terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vídeo de jornalista americano sendo degolado no Iraque seria uma farsa?


Execução do jornalista norte-americano: Uma encenação hollywoodiana

Via Octopus

Um vídeo divulgado na terça-feira, dia 19, na internet, onde se vê um jornalista freelancer norte-americano a ser decapitado, está chocando a América e o mundo. A execução foi reivindicada pelo Estado Islâmico ( ex-Estado Islâmico do Iraque e do Levante ) e registada em vídeo.

Na gravação, James Foley faz uma curta declaração, na qual condena as ações dos Estados Unidos no Iraque e acusa o governo de Washington de ser o responsável por sua morte.

O vídeo, com elevada qualidade de imagem e som, apresenta um jihadista todo vestido de preto e James Foley vestido cor de laranja vivo (curiosamente as cores dos detidos em Guantânamo) com o deserto ao fundo. Mais parece um filme ao estilo de “Lawrence da Arábia”, e de facto poderá sê-lo.

Vários pormenores não batem certo:

– Pelos planos apresentados, existem duas câmaras filmando a cena, o que não deixa de ser curioso.

– As imagens são bem enquadradas, filmadas em HD, com cores e luzes perfeitas.

– O som é perfeito e claro, de alta-fidelidade.

– O jornalista tem, inesperadamente, colocado um microfone de lapela.

– O jornalista que sabe que irá ser executado fala com uma voz calma e clara (como se recitasse um texto decorado) de cabeça levantada, o que não é habitual neste tipo de situação.

– O executante exibe um punhal que para decapitação não passa de uma faca de cozinha. Para decapitar alguém necessita-se de um sabre ou catana, dado a dificuldade em quebrar as vértebras cervicais.

– Esse punhal possui um cordão, que pode ser colocado em volta do punho, que no momento da execução não existe.

– As execuções habitualmente são feitas no local de detenção e não no meio do deserto.

– O executante tem curiosamente um sotaque britânico.

– Habitualmente, os executantes são mais do que um.

– Habitualmente, o executado (neste contexto) é colocado no chão, dado que com este pequeno punhal é muito difícil decapitar alguém de pé ou ajoelhado.

– Ao se cortar o pescoço de uma pessoa pela frente, imediatamente começa a jorrar sangue pelas lesões das carótidas.

– Os vários vídeos de decapitações praticados pelos jihadistas são apresentados sem cortes. Neste, quando começa a decapitação, existem alguns segundos de interrupção ( fundo negro, sem imagens ). Se o objetivo dos jihadistas era de chocar, por que interromper as imagens? Não querem ferir a susceptibilidade das pessoas mais sensíveis?

– Depois da decapitação, existe uma pequena poça de sangue junto do pescoço ( demasiada pequena ). No entanto, a cabeça está ensanguentada e não existe qualquer rasto de sangue na túnica do executado.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Padre exorcista polonês diz receber SMS do demônio



O padre Marian Rajchel, da cidade polonesa de Jaroslaw, está tendo problemas inusitados com a tecnologia: o religioso está recebendo mensagens de texto malcriadas de ninguém menos que o demônio. Tudo começou quando o padre realizou um exorcismo em uma adolescente e o procedimento não foi bem sucedido. Desde então, o exorcista recebe SMS no celular da garota enviados por Satanás, segundo ele.
Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Rajchel afirma: "O autor dessas mensagens é um espírito mau". Muitas vezes, os donos de telefones celulares nem têm noção de estarem sendo usados desse modo. No entanto, isso é muito claro nesse caso, disse o padre ao site do jornal inglês. De acordo com ele, o demônio não faz cerimônia em usar as novas tecnologias para assediar as pessoas.
Veja o conteúdo de uma das mensagens recebidas pelo padre polonês: "Ela não vai sair deste inferno. Ela é minha e qualquer um que rezar por ela vai morrer". Rajchel respondeu que rezaria pela garota e obteve outra resposta malcriada: "Cale a boca, pregador. Você não pode salvar a si mesmo. Idiota. Seu patético e velho pregador". 
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Lembo: "Durante ataques do PCC, elite branca foi ao Palácio dos Bandeirantes exigir fuzilamentos"


Trecho de - pequena - entrevista publicada na Revista Brasileiros, edição 84, julho de 2014 . Por enquanto fica nesse trecho. Se der eu coloco o resto. O texto é de Gonçalo Júnior:

P: Quando criticou as "elites brancas", o senhor surpreendeu muita gente. Mantém o que disse?
Lembo: Claro que sim. O Brasil é um país que tem segmento econômico muito pequeno, que chamei de "elite branca", que são os donos de terras, os latifundiários do passado. É uma elite patrimonialista. Naquela época houve reações. No fim, perceberam que eu tinha razão. Essa mentalidade está mudando, mas há muito para ser feito. Hoje, existe uma visão clara da sociedade brasileira quanto à má distribuição de renda. O País mudou sim. Acho que o governo do presidente Lula promoveu mudanças muito expressivas na visão social.

P: O que motivou a crítica?
Lembo: A Elite branca", como chamei na época, queria o fuzilamento de todos os criminosos que tinham ido às ruas nos ataques do PCC. Um equívoco total. Eram segmentos muito pequenos da sociedade., que foram ao Palácio Bandeirantes pedir que a gente agisse com dureza. Dureza coisa nenhuma. Fiz tudo com equilíbrio, dentro da lei e resolveu-se o problema.

P: Quem pediu o fuzilamento?
Lembo: Ah, muita gente [ grifo deste blog ]. Não interessam os nomes.

COMENTÁRIO: Bem, talvez Lembo não se recorde, mas o fato é que, segundo denúncias feitas à época, a polícia não teria reagido tão dentro da lei assim a esses ataques do PCC. Outra coisa: a "elite branca" que, talvez por sua posição social, criou coragem de ir lá no Bandeirantes pedir fuzilamentos de bandidos - e supostos - pode muito bem ter negociado diretamente com membros das forças de segurança para que estes agissem às sombras, longe das formalidades legais alegadas pelo então governador. Em outras palavras, ele pode muito bem ter exigido o cumprimento da lei, mas pode não ter sido devidamente obedecido. Seria uma surpresa ou novidade a ação de esquadrões da morte remunerados por empresários?
E, por último: não apenas a reduzida elite branca que teria gostado destes fuzilamentos. Tem muita gente em São Paulo, ocupante de escalões sociais inferiores e medianos que adoraria esse remédio sangrento. Não dá para ter ilusões nem idealizações. Mesmo.

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domingo, 24 de agosto de 2014

Freud e o fanatismo irreal dos sionistas


O psiquiatra Sigmund Freud destaca premonitoriamente as contradições gestadas pelo “fanatismo irreal de nossos amigos judeus” e o projeto sionista, destes, com a população palestina em carta de 26 de dezembro de 1930, endereçada ao membro do Keren Hayessod ( fundo para a instalação dos judeus na Palestina ), Chaim Koffler.
A carta, que divulgamos, foi publicada apenas em 2004 pela revista “Clínicas Mediterrâneas”. 




Senhor Doutor: 

Não posso fazer o que o senhor deseja. Minha falta de disposição em envolver o público é insuperável e nem mesmo as circunstâncias críticas atuais me parecem justificar que isso se faça. Quem quiser influenciar o grande público deve expressar algo que ressoe e crie entusiasmo, porém minha avaliação sensata do sionismo não me permite fazê-lo.

Certamente tenho uma alto grau de simpatia por seu empenho; me orgulho de nossa universidade em Jerusalém e estou satisfeito com o fato de que nossas colônias estejam prosperando.

Mas, por outro lado, eu não creio que a Palestina possa jamais se tornar um Estado judeu nem que o mundo cristão assim como o mundo islâmico, possam algum dia estar dispostos a confiar seus lugares santos à guarda dos judeus.

Me parece que seria mais sensato, fundar uma patria judia sobre um solo historicamente não sobrecarregado, mas certamente sei que com plano tão racional, jamais se poderia conquistar o entusiasmo das massas ou o apoio das pessoas ricas.

