segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Lava Jato e #TREMSALÃO: obras públicas em São Paulo turbinaram caixa tucano. E nome de José Serra aparece em planilha.


Planilha de construtora investigada na operação Lava Jato indica repasses ao PSDB e ao senador eleito José Serra

15/12/2014

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal demonstram que a construtora Queiroz Galvão, empresa investigada pela Operação Lava Jato, vinculava doações ao PSDB e a candidatos tucanos a contratos de obras públicas. Segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, publicada neste domingo (15), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do partido.

O documento em poder da PF indica um cálculo de doações que contém o recebimento de pagamentos pela construtora por obras como o Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista, o Contorno de São Sebastião e o Consórcio Monotrilho Leste. A planilha ainda faz referência ao senador eleito pelo PSDB, José Serra (SP).

O diretório estadual do PSDB, em nota, tentou desqualificar os documentos apreendidos que citam seus correligionários.

Para os tucanos, a descoberta da PF é “uma ginástica de blogs sujos pagos pelo governo federal para tirar o foco das investigações que desnudam a gestão petista na Petrobras”, apesar da matéria ser publicada pelo diário paulista.

A estratégia de tergiversar quando as acusações são contra seus parceiros foi repetida por Geraldo Alckmin.

Trensalão - O governador de São Paulo voltou a repetir a ladainha em que coloca o governo estadual como vítima de um “suposto cartel” no Trensalão, escândalo nas licitações nas companhias de trens e metrôs paulistas. Ele ignora o envolvimento de agentes públicos indicados pelo partido. “São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima”, disse.

Por conta do escândalo do Trensalão, a Polícia Federal indiciou 33 pessoas e a Justiça Federal determinou, na última sexta, o bloqueio de R$ 614,3 milhões de empresas envolvidas no esquema que operou entre 1998 e 2008, nas gestões tucanas de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Entre os indiciados está o atual presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Manuel Bandeira, mantido no cargo e defendido por Alckmin.

“O doutor Mário Manuel Bandeira entrou no Metrô em 1973. Ele tem 41 anos de serviço público como metroviário. Tenho uma impressão positiva”, afirmou o governador, durante uma inauguração em Diadema (SP), no último dia 6.

Outro inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) investiga os deputados Rodrigo Garcia (DEM) e José Aníbal (PSDB) por possíveis irregularidades na contratação de obras do metrô paulista.


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domingo, 14 de dezembro de 2014

Collor acusa @VEJA de se "unir a grupelhos do crime"



Senador Fernando Collor (PTB-AL) volta a negar qualquer envolvimento com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato; em nota, ele bate duro em Veja por tentar vinculá-lo ao caso; ex-presidente diz que a revista "persiste na difamação pessoal como único mote de sua linha política"; para Collor, principal publicação da editora Abril ainda está "inconformada" com a perda judicial de R$ 1,4 milhão para ele; "mais recente matéria deste pasquim semanal tenta novamente vincular-me à Operação Lava-Jato da PF. Omite, contudo, despacho do próprio juiz Sérgio Moro que há meses fez questão de afirmar, categórica e oficialmente, que meu nome não é objeto daquela investigação", informa

247 - O senador Fernando Collor (PTB-AL) rebateu duramente, através de nota, reportagem da revista Veja, por tentar vinculá-lo à Operação Lava-Jato. Em nota, Collor afirma que o juiz Sérgio Moro, através de despacho, afirmou que ele não é objeto da investigação.

"A reportagem da revista trata-se de mais uma vã tentativa da devedora Veja de me juntar ao produto miasmático de sua própria acepção jornalística. Para tanto, insiste em se utilizar do velho ensinamento de Goebbels, o propagandista nazista – e inspirador-mor da revista – que afirmava que "de tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade"", afirma o senador em nota.

Nota abaixo na íntegra:

Collor repudia a Veja e rechaça vínculo com esquema criminoso

A revista Veja persiste na difamação pessoal como único mote de sua linha política. Ainda inconformada com a perda judicial que me tornou credor de uma indenização de mais de 1 milhão e 400 mil reais – dos quais, diga-se, ainda me deve cerca de 300 mil –, a mais recente matéria deste pasquim semanal (edição 2404, nº 51) tenta novamente vincular-me à Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Omite, contudo, despacho do próprio juiz Sérgio Moro que há meses fez questão de afirmar, categórica e oficialmente, que meu nome não é objeto daquela investigação.
Desta feita, o gibi menciona suposto recebimento de 50 mil reais em dinheiro das mãos de um tal de Rafael Ângulo Lopez. Como já me referi em relação a Alberto Yousseff e a Paulo Roberto Costa, afirmo que também não conheço esse cidadão e jamais mantive com ele qualquer tipo de contato ou relação.

Trata-se de mais uma vã tentativa da devedora Veja de me juntar ao produto miasmático de sua própria acepção jornalística. Para tanto, insiste em se utilizar do velho ensinamento de Goebbels, o propagandista nazista – e inspirador-mor da revista – que afirmava que "de tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade."

Não bastasse a repetição do manjado, dissimulado e impudente modus operandi da matéria, repete-se a denúncia desabonadora. Repete-se o nefando rabiscador travestido de jornalista. Repete-se até mesmo o valor do repasse, o que só vem a reforçar a suspeição já levantada de uma armação maldosamente preconcebida. No intróito, a reportagem insinua Maceió, mas no conteúdo cita São Paulo. Evoca um esquema de propina, mas não interliga os supostos fatos, sequer temporalmente. Assume a superficialidade da estória pela omissão comprobatória, mas adota detalhes com temperos jornalísticos na mera tentativa de passar alguma credibilidade. Tudo perda de tempo.

Repudio a versão da matéria, absolutamente vazia e desprovida de qualquer veracidade de minha ligação com o esquema criminoso que se abateu na Petrobras. De nada adianta à Veja se unir profissionalmente a uns e outros grupelhos do crime. Antes mesmo de quitar suas dívidas pendentes, sua editora terá de engolir, em domicílio, novas tundas de ações judiciais delivery por calúnia e difamação.
Brasília, 14 de dezembro de 2014.

Fernando Collor

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O PSDB virou um partido golpista?




Se a direção histórica e nacional do PSDB se move contra a democracia, que a democracia brasileira se ponha em movimento contra o PSDB.

Se for correto o juízo que se expõe e se documenta neste artigo, estamos diante do maior desafio posto à democracia brasileira desde que se completou a transição da ditadura militar através da aprovação da Constituição de 1988. A passagem do PSDB de um partido que busca a maioria nas urnas para um partido golpista mexe com o centro do sistema partidário brasileiro, pelas forças que representa, organiza e mobiliza. É diverso do impeachment de Collor, que foi desde sempre um outsider do sistema partidário que estruturava a democracia brasileira.

É exatamente pela gravidade deste juízo, que o autor deste artigo adiou por vezes a sua escrita. Mas já não é mais possível evitá-lo, contorná-lo ou mesmo adiá-lo. Pelo contrário, é preciso que este juízo se torne consciência prática para as forças políticas da democracia brasileira que são capazes, temos a certeza, de evitar o golpe.

É preciso, em primeiro lugar, qualificar o juízo. Embora tenham partilhado atos e manifestações públicas com setores (inclusive do próprio PSDB mas não representativas das posições do partido) que defendem abertamente um golpe militar, as principais lideranças do PSDB já reiteraram seguidas vezes, em tom inequívoco e enfático, que não defendem tal solução. Mas que tenha sido necessário que tenham vindo a público desmentir tal hipótese é um sintoma que denuncia o caminho alternativo proposto para o golpe.

Este caminho seria o de criar um clima público de afirmação político-midiática da ilegitimidade do segundo governo Dilma, possibilitando uma manobra judicial de contestação da sua legalidade através de setores da Polícia Federal e do Judiciário que são claramente instrumentalizados pela direção nacional do PSDB.

Em segundo lugar, seria necessário afirmar que esta diretiva golpista que parece claramente dominante na direção nacional do PSDB, expressa por sua maior liderança histórica (FHC) e apoiada por suas mais expressivas lideranças nacionais, Aécio e Serra, não parece ainda coesionar a maior liderança pública eleita pelo PSDB em 2014, o governador reeleito de São Paulo, Alckmin. Mas nada impede que ela mesma, no momento oportuno, caminhe na mesma direção.

Em terceiro lugar, este juízo identifica uma vontade estratégica em ação do PSDB que não formou ainda as condições de sua viabilização. Entre esta vontade estratégica e seu objetivo de desestabilização de um governo democrático há ainda muitos e profundos obstáculos – de legitimidade pública, de cooptação instrumental, de superação de hesitações em relação a um pedido de impeachment – a serem cumpridos. Mas, em um plano estratégico como o que vem sendo claramente construído, a superação destes obstáculos pode procurar se acelerar e se concentrar em uma conjuntura artificialmente criada. 

