quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Graças a Deus..."

Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
"Graças a Deus", que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a "Ufa!".
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo "LEIA ISSO", foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O "Graças a Deus" deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é "valorizar". É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a "valorizar-se" quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para "desvalorizar" outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: "Mercado vê valorização recorde do bairro X" e, depois "Novos moradores destacam tranquilidade". Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: "Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram".
"Valorizou-se" para quem, cara-pálida?

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Assessoria de VERÔNICA SERRA contata blog B.F.I. e convida Humberto a visitar página em que Verônica esclarece pontos de sua carreira! Vô lá vê!

Escalrecimento Veronica
19:36 (3 horas atrás) de CDN <cdn@cdn.com.br > parahumamad@gmail.com
data 30 de julho de 2008 19:36
assunto Escalrecimento Veronica Serra
Caro Humberto,
Somos a assessoria da Veronica Serra, e sobre o post “Verônica Serra nega relação comercial com irmã de Daniel Dantas”, publicado em 27/07, ela gostaria que você visitasse a página http://vallendeserra.googlepages.com, onde ela esclarece assuntos relativos a sua atuação profissional. Obrigado.
www.cdn.com.br.
Para poupar os poucos leitores deste blog do trabalho, a CDN tem, como seu vice-presidente o jornalista Roberto D'Ávila. A empresa apresenta, em sua de clientes:
- Alfabetização Solidária
- Instituto Fernando Henrique Cardoso
- Consórcio Linha 4 - Amarela do Metrô
- TV Cultura
- ELPaso
- Santander Banespa
- LIDE
- Nossa Caixa
- Banco Central do Brasil
- Brasil Ecodiesel
Uau!! Sinto-me honrado!! Mas, é forçoso dizer, o referido esclarecimento de Verônica Serra aparece no mesmo post em questão, podem conferir: http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2008/07/vernica-serra-nega-relao-comercial-com.html
Ou seja, não omiti essa informação. Ao contrário, ela foi devidamente inserida, servindo de contraponto às demais informações daquele post. O possível leitor terá as versões conflitantes agrupadas.

Candidato promete dar pinto a eleitoras carentes ( e eleitores também )...

Candidato é acusado de trocar votos por pintinhos
Uma suposta troca de pintinhos por votos levou ontem o candidato a vereador Sandro Gonzaga ( PV ), de Porto Velho (RO), à prisão. A Polícia Federal (PF) informou ter surpreendido a cabo eleitoral de Gonzaga Maria Cristina de Freitas entregando os filhotes no bairro Ulisses Guimarães, na zona leste da capital rondoniense. Havia 4 mil aves. O caso começou a ser investigado no dia 22, quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu uma denúncia anônima contra ele.

No mesmo dia, agentes da PF gravaram uma reunião em que Gonzaga prometia dar os animais, nesta semana, a eleitores carentes. Ontem, os policiais misturaram-se entre os populares e, após o início da distribuição, prenderam Maria Cristina. O candidato a vereador de Porto Velho não acompanhava a ação, mas foi detido quando chegava em casa. Eles foram indiciados por compra de votos, cuja pena pode chegar a quatro anos de prisão. Gonzaga foi encaminhado ao Presídio Urso Branco e Maria Cristina, à Casa do Albergado. As aves deverão ser doadas à Associação Pestalozzi. (AE)
Mais:

LULA APOSTA NO BIODIESEL, MAS ALERTA: “Não vou tirar o alimento da boca das crianças para encher tanque de carro”

LULA APOSTA NO BIODIESEL, MAS ALERTA:
“Não vou tirar o alimento da boca das crianças para encher tanque de carro”
O presidente Lula fez as declarações ontem, na Bahia, garantindo que o desenvolvimento do biocombustível será equilibrado
Lula inaugura 1ª fábrica de biocombustíveis
“Uma nação será exatamente do tamanho e da grandeza dos seus dirigentes e de seu povo. Essa mesma nação só será grande e forte quando seus filhos acreditarem que são grandes e fortes. Não vou tirar alimento da boca das crianças brasileiras para encher tanque de carro. O biocombustível vai ajudar a desenvolver as regiões mais pobres do país”, com estas palavras o presidente Luis Inácio Lula da Silva deu o ponta pé inicial num momento histórico do país: a inauguração da primeira fábrica da Petrobras de biocombustível, na região de Candeias, com capacidade produtiva de 57 milhões de litros de biodiesel por ano, investimento superior a R$ 100 milhões e geração de 1.300 mil empregos. Lula ainda empossou a nova diretoria da Petrobras Combustíveis SA.
Estão previstos a aplicação de US$ 1,5 bilhão de investimentos até 2012 no segmento. O novo braço da Petrobras nasce com o desafio de ser líder na produção nacional de biodiesel e ampliar a participação no etanol, principalmente no mercado internacional. Além da unidade de Candeias, a Petrobras Biocombustível também se tornará responsável por mais duas unidades de biodiesel localizadas em Quixabá, no Ceará, e Montes Claros, em Minas Gerais. Juntas as três unidades terão capacidade de produção de 170 milhões de litros por ano e investimento de R$ 295 milhões.
Lula lembrou os desafios e a descrença enfrentados pela Petrobras até se tornar uma empresa líder mundial. “De 1950 quando foi inaugurada a Petrobras só conseguiu dar lucro em 2006. Foram necessários 56 anos para ela se transformar. Sei que hoje é o começo do Biocombustível, mas temos contratos firmados por períodos de cinco anos para assegurar que o produtor encontre comprador para sua produção. Até 2010 o BNDES vai disponibilizar R$ 25 bilhões para a agricultura familiar. Vamos financiar 60 mil tratores a uma taxa de juros de 2% ao ano”, disse.
O presidente ainda pediu que os novos diretores da Petrobras Biocombustível SA colocassem o coração nas decisões.
Também integrarão a Petrobras Biocombustível os Complexos Bioenergéticos, empreendimentos em parceria de produtores brasileiros e conglomerados internacionais atuantes na produção de etanol para exportação. A primeira parceria foi firmada no início de julho e está prevista a criação de outros 22 CBios, contabilizando um investimento de US$ 5 bilhões da Petrobras e parceiros.
A meta de produção até 2012 é de 4,75 bilhões de litros.
Cenário internacional
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ressaltou a importância da inauguração da planta num momento em que o país enfrenta ataques no âmbito internacional. “Os biocombustíveis vão desempenhar um papel importante viabilizando novos agentes e modificando a geopolítica internacional”, afirma. Gabrielli ressaltou que a empresa inicia estudos para a produção de biocombustível a partir da celulose. “O efeito social desta fábrica é enorme, pois estimula a agricultura familiar. Esta planta vai desempenhar um grande papel na estruturação do Nordeste”.
Elisangela Araujo, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, lembrou que a nova fábrica já tem quase 29 mil famílias cadastradas para suprir a demanda da nova unidade fabril. “A agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos servidos nas mesas dos brasileiros”. O ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, disse que o petróleo está se esvaindo, podendo se extinguir por completo dentro de décadas e fez a defesa do biocombustível.
“Recentemente respondi a um ministro de um governo europeu que culpava os biocombustíveis pelo aumento dos preços dos alimentos. Destaquei a ampliação da safra produzida no Brasil e que o etanol que é produzido em nosso país vem da cana-de-açúcar e não do trigo, que é o alimento da humanidade, como eles fazem. O ministro europeu pediu desculpas públicas ao Brasil”, menciona.
Lobão afirmou que 50% do óleo que vem para Candeias é oriundo da agricultura familiar. “A indústria de Candeias nasce com a responsabilidade de produzir 5% do biodiesel nacional”, avisa. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ressaltou o caráter inclusivo do programa de biodiesel brasileiro. “Em quatro anos e meio fizemos pelo país o que a Alemanha levou mais de 20 anos para fazer. Essa planta da Petrobras conta com tecnologia de ponta. Temos a convicção de que o combustível renovável vai assegurar alimento às populações latino americanas e africanas”.
O governador Jaques Wagner se disse feliz pela inauguração da primeira fábrica de biodiesel na Bahia. “Fomos o primeiro estado a ter um poço de petróleo, o primeiro a abrigar uma refinaria petrolífera e agora o primeiro a incluir uma unidade da Petrobras Biocombustível. Salvador foi a primeira capital do país e a Bahia é responsável pelo nascimento da civilização brasileira”, destaca. Wagner ainda prestou contas da última visita de Lula. “Tenho o orgulho de dizer presidente que dos projetos apresentados em maio quando o senhor esteve aqui, 50% deles estão em andamento e 32% em processo licitatório.
Oficializado o Ministério da Pesca
Encerrando a sua visita a Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou na Cidade Baixa, na Ribeira, o programa “Mais Pesca e Aqüicultura”, plano de desenvolvimento sustentável que visa ampliar a produção de pescado no país em torno de 40% até 2011. Na oportunidade, o presidente assinou também a Medida Provisória que transformou a Secretaria Nacional da Pesca em Ministério da Pesca. “Queremos que os pequenos pescadores tenham segurança alimentar e saibam que contam com a proteção do estado brasileiro. Agora, os empresários vão poder competir de igual para igual com os portugueses, espanhóis e noruegueses”, declarou.
A presença do presidente Lula e do governador Jaques Wagner em Salvador mudou a rotina dos moradores da Cidade Baixa, na região da Península Itapagipana. Desde cedo as pessoas começaram a se deslocar para o local do evento, onde o presidente anunciaria a criação do Ministério da Pesca. E o anúncio foi feito quando Lula ocupou o microfone, deixando o público bastante contente, principalmente os pescadores da região que se deslocaram para prestigiar o evento. “Acredito que vai melhorar”, disse Eduardo Conceição Vieira, da Ilha de Vera, sobre a criação do Ministério da Pesca para os trabalhadores da região. Na solenidade, antes do presidente Lula e do governador Jaques Wagner, também falaram representantes dos pescadores e do novo ministério.
Neste clima, o evento se transformou no grande programa do dia para os moradores da Cidade Baixa. Na rede escolar, tanto as escolas estaduais quanto as municipais suspenderam as aulas. Com isso, os alunos e os pais ficaram mais à vontade para verem de perto a presença do presidente da República. Nem a chuva fina que começou a cair a partir das 16 horas na região afastou as pessoas. Desta forma, homens, mulheres, crianças e jovens, quase todos portando uma camisa da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado da Bahia (Fepesba), aguardavam o momento da liberação dos seguranças para chegarem mais próximo do palco onde ficariam o presidente Lula e as outras autoridades.
Na comitiva, além do presidente Lula e do governador Jaques Wagner, estavam presentes também a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, deputados federais e estaduais, além de secretários estaduais e outras lideranças. Depois da solenidade, o presidente voltou à Base Aérea para deixar a cidade.
Protestos dos pescadores e campanha
Mesmo com dificuldade, alguns manifestantes também aproveitaram para protestar sobre os problemas da cidade. Mas eles também fizeram protestos ligados diretamente à pauta do evento. Portando uma imensa faixa preta com os dizeres “Lula, de que lado você está com esta história de privatizar o mar?”, alguns pescadores destoaram do foco da solenidade. Segundo Maria José Pacheco, da Pastoral dos Pescadores, “eles estão à beira de ceder uma área do mar na Bahia de Todos os Santos para uma empresa privada internacional criar peixe”. Pacheco informou ainda que, em Pernambuco, já foram privatizados cerca de 160 quilômetros do mar. “Querem tomar as águas dos pescadores, que é a única coisa que resta para os negros e índios deste país”, protestou.
Sem poder contar com a participação dos candidatos, os militantes assumiram os espaços na Cidade Baixa. O candidato do PT, deputado Walter Pinheiro, foi o que melhor capitalizou a presença do presidente Lula na Bahia, pelo menos no evento da Ribeira. Portando faixas, bandeiras, balões, cartazes e carro de som, os militantes do PT e PSB, principalmente, se posicionam estrategicamente nas proximidades do palanque.
Do esforço da militância, a principal leitura a ser feita foi a vinculação da candidatura de Pinheiro ao presidente Lula e ao governador Jaques Wagner, as estrelas do palanque.
Fora esta presença mais marcante dos candidatos que disputam a prefeitura de Salvador, alguns candidatos à Câmara Municipal também tentaram mostrar serviço, mas os seus esforços foram limitados.