Também lamento admitir que o fanatismo irreal de nossos amigos judeus deve ser algo responsável por despertar a desconfiança dos árabes, tampouco posso agregar traço algum de simpatia por uma devoção mal direcionada que fez de um pedaço do muro de Herodes uma relíquia nacional e assim provoca os sentimentos dos habitantes locais.

Julgue o senhor mesmo se eu, com uma atitude tão crítica, sou a pessoa certa para atuar como confortador de um povo cujas esperanças sem fundamento foram estilhaçadas.

SIGMUND FREUD

LEIA TAMBÉM:


Freud would not have been surprised at the continuing conflict in the Middle East. He predicted as much 70 years ago.

We can predict Freud’s response because of a letter he wrote to Dr. Chaim Koffler in 1930.

In February 1930 Freud was asked, as a distinguished Jew, to contribute to a petition condemning Arab riots of 1929, in which over a hundred Jewish settlers were killed. This was his reply:

Letter to the Keren Hajessod ( Dr. Chaim Koffler )

Vienna: 26 February 1930

Dear Sir,

I cannot do as you wish. I am unable to overcome my aversion to burdening the public with my name, and even the present critical time does not seem to me to warrant it. Whoever wants to influence the masses must give them something rousing and inflammatory and my sober judgement of Zionism does not permit this. 

I certainly sympathise with its goals, am proud of our University in Jerusalem and am delighted with our settlement’s prosperity. 

But, on the other hand, I do not think that Palestine could ever become a Jewish state, nor that the Christian and Islamic worlds would ever be prepared to have their holy places under Jewish care. 

It would have seemed more sensible to me to establish a Jewish homeland on a less historically-burdened land. But I know that such a rational viewpoint would never have gained the enthusiasm of the masses and the financial support of the wealthy. 

I concede with sorrow that the baseless fanaticism of our people is in part to be blamed for the awakening of Arab distrust. I can raise no sympathy at all for the misdirected piety which transforms a piece of a Herodian wall into a national relic, thereby offending the feelings of the natives.

Now judge for yourself whether I, with such a critical point of view, am the right person to come forward as the solace of a people deluded by unjustified hope.

Your obediant servant,

Freud

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Ford Automóveis: “selfie” ao volante é capaz de distrair o motorista por 14 segundos



FORD PROMOVE PESQUISA SOBRE OS PERIGOS DO CELULAR AO VOLANTE

A Ford promoveu uma pesquisa na Europa para conhecer os hábitos de uso do celular de motoristas. O objetivo é desenvolver novas formas de conexão segura no veículo, como, por exemplo, o uso do sistema SYNC com comandos de voz para fazer e receber ligações. Um dos dados interessantes revelados pelo estudo é que um em cada quatro jovens do continente já fez um "selfie" – auto-retrato com smartphone – ao dirigir e quase metade admite ter usado o smartphone para tirar uma foto.

Acidentes de carro são a principal causa de morte de jovens motoristas, o que levou a Ford a criar um programa educativo para esse público. Um vídeo da campanha pode ser visto neste link.

“De jogadores de futebol a presidentes, quase todo mundo parece ter entrado na moda do ‘selfie’. Para muitos jovens, isso se tornou parte do cotidiano, mas é a última coisa que se deve fazer na direção de um carro", diz Jim Graham, gerente do programa de educação no trânsito da Ford. "É preocupante que tantos jovens admitam tirar fotos ao dirigir e vamos fazer todo o possível para educá-los sobre esse perigo."

A pesquisa com 7.000 usuários de smartphones de 18 a 24 anos na Europa também mostrou que uma em cada quatro pessoas acessou sites de mídia social ao volante. Os jovens do sexo masculino foram os mais propensos a ignorar os riscos e quase todos concordaram que essas atividades são perigosas.

Os registros mostram ter havido este ano uma série de acidentes com ferimentos e até mortes em que os motoristas relataram ter feito um "selfie" pouco antes. A publicação dessas fotos nas mídias sociais gerou até hashtags, como #drivingselfie.

Distrações na direção

A Ford descobriu que fazer um "selfie" ao volante é capaz de distrair o motorista por 14 segundos. Checar as mídias sociais leva 20 segundos – tempo em que um carro a 100 km/h percorre uma distância equivalente a cinco campos de futebol. Uma pesquisa feita pela NHTSA, órgão de segurança das estradas dos Estados Unidos, revelou que arrumar o cabelo usando o espelho retrovisor pode distrair o motorista por 4 segundos e digitar no celular leva 7 segundos.

Para mostrar na prática o que pode acontecer ao se fazer um "selfie" em baixa velocidade, a Ford vai promover um treinamento para jovens na Europa. O programa, feito em uma instalação fechada e com instrutor profissional, também terá orientações sobre reconhecimento de situações de perigo, controle da velocidade e do espaço.

"Os estudantes podem ficar um pouco indiferentes no começo, mas quando veem os cones achatados ao tentar fazer um 'selfie' entendem a mensagem de forma muito eficaz", acrescenta Graham. "As consequências de fazer um ‘selfie’ ao volante são muito preocupantes e é crucial que os jovens motoristas entendam essa mensagem da melhor forma possível.”

Outra pesquisa feita pela Ford com jovens motoristas no ano passado mostrou que a maioria tinha dirigido além do limite de velocidade, quase metade comeu ou bebeu ao volante e 40% tinham usado o telefone celular ao dirigir.


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Crianças precisam brincar mais e comprar menos, diz especialista



Celular novo, último jogo lançado, roupa de marca, mochila de personagem, tênis de grife -- a lista de desejos das crianças e dos adolescentes tem crescido muito nas últimas décadas. E o consumismo tem se tornado uma questão importante para pais [ Nota deste blog: acaso não são exatamente eles, os adultos, que iniciam as crianças na sanha consumista? ] e educadores.

Boa parte da solução está nas mãos dos adultos -- e uma das estratégias está em ouvir os pequenos e oferecer a eles ambientes e materiais para se divertir, sem ter que comprar o meio de diversão.

Outra parte da solução, acredita o Instituto Alana, está nas mãos do poder público -- a resolução 163 do Conanda ( Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente ), aprovada no primeiro semestre, proíbe qualquer publicidade dirigida diretamente às crianças.

Criado em 2002, o Instituto Alana define como sua missão "honrar a criança", apostando em projetos com foco na busca pela garantia de condições para a vivência plena da infância. Entre seus últimos projetos está o documentário "Tarja Branca", sobre a importância do brincar.

O UOL conversou com a pedagoga Ana Claudia Arruda Leite, 32, coordenadora de Educação do Instituto Alana sobre consumo, infância e escola. Abaixo, trechos desta conversa.

UOL Educação - Por que é importante discutir o consumo?

Ana Claudia Arruda Leite - O consumo é intrínseco à vida. Necessitamos consumir para nos manter vivos. O problema está na forma como consumimos, que gera graves impactos ambientais, sociais e éticos, e no fato do consumismo ser uma das ideologias mais marcantes da sociedade contemporânea.

Independentemente da classe social, todos são impactados pelo consumismo -- a identidade, ou seja, quem sou, é em grande medida definida pelo o que possuo. Isso faz com que a infância seja vivenciada de maneira diferente. Desde muito cedo, as brincadeiras, os afetos, as relações sociais e os objetos do dia a dia estão influenciados pelo consumo e principalmente pela publicidade.

Mesmo na escola o uso de uma mochila, por exemplo, acaba às vezes tendo uma diferenciação entre as crianças quem tem uma mochila com personagem e quem tem outra sem. Com a publicidade para além do produto, consumismo valores e status social.

UOL - E que tipo de problemas o consumismo pode causar?

Ana Claudia - Diversos problemas atuais derivam do consumismo, como o aumento da obesidade infantil, da violência, da erotização precoce e da diminuição das brincadeiras criativas.

No caso da alimentação, nem sempre os alimentos que têm personagens na embalagem são os mais saudáveis. Mas a criança, ao ser bombardeada pela publicidade infantil, deseja aquele alimento por causa do personagem e dos valores agregados ao produtos. No Brasil cerca de 39% das crianças são afetadas pela obesidade e sobrepeso infantil.