A retórica do golpe

Se Aécio é quem teatraliza a cena do golpe, é preciso entender que a peça vem sendo escrita por Fernando Henrique Cardoso. Até o seu juízo mais agressivo – o de caracterizar o PT como uma organização criminosa – não é propriamente seu, mas de FHC. Este vem caracterizando desde 2005 o governo nacional do PT como “neo-patrimonialista”, isto é, que faz apropriação ilegal e ilegítima de recursos do Estado brasileiro. Ou na linguagem criminalística que se tornou jurisprudência no mal chamado “ mensalão”, os dirigentes do PT chefiariam uma “organização criminosa”. E se Aécio e Serra falam hoje a mesma linguagem política, é porque eles estão sob uma liderança comum.

No princípio de 2005, o cientista político mais longevo e perceptivo dos rumos da democracia brasileira, Wanderley Guilherme dos Santos, anotou em sua análise de conjuntura que FHC mudara de tom, estava então falando a “linguagem dos jagunços”, que era necessário “sangrar até a morte” o governo Lula. Logo depois, viria a crise do mal chamado “mensalão”. Agora, em plena conjuntura do mal chamado “petrolão”, seria necessário registrar a irrupção da nova retórica golpista.

Esta retórica golpista passa por três movimentos coerentes. O primeiro deles é o de afirmar a ilegitimidade do segundo governo Dilma , a sua “quase ilegitimidade”, a sua “discutível legitimidade”. Dilma teria sido eleita por uma reduzida margem de votos, o seu voto vem dos “setores menos dinâmicos do país e que mais dependem do governo”, “metade do país” não votou nela, como escreve FHC em O Estado de S. Paulo, de 7 de dezembro. Esta mesma retórica, aliás, de um país dividido aparece sintomaticamente na fala do juiz Moro em seu anúncio dos primeiros resultados da Operação Lava Jato, no dia 14 de novembro: 

"As chamadas provenientes de duas das principais autoridades do país, localizadas em campos políticos opostos, confirmam a necessidade de resposta institucional imediata para interromper o ciclo delitivo descoberto pelas investigações criminais tornando inevitável o remédio amargo, isto é, a prisão preventiva”.

Ora, dr. Moro: seria correto dizer, ao invés, que existe uma presidente do país, a maior autoridade, a presidente em exercício e reeleita, e um senador, líder da minoria no Senado e que foi derrotado nas eleições!

O segundo movimento é o de acenar com um cenário provável de ingovernabilidade política, no qual se justificaria o recurso à judicialização, isto é, à resolução da ingovernabilidade por uma decisão técnica do Judiciário. Esta alternativa é três vezes referida no discurso pronunciado por FHC no dia 26 de novembro na Academia Brasileira de Letras: Dilma pode “enfrentar um tremendo problema político” e até a “judicialização de decisões importantes porque não tem condições efetivas de hegemonia no Congresso”; “se a situação social e econômica se agravar, é possível que a saída seja a judicialização das decisões”; “dada a situação política e o constrangimento para mudar esta situação, não é de estranhar-se que no Brasil a solução para o imbróglio político não venha a partir do sistema político mas do sistema judicial”. O artigo já citado em O Estado de S. Paulo, do dia 7 de dezembro, conclui-se no mesmo tom: “Tomara não sejam os juízes os únicos a purgar nossos males, como ocorreu na Itália, até porque no exemplo citado o resultado posterior, a eleição de um demagogo como Berlusconi, não foi promissor.”

O terceiro movimento desta retórica golpista é o de prescrever uma linha agressiva, frontal, no limite sempre da produção da deslegitimação e da ingovernabilidade para a atuação das oposições. No artigo de O Estado de S. Paulo, FHC chama a oposição às falas; ”O “petrolão” será uma ventania ou um tufão a derrubar as muralhas do governo e da “base aliada”? E a oposição, ela se oporá ou embarcará no tecnicismo e na boa vontade à espera que o “mercado” sobretudo o financeiro, se acalme e tudo volte à moda antiga!” Entenda-se: “ a moda antiga” é a existência de um governo democrático e uma oposição que trabalha para ser vitoriosa em outro turno eleitoral. Aécio entendeu o recado; diz que não está disposto a recuar um milímetro do seu novo personagem selvagem de oposição. E é Serra quem diz, no ato pelo impeachment de Dilma realizado em São Paulo no dia 6 de dezembro: “Nossa luta será longa, não é coisa de uma semana, de um mês, mas irá adiante...” Isto é, não se trata mais de anos, de disputar em 2018?

Então, vale tudo: quatro dias após as eleições, o PSDB pediu, através do seu Coordenador Jurídico Nacional, Carlos Sampaio, uma “auditoria especial” do resultado das eleições presidenciais; depois, encaminhou ao STF um pedido de suspensão da tramitação do PLN 36, que alterava legalmente o superávit primário, ao mesmo tempo em que Aécio pronunciava-se publicamente pela impugnação da presidente Dilma por crime de responsabilidade; enquanto isso, o PSDB promovia atos de violência no Congresso Nacional para impedir a votação da emenda na qual sabia ser minoritário. No dia 29 de novembro, o PSDB requereu a rejeição das contas da campanha de Dilma, o que poderia levar à cassação da presidente eleita por abuso de poder econômico. O Ministério Público Eleitoral recomendou, no entanto, a rejeição do requerimento do PSDB.

A estratégia do golpe

“A melhor maneira de acabar com a corrupção no Brasil é tirar o PT do governo”: a fórmula propagandística simples expressou a principal intervenção de Aécio no último debate televisivo do segundo turno das eleições, na Rede Globo. Ela servia tanto para vencer as eleições ( como esperava a direção nacional do PSDB) como pode servir hoje para derrubar um governo democraticamente eleito.

Hoje, não pode haver uma alma tão ingênua no Brasil que possa acreditar ser mera coincidência a deflagração da operação de combate à corrupção na Petrobrás com o calendário eleitoral de 2014, em seus momentos mais decisivos. São tantas as correlações entre esta operação da Polícia Federal e a inteligência estratégica do PSDB que a negação desta hipótese, com o que já se conhece, soaria absurda.

A começar pela estranha leniência ou aprazamento ou adiamento ou prescrição de prazo de imputabilidade para um sem número de escândalos de corrupção, com denúncias fartamente documentadas, que atingiriam lideranças do PSDB? Mas, suponhamos por um momento, que foi mera e extraordinária coincidência que o calendário técnico das investigações de corrupção na Petrobrás pela PF do Paraná tenha coincidido exatamente com as eleições de 2014.

Como interpretar, então, a calúnia estampada por Veja às vésperas do segundo turno, acusando através de um suposto depoimento de Youssef Dilma e Lula de saberem da corrupção que se praticava na Petrobrás? A antecipação da saída da revista para quinta-feira, com prazo maior para incidir nas tendências de voto, sincronizou-se com o ato público convocado na rede para quarta-feira à noite por FHC e Aécio para “livrar o Brasil da sujeira da corrupção”. Já foi documentado que quem espalhou o boato da morte de Youssef foi o líder do PSDB na Assembléia Legislativa do Paraná, assim como o PSDB fez ampla panfletagem da revista até o dia das eleições, mesmo após a sua condenação pelo TSE.

Logo em seguida tomou-se conhecimento que o coordenador das ações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, assim como vários dos agentes de direção envolvidos, não só são apoiadores do PSDB, como estampavam na internet termos ofensivos ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma, como apoiavam entusiasmadamente Aécio para presidente. Agora, se sabe também que a mulher do juiz Moro é assessora do vice-governador do Paraná, do PSDB. E que o advogado de Youssef ocupou também cargo importante no governo do PSDB no estado!

O que foi um crime eleitoral gravíssimo - o vazamento de informações de depoimentos de autos de delação sob segredo de justiça – passou a ser o cotidiano do processo de investigação. Mas sempre ou quase sempre, seletivamente, atingindo lideranças do PT, como o senador Humberto Costa, a ex-ministra Gleisi Hoffmann e agora o tesoureiro do PT, João Vaccari. E sempre para os mesmos jornais ou revistas que fazem oposição sistemática e difamatória ao governo Dilma.

E, para concluir, por um procedimento extraordinário do presidente do TSE, Tóffoli, o mais tucano dos membros do STF, Gilmar Mendes, é sorteado, por duas vezes, para ser o relator das contas de campanha da presidente Dilma. Na semana que antecede o seu “imparcial” juízo sobre a legalidade destas contas, a mídia tucana converge para a notícia, artificialmente formulada de que a propina de um empresário à Petrobrás teria se dirigido à campanha de Dilma, através de uma “doação legal de recursos” à tesouraria do PT.

