quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Bolsonaro e o ditador Pinochet. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade

Bolsonaro surpreendeu ao elogiar o ditador Pinochet. O Estadão (5/9) assim noticiou essa atitude do presidente: “Bolsonaro ataca Bachelet e causa atrito (sic) com Chile”: O presidente Jair Bolsonaro atacou ontem [4/9] a ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, e seu pai Alberto Bachelet --- torturado e morto pela ditadura de Augusto Pinochet --, e exaltou o golpe militar no país vizinho. (...) Aliado (sic) de Bolsonaro, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse em pronunciamento que não compartilha da “alusão feita pelo presidente Bolsonaro a uma ex-presidente do Chile e, especialmente, num assunto tão doloroso quanto a morte de seu pai”.
No Brasil, a declaração dele também repercutiu mal. “Declarações merecem repúdio”, diz Serra. “O senador e ex-chanceler José Serra (PSDB-SP) – que foi para o exílio no Chile durante a ditadura militar brasileira e chegou a ser preso no país depois que o general Augusto Pinochet tomou o poder – repudiou os ataques do presidente Jair Bolsonaro à ex-presidente chilena Michelle Bachelet e seu pai Alberto Bachelet. (...) “O presidente deu uma declaração que agride os direitos humanos e o povo chileno, e merece todo nosso repúdio”, escreveu em nota enviada ao ESTADO”. “Elogiou o covarde (sic) assassinato do general Bachelet, pai da ex-presidente do Chile Michele Bachelet, na época da ditadura militar chefiada pelo abominável (sic) general Augusto Pinochet”.

No meu livro “Defensores da Ditadura Militar Estão na Contramão da História”, consta o artigo “Pinochet, o ditador corrupto (sic)”, no qual conto quem foi esse ditador elogiado por Bolsonaro: “Em vista da corrupção que campeia no Brasil, um conhecido me disse: “Precisamos de um Pinochet”. Ele desconhecia que o ditador chileno, no poder de setembro de 1973 a 1990, era um corrupto como se pode verifica com essa manchete do Estadão (5/10/2007): “Família Pinochet é presa (sic) por desfalque – viúva do ex-ditador, os cinco filhos e outros 17 aliados são detidos pelo suposto desvio de US$ 27 milhões” Ele, portanto, não serve de exemplo para combater os nossos corruptos. Pinochet é pior. Antes de morrer, em dezembro de 2005, aos 91 anos, esteve preso (sic). Como estava doente, ficou em prisão domiciliar. Além de torturar e matar, o ditador chileno era ainda acusado de suposto desvio de dinheiro”. Eis aí, o torturador e ladrão, que Bolsonaro admira!

Reinaldo Azevedo analisou essa posição do presidente: “O que o Brasil ganha com essa fala de Bolsonaro? Nada! Como país descemos um pouco mais na escala da descência (sic) e do respeito aos direitos humanos”. Bruno Boghosian, na Folha, escreveu: “Vexame internacional gratuito”. Dizendo ainda: “Bolsonaro não perde uma oportunidade para enaltecer a tortura e os assassinatos políticos (sic)”.

Bolsonaro deve esquecer o negro passado (Ustra e Pinochet) e começar a governar. Foi para isso que ele foi eleito!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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domingo, 1 de setembro de 2019

Bombardeio anti-petista por 13 anos na imprensa e redes sociais gerou uma população fascista e relinchante que assiste passivamente Bolsonaro lançar o Brasil ao precipício



Vem textãozinho aí, mas é que hoje data 3 anos de consolidação de um golpe deplorável que derrubou a Dilma Roussef sem crime. O papo vai ser sério.

Há 3 anos Dilma Roussef caía de forma definitiva, e apesar de absolutamente tudo no país ter mudado para pior desde então, o clima é de relativa calmaria para a quantidade de merda e maldade que o governo Bolsonaro pratica. O que mudou então no decorrer destes últimos anos?

A narrativa econômica e da crise no país. Essa narrativa fez com que o povo ficasse muito mais puto e enfurecido com dinheiro no bolso, podendo viajar para Miami, meter churrasco de picanha todo final de semana mesmo no auge da crise do período PT, do que agora com salário congelado, sem crédito na praça, tendo que fazer churrasco de Bola da Pá e viajar pra Iguaba Grande.

Só ver que os #TBT da turma no Instagram era tudo de viagem que fizeram durante os anos lulistas e dilmistas. Hoje só ficam no TBT mesmo, risos.

Você pode não saber, mas sua vida segue uma narrativa que não necessariamente é operada por você - é por quem tem a capacidade de organizar as nossas idéias, paixões, tendências, modas, expectativas e anseios na nossa cabeça e cotidiano. É a forma como você acorda pensando naquele carrão, como você odeia política, acha maneiro ser cult ou povão, suas curtidas nas redes sociais, gosta ou não de bacon, segue ou não modas e etc.

