segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sequestro no hotel: o dia em que o "Comentarista de Portal" virou sequestrador.


Este ano escrevi dois textos sobre a questão do ódio na internet ( O Paciente Trabalho para Plantar o Ódio nas Redes Sociais. e Os Zumbis das Redes Sociais ). São reflexões sobre o comportamento extremado e de ódios cultivados pela grande mídia que ganha corpo e amplitude nos comentários de portais e nas redes sociais, principalmente no Facebook e Twitter, o que já existia no Orkut, mas sem a mesma repercussão de hoje. Formou-se uma geração de zumbis que se retroalimentam pelo ódio amplo, aos partidos, em especial ao PT. O ódio racial e sexual.
Em Brasília, hoje, Jac de Souza Santos, de 30 anos, ex-candidato a vereador, pelo PP ( partido de Bolsonaro e Maluf ), de Combinado, uma pequena cidade do interior de Tocantis. Ativo frequentador das redes sociais resolveu sair do "cercadinho”, dos comentários de portais e partir para o desespero. Invadiu um hotel, sequestrou um funcionário de 70 anos, colocando um colete, com aparentes bombas, ameaçando explodir tudo. Uma pauta confusa, mas bem apropriada da Direita radical: Extradição de Cesare Battisti, aplicação da ficha limpa e renúncia de Dilma, armou um circo por sete longas horas.
A ação extremada do típico “cidadão-Veja”, dos anos e anos sendo alimentados com ódio ao PT, até me admiro não ter acontecido antes, este tipo de ação estúpida é o resultado, não produto. O “Cidadão-Veja” saiu das caixas de comentários e partiu para o sequestro e ameaça. A frustração por mais uma iminente derrota eleitoral. Este coitado é reflexo perfeito da mídia canalha, da escandalização contínua, do assassinato de reputações.
Analisando as postagens dele no Facebook percebe-se um típico comportamento de cidadão classe média, com assídua vivência nos portais de mídia: 1) ódio ao PT, 2) fã de Joaquim Barbosa, 3) torcia ardentemente pelo #NãovaiterCopa, como forma de ter uma explosão social, por fim, triste com morte de Campos. Quase todos os posts fala de “corrupção” no Brasil, um repetidor de chavões da grande mídia. Um dos posts ele “dialoga” com o ex-candidato do PSB, Eduardo Campo, ele se vê quase como um “vingador”, escrevendo sobre a baboseira de que “não vai desistir do Brasil”.
A mídia tratou logo de vinculá-lo de alguma forma ao PT, pois o hotel da farsa era o Saint Peter, que daria um emprego a José Dirceu, mas qual a relevância de dizerem que o Hotel onde ocorre o sequestro quis empregar o José Dirceu? Fora a IMBECILIDADE e ÓDIO ao PT. É a prática canalha, que cria e amplifica este tipo de ódio visceral. Por outro lado, a militância do PT buscou informações sobre quem seria o “terrorista” e logo descobriu seus vínculos partidários.
Penso que é melhor esquece que ele foi candidato pelo PP, aliado ao PSDB. A ação dele é típica do frustrado, do ódio alimentado nestes últimos anos. Tentar envolver partidos não ajudará nada, nos igualamos a midiona dizendo que o hotel era o do ex-futuro-empregador do Zé Dirceu. É ação individual.
Devemos nos ater a entender como a mídia tem responsabilidade direta neste extremismo, pela escandalização gratuita, por não filtrar os comentários mais ofensivos, a ampla permissividade dos portais, que amplifica o ódio e deseduca o país. É a oposição pela oposição, que não constrói então, numa hora, saí do armário e pratica um grave crime.
O meu grande receio é que o sequestrador seja a próxima atração do programa da Fátima Bernardes, depois Jornal Nacional, uma exclusiva com o Casoy, um papo com William Waak e fechando com o jô. No domingo vira atração do Faustão e matéria cheia de espetáculo no Fantástico.

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domingo, 28 de setembro de 2014

"Os meninos da redação" e o melancólico fim da revista “Veja”


Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa


Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO - O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a escolas públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

A partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira" (*).

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.


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INFORMAÇÃO NUNCA É DEMAIS:


(*) Nota deste blog: colunista fictício criado por alguns humoristas do Casseta e Planeta. Um deles, Marcelo Madureira já se declarou simpatizante do PSDB e em seu blog declarou voto em Aécio 

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Acaba de sair a última tentativa da revista Veja para impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff



VEJA TENTA BALA DE PRATA E CONECTA DILMA AO DELATOR

Acaba de sair a última tentativa da revista Veja para impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff; capa desta semana, que circula a partir deste sábado, anuncia o que seria o "núcleo atômico da delação"; de acordo com reportagem, ainda não disponível, a campanha que elegeu Dilma presidente em 2010 teria recorrido aos préstimos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras; ontem, Veja foi condenada por 7 a 0 no Tribunal Superior Eleitoral por ter acusado, sem provas, o PT; e agora: será mais uma vez condenada ou terá disparado a bala de prata capaz de mudar o destino do País?

247 - A revista Veja acaba de disparar seu último tiro contra a presidente Dilma Rousseff, numa campanha de ataques que vem sendo movida há vários meses. A reportagem de capa desta semana anuncia o que seria "o núcleo atômico da delação".

De acordo com a chamada na capa, a campanha que elegeu Dilma Rousseff presidente em 2010 recorreu aos préstimos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, para obter recursos de campanha.

Não se sabe se esta será a "bala de prata" das eleições deste ano. Até agora, as denúncias contra a Petrobras não atingiram a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Nesta segunda-feira, num almoço de empresários, o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse não ter dúvidas sobre a honestidade de Dilma [ Nota do Blog: Aécio também acha ].

Mas a capa de Veja tem, evidentemente, um claro propósito. A sete dias das eleições, é um esforço desesperado para tentar impedir o quarto mandato presidencial consecutivo do Partido dos Trabalhadores.

É impossível saber como reagirá o eleitor ao novo tiro de Veja. Ontem, no entanto, a revista foi condenada, no Tribunal Superior Eleitoral, por 7 votos a zero, a conceder direito de resposta ao PT. Numa denúncia sem provas, a revista acusava o partido de pagar um chantagista para impedir que o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho fossem arrastados para o escândalo.

E agora? O que será da nova denúncia de Veja? A bala de prata? Ou, então, um traque como a reportagem que redundou numa condenação por 7 a 0? 

