R$ 200 milhões da Operação Urbana Água Espraiada. Esta última prevê no Jabaquara o tão reivindicado e empacado prolongamento – agora em túnel – da avenida Jornalista Roberto Marinho até a rodovia Imigrantes, além de toda revitalização paisagística da região.
Os Cepacs são títulos negociados no mercado que concedem à iniciativa privada o direito de construir acima da metragem máxima permitida pela lei de zoneamento.
A verba da operação Faria Lima seria transferida para a Linha 4 - Amarela, que liga o Centro ao Morumbi, na Zona Oeste, e o dinheiro proveniente da Operação Água Espraiada seria investido nas obras da Linha 5 - Lilás, que ligará Santo Amaro a Vila Mariana.
Até 31 de dezembro, a prefeitura diz já ter transferido para a expansão de novas linhas um total de R$ 503 milhões. Logo, somado o repasse dos possíveis R$ 700 milhões, o Metrô obterá mais de R$ 1,2 bilhão da gestão Kassab.
A prefeitura afirma que o dinheiro poderá ser transferido mesmo se os títulos não forem vendidos. Mas não há prazo para a Companhia do Metropolitano receber o R$ 1 bilhão prometido no primeiro mandato. O prefeito ainda garante que investirá outro R$ 1 bilhão até 2012.
Procurada pela reportagem, a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), responsável pelas operações urbanas da Faria Lima e Água Espraiada, não comentou a eventual perda de recursos em ambos os projetos, ou atraso deles, até o fechamento desta edição.
MEMÓRIA

Em evento/ factóide eleitoral proibido por lei, Boneco entrega ( OPS! ) o checão sem fundos da Prefeitura para o presid, digo, governador de São Paulo. - 15.10.08

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

CULATRA: Mulher queimada e enviuvada, vítima dos ataques israelenses deseja se tornar "mulher-bomba" e vingar mortes de marido e filhos ( em inglês )

Sabah Abu Halima, who lost her husband and four of her nine children in attacks on Gaza, prays for revenge and dreams of killing herself among Israelis

Sheera Frenkel in Gaza City and James Hider in Jerusalem

Two days after their last soldiers returned from Gaza, Israelis are asking increasingly whether the offensive had achieved anything other than spawning a new generation of potential suicide bombers.
The three-week war enjoyed massive popular support at the time but, with the guns silent, scathing criticism is emerging from the Left and the Right of Israel’s political divide.
The stated goal of Operation Cast Lead was to end Hamas’s constant rocket fire on southern Israel and weaken the Islamists’ grip on the territory. It has failed to achieve either. Hamas kept up its barrage of rockets to the very end of the campaign and has won new recruits for its cause.
In Shifa Hospital in Gaza City, Sabah Abu Halima, her body covered with burns from what are believed to be phosphorus shells, her husband and four of nine children dead, dreams of becoming a suicide bomber.
“I pray to Allah that I will have revenge, I pray and dream of killing myself among the Israelis,” she says. “I hope that on the last day of my life I kill as many of them as possible and make myself a martyr.”
Israel had hoped that its offensive would sow discontent with the Hamas movement, which had promised to turn the coastal territory into “a graveyard for Israeli soldiers”. Nearly 1,300 Palestinians were killed and thousands more wounded, according to local medics, while only 13 Israeli soldiers died — a statistic which allowed Israel to proclaim itself the victor of the war.
The casualties have failed to dent support for Hamas, with many in the hardest-hit Gaza neighbourhoods pledging their allegiance to the Islamists. There have been muted calls for Hamas to show more flexibility in its ceasefire negotiations with Israel and allow time for residents to recover and rebuild their homes but most feel that Hamas has gained political and international legitimacy in recent weeks.
“Hamas has reached a certain standing on the world stage. It is receiving attention and praise for what it did from other Arab nations,” said one Hamas activist.
“Hamas’s political and military leaders are with the civilians. We are with the people. This is the victory of Hamas against the occupation,” said Fawzi Barhoum, a Hamas spokesman.
Some Israeli analysts tend to agree. “We have not weakened Hamas. The vast majority of its combatants were not harmed and popular support for the organisation has in fact increased,” said Gideon Levy, a prominent commentator for the centre-left daily Haaretz. “Their war has intensified the ethos of resistance and determined endurance.”
Even Cabinet ministers who backed the offensive admitted that it had not achieved anything more than yet another shaky ceasefire with an Iranian-backed group that refuses to recognise Israel’s right to exist.
“Hamas has not been taken out, nor will we be able to take them out,” said Benjamin Ben-Eliezer, the National Infrastructure Minister and veteran Labour Party politician. “Theirs is an ideology and not just a military organisation, and it will remain.”
Criticism is even more scathing from the Israeli Right. “The soldiers succeeded, but the politicians failed,” said Avigdor Lieberman of the nationalist Yisrael Beiteinu Party, which has seen its support grow since the conflict. “They didn’t let the army complete the operation. What was achieved here? Zip, nada.”
Eli Yishai, the Finance Minister and head of the ultra-Orthodox religious party Shas, said that Israel should have kept fighting until Hamas was destroyed. “Now Hamas will rebuild its infrastructure with Iranian money and then they will resume the smuggling and continue firing at Israel. We should have finished the job – pull out the ground forces and continue striking from the air.
“We should have hit thousands more houses and reached a point in which they don’t dare shoot at Israel ever again.”
Gabriel Motzkin, an advocate of Israeli-Palestinian reform, said: “I’d say it was unclear what was achieved.” He pointed out that more than two years after the unpopular war in Lebanon critics label it a dismal failure while advocates claim that it has kept the northern border quiet.
Hamas is believed to have about 1,000 missiles in its arsenal and there is no shortage of fresh volunteers at the Shifa Hospital in Gaza City. “I want to be a resistance fighter to avenge what has been done to my family,” says Yousef, Sabah Abu Halima’s injured 16-year-old son.
“Nobody can guarantee that I will live anyway. The bombs can come back any day. I want to fight and I hope that I can be a member of the armed resistance.”
TIMES ONLINE

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