É psicologia de massas na veia.

A política é o centro disso. E algumas dessas ideias mudaram na forma como o nosso cotidiano é pensado na troca de um governo trabalhista/reformista-fraco que apenas operou o neoliberalismo já vigente de uma forma mais "social" para um governo ultraneoliberal-neofascista virulento. Aí vão algumas:

- No ano de 2015, uma previsão de déficit de 36 bilhões nas contas públicas eram a prova inexorável de que a Dilma tinha quebrado o país. Em 2017 com o Temer, uma previsão de 176 bilhões de rombo nas contas era, para analistas, a prova cabal de que o governo estava no caminho certo pelo enxugamento dos gastos inúteis do estado.

- Real valorizado era ruim pois desindustrializava o país, mas quando o governo Dilma permitiu que ele chegasse à 3,60 para operar uma conversão industrial que facilitasse as exportações, era o fim do mundo. Hoje, ninguém mais fala em câmbio mesmo com o real já batendo na casa do 4,20.

- Aumento do salário mínimo era ruim pois reduzia a lucratividade das empresas e...aumentava a inflação. Se o salário mínimo não aumentasse o suficiente, era ruim também pois "viu aí como o PT mentiu pra pobraiada em campanha?". Agora o Bolsonarco REDUZ previsão do salário mínimo, a inflação continua em curva ascendente e...cri, cri, cri, cri...ninguém liga.

- Em 2014 o país era um dos únicos do mundo que vivia uma situação de pleno emprego, e, eu lembro que tanto o Jornal da Globo quanto o Jornal do Almoço aqui em Santa Catarina, eles convidaram na mesma semana especialistas das federações industriais para comprovar o quanto o alto índice de empregabilidade da população era ruim. Muito emprego, menor o lucro das empresas, maior o aumento dos salários, e... "maior a inflação".

- Enquanto muita oferta de emprego no período do PT era ruim pois aumentava a inflação, muito desemprego era incompetência. Tudo era crise. No governo Bolsonarco, muito desemprego é normal, é o exército de reserva que o liberalismo exige para o bom funcionamento do mercado. Se aumentar a oferta de subemprego, sinal de competência.

- Em 2011 uma tapioca de 7 reais comprada no cartão corporativo era um escândalo de uma semana no jornal nacional, até que ela levasse a queda do ministro. Hoje, a liberação de bilhões na cara de pau para aprovação de emendas, senador pedindo mala de dinheiro em flagrante, são casos normais, afinal "político é tudo igual mesmo". Diga-se de passagem, as pessoas pararam de fazer vigília mensal sobre gastos no cartão corporativo.

- Quando a Dilma reduzia o valor da conta de energia e segurava o litro do combustível era "populismo", quando aumentava era "tarifaço" e "mentira de campanha". Quando o Bolsonarco e o Paulo Guedes aumentam 3 vezes seguidas em menos de um ano, é "o remédio amargo a ser compartilhado por toda a população para tirar o país do atoleiro".

- Em 2009 o Carlos Alberto Sardenberg e o Arnaldo Jabor falavam que um crescimento econômico de 5% era ruim pois aumentava a inflação, hoje eles imploram por medidas de arrocho salarial, reformas regressivas e etc, para ter um crescimentozinho de 0,2%, sendo que a previsão é, inclusive, de recessão.

- Think-tanks remunerados operando na direita e na esquerda, usando e abusando de professores universitários, redes sociais e etc, para criar um roteiro com fórmulas bem definidas e muita confusão ideológica na cabeça da classe-média. Golpes não acontecem sem a ajuda de setores da esquerda.

- Bolsonaro operando uma corrupção rastaqueira que corrói todas as estruturas do Estado, desmantelando a COAF para proteger o próprio filho. Praticando nepotismo. Escondendo miliciano. E nada acontece, feijoada.

Agora bombardeie esse receituário antipetista na televisão, rádio, jornal, mídias sociais e etc, durante 24 horas, 7 dias por semana, durante 13 anos. O que teremos é uma população fascista, relinchante e delirante.

O povo acredita, não por ser besta, mas porque a cabeça tem coisas mais importantes, e quem define a urgência da agenda política e econômica do país para nós é a mídia e o mercado. A diferença entre esse 7 x 1 que a gente está levando e o 7 x 1 que a gente levou da Alemanha, é que naquele não tinha ninguém achando que a goleada era pro nosso time.

VINICIUS CARVALHO no Facebook

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bolsonaro e Ustra - Por Jasson de Oliveira Andrade


 



Bolsonaro é um admirador do torturador Ustra. No impeachment de Dilma ele o homenageou. Agora Bolsonaro recebeu no Palácio a viúva dele!