Um problema sério é que estamos antecipando as experiências das crianças e eliminando aspectos importantes para o seu desenvolvimento. Hoje, apesar de as crianças serem muito valorizadas nas leis, nos discursos e no mercado, a infância está em risco ao estimularmos valores e práticas que vão na contramão das necessidades reais das crianças, como brincar, ter tempo para aprender no seu ritmo, ser respeitada, protegida e cuidada.

UOL - A que risco estamos expondo as crianças?

Ana Claudia - Além da obesidade infantil que comentei, há a sexualidade precoce, principalmente no caso das meninas. Uso de maquiagem, sapato com salto e sutiã com bojo é um exemplo de produtos que induzem à sexualidade precoce. Essas coisas que parecem banais no cotidiano - a gente fala: que bonitinha! -, elas têm um impacto tremendo na infância. Tira o foco das meninas: em vez de brincar, ela está preocupada com a saia curta, não corre por causa do salto...

Outro problema é e a intelectualização precoce e a diminuição das brincadeiras livres. Precisamos perceber que há muita expectativa e cobrança em relação à criança e, como decorrência, preenchemos todo o tempo da criança com aulas diversas ( inglês, balé, natação ) e acabamos por conseguir exatamente o oposto: estresse infantil, apatia, irritação, cansaço.

UOL - Qual é o papel dos adultos, pais e educadores, nessa história?

Ana Claudia - O papel do adulto é acolher a criança com amorosidade e possibilitar a ela experiências e aprendizados que contribuam para o seu desenvolvimento integral e autonomia. Para o entendimento de si mesma, do outro e do mundo. Compartilhar a vida, criando vínculos afetivos fortes que deem segurança e confiança para a criança, aspecto fundamental para o exercício da autonomia.

Deixar a criança brincar, deixar a criança ter tempo livre para descobrir, experimentar, criar. O adulto, seja educador, pais, avós, têm que observar muito, sair do fazer, sempre pró-ativo para a observação ativa, para conseguir perceber quando é necessário intervir, falar, propor. 

Assim, em vez de dizer do que [ a criança vai ] brincar ou dar de presente um brinquedo industrializado, que ao apertar o botão já faz tudo por si mesmo, pode disponibilizar para a crianças objetos não estruturados ( tecidos, tocos de madeira, corda, potinhos etc ) que a estimulem a usar a imaginação e a vontade para criar a sua própria brincadeira.

UOL - De que maneira a escola pode ajudar no combate ao consumismo?

Ana Claudia - A escola tem o potencial de ser um local de encontro intergeracional, de experiência e aprendizado. Sabemos que um dos aspectos fundamentais na aprendizagem é a diversidade. Quanto mais me relaciono com o diferente, seja do ponto de vista etário, étnico, racial, econômico, social, mais eu aprendo sobre a minha identidade e o outro.

A relação com a alteridade, o me colocar no lugar do outro, nos humaniza. Quanto mais a escola acolher essa diversidade, que é intrínseca à vida, mais sentido terá para as crianças, pais e professores.

Acho que hoje precisamos rever a concepção de ser humano e de sociedade, pela qual a escola se pauta. Na sociedade contemporânea, cada vez mais valorizamos um ser humano autônomo, criativo, inovador, capaz de trabalhar em equipe e de resolver problemas de forma transdisciplinar. Até o mundo de trabalho mudou, é urgente que a escola mude e faça esse debate.


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Tipos ( 3 )




DUVIKY, O BOBO DA CORTE
Era uma vez um reino, governado por um rei muito do filho da puta.

Ele desandava a cobrar impostos do povo e mandava-os guerrear em terras distantes apesar - ou por causa disso - de saber que eles não tinham chance.

Esse rei muito mau tinha um bobo da corte, que o divertia nos momentos de tédio real. A rainha, por sua vez, curava o tédio levando a rapaziada da guarda real para vistoriar os aposentos reais, se é que vocês me entendem.

Entediado, após o almoço em que foram servidas codornizes assadas e faisões flambados, o rei convoca o bobo:

- Venha, bobo! Faça-me rir!

A peculiaridade do bobo deste reino: em vez de jogar na cara do rei os defeitos deste, em vez de ridicularizar a Coroa, de falar as verdades em forma de humor e sátira e etc e tal, pois bem, este bobo puxava o saco da corte, do rei, e ridicularizava o próprio povo do reino:

- Sabe o bom Rei que o povo só tem rabanetes para comer?

- Sei, bobo, e daí?

- Se não tivessem um Rei tão bom, nem rabanetes teriam para comer, e teriam que dar o rabo pros outros comerem, para ter o que comer!

E o rei:

- HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Muito boa, bobo! Dar o rabo! HAHAHAHA!

E o rei cobria o bobo de jóias, pedras, ouro, tecidos, especiarias. Donzelas. Além de tudo - ou acima de tudo - o bobo gostava daquele trabalho porque tinha muita satisfação em exercê-lo. Tinha posses, riquezas e prestígio.
Ia muito bem o bobo. Sua carreira ia de vento em popa. E ele vestia a camisa da empresa:

- Sabes, Vossa Majestosa Majestade, que nas terras ao norte da cadeia de montanhas do norte, que existe um aldeia, próxima à terras de Dargath. Ali vivem camponeses e tem um campônio, cuja pele é mais negra que a Floresta do Negrume, mais negra que o carvão extraído nas minas de Galomard...

- AHAHAHAHHA! Essa é boa, bobo, e daí?

- Certa vez eu viajava por aquelas terras e parei na aldeia, e comecei a exibir minha veia cômica para aqueles campônios humildes...

- Siiimmm! E então, bobô?

- Um deles, esse da pele de carvão das minas, decerto um sujeito sem senso de humor, um camarada amargo, quis discutir comigo e talvez até tentaria me agredir se eu não desse o fora dali...

- Mmmm, que mal, bobo! Continue, pois...

- Sabe como são essas pessoas, certo? Rudes. Embrutecidas pela lida diária.

- Mmmmm, e daí?

- Eu perguntei-lhe, pois não estava a fim de encrencas: "Quantas bananas você quer para deixar isso quieto?"

- Hummm. Propôs-lhe negócios... Prossiga...

- Ele deu seu preço, em bananas...

- Ah, é? E quantas bananas ele lhe pediu, bobô?

- Pediu dez. Mas - Vossa Ensolarada Majestade irá rir disto até o fim de vossos dias - tinha sido apenas uma pergunta retórica...

- "Pergunta"? "Retórica"?

- Sim, Vossa Mejestífica Majestade! Não existem bananas neste reino!!! A menos que Vossa Realeza mandasse adquiri-las nas terras longínquas, além das montanhas, mares e horizontes...

- MAS... AHAHAHAHAHA! Captei! Essa foi demais! HAHAHAHA! Não temos bananas!!!! "Pergunta retórica"!!! Ahahahaha, bobo, você é demais! Pedirei ao Primeiro-Ministro para aumentar sua cota de rabanetes e presenteá-lo com mais pedras preciosas! Mais esmeraldas e rubis!!

- Vós sois muito generoso!

- Tudo pelo humor, caro bobo!

- Vossa Sapiência falou e disse!

FIM

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Escravos da moda. Quem se importa com a procedência?



O trabalho degradante deixa muita gente indignada, mas, na hora de comprar roupa nova, poucos se preocupam se a loja ou a marca tirou algum proveito dessa prática

A foto de um menino paquistanês costurando uma bola de futebol da Nike em 1996, nas páginas da extinta revista Life, causou indignação. No mesmo ano, o documentarista norte-americano Michael Moore filmou conversa com o presidente da multinacional, Phil Knight, para o documentário The Big One. “Você não tem problema de consciência? Sabe como vivem seus empregados na Indonésia?”, questionou. O filme foi exibido em 1998, quando as condições degradantes de trabalhadores da companhia em países da Ásia já eram conhecidas e a marca tinha se tornado sinônimo de exploração.

No mesmo ano, ativistas dos direitos humanos aproveitaram o Mundial da França para denunciar o trabalho de crianças na produção de bolas e chuteiras. Com ajuda da internet, consumidores de todo o mundo boicotaram produtos da marca, derrubaram executivos e ações nas bolsas. Para limpar a barra, a empresa passou a controlar as relações de trabalho nas subsidiárias e a investir em marketing.

