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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Enquanto isso, na redação...


No retorno da escola, Michelzinho é flagrado pelos paparazzi
- OQUÊ??!! Agora passou dos limites!

- O senhor vai sim, como não?

- Ah, não, a gente já fez o diabo praquela senhora cair, tamo fechando os olhos pra um monte de coisa, mas tudo tem um limite!

- Tem que fazer! O cara quer mostrar que é familia e coisa e tal e a gente tem que mostrar.

- Porra, manda o Edu fazer isso!

- Quem, o estagiario?

- Ele mesmo. Aí acaba de vez com a lusão dele de que "imprensa é oposição e o resto é secos e molhados".

- Ele ainda acha isso? Trabalhando na nossa empresa?

- Hum-hum.

- Ele conhece a história da empresa? De que lado nós estamos?

- Já falei pra ele. A favor do golpe em 64. Editorial contra o salário mínimo. Escondendo a Diretas Já.

- Mas que burro!

- Manda ele lá.

- Não não, isso é pra outra vez. Vai o-se-nhor!

- Putaquepariu!

- E não faz bico não! Dê graças a Deus que o senhor tá empregado. Que o passaralho tá ceifando vidas por aí e o senhor tá sendo poupado. Seja grato!

- Tá bom! Sem lição de moral!

- Vai, anda logo!

- Que morte horrível! Eu, um galardoado jornalista, tendo que cobrir volta da escola de filho de um presidente interino que mais parece vampiro de filme B.

- Outra coisa!

- O quê, caralho!?

- Se o moleque cansar, carrega a mochila dele.

- Ahnn!!

FIM

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Onde estão as mudanças prometidas por Temer? Por Jasson de Oliveira Andrade




Janio de Freitas responde a pergunta deste artigo: “O Governo está imóvel. E não quer se mexer. Sob a proteção de imprensa e TV dopadas com tranquilizantes, o grupo de Michel Temer fala, recebe simpatia, não faz e não é cobrado. (...) Nenhuma das medidas com alguma importância, propaladas sem cessar em mais de dois meses, teve os primeiros passos efetivados. NADA DO ANUNCIADO SEQUER PASSOU DA GARGANTA PARA O PAPEL (destaque meu): não se sabe de um só projeto, entre os temas de razoável expressão, que já esteja esboçado para discussão ao menos nos ministérios interessados. (...) E o ministro do novo milagre brasileiro? Henrique Meirelles entrou ocupando as páginas e telas, mas o seu estilo Antonio Palocci, DE FALAR SEM DIZER (destaque meu), esgota-se com a repetição do vazio, além do verbal, operacional. (...) Se a decisão do impeachment ultrapassar a eleição [Municipal], o imobilismo não tem prazo previsível. Mas a imprensa e a TV servem também para eventualidades assim”. Já se anunciou que antes das eleições municipais tais mudanças não serão colocadas em prática. Por motivos óbvios. Kennedy Alencar, após afirmar que o presidente interino resiste a nova CPMF, saída preferida por Meirelles nos debates internos, constata, como Janio de Freitas: “Já há criticas em relação à lentidão (sic) de medidas econômicas da parte do governo Temer”. Que só virão após Outubro. Podem esperar...

Mudanças virão. Como a CLT. É o que revela Bernardo Mello Franco, no artigo “Sai a CLT, entra o quê?”: “O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o governo Temer vai propor “atualização” da CLT até o fim do ano [depois das eleições municipais, acrescento]. Mexer nas leis trabalhistas é um velho sonho do empresariado, e o novo regime parece disposto a realizá-lo. Falta informar que mudanças serão feitas e quem sairá perdendo com elas. (...) “O trabalhador não vai ter nenhum prejuízo com a atualização”, disse. (...) COMO MEXER NA CLT SEM ATINGIR OS ASSALARIADOS? (destaque meu). O ministro não explicou a mágica. Disse apena que buscará “um formato que prestigie a negociação coletiva” sobre a lei em vigor. Num cenário de crise, é difícil imaginar que os interesses dos empregados prevaleçam na negociação. (...) No início do mês [julho], o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) deu pistas (sic) sobre os planos do empresariado. “Nós estamos ansiosos para ver medidas muito duras”, afirmou Robson Andrade. “No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanais. A França, que tem 36 horas (sic), passou agora para 80. (...) O mundo é assim. A gente tem que estar aberto para fazer essas mudanças”. (...) A declaração causou espanto, e a CNI se apressou a dizer que Andrade “jamais defendeu aumento da jornada de trabalho”. Se isso é verdade, faltou esclarecer o que ele defende. Neste aspecto, o ministro de Temer também não foi muito original (sic)”.

Teremos que esperar por Outubro. As eleições municipais e a votação do impeachment de Dilma pelo Senado farão com que as medidas muito duras, pedidas pelos empresários, sejam anunciadas no fim do ano. Espera-se, pelo menos, que não seja adotada a semana de 80 horas. Temer seria TEMERoso se a adotasse!

O Estadão (25/7) noticiou: “Em ano eleitoral, o presidente em exercício Michel Temer liberou cerca de R$ 2 bilhões para prefeitos”. Antes, ele concedeu aumento a funcionários públicos. Estranho: o presidente interino afirma que recebeu uma Herança Maldita, um rombo de R$ 170 bilhões! Das duas, uma: ou ele mentiu. Ou está com medo da votação do impeachment no Senado... Se Temer falou a verdade, com esses gastos, está sendo irresponsável. Dilma foi muito criticada por essas mesmas medidas, que seriam votadas no Congresso. Não li críticas ao Temer: são dois pesos e duas medidas!

André Barrocal, na CartaCapital: “Temer receia ter sido gravado por Cunha”. Se verdadeiro este receio, o presidente interino tem mesmo que agradá-lo. A conferir!

JASSON OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sem escrúpulos e desesperado, Merval Pereira faz lembrar juiz de "Boleiros" e não aceita delação de Odebrecht se ela não implicar Lula de qualquer jeito


Merval: delação de Odebrecht, sem apontar crime a Lula, não será aceita pelo MP


Merval Pereira, ministro autonomeado do Supremo Tribunal Federal e chefe honoris causa da Força Tarefa do Ministério Público,disse hoje na CBN que os procuradores “não devem aceitar” a delação premiada de Marcelo Odebrecht.

A razão é que ela conteria uma “versão adocicada”sobre a relação da empresa com o ex-presidente Lula.

Porque, mesmo desesperado após um ano de prisão e 19 outros de condenação, Odebrecht não tem ato de corrupção a relatar dele.

Diria que fez favores ao ex-presidente, como em obras no sítio de Atibaia, mas sem que isso se vinculasse a qualquer contrapartida.

Lula, aliás, nem mais presidente era.

Admitiria que o ex-presidente também ajudou, com seu prestigio pelo mundo, a empresa a candidatar-se obras em outros países, mas sem contrapartida por isso.

Então, diz Merval, a delação – que fala em propinas para uma multidão de políticos, não valeria.

Não presta porque não atribui crime a Lula.

E é só isso que interessa.

Tem de arranjar um crime para o Lula, senão não tem negócio com redução de pena.

É claro que isso é uma coação, só que não para o MP, para Sérgio Moro e para a mídia.

E, claro, não para Merval.

Já nem se preocupam em disfarçar que as delações são premiadas de acordo com o “prêmio” que oferecerem aos que só pensam “naquilo”: a condenação de Lula.

É o grande prêmio.


