terça-feira, 30 de setembro de 2008

HERÓI. MORTO. NÓS. [ Homenagem a Lourenço Diaféria ]


HERÓI. MORTO. NÓS.
Crônica publicada em 1º de setembro de 1977

( Neste texto foi mantida a grafia original da época )
Lourenço Diaféria
Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.
O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.
Que nome devo dar a esse homem?
Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.
Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói - como o santo - é aquele que vive sua vida até as últimas consequências.
O herói redime a humanidade à deriva.
Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.
Está morto.
Um belíssimo sargento morto.
E todavia.
Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.
O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel - onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer - oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.
O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.
No instante em que o sargento - apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher - salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.
Esse sargento não é do grupo do cambalacho.
Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.
É apenas um homem que - como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem - não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.
O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.
Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.
É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.
Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.
Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.
E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis - tarde demais.
Lourenço Carlos Diaferia
São Paulo, 28 de agosto de 1933 — São Paulo, 16 de setembro de 2008

MAIS:

Lourenço Diaféria, cronista e jornalista, morre aos 75 anos em São Paulo

O cronista paulistano
Diaféria foi censurado e preso na ditaduraNo dia 1º. de setembro de 1977, a folha de S.Paulo publicou, em seu caderno de cultura, a Ilustrada, uma crônica do jornalista paulistano Lourenço Diaféria sobre o sargento do Exército Sílvio Hollenbach, que morrera no zôo de Brasilia depois de salvar uma criança que havia caído num tanque de ariranhas. No texto - Herói. Morto. Nós - o cronista dizia preferir o heroísmo do sargento ao do duque de Caxias, patrono do Exército. "Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na praça Princesa Isabel - onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer - oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar", escreveu. O texto, obviamente, irritou os militares.

Na manhã do dia 16 de setembro de 1977, relata Mário Magalhães, "os leitores da Folha receberam o jornal com uma longa coluna em branco, de cima a baixo, no canro direito da última página da Ilustrada". Era o espaço reservado à crônica do Diaféria. Uma Nota da Redação esclarecia que o cronista havia sido detido no dia anterior pela Polícia Federal. Foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional - seu texto foi considerado ofensivo ao patrono do Exército. Era o período de distensão da ditadura militar rumo à democratização, comandado pelo presidente Ernesto Geisel. O jornal recebeu pressões de Brasília para que abandonasse o protesto.

Diaféria também trabalhou no Jornal da Tarde, Diário Popular e na TV Globo e escreveu livros de crônicas. "As crônicas de Diaféria reuniam a rara combinação de ter ao mesmo tempo um estilo ao mesmo tempo ameno e contundente. Com alta dose de lirismo e figuras anônimas de São Paulo, compondo um painel humano pouco conhecido da cidade", escreveu sobre ele Ubiratan Brasil em O Estado de S. Paulo. Tinha 75 anos. Morreu dia 16, de complicações cardíacas, em São Paulo.
Fonte: Revista da Semana ( data e edição desconhecidas )

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"FAMILY-PURSE" para eles: 24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less) - texto em inglês, seus monoglotas!!

By Jonathan Tasini
30/09/08 "Working Life" -- There is a great economic emergency looming in our country. But, it seems to me that we—or at least our elected leaders—have only looked at one side of the crisis, that of the housing bubble-inspired financial credit crunch. By doing so, we’ve missed the bigger picture and the solutions needed. So, here is one person’s take on the Emergency Economic Bailout package that will heal the economy.
As quick background, let’s consider this:
24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less)
10 percent of all Americans—15 million Americans—earn $6.79 or less
33.3 percent of African American works and 39.3 of Hispanic workers earn poverty wages.
The share of our entire national income hoarded by the top one percent is, as of 2005, 21.8 percent. The last time it was that high was in 1928 (23.9)—just as the Great Depression was about to hit with its full fury.
We accept poverty as a fact of life in this country—partly because workers have not gotten the fair share of their hard work over the past three decades (in Republican and Democratic Administrations). If productivity and wages had kept their historic link (meaning, as workers were more productive, that translated into higher paychecks), the MINIMUM WAGE in the country would be $19.12. Yes, $19.12.
At the recent new minimum wage of $6.55 an hour, if you worked every single day, 40 hours a week, with no vacations, no holidays, no health care and no pension, you would earn the grand sum of $13.624. The POVERTY LEVEL for a family of three is $17,600.
47 million Americans have no health care and tens of millions more have inadequate or costly health care that can bankrupt them.
Since 1978, the number of defined-benefit plans—that means, pensions that give retirees a promised monthly amount—plummeted from 128,041 plans covering some 41 percent of private-sector workers to only 26,000 today. It’s a Dog Food Retirement future for millions of people.
All those numbers above do relate to the more narrow crisis in a very specific way: without being able to rely on their paychecks to survive, a lot of people got sucked into the housing bubble mania as an economic coping mechanism. Home equity credit lines substituted for decent pay, retirement and affordable, quality health care. And we know the rest.
So, here is what I think is a more comprehensive economic rescue plan, all of which should be attached to any new "bailout" proposal:
1. Immediately raise the minimum wage to $10 an hour, with additional increases over the fives years following raising the minimum wage to $20, which will begin to return some justice and return to workers’ sweat of the brow.
2. Pass HR676, Medicare for All legislation to (Rep. John Conyers is the main sponsor of the bill). Aside from the moral issue of covering every single American and making health care a right not a privilege, it would save the economy hundreds of billions of dollars and immediately make American-based companies competitive around the world with companies operating from countries with national health care.
3. Create a national guaranteed universal pension plan, backed by the government, so people can be sure that their retirement years will not be threatened by the wild swings of Wall Street.
4. Repeal the Bush tax cuts now and raise the top two income tax rates to 40% and 45%, add a new 50% income tax bracket for those with taxable income over $1 million, and tax investment income as ordinary income. Frankly, that is pretty modest and should only be the first step in rediscovering a progressive taxation system—but it will still raise several hundred billion dollars this year to finance a variety of public investments. The very people who have enriched themselves in the deregulation orgy of the past couple of decades should pay to repair the country.
5. A couple of years ago, when I was involved in a little political race of my own, I latched on to this idea: a tiny transactions tax on stock sales. It would be so miniscule that the small investors would never feel it, say, 0.25 percent of the sale. It would raise about $150 billion. Wall Street benefits from government protections, not the least of which is a regulatory system (oh, there I go using that "regulation" word, which now seems to be back in vogue) that prevents, in theory, fraud and crazy speculation (ok, so that doesn’t always work out well). Plus, such a tax might also exercise some restraint, perhaps modest, on the wild and crazy big trades made on rumors and the thirst for a quick buck. But, the main point is shared responsibility. You live in this society and, so, you make a contribution. And that contribution is relatively modest and relatively painless.
6. The Employee Free Choice Act. There is no better middle-class jobs program than unionization. Period.
The point of these suggestions is not just moral but common, economic sense. The way to avoid, to some extent, speculation and crazy amounts of debt is to take away the victims that are preyed on by banks, unscrupulous investors and free-market pirates. If a person has a decent income, real health care, a secure retirement and a government that can invest in the country, he or she is less likely to feel the need to latch on to risky investments and get-rich-quick schemes (also known as day-trading).
My guess is the American people would feel pretty good about a deal that included the above. To those, I’d add two specific pieces about the current mess:
First, any investment of money in banks is done on a debt-for-equity swap. No bailouts. As Nouriel Roubini and my friend Dean Baker have both pointed out, there is no justification or economic logic to bailout banks as a solution to the crisis we find ourselves in. Roubini
writes, in arguing that the buying up bad assets is the exception, not the rule, and:
So this rescue plan is a huge and massive bailout of the shareholders and the unsecured creditors of the financial firms ( not just banks but also other non bank financial institutions ); with $700 billion of taxpayer money the pockets of reckless bankers and investors have been made fatter under the fake argument that bailing out Wall Street was necessary to rescue Main Street from a severe recession. Instead, the restoration of the financial health of distressed financial firms could have been achieved with a cheaper and better use of public money.
Second, as I’ve
argued, we should own Freddie Mac and Fannie Mae. We need those two huge institutions to be boring and predictable, not participating in crazy leveraging and speculation. The only we guarantee that is by installing publicly accountable board members who will run the companies for the benefit of homeowners, not profiteers.

Serviço de Inteligência Mineiro mantém central de grampo e monitora jornais, autoridades, rádios, TVs, etc!! Estado Policial Mineirim, uai!!