No final de 1999, curiosamente, um dos principais garotos-propaganda da marca, o ex-jogador Ronaldo, foi nomeado embaixador do Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), para ajudar a disseminar ações de combate às desigualdades. Mesmo assim, a companhia não conseguiu se desvencilhar da imagem negativa. O caso Nike é emblemático no mundo quando se trata de demonstração de força do consumidor.

No Brasil, é a Zara. Em 2011, a grife espanhola ganhou as manchetes não pelo sucesso da nova coleção de roupas caras, mas pelo trabalho análogo à escravidão flagrado por fiscais na cadeia produtiva. Em São Paulo, bolivianos ganhavam R$ 2 por peça produzida em oficinas de costura terceirizadas para a AHA, que por sua vez prestava serviços para a Zara no Brasil. Os executivos da empresa tentaram desfazer o vínculo. O episódio obteve destaque nas redes sociais e a marca foi alvo de protestos e boicote. “Por mais que eu gostasse de usar, cheguei a deixar de lado uma peça da marca que ganhei de presente. Em vez de status, a roupa passou a dar vergonha”, diz a recepcionista paulistana Bruna Araújo, 17 anos.

O barulho levou acadêmicos a estudar o assunto. Os professores Cintia Rodrigues de Oliveira, Valdir Machado Valadão Júnior e Rodrigo Miranda, da Faculdade de Gestão e Negócios da Universidade Federal de Uberlândia (MG), analisaram comentários de internautas sobre o caso. A conclusão é que o consumidor entende que o crime corporativo é compensador do ponto de vista financeiro e que a empresa deve ser fiscalizada intensamente pelo poder público e punida com multas severas. E mais: que a população aceita tal crime ao continuar comprando da empresa.

Em abril, a grife foi responsabilizada pelo MPT. A justificativa é que, como detentora do poder econômico relevante na cadeia produtiva, pode proteger os 15 mil trabalhadores subordinados a ela e não apenas os das pequenas oficinas. A Zara anunciou que vai recorrer, alegando que não obteve vantagem financeira com a irregularidade cometida pela AHA – que não foi investigada, julgada, nem punida. Esta não é a única a ser envolvida em casos assim.

Nos últimos quatro anos, fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagraram trabalhadores bolivianos em condições degradantes em oficinas de costura fornecedoras de marcas populares e caras. Autuada 48 vezes em 2010 e multada, a Marisa assinou um TAC e afirma fiscalizar, mas não divulga os resultados. Absolvida em primeira instância, questiona o governo na Justiça por publicar a “lista suja” do trabalho escravo. O MTE recorre da absolvição.

A C&A não chegou a receber autuação formal, mas passou a fazer auditorias surpresa e divulga na internet casos de trabalho infantil e pagamento abaixo do salário mínimo. A Collins assinou TAC e passou a fiscalizar os parceiros. Já a 775 não fiscaliza nem informa as ações para evitar o trabalho escravo na produção. Com oficinas flagradas em 2011, as Pernambucanas se recusaram a assinar acordo para sanar os problemas e não publicam dados das auditorias que garantem fazer. A Gregory que, em 2012, recebeu 25 autos de infração, não assinou TAC e não diz o que faz para combater o trabalho escravo.

No ano passado, foi a vez de oficinas da Bo.Bô, Le Lis Blanc e John John, e da Cori, do mesmo grupo de Emme e Luigi Bertolli. As marcas não declaram ações contra trabalho escravo ou se descartam fornecedores. Em maio passado, fiscais encontraram bolivianos costurando para a M. Offi cer – o que já tinha acontecido em novembro de 2013. Em julho, o MPT pediu à Justiça que responsabilize a marca por trabalho escravo, além de multa de R$10 milhões por danos morais e que seja proibida de atuar no estado de São Paulo.

Em maio, durante desfile da São Paulo Fashion Week, modelos e estilistas da Ellus subiram à passarela com camisetas com a frase: “Abaixo este Brasil atrasado”. A grife que “desabafava”, como alegaram os idealizadores, é a mesma denunciada em 2012 pelo MPT por trabalho análogo à escravidão, tráfico de trabalhadores e trabalho indígena.

O problema é outra face do trabalho degradante, que já foi mais comum no campo. Em 2013, pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados em operações de fiscalização foi maior em áreas urbanas.

Pressão
O escândalo na moda e os boicotes intensificaram o debate em torno da questão. A ponto de, segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, pressionar a instalação de CPIs estaduais e em nível nacional, que influíram na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 81/2014, no final de maio, pelo Senado, depois de quase duas décadas de debates.

A PEC prevê o confisco de propriedades em que esse crime for encontrado e a destinação à reforma agrária ou a programas de habitação urbanos. A emenda conceitua como escravo o trabalho exaustivo, a jornada exaustiva, o impedimento de ir e vir, mas ainda depende de regulamentação, o que deve ser fonte de novos embates no Congresso.

Coordenador da organização Repórter Brasil, que mantém um portal reconhecido pela atuação em prol do trabalho decente, o jornalista Leonardo Sakamoto diz que o boicote é um instrumento poderoso contra o trabalho escravo por afetar mais que as vendas. Por mais passageiro que seja, arranha a marca e influencia investidores, o maior patrimônio das empresas, como ocorreu com a Nike e, agora, com a Zara.

No entanto, para Sakamoto, o consumidor se preocupa é com qualidade e preço. “Em geral, como não gosta de ser enganado, fica indignado quando paga caro por um produto e descobre que não há garantia social. É aí que fica indignado, insatisfeito e passa a boicotar”, diz.

“É inadmissível as grifes explorarem mão de obra e ainda venderem roupas tão caras. Você não paga menos de R$ 400 em algumas camisetas de marca que pagam R$ 10 por peça bordada e que lançam coleções em desfiles como a São Paulo Fashion Week”, reclama a pesquisadora paulistana Ana Paula Nascimento, 41 anos.

Consultor de conteúdos e metodologias do Instituto Akatu, associação que defende consumo consciente para a sustentabilidade, Dalberto Adulis concorda com Sakamoto, mas entende que o consumidor está ficando mais crítico, que desconfia das promessas das empresas e prefere marcas comprometidas com o meio ambiente e que oferecem boas condições de trabalho a empregados. E o comportamento, em franca evolução, depende de informação para ser ainda mais engajado.

“O consumo consciente requer educação e informação que nem todo brasileiro tem. Quando todos tiverem, vão cobrar e pressionar mais”, afirma. A professora Silvia Cristina Gomes, 31 anos, e o namorado, o militar Paulo Henrique de Carvalho, 23, reclamam justamente disso. Eles contam que, muitas vezes, pensam no trabalho degradante na produção das roupas que usam, o que, porém, não faz diferença na hora de comprar. “Nunca me lembro disso nem deixei de comprar por essa razão. Compro conforme a promoção, o preço, o produto. Só depois, vou pensar no trabalho escravo”, diz Silvia. “A gente vê a roupa na loja, no mostruário, mas não tem como saber a procedência”, completa Paulo.

Adulis, do Akatu, destaca que os consumidores de menor renda, que mais se identificam com os trabalhadores, são os que acabam se beneficiando com a oferta de produtos mais baratos em função da exploração da mão de obra. “A questão é como assegurar preço para produto com atributo de sustentabilidade ambiental, social e trabalhista que o mantenha competitivo em relação aos outros.”

“Acho muito triste essa situação; lojas tão grandes, marcas de grife, pagarem tão mal para o trabalhador”, comenta a recepcionista Raimunda Silva, 59 anos, de São Paulo, que afirma nunca ter se arrependido das compras que faz, mesmo em lojas ligadas ao trabalho escravo. “No momento em que estou comprando, com tantos atrativos, nem raciocino.”

A auxiliar de saúde bucal Maria do Carmo Conceição de Santana, 43 anos, vai além: “Sou meio desligada. E quando compro, estou envolvida com a escolha, não lembro de mais nada, mas acho que trabalho escravo deve ser fiscalizado pelo governo, não pela gente”. 