FERNANDO BRITO, no Tijolaço
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NOTA DESTE BLOG: Olha o que essa situação toda lembra:


"Vai bater o pênalti até sair gol"!
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Ministério Público Federal: "Escola sem partido" é IN-CONS-TI-TU-CIO-NAL



A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF encaminhou ao Congresso uma nota técnica que aponta a inconstitucionalidade do Projeto de Lei 867/2015, que inclui o Programa Escola sem Partido entre as diretrizes e bases da educação nacional.

A proposta do Escola sem Partido defende que o professor não é um educador e traz uma série de restrições sobre o que pode ou não ser dito em sala de aula.

Para a procuradora federal dos direitos do cidadão, Deborah Duprat, o projeto está na contramão dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, especialmente os de "construir uma sociedade livre, justa e solidária" e de "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".



#PraCegoVer: imagem de um quadro negro ao fundo com o texto "Para a PFDC, o projeto Escola Sem Partido é inconstitucional porque: coloca o professor sob constante vigilância, nega a possibilidade de ampla aprendizagem, confunde a educação escolar com a fornecida pelos pais, contraria o princípio do Estado laico, impede o pluralismo de ideias e de concepções ideológicas e nega a liberdade de cátedra."

MPF, no Facebook

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domingo, 24 de julho de 2016

Desmontando o editorial safado e picareta d'O Globo, contra o ensino universitário gratuito, linha por linha. Por Gustavo Castañon



EDITORIAL DO GLOBO CONTRA A UNIVERSIDADE PÚBLICA: MENTIRAS E SOFISMAS DO PRIMEIRO AO ÚLTIMO PARÁGRAFO.

Vou aqui desmontar essa farsa linha por linha. Começando pelo título.

“Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”

A crise força é o fim do injusto sistema tributário brasileiro e do saque da dívida pública que roubou ano passado 43% do orçamento, baseado nos juros mais altos do mundo. Sistema esse do qual a família Marinho é uma das principais beneficiárias.

GLOBO: “Os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas”

A maior parte das vagas é ocupada por alunos de classe média, que também não teriam, em grande parte, condições de pagar por essas vagas. Mas agora, com a política de cotas, praticamente metade das vagas federais está sendo ocupada por alunos de classe média baixa e baixa. Além disso, é o estado que, infelizmente, subsidia grande parte das vagas nas universidades privadas.

GLOBO: “Numa abordagem mais ampla dos efeitos da maior crise fiscal de que se tem notícia na história republicana do país, em qualquer discussão sobre alternativas a lógica aconselha a que se busquem opções para financiar serviços prestados pelo Estado. Considerando-se que a principal fórmula usada desde o início da redemocratização, em 1985, para irrigar o Tesouro — a criação e aumento de impostos — é uma via esgotada.”

Afirmações peremptórias sem qualquer fundamento:
1) Não é a maior crise fiscal da história (e temos notícias de todas)
2) Ridícula afirmação peremptória de que aumentar imposto é via esgotada para financiar o Estado. É inadequada se for aumentar impostos para a classe média e empresas. É fundamental aumentar, e massivamente, a taxação de ricos no Brasil que basicamente vivem no paraíso mundial dos oligarcas sem pagar impostos e muitas vezes só vivendo do saque da dívida pública montados nas heranças que receberam sem mérito algum.

GLOBO: “Mesmo quando a economia vier a se recuperar, será necessário reformar o próprio Estado, diante da impossibilidade de se manter uma carga tributária nos píncaros de mais de 35% do PIB, o índice mais elevado entre economias emergentes, comparável ao de países desenvolvidos, em que os serviços públicos são de boa qualidade. Ao contrário dos do Brasil.”

Sim, o Estado precisa ser reformado. Ele precisa duplicar de tamanho se queremos serviços equivalentes, a nossa riqueza, aos dos países europeus. O funcionalismo brasileiro é mínimo, é menos da metade da proporção da população empregada no Estado dos países nórdicos, a taxa tributária brasileira é baixa se comparada com qualquer país da Europa, e não equivalente. Ela é equivalente à dos EUA, que não tem estado do bem estar. Além disso, nossa riqueza, nossa renda per capita, é menor, brutalmente menor. Resumindo, somos cinco vezes menos ricos, cobramos menos impostos dessa riqueza, temos menos gente no funcionalismo público e 43% de nosso orçamento vai para financiar a fortuna dos parasitas rentistas, Marinhos incluso. E esses saqueadores do erário ainda cobram o mesmo padrão de serviços de países europeus.

GLOBO: “Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil.”

Quando qualquer pessoa com mais de quarenta anos lê alguém com mais de quarenta anos falando de “crise nunca vista” sabe instantaneamente se tratar de um canalha. Mas é verdade, a crise que o Levy, com essas ideias, e os bandidos do PMDB provocaram com as molecagens políticas e orçamentárias é grave. Podemos aplicar as ideias nunca aplicadas no Brasil de fazer rico pagar imposto. Nada que uma nova alíquota de 40% no imposto de renda, imposto sobre lucro e sobre fortunas não resolva. Ou melhor que isso. Nada que uma taxa de juros real de somente dois por cento não resolva.
Na Inglaterra e EUA funciona como o Globo quer, no resto da Europa, não. Não é isso que faz a excelência dos cursos anglófonos. No entanto, apesar de excelentes, são de acesso extremamente excludente e criam uma sociedade totalmente controlada pelo capital. O aluno pobre de alto rendimento acadêmico, ao invés de receber sua educação como um direito, acaba tendo que mendigar o financiamento de seu futuro a fundações controladas por oligarcas bilionários que a partir desses instrumentos controlam suas vidas, sua voz e o sistema universitário.

GLOBO: “Tome-se a maior universidade nacional e mais bem colocada em rankings internacionais, a de São Paulo, a USP — também um monumento à incúria administrativa, nos últimos anos às voltas com crônica falta de dinheiro, mesmo recebendo cerca de 5% do ICMS paulista, a maior arrecadação estadual do país.”

Como é que a única universidade latino americana entre as 100 melhores do mundo pode ser um monumento à incúria administrativa? E no que privatizá-la resolveria isso? Não é difícil imaginar o resultado da incompetência privada no Brasil, como transformou a energia mais barata e renovável do mundo em uma das mais caras ao consumidor final, como criou a telefonia e a internet mais cara do mundo, mesmo com subsídios públicos ( e faliu, como a Oi ). O que teríamos na universidade pública é o que temos na universidade privada hoje: nem é preciso imaginar. Incompetência administrativa, subsídios públicos (proune, bolsas de pós), mensalidades escorchantes e péssimo, péssimo simulacro de educação.

GLOBO: “Ao conjunto dos estabelecimentos de ensino superior público do estado de São Paulo — além da USP, a Unicamp e a Unifesp — são destinados 9,5% do ICMS paulista. Se antes da crise econômica, a USP, por exemplo, já tinha dificuldades para pagar as contas, com a retração das receitas tributárias o quadro se degradou. A mesma dificuldade se abate sobre a Uerj, no Rio de Janeiro, com o aperto no caixa fluminense.”

O ICMS é só uma das fontes de receita do estado e a Unifesp é federal. São informações sem nexo para confundir o leitor e fazê-lo acreditar que 10% de seus impostos vão para bancar universidades. No Brasil, o orçamento da educação inteira, incluindo a básica e a média não atinge 4% do orçamento. E muito, muito pouco. Se a UERJ está em crise é porque a universidade é, historicamente, a primeira a sofrer cortes quando os orçamentos estão em crise. E o orçamento do Rio está em crise porque o preço do barril do petróleo caiu brutalmente deprimindo o valor dos royalties, tem uma quadrilha apoiada pelos irmãos Marinho no poder há dez anos, e porque a ação do juiz Moro, bancado pela Globo, quebrou a indústria de petróleo e de construção naval brasileira sediadas basicamente no Rio.