Registros da Alstom revelam tabela de suborno a tucanos



Mesmo constrangidos somos obrigados a informar

Memorando da Alstom documenta partilha do suborno a PSDB de SP
Hora do Povo, 30.07.08
Esquemas no Partido, TCE e Secretaria Estadual de Energia levavam por fora 7,5% do valor do contrato
Em comunicado enviado por Andre Botto, diretor da Cegelec – subsidiária da Alstom - na França, para um superior de nome M. Chamussy, em 23 de setembro de 1997, afirma que o suborno pago pela empresa para obter um contrato de R$ 110 milhões da Eletropaulo seria dividido entre “as finanças do partido no poder [PSDB]”, “o tribunal de contas [TCE]” e “a Secretaria de Energia [de São Paulo]”. “Se trata da remuneração para o governo local. Ela está sendo negociada via um ex-secretário do governador (RM)”, relata.

Registros da Alstom revelam tabela de suborno a tucanosDe acordo com planilha do PSDB, era do atual secretário de Subprefeiturasde São Paulo, Andrea Matarazzo, a missão de recolher o dinheiro em 98
“As finanças do partido no poder [PSDB]”, “o tribunal de contas [TCE]” e “a Secretaria de Energia [de São Paulo]”. Segundo a correspondência de executivos da Alstom apreendida por autoridades da Suíça, estes órgãos não eram apenas os locais em que alguns tucanos batiam o ponto, mas também o endereço final do suborno pago pela multinacional francesa para obter alguns contratos do Estado.
Os detalhes da operação foram descritos num comunicado enviado por Andre Botto, diretor da Cegelec – subsidiária da Alstom - na França, para um cidadão de nome M. Chamussy. Escrito em 23 de setembro de 1997, o documento se refere a um contrato de R$ 110 milhões a ser firmado com a Eletropaulo. Nele, Botto informa que o suborno foi acertado num “patamar de 7,5 (%)”. “Se trata da remuneração para o governo local. Ela está sendo negociada via um ex-secretário do governador (RM)”. De acordo com as investigações, “RM” é Robson Marinho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Depois de coordenar a campanha eleitoral de Covas em 1994, ele foi chefe da Casa Civil do governo do Estado de 1995 a abril de 1997.
Cabia a “RM”, neste caso, segundo a correspondência, distribuir a quantia entre o partido, o Tribunal de Contas do Estado e também à Secretaria de Estado de Energia.
O mesmo sistema de comunicação foi utilizado pelos executivos para tratar de outro contrato da Alstom com o governo tucano, desta vez com a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE). Trata-se de um aditivo no contrato de cerca de R$ 100 milhões para o fornecimento de equipamentos às subestações Aclimação e Miguel Reale, no Cambuci. Como o primeiro comunicado, este também foi apreendido pelas autoridades suíças.
Embora não discrimine os órgãos, o recente memorando apresenta um novo percentual a ser cobrado, configurando uma espécie de tabela que diferenciava o preço do suborno para contratos e para aditivos.
No contrato da EPTE, os órgãos são substituídos pelas iniciais dos nomes dos envolvidos. O primeiro é um elemento denominado “Neves”. Ao lado deste nome, consta o percentual de “8,5%”, juntamente com a palavra “fait”, “feito” em português. Em seguida, surge a sigla Splendor (1% “fait”) e depois “C.M.”, com 7%, mas sem a rubrica de “feito”. A Splendor foi identificada pelas autoridades francesas como a empresa que intermediou o pagamento da propina. Seu serviço, 1% do valor do contrato.
Segundo suspeitam os promotores brasileiros que investigam o caso, “C.M.” seria Claudio Luiz Petrechen Mendes, um intermediário entre a empresa e o governo do Estado, que chegou a ter seu percentual questionado pelo executivo da Alstom. “Eu não posso dar “ok” para uma pessoa que eu não conheço e da qual eu jamais ouvi falar”, revela outro trecho do bilhete, possivelmente uma resposta escrita por Chamussy.
O total de suborno no aditamento ficaria em 16,5%. “CM” e “Splendor” foram facilmente identificados. “Neves” continua sendo o enigma. Para decifrá-lo, segundo os investigadores brasileiros, é preciso apurar até onde foi a participação do vereador Tião Farias (PSDB), que além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.
Não por acaso as correspondências dos executivos da Alstom são consideradas, tanto pelas autoridades suíças e francesas como pelas brasileiras, peças fundamentais para decifrar o modus operandi do esquema Alstom/PSDB. Além de revelado-res, os memorandos podem ajudar a identificar os mecanismos utilizados em outros casos. Afinal, não foram só dois contratos, mas dezenas.
Segundo a bancada do PT na Assembléia, a empresa firmou 139 contratos com o governo estadual, no período de 1989 a 2007, num total de R$ 7,6 bilhões. De 1993 a 2003, período em que as polícias da França e Suíça investigam, foram firmados 96 contratos que somam R$ 5,2 bilhões. Os contratos são com as empresas Metrô, CESP, Força e Luz, CPTM, CTEEP, Dersa, Eletropaulo, Emae, Prodesp e Sabesp. A maioria foi firmada na gestão do ex- governador Geraldo Alckmin. No entanto, o atual governador José Serra, não só manteve contratos com a Alstom, vigentes há 20 anos, como fez aditivos no valor de R$ 2 bilhões.
E os valores pagos em suborno variavam de acordo com a modalidade. Partia de 7,5%, podendo chegar a 30%, segundo revelou um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom no Brasil em entrevista ao jornal “Estado de São Paulo”.
A forma como estes recursos, desviados dos cofres públicos, alimentavam “as finanças” do PSDB, ou as contas bancárias de pessoas ligadas ao esquema, é a segunda etapa da investigação. Uma pista surgiu na semana passada: a lista do caixa 2 da campanha de Fernando Henrique em 1998. Elaborada por Luiz Carlos Bresser Pereira, então tesoureiro de FHC, a lista diz que caberia ao atual secretário de Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), então secretário de Energia do Estado, a responsabilidade de colher a contribuição de duas empresas do grupo francês Alstom, a Cegelec e a ABB, para o caixa 2.