Coronel da PM comanda grampo em Minas
26/09/2008
Jornais, Rádios, TVs e diversas autoridades estaduais e federais estão sendo monitoradas em Minas Gerais
Depois de diversas reportagens publicadas pelo Novojornal, denunciando a existência de uma central de escutas clandestinas instalada no prédio da Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, finalmente nossa equipe teve acesso a mais de 50 CDs, contendo quase um ano de escutas telefônicas feitas pelo “serviço de inteligência do Ministério Público mineiro”. Além dos CDs e diversas transcrições, existem cópias de uma centena de “Relatórios Reservados”, demonstrando que a maioria dos monitoramentos realizados tinha apenas objetivo político e até mesmo comercial, não criminal, como noticiado pela Procuradoria Geral de Justiça, para justificar a existência da central de escuta. Na verdade, apenas o local de funcionamento é do Ministério Público mineiro, toda infra-estrutura de pessoal técnico e equipamentos, pertencem a Polícia Militar de Minas Gerais. Quem se apresenta como “chefe” perante as entidades e empresas de telefonia, internet, entre outras, é o Tenente Coronel da Polícia Militar Paulo Leonardo Benício Praxedes, que, coincidentemente, responde desde 19 de maio deste ano pela subchefia do Gabinete Militar do governador de Minas Gerais, conforme Ato de designação de função assinado pelo Coronel da PM, Chefe do Gabinete Militar do Governador, Eduardo Mendes de Souza.
Foi o Tenente Coronel da PM, Praxedes, que em desvio de função e em clara falsidade ideológica apresentou-se como membro do Ministério Público de Minas Gerais, perante o Registro “.br”, na retirada do Novojornal da internet.
Praxedes tem até e-mail oficial do Ministério Público de Minas Gerais, praxedes@mp.mg.gov.br. Funções incompatíveis entre si. Em um estado democrático de direito, este coronel estaria respondendo criminalmente por seus atos. Porém, em Minas Gerais ele “trabalha” com a cobertura do Ministério Público Estadual, do Governo do Estado e da Polícia Militar.
Nos termos da Lei nº. 9596/96, que regulamenta a escuta telefônica no País, apenas a Polícia Judiciária, no caso a Polícia Civil, é competente para conduzir tais diligências.
O que está ocorrendo em Minas só se viu acontecer no cinema na antiga União Soviética. O monitoramento, inclusive telefônico, realizado por esta KGB, inclui todos os veículos de comunicação instalados em Minas Gerais, alguns também no interior do Estado, principais funcionários estaduais e municipais da capital e de cidades de interesse político do Palácio da Liberdade, além de desembargadores, juízes, deputados, líderes religiosos de movimentos pastorais e, até mesmo, procuradores opositores de Jarbas Soares Júnior.
O serviço de arapongagem, comandado por Praxedes, produz diariamente um relatório que é encaminhado a Casa Civil do Governo de Minas Gerais.
O material encaminhado ao Novojornal já está sendo digitalizado e os CDs transcritos em outro País, tendo em vista não ser seguro a permanência dos documentos no Brasil. Agora fica claro o porquê da “busca e apreensão”, utilizando como fachada um inquérito do Ministério Público mineiro de uma promotoria especializada criada sobre encomenda. A operação da PM2 nas redações do Novojornal estava a procura deles.
Noticiamos o que está ocorrendo junto com a documentação que comprova o envolvimento da Casa Civil do governador mineiro, através do Tenente Coronel da Polícia Militar Paulo Leonardo Benício Praxedes com o serviço de escuta e espionagem clandestina da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais, apenas para manter a segurança dos envolvidos na reportagem, tornado público que ela existe.
Contra o Novojornal está o Procurador Jarbas Soares, denunciado por formação de quadrilha junto com Eduardo Azeredo, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), pelo Diretor Responsável do Novojornal Marco Aurélio Carone. O Procurador Geral, inclusive, convocou o senador para a “inauguração” da promotoria em 16 de junho de 2008, 30 dias antes da denúncia encaminhada pelo Procurador Geral contra o Novojornal.
Enquanto em Brasília tenta-se apurar a proliferação de grampos, em Minas Gerais nada acontece, pois o mesmo é chefiado pelas mais altas autoridades.
Advogados do Novojornal em Brasília já entraram em contato com integrantes da CPI dos Grampos, em funcionamento no Congresso Nacional, para entrega de todo o material. Condicionando apenas que o mesmo seja entregue de forma oficial, o que ainda não foi garantido. Esta cautela é para evitar que os mesmos não sejam encaminhados para os “arquivos” da Casa Legislativa, como já ocorreu com documentos e provas da CPI do Mensalão. A Polícia Militar de Minas Gerais, indagada a respeito da participação de um de seus integrantes, nada respondeu, igualmente fez a Casa Militar do Palácio da Liberdade. O Ministério Público sequer quis comentar o assunto.
Nem mesmo no período militar a sociedade civil mineira esteve tão exposta à intervenção arbitrária e ilegal do Estado.

Escolha seu cenário apocalíptico: UFO permanecendo nos céus durante 3 dias ou Crash Econômico causado pelo "Governo Secreto Satanista" ( em Inglês )

Seguinte: estava em determinado lugar, e descolei uma revista duma chamada Sociedade da Eubiose ( ou coisa parecida, acho que fica perto do Metrô Sumaré ) e falava sobre a Terra Oca. Puta, meu, eu adoro essas coisas!! Aí fui dar um bizoiada na Internet, alguma literatura em português a respeito do assunto. Mas aí minhas atenções seguiram outro rumo. E, do que o "Submundo Oculto" ( expressão essa criada por um amigo há uns 15 anos, e eu não uso pelo fato de não ter sido eu a criar esta beleza, mas dessa vez vai... ) está discutindo, tirei dois tópicos: o Crash Global Econômico e a visão de um OVNI por três dias que pairará nos céus de um local chamado "Alabama". Não parece se tratar do estado americano de mesmo nome e sim, duma localidade na Austrália.
Sobre o OVNI, meu inglês tosco entendeu o seguinte: a notícia do evento - que ocorrerá em 14 de Outubro - foi divulgada por uma médium, chamada Blossom Goodchild, em Agosto. A The Federation of Light avisa a Humanidade, através de canalização mediúnica de Blossom, que o artefato voador ficará nos céus durante três dias, o que servirá para provar, definitivamente, a existência de vida inteligente além-Terra. Leiam e não temam, terráquios, que eles vêm em PAZ. Tomara que tragam bilhões de dólares para salvarmos a economia mundial:
Aug 1, 2008
A MESSAGE FROM THE FEDERATION OF LIGHT
Blossom’s most recent book “The Bridge” documents the messages channelled to her by the Cosmic Beings known as The Federation of Light. In her most recent encounters with them they have announced that one of their craft will appear in our skies on October 14th 2008 for a period of three days in such a way as to prove to us the existence of other life forms in the Universe. The Federation of Light stress that they come in LOVE to help us and our planet move to a new Higher Vibration of Love. They have asked Blossom to get this message out to as many people as possible
-Attached is the message from The Federation of Light as channelled through Blossom.
TO LEADERS, GOVERNERS, POLITICIANS AND ALL PEOPLE OF EARTH ….
We wish it to be understood that on the 14th day of your month of October in the year 2008 a craft of great size shall be visible within your skies. It shall be in the south of your hemisphere and it shall scan over many of your states.We give to you the name of Alabama.
It has been decided that we shall remain within your atmosphere for the minimum of three of your twenty four hour periods.
During this time there will be much commotion upon your earth plane. Your highest authorities will be intruding into ‘our’ atmospherics that surround our ship. This ‘security field’ is necessary for us, as there shall take place a ‘farce’ from those in your world who shall try to deny that we come in LOVE.
KNOW OF THIS
WE COME TO ASSIST YOUR WORLD.
WE DO NOT COME TO TAKE OVER.
WE DO NOT COME TO DESTRUCT.
WE COME TO GIVE YOU HOPE.
We are beings from other planets, who for many eons of your time have been preparing for these days ahead.
We ask each soul that reads of these words to accept in their heart the Truth that lies within. For in that place there is the knowing that this is to take place.
There shall be many who deny. There shall be many who dismiss.
There shall be those who KNOW of this TRUTH.
Which ever you may be … let this be understood.
IT SHALL TAKE PLACE.
We give you the opportunity to capture on screen this particular ship. There shall be no contact in the form that those of your planet would like. For this initial presentation, we shall simply be presenting our ship to you.
We say to you … That shall certainly be enough to comprehend initially.
All kinds of methods shall be carried out in order to try and penetrate through our security barrier, but they shall be to no avail.
Until we can PROVE to you that we come in LOVE, we will not allow the fullness of our visits to be uncovered.
KNOW OF THIS …THIS IS THE BEGINNING … NOT THE END.
Your governments and your media will try to disguise us. This will fail. All avenues have been covered by us.
Your media will have no choice but to portray the TRUTH for it shall be there for all to see.
Friends of earth. Do not be afraid. We beseech you to TRUST that we come to bring the downfall of those who have misintentions for the well being of your planet.
If we do not intervene now … as has been planned for eons of your earth time … then we fear it would be too late.
WE ASK YOU TO ACCEPT US IN LOVE.
FOR THAT IS WHY WE COME.The sayings that your world have been aware of via your movie screens etc were not merely make believe. We have been planting and watering seeds of Truth on your planet in preparation for these days.
FOR INDEEDWE COME IN PEACE.
Fill your souls with TRUST in that knowledge.
We are your brothers and sisters from other places.
Our technology is far advanced. There are those in high places of ruling that KNOW full well of this. Therefore they know that there would be little point trying to ‘pretend’ that they need weapons to destroy us.
On this day that we appear, we ask you to listen only to your hearts and NOT to the words of those who shall be in great fear of losing their power.
For too long your world has lived under a cloud that most of you have been unaware of. If you were to KNOW the Truths of what has been hidden from you, you would be appalled and in great disbelief.
It is time for your souls to be allowed to be who they are.
The veil is to be removed.
BE OF JOY.I
T IS A TIME FOR THAT.
YOU SHALL KNOW OF THIS AS YOUR HEART ACCEPTS THE TRUE REASON FOR OUR VISIT.
TO BRING YOU AN UNDERSTANDING OF LOVE. KNOW THIS.
We choose to leave it at that.Be vigilant. Keep your eyes to the skies.
Keep LOVE in your heart.
WE … THE FEDERATION OF LIGHT … SIGN OFF, GIVING YOU ENCOURAGEMENT AND HOPE AS WE BEGIN THE ASCENSION INTO THE NEW WORLD.
Each one of you has chosen to be here for this ascension. Choose now whether your human form will …
Accept it through LOVE
Or.
Reject it through FEAR.
May the Highest aspect of your soul fill you with Light as you move bravely forward.
Gratitude to each one as they assist us in the cause.
A note from Blossom.
I am aware that Alabama is NOT in the Southern Hemisphere. I queried this to the Federation and was told … ‘In days of old, it used to be’. If anyone can find information on this, I would be most grateful if you could contact me via my website.
It has also been suggested that ‘Alabama’ maybe the name of a craft.
On researching it appears that Alabama has a NASA space centre. .
I thank each one of you for taking the time to read this and to pass it on.
It required great courage to send this out. I hope this allows you the courage within yourselves to continue on your own personal search for YOUR TRUTH.
And as you find it may it fill you with much
Love Light Laughter and Golden Rays
Blossom Goodchild.
Prosseguindo com nossa incursão pelo "Submundo Oculto", agora um post publicado no site Rense.com, em que o autor convoca os cidadãos americanos a, com a derrocada do sistema financeiro, tomar de volta a sua liberdade. Diz o autor que o sistema financeiro em que viviam nada mais era do que uma mega-miragem criada para cegar e manter a mente dos americanos fora da realidade. Diz, ainda que há uma briga intestina entre grupos dentro do "Governo Secreto" ( os Sionistas, o consórcio serviçal Nazi-Satanista Bush/ Clinton / Rockfeller, a Skull & Bones, etc ), e que há uma fatura sendo cobrada destes, pelos Rotschilds, sendo essa a origem do atual caos econômico americano.
E prossegue, afirmando que nem tudo está perdido, já que ainda existem as fábricas, a defesa militar, as terras, o conhecimento e as pessoas ( ou seja, a produção material ). Mas, para isso, deverão botar para jambrar seus melhores cérebros e desenvolver um sistema controlado pelas pessoas e não por uma casta de indivíduos serviçais de Satã, uma classe financeirista parasitária - possuidora, desde 1913, da máquina de imprimir dinheiro - que escravizou os americanos em sua própria nação, à base de propinas, assassinatos e propaganda. Antes - alerta - que um poder totalitário bote nas ruas do país tropas mercenárias da Blackwater e encerre as pessoas em campos de concentração, entre outras coisas. Bom, eu li apressadamente e, portanto, leiam e concluam por vocês ( ei, tem alguém aí?! ) mesmos:
By Benjamin Fulford
9-29-8