GLOBO: “Circula muito dinheiro no setor. Na USP, em que a folha de salários ultrapassa todo o orçamento da universidade, há uma reserva, calculada no final do ano passado em R$ 1,3 bilhão. Mas já foi de R$ 3,61 bilhões. Está em queda, para tapar rombos na instituição. Tende a zero.”

Vejam o desplante da manipulação. Universidade é basicamente recursos humanos. Em qualquer universidade o orçamento é basicamente salário. Se o orçamento não está suportando deve haver uma reforma administrativa que racionalize cursos, salários ou aumentar os recursos dedicados ao orçamento. O que não se deve pressupor, é que uma instituição, que no alto dessa crise, ainda tem uma reserva de 1,3 bilhões, é uma instituição falida! É um escárnio!

GLOBO: “O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares.”

Safados, picaretas, monstros, esse é o ponto máximo do cinismo, apontar a universidade pública, um dos poucos instrumentos que permite à classe média brasileira manter seu nível de vida e à classe baixa ascender socialmente através dos programas de cotas, como “mecanismo concentrador de renda do Estado”. Enquanto isso, protegem em seus editoriais e telejornais a política mais insana de juros da história e vetam, neste mesmo editorial, o uso do instrumento mais eficiente de desconcentração de renda do Estado: o tributário.

GLOBO: “Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.”

Falso, falso, falso! Sempre foi denunciado até que os governos do PT criaram o Prouni para as privadas, e o sistema de cotas nas públicas, o mesmo sistema contra o qual o mesmo jornal se bate em outros editoriais. E na hora que interessa ao argumento, também admite que o ensino privado no Brasil é de baixa qualidade. Mas é exatamente nisso que a Globo quer transformar todo ensino no Brasil!

GLOBO: “Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.”

Você, seu babaca de classe média direitista, é que está nesses 60%, seu merda. “poder pagar” pra eles é quando você ainda pode comer e morar depois que deixa todo o resto de seu salário na universidade. Você que apoia a direita. É você, e depois seus filhos, que vão pagar por isso. Porque os filhos da elite não estudam aqui, a maioria estuda ou nas PUCs ou no exterior.

GLOBO: “Além de corrigir uma distorção social, a medida ajudaria a equilibrar os orçamentos deficitários das universidades, e contribuiria para o reequilíbrio das contas públicas.”

O que corrigirá essa distorção social é triplicar o orçamento da educação básica no Brasil e permitir educação pública de qualidade universal, o que corrigirá essa e outras distorções sociais no Brasil é fazer os ricos pagarem impostos. O que reequilibrará as contas públicas é parar de pagar aos irmãos Marinho e outros oligarcas parasitas metade de nossos impostos na forma de juros.

Eu estou muito cansado de ter condescendência democrática com uma instituição que nunca respeitou a democracia, que não tem qualquer pudor de usar todo poder que tem, inconstitucional e usurpado na ditadura, para aumentar a riqueza de seus donos e destruir nosso futuro, nosso patrimônio, nosso Estado.

Eu tenho profunda amargura que familiares e amigos queridos dediquem sua vida de trabalho, o melhor de suas inteligências e esforços a uma organização que só trabalha para destruir não só tudo o que é bom e decente no Brasil, mas também qualquer esperança de termos algo bom e decente nesse país.

Tenho vergonha de quem trabalha na Globo. Não sei como podem ter isso em suas consciências, mesmo os direitistas. Não podemos, no entanto, ser mais condescendentes com essa emissora e aqueles que a constroem. Está na hora de cobrar a fatura de tanta destruição.

Nossa geração tem que acabar com esse verdadeiro império do mal. É nosso dever com nosso país e as gerações futuras.

GUSTAVO CASTAÑON, no Facebook

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Panelassholes, tomem na tarraqueta: Globo diz que é contra a universidade pública gratuita e, portanto, os pobres e remediados que se f**odam.


O editorial de hoje de O Globo (" Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito" ) é a senha para a destruição da universidade que dialoga com a sociedade. Que contribui com pesquisas de excelência para a população brasileira.

O monopólio, que só se mantém com aportes vultosos do BNDES, declara guerra às instituições que recebem recursos do Tesouro ou de governos estaduais, como é o caso da USP, Unifesp e Unicamp.

Nunca o discurso pela mercantilização do ensino foi tão descarado. Invertendo causa e efeito, o texto afirma que “é entre os mecanismos concentradores de renda que está a universidade pública". Nada é dito sobre a estrutura tributária regressiva, concentração fundiária ou a não taxação do capital financeiro. O que o jornaleco da família nefasta pretende é claro: entregar a educação para a rede privada e acabar de vez com a formação de pensamento crítico no Brasil. O mesmo vale para a saúde pública, entregue às operadoras de plano de saúde. Desnecessário falar sobre o Pré-Sal.

O grupo de criminosos que tomou o governo, com apoio da mídia corporativa e dos segmentos médios reacionários e idiotizados, vai acabar redimindo os golpistas de 1964. Estes torturavam nos porões. Os de agora fazem a sociedade agonizar a partir dos ditames do mercado. E as panelas cúmplices silenciaram.

Gilson Caroni Filho, no FACEBOOK

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"sh-IT", ficção de horror baseada em fatos horrivelmente piores






- Oi, criança!
- Uai! Q-q-quem é você?
- Chamam-me por muitos nomesss...
- O que você está fazendo aí nesse bueiro infecto?
- Masss não é tão ruim assim. Vive-se bem.
- Credo.
- Venha aqui comigo. Chegue mais pertooo...
- Não. Meus pais disseram para eu não falar com desconhecidos. Se souberem que entrei num bueiro nojento com um palhaço com aspecto de psicopata eu fico sem sobremesa e Internet.
- Muito previdentes elesss. Mas não sou desconhecido. Eu sou "Aquele que luta contra a corrupção"...
- Ah, já ouvi falar!
- Viu? Não sou um desconhecido. Mas vamos parar de falar de mim, e passemos a falar de você.
- Já começo a me interessar. A conversa toma um rumo apreciável.
- Grunf!
- O quê?
- Nada. Uma tosse. Tá muito úmido aqui. Tenho que mandar instalar um desumidificador.
- Prossiga.
- Venha aqui, conheça meu lar. Tem outros garotos inteligentes como você aqui na festa.
- Tá tendo uma festa aí?
- Sim. Estamos nos divertindo a valer.
- Mas, não sei não.
- Tenho uma proposta para você!
- Uma proposta? Que tipo de proposta?
- Venha comigo...Una-se a mim.
- Tá brincando?
- Eu sei que sou um palhaço, mas agora estou falando MUITO sério, criança.
- Sei lá, viu? Não me parece muito certo.
- Você é duro na queda, criança. Gosto disso.
- Mmmm...
- Aqui embaixo é muito divertido. A gente faz acampamento, come almoço com filé...
- Continue, continue.
- Olha aqui, ó. Sabe o que é isso?
- Um balão amarelo?
- Não criança burra do caralh, digo, não, doce e ingênuo petiz. É um lindo patinho amarelinhozinho.
- UM PATO AMARELO? Adoro pato amarelo. São tão fofonhos.
- Ele é todo seu.
- Meu!!???
- Sim, todo seu. Venha buscar.
- Tô indo. Adoro patinho amarelinho e...
- TE PEGUEIII!!! HUA HA HARRRR DIGA ADEUS A SUA APOSENTADORIA SEU IDIOTINHA DE MERDAAAAAAAA!!!!
- AHHHHHHHHHHHHHHH!