O que é trabalho escravo?

✓ As dificuldades para erradicar a prática se originam da pobreza. “Gatos” (agentes) aliciam trabalhadores em situação vulnerável em várias regiões do país. As despesas de viagem já começam a endividar o trabalhador, que ainda será “aprisionado” a custos com alimentação e medicamentos, por exemplo

✓ O artigo 149 do Código Penal considera crime reduzir alguém à condição análoga à de escravo, “quer submetendo-se a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”

✓ Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o artigo 149 é consistente com a sua Convenção 29. A entidade considera o Brasil um país “fortemente comprometido” com o combate à prática da escravidão contemporânea

✓ Em 27 de maio, o Senado aprovou a chamada PEC do Trabalho Escravo, depois de 15 anos de tramitação. A batalha agora é pela regulamentação. Defensores da PEC temem retrocesso. Pela PEC, podem ser expropriadas, para fins de reforma agrária, áreas nas quais seja registrada ocorrência de escravidão

✓ Em 1995, o governo iniciou as operações de fiscalização móvel, para erradicação do trabalho escravo. Até 2013, foram 1.572 em 3.741 estabelecimentos, com 46.478 pessoas resgatadas

✓ No ano passado, pela primeira vez o número de trabalhadores no setor urbano (1.068) foi maior que no meio rural. O Ministério do Trabalho e Emprego credita parte desse resultado ao aumento da fiscalização nessas áreas. Construção civil e setor têxtil concentram ocorrências

✓ Outras iniciativa no combate ao trabalho escravo no Brasil é a chamada “lista suja”, divulgada periodicamente, com nomes de empregadores que usam a prática. A relação atual tem 549 nomes. Acesse em bit.ly/mte_lista_suja

✓ O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo foi criado em 2005 pelo Instituto Ethos, o Instituto Observatório Brasil, a ONG Repórter Brasil e a OIT. No ano passado, surgiu o InPacto, instituto criado para “fortalecer e ampliar” as ações que visam a conscientizar as empresas sobre ocorrência de trabalho escravo na cadeia produtiva.

Lojas com sinal verde
Ajudar o consumidor a conhecer a conduta de algumas das lojas preferidas e fazer escolhas mais conscientes. Esse é o objetivo do aplicativo para celular Moda Livre, iniciativa da organização Repórter Brasil.

Com mais de 5 mil downloads, o aplicativo é destinado a quem gosta de moda, mas não quer que alguém tenha sido explorado para costurar roupas. Traz avaliações de 22 marcas a partir de questionários respondidos pelas próprias empresas.

São classificadas com verde aquelas que têm mecanismos de acompanhamento sobre a cadeia produtiva e histórico negativo em relação ao tema. Recebem amarelo as que demonstram ter mecanismos de acompanhamento, mas apresentam histórico desfavorável em casos de trabalho escravo ou precisam aprimorar esses mecanismos. Já o vermelho é para aquelas que não contam com mecanismos de acompanhamento, têm histórico desfavorável ou não responderam ao questionário.

Segundo o aplicativo, que não tem a pretensão de recomendar a compra ou boicote de determinadas marcas, mostram a pior avaliação 775, Bo.Bô, Centauro, Collins, Gregory, Havan, John John, Leader, Le Lis Blanc e Talita Kume. Ficam no nível intermediário Cori, Dzarm, Emme, Hering, Luigi Bertolli, Marisa, Pernambucanas, PUC, Renner, Riachuelo e Zara. A C&A tem a melhor avaliação.

Segundo o coordenador da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, o Moda Livre vai ser atualizado, com inclusão de outras marcas. Outros setores, como automobilístico e de eletrodomésticos, terão em breve um aplicativo semelhante.


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#Futebol: Álbum do Brasileirão 2014 já vai sair!



Pergunto ao jornaleiro sobre as figurinhas da Copa, e ele responde que a moda já passou, mas que elas ainda continuam à venda. Um ou outro corajoso com umas moedas aparece e compra um ou dois envelopes, mas não passa disso. Aí diz ele:
- Já o álbum do Brasileirão vai sair agora no domingo.

E me mostra um impresso, um aviso onde se lê que o álbum "Oficial" do Campeonato Brasileiro 2014 ( Panini ) virá ENCARTADO no Estadão de domingo, 28 de Agosto.

- Me empresta esse papel!, pedi.

Bem, é de praxe a "inauguração" desses álbuns via encarte em jornais do Grupo Estado ( se encartavem também no finado Jornal da Tarde ). 

Então, a informação quente e importante é a seguinte: você compra o Estadão de domingo, que custa R$ 5,00 e leva 1 álbum e 16 figurinhas ( devem vir avulsas, não em envelopes ).

Segundo meu amigo, ele não recebeu informações gerais sobre a coleção, não sabe quantos cromos comporão o álbum e nem quando as figurinhas serão distribuidas para serem vendidas pelos jornaleiros. Por enquanto, tudo o que se tem é o álbum de brinde no Estadão.

Uma coisa: provavelmente essa distribuição via Estado só vale para a grande São Paulo, mas não havia nada escrito a respeito disso.

Em seguida, vou dar um rolézinho no site da TORCIDA PANINI, e vejo que tem uma tal "PROMOÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2014", mas nada consta sobre preço do álbum, do envelope de figurinhas e nem quantos cromos virão no envelope. O jeito é esperar!

POST SCRIPTUM - ATUALIZAÇÃO:

A notícia acaba de sair no site do ESTADÃO: 
http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,album-do-campeonato-brasileiro-sera-lancado-no-proximo-domingo,1547945

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Suicídio de Getúlio: Sessenta anos, Por Jasson de Oliveira Andrade




No dia 24 de agosto de 1954, há sessenta anos, o então presidente Getúlio Vargas se suicidou. O ato extremo é até hoje polêmico. Um fato não existe controvérsia: o motivo foi evitar a sua deposição. Quanto ao outro fato, este sim, deixa ainda dúvidas: o atentado contra o jornalista e político udenista Carlos Lacerda, que causou a morte do major Vaz, que o acompanhava. Gregório, Chefe da Guarda Pessoal de Vargas, planejou o atentado. Alguns afirmam que ele agiu por conta própria, outros dizem que a ordem partiu do governo ou de parentes do presidente. Existe mesmo uma hipótese do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, em seu livro “Quem matou Vargas - 1954: uma tragédia brasileira”, que houve inspiração estrangeira (CIA). É a hipótese mais polêmica, que veremos posteriormente.

Existem vários livros que tratam do suicídio de Getúlio. O melhor e mais completo, em minha opinião, é: “1954: Um Tiro no Coração”, do historiador Hélio Silva (1904-1995). Ele relata, com minúcia, como se deu o atentado e o desenrolar do Inquérito até o suicídio, além de anexos ( discursos de vários políticos daquela época, Manifestos de Militares, Carta Testamento e outros documentos importantes ). O livro foi publicado em 1978, pela Civilização Brasileira e reeditado em 2007 pela L&PM (livro de bolso).

Agora, em agosto de 2014, saiu o último livro sobre o assunto: Getúlio 3 (1945-1954), do historiador Lira Neto. Antes, tivemos um filme sobre o Getúlio, interpretado por Tony Ramos. Luiz Carlos Merten, em artigo publicado no Estadão (9/8/2014), sob o título “Filme retrata emoção dos momentos finais”, após comentar o livro de Lira Neto, escreveu: “E o filme é maravilhoso, um grande thriller político. Quem é mais fiel, Lira Neto ou George Moura/João Jardim? Não importa, ou melhor, o que importa é que ambos tentam decifrar o enigma do homem e do político. (...) O leitor imagina Getúlio com base na iconografia oficial. O espectador vê Tony Ramos, tão perfeito no papel, que nem o próprio Getúlio desfaz a mágica. São obras sérias, o filme como o livro. Nos permitem entender como 1954 (o suicídio) antecipou 1964 (o golpe). A fórmula “leia o livro, veja o filme” nunca foi mais acurada”.

