sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Fragilizada, @VEJA expõe a precariedade de seu pseudo-jornalismo ao publicar resposta a Dilma



Após as declarações da presidenta Dilma Rousseff a respeito da edição mentirosa e caluniosa da revista Veja desta semana, o veículo de comunicação publicou em seu site uma resposta que traz em si mesma as evidências da precariedade do material pseudo-jornalístico estampado com estardalhaço pela revista.

Analisamos abaixo os 6 pontos pelos quais a Veja tenta justificar seu anti-jornalismo de cunho golpista: 

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

Precisamente. E em quatro das cinco últimas eleições, a revista Veja antecipou sua ida às bancas na última semana do pleito justamente na tentativa de influenciar o resultado das eleições e pautar o debate público, já que os candidatos do PT assumiam a dianteira nas pesquisas eleitorais. Mostramos aqui como a publicação age sempre da mesma forma em períodos pré-eleitorais, criando um cenário de terror, por meio de mentiras e acusações infundadas, sem nenhum compromisso com o jornalismo honesto e com a informação de qualidade, para confundir o eleitor. A Veja começa fazendo o serviço sujo para que outros veículos da mídia, que seguem a mesma linha, repercutam as mentiras com grande alarde e pautem a opinião pública durante os dias que antecedem a ida dos brasileiros às urnas.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

Procuramos entre as palavras e frases de toda a reportagem e não encontramos o grau de certeza e clareza necessária para a publicação de fatos tão graves. É incrível, mas a própria publicação questiona a veracidade da acusação feita pelo doleiro Alberto Yousseff de que Dilma e Lula sabiam do esquema de desvio de recursos da Petrobrás: “O doleiro (Youssef) não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse”. Sendo assim, que certeza é essa que a revista afirma apresentar? Por toda a reportagem, a Veja tenta defender o depoimento em delação premiada dizendo que é do interesse do investigado que ele diga a verdade porque se não o fizer perderá o direito de ter sua pena reduzida.

O direito à delação premiada depende de dois preceitos básicos: o delator não pode mentir nem voltar a praticar a infração pelo qual está sendo investigado. A Veja omite que Yousseff já aderiu ao recurso em processo anterior, em que perdeu o direito à redução da pena por ter voltado a praticar o crime pelo qual estava sendo investigado (link is external). Ora, se ele já infringiu o primeiro preceito, o que garante que não infringiria o segundo?

O claro aqui é que a Veja teve acesso ( não explicado, que fique claro, já que o processo corre em segredo de justiça ) a um depoimento feito sob delação premiada, que ainda carece, portanto, de todas as provas para fundamentar as acusações que estão sendo feitas, e publicou, a dois dias das eleições, como se fossem verdades absolutas. Isso é jornalismo?

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

A revista Veja não é o mensageiro. Ela formula a mensagem, agenda e enquadra a notícia. E, no seu caso, a utiliza como bem lhe convém para alcançar seus objetivos caluniosos e difamadores de desacreditar um governo eleito democraticamente pelos brasileiros. O cerne do problema esta no modo como a Revista Veja pratica o anti-jornalismo. Construindo suas teses oposicionistas na redação refrigerada do jornal e submetendo a realidade dos fatos a suas escolhas e preferências políticas. Isso sim é degradante.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

Este argumento é a clara contradição do que foi dito acima pela própria revista. A “certeza e a clareza”, o compromisso com a informação de qualidade, com a verdade e com o leitor, é que devem pautar o tempo da publicação, não as eleições. Nada disso foi buscado pela Veja. Os fatos não mudam, é verdade. Porém, não estamos falando de fatos, mas de denúncias vazias, não comprovadas, que têm claro fim eleitoral. Denúncias vazias, a matéria-prima do jornalismo da Veja, têm a clara intenção de afetar o voto do eleitor brasileiro, por isso são sempre publicadas na véspera das eleições. Esse sim um fato que não muda na história recente da revista.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

Finalmente, no quinto ponto, a revista reconhece seus objetivos “eleitoralmente prejudiciais”. Aqui fica claro, para os bons entendedores, a quem servem a revista Veja e suas manipulações de dados e informações, que têm como único objetivo influenciar no resultado das eleições, quando o candidato que melhor representa os interesses da revista aparece em desvantagem nas pesquisas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de fatos ( 1 ) que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.