The United States is about to go bankrupt. What happens next depends on the American people. We could either have World War 3 accompanied by genocide or World Peace followed by an era of unprecedented prosperity.
The situation in the US depends largely on whether the white hats in the Pentagon and the alphabet soup of government agencies take down the financial oligarchs.
The important thing for them to realize is that the financial system you have lived in was nothing but a giant mirage designed to blind the American people from reality.
Now that the financial system is collapsing, you will realize that you still have your factories, your military might, your land, your know-how and your people. All you need is to put your best minds at work to come up with a new system controlled by the people and not by a secret inter-married clan of Satan worshippers.
You will realize that you have been enslaved in your own land by a parasitical financial class. These people got their hands on the dollar printing machine back in 1913.
They then used a combination of bribes, murder and propaganda to slowly, slowly capture the once free people of America.
The people of the rest of the world will provide the people of America with generous financing to rebuild their schools, their infrastructure, their factories etc. as soon as you have freed yourself of the Satanists. The Pentagon and the military industrial complex will also be generously funded and offered a chance to become the core of a world army in charge of defending the planet and exploring the universe.
If the American people do not act, the Satanists will use their army of Blackwater mercenaries to put at least a million free-thinking Americans into concentration death camps.
They will then install a horrific totalitarian slave state that will attempt to kill as many people as possible throughout the planet.
They have been preparing a secret army in giant underground bases complete with suppressed technology capabilities such as anti-gravity and the control of vast amounts of primeval energy.
A source in the British Royal Family tells me the fiscal year end of your secret government is September 30th. He says a financial "black hole" will be evident on October 5th. The reason, he says, is that the European branch of the Western secret government, as well as governments throughout the world, have been robbed by the Bush/Clinton/Rockefeller clan of Satan worshipping Nazis.
They have told them to pay up or be cut off from the rest of the world financial system. Of course, they cannot pay up because they have been spending all that money on project blue-beam, a planned fake Armageddon .
The Rothschilds, whose real name is Bauer, are also a nasty bunch and their system in Europe may also implode, and if so, good riddance.
However, it is important at this point to offer an amnesty to all members of the secret government who pledge to work for world peace and against the planned nightmare scenario.
That might even mean plugging your noses and agreeing to work with the nuclear loving, tree-hugging fake CO2 global warming crowd. If we isolate the truly nasty Thule Society and Skull and Bones Nazis from the rest of the secret government, then a war scenario becomes increasingly unlikely.
The American people also need to install an interim government to replace the Bush regime and dismantle the Zionist propaganda machine before holding free and fair elections. That will mean replacing the puppet-actors McCain and Obama with real candidates. The members of the Senate and House who received Zionist bribes will also have to resign an appear before a truth committee.
Once the American people are free, a cornucopia of SF-like wondrous technology that has been kept in the hands of the secret government will be made available to humanity as a whole. Multiple US government sources tell me these technologies include free energy, warp-speed space travel, star-gate portals and more. As long as humanity ends its war-like ways and stops it ceaseless tribal warfare, it will enter an era so wonderful that nothing before, except perhaps the Cambrian explosion, will compare.
Americans now hold the future of humanity in their hands. What will it be: death and horror or freedom in a new golden age? What happens in the next few weeks will determine what happens over the next several billion years. We will either be allowed to expand exponentially out into the universe or we will be once again reduced to a primitive miserable state locked on the surface of a tiny vulnerable planet.
People of America, the eyes of the world are now on you.
Benjamin Fulford

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Jon Stewart e Stephen Colbert satirizam capa da New Yorker para a Entertainment Weekly

Jaz São Paulo: Mais uma Subprefeitura paulistana é investigada por corrupção de fiscais. Empreendimento imobiliário rouba ruas do Mandaqui