E TAMBÉM:

Contratos irregulares da Asltom estão engavetados na AssembléiaTCE aponta irregularidades em seis contratos da Alstom com o governo do Estado, que somam 1,3 bilhões, e, estão engavetados na Assembléia, a espera de votação

26.05.2008
O Tribunal de Contas do Estado – TCE - verificou irregularidades em seis contratos da Alstom com o governo tucano e, mesmo diante desse fato, a Bancada do PT conta com somente o apoio 23 deputados num total de 94, para instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que precisa no mínimo de 32 assinaturas.

Nas irregularidades é apontado um contrato com a empresa francesa – Alstom de 1991, com a Companhia Energética de São Paulo – Cesp, julgado ilegal, em 1998, por não ter licitação. Passados 10 anos, os deputados da Assembléia Legislativa não julgaram o mérito, para encaminhar, ou não, à investigação do Ministério Público – MP.

A tramitação do processo, para chegar ao julgamento do MP, passa pela auditoria do TCE que dá seu parecer sobre o contrato e o encaminha a Assembléia. Na Alesp é encaminhado para a Comissão de Finanças e Orçamento – CFO - e Comissão de Fiscalização e Controle – CFC. Após aprovação ou rejeição nas comissões, é considerado Projeto de Decreto Legislativo – PDL, que deverá ser votado pelo Plenário.

O montante dos contratos da Alstom, com o governo do Estado, sob suspeita, excede o valor de R$ 1,3 bilhão. Dois são com a Cesp, três com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM - e um com o Metrô de São Paulo. (veja dados abaixo)
O líder petista, Roberto Felício, diz que a base do governo é a maioria na casa. “Portanto, o parecer vai para CFO e fica engavetado. Quando é votado, seu objeto já não existe mais”. Felício afirma também que os processos ficam anos em pauta para votação e, com a demora, quando chegam ao MP é difícil de encontrar os culpados e aplicar as punições devidas, e, existem mais de dois mil pareceres que estão na Comissão presidida pelo deputado tucano Bruno Covas.
“Mas é dever constitucional dos deputados fiscalizar o Poder Executivo, que deverá esclarecer a população de São Paulo e a esta Casa as relações entre a Alstom e o governo do PSDB no Estado de São Paulo. Para isso, é necessário atingir o número de 32 assinaturas para o pedido de CPI do caso Alstom”, enfatiza o líder do PT.
Contratos que o Tribunal de Contas aponta irregularidades somam mais de R$ 1,3 BI 

1. Contrato nº 9951, de 1991, com a Cesp para a compra de disjuntores. Sem licitação, julgado em 1998.
2. Aditamentos sem justificativa do contrato nº 23179, 1994, com o Metrô para reforma do Centro de Controle Operacional – R$ 180,7 milhões. Julgado em 2001.

3. Contrato com a CPTM nº 5408, de 1995, para a aquisição de 30 trens – R$ 863 milhões. Sem licitação, julgado irregular no final de 2007.
4. Concorrência contrária a lei que, por exigências, excluíam participantes - contrato nº 6932, de 2000, com a CPTM, para reforma da linha 1 – R$ 56 milhões. Julgado em janeiro de 2007.
5. Em julho de 2007 foi julgado o Contrato nº 30569, de 2002, com a CPTM, para manutenção de 48 trens no valor de R$ 254 milhões. Classificação dos concorrentes utilizando critérios inadequados.
6. Contrato e Concorrência julgados irregulares, em 2005, nº 33358, de 2002, com a Cesp para a recuperação de transformadores, por R$ 21,3 milhões.

DENÚNCIA DE SUBORNO VEIO DO EXTERIOR
Denúncia de corrupção contra a francesa Alstom foi publicada, em 6 de maio, no Wall Street Journal. O jornal revelou que a empresa é investigada na França e Suíça por suborno em 4 países. Aqui [ em São Paulo ], a Alstom teria pago R$ 6,8 milhões para ganhar licitações do Metrô, no valor de R$ 45 milhões. O Ministério Público Estadual abriu inquérito, no dia 7, para investigar o caso.
A bancada do PT na Assembléia divulgou, dia 15, que a Alstom fechou 139 contratos, no total de R$7,6 bilhões com estatais paulistas de 1989 até 2008. E apontou José Sidney  Martini como elo entre a multinacional e o governo tucano.
Martini foi diretor da Alstom até 1999, quando assumiu a presidência da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica ( CTEEP ), estatal privatizada em 2006. No período, a CTEEP assinou 47 contratos com a Alstom.
O Ministério Público Federal instaurou, dia 16, inquérito para investigar se a Alstom cometeu crimes de sonegação e lavagem de dinheiro no País. ( "Assembléia engaveta contratos irregulares", Jornal da Tarde, 26.05.2008 )

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Censura: 1968 - Mordaça no Estadão, por Jasson de Oliveira Andrade

Foto: Reprodução
O feitiço virou contra o feiticeiro. O exemplo deste ditado é o Estadão. Em 1964, além de liderar o golpe militar, o seu dono Júlio Mesquita Filho elaborou um Ato Institucional, instituindo penas rigorosas, piores ou pelo menos igual àquelas impostas por Getúlio Vargas no Estado Novo (1937-1945), que puniram o referido jornalista. O ato não foi adotado: era muito autoritário. Mais tarde, em 13 de dezembro de 1968, Costa e Silva editou o Ato-Institucional nº. 5. Era mais ameno do que aquele pedido pelo proprietário do Estadão, mas também autoritário. O ato puniu o jornal, censurando-o. Conto essa historia no artigo “A CENSURA DO ‘ESTADÃO”, que consta de meu livro GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA (página 269). Outros artigos explicativos sobre a época: “DISCURSO QUE PROVOCOU O AI- 5” (página 271) e OITO ANOS SEM MAGALHÃES TEIXEIRA (página 281). Agora, em 22 de junho de 2008, o Estadão publicou uma reportagem: “A luta do “Estado” contra a censura – Mostra conta como jornal manteve compromisso com o leitor e resistiu ao regime militar instituído nos anos 60”. O jornal revela o que é a mostra, sob o título 1968 – Mordaça no Estadão: “A história da resistência dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde à censura, nos anos de regime militar”.
Revela o Estadão: “Sob a ditadura, enquanto quase todos os jornais do País aceitaram a determinação para que o material vetado pelos censores fosse substituído por outro, dando a impressão de normalidade, o Estado recusou-se a participar disso. Passou a preencher os espaços vagos com trechos do épico Os Lusíadas, de Luís de Camões. O JT [Jornal da Tarde] mostrou idêntica combatividade, recorrendo porém a inusitadas receitas culinárias”. Depois do AI-5 (13/12/1968), segundo o Estadão, “A liberdade de expressão e a independência da imprensa foram os primeiros alvos. A censura aos jornais passou a ser feita por meio de telefonemas, telegramas, telex, com listas de temas que não podiam ser noticiados ou comentados. A situação deteriorou-se nos anos seguintes, com a ascensão ao poder do general Emílio Garrastazu Médici, até que no dia 24 de agosto de 1972 os censores se instalaram nos jornais e começaram a cortar textos nas provas de impressão (...) Os censores só foram embora no dia 3 de janeiro de 1975, às vésperas das comemorações dos 100 anos de existência do jornal”.
A censura do Estadão terminou em 1975. No entanto, a Ditadura Militar só acabou dez anos depois, em 1985, com a eleição, ainda indireta, de Tancredo Neves. Seria o fim de um regime que a jornalista Maria Isabel Pereira, em reportagem ao jornal O MUNICÍPIO de São João da Boa Vista, publicado no dia 31 de março de 2004, definiu como UMA NOITE QUE DUROU 21 ANOS (GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA, página 106). Um texto que recomendo aos meus possíveis leitores.
No mesmo período abordado pelo Estadão, tivemos o recrudescimento da tortura. Mas essa é outra história.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de "Golpe de 64 em São João da Boa Vista"
Portal Mogi Guaçu, 29/07/2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Coligação tucana de São Bernardo do Campo perde ação contra jornal que publicou entrevista com presidente Lula

Capa da edição 49, com a entrevista do presidente Lula. Foto: Reprodução

Capa da edição 49, com a entrevista do presidente Lula. Foto: Reprodução


Morando perde ação contra ABCD MAIOR
Por: Redação ABCD Maior, 29.07.08
Juiz considera que entrevista com Lula não foi propaganda eleitoral
O juiz Wagner Roby Gídaro, da 296ª Vara Eleitoral de São Bernardo, rejeitou a representação contra o jornal ABCD MAIOR feita pela coligação “Melhor para São Bernardo”, encabeçada pelo candidato do PSDB à Prefeitura de São Bernardo, Orlando Morando. O candidato não aceitou a entrevista publicada na edição 49, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciava que iria subir no palanque do candidato do PT, Luiz Marinho.
A ação apresentada pela coligação de Morando foi movida também contra o próprio presidente Lula e contra Luiz Marinho. A coligação encabeçada pelos tucanos alegava que a edição era propaganda eleitoral antecipada. Morando e sua coligação argumentaram que o ABCD MAIOR era ligado a Marinho.
O juiz considerou que “a entrevista com o presidente da República (...) não denota a propaganda eleitoral mencionada. “Não se verifica, igualmente, que o representado ( ABCD MAIOR ) tenha praticado outra irregularidade no que tange à legislação eleitoral”.
Para ler a íntegra da entrevista de Lula acesse
aqui.