Como já disse, o livro mais polêmico sobre o suicídio de Getulio é o de Cony. Nele, o escritor levanta uma hipótese que merece ser divulgada, embora até hoje não tenha sido provada. Ele diz: “O episódio de Torneleiros [atentado contra Lacerda] teria de imediato, uma versão oficial, que até hoje persiste. Mas ao lado da versão oficial, o tempo está se encarregando de mostrar outro aspecto do problema e já se pode erguer, sobre bases concretas (sic), não ainda uma nova versão, mas uma hipótese”. Na opinião de Cony, “na crise – ou no crime – de Toneleiros, dois homens entraram de Pilatos no mesmo credo. Um deles foi Gregório. O outro foi Lacerda”. Aí Cony desconfia da Cia. Ele lembra que outros governantes haviam sido vítimas dela. Depois faz um gráfico, de difícil reprodução em jornal, e cita nesse gráfico, um deputado lacerdista, afirmando: “Embora não fosse da CIA, Armando Fonseca, o “guarda-de-luxo” da equipe de Gregório (sic), mantivera permanente contato com funcionários da Embaixada dos EUA, freqüentando festas, excursões e atividades sociais. Fazia o elo entre os funcionários da embaixada e os guardas pessoais do Catete, trocando informações e programas, oficiais ou não. Mais tarde, Amando Fonseca foi sócio da mulher de Gregório (sic) num mercadinho em Copacabana. Eleito deputado pela Guanabara, foi líder de Carlos Lacerda (sic) na Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara”. Uma trajetória no mínimo estranha: de “guarda-de-luxo” da equipe de Gregório a líder de Lacerda! Seria coincidência o deputado lacerdista estar ligado à Embaixada dos Estados Unidos? Cony termina seu livro afirmando; “(o suicídio) ficaria eternamente impune se, na hora de sua morte, Getúlio, mais pela intuição que pelo conhecimento do caso, não tivesse escrito um testamento [ Carta Testamento ] em que dava o nome aos bois”. Será? Se non é vero, é bene trovato, como dizem os italianos. Se não é verdade, é bem provável...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Agosto de 2014

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Milagreee!!! POLÍCIA FEDERAL CONVOCA SERRA A ESCLARECER CONTRATOS DO ESCÂNDALO DO #TREMSALÃO


PF intima José Serra para depor sobre cartel de trens em SP

A Polícia Federal intimou o ex-governador de São Paulo e candidato ao Senado em 2014, José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas envolvidas no cartel de trens no Estado de SP durante os anos de 1998 e 2008.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a polícia deseja saber se Serra atuou em favor nas multinacionais CAF e Alstom em uma disputa com outra empresa de cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF.

José Serra e outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraudes em licitações em sucessivos governos do PSB. Ainda segundo a Folha de S.Paulo, o depoimento do ex-governador está marcado para 7 de outubro, dois dias após o 1º turno das eleições.

Em inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação aconteceram durante o governo de José Serra, de 2007 a 2010. Um e-mail de 2008 e o depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta.

Outro e-mail, do ex-presidente da Alston, José Luiz Álqueres, afirma que Serra ajudou a abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo.

A assessoria do ex-governador José Serra (PSDB) declarou que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas das eleições, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça arquivaram a mesma investigação". Em nota, a assessoria também disse que "reconheceu que Serra atuou de maneira a evitar qualquer cartel quando esteve no governo".

Segundo dados da Folha, a assessoria prossegue: "O vazamento desse inquérito neste período eleitoral revela motivação política para produzir artificialmente uma notícia". Serra afirmou que não sabia do motivo da intimação até ser procurado pela Folha.

Leia mais em: http://zip.net/bgpl7C

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tipos ( 2 )




GENNARO, O DISCURSEIRO
Ele aluga os ouvidos alheios. Sempre perto de você, ele procura a audiência. Ele acua as pessoas na fila, na banca de jornal, no ponto de ônibus, às vezes até dentro do ônibus. Ele é brilhante. Brilhante em seus argumentos e pontuações. E um brilhante orador. Adora escutar o som de sua própria voz. 
Ele sempre tem uma opinião a dar, sobretudo a quem não a pede.
Ontem ele estava no busão, nos bancos ali na frente, próximo ao motorista. Em instantes, ele começa sua brilhante palestra - inicialmente na forma de uma inocente conversa com outro passageiro, mas que com o passar do tempo e ao longo da viagem vai se tornando uma espécie de monólogo, e o volume de sua voz vai também aumentando, de modo que quem estava nos bancos traseiros do ônibus passou a escutar toda a preleção do sabujo. Com exceção daqueles que se encheram logo e desceram do ônibus.
Gennaro começou com aquele gastésimo chavão messiânico de que "o homem" está destruindo a natureza por causa do dinheiro, passando a tentar relacionar este postulado com a falta de água em São Paulo, mas no meio do caminho, com a mais absoluta gravidade na voz, asseverou que isso se dá por causa do desmatamento.

Em seguida, tratou de diversos outros temas como os crimes horrorosos que massacram a sociedade brasileira, assinalando que "nos outros países isso ( citou esses casos de pais matando filhos ) não acontece, o que serviu de ligação direta para - que surprêsa! - penetrar no delicado tema da "corrupção". 
Como acredita a maior parte das pessoas ( e nosso querido Gennaro não é nada diferente ), "corrupção" significa SEMPRE corrupção "duspuliticus", não há outra!

E Gennaro passou a fazer, em voz cada vez mais alta - ficando até mais alta que o insuportável barulho do motor caquético daquele ônibus velho - acusações seriíssimas contra esse bando lamentável que fica roubando nossos dinheiros públicos, e essas acusações - dessas que a gente lê nas redes sociais - genéricas terminaram por encontrar, finalmente, um alvo direto, concreto e de carne-e-osso, o dito "chefe da quadrilha do maior escândalo de corrupção de todos os tempos no hemisfério Ocidental"

E as veias do pescoço de Gennaro saltaram. E sua voz ficou mais alta e estridente. Os dois minutos de ódio de que falara Orwell. E, vaidosão como ele só, Gennaro ia falando e olhando em volta para ver se suas palavras ecoavam junto àquela seleta e CATIVA ( de "cativeiro" ) audiência, e se as pessoas escutavam com ar de admiração e aprovação. 

Todo ensimesmado, não via que conseguiu, mesmo, foi o efeito inverso: os passageiros estavam detestando-o profundamente.

No fundo do busão os passageiros já estavam de saco cheio de tudo aquilo, mas ninguém se manifestava. Um olhava pra cara do outro, fazendo aquele "tsk! tsk!", mas ninguém mandava o falador fechar o bico. Pessoal vindo do serviço, todo mundo cansado, e tinha que ficar escutando discurso, proselitismo, aquele verdadeiro zurrar de um sem-noção e sem respeito.

Finalmente, um sujeito que dormia a maior parte do caminho, e que acordou, depois de muito tempo que o berrador começara suas verborragias, olhou pros passageiros e rapidamente entendeu o que estava acontecendo. Sem muita paciência pra pregação do indivíduo, gritou lá do fundo, quando apenas se escutava a voz tonitruante do chatonildo, :

- É O QUE DIZIA MEU PAI: QUANTO MAIS VAZIA A CARROÇA, MAIS BARULHO ELA FAZ!!!!

De repente, o silêncio. 

- Ahah, essa foi boa!, disse uma moça.
- É mesmo..., respondeu a amiga.
Sem que ninguém combinasse fazer isso o ônibus caiu numa gargalhada só, que durou alguns minutos. Vermelho e atônito, Gennaro calou-se e afundou no banco. 
Segundos depois, desceu - pela porta da frente - do veículo, e a viagem prosseguiu, agora em paz. Finalmente em paz.

- Povo burro!, pensou Gennaro.

Caminhou dez metros, encontrou um povo que lia as capas de jornais expostas numa banca. Uma nova platéia.
Colocou-se ao lado de um gaiato que observava a capa do Lance! e disse:
- É...O futebol está que nem o ser humano: perdido! Esse desmatamento, essa corrupção...