No meu livro “Defensores da Ditadura Militar Estão na Contramão da História”, à página 15, consta o artigo “A atriz Bete Mendes e a tortura”. No texto a atriz revela que foi presa duas vezes: “Na primeira não fui torturada. Na segunda, foi total. Fui torturada (em 1970) e denunciei o coronel Carlos Alberto Ustra (sic). Isso me marcou profundamente. Não desejo isso para ninguém – nem para meus inimigos”.

Marcelo Godoy, jornalista do Estadão, escreveu um livro: “A Casa da Vovó – Uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura (sic) e morte (sic) da ditadura militar”. São mais de quinhentas páginas, nas quais o jornalista descreveu as torturas e outras monstruosidades colocadas em prática no DOI-Codi. Sabe quem o comandava? Ustra! Marcelo Godoy, à página 155, revela: “Ustra ou Doutor Tibiriçá foi o arquiteto do DOI – foi declarado torturador (sic) pela Justiça”. Bolsonaro não pode desmentir o jornalista: Marcelo Godoy conseguiu uma entrevista com ele antes de sua morte. Vale a penar ler o livro!

O jornalista Rolf Kuntz, em artigo ao Estadão (11/8), sob o título “Novo elogio a torturador reforça sinais de alarme”, escreveu: “Essa figura [Bolsonaro] mais uma vez homenageou, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado (sic) em 2008 depois de um processo por acusação de tortura. O presidente o chamou de “herói nacional”, antes de receber sua viúva no Palácio do Planalto. (...) Entre 1970 e 1974 Brilhante Ustra chefiou em São Paulo o DOI-Codi, um dos mais sinistros aparelhos de repressão da ditadura, conhecido pela barbárie (sic) de seus interrogadores e de seu líder. (...) O coronel {Ustra} foi reconhecido e apontado publicamente por várias vítimas, incluídos a deputada e artista Bete Mendes e o então vereador Gilberto Natalini, preso no DOI-Codi em 1972, aos 19 anos, quando estudante de Medicina”.

Bolsonaro esteve em Itapira para inaugurar uma nova unidade do Laboratório Cristália. Flavio Magalhães, na A COMARCA, relatou essa visita: “Bolsonaro marca presença em Inauguração em Itapira com discurso provocativo (sic)”. Entre outras coisas o presidente declarou: “Não estou sentindo cheiro de mortadela [adversários) aqui”. Sem comentário!

O deputado Alexandre Frota, ex-PSL, expulso do partido após ter feito críticas públicas ao governo Bolsonaro {agora se filiou ao PSDB], declarou: “Herói não é Ultra. É Ayrton Senna”. Também acho!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
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domingo, 4 de agosto de 2019

Com Bolsonaro onde vamos? - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Em declaração à imprensa, Bolsonaro confessou: “Agora é Jair Bolsonaro, de direita (sic)”. Esse direitismo o levou a defender a Ditadura e também a tortura. Uma pergunta se faz necessária: com Bolsonaro onde vamos?

O jornalista e escritor Flávio Tavares, em artigo publicado no ESTADÃO, sob o título “Para onde vamos todos nós?”, responde a essa pergunta: “O corte do cabelo presidencial virou ato de governo, transmitido ao vivo (e de viva voz), publicado e publicitado com a transparência que a democracia exige. Só faltou aparecer no Diário Oficial de União... (---) Jair Bolsonaro saltou da austera e respeitável poltrona presidencial para a popular cadeira de barbeiro sem sair do palácio. Ele mesmo transmitiu o ato pelo Twitter, solto e confortável naquela capa branca usada nos “salões”. Nada que ver com a capinha preta dos juízes, desembargadores e Ministros do Supremo, velho símbolo do respeito à lei. (...) Ele tinha agendado dia e hora com o cabeleireiro e, assim, cancelou a reunião com o ministro das Relações Exteriores da França, que voltou a Paris sem falar com o presidente do Brasil.(...) Nos ataques à jornalista Miriam Leitão, inventou situações para tachá-la de “mentirosa” por ter revelado que (aos 19 anos de idade e grávida) foi torturada na prisão nos tempos da ditadura. Com isso o presidente agrediu a própria História. (...) Logo, o palavreado cresceu em fúria (sic) contra o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, Felipe Santa Cruz, por ter assegurado os direitos de sigilo dos advogados em defesa de seus clientes, no caso da facada que o então candidato Bolsonaro sofreu. Dessa vez, agrediu o pai, Fernando Santa Cruz (morto na prisão do DOI-Codi em 1974) para agredir o filho, então criança. (...) Jamais se usou linguagem tão vulgar. Nem nos tempos do Estado Novo ou na ditadura imposta em 1964, quando os presidentes usufruíam poder amplo, quase total.” A economista e advogada Elena Landau, em artigo no ESTADÃO, também comentou: “Os 200 dias de governo não trouxeram nenhuma surpresa. Bolsonaro tem sido fiel aos seus princípios. A toda hora desdenha dos que sofreram na ditadura, como revelam os comentários sobre a jornalista Miriam Leitão e agora em relação ao pai do presidente da OAB. Seu apreço por torturadores e ditadores é notório. É um governo marcado pela intolerância. (...) A insistência em nomear o filho, sem nenhuma capacitação para o cargo, embaixador nos Estados Unidos é mais uma mostra do viés autoritário. Ele nem enrubesceu ao dizer: “Quero beneficiar meu filho”.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, no mesmo jornal: revelou: “A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos [instalada no seu governo] não foi revanche. Era ato reparador de sofrimento (sic) a pessoas e famílias tendo o Estado como responsável”. Sem comentários...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Bolsonaro e a Ditadura (Tortura) - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Bolsonaro fez um pronunciamento à favor da Ditadura e da Tortura e conseguiu descontentar até amigos e apoiadores! Incrível!