Safra boa deve conter alta do preço do feijão nos próximos meses, avaliam supermercados

Roberto Maltchik e Jaqueline Paiva Repórteres da TV Brasil
Agência Brasil, 29.07.08
Brasília - O salto da produção de feijão na colheita de meio de ano não foi suficiente para derrubar o preço do feijão. Os preços pagos ao produtor já estão significativamente mais baixos em relação ao valor do primeiro trimestre de 2008, movimento que não reflete na prateleira do supermercado.
A expectativa do mercado, no entanto, é que os preços recuem nos próximos meses. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os preços ao consumidor devem cair, desde que as previsões da produção agrícola se confirmem.
“Nós estamos vendendo a saca com preço de cerca de R$ 150, que pode chegar ao consumidor por R$ 2,50 o quilo, mas está chegando por R$ 5”, afirma Derci Cenci, que planta feijão numa área de 600 hectares no Distrito Federal.
A produção da chamada segunda safra de feijão cresceu 38,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita ficou 380 mil toneladas acima da de 2007. Mas, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do feijão carioca, o mais consumido no país, subiu 14,46% em junho, após três meses seguidos de queda. De 16 de junho a 15 de julho, o feijão subiu 15,45%, segundo a pesquisa. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento em junho foi motivado por uma série de fatores, entre eles, o aumento do consumo.
“Atribuo o consumo mais aquecido ao ganho real do salário mínimo, aos programas sociais e à mudança de pessoas da classe E para a classe C e D”, diz João Ruas, analista de mercado da Conab.
A pressão sobre os preços, de acordo com especialistas ouvidos pela TV Brasil, também é motivada pela compra antecipada da colheita por operadores de mercado, que se aproveitam do preço em alta para reforçar os lucros.
Quem perde com isso são as donas de casa, como Glécia Carvalho. Ela mora na cidade Estrutural, uma das regiões mais pobres do Distrito Federal, e gasta por mês cerca de R$ 60 para comprar o feijão que alimenta nove pessoas.
“A gente não fica sem feijão. E tá muito caro. Ele não para de subir. O feijão e a carne são os [alimentos] que mais prejudicam o orçamento. Já tive que deixar de comprar outras coisas para garantir o feijão”, diz.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pesquisadores apontam proximidade inegável de Wagner com Hitler

Richard Wagner: panfletos anti-semitas abriram caminho para o nazismo

Tema inesgotável para historiadores, cientistas políticos e musicólogos, a intensidade da ligação entre o compositor Richard Wagner e Adolf Hitler vem sendo esmiuçada há décadas.
Não são poucos os pesquisadores e cientistas na Alemanha e fora dela que dedicam trabalhos às ligações nem sempre claras entre política e cultura, que questionam os conceitos de poder e moral e apontam, dentro da obra do compositor Richard Wagner, preconceitos anti-semitas. "O jovem Hitler sempre esteve bem à frente em toda apresentação de Wagner que havia", diz a historiadora Brigitte Hamann, autora do livro Winifred Wagner e a Bayreuth de Hitler.
Fato é que as composições de Wagner estiveram presentes mais que quaisquer outras nos eventos organizados pelo governo de Hitler, que fazia, à vontade, uso das mesmas para os fins políticos que interessavam à propagação da ideologia nazista. A ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue (Die Meistersinger von Nürnberg), por exemplo, foi executada com todas as pompas durante a Segunda Guerra Mundial na Festspielhaus de Bayreuth.
Panfleto incitando o anti-semitismo

Hitler no Festival de Bayreuther, em 1938

Em 1850 e posteriormente mais uma vez em 1869, Wagner publicou o panfleto O Judaísmo na Música (Das Judentum in der Musik), no qual desprezava a produção musical de compositores judeus contemporâneos seus, como Felix Mendelssohn-Bartholdy ou Giacomo Meyerbeer, e defendia um combate à influência dos judeus na vida musical.
Tais declarações não eram, no contexto da época, raras. Ou seja, Wagner pertencia ao quadro de conservadores de direita intitulados "nacionalistas alemães" (Deutschnationaler). Dez anos depois da publicação destes panfletos, surgia um texto do historiador Heinrich von Treitschke, que, entre outros, continha os dizeres: "Os judeus são nosso azar". Tal frase desencadeou um enorme debate sobre a questão do anti-semitismo no século 19, tendo sido, décadas mais tarde, usada pelos nazistas em campanhas populares.
Contato estreito com Hitler

Saul Friedländer: Wagner como precursor do anti-semitismo, mas não do genocídio

Hoje, boa parte dos especialistas acredita que Wagner defendia posições anti-semitas, tendo incluído em sua obra a idéia de um "germanismo ariano", embora, pessoalmente, nunca tenha demonstrado predileção pela exclusão ou extermínio dos judeus.
"O mestre de Bayreuth abriu, em parte, o caminho para o nazismo", escreveu o historiador Saul Friedländer. Segundo ele, o primeiro panfleto de teor anti-semita escrito por Wagner não pode, no entanto, ser interpretado como uma conclamação ao extermínio violento dos judeus, mas sim como um "apelo" contra a influência judaica na vida cultural da época.
Há de se notar, porém, que a família Wagner manteve, já desde 1923, um estreito contato com Adolf Hitler. "Eles convidavam Hitler para visitá-los e chegaram até a levá-lo ao túmulo de Richard. Mostraram tudo a ele. Assim, foi sendo construída uma relação íntima entre a família e o então futuro ditador nazista. A tradição nacionalista alemã já vinha de Richard. Quando Hitler visitou Bayreuth e os Wagner em 1923, todos entraram para seu partido. Eles se tornaram todos adeptos dos nazistas desde muito cedo", observa a historiadora Hamann.
"Winnie e Wolf"

Winifred Wagner e Adolf Hitler a 6 de março de 1934 no Memorial a Wagner em Leipzig

Figura simbólica neste contexto é a de Winifred Wagner, nora de Richard, que, viúva precocemente, assumiu a direção do Festival de Bayreuth em 1930. Em 1923, ela já enviava ao jovem Hitler pelo correio presentes como meias e alimentos, tendo recebido, como agradecimento, um exemplar autografado de Minha Luta.
Eles não mantinham qualquer formalidade na comunicação, tratando-se mutuamente de você (du) e usando coloquialmente os apelidos de Winnie e Wolf. Depois do fim da Segunda Guerra, Winifred foi obrigada a abdicar da direção do Festival de Bayreuth, mas manteria suas reverências a Hitler até a morte, décadas mais tarde, em 1980.
Em 2007, Katharina, bisneta de Wagner, escolheria propositalmente a ópera Os Mestres Cantores de Nurembergue para sua estréia como diretora. "Claro que este local é carregado", afirmou Katharina na época.
Para a historiadora Hamann, "há tanto peso em função dessa herança nazista em Bayreuth, ainda hoje, que Katharina não tem mesmo outra saída exceto viver repetindo que se distancia [das posturas da família no passado]".
Deutsche Welle, 28.07.08

Candidato a vice-prefeito de município paraibano pelo DEMOCRATAS obtém liminar que o desobriga a fazer teste de alfabetização.

Liminar desobriga candidato a vice-prefeito de Zabelê (PB) a fazer teste de alfabetização
TSE, 28.07.08
O ministro Arnaldo Versiani do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar a José Henrique Neto e o desobrigou de fazer o teste de alfabetização para se candidatar ao cargo de vice-prefeito da cidade de Zabelê, na Paraíba, pelo Partido Democratas.
A decisão foi tomada na Reclamação (Rcl 495) contra a determinação da 29ª Zona Eleitoral de que ele teria a candidatura rejeitada caso não fizesse o Exame de Aferição da Condição de Alfabetizado. Alegou o candidato que obedeceu à legislação e entregou sua declaração de alfabetização feita de próprio punho, conforme prevê o art. 29 da Resolução 22.717/2008.
Ao analisar o pedido de liminar, o ministro Arnaldo Versiani considerou que o teste de escolaridade em audiência pública, pode comprometer a reputação dos pré-candidatos, que acabam expostos a situação degradante. Avaliou ainda que não ficou claro na determinação da Justiça Eleitoral paraibana se o exame seria feito em audiência pública ou de forma reservada.
O teste, marcado para esta terça-feira (29/7), fica então suspenso por determinação do ministro do TSE, até que sejam encaminhadas as informações sobre o caso solicitadas por ele à Justiça Eleitoral da Paraíba. Segundo o ministro Versiani, a realização do exame é descabida, uma vez que José Henrique Neto informou já ter sido eleito para o cargo de vice-prefeito do município de São Sebastião do Umbuzeiro, sem a necessidade da realização de tal exame.
AR/CM

Tese da Síndrome de Estocolmo* cai por terra...

... ou, pelo menos, não se mostrou válida no caso de Ingrid Bettancourt.
Aliás, um seqüestro que teria durado 6 anos, e não parece ter causado nenhum tipo de trauma ou problema psicológico à senadora colombiana. Que psique forte!! Aliás, parece que a maior crise ocorreu em seu casamento, como logo foi divulgado: "O amor de Ingrid por mim pode ter acabado na selva" .

* Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, em que a vítima desenvolve sentimentos de lealdade para com o sequestrador apesar da situação de perigo em que se encontra colocada.
Este síndrome é também referido em situações com tensões similares às do sequestro como casos de rapto, incluindo o rapto de noivas, casos de violação, cenários de guerra, sobreviventes de campos de concentração, pessoas que são submetidas a prisão domiciliária por familiares e também em vítimas de abusos pessoais, como mulheres e crianças submetidas a violência doméstica e familiar.
O Síndrome de Estocolmo foi assim designado em referência ao famoso assalto do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo, em Agosto de 1973, que durou seis dias. Nesse assalto com sequestro as vítimas continuaram a defender seus captores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. O termo foi usado pela primeira vez pelo criminólogo e psiquiatra Nils Bejerot que ajudou a polícia durante o assalto e que se referiu ao síndrome durante uma reportagem, tendo o termo vindo posteriormente a enriquecer o léxico clínico.
Os sintomas associados ao síndrome são consequência de um stress físico e emocional extremo por parte da vítima e ocorrem sem que a vítima tenha consciência disso, funcionando a identificação afectiva e emocional com o sequestrador como o objectivo de proporcionar afastamento emocional da realidade perigosa e violenta à qual a pessoa está a ser submetida. Simultaneamente, a vítima, não ficando totalmente alheia à sua própria situação, mantém-se alerta para o perigo e é esse estado de consciência que faz com que a maioria das vítimas tente, em algum momento, escapar ao sequestrador, mesmo em casos de cativeiro prolongado.
Um dos casos mais conhecidos e característicos do quadro da doença é o de
Patricia Hearst que em 1974 desenvolveu a doença após ter sido sequestrada pela organização político-militar "Symbionese Liberation Army".
Um quadro oposto ao Síndrome de Estocolmo designado por Síndrome de Lima pode ser desenvolvido nestas situações, com os raptores ou captores a desenvolverem relações de proximidade e compreensão das necessidades das vítimas, como o que sucedeu em Dezembro de 1996 na crise dos reféns da embaixada Japonesa em Lima.

"Show de Brack": Governo do Peru suspende a produção de transgênicos

AEN/ PR, 28/07/2008

O governo do Peru suspendeu a produção de lavouras transgênicas no país. O ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, deteve a legislação que regularia o ingresso de organismos geneticamente modificados, justificando a existência de riscos para a saúde e para a biodiversidade.

O ministro Brack informou que os produtores rurais e as entidades da sociedade civil têm o direito de fazer valer suas manifestações sobre os riscos dos transgênicos. “O País deve adotar a máxima cautela sobre os organismos geneticamente modificados”, afirmou.

Também está validando a posição do ministro do Meio Ambiente peruano a posição dos produtores orgânicos peruanos que, em número de 35 mil, condenam as produções transgênicas alertando que suas lavouras seriam ameaçadas por contaminações.

A medida contra os transgênicos defendida pelo ministro Antonio Brack tem o apoio do presidente do Peru, Alan Garcia Pérez.

Carta a governadora Yeda crusius - julho 2008. - PDF 25K

Exma. Sra
Dra. Yeda Crusius
M.D. Governadora do Rio Grande do Sul
Palácio do Piratini- Porto Aelgre
gabinete.governadora@gg.gov.rs.br
Ilustre governadora,
Tomamos conhecimento pela imprensa, e por denuncias comprovadas realizadas por
parlamentares, entidades de direitos humanos e movimentos sociais gaúchos, sobre a prática
abusiva da Policia Militar do Rio grande do sul, na repressão aos movimentos sociais, cuja
responsabilidade direta é sua.
Comprovamos que sua politica de repressão aos movimentos sociais tem sido marcada pela
violencia e pelo impedimento do livre direito de manifestação.
Tomamos conhecimento dos seguintes fatos:
* Em 30 de setembro de 2006, Jair da Costa é assassinado em uma mobilização dos
sapateiros em defesa do emprego, em Sapiranga, no Vale dos Sinos. (ocorrido ainda no
governo anterior)
* Em 24 de abril de 2007 em Farroupilha, um protesto dos comerciários contra o trabalho no
domingo em frente a matriz das lojas Colombo, houve pancadaria e prisões.
* Em 26 de abril de 2007 em Panambi, paralisação na Tromink, repressão policial, identificação
e processo judicial de três dirigentes da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos.
* Em junho de 2007 uma ocupação do plenário da Assembléia Legislativa, por ocasião da
venda das ações do BANRISUL, responsabilização judicial de representantes da CUT.
* Em setembro e outubro de 2007 o MST realiza uma marcha a Coqueiros do sul, ao chegar
próximo o judiciário decreta o impedimento de entrar na comarca de Carazinho, sendo esta
composta de cinco municípios, aqui o direito de ir e vir foi suspenso.
* Em 30 de novembro de 2007 em ocupação do Prédio Vazio da CORLAC em Porto Alegre
pelo MTD, condução em fila indiana de 600 pessoas para três delegacias para identificação e
processo judicial.
* Em janeiro deste ano o MST realiza um encontro estadual com 1.100 pessoas em um dos
seus
assentamentos em Sarandi e a BM monta um aparato com 600 soldados para revistar todos
em busca de um anel, 200,00 reais e uma máquina fotográfica.
* Em fevereiro de 2008 o ELAOPA, encontro latino americano de organizações populares fez
manifestações em Porto Alegre, usando o teatro como ferramenta de comunicação, foi
reprimido e dispersado.
* Em 08 de março de 2008 repressão violenta com prisões das mulheres da Via Campesina em
função de protesto contra a invasão das faixas de fronteiras por empresas multinacionais, em
especial a Stora Enzo..
* Em 14 de março de 2008 uma atividade de protesto na SEC por parte dos professores
ligados ao
CPERS denunciando a enturmação e o fechamento de mais de 100 escolas, foram reprimidos
e lideranças presas.
* Em maio de 2008, em São Gabriel um forte aparato revista os acampados, separando as
crianças das mães por horas, impedindo a presença de deputados para acompanhar as
arbitrariedades da tal revista.
* Em 20 de maio de 2008 em Porto Alegre, o Levante da Juventude fez um manifestação em
frente a SEC, denunciando a precariedade do ensino público estadual e o fechamento de
escolas e estes também foram reprimidos sendo dois militantes presos.
* Em 11 de junho de 2008, repressão violenta com mais de uma dezena de feridos e mais de
uma dezena de prisões em função de um protesto no pátio do mercado nacional em Porto
Alegre com movimentos do campo e da cidade. O protesto era contra o alto preço dos
alimentos e o monocultivo de eucaliptos.
O direito de manifestação esta garantido no artigo V da Constituição Federal. Em todos os
tempos as sociedades de classes foram e são marcadas por profundas contradições. Os
conflitos de posição, de idéias, opiniões a cerca de como se da a organização das sociedades
é algo que ainda que alguns queiram, jamais será abolida.
Que motivações teria seu governo em aplicar tamanha repressão aos movimentos sociais e
sua slideranças?
Que interesses produziram esse grau de repressão, perseguição, criminalização?
Diante disso tudo, vimos a sua presença, protestar contra essa política repressiva, e ao
mesmo tempo exigir que se garanta o direito de manifestação, o direito de organização, o
direito universal e historico que a classe trabalhadora e os povos tem de lutarem sempre pelos
seus direitos, e pela melhoria das condiçoes de vida.
atenciosamente.
( LOCAL, DATA...
NOMES

Prefeito do PSDB de Ribeirão Preto implanta "taxa do poste"! TAXAS criadas pelos tucanos não lhes rendem apelidos!

Prefeitura cobra ‘taxa do poste’ da Telefônica
Jornal A Cidade, 26.07.08
A Telefônica é a primeira empresa a pagar a mais nova tarifa criada pela prefeitura de Ribeirão Preto. Trata-se da taxa do poste, que começou a ser cobrada na cidade na última sexta-feira. Para cada poste de concreto de sua propriedade instalado no município, a empresa terá que pagar aos cofres públicos R$ 0,33 por mês.
A nova taxa foi criada na quinta-feira através de um decreto do prefeito Welson Gasparini (PSDB) publicado no Diário Oficial. Se não pagar, a empresa pode sofrer multas - o valor ainda não foi definido - ou mesmo ter novos negócios na cidade impedidos de funcionar pela administração municipal.
A norma vale tanto para os postes já instalados quanto para os que vierem a ser fixados na cidade. A empresa tem um ano para acertar a situação dos postes instalados.
Segundo Maria Helena Cividanes, procuradora da secretaria dos Negócios Jurídicos, a cobrança segue norma da atual administração. “Outras cidades realizam a cobrança e, em Ribeirão, estamos implementando a taxa, que pode ser aplicada para outros prestadores de serviço no futuro”, disse.
A empresa
Através de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma que não irá contestar judicialmente a cobrança. Nem a prefeitura nem a empresa informaram, no entanto, quantos postes a empresa tem na cidade, portanto não é possível saber quanto a prefeitura vai receber com a taxa.
Segundo José Aníbal Laguna, secretário de Obras, a cidade tem pelo menos cem mil postes, mas ele disse não saber quantos seriam da Telefônica. Se todos fossem da empresa, a receita gerada mensalmente seria de R$ 33 mil. “Devemos ter os dados concretos nos próximos meses”, disse Laguna.
A empresa informou, no entanto, que não crê em um pagamento expressivo, já que a maior parte de fios utilizados por ela é fixado em postes da rede elétrica. Pelo serviço, a empresa paga o aluguel à concessionária de energia. A Telefônica não informou de quanto é essa taxa.
Mais uma
É a segunda cobrança do tipo que a empresa de telefonia deve pagar na cidade. Hoje, a Telefônica já é obrigada a repassar aos cofres públicos R$ 28,4 mil pela utilização de área pública na colocação de sua rede subterrânea de cabos. São mais de 195 quilômetros de dutos, a um custo de R$ 145,71 o quilômetro.


domingo, 27 de julho de 2008

Verônica Serra nega relação comercial com irmã de Daniel Dantas.