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TSE concede, por unanimidade, direito de resposta ao PT na revista Veja por acusações sem provas veiculadas em reportagem



TSE concede direito de resposta à coligação de Dilma e PT na revista Veja

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou, nesta noite (25), procedente representação e concedeu direito de resposta à coligação Com a Força do Povo e ao Partido dos Trabalhadores (PT) em uma página na próxima edição da revista Veja, publicada pela Editora Abril.  Os ministros entenderam que, na edição de 17 de setembro, a Veja ofendeu a honra do PT ao afirmar, sem comprovação na reportagem, que a legenda teria supostamente pago propina em dólares a um eventual chantagista para se calar e evitar um escândalo que poderia afetar a disputa eleitoral deste ano.   

Ao examinar a representação, o Plenário do TSE julgou que a matéria “O PT sob Chantagem”, que recebeu a chamada de capa "O PT paga Chantagistas para Escapar do Escândalo da Petrobras”, extrapolou os limites da crítica ácida, ofendendo a imagem do partido. Em trecho da reportagem, a revista informou inclusive que os dólares fotografados e que compunham uma ilustração da matéria teriam sido parte dos utilizados para o pagamento da suposta propina.

“Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [a revista Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, considerou o relator, ministro Admar Gonzaga.

De acordo com o ministro, nesse contexto, “percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita”.  Ele afirmou, portanto, que o direito de resposta era medida que se ajustava “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”.

Votos

Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, enfatizaram, em seus votos, que o Judiciário e a Justiça Eleitoral, em particular, são fiéis defensores das liberdades de expressão, de informação e da manifestação do pensamento, como pressupostos essenciais à democracia.

“Porém, o texto publicado desborda da simples manifestação, e contém afirmações peremptórias e ofensivas que ensejam o direito de resposta”, destacou a ministra Rosa Weber.

“Acho que é equivocado contrapor o direito de resposta ao direito de liberdade de expressão. Pelo contrário, o instituto jurídico do direito de expressão, tal como plasmado na Constituição, é composto também pelo direito de resposta. É assim que está estruturada a liberdade de expressão na nossa Constituição. Direito de resposta não significa punição, não significa uma limitação à liberdade de expressão”, sustentou o ministro Teori Zavascki.

Já o ministro Dias Toffoli ressaltou que direito de resposta não afeta a liberdade de expressão ou de manifestação. “Em razão da possibilidade do exercício do direito de resposta é que o Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) têm reiteradamente derrubado a censura”. “É em exercício que faz parte da liberdade de expressão, ele não exclui essa liberdade”, disse o ministro.

Ele salientou que a legislação eleitoral proíbe a manifestação favorável ou contrária a candidatos pelos meios de comunicação social concedidos (rádio e televisão). Já os meios de comunicação de caráter impresso, lembrou Toffoli, podem pela legislação apoiar ou rejeitar claramente candidato, dando suas razões, por meio, inclusive, de editorial.    

“O que não é permitido é ir para a calúnia, é ir para algo que não se sabe até que ponto é ou não verdadeiro. E não há manifestação de comprovação desses fatos. De tal sorte, que realmente [a reportagem de Veja] transbordou para a ofensa” afirmou o ministro. 

Outro pedido

Em outra representação, o Plenário julgou, por unanimidade, improcedente o pedido de direito de resposta feito pela coligação Com a Força do Povo, pela candidata Dilma Rousseff e o PT também contra a revista Veja.

No caso, o direito foi requisitado porque a revista veiculou matéria, também na edição do dia 17 de setembro deste ano, com o título de capa “A Fúria contra Marina: Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz agora o PT”.

De acordo com o voto do relator, ministro Admar Gonzaga, a matéria comenta as propagandas veiculadas no horário eleitoral gratuito, quando haveria ataque demasiado à candidata Marina Silva. No caso, segundo o ministro, “não houve o extrapolamento da liberdade de informação”.


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"Se houvesse seriedade por parte dos EUA no combate ao terrorismo, não estariam os apoiando, financiando e treinando"



Moallem condena EUA por violar a soberania da Síria

O ministro do Exterior da Síria, Walid Al-Moallem, condenou o bombardeio norte-americano a cidades de Raqa e Dir Ezzor, destacando que trata-se de uma "violação da soberania síria".

Moallem afirmou que a Síria estende a mão a "todos os que queiram combater de fato o terrorismo".

Ele alertou para as intenções não-expressas "dos Estados Unidos e seus aliados".

"Se houvesse qualquer seriedade por parte dos EUA no combate ao terrorismo, não estariam apoiando, financiando e treinando terroristas", mas ao contrário, procurariam construir alianças entre membros e sob os auspícios da ONU.

Moallem considerou ‘ridícula’ a denominação de ‘moderados’ para terroristas que agem de forma similar ao IS, a exemplo da Frente Al Nusra.

Nos últimos dias, os Estados Unidos, com seus caças, já destruíram instalações petrolíferas e Israel abateu um avião da Força Aérea da Síria.

O jornal israelense, Haaretz, informa que os Estados Unidos informam a Israel de todos os movimentos de aviões norte-americanos ou de países árabes vassalos nos céus da Síria para que "o Exército de Israel não ataque estes aviões achando que são aeronaves inimigas".


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#TREMSALÃO: Delator pode não ter apontado "provas concretas", mas Justiça da Suíça o fez



Relator no STF vota contra a investigação do pagamento de propina no Metrô de São Paulo

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (23) pelo arquivamento do inquérito que apura o pagamento de propina pelas multinacionais Alstom, Siemens, Bombardier, CAF, TTrans e Mitsui para favorecimento e formação de cartel nas licitações do sistema de trens e metrô do Estado de São Paulo durante os governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Após o voto do relator, o entendimento foi seguido pelo ministro Dias Toffoli, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso.

Os deputados federais José Anibal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP) respondem na Corte por terem foro privilegiado. Segundo a Agência Brasil, Marco Aurélio “entendeu que a testemunha que fez o acordo de delação premiada com a Justiça não apresentou provas concretas sobre a participação deles no esquema” que ficou conhecido como propinoduto tucano.


Além disso, a combinação de preços entre as empresas que participaram de licitações para obras, fornecimento de carros e manutenção de trens e do metrô também é alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual que já contaram com denuncias de funcionários das empresas no Brasil confirmando o esquema.

O Supremo já arquivou inquéritos contra o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e contra os deputados federais Arnaldo Jardim (PPS-SP) e Edson Aparecido (PSDB-SP).