Antes de ler, saiba que o título e o subtítulo da matéria do Estado, além de quase 95% do texto fazem o leitor achar que a feira irregular é o absurdo. Claro que não. A informação sobre o empreendimento que roubou ruas - de forma aparentemente regular - de um bairro é que é o verdadeiro escândalo. Eu chuto, com bastante confiança, que isso vem ocorrendo há anos aqui em São Paulo. Os "investidores" imobiliários tomaram posse do município. A que preço? Vai saber.
No horário eleitoral, acho que o único candidato que mencionou investigar a especulação imobiliária na Capital, foi a candidata LÍDIA CORREA, do PMDB que, apesar da coligação com o Kassab, apoia Marta Suplicy. Se eu decidir votar em alguém, talvez ela, Lídia, seja escolhida.
Isso se eu achar que devo votar, menos pelos políticos, e mais por esta população. Mas tratarei disso noutro post.
Subprefeitura é investigada por manutenção de feira irregular
Ex-funcionário diz que barracas, proibidas desde 2005, continuam funcionando por conivência da fiscalização
ESTADO ONLINE
25 de Setembro de 2008
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam denúncias de irregularidades na Subprefeitura de Santana, na zona norte de São Paulo, principalmente no que se refere a uma feira livre, que deveria ter sido extinta em 2005, mas ainda funciona. O ex-chefe da Unidade Técnica de Fiscalização daquela subprefeitura, Marlone Silveira Diniz, denuncia irregularidades que envolvem o titular da Coordenadoria de Planejamento de Desenvolvimento Urbano, Emílio Romero, e agentes vistores.
Diniz cita o funcionamento da feira livre debaixo do Viaduto do Metrô Santana, na Avenida Cruzeiro do Sul, cujo pedido de funcionamento está indeferido desde 2005, quando foi declarada extinta. "Está lá, normalmente, por conivência da fiscalização", disse o ex-chefe dos fiscais. O subprefeito Marcelo Bruni e Romero negam as irregularidades. São cerca de 12 barracas cobertas por plástico azul, que invadem o passeio público. Caixotes são espalhados, há sujeira e muito pó, diariamente. O comércio teve o pedido de regularização indeferido e foi declarado extinto pela própria Subprefeitura de Santana, em 25 de agosto de 2005. Relatório de vistoria aponta que a área não permite o estacionamento de veículos nas proximidades e diz que as calçadas são utilizadas para colocação de mercadorias e o armazenamento de alimentos é "extremamente inadequado". Entre os problemas levantados, há a proibição por lei da existência de comércio ambulante no recinto de feiras livres. Para que os feirantes continuassem a exercer suas atividades, foram oferecidas alternativas, como a Praça dos Maçons, no fim da Cruzeiro do Sul. Diniz relatou à Polícia Civil a existência de recebimento de propina por Romero para facilitação das atividades de ambulantes, diminuição da fiscalização e conivência com infrações. O suborno seria de R$ 3 mil semanais. "Alguns ambulantes falam sobre isso abertamente na rua."
Outra denúncia diz respeito ao empreendimento imobiliário Parque de Santana, na Rua Pestana, Mandaqui, zona norte, que incorporou duas pequenas ruas do bairro à área do edifício. Os locais eram usados pela comunidade para lazer.
As irregularidades, que teriam ocorrido com conhecimento de Romero, são parte de investigação do Ministério Público Estadual. A promotoria recebeu denúncias sobre os problemas em Santana, de propinas a inação de funcionários públicos em casos em que a lei determina autuação. Isso caracteriza prevaricação. Bruni teria reclamado ao MPE da dificuldade de exonerar Romero, apontado como indicação política do vereador Carlos Apolinário, líder do DEM na Câmara.
Por não concordar com o suposto esquema montado na subprefeitura, Diniz afirmou que vem sendo perseguido e até ameaçado de morte, o que teria ocorrido há cerca de três meses. A ameaça foi registrada no 13º DP (Casa Verde). "Tenho tudo gravado. Foi feita pelo presidente do sindicato dos ambulantes." Em 22 de agosto, ele foi transferido para o Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Mudou de horário de expediente e parou de fazer fiscalização nas ruas.
OUTRA VERSÃO
Romero nega as denúncias. Diz que nunca recebeu propina e está à disposição do MPE e da Polícia Civil para colaborar nas investigações. Romero informou, por escrito, que atende os ambulantes e representantes do sindicato da categoria, juntamente com o subprefeito Marcelo Bruni, mas para organizar e regularizar o comércio ambulante em Santana.Romero disse que não está no cargo por indicação política.
"Ocupo o cargo desde 3 de maio de 2007, quando fui nomeado pelo prefeito Gilberto Kassab, e acredito me manter no cargo até hoje face à boa avaliação de meu desempenho", justificou.
O coordenador disse que tomará "as devidas providências legais, cíveis e criminais, por causa das denúncias caluniosas".
Bruni, por escrito, informou que não há problema com funcionários da repartição que administra, principalmente com respeito a propinas. Ressaltou, entretanto, que "é comum chegarem denúncias, entre elas de ambulantes irregulares que sofreram ação de fiscalização e querem se vingar". "Todas as denúncias que parecem ter algum embasamento são encaminhadas para os DPs da região." Ele negou uma "conversa informal" com a promotoria ou que tenha se queixado dos problemas com fiscalização. Sobre a feira livre, a subprefeitura alegou que não há impedimento legal para seu funcionamento. "São vendedores em feira permanente confinada e o processo (de regularização) está em andamento."
Já o Condomínio Parque de Santana "teve seu projeto aprovado pela Secretaria de Habitação (Processo 2004-0293423-3)". "As ruas que suscitaram a dúvida são de propriedade do empreendimento, conforme figura no processo aprovado pela Sehab. Ao tomar conhecimento do caso, a subprefeitura pediu manifestação da Sehab e verificou-se a regularidade da situação."
Há dois meses, informou Bruni, foi recebida denúncia contra Romero e foi aberto processo de averiguação preliminar.
"O senhor Emílio encaminhou formalmente resposta ao questionamento à subprefeitura, que espontaneamente encaminhou-a para o Ministério Público. Não se constatou prova de qualquer irregularidade".
A subprefeitura concluiu que "qualquer medida baseada apenas em boatos ou denúncias anônimas sem indícios pode resultar injusta, ineficaz ou, muito pior, induzir a erro, servindo aos interesses escusos do denunciante, para facilitá-lo a realizar as ilegalidades que falsamente denuncia".
Apolinário disse conhecer Romero, pois mora e atua na zona norte, mas não fez nenhuma indicação para a Coordenação de Planejamento de Desenvolvimento Urbano e muito menos atua politicamente com o coordenador. Apolinário defende também a demissão de quem tenha cometido qualquer irregularidade.
CASO DA MOOCA
No dia 11 de julho, a Polícia Civil de São Paulo desarticulou um esquema de cobrança de propina de camelôs ilegais que atuam no Brás, zona leste, vitrine política da gestão Gilberto Kassab (DEM) no combate ao comércio clandestino. Duas quadrilhas agiam na Subprefeitura da Mooca, segundo as investigações. Uma era liderada pelo agente de fiscalização Edson Alves Mosquera e a outra por Georges Marcelo Eivazian, assessor político do subprefeito Eduardo Odloak. Além deles, outras nove pessoas foram presas - três fiscais, cinco ambulantes e um advogado. O Ministério Público estima que o grupo movimentasse R$ 500 mil por mês, cobrando propinas de 7 mil camelôs que atuam durante o dia no Brás. Em troca, a máfia oferecia proteção contra as próprias blitze, além de alertar os camelôs sobre as operações policiais na região. As investigações policiais ainda prosseguem.

SBC: Lula faz discurso de vitória no primeiro turno

ABCD MAIOR, 28.09.08
Lula discursa para 6 mil pessoas em São Bernardo e quebra o protocolo. Fotos: Antonio Ledes
Presidente convoca militância a trabalhar forte na semana que antecede as eleições em S.Bernardo
Foi com um discurso de vitória no primeiro turno para o candidato petista à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, ex-ministro da Previdência, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que a militância trabalhe firme durante a semana que antecede o domingo das eleições (5/10) para que a disputa não seja levada ao segundo turno. "Temos cinco dias pela frente e obviamente que eu não posso vir aqui ajudar porque vou amanhã para o Rio de Janeiro, depois para o Amazonas e só volto sexta-feira à noite, mas eu queria pedir para vocês o seguinte: São Bernardo precisa de uma figura séria administrando e nós agora só temos que trabalhar. Os candidatos já temos, falta pouco tempo para a gente ganhar e eu acho que nós não podemos deixar para fazer amanhã o que a gente pode fazer hoje.Vamos matar logo no dia 5 e ganhar as eleições", disse o presidente.
Chamado de "comício da vitória" pela maioria dos militantes, o evento, que reuniu cerca de 6 mil pessoas na manhã chuvosa deste domingo (28/09), teve até quebra de protocolo do presidente Lula, que não encerrou sua participação logo após o famoso "Um abraço e até a vitória", que costuma falar sempre ao final de seus discursos em comícios. Lula desceu do palanque e resolveu cumprimentar os militantes que assistiam aos discursos nas primeiras filas próximas ao palco. Não restrita aos cumprimentos, a tietagem incluiu fotos e autógrafos não só do presidente, mas também da primeira-dama, Marisa Letícia, e dos candidatos Luiz Marinho e o vice, Frank Aguiar (PTB).
Assim como fez durante o último comício do qual participou em São Bernardo, no dia 30 de agosto, Lula fez duras críticas à administração do prefeito William Dib (PSB) - que apóia o candidato tucano à Prefeitura da cidade, Orlando Morando - e, principalmente, ao relacionamento que Dib mantém com o governo federal. "Esta cidade poderia estar muito melhor se o prefeito tivesse a dignidade de se portar como prefeito, não olhar as diferenças políticas e ideológicas e trabalhar junto com o governo federal, que em Diadema conseguiu fazer o Quarteirão da Saúde. Por que Diadema conseguiu fazer? Por que Santo André pegou dinheiro para fazer urbanização de favelas e habitação? Porque quando fizemos o PAC, dia 22 de janeiro de 2007, a segunda atitude que eu tomei foi chamar individualmente os 27 governadores de Estado independentemente de partido e chamei todos os prefeitos da região metropolitana. O daqui não foi. E nós disponibilizamos dinheiro para recuperar a represa Billings, para fazer a reurbanização de favelas. O que é engraçado é que o daqui não apresentou projeto. Se não tiver projeto, não tem dinheiro e o povo da cidade é prejudicado. Nós tratamos bem todos os prefeitos, não fazemos discriminação", disse Lula.
O presidente também trouxe a São Bernardo discussões federais sobre a economia brasileira e afirmou que o país está "altamente controlado". "Porque agora, graças a Deus, acabou a era dos economistas, de os economistas mandarem na economia. E agora está entrando a era de a engenharia voltar a ter papel importante nesse país. Porque durante 20 anos nós ficamos discutindo a nossa dívida. A gente trabalhava de manhã para comer de tarde. O Brasil está altamente controlado, temos US$ 207 bilhões de reservas para evitar que a crise americana ou qualquer outra crise nos atinja", afirmou.
Luiz Marinho e Frank Aguiar discursaram em tom de despedida da campanha. Enquanto Marinho fez agradecimentos a todos os apoios que recebeu durante a campanha, Frank ressaltou uma mágoa. "Tem uma coisa que me deixa com o coração ardido. Os adversários noticiavam assim quando se referiam a mim: o forrozeiro nordestino. Será que eles não sabem que eu tenho orgulho disso?", disse. E aproveitou para sugerir a instalação de um centro de tradições do Nordeste em São Bernardo, terminando o discurso com o famoso gritinho que se tornou marca registrada de sua carreira como cantor.
Marinho completou e, na mesma linha de discurso, disse: "Foi como sindicalista que eu tive o prazer e a honra de garantir muitas empresas aqui. Podem me chamar de sindicalista, não tem problema nenhum."
O cantor Sérgio Reis, que acompanhou Marinho em outras duas atividades de campanha, também esteve presente ao comício. O senador Eduardo Suplicy, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, também estievram presentes.
O presidente cogitou a possibilidade de retornar ao ABCD no próximo sábado (04/10) para um almoço com todos os candidatos a prefeito petistas da região.