FIM

Ou mellhor: FIM MERECIDO






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sábado, 23 de julho de 2016

ELE ACEITA NUMA BOA: Homenagem a Moro "Presidente" é entregue por ministro filiado ao PP, partido mais citado na Lava-Jato, e inimigo da saúde pública gratuita



Coube ao ministro interino da Saúde, Ricardo Barros (PP), a honra de entregar ao juiz federal Sérgio Moro a comenda ‘Ordem do Mérito do Comércio do Paraná’, da Fecomércio-PR, durante jantar realizado na noite desta sexta-feira (22) em Curitiba. De 50 investigados pela Lava Jato, 32 são filiados ao PP do ministro; 7 são filiados ao PMDB; 6 seis no PT.

Barros é militante contra a existência do Sistema Único de Saúde (SUS) e advoga pela presença de planos de saúde privada, aliás, que financiaram sua campanha eleitoral para a Câmara.

Outro homenageado na noite de ontem, juntamente com Moro, foi o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, cuja última empreitada é lutar ao lado do governador Beto Richa (PSDB) pelo calote nos professores e servidores públicos do Paraná.

Na hora em que o “prêmio” foi transferido das mãos de Barros para as de Moro, ouvia-se uivo de satisfação na plateia, verdadeiro gozo, seguido de aplausos e gritos de “Moro Presidente!”, “Moro Presidente!”.


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"Ameaça terrorista": Governo Temer reforça imagem do Brasil pós-golpe como piada mundial



Amigos lindos, o Ministro da Justiça, Alexandre Moraes, seria uma piada de mau gosto? Os terroristas que nunca foram terroristas, o cara que cria galinhas, a foto EDITADA de um dos rapazes com uma arma que era, na verdade, uma arma de paintball (sim, aquela das bolinhas de tinta!) , o outro preso porque se chama Israel Mesquita ( oi?) , o rapaz que treina jiu jtsu ha uma semana e porisso seria suspeito ( oi?) , o perigoso terrorista que procura a policia sozinho para se entregar, enfim, tudo isso virou piada mundial. Nao apenas isso. Cerca de 20 mil pessoas cancelaram a vinda ao Brasil depois do alarme falso de terrorismo, a Operaçao Tabajara, como vem sendo chamada. Sim, a bravata atingiu apenas os brasileiros. Alexandre Moraes, o ministro que advogava para o PCC, virou chacota ate para os meus amigos da ONU,em Jerusalem. Recentemente, entrevistei em Beirute dois militares libaneses que combateram os extremistas do ISIS na fronteira com a Siria e me contavam como eles agiam na internet. Hoje, depois de tudo isso, posso apenas concluir que o governo Temer nao conhece sequer as premissas basilares do terrorismo!

E quando decide mostrar coragem para o mundo, atinge apenas os brasileiros.

Lucia Helena Issa, no FACEBOOK

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Como tem otário que cai nessa lorota de "terroristas islâmicos Made in Brazil". Ou será que estão sendo muitíssimo espertos?


"Falavam em aprender artes marciais". 
Esse ministro golpista só pode estar de sacanagem! Então terrorista brasileiro iria aprender artes marciais (qual arte? porque há inúmeras!) pra quê? pra sair atacando 80-90 pessoas como num jogo do mortal kombat? Se artes marciais fazem um terrorista, então podemos chamar o exército sionista de Israel de exército terrorista porque praticam o mortífero Krav Maga? Então vão sair prendendo todos os praticantes de jiu jitsu, judô, tae kwo do e capoeira por potencial terrorismo???

"Eles falavam em atirar e comprar 01 fuzil AK-47 pela internet". 
Ah, não! sério mesmo, sr. ministro aliado do PCC. Comprar 01 fuzil pela internet??? O sr. poderia esclarecer como é que o PCC consegue os milhares de fuzis que usa??? E por que o senhor, enquanto secretário de segurança do fascista estado de SP nunca se dignou a pedir apoio da PF para descobrir de onde vinham as armas do PCC???

Sério, eu não sei como é que tem otário que se deixa cair nesse conto do vigário que é o "terrorismo no Brasil"

Josefa Stalina, no FACEBOOK

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Ninguém chorou nem criou hashtag: ataques aéreos criminosos cometidos pelos Ocidentais na Síria matam 20 crianças em uma semana, denuncia Unicef



O mundo chorou a morte de civis franceses após o atentado atribuído a radicais islâmicos que deixou dezenas de feridos na semana passada, mas há pouco espaço no noticiário para as perdas de civis muçulmanos em ataques do Ocidente, como as 20 crianças que sucumbiram no norte da Síria apenas nesta semana.

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) informou que as mortes ocorreram na cidade de Manbij, no norte da Síria. A cidade e seus arredores, que abrigam 150 mil pessoas, são controlados pelo Estado Islâmico (EI), mas estão sob intenso assédio de forças curdas, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e que tem na França um dos principais aliados.

“Nesta semana, mais de 20 crianças foram assassinadas em ataques aéreos em Manbij, e um garoto de 12 anos foi brutalmente morto em Aleppo”, declarou Hanas Singer, representante do Unicef no país árabe. Segundo o órgão, 35 mil crianças estão presas na região sitiada.

Singer acrescentou que “esses terríveis episódios deixam ainda mais claro às partes em conflito sua responsabilidade de respeitar as leis internacionais humanitárias que protegem as crianças na guerra”, acrescentou Singer.

Manbij é considerada crucial na guerra contra o Estado Islâmico porque fica a cerca de 130 quilômetros de Raqqa, tida como a capital do grupo na Síria.


LEIA MAIS:





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Marqueteiro João Santana NÃO DELATOU NINGUÉM



Exclusivo: na “delação premiada” João Santana não delata Dilma nem ninguém

Recebi, agora há pouco, a íntegra do que João Santana disse a Sérgio Moro, em Curitiba, depoimento que foi denominado “delação premiada” pela grande imprensa, no qual ele não delata ninguém. 

E merece um prêmio por manter a lucidez e o talento que sempre teve, ao dizer que “o marketing eleitoral não cria corrupção, não corrompe e não cobra propina”; “98% das campanhas políticas no Brasil utilizam caixa 2”; 

“Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília”; “Somos os únicos presos, neste país, por caixa 2”.

Em nenhum momento ele delata Dilma, Lula, PT ou alguma pessoa.

Eis a íntegra do seu depoimento: 

“Nos últimos meses, eu vi destruídos, um trabalho e uma imagem pessoal que construí, com muito esforço, ao longo de mais de 20 anos. Eu entendo porque isso aconteceu. Primeiro porque escolhi uma profissão fascinante, mas cheia de riscos e incompreensões. Segundo porque me transformei em um profissional de destaque nacional e internacional. Terceiro porque meu trabalho esteve ligado, nos últimos anos, a um grupo político que está hoje sob severo questionamento. O que eu não entendo e não me conformo é com o fato de eu e minha mulher estarmos sendo acusados, injustamente, de corrupção, formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro. De estarmos sendo tratados como criminosos perigosos. E de estarmos servindo, involuntariamente, aos interesses dos que sempre tentaram ligar o marketing político a atividades obscuras e antiéticas.