Verônica Serra diz que não era sócia da irmã de DVD, só colega de diretoria na mesma empresa
Hora do Povo, ed. 2687

Segundo Verônica Serra, ela nunca viu a outra Verônica, a Dantas. Elas não eram sócias da empresa, apenas integravam o “conselho de administração”. No entanto, não é isso que consta no documento de registro da empresa. A diretoria executiva era composta por seis pessoas: Brian Kim (Citibank), Verônica Dantas (Opportunity), Guy Nevo (Decidir Argentina), Verônica Serra, Esteban Nofal e Esteban Brenman.

Desmentido de Verônica não desmente
Verônica Serra, filha do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), emitiu nota em que tenta negar ter sido sócia de Verônica Dantas numa empresa chamada “Decidir.com”, cuja sede fica na Argentina. O esclarecimento surgiu com a prisão de Verônica Dantas e de seu irmão Daniel Dantas e após alguns órgãos de imprensa terem relembrado uma matéria publicada pelo HP em 24 de setembro de 2002, dando conta da parceria entre as duas.
Segundo Verônica, a Serra, ela nunca viu a outra Verônica, a Dantas. Elas não eram sócias da empresa, apenas integravam o “conselho de administração”, e o objetivo principal da Decidir não era o de facilitar que os seus clientes se tornassem fornecedores do Estado. De acordo com Verônica, a Decidir apenas prestava “serviços nas áreas de checagem de crédito, verificação de identidade e processamento de pagamentos”.
Na tentativa de rfutar o documento (ver ao lado) publicado pelo HP, Verônica traz novas revelações das engrenagens da empresa. De acordo com suas explicações, ela chegou até à Decidir através do grupo International Real Returns (IRR), que detinha uma participação minoritária na empresa argentina. “Eu era representante do IRR – não sua sócia e nem acionista”, diz. Junto com a sua entrada, por obra do destino, veio também o interesse de alguns investidores, como o fundo Citibank Venture Capital (CVC), que por “ter um acordo com o CVC Opportunity no Brasil, decidiu convidá-lo para co-investir na Decidir”.
Segundo Verônica Serra, foi aí que entrou Verônica Dantas, que fora alertada pelo Citi e indicada “pelo Opportunity para representá-lo no conselho de administração da Decidir”. Mas, a xará Dantas nunca compareceu às reuniões do conselho, que ocorriam uma vez por mês em Buenos Aires. Nem era preciso, Verônica Dantas podia ficar tranqüila, pois “o Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir”.
No entanto, não é isso que consta no documento de registro da empresa (veja fac-símile). A Diretoria Executiva era composta por seis pessoas: Brian Kim (Citibank), Verônica Dantas (Opportunity), Guy Nevo (Decidir Argentina), Verônica Serra, Esteban Nofal e Esteban Brenman (ambos da Decidir Argentina).
Verônica Serra resolveu sair da Decidir em 2001. Junto com ela foram-se embora o Citi, o Opportunity e os investidores. Restaram apenas os argentinos, que mantêm a empresa até hoje e continuam sócios, ou membros do “conselho de administração”. A página da empresa na internet também foi remodelada, e a sua especialidade - a de oferecer em sua base de licitações “a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado” - foi apagada.
Além disso, uma breve pesquisa na internet mostra que a posição de Verônica não costumava se resumir a mera “conselheira”. Numa matéria publicada na revista “Istoé Dinheiro”, muito simpática à moça, ela é apresentada como a musa do capitalismo, com “excelentes contatos” e “parceiros estratégicos”. Sua forma de atuação era a seguinte: “Ela entra com assessoria, participação de 5% a 20% do negócio e, algumas vezes, atração de outros investidores”.
Isso havia lhe rendido participação em “quatro empresas na Argentina, duas no Chile e três nos Estados Unidos, lançadas por empresários latinos”. Um dos exemplos citados é a sua atuação na Patagon, site de finanças com sede na Argentina, na qual foi paga com ações da companhia. Ou seja, o seu trabalho de conselheira era pago com ações, vendidas posteriormente a peso de ouro.
Se a intenção de Verônica Serra era se esquivar de sua antiga ligação com Verônica Dantas, por esta ter sido presa pela Polícia Federal, não funcionou muito bem. Ela apenas colocou mais lenha na fogueira.

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ESCLARECIMENTO
Visando esclarecer matérias publicadas em órgãos imprensa e na internet, que envolvem minha atividade profissional, eu gostaria de esclarecer o seguinte:
1. A diferença entre ser sócia e membro do conselho:
A Decidir foi um investimento feito pelo fundo chamado International Real Returns (IRR), para o qual trabalhei entre Set/1998-Mar/2001. O IRR investiu na Decidir e deteve uma participação minoritária (4.2%). Eu era representante do IRR – não sua sócia e nem acionista . Nunca recebi ações do fundo e sim o representava em alguns de seus investimentos. Fiz parte do Conselho da Decidir, que significa Board of Directors em inglês. Na época do primeiro investimento, o fundo Citibank Venture Capital (CVC) através de seu escritório de NY, que cuidava de investimentos para a America Latina, foi líder na rodada de investimentos. Por ter um acordo com o CVC Opportunity no Brasil, decidiu convidá-lo para co-investir na Decidir. Outros investidores incluiam grandes fundos americanos que tinham experiência em investir no setor de tecnologia.
2. Veronica Dantas
Foi indicada pelo CVC Opportunity para representá-lo no conselho de administração da Decidir. Não conheço Veronica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail. Ela nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir – todas ocorriam mensalmente em Buenos Aires. O Citibank Venture Capital com sede em NY é quem mantinha o CVC Opportunity informado sobre a Decidir.
3. Serviços prestados pela Decidir
A empresa era uma "ponto-com" que provia três serviços: checagem de crédito, verificação de identidade e processamento de pagamentos. São estas as áreas de atuação não havendo qualquer ligação com licitações públicas como afirma a matéria.
A própria empresa soltou uma nota em 2002 – na época das eleições, para desmentir este e outros fatos publicados erroneamente. Nunca houve nada ligado a licitações.
4. Empresa sediada em Miami.
A Decidir sempre foi sediada em Buenos Aires, onde viviam seus fundadores e onde estava o grupo de desenvolvimento de software. No auge da bolha da internet, foi aberta uma subsidiária em Miami pois havia a perspectiva de poder operar no mercado americano. Este plano foi logo abandonado, assim como foram abandonados os projetos de manter uma filial no Mexico e no Chile (vendidas aos executivos locais). Os investidores originais já não participam mais da Decidir. Eu não tenho nenhuma ligação com a empresa desde o primeiro semestre de 2001, quando me desliguei do fundo para o qual trabalhei e por consequência do conselho da Decidir.5. Política e vida privadaCompreendo o interesse, independente da motivação, em vasculhar a vida de pessoas públicas. No meu caso, não foi minha escolha e me mantenho distante da vida pública, especialmente no que se refere `a minha atuação profissional. Quem trabalha ou trabalhou comigo sabe disto e pode testemunhar a respeito. Já `aqueles que se dedicam a inventar e distorcer os fatos, só me resta ter de gastar meu tempo – que preferiria dedicar `a minha família – tendo que explicar fatos e me defender de calúnias, passando pela desagradável experiência de ver meu nome publicado por aí ligado a um emaranhado de inverdades.
Veronica Serra
E mais:
Veronica Allende Serra
MercadoLibre, Inc. Appoints New Board Members
BUENOS AIRES, Argentina, Sep 20, 2007 (PrimeNewswire via COMTEX News Network) --
Veronica Allende Serra is Founding Partner of Pacific Advisors where she advises funds and corporations in their acquisitions and strategy. Between 1998-2001, she ran the office for Latin American Investments for International Real Returns LLC, a holding of global investments with US$600M under management who's principal capital was from the shareholders of Lazard Freres. Veronica has already invested in over a dozen companies in the United States and Latin America. She was an advisor and investor of Patagon, an on-line brokerage and bank that was sold to Banco Santander in the year 2000. Veronica is a member of the advisory board of Endeavor Brazil and of the International Advisory Board of Endeavor Global. Between 1997-1998, she was Vice President and Assistant to the CEO of Leucadia National Corporation, an investment holding company with a market cap over US$ 10 billion based in New York, NY. Veronica has an MBA from Harvard Business School and a Law degree from the University of Sao Paulo - USP. She also holds an Art and Advertising degree from the Escola Panamericana de Arte.