As correlações entre o PSDB e este processo de investigação são tantas e tão fartas e tão documentadas que não é possível evitar o juízo: a “judicialização” da crise de legitimidade do recém eleito governo Dilma, como prescreve FHC, está em curso por uma escandalosa instrumentalização partidária dos órgãos que deveriam mais zelar pelos critérios republicanos de Estado.

A estratégia do PSDB certamente aguarda o juízo de Gilmar Mendes sobre as contas da campanha de Dilma ou a divulgação dos nomes dos políticos denunciados como envolvidos na corrupção da Petrobrás para entrar em um tempo de convergência e catalização.

Um PSDB golpista?

A transformação do PSDB de um partido de oposição neoliberal radical em um partido golpista significa uma mudança de qualidade mais do que um mero aprofundamento de uma dinâmica e só pode ser entendida em uma perspectiva histórica.

De novo, coube a Wanderley Guilherme dos Santos já nos anos noventa flagrar uma tendência programática contra-majoritária do PSDB em suas propostas de “reforma política”. A derrubada da obrigatoriedade do voto nas eleições, a adoção do distrital ao invés do sistema representativo, a recusa ao veto ao financiamento empresarial das campanhas eleitorais, a adoção de cláusulas de barreira altas em nome da governabilidade, a defesa da judicialização da política apontavam para um padrão de democracia tipificada pelo padrão norte-americano. Neste, o princípio da vontade das maiorias é sucessivamente “quebrado”: votam menos de 50 % para presidente, menos de 40 % para o Congresso Nacional, menos de 30 % para governos estaduais. A eleição dos representantes é distrital, o financiamento empresarial cada vez maior e incontrolado, o pluralismo restrito, a judicialização cada vez maior.

Sem ter força parlamentar para imprimir a direção de uma reforma política nos anos FHC, o PSDB viu-se na oposição nacional desde 2002. Ao que tudo indica, desde a conjuntura de 2005 passou a operar instrumentalmente com o aparelho judicial e policial do Estado para interferir de forma decisiva na dinâmica da disputa nacional majoritária do voto, sempre com a cobertura política-midiática das principais empresas de comunicação do país.

Ao que tudo indica, esta opção culminou na estratégia do segundo turno de 2014 que foi, de fato, preparada claramente desde 2011. Tratava-se, diante da falta de popularidade de um programa claramente neoliberal, de relegitimar a presença do PSDB através do uso concentrado do anti-petismo, formulando o que Aécio chamou já em 2011 de “mutirão das oposições”: um pluralismo alargado de candidatura de oposições no primeiro turno deveria convergir para a candidatura de Aécio em um segundo turno. Esta estratégia, como já se demonstrou, baseava-se numa radicalização e internacionalização do programa neoliberal do PSDB e na criação, através de um esforço midiático ampliado, do anti-petismo em todas as esferas da vida social, disseminando preconceitos e intolerâncias.

Diante da quarta derrota eleitoral nacional em 2014 e com a dramática diminuição do horizonte das possibilidades de vitória em 2018 – com as possibilidades abertas ao governo Dilma e uma possível candidatura Lula - , o PSDB, então, parece aprofundar qualitativamente agora a sua identidade liberal-conservadora. Já atua em frente com setores que devem ser publicamente nomeados como proto-fascistas ou de ultra-direita, repetindo aqui um fenômeno hoje político-cultural cosmopolita muito frequente no liberalismo conservador norte-americano e europeu.

Para esta identidade política liberal-conservadora, a judicialização instrumental da democracia é um recurso legítimo. Em junho de 2012, em entrevista em Washington, FHC julgou legítimo o impeachment do presidente Lugo do Paraguai, ao contrário do juízo das principais lideranças do Mercosul. O golpe sequer “arranhou a Constituição do país”, segundo ele. O fato do impeachment ter se realizado em 30 horas, com apenas 4 horas para a preparação da defesa do mandato do presidente eleito, deveria para FHC ser julgado pela Justiça do Paraguai ( favorável ao golpe).

A democracia contra o PSDB

Se este juízo está correto – o de que a direção histórica e nacional do PSDB está mudando a sua identidade e estratégia, passando de uma “guerra de posição” a uma “guerra de movimento” - , deveriam ser evitados dois erros simétricos.

O primeiro deles seria a estratégia do “esfriamento”, isto é, supor que apenas um trabalho de mediação e interlocução institucional seja suficiente para retornar à normalidade governo/ oposição. Há uma vontade de desestabilização estratégica em curso que está forçando os seus espaços de legitimação para além da institucionalidade democrática e constitucional e que não será paralisada ou isolada por procedimentos ou acordos. 

O segundo erro seria o de adotar uma estratégia de confrontação apenas confinada a uma polaridade governo/oposição, “pobres” versus “ricos, ou de corte classista, ou que tenda a reproduzir meramente as polaridades ideológicas esquerda/direita. Estas dimensões precisam ser conduzidas a uma dimensão agora hegemônica. O governo eleito representa as forças da maioria democrática e se pretende tornar-se hegemônico, ser capaz de definir a agenda, produzir governabilidade política e econômica, aprofundar o sentido republicano e democrática da experiência de transformação do país.

Se a direção histórica e nacional do PSDB se move contra a democracia, que a democracia brasileira – com a sua consciência acumulada, suas lideranças e suas bases políticas e sociais - se ponha em movimento contra o PSDB. Que este partido seja isolado e tenha sua legitimidade derrotada ao ponto de perder totalmente a sua capacidade de desestabilização da democracia brasileira.

Isto pode ser construído com dois movimentos simultâneos: um, que retire base de legitimação econômica e política institucional para o movimento de desestabilização do PSDB através da interlocução e pactação e outro que ponha em movimento público a base política e social majoritária que reelegeu a presidente Dilma. O que os une é a defesa republicana da democracia brasileira e do programa eleito em 2014. Se o governo Dilma é o principal protagonista do primeiro movimento – que se confunde com a instalação de novas bases de sua governabilidade -, o PT eos movimentos sociais devem ser os principais protagonistas do segundo movimento, que retoma as ruas, as redes e a comunicação pública para a agenda das mudanças vitoriosas em 2014.

Não deixa de ser impressionante que a pesquisa Datafolha, publicada neste 7 de dezembro, traga Dilma com 42 % de aprovação ótimo/bom, 46 % de opinião de que o seu governo é o que mais combate à corrupção ( contra apenas 4 % de FHC) e que, apesar de um mês de um bombardeio diário de notícias negativas e distorcidas, apenas 43 % julguem que a presidenta tenha muita responsabilidade sobre a corrupção na Petrobrás. E que 50 % tenham uma expectativa de que ela tenha um desempenho “ótimo/bom” antes da posse. Apenas 21 % têm uma expectativa “péssimo/ruim”.

As cerimônias públicas de posse de Dilma Roussef em seu segundo mandato deveriam ser já vistas como a expressão possível e articulada destes dois movimentos combinados, na institucionalidade, na comunicação pública e na sociedade democrática brasileira. É preciso e é claramente possível construir desde já a saída do cenário da desestabilização potencial e iniciar um novo e promissor ciclo de esperanças políticas na transformação do Brasil. 


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sábado, 13 de dezembro de 2014

Petrobrás contra-ataca e diz em nota que ex-gerente delatora foi responsabilizada pelo sobrepreço em obras de refinaria e fazia chantagens contra chefes


EX-GERENTE DA PETROBRAS QUE ACUSOU GRAÇA FOSTER “FOI DESTITUÍDA” DO CARGO PORQUE AMEAÇAVA SUPERIORES

A PETROBRAS DIVULGOU UMA NOVA NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O CASO DA EX-GERENTE VENINA VELOSA DA FONSECA, QUE DISSE TER ALERTADO A PRESIDENTE DA ESTATAL, GRAÇA FOSTER, SOBRE IRREGULARIDADES NAS OBRAS DA REFINARIA ABREU E LIMA, DE PERNAMBUCO, EM 2009, DE ACORDO COM REPORTAGEM DO JORNAL VALOR ECONÔMICO.

A estatal do petróleo diz que a funcionária pôde revelar, em comissão interna criada pela empresa para apurar procedimentos de contratação nas obras da refinaria os fatos que acaba de trazer à tona, mas não o fez.

“A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão”, aponta o comunicado da Petrobras. A empresa se refere ao fato de Venina ter sido acusada de ter cometido falhas que elevaram o valor das obras em R$ 3,9 bilhões.

A Petrobras afirma ainda que Venina “foi destituída” do cargo de diretora presidente da Petrobras Singapore, em Cingapura, onde atuava, por ter ameaçado seus superiores de “divulgar supostas irregularidades caso não fosse mantida na função gerencial”.