O marketing eleitoral não cria corrupção, não corrompe, e não cobra propina. Não somos a causa de práticas eleitorais irregulares. Elas são consequência de um sistema eleitoral adulterado e distorcido em sua origem. Isto é assim aqui e na maioria esmagadora dos países. E atinge todos os partidos, sem exceção. Com generosidade, e com conhecimento de causa, eu digo que 98% das campanhas no Brasil utilizam caixa 2. Que isso envolve das pequenas às grandes campanhas. Que centenas de milhares de pessoas – quase certo que milhões – de todas as classes sociais e de dezenas de profissões são remuneradas com dinheiro de caixa 2. Mais que isso: o caixa 2 é um dos principais – senão o principal – centros de gravidade da política brasileira.

Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília. Uma muralha humana capaz de concorrer com a muralha da China. Capaz de ser fotografada por qualquer satélite que orbita em torno da terra. 

Mas estaria eu aqui a defender o caixa 2? Jamais! 

Erramos e estamos dispostos a pagar pelo nosso erro. Mas não somos corruptos nem lavadores de dinheiro.

Pelo que já foi apurado, há fortes indícios de que os crimes da Lava-Jato não estão circunscritos ao caixa 2 eleitoral. Mas no nosso caso nada foi apurado – e nunca será – que não esteja circunscrito ao caixa 2. Mas estamos presos, tivemos nossa reputação arruinada, nossos bens bloqueados, nosso patrimônio líquido sequestrado, nossas empresas, no Brasil e no exterior, ameaçadas de fechar. Tudo, sem que ninguém até hoje duvide, que aquilo que conseguimos na vida é fruto exclusivo do nosso trabalho. 

Somos os únicos presos, neste país, por caixa 2.

Não queremos ser símbolos. Nem bodes expiatórios. Não quero clemência, nem piedade. Não espero perdão. Espero apenas proporcionalidade. Espero que Vossa Excia. possa resolver esta grave distorção, e possa darmos, a mim e a minha mulher, a exata medida da nossa responsabilidade. É isto – apenas isto – que esperamos da Justiça.”

Espero e torço para que, depois desse depoimento verdadeiro, mas jamais traidor, nem dedo-duro todos os publicitários, jornalistas e marqueteiros do país decidam sair do muro, onde se encontram, e redijam, com o mesmo brilhantismo dele, um abaixo-assinado endereçado a Sergio Moro, ao STF e aos corações de todos os brasileiros para que João Santana e sua mulher, Mônica Moura voltem ao convívio de suas famílias e de seus amigos e possam voltar a trabalhar da forma competente e altaneira, como sempre fizeram.

Eles merecem nosso respeito, nossa admiração e nosso “sejam bem-vindos de volta”.


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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Se o governo golpista vingar


Votação do afastamento definitivo de Dilma só acontecerá em agosto

Se o governo golpista vingar haverá luto todos os dias porque a democracia estará morta.

Se o governo golpista vingar os bandidos vão soltar fogos porque seus semelhantes chegaram ao poder.

Se o governo golpista vingar as viúvas não vão chorar apenas seus maridos mortos, mas as suas economias extorquidas.

Se o governo golpista vingar os trabalhadores vão trabalhar em dobro e ganhar metade.

Se o governo golpista vingar o sol não vai nascer para todos.

Se o governo golpista vingar as escolas vão ensinar como se anda para trás.

Se o governo golpista vingar as taxas de felicidade vão cair mais que as máscaras dos golpistas.

Se o governo golpista vingar os sinos vão dobrar por todos os brasileiros.

Se o governo golpista vingar Incitatus será o próximo presidente do Senado.

Se o governo golpista vingar não haverá mais estrelas no céu como peixinhos no mar.

Se o governo golpista vingar as crianças ficarão órfãs de pais vivos.

Se o governo golpista vingar é porque o crime compensa.

Por ALEX SOLNIK


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Escola Sem Partido: parte de um projeto mais que conservador, retrógrado!

Em mais uma das teses conspiratórias de que o Brasil está sofrendo uma tentativa de dominação comunista do Foro de São Paulo, difunde-se o projeto Escola sem Partido, cuja o objetivo é evitar o que se chama de “doutrinação ideológica” nas escolas. A ideia chega a um nível de estupidez de culpar o educador Paulo Freire, um dos maiores do mundo, pelo que eles chamam de parte de um projeto de poder “bolivariano”.

Antes de qualquer coisa, o autor que vos escreve não é pedagogo, portanto, tomará muito cuidado ao tratar do tema. Porém, não poderá se abster por conta da leitura que fez do Paulo Freire e dos impactos políticos e sociais que o Escola Sem Partido tenta impor.

No livro ‘A Pedagogia do Oprimido’, o que se vê é uma tentativa do autor de transportar os diversos conhecimentos dispersos para a realidade concreta do aluno, afim de estabelecer uma visão crítica, e, em nenhum momento, há um objetivo metodológico de uma doutrinação ideológica. O próprio autor disserta sobre o tema:

“Não há outro caminho senão o da prática de uma pedagogia humanizadora, em que a liderança revolucionária, em lugar de se sobrepor aos oprimidos e continuar mantendo-os como quase “coisas”, com eles estabelece uma relação dialógica permanente. ” (Freire, 1987)

A maior preocupação do projeto Escola Sem Partido é com o famoso tipo de professor que faz um maniqueísmo sobre a matéria dada em sala de aula. Esse tipo existe e, na maioria das vezes, tangencia o método de Freire, já que seu objetivo é apenas transmitir ou impor uma ideologia para o estudante, algo muito diferente da proposta de diálogo da pedagogia humanizadora. A tentativa de fazer com que os alunos comprem uma ideia seria difundir ainda mais a chamada concepção “bancária” de educação, tão condenada por Freire, aquela à qual o professor apenas deposita conhecimento na cabeça do aluno. E é aí que está o grande problema que o Escola Sem Partido apenas reforça.

Hoje, o método de educação utilizado nas escolas do Brasil, ao contrário do que pensam os conservadores brasileiros, não se assemelha com as ideias de Paulo Freire. A concepção é quase jesuíta ou positivista: a do professor que transmite conteúdo e a dos alunos que apenas recebem, ou, a de educador e educando. Em outros países, a teoria de Freire é muito bem recebida, como na Finlândia e no Japão, por exemplo, onde o é considerado um dos patronos da Educação, além de, no mundo inteiro, ser um dos educadores mais citados em estudos acadêmicos.

Sim, o método Paulo Freire é baseado em Marx! E daí? O nosso calendário é cristão, nosso sistema político é baseado no liberalismo, o lema da nossa bandeira é baseado no positivismo, e tantas outras coisas que formam a nossa sociedade e o nosso estado são baseadas em escolhas ideológicas.

Sim, o método Paulo Freire tem uma vertente revolucionária! E daí? A famosa frase de Freire nunca foi tão atual: “Não existe imparcialidade. Todos são orientados por uma base ideológica. A questão é: sua base ideológica é inclusiva ou excludente?”. A partir do momento em que o professor é impedido de apresentar ao aluno pontos de vistas distintos da realidade concreta, está se reafirmando a ideologia dominante, ou seja, a escola se torna um local de doutrinação ideológica do status quo.