O Estadão assim noticiou mais essa gafe de Bolsonaro: “A versão dada ontem [29/7] pelo presidente Jair Bolsonaro para o desaparecimento do militante de esquerda Fernando Augusto Santa Cruz morto em 1974 durante o regime militar, provocou reação de juristas e entidades ligadas à anistia e direitos humanos. Em entrevista pela manhã, Bolsonaro disse que poderia “contar a verdade” sobre o caso., afirmando que Oliveira – pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz – teria sido morto pelos próprios colegas do grupo Ação Popular (AP). No passado, a Ditadura afirmou que Herzog havia se suicidado. Posteriormente, ficou provado, que ele foi torturado até a morte. Bolsonaro tenta uma versão parecida!

Adiante o jornal revela: “Um dos autores do pedido de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff,, o jurista Miguel Reale Jr. afirmou que Bolsonaro tem de prestar contas das suas afirmações à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos”. Adiante o ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, afirmou: “Para ele [Bolsonaro] não houve a Constituição de 1988 e a anistia. O caso dele não é de impeachment, mas de interdição. É uma pessoa que a cada dia prejudica a si próprio. Ele tem de ser protegido. A característica do louco (sic) é essa: prejudicar a si mesmo”. José Gregori, ex-secretário de governo tucano, disse: “Bolsonaro se insurgiu contra a lei que foi aceita pelas Forças Armadas. Ele está indo contra uma lei que é uma decisão soberana da nação brasileira”. Para Gregori, enquanto o presidente falava “amenidades sem sentido”, isso era visto como folclórico. “Enquanto eram amenidades, o Brasil estava rindo, mas agora é sério. É preciso que se tomem medidas judiciais”.

O Estadão ainda noticiou. “DORIA – Aliado de Bolsonaro nas eleições do ano passado [O lema dele era: Bolsodória], o governador Joáo Dória (PSDB), cujo pai foi exilado político, também criticou a fala do presidente. “É inaceitável (sic) que um presidente da República se manifeste da forma que se manifestou. Foi uma declaração infeliz”, afirmou Dória, em evento no Palácio dos Bandeirantes. “Não posso silenciar diante desse fato. Eu sou filho de um deputado federal cassado pelo golpe de 1964 e vivi o exílio de meu pai, que perdeu quase tudo”.

Eu continuo com o mesmo lema: DITADURA NUNCA MAIS!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Nepotismo: Bolsonaro quer nomear filho Embaixador dos Estados Unidos - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Bolsonaro criou uma polêmica quando escolheu o nome do filho para ser Embaixador nos Estados Unidos. O presidente, cinicamente, admitiu: “Pretendo beneficiar um filho meu, sim”, acrescentando: “Se eu puder dar filé mignon pro meu filho, eu dou”.

A deputada Janaina (PSL-SP), a mais votada do Brasil, está chocada: “Não esperava que o presidente Jair Bolsonaro [que é do mesmo partido da deputada] indicasse o filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro, à embaixada dos Estados Unidos”.

Eliane Cantanhêde, em artigo no ESTADÃO, comentou a escolha: “Ao indicar publicamente o seu filho Eduardo, o “03”, para ser embaixador nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro age como se sentisse dono, não de um imóvel público, mas do próprio Brasil, supondo que pode fazer o que bem entende (sic)”. Diz ainda a jornalista: “03” nos Estados Unidos confirma que Bolsonaro governa em família, como se fosse dono do Brasil (sic)”.