A companhia cita também outras medidas que foram tomadas contra irregularidades, como a instauração de comissões internas, a demissão do gerente da área de Comunicação do Abastecimento em 2009 e o aprimoramento de procedimentos internos. Resultados de relatórios foram enviados para a CGU e para o MP-RJ.

“Não procede a afirmação de que não houve apuração por parte da Companhia em nenhum dos três casos citados por ela: RNEST, Compra e Venda de BUNKER e Irregularidades da Gerência de Comunicação do Abastecimento”, ressalta a estatal, sobre as denúncias da ex-gerente ao Valor.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Esclarecimento

Com referência às matérias publicadas na imprensa a respeito de denúncias feitas pela empregada Venina Velosa, a Petrobras reitera que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados nas reportagens. Não procede a afirmação de que não houve apuração por parte da Companhia em nenhum dos três casos citados por ela: RNEST, Compra e Venda de BUNKER e Irregularidades da Gerência de Comunicação do Abastecimento.

A Petrobras instaurou comissões internas de apuração, entre as quais uma referente aos procedimentos de contratação nas obras da RNEST, em 2014. A empregada foi ouvida nesta comissão, momento em que teve a oportunidade mas não revelou os fatos que está trazendo agora ao conhecimento da imprensa. A empregada guardou estranhamente por cerca de 5 anos o material e hoje possivelmente o traz a público pelo fato de ter sido responsabilizada pela comissão.

A empregada foi citada no relatório desta Comissão com referência a responsabilidades por não conformidades consideradas relevantes. O resultado foi enviado às Autoridades Competentes (MPF, PF, CVM, CGU e CPMI) para as medidas pertinentes. A empregada foi destituída da função de diretora presidente da empresa Petrobras Singapore Private Limited em 19/11/2014, após o que ameaçou seus superiores de divulgar supostas irregularidades caso não fosse mantida na função gerencial.

A Petrobras instaurou comissões internas em 2008 e 2009 para averiguar indícios de irregularidades em contratos e pagamentos efetuados pela gerência de Comunicação do Abastecimento. O ex-gerente da área foi demitido por justa causa em 3 de abril de 2009, por desrespeito aos procedimentos de contratação da Companhia. A demissão não foi efetivada naquela ocasião porque seu contrato de trabalho estava suspenso, em virtude de afastamento por licença médica. A demissão foi efetivada em 2013. O resultado das análises foi encaminhado para a CGU e MP/RJ e há uma ação judicial em andamento visando ao ressarcimento dos prejuízos causados à companhia pelo ex-empregado.

Após resultado do Grupo de Trabalho constituído em 2012, a Petrobras aprimorou os procedimentos de compra e venda de bunker, com a implementação de controles e registros adicionais. Com base no relatório final, a Companhia adotou as providências administrativas e negociais cabíveis. A Petrobras possui uma área corporativa responsável pelo controle de movimentações e auditoria de perdas de óleo combustível, que não constatou nenhuma não conformidade no período de 2012 a 2014.

Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional


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Escândalo: prefeito tucano ligado a Alckmin é cassado por corrupção e imprensa brasileira esconde!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Tucano é cassado. Cadê a mídia?

No domingo passado (7), o empresário Omar Najar (PMDB) venceu as eleições para a prefeitura de Americana, A mídia chapa-branca, servil ao governador Geraldo Alckmin, deu pouca atenção para o pleito fora de época. O motivo é simples: o prefeito Diego De Nadai, do PSDB, foi cassado por graves denúncias de corrupção.

Por Altamiro Borges, em seu blog

No domingo passado (7), o empresário Omar Najar (PMDB) venceu as eleições para a prefeitura de Americana, município com 226 mil habitantes no interior de São Paulo. A mídia chapa-branca, servil ao governador Geraldo Alckmin, deu pouca atenção para o pleito fora de época. O motivo é simples: o prefeito Diego De Nadai, do PSDB, foi cassado por graves denúncias de corrupção. Na sua seletividade, a chamada grande imprensa, sempre tão “neutra e imparcial”, prefere encobrir escândalos envolvendo caciques tucanos. As manchetes são garrafais apenas para os políticos de esquerda. Desta forma, a mídia hegemônica estimula na sociedade o ódio doentio, quase fascista, ao PT e ao chamado “lulopetismo”.

Durante várias semanas, a cidade de Americana ficou acéfala. Na ausência do prefeito, sacos de lixos se acumularam nas ruas, prontos-socorros ficaram fechados e a merenda não foi entregue nas escolas. A população sofreu e os protestos viraram rotina no município, a 127 quilômetros da capital paulista. Os jornalões e as emissoras de rádio e televisão, porém, não deram maior atenção a este sofrimento. O prefeito cassado sempre foi ligado ao governador Geraldo Alckmin [ GRIFO DESTE BLOG ]. Sua cassação foi uma verdadeira novela, apesar das provas de irregularidades na prestação de contas da eleição de outubro de 2012. Desgastado, o PSDB preferiu não lançar candidato e, oportunista, apoiou o industrial eleito. Pobre Americana!

São inúmeros os casos de políticos tucanos cassados ou envolvidos em corrupção que não merecem as manchetes da mídia “imparcial”. Em abril passado, o governador Siqueira Campos, do Tocantins, renunciou ao cargo para escapar da cassação. Pesavam sobre o histórico chefão do PSDB várias denúncias de desvio de recursos do Estado. A renúncia foi uma manobra para garantir a candidatura de Eduardo Siqueira Campos, filho do tucano, ao governo estadual. Ele justificou a manobra alegando que a medida foi tomada “com o propósito de continuar servindo ao bravo povo tocantinense, respeitando as normas sobre inelegibilidade definidas pela Constituição Federal”. A mídia nunca fez alarde com este caso bizarro!

A seletividade é a regra. O deputado Carlos Alberto Lereia, do PSDB de Goiás, foi flagrado em negociações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. A Câmara Federal até cogitou sua cassação. Em abril passado, ele até foi suspenso e o caso sumiu do noticiário. Já o ex-governador e ex-senador Eduardo Azeredo, que inaugurou o esquema do “mensalão” com o publicitário Marcos Valério, renunciou ao mandato de deputado federal para evitar seu julgamento no STF. Na sequência, ele também desapareceu da mídia – que sempre tratou o escândalo de “mensalão mineiro” – e não tucano. Cadê o tal “jornalismo investigativo” da grande imprensa? Cadê as suas famosas campanhas moralistas de linchamento público?

E tem gente que acredita que Globo, Folha, Estadão e Veja ainda farão uma investigação isenta sobre o “trensalão tucano” em São Paulo ou sobre o “aecioporto” em Minas Gerais. A mídia hegemônica nunca investigou a fundo as denúncias de corrupção no processo da privataria – até porque ela sempre defendeu a privatização das estatais. Ela também evitou dar continuidade às apurações sobre a compra de votos na reeleição de FHC – que sempre foi seu protegido. A escandalização da política, com suas manchetes garrafais e diárias, servem apenas para atacar os que não rezam da sua cartilha. Não há qualquer imparcialidade ou isenção no jornalismo. A mídia tem dono e defende sua classe!


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Bomba!! José Aníbal e Mário Covas na lista de empreiteira do #Petrolão e Castelo de Areia



MÍDIA SILENCIA E CONFIRMA QUE O COMPORTAMENTO DO PSDB E DE SUA IMPRENSA ALIADA CONTINUA O MESMO: VARRER A CORRUPÇÃO DOS SEUS PARA DEBAIXO DO TAPETE

Sem manchete “espetaculosa”, sem repercussão nos portais de seus jornais e sem chamada no televisivo Jornal Nacional, a revista Época, da Globo, publicou na terça-feira (9) que, a operação Lava Jato da Polícia Federal (PF) apreendeu, três semanas atrás, na sede da empreiteira Camargo Corrêa, uma tabela que relaciona políticos, obras e valores em dólares. Suspeita-se que a lista indique propinas pagas pela empreiteira entre os anos de 1990 e 1995.

Entre os políticos listados, segundo a revista, estão o ex-governador de São Paulo Mario Covas (PSDB), falecido em 2001; o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que nos anos 1990 foi deputado federal; Jorge Maluly Netto (falecido em 2012), que foi deputado e depois prefeito de Araçatuba pelo então PFL (hoje DEM); e o atual suplente de José Serra no Senado, José Aníbal (PSDB), na época também deputado federal.



José Aníbal aparece três vezes na lista. Os valores associados a ele, segundo o documento, somam US$ 90 mil. O primeiro, de US$ 40 mil, relacionado a um projeto de “canalização, pavimentação e ponte” em Botucatu (interior de São Paulo). Os demais valores (US$ 30 mil e US$ 20 mil respectivamente), a um projeto que envolvia canalização, pavimentação e a construção de uma barragem em Jundiaí, também no interior paulista.