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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jornal esportivo ‘Lance!’ será processado por submeter jornalistas a más condições de trabalho e não pagar benefícios



O Sindicato planeja uma ação judicial contra o Lance! por conta de irregularidades trabalhistas na redação do Rio. O processo será um desdobramento das negociações da mesa redonda do Ministério do Trabalho, que não avançaram por conta da recusa da empresa em solucionar problemas denunciados pelos jornalistas. Da extensa lista de denúncias, o não pagamento da participação de lucros e resultados desde 2010 é considerada a mais grave pelos trabalhadores, que exigem regularização imediata do benefício, que está previsto em convenção coletiva. O Lance! deseja parcelar os débitos, mas o Sindicato acredita que a medida prejudicará os jornalistas, que poderão sofrer descontos de Imposto de Renda ao receberem a dívida.

Isso poderia ocorrer porque a lei que rege a participação de lucros e resultados prevê isenção de IR para esse pagamento apenas quando ele é feito duas vezes ao ano, e com intervalo de seis meses entre uma parcela e outra. A proposta do Lance! prevê pagamentos mensais em duas parcelas para quitar os anos em aberto e ainda honrar com o pagamento da PLR deste ano, que é de 20% do salário do funcionário mais um complemento adicional de R$ 700. O adicional é uma conquista da convenção coletiva de jornais e revistas de 2014.

Após realização de assembleia no Sindicato, na semana passada, a empresa acenou com a possibilidade do pagamento da PLR agora, mas dividido em parcelas. A empresa ainda não respondeu sobre a incidência de IR nos atrasados. Assim que a proposta do Lance! for formalizada ao jurídico do Sindicato, uma nova assembleia será convocada para a avaliação dos trabalhadores. O Sindicato acredita que a empresa tem condições de quitar toda a dívida, cerca de R$ 86 mil, de uma só vez – já que as contas estariam no azul por conta da venda do prédio do Lance! na Cidade Nova no ano passado.

A ação a ser ajuizada na Justiça do Trabalho também deverá tratar de outras, e graves, irregularidades na empresa, como a ausência de ponto na redação, apesar de existir a máquina e o controle de horas ser obrigatório em outros departamentos; o não pagamento de horas extras; acúmulo de função; jornada estendida por mais de seis dias sem folga; falta de clareza na compensação de folgas; ausência de equipamentos de proteção individual; estagiários desempenhando trabalho de jornalista; falta de ergonomia e equipamentos ultrapassados. ( Jornalistas.org )

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Pastor exorciza mulher e manda demônio para dentro de garrafa de refrigerante



Um vídeo postado no youtube no ano passado tornou-se viral durante esta semana, após ser divulgado em alguns sites de noticias gospel e nas redes sociais como Facebook. Nele aparece um pastor identificado como Pr. Waldecy Ferreira, onde ele aparece exorcizando uma mulher e colocando os demônios dentro de uma garrafa pet.


Identificado em outro vídeo como ‘Mestre da Libertação’, Waldecy, apresenta a mulher que esta de costas, com os braços para trás, aparentemente possuída por espíritos demoníacos. Falando com a voz grave e fazendo sons guturais, a mulher treme enquanto obreiros em volta tentam impedir que ela saísse do altar.


No vídeo gravado em uma pequena igreja que não foi identificada, o pastor explica aos presentes que irá colocar os demônios que estão na mulher dentro da garrafa de refrigerante. Então ele conta de 1 a 3, aperta a garrafa mostrando a mulher voltando ao normal.


No decorrer do vídeo, o pastor menospreza os pastores que passaram por formação teológica onde se gaba dizendo que “Seminário não ensina isso, seminário, carteira de pastor…”.


Pouco depois no pequeno vídeo de quatro minutos, pra provar que ele não esta mentindo, ele afirma que irá devolver os demônios para o corpo da mulher, então abre a tampa da garrafa e a mulher volta a falar de forma gutural. ( PADOM )




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Ex-diretor da Globo diz que Big Brother (BBB) faz mal para a população brasileira



Ex-diretor da Globo faz ‘revelação surpreendente’ sobre o Big Brother

O ex-diretor da TV Globo, Luiz Villaça, em uma recente entrevista a coluna F5 da Folha de São Paulo, disparou contra a emissora carioca que a sua atração de maior audiência o Big Brother Brasil (BBB), ‘faz mal para a população brasileira’. Isso o que ele afirmou não é muito diferente que os sites de noticias gospel tem falado há anos.

Villaça que já dirigiu o quadro ‘Retrato Falado’ (200-2004) na Rede Globo, hoje está a frente da série ‘3 Teresas’ na GNT, não poupou criticas ao reality show global, classificando como uma‘dramaturgia ruim’.

“Eu brinco com o elenco que não pode entrar para fazer ‘ceninha’. Se não vira ‘Big Brother’, que não me interessa”, alfinetou o diretor.

Foi além dizendo sobre o Big Brother Brasil, “Zero de interesse. Aliás, acho que faz um mal a população brasileira”.

O BBB deve estrear a sua décima quinta temporada no inicio de 2015.


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estiagem ostentação em SP: Secretário de Alckmin diz que reclamações sobre falta d'água são "exibicionismo" de quem gosta de microfone


O secretário Estadual de Recursos Hídricos, Mauro Arce, disse na noite desta terça-feira (23) que é enorme o número de pessoas que reclamam de falta de água em São Paulo, mas que, na verdade, não há problema e agentes públicos encontram dificuldade para localizar as pessoas que notificam o problema. Para o gestor público, as reclamações por falta d'água são um tipo de "exibicionismo" da população: "as pessoas gostam de um microfone", minimizou.

Questionado sobre bairros onde falta água todas as noites, admitiu que a água pode não chegar em alguns lugares por falta de pressão nos canos. "Pode não chegar. Mas são bairros que você vê que uma casa falta, na outra casa não falta. Se ele morar alto", disse, sem concluir.

A RBA esteve nos bairros de Vila Maria Alta, Jardim Japão e Parque Novo Mundo (zona norte), Jardim Romano (leste) e Jardim Previdência (oeste), onde os moradores relataram que a água "some" todas as noites, entre 19h e 20h. As caixas, dizem os moradores, só começam a encher a partir de 5h do dia seguinte, mas quando eles procuram a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) para cobrar informações, são comunicados de que não há nada de irregular no fornecimento.

Segundo Arce, no entanto, o número de reclamações até agosto deste ano é inferior ao mesmo período de 2013. Ele também afirmou que a maior parte dos problemas se concentra em residências que não têm reservatório. Ele rechaçou ainda a ideia de que a redução da pressão da água durante a noite cause desabastecimento e afirmou que houve erro de interpretação sobre o documento entregue pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) ao Ministério Público Estadual.