André Paes Leme, em artigo na A COMARCA, sob o título “Nosso pateta, embaixador da Disneylândia”, foi mais contundente: “Passado apenas seis meses do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL), nós, brasileiros, ainda não conseguimos nos habituar com as bobagens que esse senhor insiste em fazer, todas as semanas. Tem uma capacidade incrível para gerar crises que só atrapalham a retomada econômica do país. Hoje, seguramente, a oposição ao atual governo não é o PT, PSOL, ou demais partidos de esquerda, mas sim, o próprio Bolsonaro, com sua truculência (sic), falta de capacidade em dialogar e sua miséria intelectual para conduzir a Nação. A última palhaçada perpetrada por esse senhor foi a sugestão de nomear o filho, Eduardo Bolsonaro, um ser medíocre sob todos os aspectos, embaixador do Brasil na capital dos EUA, Washington. (...) E essa diarreia cerebral de Bolsonaro vem ganhando corpo, apesar dos alertas do Itamaraty, STF, Câmara e Senado. Além da imoralidade (sic) desse ato, um nepotismo cretino e sem precedentes na história republicana do Brasil, é difícil imaginar um idiota como Eduardo Bolsonaro no comando de uma de nossas mais importante embaixadas”.

Será que o bom senso vai prevalecer e o presidente irá desistir da nomeação do filho (Nepotismo)? Duvido!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Paulo Henrique Amorim - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Com a morte de Paulo Henrique Amorim, em 10/7, de enfarte, o jornalismo brasileiro perdeu um de seus grandes expoentes. O livro dele “O Quarto Poder – uma outra história”, editado pela Hedra, em 2015, tornou-se um clássico sobre as emissoras (rádio e TV) Na Introdução, ele revela sobre o teor dele: “Este livro não é de memórias de um repórter. (...) Poucos repórteres, no Brasil, sobreviveu à próprias memórias. A minha memória é muito boa e resolvi usá-la para oferecer informações inéditas (sic). Informações que não tinham sido divulgadas porque, por exemplo, não cabiam no formato de uma reportagem para televisão e obtive boa parte delas porque trabalho em tevê. (...) Outras informações tinham perdido o viço para cobertura do dia a dia. Há a censuradas (sic) pela empresa em que trabalhava ou que foram vítimas do processo de autocensura. Muitas podem ser divulgadas agora, porque se rompeu o vínculo da informação “em off”, que protege a origem da fonte. (...) Outras são muito relevantes e não podem morrer num fundo de gaveta”. Entre os personagens que faz parte do livro: Niemeyer, Delfim Netto, Jango, Getúlio, Carlos Lacerda e, principalmente, O Globo (jornal e televisão). Escreveu também, “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”.

Ele tinha um programa de reportagens, “Domingo Espetacular”, na Record, do qual foi afastado no início de julho. Como o programa não era político, o motivo dessa perseguição deveu-se ao seu Site “Conversa Afiada”, no qual ele fazia suas críticas aos políticos. Sobre essa punição da Record, Mino Carta, na CartaCapital de 3 de julho, sob o título “Veterano da perseguição”, escreveu: “Paulo Henrique Amorim, amigo fraterno e excelente jornalista no sentido exato do termo, acaba de ser afastado do leme do programa de maior audiência da TV Record, o Domingo Espetacular.”. Na CartaCapital, edição de 17/7, Mino, no texto “Amigo Fraterno”, revelou: “Faz menos de um mês, Paulo Henrique coroou a sua carreira de perseguição ao ser forçado a abandonar a direção do programa Domingo Espetacular, que ancorava na TV Record: deu-se que o bispo Macedo cedesse às pressões do governo Bolsonaro (sic)” Segundo Mino, Paulo Henrique “era um analista afiado”. Na mesma edição, a revista publicou a notícia de morte dele, escrita por Fred Melo Paiva: “E vai-se um desassombrado – Luto – Aos 77 anos, morre o jornalista Paulo Henrique Amorim, acossado por processos e perseguido (sic) pelo bolsominions”. Sem comentário.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 8 de julho de 2019

As denúncias da VEJA contra Moro - Por Jasson de Oliveira Andrade

A revista VEJA de 10/7 traz denúncias arrasadoras contra Moro. Na capa consta a foto de Moro em uma balança, com a legenda: “JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS – Diálogos inéditos (sic) mostram que Sérgio Moro cometeu irregularidades, desequilibrando a balança em favor da acusação nos processos da Lava-Jato”. Na página interna, na reportagem sob o título JUSTIÇA A TODO CUSTO, Veja revela em vários tópicos a parcialidade de Moro: “FALTOU UMA PROVA – O chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, informa Laura Tessler, também procuradora, de que Moro o havia alertado sobre a falta de uma informação na denúncia de um réu (Zwi Skomichki, representante de um estaleiro que pagou propinas a ex-funcionários da estatal, entre eles Eduardo Musa, mencionado por Deltan na conversa. A informação foi incluída no dia seguinte. A atitude do juiz [Moro] é ilegal (sic), pois ele está ajudando os procuradores a fortalecer a peça da acusação em prejuízo da defesa”. A seguir a VEJA publica o diálogo entre Dallagnol e Laura Tessler.