Esta não é a primeira vez que uma investigação da Polícia Federal encontra digitais dos tucanos nos cofres de empreiteiras.

Em 2009, a mesma Camargo Corrêa foi alvo da operação Castelo de Areia, que apurava suspeitas de corrupção e pagamento de propina a políticos para a obtenção de contratos com o governo. Na casa de um diretor da empresa, a PF apreendeu uma planilha cheia de siglas, nomes e números. Na ocasião, muitos atribuíram àquela planilha o caráter de prova definitiva de como o caixa dois da Camargo era gerido. Siglas e nomes da planilha foram entendidos como se fossem de políticos a quem se destinavam propinas.

Isso nunca foi comprovado, faltou uma investigação aprofundada e a Castelo de Areia teve curta duração e pouco impacto. O Superior Tribunal de Justiça suspendeu a investigação em 2010 e anulou todas as provas, entre elas a tal planilha. A Procuradoria-Geral da República recorreu ao Supremo Tribunal Federal, mas depois de quatro anos o STF ainda não se manifestou.

A reportagem da Época desta terça não cita todos os nomes de políticos e os partidos da oposição que foram flagrados na operação Castelo de Areia, mas de acordo com mesma revista, que em 2009 publicou reportagem sob o título “Lavagem, doações ilegais a políticos, superfaturamento…“, os policiais federais passaram um ano ouvindo telefonemas e abrindo mensagens de e-mails de conhecidos doleiros de São Paulo e do Rio de Janeiro, em busca de provas sobre uma rede de evasão de divisas e lavagem de dinheiro dentro da Camargo Corrêa.

Quando, porém, passou a ouvir os diretores que faziam negócios com os doleiros investigados, a PF esbarrou também no caixa de contribuições políticas da construtora – e encontrou indícios de doações ilegais para os partidos PSDB, DEM, PMDB, PPS, PDT, PP e PSB. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) é citado nominalmente na reportagem .

Na ocasião, a Polícia Federal em São Paulo prendeu, também em 2009, quatro diretores da empreiteira, duas secretárias e três doleiros, todos acusados de praticar crimes como evasão de divisas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e operação de instituição financeira sem autorização. De acordo com decisão do juiz Fausto de Sanctis, que determinou a prisão de todos, a PF demonstrou que o grupo teria usado pelo menos quatro empresas de fachada para remeter irregularmente recursos da empreiteira para o exterior e poderia ter participado de um esquema de superfaturamento na construção de uma refinaria.

Em conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, os quatro tratavam dos negócios por códigos que envolviam nomes de animais. A PF calculou que o grupo teria remetido para o exterior mais de R$ 20 milhões por meio daquele esquema.

Havia ainda indícios de que o grupo pode ter participado do superfaturamento da construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. As conversas gravadas mostram o diretor Pietro Bianchi pedindo, com urgência, o transporte de dinheiro vivo em Recife. De acordo com a PF, o pedido poderia estar relacionado à construção da refinaria. Naquele ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) já suspeitava de superfaturamento em alguns itens da obra.

Agora, com a Lava Jato em curso e novos fortes indícios de participação de tucanos de alta plumagem em negócios obscuros, parece até que estamos assistindo uma refilmagem da mesma história. Se os acontecimentos das planilhas sobre os anos 90 e a Operação Castelo de Areia não tivessem sido engavetados, a depuração que se pretende fazer hoje já poderia ter ocorrido no passado.

No entanto, por se tratar de políticos do PSDB, a imprensa tradicional tirou logo de pauta e os tucanos trataram de abafar. Assim, o assunto caiu no esquecimento, os inquéritos foram arquivados ou continuam parados nas gavetas, e a Polícia Federal não pode prosseguir na investigação sem ordem judicial para seguir o caminho do dinheiro e chegar aos destinatários finais de propinas.

Aliás, a CPMI da Petrobras, criada pela oposição para coincidir com a campanha eleitoral, perdeu o ímpeto quando as investigações da Lava Jato passaram a “ir longe demais” atingindo o tucanato, seus aliados nos estados e seus altos financiadores de campanha. Já está encerrando seus trabalhos sem alarde.

Hoje, quem está no papel de presidente do PSDB é o senador Aécio Neves. Não cabe acusá-lo por supostos atos de seus sucessores no comando do partido, mas o comportamento tucano e de sua imprensa aliada continua o mesmo: varrer a corrupção dos seus para debaixo do tapete, em vez de investigar a todos e “cortar na própria carne”, se for preciso. ( Poços 10 )

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Jô Soares fez muito mais que defender a “biografia impecável” de Zé Dirceu


Deu a louca no Jô?

Nos últimos programas, ele tem dito coisas que não estão no roteiro do pessoal da Globo.

A última delas foi uma defesa da “biografia impecável” de Dirceu perante um pelotão de velhas senhoras furiosas.

Não vejo Jô, e para ser sincero não me interessa a razão pela qual ele tem saído do trilho da Globo.

Mas vi um vídeo de pouco mais de um minuto em que ele falou de Dirceu.

O que mais me chamou a atenção ali foi uma frase de Jô simples, banal, ordinária – mas ignorada por supostos sábios do país.

Jô disse mais ou menos o seguinte: “O sujeito vê uma notícia num jornal e já sai fazendo julgamento.”

Como dizia Danusa, per-fei-to.

Lembro de um celebrado voto, no Mensação, em que o magnífico juiz começava assim: “Não se passa um dia sem que a gente abra os jornais e encontre um escândalo.”

O juiz mostrou ser um mentecapto. Porque, sabemos todos, jornais mentem, jornais inventam escândalos, jornais fazem o diabo para liquidar seus inimigos.

Claro: não apenas jornais. Mas também revistas, rádios, telejornais.

Ou você lê com cuidado e senso de crítica a mídia ou você vira um revoltado online, ou um Lobão, e vai para Brasília lutar por coisas das quais não faz a mais remota ideia, como a emenda fiscal.

Não é de hoje esse comportamento da imprensa. Mas ele se exacerbou desde que o PT subiu ao poder. Aconteceu antes com Getúlio, na década de 50, e com Jango, nos anos 60.

Todo dia, sob Getúlio e Jango, você abria os jornais e encontrava escândalos. Lacerda consagrou a expressão “mar de lama”, contra Getúlio.

O tempo mostraria que grande parte da lama era inventada para sabotar governos com foco nos mais pobres.

Como por milagre, quando está no poder um amigo dos donos da mídia, a lama desaparece. O país parece que recebeu um fabuloso banho de Omo.

Aquele juiz que usou os escândalos noticiados pelos jornais em seu voto no Mensalão ficaria satisfeito, em sua ingenuidade boçal, ao ver que somos mais limpos eticamente que a Escandinávia.

Enquanto isso, a rapinagem grassaria sob sua toga monumental sem que ele tivesse ciência.

Felizmente, para a sociedade, surgiu a internet para colocar fim, na prática, ao monopólio das grandes empresas jornalísticas.

Nem Getúlio e nem Jango contaram com um contraponto ao massacre da imprensa. Visionário, Getúlio criou a Última Hora, e a entregou ao grande Samuel Wainer, mas era um jornal numa multidão de outros dedicados a tirá-lo do poder.

Não sei, repito, o que está acontecendo com Jô. Cansaço de ficar ao lado de sabotadores como Jabor, Merval et caterva?

Insatisfação com a Globo, que decidiu tirar sua plateia e pode suprimir também o sexteto?

Só Jô pode dar a resposta correta.

A mim, pouco importa.

O que quero sublinhar é seu acerto ao dizer, a seu jeito: amigos, tomem cuidado com o que lêem na imprensa.