São Bernardo do Campo: Lula clama por vitória de Marinho no 1º turno

Presidente Lula pediu ajuda da militância para eleger Marinho no primeiro turno
Na segunda participação em um ato pró-Marinho em São Bernardo, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva reforçou neste domingo (28) o discurso de vitória no primeiro turno. Assim como os “representantes do Planalto”- os senadores petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy – pediram durante a semana, em caminhadas pela cidade com Luiz Marinho, Lula também fez questão de “inflamar” a militância para que a disputa se encerre no dia 5 de outubro.
“Temos cinco dias pela frente e obviamente que eu não posso vir aqui ajudar porque vou amanhã (segunda) para o Rio de Janeiro, depois para o Amazonas e só volto sexta-feira (3) à noite, mas eu queria pedir para vocês o seguinte: São Bernardo precisa de uma figura séria administrando e nós agora só temos que trabalhar. Falta pouco tempo para a gente ganhar e acho que nós não podemos deixar para fazer amanhã o que a gente pode fazer hoje. Vamos matar logo no dia 5 e ganhar as eleições no primeiro turno”, discursou durante o ato intitulado pelos petistas como “comício da vitória”, que reuniu, de acordo com a organização do evento, cerca de 10 mil pessoas. Entre elas, o cantor Sérgio Reis, deputados estaduais e federais, além do senador Eduardo Suplicy.
Lula disse que no cargo de presidente é mais fácil fazer campanha, pois não tem quem criticar nos poderes superiores, uma vez que ocupa o posto máximo do País. Por isso, focou na comparação entre o seu ex-ministro e o candidato governista Orlando Morando (PSDB), os quais polarizam a corrida pela sucessão do prefeito William Dib (PSB).
"Eu posso dizer para vocês que a gente vota naquela pessoa para na qual a gente é capaz de emprestar o carro novo da gente para ela sair no final de semana, ou que a gente pode deixar um cheque em branco assinado com ele. No outro (candidato adversário), mesmo que (o cheque) não esteja assinado, corre risco. Mas nesse a gente tem certeza porque eu conheço o companheiro Marinho há 30 anos.”
Assim como no primeiro comício em favor do prefeiturável, no dia 30 de agosto, “o maior cabo eleitoral do PT”, teve como principal alvo de críticas o atual comandante da prefeitura, que apóia o adversário de Marinho. "Esta cidade poderia estar muito melhor se o prefeito (Dib) tivesse a dignidade de se portar como prefeito, não olhar as diferenças políticas e ideológicas e trabalhar junto com o Governo Federal, que em Diadema conseguiu fazer o Quarteirão da Saúde. Por que Diadema conseguiu fazer? Por que Santo André pegou dinheiro para fazer urbanização de favelas e habitação? Porque quando fizemos o PAC, dia 22 de janeiro de 2007, a segunda atitude que eu tomei foi chamar individualmente os 27 governadores de Estado independentemente de partido e chamei todos os prefeitos da região metropolitana. O daqui (Dib) não foi. O daqui não apresentou projeto e se não tem projeto, não tem dinheiro”, disparou Lula.
“E nós disponibilizamos dinheiro para recuperar a represa Billings, para fazer a reurbanização de favelas. Mas, como aqui não tinha projeto, o povo da cidade foi prejudicado”, emendou. Lula também afirmou que pode se reunir com os prefeituráveis petistas do ABC antes do pleito municipal. O presidente - eleitor em São Bernardo - propôs um almoço no sábado (4), véspera da eleição, na sua residência em São Bernardo.
Diferentemente da outra vez em que manifestou, publicamente, apoio a Luiz Marinho, o presidente não terminou sua participação logo após o cumprimento "Um abraço e até a vitória", que costuma falar ao despedir-se em seus discursos em comícios. Lula desceu do palanque montado no local e resolveu - assim como fez durante o fim de semana quando participou dos comícios dos petistas em Osasco, São José dos Campos e Guarulhos - cumprimentar os militantes que assistiam ao ato nas proximidades do palco.
O candidato Luiz Marinho (PT) aproveitou para “dar o troco” ao adversário governista que, segundo ele, tenta criticá-lo chamando-o de sindicalista. "Foi como sindicalista que eu tive o prazer e a honra de garantir muitas empresas aqui. Podem me chamar de sindicalista, não tem problema nenhum", disse arrancando aplausos dos presentes.
Lembrando o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek (1956/1961), que ficou marcado pelo slogan “50 anos em 5”, Marinho prometeu colocar São Bernardo na rota do desenvolvimento nos próximos anos. “Vou correr atrás do tempo perdido, vou apresentar vários projetos e não vou boicotar as emendas e nem as iniciativas do governo do presidente Lula. Vou fazer em quatro anos o que eles (grupo governista) não fizeram em 10”, completou ironizando, inclusive, seu adversário. “Quero dizer ao deputado que concorre comigo que pode preparar as emendas”.
Seguindo o mesmo tom crítico, o candidato ä vice, Frank Aguiar (PTB) não deixou de comentar sobre os panfletos apócrifos e sobre os “termos pejorativos”que, segundo ele, os adversários estão utilizando para difamá-lo. “Tem uma coisa que me deixa com o coração ardido. Os adversários noticiavam assim quando se referiam a mim: o forrozeiro nordestino. Será que eles não sabem que eu tenho orgulho disso?", disse. O petebista também sugeriu a instalação de um centro de tradições do Nordeste em São Bernardo.
Economia
No comício, Lula também aproveitou para destacar as conquistas econômicas nacional. O presidente disse que as reservas do Brasil em dólares vão ajudar o País a suportar a crise financeira dos Estados Unidos e que começa a se espalhar pelo mundo.
"Porque agora, graças a Deus, acabou a era dos economistas, de os economistas mandarem na economia. E agora está entrando a era de a engenharia voltar a ter papel importante nesse País. Porque durante 20 anos nós ficamos discutindo a nossa dívida. A gente trabalhava de manhã para comer de tarde. O Brasil está altamente controlado, temos US$ 207 bilhões de reservas para evitar que a crise americana ou qualquer outra crise nos atinja", afirmou, sendo ovacionado na seqüência por todos os militantes, assim como no comício anterior, com uma queima de fogos.
REPORTER DIARIO, 28.09.08

"Como fica o Brasil?", por PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

A economia está bastante sólida e deve atravessar a crise razoavelmente bem, mas todo o cuidado é pouco
A CRISE aqui nos Estados Unidos afetará o Brasil? Essa é a pergunta mais importante para nós. Os mercados financeiros brasileiros já estão acusando o golpe, mas a questão é saber se a turbulência contaminará a economia real. A resposta depende, evidentemente, dos desdobramentos da crise. Há muitas incógnitas. Por exemplo: o resgate de até US$ 700 bilhões será rapidamente aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos? E, se aprovado, poderá evitar o colapso do sistema financeiro? Não se pode excluir um cenário-catástrofe, mas parece razoável admitir que o resgate venha a ser aceito sem grande demora pelos parlamentares, ainda que com modificações importantes. O custo para o contribuinte americano será provavelmente estratosférico. Por isso mesmo, predomina a expectativa de que o plano do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, será capaz de salvar Wall Street. A instabilidade persistirá, não só nos Estados Unidos como em outros países, mas a gigantesca intervenção do Estado deve evitar o pior: a desintegração do sistema financeiro, a exemplo do que ocorreu na década de 1930. Nesse cenário, o Brasil deve atravessar a crise razoavelmente bem. A economia do país está bastante sólida. No exterior, as avaliações sobre o Brasil continuam positivas. A maioria dos indicadores parece dar razão a essas avaliações. A economia está em expansão, e os investimentos produtivos cresceram no passado recente. O déficit fiscal é pequeno ( apesar da carga de juros ) e a dívida pública vem diminuindo como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) e da receita tributária. Como o governo é credor líquido em moeda estrangeira, a depreciação cambial ajuda a melhorar as suas contas. A inflação está aparentemente sob controle. As expectativas de inflação vêm caindo há várias semanas, de acordo com o relatório de mercado publicado pelo Banco Central. Entre os países que adotam o regime de metas, o Brasil é um dos poucos, talvez o único, a manter a inflação abaixo do teto da meta. Além disso, o sistema financeiro nacional parece seguro. Nunca se sabe com total certeza, posto que a opacidade é a regra nesse terreno. Mas não há evidências de que os bancos brasileiros tenham se envolvido nas aventuras financeiras que vitimaram seus congêneres americanos. Uma razão é que o mercado local, com suas taxas de juro exorbitantes, sempre proporcionou amplas oportunidades de lucro para as instituições brasileiras. O nosso ponto fraco talvez seja a rápida deterioração do balanço de pagamentos em conta corrente. Essa deterioração se deve em parte à própria crise externa. A remessa de lucros e dividendos para o exterior, por exemplo, aumentou de maneira extraordinária. O Banco Central calcula que ela possa chegar a nada menos que US$ 34 bilhões em 2008. Vários setores, notadamente bancos e montadoras de automóveis, estão remetendo grandes montantes para cobrir resultados negativos em suas matrizes. O Banco Central projeta um déficit em conta corrente de US$ 33 bilhões em 2009. Com o agravamento da situação financeira mundial, será mais difícil financiá-lo. A instabilidade externa pode levar também a saídas de capitais do país, tensionando o mercado cambial e os mercados financeiros domésticos. Em resumo, ainda que a posição brasileira seja basicamente forte, todo cuidado é pouco.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR

sábado, 27 de setembro de 2008

O Homenzinho Amarelo tem problemas com a previsão do tempo...