Arce reafirmou que, na opinião da gestão Alckmin, o rodizio seria prejudicial para a população, pois teriam pessoas que não receberiam água nunca. A prática seria de um dia com água e três dias sem. "Até a água chegar nas pessoas que moram mais distante, já estaria acabando as 24 horas", explicou.

Ele voltou a dizer que a região abastecida pelo sistema Cantareira terá água até março de 2015, e adiantou que até o fim de setembro estará concluído um sistema de captação de 0,5 metros cúbicos por segundo (m³/s) de água da represa Billings, que será fornecido para parte da população abastecida pelo Cantareira. Além disso, as ações necessárias para retirada do segundo lote de água do volume morto (108 bilhões de litros) estão concluídas.

Arce falou ainda sobre ação polêmica do governo Alckmin para lidar com o estresse hídrico: em março deste ano, o governador anunciou que pretendia retirar mais água do rio Paraíba do Sul, cujas nascentes estão em São Paulo, mas cujo curso segue para para o Rio de Janeiro, onde é utilizado para o abastecimento da população local. O anúncio gerou atrito com o estado vizinho. Sobre a polêmica, Arce defendeu a captação das águas do Paraíba do Sul para abastecer a população de São Paulo, disse que o principal reservatório do sistema fica no estado e contou que, a partir do diálogo que teve com taxistas no Rio de Janeiro, chegou à conclusão que a população fluminense não tem entendimento sobre a crise hídrica.

"Estive no Rio de Janeiro e conversei com os taxistas. Perguntei se tinha problema e eles disseram que 'não, aqui não tem problema de água, aqui é água à vontade'. E não é bem assim", contou, ressaltando que o estado usa 40 metros cúbicos por segundo (m³/s) de água para abastecer a mesma população que em São Paulo utilizava 31 m³/s antes da crise no Cantareira.

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Terrorista Obama ataca a Síria com Tomahawk, bombardeiros e drones


50 ataques em um só dia sob o pretexto de “combater o Estado Islâmico” que Obama usou contra o governo Assad. Violação da Carta da ONU é cometida na véspera da 69ª Assembleia Geral

No dia da cúpula mundial de chefes de Estado sobre o clima na ONU, nesta terça-feira (23), e véspera da abertura da 69ª Assembléia Geral, o governo Obama violou a Carta da organização e ignorou veto do Conselho de Segurança, ao bombardear por 50 vezes o território da Síria a pretexto de “combater o terrorismo” que desencadeou há três anos contra o mesmo país para derrubar seu governo legítimo.

O anúncio foi feito pelo Pentágono nas primeiras horas do dia (horário local), com uma onda de ataques, com mísseis Tomahawk, bombardeiros, caças e drones, contra as províncias sírias de Al Raqqa e Deir ez Zor, redutos do autodenominado “Estado Islâmico” no leste do país, com dezenas de mortos, inclusive três criança, e destruição de muitos prédios. Entre as cidades atingidas, estão Al Raqqa, Tel Abiad, Tabaqa, Ain Aisa, Al Bukamal e Deir ez Zor. O EI já retirara pessoal e armamentos de prédios considerados prováveis alvos. Aproveitando o ensejo, Israel derrubou no Golã ocupado um MiG sírio.

Os bombardeios devem continuar nos próximos dias. De acordo com o Pentágono, “parceiros árabes” participaram da agressão na Síria ou a apoiaram – os mesmos que a CIA usou para desencadear sua intervenção via mercenários, comedores de fígado e degoladores, com jornais dos EUA citando “Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein e Qatar”, sem ficar claro se houve presença de jatos dos estados fantoches. No vizinho Iraque, os ataques aéreos dos EUA já superaram os 200.

“INADMISSÍVEL”

Na véspera, o presidente russo Vladimir Putin havia conversado por telefone com o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, advertindo que um ataque supostamente contra o “Estado Islâmico” em território sírio seria inadmissível sem o consentimento expresso do governo de Damasco ou mandato do Conselho de Segurança da ONU. A França, que vem participando dos ataques contra o “Estado Islâmico” no Iraque, decidiu não participar do bombardeio contra a Síria, assim como a Turquia.

No mesmo discurso na semana passada em que antecipara os bombardeios contra a Síria, Obama também ordenou – e o Congresso dos EUA aprovou imediatamente – US$ 500 milhões para seu novo exército de 5.000 terroristas “moderados”, a serem treinados pelo Pentágono na Arábia Saudita nos próximos meses. O bombardeio contra a Síria também frauda a constituição dos EUA, pois não foi aprovado pelo Congresso - mas Obama diz que a lei de guerra de 2001 de W. Bush continua em vigor. Obama também ameaçou “destruir” a defesa antiaérea síria se esta interferisse nos bombardeios anunciados.

Há um ano atrás, usando como pretexto a operação de bandeira trocada em Ghouta com gás sarin, cometida pelos terroristas que patrocinara, Obama chegou a ensaiar bombardear a Síria, após acusar sem provas o governo Assad, mas recuou, depois de curioso episódio em que navios de guerra russos teriam interceptado e destruído mísseis dos EUA que rumavam a Damasco, ou, segundo outra versão, inusitado exercício com mísseis por navios de Israel na região. Fosse como fosse, Obama acabou aceitando proposta da Rússia de acordo para destruição do arsenal químico sírio. Na época, os mercenários sírios a serviço dos EUA vinham sendo dizimados pelo exército sírio.

A imprensa dos EUA diz que Washington informou o embaixador sírio na ONU de que iria desencadear o bombardeio contra território sírio. O que é bem diferente de solicitar, e obter, autorização do governo legítimo. Rússia e China vetaram no CS as tentativas anteriores de Obama e seus poodles Hollande e Cameron, de repetirem, contra Assad, a intervenção na Líbia, em que resolução aprovada supostamente para proteger “civis líbios ameaçados” foi desvirtuada para que a Otan bombardeasse as forças legalistas e garantisse a derrubada e assassinato do líder Kadhafi, transformando em caos o país mais próspero da África e grande produtor de petróleo.

OPERAÇÃO DA CIA

Não havia “Estado Islâmico”, nem Al Qaeda, no Iraque antes da invasão dos EUA e da execução do presidente Sadam, assim como não havia terroristas na Síria antes da operação da CIA contra o governo Assad com suporte da Turquia, Arábia Saudita e Qatar. Enquanto os extremistas degolavam civis e soldados sírios, eram considerados por Washington como “bons terroristas” e só passaram a ser “maus” quando saíram do controle da CIA e passaram a se chocar, no vizinho Iraque, com o governo fantoche ali deixado pelos marines, e contra os interesses das petroleiras ianques.