Aprender a história factualmente, ou seja, decorando as datas e acontecimentos, a geografia através do simples conhecimento de cidade, estado, país, continente, relevo e clima, ou a língua portuguesa apenas pelo entendimento da norma culta são formas de reforçar a ideia do sistema vigente. Essa metodologia de assimilar conteúdo e o reproduzir é um reforço da ideologia que o sujeito deve aderir ao que está aí, não questionar e aplicar seus conhecimentos no mercado de trabalho para a manutenção da produtividade capitalista. Ou seja, a velha concepção “bancária” de educação, do educador e do educando, a serviço da doutrinação ideológica dominante.

Não é só uma doutrinação ideológica liberal, como também é terceiro mundista. Se pensarmos nas revoluções tecnológicas a partir da década de 80, as quais o Brasil ficou fora de todas, é nítido e notório que elas não surgiram pela simples assimilação de conteúdo, mas sim, pela manipulação do conhecimento. Rejeitar o método Paulo Freire ou impedir qualquer educação emancipatória, que faça o indivíduo pensar por si só, é automaticamente transforma-lo em um robô que apenas reproduz habilidades e, por tabela, condenar toda uma sociedade ao subdesenvolvimento.

Também é importante citar que, com a visão retrógrada e neoliberal apresentada pelo governo Temer, há uma grande possibilidade do projeto Escola Sem Partido ser um “balão de ensaio” para a terceirização da educação. Entidades como Instituto Airton Senna, Fundação Roberto Marinho, Fundação Bradesco, entre outras já aplicam o conceito amplamente difundido do Banco Mundial de educação. Se a nova visão da educação for essa e o projeto já é neoliberal, então não haveria surpresa se, num futuro próximo, a nova gestão ensaie uma proposta para acabar com a escola pública.

Por fim, propostas como voto distrital, aumento da jornada de trabalho, terceirização, rompimento do Brasil com os BRICs e o Mercosul e, agora, o Escola Sem Partido são demonstrações de que o Brasil está num caminho de retrocesso, pois, enquanto o mundo inteiro avança num sentido contrário, nós procuramos reafirmar (pré) conceitos antigos do status quo.


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Bacanudo caloteiro abandona FIESP e deixa dolorosa pros patos pagarem



Saiu da Fiesp, mas não pagou o pato

Da revista Fórum:

O empresário Laodse de Abreu renunciou ao cargo de diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira (20). Embora tenha deixado o cargo da organização responsável pela campanha “Não vou pagar o pato”, utilizada principalmente em manifestações “contra a corrupção” e pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o empresário não se retratou publicamente e nem sinalizou se vai pagar a dívida de R$ 6,9 bilhões que o transforma em “o maior caloteiro do Brasil”.

O valor é maior que a dívida dos governos da Bahia, Pernambuco e outros 16 estados. Laodse, inclusive, responde a um processo por crime contra a ordem tributária. Ele adquiriu essa dívida devido à má gestão de um grupo empresarial familiar que administrava ao lado de dois irmãos, Luce Leo e Luiz Lian. Na nota, a Fiesp diz que ele está “contestando os débitos na Justiça”.

Embora o assunto tenha sido repercutido nos principais veículos da imprensa brasileira, a Fiesp disse que não “faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial”. O curioso é que a mesma instituição encabeçou o processo de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff mesmo sem apontar quais crimes que ela supostamente tenha cometido. Em uma entrevista de março deste ano, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que Dilma deveria ser destituída do cargo pelo “conjunto dos fatos”.

“Eu não vou entrar em detalhes porque nós não estamos em um julgamento. Mas pelo conjunto dos fatos, se você somar as circunstâncias que nós estamos, e o conjunto dos fatos ocorridos, e tudo isso que nós assistimos, certamente, por muito menos, por 1% disso, muitos governantes do mundo ou renunciam ou, alguns, até chegam a se suicidar”, disse, na ocasião. 




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7 razões irrefutáveis para Senado arquivar impeachment de Dilma


Motivos seriam suficientes para anular qualquer processo na Justiça por desrespeito à Constituição e às leis do país; cabe agora aos senadores fazê-lo 

por Camilo Toscano

Passados pouco mais de sete meses desde que foi instaurado na Câmara dos Deputados, o processo de impeachment contra a presidenta eleita, Dilma Rousseff, possui pelo menos 7 razões incontestáveis para que seja arquivado pelos senadores no dia 9 de agosto, quando deverá ser votado em plenário.

São todas razões que, juridicamente, anulariam qualquer outro processo, devido à alta quantidade de vícios que possui. Deste modo, se o Senado validar o impeachment, agirá ignorando as regras jurídicas brasileiras. Esse é o alerta de golpe que vem sendo feito pela defesa da presidenta eleita.

1 – Pedaladas “fantasiosas”

A primeira razão incontestável é o fato de que a acusação de que Dilma pedalou em 2015 não sustenta um impeachment porque a prática não constitui crime. José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma no processo e legítimo advogado-geral da União, disse isso seguidas vezes no processo. Nas últimas duas semanas, o mesmo foi dito por Ivan Marx, procurador da República no Distrito Federal.

O procurador analisou o caso e concluiu que não há crime de Dilma no atraso no repasse de recursos ao Banco do Brasil para o Plano Safra. O mesmo procurador Ivan Marx já havia concluído que também não foi crime o atraso ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

2 – Mesma prática de Lula e FHC

Por uma questão de coerência, a conclusão não poderia ter sido outra. Afinal, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também adotaram as mesmas medidas chamadas de pedaladas fiscais. E não houve qualquer reprovação à época pelo Tribunal de Contas da União (TCU), porque o entendimento é semelhante a uma conta de luz paga com atraso por um consumidor.

Essa é a razão número dois: a prática da qual acusam Dilma também foi utilizada por outros presidentes. Foi utilizada inclusive pelo relator do processo de impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB), que pedalou em 2012, 2013 e 2014 quando era governador de Minas Gerais. Condenar apenas Dilma é ir contra o princípio de que a Justiça é igual para todos.

3 – Lei não retroage para punir

Outro princípio importante para se fazer justiça é o da irretroatividade. Dirigir sem uso do cinto de segurança é infração desde 1997. Quando entrou em vigor, não puniu os motoristas que andavam sem cinto até o momento em que a lei passou a valer. E não poderia ser diferente, pois é respeitar o princípio da irretroatividade da lei.

A mudança no entendimento do TCU sobre as pedaladas só pode valer para o futuro. Desde que o tribunal adotou nova interpretação, o governo Dilma não mais pedalou, ou seja, seguiu a lei — antes e depois da mudança de interpretação pelo TCU. Essa é a terceira razão para arquivar o pedido de impeachment: não se pode punir retroativamente.

De fato, a líder do governo golpista de Michel Temer no Congresso Nacional, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), concedeu entrevista à rádio Itatiaia (MG), em que afirmou que “não teve esse negócio de pedalada, nada disso”. A questão foi apenas política, resumiu a senadora.

4 – Perícia isenta Dilma

A quarta razão incontestável para arquivar o impeachment é a perícia realizada por técnicos do Senado. Os peritos concluíram que: 1. Não existem atos comissivos de Dilma, ou seja, ações intencionais; e, 2. Dilma não foi alertada de que poderia haver incompatibilidade com a meta fiscal de 2015 com as medidas.

Em resumo: Dilma não pode ser responsabilizada. Além disso, a perícia ainda reduziu para três o número de decretos de crédito suplementar que sustentam as acusações, que inicialmente era de seis.