O Homenzinho Amarelo é f**oda. Ele quer porque quer que o Sol apareça nos 365 dias do ano. Ele adora torrar ao Sol das 13hs. Faz um cooper debaixo dum solão direto na pele. Adora bronzear para ficar "bonito". Não dá para confiar na estética do Homenzinho Amarelo.
Para o HA frio durante o inverno é uma aberração. Reclama quando chove. Absurdo e chateação. Chuva é ruim. Sol é bom. Sol é saúde. Sol é beleza. Câncer de pele é teoria conspiratória.
Asfalto é bom. Árvore atrapalha e suja a rua. Para o HA, qualidade de vida é conforto a qualquer custo. Sofrer não é com ele.
Rua suja com folhas de árvore, em um dia chuvoso estragam a humor do HA. Não dá para andar de carro e piora o trânsito na Capital.
Quando compra uma casa, a primeira coisa que o HA faz é destruir o jardim e cimentar toda a área externa do imóvel. Assim, fica livre da terra, das árvores e plantas que só atrapalham a vida dos seres humanos e, de quebra, arranja um lugar para por seu ( s ) carro ( s ). Se puder, passa a serra elétrica na árvore que estiver na calçada, para completar o serviço de embelezamento e estética urbana do HA.
Como é proibido cortar árvores sem licença, o HA faz o que dele é mais característico. Dá um jeito: de preferência, um jeito desonesto. Ou paga propina a fiscais, ou corta de madrugada quando ninguém estiver olhando. Os mais criativos jogam substâncias na árvore, afim de matá-la aos poucos e serviço limpo e sem pistas de responsáveis. E, também, é mais divertido.
Por causa do trânsito na Capital, o HA não gosta que chova. Tempo bom, para ele tem sol e ar seco. HA já sofreu mutações genéticas que lhe permitem respirar gás carbônico, enxofre e outras porcarias, sem sentir o peito sequer chiar.
O HA adora propaganda de cerveja. Todo mundo rindo, belo e bronzeado. Não há tempo ruim e nem cara feia. O Sol cozinhou os miolos do HA. Apesar de tanto detestar árvores, já está começando a parecer um vegetal.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Quantos alunos existem na sala de aula, naquela propaganda da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo?

A resposta é: quase nenhum, em comparação à realidade!!
Prova de que até mesmo quem concebe a "excelência" da Educação no Estado de São Paulo não arrisca o pescocinho colocando cerca de 40 moleques num cubículo, nem mesmo para fins de propaganda, já que o efeito seria o oposto do desejado.
Outra explicação que tenho: o corte de custos faz com que a contratante ( Secretaria Estadual de Educação de SP ) exija da Agência de Publicidade ( ?! ) o máximo de resultado com menor orçamento. Por isso, poucos alunos.
E, bem, aquela professora angelical devia estar sob efeito de algum calmante ou psicotrópico, receitado a ela durante um afastamento por motivos de saúde, comuns aos docentes.

"Lula e crise americana", por Jasson de Oliveira Andrade

LULA E A CRISE AMERICANA
Os Estados Unidos estão passando por uma enorme crise econômica. A CartaCapital dedicou uma capa sobre o assunto. O título dela: 15 DE SETEMBRO DE 2008 – O dia do crack, na maior crise financeira desde 1929”. O governo Bush precisou tomar medidas que contrariam a pregação do capitalismo americano. Eles condenam a estatização, mas estatizaram bancos e outras companhias. Além disso, ainda ajudaram financeiramente várias empresas. Tudo contra o seu modo de pensar. Mesmo assim, as Bolsas e o dólar sobem e descem! (Manchete do Estadão, na edição de 16/9: “Quebra de banco nos EUA leva pânico às bolsas globais”.) Quanto a contradição do governo Bush, Nouriel Roubini, professor da New York University e colunista de CartaCapital, foi mordaz, mas, na minha opinião, exagerado: “A transformação dos Estados Unidos em USSRA (Estados Unidos Socialistas da República da América) já ocorreu. Os camaradas Bush, Paulson e Bernanke simplesmente socializaram os prejuízos dos ricos”. Outro que analisa a situação é José Sarney, senador e ex-presidente. Ele considera que “a atual intervenção do governo americano na economia é a confissão de que o modelo ruiu. Não a vejo como providência equivocada, mas como a confirmação de que o livre mercado sem controle pode ser um suicídio para o capitalismo”. Já o economista Paulo Nogueira Batista Jr, no artigo “Crepúsculo dos ídolos”, publicado na Folha (18/9/2008), depois de dizer que “o desastre financeiro aqui nos EUA é de proporções impressionantes. Nunca vi nada igual em minha vida”, ele acrescenta: “Há uma certa ironia na situação atual. Um governo comprometido com o livre mercado, avesso à regulação financeira e à participação do Estado na economia, está sendo forçado a praticar uma das maiores intervenções da história. Na prática, grande parte do sistema financeiro está sendo nacionalizada [estatizada]”. Carlos Eduardo Lins da Silva, Ombudsman da Folha, faz essa comparação: “O mundo atravessou esta semana [21/9] uma das mais graves crises da história do capitalismo. Alguém usou a imagem de que ela pode levar à queda do Muro de Nova York, que teria para a economia a importância simbólica que a do Muro de Berlim teve para a política. (...) Pode nem vir a ser tanto assim, mas que o problema é grande, é”.
Qual é a repercussão da crise americana para o Brasil? Antes, vamos relembrar que no governo de Fernando Henrique Cardoso houve uma crise bem menor e que não era nos Estados Unidos. FHC, então, se socorreu do FMI (Fundo Monetário Internacional) com um empréstimo astronômico, que posteriormente foi pago pelo governo Lula. Agora, com essa gravíssima crise, o presidente declarou que ela será quase imperceptível no Brasil. O deputado estadual Simão Pedro (PT-SP) tem praticamente a mesma opinião: “Creio que a crise rebate por aqui, mas sem grandes impactos”. Depois ele explica porque acredita nisso: “É por competência do nosso presidente Lula e a sua equipe, que vem conduzindo a gestão da economia para obter fundamentos sólidos e dar segurança aos brasileiros e àqueles que aqui querem investir”. Entrevistado pela Folha, em 19/9/2008, Fishlow, ex-subsecretário dos Estados Unidos e brasilianista, assim se manifestou: “A situação no Brasil continua boa. Os fatos que geraram a turbulência em Wall Street não criaram grandes problemas para o país”.
A crise americana é gravíssima. Entretanto, torcemos que seja superada e não crie grandes problemas para o Brasil, na previsão de Fishlow. E que a política econômica do presidente Lula, graças a qual ele é bem avaliado ( pesquisa Datafolha mostra que 64% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, recorde depois da redemocratização, segundo informa a Folha ), continue a nos proteger!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
PORTAL MOGI GUAÇU
23/09/2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Homenzinho Amarelo pede seu voto...