A partir daí, a mídia imperial passou a apresentar o “Estado Islâmico” como “pior que a Al Qaeda” - o que, considerando o 11 de Setembro, para o norte-americano médio deve ser um “perigo” difícil até de aquilatar – e ainda de ser o “movimento terrorista mais rico do mundo”. Passaram a atribuir ao EI até “vender meninas como escravas” e “mutilação genital”. Como antes, contra Sadam, haviam utilizado o conto dos “bebês atirados das incubadoras” e uma década depois, “as armas de destruição em massa”; e, contra Kadhafi, diziam que mandara entupir seus soldados de “comprimidos de Viagra para cometerem estupros em massa de oposicionistas”.

PLUTOCRACIA

Naturalmente, não é a brutalidade do “Estado Islâmico” que aflige as delicadas narinas da plutocracia norte-americana. Os instrutores ianques sempre apreciaram muito a degola executada por seus mercenários no Afeganistão, Bósnia, Kosovo, Chechênia, Líbia e Síria, e Washington jamais viu qualquer senão no uso quase diário do corte de cabeças na pena de morte na Arábia Saudita. Assim, o que está em jogo é que, nos últimos meses, as forças patrióticas sírias deram cabo da maior parte das gangues pró-EUA e em eleições o povo reelegeu o presidente Bashar. E no vizinho Iraque uma insurreição anti-governo fantoche vai muito além do EI. Nesse quadro, com o contumaz cinismo de Washington, a campanha pelo bombardeio teve como auge os vídeos da degola de dois jornalistas enviados para exaltar as operações contra Assad. A degeneração do império não tem limites.

ANTONIO PIMENTA / HORA DO POVO

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Quem é que compõe o «Emirado islâmico»?, Por Thierry Meyssan


Enquanto a opinião pública ocidental é inundada com informação sobre a constituição de uma pretensa coligação internacional para lutar contra o «Emirado islâmico», este muda discretamente de forma. Os seus principais oficiais já não são, mais, árabes, mas sim Georgianos e Chineses. Para Thierry Meyssan, esta mutação mostra que, a termo, a Otan entende utilizar o «Emirado islâmico» na Rússia e na China. Portanto estes dois países devem intervir, agora, contra os jihadistas, antes que eles voltem para semear o caos no seu país de origem.

REDE VOLTAIRE | BEIRUTE (LÍBANO) | 22 DE SETEMBRO DE 2014 

A princípio o «Emirado islâmico» apreguou a sua origem árabe. Esta organização surgiu da «Al-Qaida no Iraque» que combatia não os invasores norte-americanos, mas sim os Xiitas iraquianos. Ela tornou-se «Emirado islâmico no Iraque», depois «Emirado islâmico no Iraque e no Levante». Em outubro de 2007, o exército dos E.U. capturou em Sinjar perto de 606 fichas de membros estrangeiros desta organização. Elas foram depuradas e estudadas por peritos da Academia militar de West Point.

Não obstante, alguns dias depois desta apreensão, o emir al-Baghdadi declarou que a sua organização só incluia 200 combatentes e que eles eram todos Iraquianos. Esta mentira é comparável à das outras organizações terroristas na Síria que declaram não contar senão ocasionalmente com estrangeiros, enquanto o Exército árabe sírio avalia em, pelo menos, 250.000 o número de jihadistas estrangeiros que terão combatido na Síria durante os últimos três anos. Porém, agora, o califa Ibrahim (novo nome do emir al-Baghdadi) reivindica que a organização dele é amplamente formada por estrangeiros, que o território sírio não é mais para os Sírios e o território iraquiano não é mais para os Iraquianos, mas, sim, que serão para os seus jihadistas.

Segundo as fichas apanhadas em Sinjar, 41% dos terroristas estrangeiros membros do «Emirado islâmico no Iraque» eram de nacionalidade saudita, 18,8% eram Líbios, e apenas 8,2% eram Sírios. Se relacionarmos estes números com a população de cada um dos países em questão, a população líbia forneceu, proporcionalmente 2 vezes mais combatentes que a da Arábia saudita e 5 vezes mais que a da Síria.

Em relação aos jihadistas sírios, a sua origem era dispersa pelo país, mas 34, 3% provinham da cidade de Deir ez-Zor que, depois da retirada do «Emirado islâmico» de Raqqa, se tornou na capital do Califado.

Na Síria, Deir ez-Zor tem a particularidade de ser povoada, maioritariamente, por árabes sunitas organizados em tribos, e por minorias curda e arménia. Ora, até ao presente, os Estados Unidos não conseguiram destruir senão Governos como o do Afeganistão, do Iraque, e da Líbia, quer dizer países onde a população está organizada em tribos. Pelo contrário, eles falharam por todo lado onde isto não se passava. Deste ponto de vista, Deir ez-Zor, em particular, e o Nordeste da Síria em geral, poderão, pois, ser potencialmente conquistados, mas não o resto do país, como se vê desde há três anos.

Desde há duas semanas uma purga atinge os oficiais magrebinos. Assim, os Tunisinos que capturaram o aeroporto militar de Raqqa, a 25 de agosto, foram detidos por desobediência, julgados e executados pelos seus superiores. O «Emirado islâmico» entende meter os seus combatentes árabes no devido lugar e promover oficiais tchetchenos, gentilmente fornecidos pelos serviços secretos georgianos.

Uma outra categoria de jihadista fez a sua aparição: os Chineses. Desde junho, os Estados Unidos e a Turquia transportaram centenas de combatentes chineses, e suas famílias, para o Nordeste da Síria. Alguns de entre eles tornaram-se imediatamente oficiais. Trata-se sobretudo de Uígures, Chineses da China popular, mas que são muçulmanos sunitas e turcófonos.

Torna-se claro, desde logo que, a termo, o «Emirado islâmico» estenderá as suas actividades à Rússia e à China, e que estes dois países são os seus alvos finais.

Iremos seguramente assistir a uma nova operação de propaganda da Otan: a sua aviação expulsará os jihadistas para fora do Iraque, e deixará que se instalem em Deir ez-Zor. A CIA fornecerá o dinheiro, armamento, munições e as informações aos «revolucionários sírios moderados» (sic) do ESL (Exército sírio livre -ndT), que mudarão então de casaca e a utilizarão sob a bandeira do «Emirado islâmico», como tem sido o caso desde maio de 2013.