FIM

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Tipos ( 1 )




SR. GRÜNTEN
Um doce e pacato senhor que apareceu há anos no bairro e pouco se sabe a respeito de sua vida. 
Vive sozinho e não recebe visitas de ninguém. 
Adora passear pelas ruas, sempre com os bolsos cheios de balas com as quais presenteia as crianças que encontra pelo caminho. Vai ele naquele passo lento, todo encurvado pela idade. Cumprimenta desde o taxista até o jornaleiro e o camelô. 
É benquisto por todos este sorridente, afável, agradável e bondoso senhor de origem germânica.
Que, décadas atrás, era um dos mais cruéis, sádicos e sanguinários carrascos a serviço do IV Reich, quando ficou famoso por esganar pessoalmente dezenas de crianças ciganas.

DONA VIVI
Adora novelas mexicanas. Gostaria de ser uma daquelas madames bregas riquíssimas dessas novelas, que costumam torturar suas empregadas com exigências descabidas, xingamentos, berros e outros assédios.
Como não tem o poder de que gozam estas personagens, mas sempre sonhando em ter uma equipe de serviçais a lhe fazer todas as vontades, Dona Vivi passa a vida indo a estabelecimentos comerciais, como lojas de sapatos. Nesses locais ela submete a seus caprichos delirantes os pobres vendedores, que precisam ter uma paciência de Buda para não sentar a mão na cara da folgada, que aluga para si os vendedores, exige ver todos os tipos de mercadorias e, no fim, não leva nada. Mas A-D-O-R-A ter aquelas pessoas curvadas a seus pés.
Também tem o hábito de pegar mercadorias só por pegar e joga em qualquer lugar, só pra fazer as pessoas arrumarem depois.

GEODORO
Passa religiosamente todos os dias na banca de jornais do bairro para saber dos lançamentos. De posse das novidades, pega seu carro e vai até a revistaria moderna e super-transada do shopping, pega as mesmas revistas que podia ter pego na banca e sai, todo orgulhoso, empunhando a sacola de compras, para todos saberem que ele compra revistas no shopping-center.


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Voo MH17: Junta nazista de Kiev não liberou gravação dos diálogos da torre, após 30 dias


Um mês após a derrubada do voo MH17 da Malasia Airlines – que ocorreu em 17 de julho -, a Junta nazista de Kiev ainda não divulgou as gravações das torres em terra com os pilotos, o que é costume ocorrer imediatamente, como no caso do voo da Malasia Airlines MH370, que desapareceu, e cujas gravações foram tornadas públicas em 24 horas. A derrubada foi usada pela Casa Branca, através de campanha da mídia presstituta sobre o “míssil de Putin”, para desencadear sanções econômicas contra a Rússia e para acelerar a limpeza étnica contra os antifascistas no Donbass.

A Junta também não explicou porque o avião foi desviado, em relação às rotas dos dias precedentes (conforme o site especializado Flightradar24) mais ao sul, para uma zona de guerra, e nem porque, já nas imediações de Donetsk, fez um desvio à esquerda de 14 quilômetros, aproximando-se da área de tiro. Também não explicou o que fazia um avião Su-25 armado com mísseis R60 e canhão de 30 mm ascendendo nas imediações do MH17 nos instantes da derrubada, o que foi provado pelos russos através de reprodução do vídeo dos seus controles do outro lado da fronteira.

Já o governo Obama não mostrou as fotos do seu satélite espião que, conforme também revelou o governo russo, estava sobre a região da derrubada exatamente no dia e no período em que ocorreu. Também não mostrou os dados dos seus radares – nem os da Otan - na região, inclusive os dos navios que participavam na hora, no Mar Negro, da Operação Breeze, e que incluía o controle do tráfego aéreo civil.

A Junta de Kiev, que até agora não conseguiu pôr no ar a gravação das conversas dos pilotos com as torres de controle, no dia seguinte conseguiu divulgar na internet uma suposta “conversa dos milicianos pró-russos com um coronel russo reconhecendo terem derrubado o avião da Malásia com um sistema Buk russo”, só que peritos demonstraram que se tratava de uma montagem de pedaços de conversação, que tinha sido postada na internet na véspera da derrubada.

Também está sem explicação porque a BBC – edição em russo – tirou da internet (mas graças aos blogueiros, está recuperado) entrevista de sua repórter com duas senhoras da cidade onde caíram os destroços do MH17 em que elas relatam ter visto o Boeing explodir depois de ser atingido por um caça ucraniano.

A questão da derrubada com um caça ucraniano voltou a público na entrevista à TV canadense em que um observador da OSCE (Organização pela Segurança e Cooperação na Europa), o canadense-ucraniano Michael Bociurkiw, que foi um das primeiras pessoas a ter acesso ao local da queda, no dia da derrubada, ainda com os destroços fumegantes, disse ter visto um pedaço da fuselagem com sinais evidentes de perfurações de tiro: “fogo muito pesado de metralhadora”. Outro especialista, analisando as imagens na internet, observou ainda que há marcas de “saída de tiro” no lado oposto, o que implica na existência de dois caças ucranianos na derrubada do MH17.

Os vídeos com supostos “Buk russos” apresentados pela Junta foram desmas-carados, com um deles na verdade sendo um Buk da própria Junta, que estava numa cidade ocupada pelos nazistas desde maio. O outro, o “312”, tornou-se um fiasco por causa de que já havia sido exibido exatamente como parte de um comboio da Junta. Ainda sobre os Buks, o comando russo mostrou que a Junta de Kiev havia deslocado Buks ucranianos para a região e que houve intensa atividade de radar desses Buks antes da derrubada, que quase cessaram depois do abate do Boeing.


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Escândalo do #TREMSALÃO: Cartel do Metrô é o principal doador da campanha de Geraldo Alckmin:



Cartel do Metrô é o principal doador da campanha tucana: R$ 4 milhões

Empresas ligadas ao cartel que opera na construção e reforma de trens do Metrô paulista são as principais financiadoras da campanha de Geraldo Alckmin à reeleição no governo de São Paulo. As doações, de R$ 4 milhões correspondem a 70% do total arrecadado pelo candidato tucano.

Duas das empresas doadoras são rés em processos na Justiça: a construtora Queiroz Galvão e a CR Almeida S/A Engenharia de Obras, que doaram respectivamente R$ 2 milhões e R$ 1 milhão ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia, que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), colaborou com R$ 1 milhão.

Executivos dos consórcios dos quais a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a Construtora Queiroz Galvão fazem parte foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.

As assessorias da Queiroz Galvão e da CR Almeida informaram que todas as doações são feitas de acordo com a legislação vigente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) — ele deixou o cargo em 2010 para disputar a Presidência da República. Atualmente o tucano disputa uma vaga no Senado. Em 2013, Serra divulgou nota para afirmar que o governo de São Paulo não teve conhecimento e não deu aval para cartel em licitações do metrô.


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terça-feira, 19 de agosto de 2014

A morte de Eduardo Campos, Por Jasson de Oliveira Andrade




No dia 13 de agosto, o Brasil foi surpreendido com a trágica morte de Eduardo Campos, candidato à Presidente da República pelo PSB, três dias após completar 49 anos. Por triste coincidência, ele morreu no mesmo dia de seu avô Miguel Arraes, que faleceu em 13/8/2005, aos 88 anos. Tanto avô como o neto foram governadores de Pernambuco e também deputados. Ambos tiveram sucesso na carreira política. No entanto, Eduardo Campos saiu dela tragicamente e prematuramente. No dia anterior (12/8), havia sido entrevistado no Jornal Nacional.

Na última pesquisa do Ibope, divulgada no início deste mês, Eduardo Campos obteve 9%. Antes, tinha 8%. Era o terceiro colocado na disputa presidencial e tinha esperança de subir na pesquisa, após o programa na TV e no rádio.

Em junho de 2013, escrevi um artigo sob o título “Netos querem ocupar cargos que os avôs não conseguiram”. No texto escrevi sobre os netos, citando Aécio Neves, neto de Tancredo Neves, que, embora eleito presidente, não conseguiu o seu intento, morrendo antes da posse (21/4/1985). Tancredo foi o último presidente eleito indiretamente, findando a Ditadura Militar. Depois relatei: “O mesmo ocorre com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes. Ele foi deputado estadual, Ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula, em 2004, e se elegeu governador de Pernambuco em 2006 e se reelegeu em 2010, com 80% dos votos. Em 2011, foi considerado, segundo o IBOPE, o melhor governador do Brasil”. Terminei assim o meu artigo: “Será que os netos conseguirão o que os seus ilustres avôs não conseguiram? Como sempre digo: a conferir”. Com o neto de Miguel Arraes, lamentavelmente, não!