Quarta-feira, 25 de Setembro de 2002
AS DUAS VERÔNICAS
Verônica Serra, filha do candidato do PSDB, era sócia até 3 de maio último de Verônica Dantas Rodenburg, irmã de Daniel Dantas, do Opportunity. Elas fundaram juntas uma empresa de internet, a Decidir.com, que continua em plena atividade. A empresa foi registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377. Tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil. O site oferece dicas sobre oportunidades de negócios, incluindo a área de licitações públicas no Brasil. Consta no site: “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. A filha de Serra tirou o nome da empresa antes do pai ser oficializado candidato.

PERFIL

Verônica Serra

Você não conhece, mas a filha do ministro pode ser a mulher mais importante da Internet brasileira
Quantas mulheres importantes existem na Internet brasileira? Se você está com dificuldade em lembrar de um nome, anote este: Verônica Serra. Ela tem 30 anos e diz que já ganhou na rede mais dinheiro do que sonhava ganhar a vida inteira. Ativa e bem relacionada, a moça pilota do Itaim, como sócia, o escritório latino-americano da International Real Returns ( IRR ), uma empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu. Nos últimos 13 meses, essa advogada com MBA em Harvard ajudou a criar 12 empresas de Internet ( oito delas fora do Brasil ) e montou uma teia de relações que a coloca no centro do nascente setor de capital de risco brasileiro. No seu currículo estão sites conhecidos como Zoyd, Decidir e Superbid. “Ela é uma das pessoas mais argutas que eu conheço”, opina o empresário Marcos de Moraes, sócio fundador do portal ZipNet, que andou discutindo negócios com a jovem capitalista. “Seu trabalho se destaca do resto do mercado pela qualidade dos projetos.” Ah, sim: Verônica é a filha mais velha do ministro José Serra, da Saúde, mas acredita que isso não tem importância no seu ramo de negócios. “Quem está na Internet não tem nada a ver com a área dele”, afirma. “Por ter feito o que fiz, tão cedo, as pessoas percebem que não há relação de favorecimento.”
Simpatia como arma. Ninguém deve imaginar Verônica parecida com o pai sisudo. Ela fala pelos cotovelos, sorri muito, usa a simpatia como arma. Nem é menina rica matando o tempo enquanto alguém toca o negócio. Dá expedientes de 11 horas, viaja até três vezes por mês ao exterior e despacha e-mails às três da madrugada. Nos finais de semana, para desgosto do marido, carrega o lap-top para casa. “Não acho que meu ritmo seja normal, mas eu adoro o que faço”, explica-se, sorrindo. Enquanto Serra é identificado com a Velha Economia, industrialista e keynesiana, sua filha é a cara da Nova Economia – financeira, digital, americanizada. O vocabulário e as referências de Verônica são Wall Street puro, ou puro Vale do Silício. Não há na conversa nenhum resquício da garota que foi diretora do Centro Acadêmico XI de Agosto, na Faculdade de Direito da USP, e puxou passeatas contra Fernando Collor. Ela lembra, irritada, que seu grupo no CA foi acusado de ser parte do PSDB e receber apoio financeiro da Fiesp. “Esse tipo de mentira me deixa tão indignada que eu prefiro não tomar parte da política”, diz ela. O pai político, por sua vez, também costumava ser cético em relação à Internet. Com o tempo, tranqüilizado pelo sucesso da filha, passou a se interessar e simpatizar. Agora, o ministro até manda recortes de jornais sobre o assunto. “Ele só acha que eu trabalho muito”, diz Verônica. Por conta do exílio do pai, ela nasceu no Chile e mudou-se aos quatros anos para os Estados Unidos. Chegou ao Brasil aos nove anos, em 1978. O lado bom dessa infância itinerante é que Verônica fala inglês e espanhol fluentemente.
O pulo do gato da sua carreira de capitalista de risco foi Harvard, para onde Verônica mudou-se em 1995 com uma bolsa de estudos. Lá, conseguiu o primeiro trabalho com fundos de investimentos, em uma companhia de administração de recursos chamada Leucadia. Seu desempenho ali levou-a à IRR. Mas os dois anos em Harvard serviram, sobretudo, para que montasse uma rede de relações pessoais que são a chave do seu trabalho, aquilo que os americanos chamam de networking. Mesmo os concorrentes que não gostam do seus estilo – arrogante, dizem -- admitem que a moça tem excelentes contatos. Foi um amigo de curso que a colocou em contato, por exemplo, com os jovens argentinos que fundaram o site de finanças Patagon. Quando eles quiseram entrar no Brasil, em janeiro de 99, Verônica ajudou a contratar um CEO, arranjou parceiros estratégicos e deu conselhos gerais para o implante do negócio. Foi paga com ações da companhia. No início de março, quando o banco Santander comprou 75% da Patagon por US$ 550 milhões, as ações de Verônica já valiam 100 vezes mais. E ela não vendeu. Em julho próximo, quando a empresa entrar na Bolsa americana, o valor dos papéis poderá dar outro salto – ou não, porque há no ar um certo cansaço em relação aos papéis Internet. “Vamos ver. Talvez eu tenha tomado a decisão errada”, diz ela.


Quatro projetos. Além de torná-la pessoalmente rica, o negócio da Patagon abriu para Verônica as portas para outros projetos latino-americanos. Hoje, ela tem no currículo quatro empresas na Argentina, duas no Chile e três nos Estados Unidos, lançadas por empresários latinos. Ela entra com assessoria, participação de 5% a 20% do negócio e, algumas vezes, atração de outros investidores. Os planos desses empreendedores chegam a ela, entre outras vias, pelo Círculo Pinguim – uma rede informal montada em torno dos fundadores da Patagon e seus amigos. A maioria deles, como Verônica, tem passagens nas universidades americanas. Isso é 100% networking, e funciona. “Na Internet, quem está fazendo sucesso se conhece”, diz ela. Trata-se, agora, de fazer-se conhecida também entre os brasileiros que ainda não fazem sucesso na rede, mas têm bons projetos de negócios. E a concorrência está dura. Pela primeira no Brasil, há mais dinheiro na praça do que boas idéias. E há uma moça obstinada correndo atrás delas.


Megacampo de petróleo descoberto em CUBA não é notícia relevante?

A informação foi noticiada, claro. Mas foi suficientemente noticiada? Trata-se de PETRÓLEO, pô! Que, à época, custava em torno de U$ 140 o barril. E, para reforçar o interesse, o megacampo teria sido descoberto em CUBA!! País que sempre ( "sempre" é modo de falar ) dependeu de suas relações com a URSS e, ultimamente, quem vem dando u'a mão é Hugo Chávez. Vejam só. Pensando: CUBA utilizará todo o petróleo que extrair, ou poderá torná-lo ítem de exportação ( claro que, para isso, dependerá de revisão no boicote que vem sofrendo ) ? Ou, dado que está havendo, ao que parece, certa "abertura" por parte do novo comando do país, será permitida a participação de iniciativa privada no negócio? Ou, a partir dessa descoberta, uma "iniciativa privada" surgirá com força em Cuba, havendo então um afrouxamento na direção estatista do país? É uma série de questões tão importante, que uma notícia dessas não poderia ficar restrita a uma mera coluna em caderno de Economia dos nossos jornais. Ainda mais considerando que, para muitos de nossos jornais e revistas, a questão cubana sempre foi objeto de muito interesse. Ou, talvez, estes pensem que se trate de notícia falsa, tipo 1984.
Como se pode apurar, os americanos já faziam suas estimativas a respeito. Mas os EUA também podem tentar deixar de lado as animosidades e estabelecer uma abertura como a que fez com a China, ainda na década de 60. Vejam no que deu.
Bom, eu ia postar aqui logo no dia que saiu nos jornais, mas esqueci. De qualquer modo, fica o registro.
Cuba acha megacampo e abre a nações amigas
Jornal do Commercio, RJ, 02/07/08 - Jamil Chade - Enviado especial da Agência Estado a MADRI
Autoridades de Havana revelaram ontem que comprovaram a existência de uma reserva com bilhões de barris de petróleo no Golfo do México, em pleno boom do preço do petróleo, maior do que as estimativas americanas já apontavam sobre a área. "Vamos mudar a história da ilha", afirmou Fidel Rivero, presidente da Cupet, a estatal cubana de petróleo. Por décadas, Cuba dependeu da energia soviética para conseguir manter sua economia. Nos últimos anos, porém, fez um acordo com a Venezuela para comprar petróleo mais barato. Agora, quer sua independência energética e até conquistar mercados. Com o barril a mais de US$ 140,00, as autoridades cubanas admitem que a confirmação das descobertas veio em um momento ideal para seus planos de financiar a economia e os planos do governo atual.
Segundo dados do governo americano, a reserva teria o equivalente a 10 bilhões de barris de petróleo. Mas Rivero garante que Havana tem informações de que a reserva em águas profundas poderia ser quase o dobro da projeção americana, transformando-se em uma das principais das Américas. Não por acaso, as autoridades cubanas passaram o dia ontem em Madri apresentando seus projetos às multinacionais de pelo menos dez países.
"Pelas nossas estimativas, o que produziremos será bem acima das necessidade de consumo de Cuba. Portanto, nosso objetivo é o de se transformar em um exportador nos próximos anos e possivelmente usar o dinheiro para financiar nossa economia", afirmou Rivero.
Uma das primeiras estimativas aponta para a produção inicial de 500 mil barris por dia, enquanto o consumo cubano é de apenas 140 mil barris. Hoje, produzem apenas 70 mil barris e o restante vem da Venezuela.
O executivo aponta que até mesmo o embargo americano poderia estar ameaçado diante das descobertas. "O interesse é tanto que existe até mesmo uma pressão das empresas americanas para que o governo em Washington acabe com o embargo e permita que possam investir em uma reserva que fica tão perto de seus mercados", explicou Rivera.
Embargo. O executivo ainda contou que os empresários americanos estão driblando o embargo e fazendo visitas oficiais à Cuba para saber mais sobre o petróleo. "Mas eles entram como turistas, pelas portas dos fundos", admitiu.
O governo cubano afirma que negocia com a Petrobras um dos melhores blocos na região, próximos à costa. "Estamos na fase de conclusão de um acordo. Espero que possamos anunciar algo já nos próximos meses", afirmou Rivero. Segundo ele, a negociação ainda está definindo as taxas de retorno da empresa brasileira e as condições de exploração.
Já a ministra de Indústrias Básicas, Yadira Garcia Vera, aponta que não quer que o acordo se limite à exploração dos campos. "Certamente assinaremos um contrato de exploração ainda neste ano com a Petrobras. Queremos uma cooperação com a Petrobras para a transferência de tecnologia, especialmente para as reservas que estão em águas profundas", afirmou. Além disso, Cuba negocia a instalação de uma fábrica de lubrificantes da Petrobras na ilha para interromper com as importações dos produtos que hoje vem da Europa.