5 – Relator sob suspeita

E o que dizer da escolha de um relator que é do mesmo partido que assina o pedido de impeachment? Que podemos esperar tudo, menos imparcialidade e julgamento justo. Antonio Anastasia é do PSDB, um dos partidos que assinaram o pedido de impeachment apresentado à Câmara dos Deputados. “Um escândalo”, classificou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

A escolha, e quinta razão irrefutável para arquivar o impeachment, passou por cima do Regimento Interno do Senado. Em sua Resolução 20/1993, o regimento destaca que nos processos de cassação de mandato de senador, a representação deve ser relatada por um integrante “não filiado ao partido político representante ou ao partido político do representado”. Questão de isenção, afinal, quem acharia justo um processo nessas condições?

6 – Meta fiscal aprovada pelo Congresso

É incontestável ainda o fato de que o Congresso Nacional aprovou a meta fiscal de 2015, ao votar o PLN 5/2015, em sessão realizada em 2 de dezembro do mesmo ano. Assim, não há como sustentar que a meta fiscal de 2015 foi desrespeitada pelo governo Dilma com a edição de decretos de crédito suplementar, já que os créditos foram emitidos antes de o Congresso aprovar a meta fiscal. Além disso, os decretos não ampliaram gastos do governo e foram solicitados por outros órgãos do Estado, como o Judiciário e inclusive o TCU.

7 – Processo por vingança

O sétimo e último motivo incontestável para o arquivamento do processo de impeachment contra Dilma é o fato de ser motivado por uma vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido só foi aberto quando o PT se recusou a ajudar a salvar Cunha no Conselho de Ética. A vingança de Cunha é uma das faces da imparcialidade, portanto, de um julgamento injusto contra Dilma.

Duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) evidenciam que Eduardo Cunha interferiu no processo de impeachment. A primeira é de dezembro de 2015, quando o STF anulou a primeira comissão do impeachment da Câmara instalada por manobra de Cunha. A segunda decisão é a de suspensão do mandato e do cargo de presidente da Casa, antes de sua renúncia.

“Por que foi afastado o presidente Eduardo Cunha? Porque usava o cargo para impedir e obstaculizar investigações. Porque usava seu cargo com desvio de poder, para não permitir que as situações que lhe são dirigidas de desvio de dinheiro público não avançassem”, afirma José Eduardo Cardozo.

O fato de que o processo contra Cunha no Conselho de Ética ter avançado somente após a suspensão pelo STF revela seu poder de interferência nos processos da Casa, inclusive o do impeachment.

As sete razões irrefutáveis são reforçadas ainda pelas provas e pela fase de depoimentos ocorrida na Comissão do Impeachment no Senado. Constituem base sólida o suficiente para anular o processo no STF, pois revelam que o afastamento da presidenta eleita se deu por razões meramente políticas, sem fundamentos jurídicos, o que não se pode suportar numa democracia.


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Depois da Copa, o Gigante virou zumbi, depois pato da FIESP e por fim voltou a hibernar, agora que fomos entregues à barbárie


A OLIMPÍADA E O SONO DAS MASSAS INDIGNADAS

Há pouco mais de dois anos, a grande imprensa atormentava a cabeça dos brasileiros com denúncias e mais denúncias contra a Copa do Mundo. Convencia a todos de que era um evento de armações, roubos, superfaturamentos, desorganização e fracasso prenunciado. Noventa por cento das denúncias nunca se confirmaram. O desemprego batia recordes de baixa, a inflação era menor, o déficit de Dilma (30 bi) naquele ano nem se aproximaria ao de Temer para ano que vem (140 bi), saúde e educação não estavam ameaçadas de terem cortes brutais, nem os trabalhadores de perderem seus direitos. Mas as pessoas foram às ruas indignadas.

As esquerdas caíram como patos da Fiesp. Juntaram-se a grupos ultradireitistas e tomaram as ruas protestando contra tudo e todos. Entusiastas da revolução Facebook prenunciavam um novo tempo, de gente decidida e participação cidadã. "O Brasil acordou!!". Até indignação com morte de favelado as classes médias sentiram. Coisa rara. Teóricos da comunicação, entusiastas das redes, gritavam aos quatro cantos a chegada de um novo "novo amanhã". Teóricos sociais e historiadores, prenhes de certezas quanto á marcha da História, diziam que o povo queria mais, depois de todas as conquistas consolidadas. Cidades rebeldes. As multidões contra o Império!!!!

Hoje a olimpíada passa ilesa, sem denúncias, sem campanha contra. E as "massas" perderam toda a indignação. As jornadas de junho [ de 2013 ] mostraram o caminho do golpe. A mídia entendeu: as redes reverberam bem a decisão dos editores. E manifestações de classe média devem ser conduzidas por grupos preparados. O resto é com o noticiário do dia a dia e um escândalo bem fabricado para chamar de seu. As Jornadas de junho foram o laboratório de um agosto sombrio.

E o novo amanhã amanheceu com Temer, Jucá, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Serra, um brutal Alexandre Morais, e todos os outros sócios do que existe de mais retrógrado, corrupto e antissocial na história do país. As novas gerações trouxeram nos ombros os insepultos cadáveres do passado. Anos 80 já estão no sofá da sala.

A vida é dura, molecada!

WEDEN ALVES, no FACEBOOK

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Aécio, Gestão TEMERária e Folha de São Paulo preparam o fim da CLT #ForaTemer


Temer, Aécio e Folha unidos contra a CLT 

Por Altamiro Borges

Aos poucos, de forma sorrateira, os golpistas expõem os reais motivos do impeachment da presidenta Dilma – que não tem nada a ver com as tais “pedaladas fiscais” ou com o combate à corrupção. Entre os seus objetivos, um dos principais é o de destruir a legislação trabalhista, jogando o peso da crise econômica nas costas dos assalariados com carteira assinada. Esta cruzada retrógrada une a corja de Michel Temer, que assaltou o Palácio do Planalto, o cambaleante Aécio Neves e os seus tucanos bicudos, derrotados nas eleições de 2014, e quase a totalidade da mídia privada. Todos juntos contra a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e – quem sabe – pela extinção sumária da Lei Áurea.

No caso do Judas Michel Temer, uma parte do seu partido – o PMDB – já deixou explícito este propósito no documento lançado no final do ano passado com o pomposo título de “Ponte para o futuro” – também apelidado de “pinguela para o passado”. O texto defende, de forma marota, o fim das leis trabalhistas. Prega “a prevalência do negociado sobre o legislado”. Ou seja: de nada vale o que está fixado na CLT, como férias, 13º salário e outros direitos. Passa a valer o que for negociado diretamente entre patrões e empregados. Em tempos de crise, com a explosão do desemprego, será a típica negociação da forca com o enforcado. O texto também defende a terceirização nas chamadas atividades-fins, com o aumento da jornada, redução dos salários e precarização do trabalho.

Já no caso do PSDB, o seu intento sempre foi o de exterminar a CLT. Pouco antes de iniciar o seu triste reinado, o neoliberal FHC explicitou que o seu sonho era “extinguir a herança de Vargas” nas leis trabalhistas. A resistência do sindicalismo evitou esta tragédia e os tucanos passaram a ser vistos como inimigos dos trabalhadores – o que ajuda a explicar as quatro derrotas seguidas deste partido nas eleições presidenciais. Nas eleições de 2014, este assunto espinhoso virou pó na campanha do cambaleante Aécio Neves. Agora, animado com o retorno ao Palácio do Planalto através de um golpe, ele volta a falar sobre a urgência de eliminar “as leis trabalhistas complexas”, que “impõe custos que inviabilizam competição em mercado globalizado”, conforme escreveu nesta semana.