Prestaram nos folhetinhos, santinhos e demais lixos que nos são entregues pelos militantes de ocasião neste período eleitoral?
Seguinte: o Homenzinho Amarelo é o maior candidato e está presente em todas as siglas. Não se pretende aqui fazer uma cartilha, do tipo "Como desmascarar um Homenzinho Amarelo na política". Não é nada disso. São só uns toques. Para quê, eu não sei, mas são uns toques. A questão é que há os "Cacarecos", tipo Sérgio Mallandro e Oscar Maroni. A atenção, quando se quer fazer graça mostrando o mundo bizarro do TRE, se dá em cima deles, os "Cacarecos".
Mas, e o Homenzinho Amarelo? Por quê pouco se fala a respeito dele, a não ser por tratar-se de um conceito novo, humildemente desenvolvido por este blog. Então, continuando com o nosso pioneirismo ( sim, já que o JB em edição recente, apresentou como novidade ao Brasil a candidata do Partido Verde americano à Presidência do país, Cynthia McKinney; coisa que nosso ENCALHE já fez, em fevereiro; na verdade apenas transcrevemos uma entrevista da então pleiteante à candidatura por este partido, entrevista dada a Amy Goodman, do Democracy Now! )
SLOGANS
Pela falta de criatividade nos slogans, você já pode concluir como nosso querido Homenzinho Amarelo se comportará e o que fará no poder.
São coisas hediondas, rimas paupérrimas tipo jogral infantil, lugares-comuns, promessas vagas, propostas óbvias, abuso de expressões "na moda" e, pior, parecendo redigidas por alunos vitimados pelo Apagão Educacional Continuado Tucano de SP.
Uns exemplos - inventados por mim, claro - que poderiam ter sido extraídos da campanha real.
- As primeiras combinam rimas ruins e expressões "da moda":
POR UM VOTO DE QUALIDADE
VOTE ADELAIDE
ou:
POR MAIS QUALIDADE DE VOTO
VOTE NO OTTO
ou:
POR MAIS QUALIDADE ELEITORAL
VOTE EM AMARAL
- Rima ruim:
EPAMINONDAZINHO. ESSE É O CAMINHO.
( Esse slogan existe mesmo! )
- Promessas vagas:
MAIS SAÚDE. MAIS EDUCAÇÃO. MAIS TRANSPORTE.
- Frase-feita:
OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, SE VOCÊ NÃO MUDAR.
que pode sofrer variação:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
- Demagogia combinada com lugar-comum. Quando o cara joga para a torcida, contando com o desconhecimento ou ignorância dela sobre questões das quais nem desconfia existir, ou preconceito ou preguiça mesmo, etc.:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
( Sim, é a mesma anterior. Parece que é só chegar e dizer "uspulíticus é tuduruim" e jogar a rede. )
Eu poderia continuar aqui até amanhã. E sabe de onde saem essas figuras? Da SUA VIZINHANÇA. Deu para entender?
Uma vez, escutava um sujeito, que não era político, apenas um Homenzinho Amarelo ( Mmm. Vou chamá-lo de "B."; não, "Grande B.". Legal. ), falando um monte. Entre outras coisas, o chavão: que político é ruim, é ladrão, etc.
Eis que, um dia qualquer o Grande B. contava vantagem até que, não se contendo, soltou essa:
"Lá na cidade lá da gente, nosso tio, o pessoal gosta dele demais da conta; então, ele foi reeleito prefeito, que o pessoal adora ele...".
OPA!!! E o que aconteceu com o "político é TUDO ladrão"?
"Ah, não, mas aí é outra coisa, é da nossa família...".
Isso explica muito. Mesmo.

SOBRE O OLHAR DE "VEJA" E DE "NOVA ESCOLA" A RESPEITO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL, por Carlos Rodrigues Brandão [ IMPERDÍVEL!! ]