Com a trágica morte de Eduardo Campos, a sua substituta provavelmente será a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva [ Nota do blog: Como, de fato, será ] , atual candidata a Vice dele, mas esta será outra história.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Agosto de 2014

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Cinco números para entender a desigualdade racial nos EUA



A morte do jovem negro Michael Brown pelas mãos de um policial no estado de Missouri e os protestos que ocorreram desde então voltaram a evidenciar como os Estados Unidos não conseguiram se livrar de suas tensões raciais.

Brown estava desarmado quando um policial atirou nele há uma semana na pequena cidade de Ferguson, um subúrbio de St Louis de maioria negra, mas com uma polícia majoritariamente branca.

Nos dias seguintes, Ferguson tornou-se palco de uma batalha entre as autoridades e dezenas de manifestantes que reprovavam o comportamento da polícia, enquanto vigílias e minutos de silêncio foram realizadas em várias cidades.

Na madrugada deste domingo, houve confrontos entre a polícia e um grupo de 150 pessoas que se recusou a obedecer um toque de recolher estabelecido pelo governo do estado. Sete pessoas foram presas e um homem, segundo a polícia, foi baleado - as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.

O presidente Barack Obama, o primeiro presidente negro do país, falou diversas vezes sobre o ocorrido, ordenou investigações independentes sobre a morte "de partir o coração" do adolescente e revelou sua preocupação com a "guinada" que tinham tomado os acontecimentos no Missouri.

A magnitude do caso e seu amplo impacto econômico, social, político e midiático se explicam porque reflete uma das questões mais sensíveis do país: a desigualdade racial.

De acordo com diferentes estudos, os negros nos Estados Unidos têm menos riqueza e menos renda do que os brancos, são mais suscetíveis de serem presos e têm menos chances de concluir um curso universitário.

A BBC Mundo aponta cinco áreas que refletem a desigualdade racial nos Estados Unidos.

Para cada US$ 6 com os brancos, os negros têm US$ 1

"Há uma desigualdade de renda extraordinária entre as raças." Esse é um dos pontos-chave de um estudo apresentado em 2013 pelo Instituto Urban, especializado em análise econômica, com sede em Washington.

A análise concluiu, com base nos valores relativos a 2010, que os brancos têm, em média, seis vezes mais patrimônio do que negros e hispânicos (US$ 632 mil ante US$ 103 mil), uma relação que aumentou quando comparada com a média de 1983.

Ao mesmo tempo, a renda dos brancos em 2010 foi de US$ 89 mil em média, enquanto os negros obtiveram a metade, US$ 46 mil.

A isso se soma o fato de que as famílias negras foram afetados de forma "desproporcional" durante a recente crise econômica: sua riqueza caiu 31%, enquanto a dos brancos foi afetada em 11%, de acordo com o estudo.

Há 20 vezes mais condenações de negros por casos parecidos

Segundo a Comissão de Sentenças dos Estados Unidos, uma agência independente na área de Justiça, os homens negros receberam sentenças 19,5 vezes maiores que os brancos em situações semelhantes entre 2007 e 2011.

Comparado a outros períodos, essa diferença foi consideravelmente mais perceptível: entre 2003 e 2004 a disparidade foi de 5,5%, enquanto entre 2005 e 2007 foi de 15,2%, de acordo com a comissão, que enviou seu relatório ao Congresso dos EUA em 2012.

Apesar de os negros serem 12% da população do país, representam 40% das pessoas presas dos EUA, segundo informou em agosto a Universidade de Stanford, na Califórnia.

Além disso, os homens negros têm seis vezes mais chances de serem presos que os brancos e 2,5 vezes mais que os hispânicos, de acordo com um relatório do The Sentencin Project, uma instituição que pede um sistema criminal mais justo.

Três vezes mais expulsões e suspensões escolares

O Escritório de Direitos Civis do Departamento de Educação dos Estados Unidos descobriu que estudantes negros são suspensos e expulsos três vezes mais do que os brancos (16% ante 5%) nas escolas.

Além disso, as meninas negras são suspensas mais do que as meninas de qualquer outra cor ou etnia, de acordo com estatísticas do escritório, apresentado em março deste ano.

Apesar destes números, a distância entre negros e brancos diminuiu quando considerados os níveis escolares do ensino médio.

Agora, para cada dez brancos que recebem este diploma, nove negros também se formam, segundo dados analisados pelo Pew Research Center, com sede em Washington.

A diferença, no entanto, é visível no desempenho nas universidades: os brancos com mais de 25 anos têm mais chances do que os negros de concluir uma licenciatura (34% ante 21%).

Percepção de tratamento injusto pela polícia

A maioria dos negros considera que os negros são tratados mais injustamente pela polícia.

Desde a morte de Michael Brown, centenas de pessoas protestavam para pedir um tratamento policial mais justo.

Parte desse desejo está ancorada na percepção de que a polícia geralmente trata os negros pior do que os brancos.

De acordo com uma pesquisa do Pew de 2013, 70% dos negros e 37% dos brancos acreditam que isso ocorre.

É um número que se repete em outras áreas: 68% dos negros acreditam que eles são tratados mais injustamente nos tribunais, 54% no trabalho e 51% nas escolas públicas.

Brancos também consideram que alguns negros são tratados de forma mais injusta, mas em uma porcentagem muito menor: 27% dos brancos acreditam que os negros se saem pior nos tribunais, 16% no trabalho e 15% em escolas.

Isso mostra que a desigualdade racial nos Estados Unidos é um problema que também é influenciada pela percepção.

Os que menos têm casa própria

Uma análise de julho deste ano do Census Bureau mostrou que a população negra é a que menos tem casa própria, abaixo da média nacional.

Enquanto 73,4% dos brancos tinham uma casa no final do ano passado, esse número foi de apenas 43,2% para os negros. A taxa para os hispânicos foi de 45,5% e a média nacional era de 65,2%.

Estes números são importantes porque a compra de imóveis é um dos elementos mais importantes para acumular riqueza.

Para os negros, o problema é duplo: não só é menos provável que comprem um bem, mas os bens adquiridos se valorizam menos, de acordo com um relatório de fevereiro de 2013 da Universidade de Brandeis, em Massachusetts.

A universidade descobriu que casas de negros são menos valorizados por fatores como a segregação residencial, ou porque os brancos são mais capazes de ajudar financeiramente a família.

O estudo destaca que os negros são mais propensos a ter hipotecas de alto risco e são mais vulneráveis a execução de hipotecas e à volatilidade dos preços.



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- - - - - - Idéia: Humberto - - - - - - - - - - - - Arte: ONIPRESENTE - - -

"No tolerancia, venimos a aniquilar"
Edificante frase motivacional grafitada por soldados israelenses em paredes de imóveis tomados como bases, durante a última guerra de Israel contra o Hamas, em janeiro, em Gaza, quando o Estado israelense cometeu inúmeros crimes de guerra. Saiu no El País.

"Você acha que os Estados Unidos foram um Estado fascista até 1945, quando tínhamos a mesma regra?"
Noam Chomsky
, em entrevista à Isto É, sobre as possibilidades de Hugo Chavez se reeleger infinitas vezes, o que alguns chamam de "caminho asfaltado para uma ditadura".


“Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé.”
Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, traíndo o Segundo Mandamento

"Quero me pronunciar em termos práticos como cidadão, distintamente daqueles que se chamam antigovernistas: o que desejo imediatamente é um governo melhor, e não o fim do governo. Se cada homem expressar o tipo de governo capaz de ganhar o seu respeito, estaremos mais próximos de conseguir formá-lo."
Henry David Thoreau, A Desobediência Civil

"The torture never stops."
Frank Zappa, músico

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
Lin Yutang, filósofo chinês (1895-1976 )


" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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