Em outro destaque (ESCONDENDO O JOGO), a Veja revela: “O procurador Athayde Ribeiro Costa pergunta em um dos grupos da força-tarefa de Curitiba quem sabe onde está um documento apreendido por Flavio Barra, executivo da Andrade Gutierrez, preso pela Lava Jato. Um Interlocutor não identificado, diz que acabou esquecendo de “eprocar” o tal documento, ou seja, esqueceu-se de incluí-lo no processo eletrônico (chamado de e-proc) pois o “Russo” (Sérgio Moro) a havia orientado a “não ter pressa”. Problema gravíssimo (sic): um juiz não pode pedir pressa ou guardar algo que foi apreendido na busca e apreensão. A conduta também pode levar o magistrado à suspeição (sic)”. A seguir a revista transcreve o diálogo.

Adiante a VEJA publica: “TRABALHO EM CONJUNTO” – Moro cobra Dallagnol sobre a data em que o MPF se manifestará a respeito de um habeas-corpus impetrado pela Odebrecht. Deltran diz que pretende fazê-lo no dia seguinte. Sem conseguir finalizar o trabalho, o procurador avisa ao juiz que precisará de mais um dia, e sugere enviar uma versão provisória para que Moro possa utilizá-la no preparo de sua decisão. O diálogo mostra o nível de promiscuidade (sic) entre acusador e julgador. Trata-se também de uma relação que fere (sic) a lei: juiz e procurador não fazem parte da mesma equipe”.

Existem outros gravíssimos diálogos, mas esses que transcrevemos revelam a parcialidade do juiz, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro. Se a imagem dele já estava arranhada, como escrevi no artigo “Moro Encrencado”, agora ficou mais arranhada!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Bolsonaro confessa: reforma da Previdência não é boa pro povo




NEM BOLSONARO APOIA A REFORMA

O Presidente Jair Bolsonaro acaba de enviar proposta para deixar os policiais fora da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, sob a alegação que eles não podem ser sacrificados com a mesma.

Uai, como assim sacrificado? A reforma não é boa? Então o povo pode ser sacrificado?

Se nem o Presidente da República apoia a reforma proposta pelo seu próprio governo, como alguns ainda querem que eu apoie? A história dirá quem está do lado certo!


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terça-feira, 2 de julho de 2019

Passeatas Pró-Moro - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


As passeatas Pró-Moro, realizadas em 30/6, foram um sucesso. Milhares de pessoas saíram às ruas. No entanto, também tiveram contradições. Bolsonaro, por exemplo, elogiou o sucesso das passeatas Pró-Moro, mas não citou o nome de seu ministro da Justiça. Para mim, esse “esquecimento” está relacionado às eleições de 2022. Bolsonaro já se manifestou pela reeleição. Moro, tudo indica, também será candidato à Presidência.

Eliane Cantanhêde comentou essas manifestações no artigo “O “02” e as forças ocultas”: “É muito arriscada (sic) a estratégia do governo de atiçar manifestações, que agora têm vídeos do chefe do GSI, general Augusto Heleno, de boné (sic) e camiseta amarela, pulando uma cerca, assumindo lugar de honra no palanque, empunhando microfone e vociferando (sic) contra os “canalhas” e “esquerdopatas”. O ponto alto do domingo. (...) Já ontem [1/7], as divisões pipocaram dentro do próprio governo, com o “02”, vereador Carlos Bolsonaro, ostentando sua mania de perseguição e postando coisas sem nexo. Joga suspeita sobre os seguranças do GSI do general Heleno, diz que está “sozinho nessa” e é “alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros”. Quais os “de fora”? E quem seriam os “outros”? Já há quem veja mais um general no alvo dos olavistas. E um general fundamental para Bolsonaro. (...) Com o governo apoiando ostensivamente as manifestações pró-Lava Jato e os governadores nordestinos condenando, o Brasil aprofunda uma polarização insana (sic) que gera tensão e expectativa e alimenta manifestações. Por enquanto, elas são pacíficas, como destacou o presidente Jair Bolsonaro, mas o governo tem só seis meses. Até quando dura a paz nas ruas? (...) Mas há quem seja pró-Moro, mas não morra de amores por Bolsonaro, e quem seja pró-Bolsonaro, mas desconfiando das conversas de Moro e procuradores da Lava Jato, pelo combate à corrupção. (...) Em resumo: o governo estimula manifestações que, daqui e dali, atacam o Congresso, o Supremo, o presidente Câmara, Rodrigo Maia. Governadores de uma região inteira invertem prioridades. O general do GSI assume pela primeira vez sua veia palanqueira, com viés belicoso. E o filho do presidente teme misteriosas forças ocultas, de dentro e de fora do governo, que podem até custar sua vida?”

No que vai dar essas situações: Bolsonaro e general Heleno de um lado e Moro de outro? A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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terça-feira, 25 de junho de 2019

Reeleição de Bolsonaro - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Estamos no sexto mês da eleição e Bolsonaro já pensa na reeleição de 2022.