De fato, a presidenta Dilma, com apenas 20 anos, foi presa e barbaramente torturada para que essa mesma imprensa que hoje usa de sua liberdade de expressão conquistada a duras penas possa se expressar livremente. Mas deixemos claro que liberdade de imprensa nada tem a ver com manipulação de dados, do leitor, das pesquisas, do debate público e do pleito eleitoral. Dilma mantém e manterá suas qualidades de defensora intransigente dessa liberdade, pois esta está pautada protegida pelo paradigma legal do país. Estejam certos os autores da infâmia publicada pela Revista, a presidenta buscará seus direitos de reparação dentro dos marcos legais vigentes no país. Ela mesma deu o recado: "Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas. E eu darei minha resposta na Justiça". 

A Veja escreve, em sua reportagem, que o delator não pode mentir, senão perde o direito à delação premiada (2) . E quem publica a mentira do delator, perde o que?


COMENTÁRIOS DESTE BLOG:

(1) Quais "fatos"? Observem a linguagem caudalosa: ao tentar chantagear Dilma mediante elogios ( que nem mesmo os leitores da revista ou mesmo de vários dos jornalistas desta editora sustentam, pois vários são dementes que chegam ao ponto de dizer que vivemos uma ditadura comunista onde não há liberdade alguma, não obstante ofenderem a presidenta e outras pessoas nas redes sociais, jornais e revistas ) falsos, a revista ainda tenta vender a idéia de que "revelou fatos" onde na verdade não há provas, apenas e tão somente publicou o que lhe convém, se é que havia algo a se publicar, baseado em depoimentos que sequer sabemos se são realmente existentes.

Veja, dúbia: "Vazamento deve ser apurado", diz advogado de Yousseff. Teor do vazamento, vazamento em si, ou se houve mesmo vazamento?


1- não teve vazamento, Veja inventou um;
2- teve, mas Veja selecionou o que quis;
3- teve, mas não havia nada sobre Lula e Dilma

"O depoimento foi prestado na última terça-feira na presença de um delegado e de um procurador da República"

Se o tal depoimento tinha apenas duas pessoas presentes, uma ou as duas teriam vazado, mas isso apenas no caso de aceitar-se que houve mesmo o tal vazamento, que supostamente foi parar em poder justamente da Veja. 
O advogado, que "impedido de comentar devido ao segredo de Justiça, não pode comentar o processo de delação premiada de Youssef e nem fornecer qualquer detalhe sobre as declarações do doleiro" foi bem sabonete, de acordo com o que se lê, pois - em tese - não questionou a revista sobre como ela teria conseguido as supostas informações atribuidas ao cliente. Se é que existiram. Na verdade, há uma bruma esquisita aí.

"A reportagem de VEJA afirma que as declarações foram prestadas na presença de um procurador e de um delegado"

Ok, se for verdade, só se pode concluir a suposta quantidade de pessoas que teria ouvido o depoimento, e não seu (suposto) teor.

O básico é: se existiu mesmo tal depoimento, e se o teor foi esse mesmo, Veja preferiu - e não é a primeira vez e não será a última - publicar de forma sensacionalista, estridente e claramente golpista tudo aquilo que seja conveniente a seus propósitos sinistros, pois em nenhum momento colocou em dúvida aquilo que supostamente o doleiro teria supostamente dito. E nem se fez de rogada em publicar vazamentos ilegais ( partindo-se, é claro, do princípio de que eles teriam mesmo existido ) ao quais ilegalmente teria tido acesso.