sábado, 26 de julho de 2008

Heráclito quer saber

Heráclito espera saber se está sendo investigado
Jornal do Senado, 21 a 27.07.08
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) ingressou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso à íntegra do inquérito da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. O objetivo é saber se o seu nome está sendo investigado, conforme apontam matérias na imprensa.
– Eu não aceito insinuação. Não fiz e não faço vida pública com fins inconfessáveis.
Heráclito Fortes também rebateu matéria do jornal Folha de S. Paulo segundo a qual ele defenderia interesses do banqueiro Daniel Dantas no Senado.
– As gravações telefônicas são criminosas e tendenciosas porque, no momento em que você grava o diálogo, seleciona e só publica aquilo que interessa. De maneira leviana, passaram uma informação à imprensa de que havia uma fita na qual eu tratava com o senhor Daniel Dantas. Desafio [encontrarem] qualquer ligação minha, até porque não tenho essa intimidade com o senhor Dantas.
Heráclito também apresentou em Plenário requerimento pedindo o envio de ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, exigindo informações para esclarecer se ele é alvo de investigação da Operação Satiagraha. O requerimento foi aceito pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves.
Em outro pronunciamento, Heráclito afirmou que a apuração de denúncias sobre o uso irregular de dinheiro público por organizações não-governamentais (ONGs) vem sendo prejudicada pela base governista no Senado. Autor do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI ) das ONGs, Heráclito Fortes disse, porém, que confia na Casa para "passar a limpo" as atividades dessas entidades no país.
COMENTÁRIO: Entendi bem? Você entra com um pedido para ter acesso a documentação integral, baseando-se em informações da imprensa? Tipo, você paga um jornalista para que ele escreva que você está sendo investigado e, com isso, consegue acesso a papéis que, de outra forma, não teria o direito de vê-los? E que mais? Quer microfilmagem também?
E espero que seu trabalho de investigação de ONGs ( OSSs também ? ) surta efeito, já que, apesar de não sair no PIG, num hospital, aqui de São Paulo ( Vila Alpina ), há uma série de casos de danos ou mortes de bebês ou das mães, durante o parto. Um jornal do bairro está trazendo detalhes toda semana. Segundo este jornal, a Secretaria Estadual de Saúde não se manifesta a respeito. O hospital [ as obras ] foi iniciado por Covas, terminado por Alckmin, e é administrado por uma dessas organizações:

Hospital Estadual de Vila Alpina
O Hospital Estadual Vila Alpina (HEVA) faz parte da política do governo do Estado de São Paulo de desenvolver parcerias com entidades filantrópicas sem fins lucrativos e de reconhecida atuação no setor da Saúde, para gerenciar hospitais públicos, denominadas Organizações Sociais de Saúde (OSS's). Seguindo a determinação da Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital Estadual Vila Alpina é administrado pelo Seconci-SP (Serviço Social da Industria da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo). Ele é um hospital geral, com ênfase no atendimento materno-infantil, praticando a assistência humanizada e cuidando especialmente dos casos de gestação de alto risco.
Conheça o Seconci-SP
O Seconci-SP - Serviço Social da Industria da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo é uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, criada há quase 40 anos por empresário do setor, especialmente para prestar atendimento social aos seus trabalhadores e dependentes, incluindo assistência ambulatorial médica e odontológica. Sua Postura ética e profissional garantiu-lhe a escolha da Secretariade Estado da Saúde para administrar o Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS), inaugurado em março de 1999. Centro de referência para o atendimento de gestantes de risco, o HGIS adota a política do atendimento humanizado, o que lhe valeu duas premiações, em menos de dois anos. A primeira foi o Prêmio Nacional Prof. Galba de Araújo, concedido pelo Ministério da Saúde, em 2000, em razão de todo o seu trabalho de estímulo ao parto normal e ao aleitamento materno. A outra foi a obtenção do título de Hospital Amigo da Criança, um reconhecimento internacional, idealizado e instituído pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização Mundial de Saúde (OMS), com o apoio do Ministério da Saúde.

Governo Federal suspendeu o pagamento e o andamento de todas as obras suspeitas de desvios de recursos que foram alvo da Operação João-de-Barro

Ação contra máfia deve parar obras em 114 cidades mineiras
Estado de MG, 26.07.08
Brasília – O governo federal suspendeu o pagamento e o andamento de todas as obras suspeitas de desvios de recursos que foram alvo da Operação João-de-barro, feita pela Polícia Federal em 20 de junho. A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Caixa Econômica Federal anunciaram a decisão por ofício às 119 prefeituras investigadas que receberam dinheiro da União. No total, a PF apura a liberação de R$ 700 milhões nos últimos dois anos. Entre os municípios na mira policial, 38 fizeram contratos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Habitação. No ofício, a que o Estado de Minas teve acesso, o controlador-geral da União, ministro Jorge Hage, informa que a suspensão abrange não só as obras em andamento, como também as que ainda não começaram. A postura foi decidida entre Hage e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo o ministro da CGU, as transferências de recursos estão suspensas até que sejam “devidamente apuradas” as suspeitas de irregularidades. Entre as obras atingidas pela decisão do governo está a construção, pelo PAC, de 255 casas populares em Palmas, avaliada em R$ 5,5 milhões. Em 26 de junho, o EM revelou que essa licitação foi vencida pela Construssati Serviços e Construções Ltda., empresa pertencente ao estudante de direito André Scarassati, de 26 anos. André é filho de Alcino Scarassati, exonerado do cargo de assessor especial do ministro das Cidades, Márcio Fortes, após as suspeitas levantadas pela PF de envolvido no esquema de desvio de verbas nos municípios. A Construssati está mergulhada em dívidas, não tem mais do que 10 funcionários registrados e, mesmo assim, venceu a milionária concorrência. Na quinta-feira, a Secretaria de Infra-Estrutura de Tocantins informou oficialmente à Construssati que a obra havia sido paralisada e os pagamentos, interrompidos. Em nota enviada à reportagem, a secretaria argumenta que apenas cumpriu determinação da CGU e da Caixa. Palmas é a única cidade de Tocantins investigada pela PF. No total, além de Palmas, estão na mira da polícia 114 municípios mineiros, três do Rio de Janeiro e um do Espírito Santo.
O esquema
Em 20 de junho, a PF prendeu 26 pessoas. A operação envolveu 230 mandados de busca e 60 empresas que estariam ligadas à quadrilha. A polícia acredita que esse esquema descoberto é um dos maiores já identificados de fraudes em obras públicas. A quadrilha começou em Minas e depois passou a agir em outros estados. Segundo a PF, um grupo de lobistas, liderado por João Carlos de Carvalho, fazia a intermediação entre as empresas interessadas nas licitações e os prefeitos. Servidores públicos responsáveis pela análise das obras também participavam do esquema. As empreiteiras vencedoras usavam material de má qualidade no serviço, e o dinheiro que sobrava era dividido entre os integrantes da quadrilha. A investigação da polícia chegou ainda a dois deputados mineiros: Ademir Camilo (PDT) e João Magalhães (PMDB). Os parlamentares teriam feito emendas parlamentares para destinar recursos aos projetos alvos da quadrilha. Em troca, pediam comissão de 10%. No dia em que deflagrou a operação, a PF vasculhou os gabinetes de Camilo e Magalhães. Agora, ambos são alvos de sindicância da Corregedoria da Câmara dos Deputados e podem responder a processo por quebra de decoro parlamentar. Na semana passada, foi revelada uma escuta feita com autorização da Justiça em que a mulher de João Magalhães, Renata, discute a propina com o lobista João Carlos de Carvalho. A conversa capta o barulho que ela faz ao colocar notas de real numa mala. “A gente coloca na sacola aqui”, diz ela. “Na rua, ninguém vai imaginar que tem dinheiro”, comenta o lobista. A PF estima que, pelo menos, R$ 20 mil foram repassados nessa negociata.

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