Essa prematura reeleição é analisada pela jornalista Eliane Cantanhêde, no texto “O capitão bate na mesa”. Segundo ela, “enquanto novas pesquisas de popularidade não vêm, o presidente Jair Bolsonaro bateu na mesa, mostrou aos generais quem manda, manteve seus filhos nomeando pessoas-chave (sic) e, engrenando uma segunda, na contra-mão do que dissera na campanha, deixou claro que vai disputar a reeleição. (...) Quanto à oportunidade: quando o governador João Doria começa a botar as manguinhas de fora, o ministro Sérgio Moro esta na palma da mão do presidente (sic) e o vice Hamilton Mourão anda quieto como nunca. Detalhe: Bolsonaro falou em reeleição dele, não da chapa dele. Assim, demarcou território, botou os potenciais adversários nos devidos lugares e jogou a isca para seus eleitores e seu rebanho. (...) Demite um general daqui, outro dali, o capitão presidente está preocupado mesmo é com sua base eleitoral, incluídas as tropas, não os chefes militares. Quando o general Santos Cruz (defenestrado da Secretaria do Governo) acusou o governo de ser “um show de besteiras” (sic), muitos concordaram plenamente, mas Bolsonaro deu de ombros. (...) No Congresso, a pergunta que não quer calar é: por que o presidente quer calar o “banco de talentos” indicado por parlamentares, mas um só deputado, o “03” [Eduardo Bolsonaro], já nomeou o chanceler, o primeiro e o segundo ministro da Educação, o presidente do BNDES e, agora, o secretário-geral da Presidência? (...) Câmara e Senado trabalham a pleno vapor, como justiça seja feita, algumas áreas técnica do governo. Enquanto isso, o presidente está no palanque, com criancinhas no colo, fazendo flexões, envolto por multidões e metido em camisas do Flamengo. Se a economia se recuperar, pode até dar certo. Se não, parece pouco para garantir a reeleição”.

Na minha opinião, em seis meses de mandato, é muito cedo para se pensar em reeleição. Bolsonaro precisa é começar a governar!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Moro encrencado - Por Jasson de Oliveira Andrade


O então juiz Sérgio Moro era, em 2016, endeusado. No carnaval do Recife bonecos enormes dele desfilavam pelas ruas da cidade. Ficou ainda mais famoso com a condenação de Lula. Com a eleição de Jair Bolsonaro, ele se tornou Ministro da Justiça, que se tornou Super Ministério. Agora, com a invasão de hackers no seu celular, houve a divulgação de conversas comprometedoras dele.

O Estadão, na matéria “Ministros do STF e do STJ falam vazamento “grave”, publicou: “Para um ministro do STF, trechos expostos pelo site The Intercerpt Brasil com suposta sugestão de Moro e Dallagnol para que trocasse a ordem de fase da Lava Jato e desse celeridade (sic) em fases da operação são “muito graves” (sic)”. Segundo a jornalista Vera Magalhães, em texto no mesmo jornal, “E, o ex-todo-poderoso Moro sangrou pela primeira vez”. Já Ranier Bragon, em artigo publicado na FOLHA, observa: “Sete meses após “pendurar” a toga, Moro vê cair a capa de juiz imparcial” A OAB recomenda afastamento temporário de Moro e Deltan após o vazamento de conversas”. Em Editorial a FOLHA opina: “Quem acompanha a movimentação de juízes, policiais e procuradores desde que se instalaram as mais ambiciosas e bem sucedidas operações anticorrupção no Brasil não se surpreendeu, infelizmente (sic) com a revelação da proximidade, às raias da promiscuidade (sic), entre o então magistrado federal Sérgio Moro e investigadores da Lava Jato. (...) Não é forçando (sic) limites da lei que se debela a corrupção. Quando o devido processo não é estritamente seguido, só a delinquência vence”.

O Estadão, em Editorial sob o título “Muito a esclarecer”, analisou essas conversas de Moro. O jornal afirma: “Causou compreensível estupefação (sic) o conteúdo de conversas atribuídas a integrantes da força-tarefa da Lava Jato e a Sérgio Moro, então juiz responsável pelos processos relativos à operação e hoje ministro da Justiça. Se as mensagens forem verdadeiras [Moro as confirmou!], indicam uma relação totalmente inadequada – e talvez ilegal – entre o magistrado e os procuradores da República, com implicações políticas e jurídicas ainda difíceis de mensurar. Por muito menos, outros ministros já foram demitidos (sic)”. Adiante: “Presume-se que os efeitos políticos da divulgação dessas conversas serão graves (sic). Não é possível ficar indiferente à suspeita, levantada pelas mensagens, de que o então juiz Sérgio Moro pode ter dado orientações (sic) ao procurador Deltan Dallagnol, responsável pela Lava Jato, em casos relativos à operação. Como explicou o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, “a troca de mensagens entre juiz e Estado acusador tem de ser no processo (sic), com absoluta publicidade”, e não por meio privados (sic), sugerindo a intenção de trabalhar em parceria – o que seria gritante desvantagem para a parte acusada.” O Estadão termina assim o Editorial: “Se Sérgio Moro continuar a dizer que é normal o que evidentemente não é (sic), sua permanência no governo vai se tornar insustentável. Fariam bem o ministro e os procuradores envolvidos nesse escândalo, o primeiro, se renunciasse e, os outros, se afastassem da força-tarefa, até que tudo se elucidasse”. Os envolvidos terão essa grandeza? A Conferir.