À época, o senador John McCain veio ilegalmente à Síria econtrar-se com o estado- maior do ESL. De acordo com a fotografia difundida, então, para atestar a reunião, este estado-maior incluía um certo Abu Youssef (ou Ibraim al-Badri -ndT), oficialmente procurado pelo departamento de Estado dos E.U., sob o nome de Abu Du’a, na realidade o actual califa Ibrahim. Assim, o mesmo homem era— simultaneamente— um chefe moderado no seio do ESL e um chefe extremista no seio do «Emirado Islâmico».

Munidos com esta informação poderemos avaliar, pelo seu verdadeiro significado, o documento apresentado ao Conselho de Segurança, a 14 de Julho, pelo embaixador sírio Bashar Jaafari. Trata-se de uma carta do comandante-em-chefe do ESL, Salim Idriss, datada de 17 de janeiro de 2014. Nele pode ler-se : «Informo-vos, pela presente, que as munições enviadas pelo estado-maior aos dirigentes dos conselhos militares revolucionários da região Leste devem ser distribuídos, de acordo com o que foi acordado, por dois terços aos comandantes de guerra da Frente el-Nosra, o terço restante devendo ser repartido entre os militares e os elementos revolucionários para a luta contra os bandos do EIIL (Exército islâmico do Iraque e do Levante -ndT). Agradecemos-vos que nos enviem o comprovativo de entrega de todas as munições, especificando as quantidades, e a qualidade, devidamente assinados pelos dirigentes e pelos chefes de guerra em pessoa, afim de que possamos encaminhá-los para os parceiros turcos e franceses». Por outras palavras, duas potências da Otan (Turquia e França) entregaram munições, na quantidade de dois terços, à Frente Al-Nosra (classificado como membro da al-Qaida pelo Conselho de Segurança) e, de um terço, ao ESL para que este combata contra o «Emirado Islâmico», cujo chefe é um dos seus oficiais superiores. Na verdade, o ESL desapareceu no terreno (de operações-ndT) e as munições foram, portanto, em dois terços enviadas à al-Qaida e um por um terço ao «Emirado Islâmico».

Graças a este embrulho de dupla capa, a Otan poderá continuar a lançar as suas hordas de jihadistas contra a Síria, enquanto vai, ao mesmo tempo, fingindo assim estar a combatê-los.

No entanto, quando a Otan tiver instalado o caos por todo o mundo árabe, inclusive no seu aliado saudita, ela irá virar o «Emirado Islâmico» contra as duas grandes potências em desenvolvimento, a Rússia e a China. Por isso estas duas potências deveriam intervir desde já e exterminar, no ninho, o exército privado que a Otan está em vias de fabricar e de treinar no mundo árabe. Caso contrário, Moscovo (Moscou- Br) e Pequim, terão, em breve, de o enfrentar no seu próprio solo ..


Tradução 
Alva

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domingo, 21 de setembro de 2014

As anáguas e o ex-senador


Houve um tempo e lugar em que mulheres eram obrigadas a usar montes e montes de roupas, diversas saias sobrepostas, anáguas e o escambau. Imagine na noite de núpcias, o casal demorando horas pra "descascar" a noiva até chegar nos finalmentes.

Pois bem. Ontem o jornal Estadão ( versão papel ) publicou a notícia - cuja leitura causou-me uma má impressão danada, e vou tentar explicar isso adiante - de que uma operação da Polícia Civil do DF prendeu 4 ex-dirigentes do Sest e Senat ( ver aqui a notícia no site do jornal ) por causa de um suposto envolvimento deles num suposto esquema de desvio do recursos públicos.

E o que isso sem a ver com os quilos de roupas do primeiro parágrafo do post?

Um ex-senador, Clésio Andrade, também faria parte da gangue. Na verdade ele seria o cabeça da trama. 

Primeira cisma minha: eu descobri isso por acaso, folheando a esmo o diário. O jornal me caiu na mão casualmente e não tinha manchete nenhuma sobre o fato. Achei a notícia apenas na página A21!

Num país em que, ao que parece, todos detestam políticos - basta escutar uma conversa de bar ou de fila de ônibus e facilmente se conclui isso - chega a ser estranho que um evento como esse não mereça sequer uma chamada na capa, que é o que chama a atenção do leitor - e possível eventual comprador de jornal. Um ex-senador procurado. Não parece algo digno de capa? Pra mim, sim (*)

Dando sequência: não havia capa, nem manchete e a notícia se escondia na página A21, sob o título: "Ex-senador ( nome? ) é investigado por desvio de dinheiro". Tudo bem genérico, até aí. Ex-senador, desvio de dinheiro. 

Na lide, finalmemente, aparece um nome: "Clésio ( quem? de quê? ) que também foi vice-governador de Minas ( quando? de quem? ) é suspeito de chefiar esquema envolvendo órgãos ligados à CNT, entidade que dirige atualmente". 

Distância e isenção típicas de uma questão de matmática em prova escolar. Talvez para "preservar Aécio"? (**). Além de suspeito de chefiar esse esquema na CNT, Clésio também é réu em outro esquema. Gente fina. Mas as informações são dadas a conta-gotas, essa é parte da minha implicância. 

Só depois de alguma leitura do texto é que, até que enfim, somos apresentados à capivara do sujeito ( mas não se informa que os recursos desviados do mensalão mineiro eram de estatais mineiras ).

Primeiro (longo) parágrafo: "A Polícia Civil do Distrito Federal etc (...)" <== Esse é o trecho em que se informa das prisões dos dirigentes do Sest e Senat.

Segundo parágrafo: "(...) O ex-senador e ex-vice-governador do Estado - durante o primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) atual candidato à Presidência - ( ... ) Clésio é réu no chamado mensalão mineiro - acusação de desvios de recursos ( de onde? ) do então governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) - e renunciou ao mandato de senador em julho (***). Com isso, a ação penal a que ele respondia no STF será remetida para a 1a. Instância (...)".

Pode parecer que a ordem dos fatores não altera o produto, mas não é verdade. Se fosse de outro partido ( filiado, simpatizante ou indiretamente ligado ), que não goza junto à mídia da mesma simpatia que esta tem por Aécio e o PSDB, eles dariam um jeito de colocar o "ex-senador" em primeiro plano, com sua biografia toda destrinchada ainda nas primeiras linhas da notícia.