PAULO NOGUEIRA


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Sensacionalismo na TV ( conto )



Seis da tarde, e o apresentador de programa sensacionalista policialesco passa a falar da enchente na cidade. Na tela, vemos imagens das enchentes do dia anterior, mostradas como um loop. Ele chama o reporter:
- E então, Carlito! Chove forte na Zona Leste! Atenção São Paulo! Manda aí, Carlito!
- Então, Catena! Chove aqui forte na Aricanduva e a água já invade casas!
- São Paulo submersa! Zona Leste debaixo dágua! Um dia falta água, noutro a água entra por debaixo da porta! Esses políticos...
- Catena!?
- Quié!
- Só fazendo uma correção: só está chovendo na Zona Leste. Mais especificamente na Aricanduva.
- Corta pra Marginal. Fala aí, Miguel, tá na Marginal!
- A chuva na Aricanduva já prejudica o trânsito e algumas das principais avenidas da região prejudicadas na volta pra casa do trabalhador!
- São Paulo paralisada com as enchentes! Ninguém anda! Esses políticos...
- Ô Catena!
- Quê?
- Uma correção: as avenidas próximas a Aricanduva estão paradas. As demais da Zona Leste andam bem. Nas demais regiões da cidade, tudo de acordo com a média do horário! Até a Marginal flui bem.
- Esses políticos!!!! Falta água na Cantareira e agora tem enchente, perto do Estádio da Copa!
- Catena!! - falam ao mesmo tempo Miguel e Carlito.
- O quê, porra! Quero fazer meu programa e vocês ficam aí me interrompendo! Quero ajudar o povo, o trabalhador, dar informação!
- Que é que tem a ver a seca na Cantareira e a enchente perto do Estádio da Copa? Qual a relação?
- Bem, direta mesmo, nenhuma! Mas eu quero mostrar que esses políticos não fazem NADA pelo povo e...
- Mas Catena!, diz Carlito, Cada coisa é uma coisa. A falta de água na Cantareira, pro bem ou pro mal, é coisa do governo estadual. A enchente a gente observa que Prefeitura não fez a limpeza dos córregos e bueiros e não recolheu o lixo. E aqui é uma área que enche desde a época das polainas!
- E o estádio da Copa ( que nossa emissora cobriu com bastante brilho ) é um empreendimento particular, ainda que financiado em parte pelo Estado, como qualquer outro empreendimento particular e que, quase sempre quando se trata de algo de tamanhas dimensões, acarreta em consequências. nem sempre desejáveis ou previstas. Ou aqueles arranha-céus na Zona Oeste, lembra quando fomos lá conferir? Até hoje tem gente mudando e outros com rachaduras na casa, apelando na Justiça.
- Por causa desses políticos e...
- Catena????
- Quê?
- VAI TOMÁ NO CÚ!


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Juiz que deu voz de prisão a atendentes da TAM tinha trabalhadores escravos em sua fazenda e eu não me surpreendo



JUIZ USAVA ESCRAVOS!! É O JUIZ QUE DEU VOZ DE PRISÃO AOS FUNCIONÁRIOS DA TAM, ENTENDA O MONSTRUOSO CASO

Atendentes da TAM receberam voz de prisão do juiz Marcelo Baldochi e foram conduzidos à Polícia Civil, em Imperatriz (MA), na noite deste sábado (6). O motivo: após chegar atrasado, o juiz não foi autorizado a embarcar em um voo que partia para Ribeirão Preto (SP).

De acordo com depoimento de funcionários do aeroporto a este blog e segundo um vídeo que está circulando na rede, inconformado com o que seria um desrespeito ao seu “direito de consumidor'', o juiz mandou prender os trabalhadores. A TAM disse, em nota, que segue os procedimentos de embarque previsto na legislação. O blog não conseguiu contato com o juiz ou com o delegado até o momento de publicação deste post. Os três funcionários foram liberados.

Mesmo tendo sido formalmente abolida, a escravidão está tão enraizada em nossas fundações que ainda rege as relações sociais por aqui. No mundo do trabalho, sabemos quem manda e quem obedece. E as consequências de não seguir à risca os papeis atribuídos a cada um.

Mas, um momento: eu disse “formalmente abolida''. Pois há quem continue sendo flagrado utilizando-se de formas contemporâneas de trabalho escravo. Como o próprio juiz Marcelo Baldochi.

Em 2007, um grupo móvel de fiscalização, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, resgatou 25 escravos da fazenda Pôr-do-Sol, no município de Açailândia (MA), de propriedade do juiz. Entre eles, havia um adolescente de 15 anos. Os trabalhadores faziam a derrubada da mata e o roço do pasto para o gado, com exceção de duas mulheres, que cozinhavam para o grupo.

De acordo com o relatório, o grupo de fiscalização chegou ao local após denúncia de um fugitivo. O isolamento geográfico, a retenção de salários e a existência de dívida ilegal caracterizaram a situação encontrada como trabalho escravo. Na cantina, os trabalhadores contraíam dívidas com artigos alimentícios e equipamentos de proteção individual, como botas e luvas. As condições de alojamento eram degradantes e insalubres.

Até agora, Marcelo não foi punido criminalmente e o Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão chegou a cancelar uma indenização concedida a um dos trabalhadores escravizados em uma das fazendas. O juiz também foi inserido na “lista suja do trabalho escravo'', cadastro do governo federal que relaciona os que foram flagrados usando esse tipo de mão de obra e que é usado como referência de bancos e empresas para cortar negócios, em dezembro de 2008. Mas saiu devido a uma liminar judicial em junho de 2009 – 18 meses antes do prazo regulamentar.

Através de sua atuação como magistrado, ele também interferiu em um julgamento de outro produtor, Miguel de Souza Rezende – que já foi flagrado mais de uma vez usando trabalho análogo ao de escravo em suas propriedades de gado no Maranhão. A ação do juiz, de autorizar a mudança de esfera para o julgamento desse réu, foi vista pela sociedade civil e pelo Ministério Público como danosa ao processo. Pois, com a consequente extensão do prazo, poderia contribuir com a prescrição do crime.

Enfim, em 2011, uma nova operação guiada por denúncias de trabalhadores resultou no resgate de quatro pessoas em condições análogas às de escravos na fazenda Vale do Ipanema, em Bom Jardim (MA), onde Marcelo Baldochi criava gado.


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tanta frescura e tensão e no fim quem teve as contas de campanhas rejeitadas foi o Geraldo Alckmin, governador da seca e do #TREMSALÃO


Quando todas as atenções estão voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff, a surpresa veio de São Paulo; por 5 votos 1, o Tribunal Regional Eleitoral rejeitou as contas do governador reeleito Geraldo Alckmin; segundo o tribunal, na primeira parcial, deixaram de ser computados cerca de R$ 900 mil; na segunda, faltaram R$ 9 milhões; o advogado da campanha de Alckmin, Ricardo Penteado, vai recorrer da decisão; governador tucano tomará posse e será diplomado mesmo com a rejeição das contas

SP 247 – O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou nesta quarta-feira 10, por cinco votos a um, as contas de campanha do governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB). Na avaliação do Tribunal, houve falhas nas prestações parciais de contas do tucano.

Segundo o TRE, deixaram de ser computados cerca de R$ 900 mil na primeira prestação parcial. Na segunda, faltaram R$ 9 milhões. Os valores, conforme noticia a coluna Painel, foram incluídos na declaração final.

A decisão contra o tucano acontece quando todas as atenções estão voltadas para a prestação de contas da campanha presidencial e para o voto do ministro Gilmar Mendes, relator das contas da presidente reeleita Dilma Rousseff.

O governador reeleito será diplomado e tomará posse mesmo com a rejeição das contas. O advogado da campanha estadual do PSDB em São Paulo, Ricardo Penteado, pretende recorrer da decisão.

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MEMÓRIA: 



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Utilidade pública: para detecção precoce do câncer de próstata, só o dedo no rabo é eficaz, não tem outro jeito



Olá Pessoal,

Mulheres vão sempre ao médico ginecologista para fazer uma ‘revisão geral’ das partes íntimas e pesquisa de câncer nos seios e no colo do útero, mas nós, homens, somos muito mais resistentes em ir ao médico. Por isso, hoje vamos falar sobre câncer de próstata.

Que é próstata, doutor? Onde fica?

Próstata é um órgão interno que só os homens têm e que fica a meio caminho entre a bexiga e o pênis, sendo atravessado pela uretra (o “caninho” que transporta a urina da bexiga até o exterior do nosso corpo). A função da próstata é a de produzir a maior parte do líquido que sai na ejaculação e que propicia o meio ambiente ideal para os espermatozoides funcionarem.

E por que esta joça dá câncer?

Qualquer órgão do corpo pode desenvolver câncer. Alguns, por sua natureza ou exposição ao meio ambiente, têm mais chances do que outros e a próstata é um dos órgãos que mais produz cânceres em homens a partir dos 40 anos de idade.

E como a gente impede este câncer de acontecer?

Não tem jeito. Infelizmente, no estágio atual da Medicina, não há como impedir câncer algum, não só o de próstata. Mas podemos prevenir que avance e torne-se intratável!

E como fazemos isso?

Boa pergunta, Gafanhoto! Primeiro temos que saber que estamos com câncer, não acha? E a ÚNICA forma do ponto de vista de saúde pública é com o toque de próstata. Calma, não saia correndo ainda!!!! Leia o resto!