Por fim, com relação à imprensa privada, ela historicamente nunca tolerou as leis trabalhistas. Os donos da mídia sempre satanizaram os sindicatos, as greves e os direitos conquistados. Eles incentivaram todos os golpes contra os governos minimamente reformistas, como os de Getúlio Vargas, João Goulart, Lula e Dilma. Como patrões, eles até hoje impõem as piores práticas trabalhistas, com a terceirização selvagem (pejotização), o assédio moral e o arrocho salarial. Agora, animados com o “golpe dos corruptos”, eles exigem pressa no desmonte da CLT. Nestes dois meses do covil golpista de Michel Temer, vários editoriais já foram obrados pelos jornalões, revistonas e redes de rádio e televisão para defender a “modernização da legislação trabalhista”.

Famiglia Frias prega “golpe” trabalhista

Nesta segunda-feira (18), a Folha publicou mais um editorial contra os direitos dos trabalhadores. Intitulado “A próxima reforma”, o diário da famiglia Frias escancara toda a sua excitação com o atual momento político: “As esperanças de prosperidade futura do país dependem de uma agenda de modernização institucional que estimule a produtividade e reduza o custo de fazer negócios. Entre os obstáculos a serem equacionados, destaca-se a obsoleta legislação trabalhista, gestada nos longínquos anos 1940 e causadora de um anômalo e crescente contencioso entre empregados e empregadores”. Para o jornal, o momento exige o fim da “estrutura sindical oligopolizada, abrigada no Estado e financiada por contribuições obrigatórias”, e a extinção sumária da CLT.

“O paternalismo enfraquece a disposição à negociação e a autonomia das partes em decidir conforme as suas preferências. Na tradição brasileira, o legislado tende a se sobrepor ao acordado em convenções coletivas. Merece apoio, portanto, a disposição manifestada pelo governo Michel Temer de encaminhar ao Congresso uma proposta de modificação das regras trabalhistas – reforma que, de acordo com o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, será a segunda na ordem de prioridades do Planalto, logo depois da previdenciária. Já seria progresso digno de comemoração a retomada do projeto que regulamenta a terceirização da mão de obra, conforme propósito do ministro. O texto, apresentado em 2015 na lista de prioridades do PMDB, encontra-se parado no Senado”.

Como se observa, o “golpe dos corruptos” tem como prioridade esfolar ainda mais o trabalhador. Este intento destrutivo e regressivo unifica o Judas Michel Temer, o cambaleante Aécio Neves e toda a mídia privada, que manipula tantos “midiotas”. Acorda peão! Do contrário, o seu futuro será ainda mais trágico.


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terça-feira, 19 de julho de 2016

Datafolha: Folha comete fraude escancarada a favor de Temer, denuncia jornalista gringo em artigo para o público estrangeiro


Folha cometeu fraude jornalística com pesquisa sobre Temer, revela site

O jornalista Glenn Greenwald revela, no site The Intercept, que a Folha cometeu fraude jornalística ao manipular a mais recente pesquisa Datafolha sobre o governo de Michel Temer.

Segundo o jornal, 50% dos brasileiros acham que é melhor para o país se Temer terminar o mandato; que apenas 4% disseram que não querem nem Dilma nem Temer; e que somente 3% querem novas eleições.

De acordo com Greenwald, não é verdade que metade dos ouvidos respondeu que seria melhor se Temer terminasse o mandato de Dilma: eles só disseram que seria a melhor opção se a outra fosse o retorno de Dilma.

“Além disso”, diz ele, “não confere que só 3% querem novas eleições, uma vez que não foram questionados sobre isso. Ao limitar falsamente a questão a apenas duas opções, a Folha garantiu que os resultados fossem totalmente distorcidos”.

O jornalista americano Alex Cuadros observou que as pesquisas anteriores sobre Dilma e Temer incluíam uma questão sobre um novo pleito. Greenwald lembra que se as outras alternativas estivessem incluídas, é quase uma certeza que o percentual dos que desejam Temer até 2018 cairia vertiginosamente.

“É uma manchete tanto sensacionalista quanto falsa”, escreve. A gerente do Datafolha Luciana Schong afirma que as perguntas foram determinadas pela Folha. Ela reconheceu que é enganoso afirmar que 3% dos brasileiros querem novas eleições já que os entrevistados não foram questionados sobre isso.

Schong também admitiu que declarar que 50% dos brasileiros querem Temer é uma imprecisão se não for esclarecido que a questão limitou as alternativas a apenas duas.


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Escola sem Partido em: Enquadrando a Matemática



- Bom dia, professor, aqui é Luíza, do Departamento de Desideologização de Material Didático da editora.
- Bom dia, Luíza. Em que posso ajudar?
- É sobre algumas modificações que precisamos que sejam feitas no seu livro.
- Mas eu sou professor de matemática, filha...
- Sim, mas tem uns problemas.
- Meu livro é para o ensino fundamental...
- Então. O seu caso é simples, o senhor vai ver.
- Fale...
- Logo no início, nos exercícios de adição. Tem o exercício 6 na página 23, "João não conseguia dormir então começou a contar os carneirinhos que, na sua imaginação, pulavam uma cerca".
- E qual o problema.
- O problema é que os carneirinhos pulando a cerca são uma crítica velada aos enclosements ingleses e uma referência à acumulação primitiva do capital. Propomos mudar para "franguinhos entrando no navio, que o pujante agronegócio brasileiro exporta para a Europa".
- Ninguém conta frangos para dormir.
- Justo, por causa da ideologia que sataniza o produtores rurais que põe comida na nossa mesa. Tem outro, mais para frente, na página 32, o exercício 7 diz que "Rita tinha 18 bananas e comeu 4". Bananas é uma referência ao Brasil como uma Banana Republic, não pode.
- Troca por laranjas.
- Aí seria uma crítica aos prestadores de serviço financeiros que ajudam os empresários a impedir que o governo tome seu dinheiro através dos impostos. Trocamos por abacaxis.
- Abacaxis? Ninguém come quatro abacaxis.
- Sim, também trocamos "comeu 4" por "vendeu 4 livremente realizando um justo lucro por seu esforço".
- As crianças de 8 anos vão entender isso?
- Vão entender se for explicado, se a ideologia deixar de ocultar delas como as relações comerciais fazem justiça a quem produz.
- Ah, tá. Mais alguma coisa?
- Tem mais umas coisinhas, eu mando por email. Mas o mais grave é a parte final do livro. Precisamos marcar uma reunião para rever os capítulos 7 e 8.
- Divisão?
- Isso. Divisão é um conceito marxista que não pode ser usado para doutrinar as criancinhas.
- Mas como as crianças vão aprender aritmética sem divisão?
- Nossos especialistas estão finalizando uma proposta. A ideia geral é mostrar que a divisão pode ser correta, desde que a operação reflita que, por exemplo, 100 reais divididos por 100 pessoas resulte em 99 reais para uma e o real restante dividido entre as outras 99.
- Mas isso acaba com a Matemática!
- Acaba com a Matemática Igualitária e Comunista que imperou até hoje, professor, e a substitui por uma matemática mais justa! Já temos até um projeto de lei para ser apresentado ao Congresso tornando obrigatório o ensino da Matemática Meritocrática!!

Paulo Candido, no FACEBOOK



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