(*) É que nem o caso de José Serra, que deverá depor na PF a respeito de seu suposto envolvimento com o #TREMSALÃO, o famoso esquema de propinas que multinacionais supostamente teriam pago a "membros do partido no poder" em SP para vencer concorrências públicas em estatais do governo paulista - o "partido no poder" está no poder há 19 anos neste Estado. De acordo com esta notícia, Serra é investigado por isso. 
Bem, os jornais, além de insistirem no argumento de que o governo paulista seria, na verdade, vítima de um "cartel", não destacou em nenhum momento essa situação no mínimo constrangedora que envolve Serra. Sua ficha política, sua carreira longa e até bem-sucedida não justificaria que se falasse bastante nisso? No entanto, a mídia o poupa. 
Como sempre, aliás. Nada de fazer marola para não prejudicar o candidato tucano ao Senado, certo? Até porque, se eleito, terá foro privilegiado, correto? Vai que ele esteja mesmo envolvido com esse - outro - propinoduto tucano. O Estadão até que pôs uma ridícula chamadinha na capa, para parecer isento. Ora, até hoje eu encontro gente que nunca escutou falar desse assunto! Como é possível tal desinformação, já que Serra não é um office-boy do PSDB, é um dos políticos MAIS IMPORTANTES DO BRASIL!?

Pra ficar mais compreensível o que quero dizer, eu teria que explicar meu conceito de "ler O jornal e ler jornal", mas não sei como. Infelizmente sou mais intuitivo que assertivo. Mas sei que uma informação envolve mais que papel e letrinhas. Envolve avaliar o próprio veículo que temos em mãos. Fica pra outra vez.

(**) e (***) Os jornais, se fosse outro partido, tachariam a renúncia de Clésio de "manobra" - eles usam e abusam desse e de outros termos ao falar de não-tucanos; 

Em 20 de fevereiro de 2014, o Estadão publicou na página 04: "Azeredo renuncia para adiar sentença do mensalão mineiro e preservar Aécio". Tal renúncia recebeu manchete, consonante com a importância do caso e da figura em questão. Mas foi uma "manobra", noticiada de modo suave e equilibrada. 

Em 14.02, a Folha noticiou que "Aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato do partido à Presidência da República, atuavam nos bastidores para tentar evitar que o caso respingasse na campanha nacional". 

Ou seja, "manobra", mas dita de outra forma. 

Ainda assim, à época não havia "perigo" os jornais darem manchete pros casos de mensalão mineiro e renúncias, pois ainda não se vivia a corrida eleitoral. Em 14.02, como assinalado acima, Aécio ainda era um pré-candidato. Agora ele é candidato, disputa eleição, e botar o Clésio Andrade na capa poderá atrapalhar os planos do candidato tucano.

Isso significa que só vazamentos seletivos de depoimentos sigilosos que impliquem e comprometam o governo federal é que merecem amplo destaque e uma divulgação mais ampla ainda. Geralmente beirando a histeria, diga-se de passagem. e não são escondidas nas páginas A21 da vida.

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Danilo Gentili é mais que um rematado idiota, é um covarde, Por Nirlando Beirão




Não satisfeito, ele se une a gente como Roger, que se vangloria de um QI à altura do Everest e escora sua sabedoria no exílio passado na América, onde deve ter feito estágio na Ku Klux Klan


Acabou A Grande Família, depois de 13 anos quase ininterruptos, e acabou em grande estilo, com artimanha de metalinguagem, o último capítulo brincando de ficção em dobro. Deixa saudade. Vai embora, na Globo, a longeva família suburbana e fica, no SBT, a molecagem subintelectual de The Noite. Danilo Gentili é um rematado idiota e, não satisfeito, ainda se cerca de sumidades anedóticas como aquele Roger, sempre um Ultraje.

Gentili construiu sua, hum, notoriedade graças ao episódio que este colunista testemunhou: a suposta agressão por parte de guarda-costas de Sarney, durante a comemoração da vitória de Dilma Rousseff em 2010, num hotel de Brasília. Na verdade, foi o varapau vira-latas que, no acotovelo da multidão, se arremessou sobre o ex-presidente, com aquela grosseria que caracteriza o padrão Pânico de provocação e desrespeito. Já o Roger vangloria-se de um QI à altura do Everest, que ele prefere sonegar à tevê, e escora sua sapiência nos anos de autoexílio na América, onde, a julgar pelo que diz, deve ter cumprido um proveitoso estágio na Ku Klux Klan.

Bastaram 20 minutos, nesta semana, para que ruíssem estrepitosamente o arcabouço ideológico e a fraude ética que sustentam todo aquele esforçado exercício de gracinhas e de torpezas. Luciana Genro, candidata do PSOL à Presidência, aceitou submeter-se ao risco mais do que previsível do deboche. Atrevida, a moça. Sua firmeza desarmou os engraçadinhos. Sua sinceridade levou-a a recomendar ao, bem, entrevistador: “Se tu estudar um pouquinho...”

As redes sociais extrapolaram o episódio, mas na verdade Luciana disse-o sem agressividade. O, vá lá, anfitrião, em resposta humilhada, postou uma montagem relacionando a candidata ao ídolo dele, Adolf Hitler. Mostrou que, além de idiota, é um covarde.

(***)

" É verdade que existem vários idiotas no congresso. Mas os idiotas constituem boa parte da população que merecem estar bem representados"

Hubert Humphrey

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Em San Francisco, CA: Terrenos desocupados podem virar hortas comunitárias e pagar menos impostos


A cidade de San Francisco, nos EUA, aprovou uma lei que reduz os impostos para terrenos vazios que tenham hortas comunitárias.

Um nova lei que acaba de entrar em vigor na Califórnia, permite que os donos dos terrenos onde não há construções paguem menos impostos se disponibilizarem esses espaços para o cultivo de hortas urbanas abertas à comunidade durante um período mínimo de 5 anos.

Alguns dos benefícios das hortas urbanas são: produção de alimentos mais perto do local de consumo, fortalecimento dos vínculos comunitários, alternativa de lazer saudável e barato e aumento da quantidade e qualidade das áreas verdes na cidade.

Segundo dados do município, o interesse dos cidadãos pela prática da agricultura urbana está aumentando. A lista de espera para conseguir um espaço para realizar esta prática pode chegar a até os dois anos.

De acordo à lei, a economia máxima que poderá ter um terreno é de US$25.000. ( Boas Novas )

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Obama: mais dinheiro e armas para cevar terroristas na Síria ( Síria: Barack Obama assina lei que permite armar e treinar rebeldes sírios )





Depois do fracasso das hordas preparadas pela CIA diante do exército patriótico sírio, Obama tenta ressuscitar seus ‘moderados’ canibais com mais dinheiro e armas e chama agressão à soberania síria de ‘luta contra o terrorismo’

Sob o pretexto de que precisa de novos terroristas "moderados" para enfrentar os "terroristas do Estado Islâmico" e seguir tentando derrubar o presidente Bashar Al Assad, recém reeleito pelo povo sírio, o belicista-em-chefe Barack Obama pediu ao Congresso dos EUA, e obteve nesta quarta-feira (16), US$ 500 milhões – meio bilhão -, para treinar 5.000 fantoches na Arábia Saudita, para substituir o seu desmoralizado "Exército Livre da Síria", que as tropas patrióticas com apoio da população dizimaram, praticamente, só restando mercenários sob grifes da Al Qaeda, que viram "bons terroristas" sempre que fazem o que Washington quer.