O toque de próstata é algo bem simples, onde o médico apalpa nossa próstata com a ponta do dedo por via retal e vê se há alguma coisa que sugira câncer. NENHUM OUTRO EXAME, NEM O EXAME DE SANGUE DE PSA, consegue detectar o câncer de próstata nas suas fases iniciais, portanto, se quer saber se tem câncer NA FASE EM QUE DÁ PARA TRATAR, somente sofrendo o exame de próstata!


Além do mais o exame leva uns 30 segundos a 1 minuto e não dói nada. Claro que incomoda, mas não é o fim do mundo.

Tá doido, doutor? Vou no médico para tomar uma dedada?!?

Deixa de ser bobo, rapaz! Sua mulher vai ao ginecologista todos os anos para exames e não reclama! E você, o machão da casa, prefere morrer uma morte dolorosa e desgraçada de ruim do que tomar fazer um toque retal uma vez por ano?!? Sério?

Vixe. E mata mesmo?

Sim!!! Mata milhões de pessoas todos os anos. E não é uma “mortezinha” qualquer… infelizmente, o câncer de próstata metastatiza (isso é, espalha para outros órgãos) desde que ele é muito pequenininho, e o lugar para onde ele mais gosta de se instalar é nos ossos. Você não tem ideia das dores horríveis que isso causa. E dura alguns anos.

E estas dores têm tratamento?

Ter, tem, mas é com medicamentos à base de morfina e após algum tempo nem a morfina consegue mais remediar as dores. Sabe qual é o próximo passo? Tirar fora os testículos!

(desmaiando) O quê?!? Vão me castrar???????


Sim, vão. E isso tudo sabe por quê? Porque a beldade foi “machão” e não quis fazer o exame de próstata anualmente conforme é recomendação MUNDIAL. Acha que a troca vale a pena? Um toque anual x perder os testículos e AINDA TER UM CÂNCER que vai te matar?

Pelo amor de Deus, doutor, não tem outro exame para detectar isso?

Não. Recentemente surgiu a moda de fazer um exame de sangue chamado PSA e alguém enganou a população dizendo que ele seria suficiente para detectar o câncer e, assim, evitar ter que fazer o toque de próstata. Pois isso é um GRAVE ERRO. Quando o PSA sobe é porque a coisa já está feia. Esperar aumentos do PSA para somente aí investigar apropriadamente se há câncer de próstata é mais ou menos o mesmo que esperar ter fumaça preta saindo da sua janela para aí ir ver se tem alguma boca de fogão ligada na sua cozinha.

Caramba… e onde eu faço este toque retal?

O ideal é procurar o seu médico clínico geral, médico de família ou urologista. Qualquer um deles poderá fazer com segurança o seu toque retal e começar HOJE a sua prevenção contra o câncer de próstata. Já tem mais de 40 anos? Pois bem, pode começar a se preparar e marcar o médico, ok?

Se persistir com alguma dúvida, não deixe de nos procurar no MEDICINIA e perguntar por lá. Teremos o maior prazer em ajudar no que pudermos.

Grandes abraços,

Dr.Gustavo Campos


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ator do "Porta dos Fundos" diz no Jô Soares que com o PT "milhares de pessoas passaram a ter acesso ao consumo"



Gregorio Duvivier relata perseguição por votar em Dilma no Jô Soares

Para o ator, o PT democratiza o capitalismo, pois, a partir da gestão petista, milhares de pessoas passaram a ter acesso ao consumo

Por Redação

Em entrevista concedida ao Programa Jô Soares, nesta sexta-feira (14), o comediante e escritor, Gregorio Duvivier, comentou o fato de sofrer preconceito por ser de esquerda e por ter votado em Dilma Rousseff. “Se você usa o termo ‘presidenta’, já te consideram um ‘petralha’, por que de um lado se fala presidente e do outro presidenta”, disse.

Na sequência, Gregório Duvivier disse também que, quando escreve “presidenta”, também o acusam de ser a favor da corrupção. “Você é a favor da roubalheira… ‘volta pra Cuba’… Mas eu nunca fui pra Cuba”, ironizou o ator. “Vai pra Venezuela… Ou seja, eles querem você fora do país ou querem dividir o Brasil em dois: norte e sul, quem quer uma coisa e quem quer outra… Vamos parar de dividir o Brasil!”, criticou o ator.

“Eu estava comendo no Leblon e veio um sujeito: ‘Você não gosta de pobre? Então vai comer no bandejão, já que você gosta de pobre e vota no PT. Assim é fácil, gostar de pobre e vir comer no Leblon’”, relatou o ator.

“As pessoas acham que se você for rico, classe média-alta, tem que ser fascista, necessariamente. Existe um ódio que destila-se por todo mundo que é de esquerda e não franciscano. Por que a esquerda não é um voto franciscano. Eu não quero que todo mundo seja pobre, eu quero que todo mundo seja rico. O legal do PT é que ele democratiza o capitalismo. Todo mundo passa a ter acesso ao consumo, isso é comunismo? [ grifo deste blog ] Isso é o contrário”, disse Duvivier. ( FORUM )


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PSDB-SP News: Jean Wyllys explica por que a imprensa não usa a palavra ‘trensalão’




De Jean Wyllys, no Facebook:

Parte da imprensa chama de “cartel” (e não de “tremsalão” ou “trensalão”) ao esquema de corrupção envolvendo os governos do PSDB em São Paulo … Apelidar jocosamente esquemas de corrupção pra que ganhem textualidade social – e, assim, sejam associados a apenas um partido ou governo; de modo que a corrupção não seja, de fato, erradicada, já que ela gangrena as estruturas públicas brasileiras principalmente desde a época da ditadura militar – apelidar jocosamente a esses esquemas de corrupção só acontece quando a corrupção é a praticada por partido e governo aos quais essa parte da imprensa faz historicamente oposição, né?

( DCM )

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"Pau que bate em Chico...": Encontradas NOVAS irregularidades nas contas eleitorais de Aécio e do PSDB


O partido lista 28 empresas criadas em 2014 e que prestaram serviços a campanha tucana, sem apresentar toda a documentação necessária

O Partido dos Trabalhadores denunciou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (9), novas ilegalidades identificadas nas contas do candidato derrotado à Presidência, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do comitê financeiro de seu partido. O documento enviado ao setor técnico responsável pela análise de contas solicita a investigação de empresas que prestaram serviços à campanha tucana.

A principal suspeita refere-se a uma lista composta por 28 empresas, criadas neste ano, que atuaram em favor da campanha de Aécio. Outro fato considerado grave pelos advogados do partido é a constatação de que apenas 21% das notas fiscais desses estabelecimentos foram juntados aos autos.

Foi apontada, ainda, a ausência de documentos de apresentação obrigatória, como extratos bancários compreendendo todo o período de campanha e o termo de encerramento das contas.

O PT também constatou que não há na prestação de contas do contrato específico de fotógrafo da campanha, nem da produção e disponibilização de conteúdo para celulares, como vídeos para o aplicativo “WhatsApp”.

O partido pede, com isso, que seja verificada a idoneidade das empresas que prestaram serviço a campanha tucana. Segundo o advogado da campanha do PT à presidência, Rodolfo Tsunetaka Tamanaha, o pedido quer apenas a apresentação das mesmas comprovações documentais cobradas da campanha de Dilma Rousseff.

“Pedimos que sejam esclarecidos os fatos, se foi um simples erro ou realmente foram cometidas ilegalidades pela campanha do PSDB”, afirma.

O documento pede que seja comprovada a existência das empresas e a autenticidade dos documentos entregues ao TSE. Solicita ainda que seja verificado se o estabelecimento está autorizado ou não a prestar o serviço descrito nas notas fiscais. 

Outro ponto pede a conferência se o faturamento das empresas é compatível com o serviço prestado e que sejam investigadas eventuais inconsistências em relação aos fornecedores de bens ou serviços de campanha criados no ano da eleição. ( Ag. PT )

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Cresce consenso de que Folhão manipulou pesquisa sobre Dilma/Petrobras


Este blog cantou essa bola na primeira hora, na 2ª feira (ontem): a Folha de S.Paulo manipulou escancarada e descaradamente a pesquisa Datafolha de domingo, com a qual tentou atribuir à presidenta Dilma Rousseff a principal responsabilidade pelo que acontece e é investigado na Petrobras, e fazer chegar até o Planalto o escândalo que envolve a estatal.

No Observatório da Imprensa, o jornalista Luciano Martins Costa condena a manipulação da pesquisa do Instituto Datafolha, em análise reproduzida, pelo portal Brasil 247. Luciano critica principalmente a manchete da Folha no domingo, que somou os brasileiros que têm certeza da responsabilidade da presidenta Dilma no caso Petrobras com os que dizem ter “um pouco de certeza” de que ela tinha conhecimento do caso. Também o colunista Jânio de Freitas, da própria Folha critica hoje o tratamento e manipulação que o jornal deu à pesquisa.