Como muitas pessoas que estarão lendo isto talvez não sejam, como nós também não somos, leitores costumeiros da revista VEJA, possivelmente não terão tomado conta de imediato de uma recente reportagem publicada entre as páginas 72 e 87 do número 33 da edição 2074 correspondente a 20 de agosto de 2008. A reportagem tem este nome: "Você sabe o que estão ensinando a ele?". Escrita a partir de uma pesquisa com a pressa e as lacunas que de modo geral acompanham tais procedimentos em nossa mídia, a reportagem traz, no entanto, alguns dados oportunos e algumas idéias e críticas bastante sugestivas.
Seu propósito é claro demais para ser rediscutido entre estas poucas linhas. Nossa educação está entre as piores do planeta, mas 89% dos pais entrevistados e com filhos em escolas particulares "consideram receber das escolas um bom serviço pelo que pagam" (pg. 73).
Em nome de uma educação e de uma escola livre de "doutrinação" ideológica, seus autores parecem advogar aquilo que um estudante de Pedagogia aprende logo nas primeiras aulas de um curso de História da Educação. Em qualquer lugar do mundo e em qualquer época de sua história, educação alguma foi no passado ou segue sendo, hoje, isenta de valores, de visões de mundo e de pessoa humana. Isenta de um olhar próprio sobre o presente e de um projeto qualquer para o destino do futuro. E a pior educação é aquela que em nome de sua eficiência utilitária, afirma não desejar mais do que capacitar instrumentalmente indivíduos competentes para o "sucesso no mercado".
Na Página 77 um quadro resumo dos dados sumários da pesquisa, ao lado da montagem de uma foto em que um lápis serve de cabo a um martelo cruzado com a foice do símbolo comunista cujo cabo é uma caneta, trás também um retrato em tamanho pequeno de Paulo Freire. E ao lado do retrato uma tabela de porcentagens que respondem à pergunta: "com quem os professores mais se identificam?". Os números são estes: Paulo Freire, 29%, Karl Marx, 10%, Gandhi, 10%, Jesus Cristo, 6%, Einstein, 6%. Ao invés de louvarem o fato de Paulo Freire anteceder uma lista em que se acompanha de tais pessoas, a reportagem traça de nosso educador o seguinte retrato:
"Não é o caso na maioria das salas de aula. Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara (...) Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores brasileiros ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico Albert Einstein, talvez o maior gênio da humanidade. Paulo Freire 26 x 6 Einstein." (pgs. 83 e 84)
Acreditamos que talvez um encargo pesado a pessoas que precisam ler e pesquisar depressa demais, sugerir às autoras da reportagem a leitura de pelos menos três livros de Paulo Freire: Pedagogia do oprimido, Pedagogia da esperança, e Pedagogia da autonomia. Estes livros e outros foram traduzidos para dezenas de línguas e costumam ser bastante mais lidos em nações e entre educadores dos paises centrais da "civilização ocidental" e do mundo capitalista, a começar pelos Estados Unidos, do que aqui mesmo no Brasil.
Uma leitura destes e de outros livros, mesmo que apenas entre notas de rodapé e as bibliografias ao final, revelaria um pensador e educador cuja principal virtude foi sua atitude dialógica e aberta à diferença, a começar pelos autores que leu e a terminar pelo que escreveu e disse ao longo de toda a sua vida.
Acreditamos também que talvez seja uma outra tarefa espinhosa sugerir a esses jornalistas e a quem neles creia, o realizarem um levantamento completo das obras, escritas pelos mais diferentes educadores de várias escolhas teóricas e pedagógicas e de diferentes nações e continentes, a respeito das idéias de Paulo Freire. Afinal, a menos que estejamos vivendo em um mundo mais alucinado do ele que nos parece, cremos que um educador brasileiro honrosamente convidado a ser Doutor Honoris Causa de quarenta e nove universidades espalhados por todos os continentes, não conseguiria chegar a tanto, enganando tantas pessoas cuja credibilidade é, na maior parte dos casos, internacionalmente reconhecida.
Eles – bem menos do que quem assina a apressada reportagem – não se deixariam enganar durante tantos anos por um "autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização". De igual maneira, creditar a favorável porcentagem de identificação de professores brasileiros com Paulo Freire, a uma ilusão ideológica igualmente rasteira e acrítica às suas idéias pedagógicas, equivale a uma postura de maldoso desrespeito a profissonais da educação cujas condições cotidianas de formação e de trabalho, estas sim, causariam espanto e desaponto entre educadores de outras nações da "civilização ocidental".
Se a leitura atenta de algumas obras de Paulo Freire, ou a pesquisa – mesmo apressada – dos estudos que a mais de cinqüenta anos procuram desde todos os cantos do mundo pensar e colocar em prática a sua pedagogia, talvez represente uma dificuldade insuperável para as autoras da reportagem, cremos ue com um esforço bastante menor elas poderiam ler algumas páginas de uma revista que facilmente encontrariam em algum andar do edifício da mesma Editora Abril. Ela se chama Nova Escola. Seu subtítulo sugestivo é: a revista de quem educa, e a edição especial n. 19 de julho de 2008, dedica-se a apresentar "41 grandes pensadores – educadores que fizeram história, da Grécia antiga aos dias de hoje".
A longa – e ainda assim bastante incompleta relação de Nova Escola, começa com Sócrates, condenado a beber a cicuta sob a acusação de corromper a juventude – algo não muito diverso do que os jornalistas de VEJA insinuam a respeito dos educadores "de esquerda" de ontem e hoje – e de não crer nos deuses gregos de Atenas. E ela conclui com Howard Gardner, um psicólogo norte-americano que certamente haveria de ser se sentir bastante mais à vontade entre educadores humanistas críticos – como ele mesmo – do que entre aqueles que defendem uma educação inocentemente neutra. Entre os quarenta e um pensadores do dilema do ser humano, da sociedade e da educação, encontramos três brasileiros.
Acompanhados com os seus qualificadores no sub-título do índice, ele são: Anísio Teixeira – o inventor da escola pública no Brasil; Florestan Fernandes – um militante do ensino democrático, e Paulo Freire - o mentor da educação para a consciência. São reconhecidamente todos eles críticos da sociedade brasileira e a nenhum deles haveria de se reconhecer como um pensador "de centro" ou "de direita", ou um educador isento de uma postura ideológica em favor de uma educação humanista, de qualidade, democrática e essencialmente crítica, algo que a reportagem, ilusória ou maldosamente confunde com "doutrinária".
O educador Paulo Freire pode ser encontrado entre as páginas 110 e 112, logo a seguir de Hannah Arendt, citada pelas autoras da reportagem de VEJA, e de Florestan Fernandes, e logo antes de Edgar Morin. Uma vez mais, ei-lo em boa companhia.
Embora originadas de uma mesma empresa de mídia, eis que Escola Nova reserva a Paulo Freire uma imagem provavelmente oposta ao retrato-falado em VEJA. Vejamos.
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno.
(...)
Ao propor uma prática de sala de aulas que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas ( isto é, as "escolas burguesas" ), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como que deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores.
Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade" escreveu o educador (NOVA ESCOLA, pg. 110).
Pensamos, com base em palavras de uma revista da própria Editora Abril, acompanhadas de uma passagem de Paulo Freire, que entre o seu pensamento e o de um oportunista doutrinador, existe uma considerável distancia. Ao contrário, toda a sua pedagogia destina-se a transformara a doutrinação em diálogo, a passividade em participação ativa, a inocência neutra em crítica política (no bom sentido original da palavra: co-responsabilidade da gestão social da polis, o "lugar onde vivemos as nossas vidas"), e a capacitação instrumental destinada à subserviência competente no mundo dos negócios, pela formação consciente destinada a uma presença criativa na transformação da própria sociedade.
Prossegue a mesma revista, como se adivinhasse o que VEJA viria a publicar cerca de um mês mais tarde.
No conjunto do pensamento de Paulo Freire encontra-se a idéia de que tudo está em permanente transformação e interação. Por isso, não há futuro a priori, como ele gostava de repetir no fim da vida, como crítica aos intelectuais de esquerda que consideravam a emancipação das classes desfavorecidas como uma inevitabilidade histórica. Esse ponto de vista implica a concepção do ser humano como "histórico e inacabado" e conseqüentemente sempre pronto a aprender. No caso particular dos professores, isso se reflete na necessidade de formação rigorosa e permanente. Freire dizia, numa frase famosa, que "o mundo não é, o mundo está sendo" (NOVA ESCOLA, pg. 112).
Dificilmente um tal "pensamento" poderia fundamentar uma postura de doutrinação e de inculcação de idéias e de valores. Na verdade, em direção oposta ao que a reportagem de VEJA pretende que seja um exercício docente de doutrinação de crianças e de jovens, como a maioria de nossas e nossos professores estivesse dedicada a menos ensinar do que a doutrinar os seus alunos, tudo o que educadores humanistas, herdeiros ou não das idéias e propostas de Paulo Freire, pretendem, é estabelecer condições docentes para que um ensino instrumental, funcional e apenas capacitador de competências, venha a ser uma educação formadora de pessoas críticas, reflexivas, ativas e participantes da vida de suas sociedades.
A caricatura apresentada na revista VEJA e o retrato desenhado em NOVA ESCOLA deveriam ser lidos e "vistos" uma ao lado do outro. Eis a nossa sugestão: que as pessoas da mesma Editora Abril dialoguem umas com as outras. Afinal, não seria esta a prática pedagógica que VEJA parece não reconhecer em docentes doutrinadores "de esquerda"?
Talvez a leitura paralela dos dois texto ajude quem tenha dúvidas a respeito de "quem doutrina quem" a encontrar se não respostas, pelo menos a indicação de onde e junto a quem elas poderiam ser procuradas. Não sei se entre possíveis educadores "neutros" ou democraticamente "de direita". O que, reconheçamos, não será fácil. Afinal, de Sócrates a Paulo Freire, dificilmente o mundo da educação, tanto quanto o de outras práticas sociais, encontrou em pensadores e em educadores neutros ou isentos de um pensamento fundado diálogos entre valores, éticas, idéias e ideologias a respeito da pessoa humana, da cultura, da possibilidade de criação de mundos de vida e de trabalho mais livres, justos e solidários, e do lugar da educação em tudo "isto" algo que fizesse merecer a sua presença na relação dos "grandes pensadores" de NOVA ESCOLA.
O que devemos temer é justamente a doutrinação que não aparece escrita em livros – a não ser no de treinamento de competentes – competitivos para o mundo dos negócios – e nem comparece nos incontáveis encontros, congressos e colóquios em que educadores de um país ou de vários recantos do mundo se reúnem para pensarem, a partir de suas diferenças e à margem de desejos de doutrinação, como tornar mais humana uma educação em perigo.
Uma educação que para eles vale ainda como formação integral da pessoa humana. A mesma que a maioria dos que defendem a neutralidade do trabalho do educador prefere deixar a cargo daqueles que, passo a passo, tomam posse da educação brasileira. Os mesmos sócios dos que, reunidos em uma lastimável não tão distante Assembléia Geral da Organização Mundial do Comércio decretaram que previdência social, saúde e educação não valem mais como um direito humano, mas como uma mercadoria entre outras tantas.
Talvez em nome de uma liberdade que não serve mais do que a indivíduos preocupados apenas com suas "carreiras" e a sua (cada vê mais difícil, cada vez mais socialmente seletiva) "trajetória de sucesso", VEJA apresenta como uma conquista de uma sociedade emancipada estes dados e comentários.
A pesquisa realizada pela CNT/Sensus e publicada nesta VEJA um verdadeiro divisor de águas na história da discussão educacional brasileira. Porque aqui pela primeira vez se perguntou à sociedade brasileira – os alunos da escola pública e seus pais – qual é o tipo de ensino que ela quer. E a resposta foi clara. E claramente antagônica ao sentido de missão e às práticas dos professores: 70% dos alunos das escolas públicas acham que a função da escola é "preparar para o futuro" ou "ensinar as matérias". Só 28% defendem a "formação do cidadão". Alguém vai dizer: mas os alunos são demasiado jovens e não sabem o que querem. OK. Mas seus pais estão do mesmo lado: uma maioria de 56% espera que a escola "ensine as matérias" e dê formação profissional a seus filhos" (VEJA, pg. 86).
Eis o ideal da Assembléia Geral da OMS realizado afinal. Eis um desejo de que a educação abra mão de ser formação e se reduza a ser uma instrumental e "material" capacitação. Estamos entre dois dilemas. Se a pesquisa falseia – o que não é difícil em enquête de encomenda deste tipo – então seria preciso descobrir a que interesses serve uma tão longa e custosa reportagem. Se ela traduz alguma verdade, então mais do que nunca precisamos com urgência de uma educação que devolva a pais e a estudantes a consciência e o desejo de que eles aprendam algo mais do que "matérias" solitariamente dirigidas ao individuo profissional – algo que os seus computadores podem fazer por eles. Que eles aprendam solidariamente as integrações de "energias" de um saber dirigido à pessoa cidadã.
Fiel ao ideário da Organização Mundial do Comércio, a reportagem de VEJA parece em tudo contrária a um documento que em momento algum cita Anísio Teixeira, Florestan Fernandes ou mesmo Paulo Freire. Um documento cuja leitura recomendamos com insistência a pais, a educadores, às pessoas que realizaram a pesquisa e também a quem escreveu a reportagem.
Trata-se de um longo relatório encomendado pela UNESCO (a instituição da Organização das Nações Unidas devotada à educação e à cultura) a uma ampla equipe de educadores e de pensadores da pessoa, da sociedade e da educação, nos anos finais do século passado. Este relatório realiza uma ampla avaliação da educação em plano mundial. Depois ele faz recomendações sobre "uma educação para o século XXI". Transformado em livro e traduzido em vários idiomas, em Português ele tomou este nome: Educação, um tesouro a descobrir. Boa parte do que poderia ser considerado um exercício de doutrinação, inclusive a partir de iniciativas de nosso Ministério da Educação, deriva das propostas do relatório da UNESCO.
Em seu capítulo central, o bem conhecido "capítulo quatro" o documento estabelece os quatro pilares do aprender. Isto é, do "ser educado". Bem ao contrário do que defende a reportagem de VEJA, eles insistem em que a escola forme pessoas através de um: a) aprender a fazer – mas não apenas por meio do exercício funcional competente de uma profissão e, sim, pela criação de contextos cooperativos de trabalho em comum; b) aprender a aprender, isto é, nunca aprender conteúdos prontos de "matérias" ensinadas, mas aprender a pensar reflexivamente através da construção solidária e crítica de saberes; c) aprender a conviver, ou seja, aprender para saber ser algo bastante além de um simples "bom profissional"; aprender para ser, em termos defendidos por Paulo Freire há mais de quarenta anos, a ser uma pessoa solidária, criativa e participante dos dilemas de seu mundo de vida e de trabalho; d) aprender a ser. Sim, e para pasmo de quem creia que "isto é coisa do passado", um documento de foro internacional ousa colocar na formação integral do ser da pessoa humana o último e mais essencial pilar do aprender.
Mas talvez não seja sequer necessário recorrer a Educação – um tesouro a descobrir. Pois se voltarmos à página de NOVA ESCOLA, na sessão "para pensar" que em um box acompanha cada um dos quarenta e um educadores, está escrito o seguinte, com que podemos encerrar este diálogo a partir de dois escritos da mesma Editora Abril.
Um conceito a que Paulo Freire deu a máxima importância, e que nem sempre é abordado pelos teóricos, é o da coerência. Para ele, não é possível adotar diretrizes pedagógicas de modo conseqüente de serem que elas orientam a prática, até em seus aspectos mais corriqueiros.
"As qualidades e virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e fazemos", escreveu o educador.
"Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se ironizo, só discrimino, se o inibo com minha arrogância?" Você, professor, tem a preocupação de agir na escola de acordo com os princípios em que acredita? E costuma analisar as próprias atitudes sob este ponto de vista?
Fonte: Rev. Nova Escola.

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