A bem da verdade, a votação na Câmara dos Deputados, por 273 a 156, revelou que mesmo nos EUA há muita gente que desconfia que a nova guerra "geracional" que Obama anunciou "legar" aos seus dois próximos sucessores, está fadada a um fracasso ainda mais rotundo. O Senado está votando. De acordo com os jornais dos EUA, o fiasco anterior na Síria levou o Pentágono a substituir a CIA no preparo dos novos terroristas, enquanto Obama pretende se auto-atribuir o "direito" divino de bombardear a Síria quando quiser, sob desculpa de enfrentar o EI, o que já foi contestado pela Rússia, China e Irã, com base na Carta da ONU e nos princípios da soberania do país.

Obama, que jamais se importou com os vídeos de soldados e civis sírios degolados pelos terroristas que os EUA transportaram para a Síria, financiaram, armaram e apoiaram na mídia, agora finge se indignar com a degola de dois norte-americanos e um britânico pelo Estado Islâmico, após impedir as famílias de negociarem com o EI e até ameaçá-las de processo caso o fizessem, ao contrário dos governos europeus que trataram de resgatar os seus. Washington também recusou troca de prisioneiros proposta pelo EI. Aliás, Obama só se moveu para bombardear o EI depois que a organização arremeteu contra Erbil, capital do enclave curdo há duas décadas sob proteção ianque, e para os campos de petróleo explorados pela Exxon e outras petroleiras norte-americanas. Até os aviões russos, entregues por Moscou ao governo de Bagdá, chegaram bem antes dos de Obama.

Não havia terroristas, nem Al Qaeda no Iraque soberano do presidente Sadam Hussein, nem na Líbia progressista do líder Muamar Kadhafi. Quem trouxe o extremismo dito "islâmico" para o Iraque foi a invasão dos EUA e o genocídio de 1 milhão de iraquianos, assim como foi com o bombardeio da Líbia pelos EUA e Otan. Há mais de três décadas, a fábrica de terroristas da CIA, inaugurada, com a ajuda da monarquia Saudita e Paquistão, contra a revolução popular no Afeganistão, vem produzindo industrialmente extremistas sob fachada "muçulmana", mas na verdade com uma agenda pró-EUA, ainda que várias vezes a CIA haja perdido o controle sobre suas criaturas, como no caso da Al Qaeda, a mais famosa delas. Como denunciou o presidente Putin, tudo que os EUA tocam "vira Iraque ou Líbia". Ou Somália. Ou Sudão do Sul.

Assim como a Síria vem derrotando a agenda das petroleiras ianques e de Israel - apesar da necessidade de sacrifícios inauditos para manter a soberania e a unidade nacional e apesar da intervenção dos EUA, França, Inglaterra, Turquia, Arábia Saudita e Qatar -, no vizinho Iraque só haverá uma solução se prevalecer o caráter árabe do país, o espírito indômito da resistência aos invasores e um governo que dê fim à ocupação que se prolonga no governo fantoche, encabeçado pelos colaboracionistas que chegaram no colo dos marines e depois organizaram para W. Bush os esquadrões da morte da "Opção Salvador".


É esse governo que Obama acaba de requentar, e precisa dar lugar a um governo representativo de todos os iraquianos, de todas as etnias e religiões do país, capaz de restabelecer a unidade do Iraque e o exército nacional e de resguardar sua integridade territorial, que coloque a riqueza do petróleo a serviço da nação e do povo, que dê fim ao sectarismo e racismo e revogue a constituição imposta pelo chefe da invasão Paul Bremer, que acabe com a roubalheira e reconstrua o país. Enquanto não prevalecer a revolução nacional e a identidade árabe, sempre haverá quem ache que só há espaço ou para o Califado "sunita", ou para um apêndice "persa". Não é a toa que, diante do alarido sobre o avanço do EI, o vice-presidente Joe Biden, aquele que botou o filho na diretoria de uma petroleira na Ucrânia, se assanhou todo de que chegara a hora de completar a partição do Iraque em três mini-Estados cheios de petróleo.


LEITURA COMPLEMENTAR


Síria: Barack Obama assina lei que permite armar e treinar rebeldes sírios


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou hoje a lei que amplia a autoridade do Pentágono para treinar e armar os rebeldes sírios na luta contra o Estado Islâmico (EI), depois da aprovação no Congresso nesta semana.


Obama assinou uma lei orçamental que financia as atividades do Governo federal até 11 de dezembro e incluiu uma emenda que concede ao Departamento de Defesa a autoridade necessária para treinar cerca de cinco mil rebeldes sírios e entregar-lhes armas para que combatam o EI na Síria.

O Pentágono assegurou hoje que começará "muito brevemente" o processo de seleção de rebeldes sírios que serão treinados em instalações da Arábia Saudita, mas que levará "entre oito a doze meses" antes que possam regressar ao seu país para lutar contra o EI. ( CM )

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"No tolerancia, venimos a aniquilar"
Edificante frase motivacional grafitada por soldados israelenses em paredes de imóveis tomados como bases, durante a última guerra de Israel contra o Hamas, em janeiro, em Gaza, quando o Estado israelense cometeu inúmeros crimes de guerra. Saiu no El País.

"Você acha que os Estados Unidos foram um Estado fascista até 1945, quando tínhamos a mesma regra?"
Noam Chomsky
, em entrevista à Isto É, sobre as possibilidades de Hugo Chavez se reeleger infinitas vezes, o que alguns chamam de "caminho asfaltado para uma ditadura".


“Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé.”
Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, traíndo o Segundo Mandamento

"Quero me pronunciar em termos práticos como cidadão, distintamente daqueles que se chamam antigovernistas: o que desejo imediatamente é um governo melhor, e não o fim do governo. Se cada homem expressar o tipo de governo capaz de ganhar o seu respeito, estaremos mais próximos de conseguir formá-lo."
Henry David Thoreau, A Desobediência Civil

"The torture never stops."
Frank Zappa, músico

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
Lin Yutang, filósofo chinês (1895-1976 )


" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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