O fato é que a pesquisa Datafolha foi claramente dirigida, já feita com o intuito de colar o caso Petrobras na presidenta Dilma. O que o jornalão não contava é que ele deu com os burros n’água porque teve de constatar e publicar, com tristeza – mesmo manipulando – que apesar de toda a exploração em torno do caso Petrobras, “a taxa de aprovação ao governo da petista não sofreu alteração significativa desde o fim da eleição”.

Jornal queria envolver presidenta no escândalo

E que a menos de um mês da posse da presidenta Dilma para o novo mandato, a maioria dos brasileiros - maioria que já a reelegeu 42 dias atrás – continua a apoiar e a aprovar seu governo, e mais, a confiar que ela fará um 2º governo melhor que o 1º.

A despeito disso, como assinala Luciano Martins costa no Observatório da Imprensa, a edição da Folha no domingo, na parte Dilma/Petrobras da pesquisa distorceu completamente os números. A manchete do jornal diz o seguinte: “Brasileiro responsabiliza Dilma por caso Petrobras”. “No entanto, a reportagem interna especifica que 48% concordam em que a presidente tem “muita responsabilidade” e 25% acreditam que ela tem “alguma responsabilidade” no escândalo. Paralelamente, 46% acham que o atual governo foi o que mais investigou casos de corrupção, no período da redemocratização, e 40% entendem que foi no governo de Dilma Rousseff que houve mais punição a corruptos.

Na edição, o índice dos que veem “muita responsabilidade” é somado ao dos que veem “alguma responsabilidade” para mostrar que a maioria dos brasileiros acha que a presidenta tem responsabilidade no caso, quando a maioria não acha isso.

Cadê a ombudsman?

Por sua vez, não merece o menor destaque na texto o fato de que as denúncias de pagamento de propinas na Petrobras não afetaram a credibilidade da presidente e que ela continua com as altas taxas de aprovação reveladas no dia 21 de outubro, antes da eleição em segundo turno; que sua gestão é considerada ótima ou boa por 42% dos entrevistados. e que ela conta com 50% de expectativas positivas quanto ao seu 2ºmandato, apesar do grande esforço da mídia tradicional em baixar o nível de otimismo dos brasileiros.

Não é a 1ª vez que isso acontece com uma pesquisa no Folhão… Cadê a ombudsman?


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Lava Jato: Anotações encontradas por PF indicam que Aécio teria sido "pressionado" por empreiteira para abafar CPI da Petrobrás



Anotações encontradas pela Polícia Federal apontam que o senador Aécio Neves (PSDB/MG) foi pressionado por empreiteira para não aprofundar a CPI da Petrobras, que teria a função apenas de “fazer circo” e “gerar noticiário”

Por Redação

As investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, descobriram anotações em um escritório da empresa UTC Participações, em São Paulo, que faziam comentários sobre os rumos da CPI da Petrobras no Congresso Nacional. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (9).

Segundo os papéis encontrados, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) teria sido “pressionado pela CNO para não aprofundar”, assim como teria escalado dois colegas – Álvaro Dias (PR) e Mário Couto (PA) – para “fazer circo” na ocasião. A sigla pode ser uma referência à Construtora Norberto Odebrecht.

Ainda segundo as anotações levantadas pela PF, a CPI não parecia incomodar as empreiteiras. Parte do texto dizia que a Comissão “será agressiva, pois não querem apurar nada, só gerar noticiário”. Foram vários os indícios encontrados pela polícia de que as empreiteiras acompanhavam de perto as atividades dos parlamentares.

Na casa de um executivo da construtora OAS, Aldemário Pinheiro, a PF teve acesso a um e-mail enviado por um funcionário. “Observo que 90% dos requerimentos direcionados às empresas que celebraram contratos com a Petrobras são do deputado Rubens Bueno [PPS-PR]. Os outros 10% estão distribuídos entre Álvaro Dias (pediu a quebra de sigilo da Coesa), Carlos Sampaio (solicitou a convocação de Julio Camargo e Othon Zanoide) e João Magalhães (fez diversos requerimentos contra a empresa Shain)”, informou o dirigente da OAS.

Essa não é a primeira evidência da tentativa do PSDB de calar a Comissão. Em depoimento em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que o ex-presidente do partido, Sérgio Guerra, teria recebido R$ 10 milhões para abafar a CPI que apurava irregularidades nos contratos da estatal. ( Poços10 )

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Datafolha comprova: suposta preocupação generalizada com essa corrupissaum horrorosa é conversa mole pra boi dormir.



Dispense a chamada, apresentada com estardalhaço na capa da Folha deste domingo, cujo único objetivo é te induzir a absorver algo que não corresponde em quase nada ao resto do texto e à abrangencia da enquete e, sobretudo, desviar sua atenção de informações esclarecedoras que estão lá.

O tema "corrupção" está distante (*) no rol de importância pros entrevistados, com 9 por cento. E EM QUEDA, comparando com junho de 2013. Portanto, insistir nesse tema e apresentá-lo como prioritário é bastante estranho, pra não dizer suspeito. 

Em primeiro lugar nas preocupações dos entrevistados, com inapeláveis 41%, está a saúde e em segundo, com 18%, a "violência/segurança" ( não obstante os Datenas, Resendes e demais sacerdotes da hipocrisia continuarem pregando seu evangelho do linchamento na hora da Ave Maria ) ou seja, as pessoas ainda parecem estar preocupadas com questões práticas e mensuráveis em seu dia a dia. Assim, repito, se a saúde seria a principal preocupação do brasileiro, segundo o Datafolha, POR QUÊ A IMPRENSA DESTACA INCESSANTEMENTE A CORRUPÇÃO E, AINDA POR CIMA, DE FORMA BASTANTE MANIPULADA ( sendo a inversão de prioridades, ela própria, uma manipulação )?

CORRUPÇÃO HORROROSA
Perguntados sobre em qual governo teria havido mais corrupção, o atual aparece com 20%. Logo, à frente do poupado e blindado FHC, que conta com 13% e está ACIMA DE LULA ( este com 12%, mesmo com o massacre diário do suposto mensalão que atravessou os dois mandatos de Lula ).


Só que, em termos de em qual governo a corrupção foi mais investigada, e é aí que a porca torce o rabo, o poupado FHC toma surra ATÉ DE COLLOR ( Dilma 46%, Collor 11% e FHC 4% ). São números como estes - de FHC como alguém que não investigou corrupção - que dão alento e esperança de que a hipocrisia nem sempre é tolerada.

PETROBRÁS
O próprio fato de apresentar "Petrobrás" e "Corrupção" como uma coisa só demonstra cabalmente o viés manipulatório da enquete. "Petrobrás" é apenas UM DOS CASOS de corrupção noticiados e investigados no país, não o único [ triste ter que falar uma obviedade dessas ]. 
Basta lembrar que nesta semana a PF finalizou o inquérito sobre o #TREMSALÃO do PSDB de São Paulo, em que indiciou 33 BUROCRATAS de estatais paulistas e, por enquanto, ficaram de fora políticos tucanos suspeitos como José Serra, Rodrigo Garcia e outros. A bola agora está com o Ministério Público e STF.

Pros entrevistados, quem mais se beneficiou com o escândalo da Petrobrás ( pro imprensalão só existe esse e sua superexposição deste caso serve TAMBÉM para esconder os malfeitos do PSDB em SP ) foram "os partidos políticos" ( 41% ) e "todos" ( 35% ) e "Empreiteiras" ( 11% ). Ou seja, a merda respinga pra todo lado, a diferença está bem no parágrafo acima: o governo atual INVESTIGA e o dos tucanos não.

No quesito "punição aos envolvidos", os números não são muito diferentes: ATÉ COLLOR DE MELLO dá surra no blindado e poupado Fernando Henrique Cardoso. E o governo atual é apontado como aquele em que há maior percepção da punição de corruptos, com 40%.

Por fim, toda essa campanha massacrante não impediu que Dilma tivesse sua aprovação mantida em patamares estáveis e até agora a "Lava Jato" não parece ter repercutido negativamente na imagem da presidenta. Pelos números acima, é bem possível que tenha, na verdade, ajudado sua imagem. Talvez, sabendo disso, é que a oposição e golpistas em geral tentem continuamente derrubá-la do cargo, invertendo completamente o sentido das coisas. 


(*) "A preocupação com a corrupção tem caído. Em junho era o principal problema do país com 14% ( !!!!! ) . Agora, para apenas 9%. Saúde segue líder desse ranking com 43% das citações; seguida de violência/segurança, com 18%" 

OBS: Como é possível que a principal preocupação dos brasileiros há um ano tivesse apenas 14% das citações e a lider atual tenha quase o triplo disto?

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É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
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" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
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