Um fato é inegável: a imagem de Moro saiu arranhada! Mesmo assim, ele continuará como Ministro da Justiça, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e dos bolsonaristas fanáticos.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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domingo, 9 de junho de 2019

Brasil e Argentina - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



O presidente Jair Bolsonaro visitou a Argentina, cometendo gafes. Primeiramente imiscuiu-se com a política de lá, pedindo que “argentinos votem com a razão”. O motivo desse pedido é que Macri está ruim nas pesquisas e poderá perder as eleições em outubro. O Estadão comenta: “Brasileiro quebra mais uma vez o protocolo diplomático (sic) ao interferir no processo eleitoral e apoiar a reeleição do presidente argentino”.


O prof. Carlos de Angelis comenta, no mesmo jornal: “Visita inesperada e em péssima hora (sic)”. Além dessa infeliz intromissão, Bolsonaro cometeu uma gafe. Esta na economia: criar câmbio unificado entre Brasil e Argentina. Manchete da página econômica do Estadão: “Moeda única é inviável, dizem analistas”. Caderno Econômico da Folha noticia: “Bolsonaro lança plano de moeda única no Mercosul sem aval (sic) da área econômica”. O Painel da Folha constatou: Nem o mercado e nem o Congresso leva a sério proposta de moeda única com Argentina”. Em suma: foi mais uma gafe do presidente!

Uma medida polêmica de Bolsonaro, a que afrouxa punições nas regras de trânsito. A deputada federal Christiane Yared (PL-PR), que teve filho morto por motorista alcoolizado, critica pontos do projeto. O Estadão noticiou: “Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Christiane Yared (PL-PR) fez um dos discursos mais duros (sic) até agora contra o projeto apresentado pelo governo que afrouxa punições nas regras de trânsito. Em discurso no plenário da Câmara, ela criticou principalmente a suspensão de multas para quem não transportar crianças em cadeirinhas. “”Quanto custa uma? Eu não sei o valor de uma cadeirinha, mas sei o valor de um enterro no cemitério. Eu sei quanto custa um caixão, eu paguei o caixão do meu filho. Eu sei quanto custa choro, flores”, disse Christiane.” Espera-se que depois desse discurso Bolsonaro desista do projeto da cadeirinha!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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sábado, 1 de junho de 2019

AINDA A ECONOMIA - Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Com o ministro Paulo Guedes, o guru da economia, esperava-se um melhor desempenho do setor, mesmo que fosse pequeno. Ao contrário, ao invés de uma melhora a economia piorou, para decepção dos economistas.

Celso Ming, no artigo sob o título ‘ANDANDO PARA TRÁS”, publicado no Estadão, constatou: “Esse pequeno desempenho (sic) fomenta o baixo-astral de corações e mentes, prostação que também impede o deslanche”.

O Estadão, no Editorial “NEM A GALINHA DECOLOU”, comenta: “Até um voo de galinha, um crescimento sem fôlego, seria bem-vindo num país assolado pelo desemprego, mas nem isso os desempregados, subempregados e desalentados tiveram no primeiro trimestre do novo governo, quando a economia encolheu 0,2%. “. Ao terminar o editorial, o jornal recomenda: “O presidente ajudará se der atenção às questões mais prementes, parar de agir por impulso (sic). Deixar as picuinha (sic), TUITAR MENOS E COMEÇAR A GOVERNAR PARA TODOS OS BRASILEIROS”.

Eliane Cantanhêde, no artigo BANHO DE ÁGUA FRIA, constatou: “A expectativa de que esta fosse a melhor semana do presidente Jair Bossonaro, em seus cinco meses de governo, ruiu ontem [30/5] com o anuncio do PIB negativo e o despertar de um velho ator da política brasileira: a estudantada. Uma nova fase de recessão entrou no radar e o bolsonarismo conseguiu acionar o antibolsonarismo. (...) Os bolsonaristas vão ter de fazer muita manifestação para tentar reverter o desânimo, mas nem eles nem Paulo Guedes podem tudo. O PRESIDENTE PRECISA DAR UMA FORCINHA”.

Para mim, o Ministério do presidente Jair Bolsonaro tem dois destaques: Moro, como ministro da Justiça e Guedes, na Economia. Surpreendentemente o desempenho dos dois ministros é preocupante. Sem eles, o governo de Jair Bolsonaro é frágil!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 

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