(2) O que me convence mais de que não houve vazamento ou depoimento ou que Veja inventou estas revelações. Ao acreditar que Veja publicou "mentiras do doleiro", temos que reconhecer que ele teria algo a perder nisso, e a conclusão seria que "ele não mentiu".
Mas isso seria meio que um sofisma, já que Veja coleciona casos em que inventa deliberadamente falas que não existiram. Como este caso, de 2010: "Veja falsificou depoimento de Eduardo Viveiros de Castro" e, pelo que se nota, no caso Yousseff não há mesmo provas de que ele disse o que Veja diz que ele , o doleiro, teria dito. Em todo o caso, se ele mentiu a revista não teve mesmo escrúpulos em publicar mentiras que não apurou.
De mais a mais, não seria a primeira vez que esta revista publica inverdades sem a - depois se saberia - apuração decente dos fatos, por "achar" que entre guardá-los para melhor apuração ou publicá-los sem a devida e cuidadosa apuração para não "sonegar informações" ao público, eles ardilosamente escolheram a segunda opção. Eu ainda vou lembrar de um caso.

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BOMBA! Deputado do PSOL acaba de protocolar pedido de impeachment de Alckmin por escândalo na Sabesp!



Sabesp: Giannazi protocola pedido de impeachment de Alckmin

Deputado encaminhou pedido à presidência da Alesp e, em paralelo, protocolou um ofício no MP pedindo que o órgão investigue a conduta do governador durante a crise hídrica e também presidenta da Sabesp por prevaricação. “Um verdadeiro estelionato eleitoral”, afirmou o deputado


No começo da tarde desta sexta-feira, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) protocolou, na presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), um pedido de impeachment do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Paralelamente, o parlamentar também protocolou, no Ministério Público Estadual (MPE), um ofício solicitando que o órgão investigue a atuação do tucano durante a crise hídrica e também a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, por prevaricação.

Os pedidos protocolados na Alesp e no MPE são consequências da divulgação, feita pelo Blog do Rovai, de áudios de uma reunião em que a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admite o “erro” de não comunicar à população sobre a crise hídrica vivida no estado. No encontro, a dirigente afirma que recebeu ordens de “superiores” para que não se falasse sobre o assunto.

Sobre a forma com que Alckmin tratou a crise da água, Giannazi afirma: “Nenhuma ação governamental foi tomada. Ao contrário, a crise foi ‘escondida’ para não prejudicar o processo de reeleição do governo estadual – um verdadeiro estelionato eleitoral praticado contra o cidadão paulista”, afirma o deputado, no documento.

O psolista entende que o governador teve “atitude omissa, revelada pela autoridade que recebeu ordem de inércia” e teria “praticado verdadeiro abuso do poder a ele conferido, na medida em que, objetivando o resultado da campanha eleitoral, deixou de agir como era seu dever, tomando medidas claras e propositivas para evitar o colapso do sistema hídrico paulista.”

Dilma Pena

Giannazi pede ao MPE que se investigue a conduta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para que este venha a perder seu mandato por omissão na conduta da crise hídrica. Porém, o deputado também solicita que a presidenta da Sabesp, Dima Pena, seja investigada por prevaricação.

“Ao declarar ter pleno conhecimento da seriedade e da gravidade da crise hídrica no estado, mas voluntariamente – ou movida por interesses políticos – deixar de tomar as medidas que lhe eram cabíveis e esperadas, praticou em tese o crime funcional de prevaricação”, afirma Giannazi.

Confira os áudios:
Dilma Pena
Paulo Massato

Toda ação tem reação: o tiro no pé da revista Veja


Por Theófilo Rodrigues*

“Tiro no pé”. Essa é a expressão que melhor define a edição da Revista Veja cuja publicação foi antecipada para sexta-feira com o claro objetivo de interferir no processo eleitoral.
Sem apresentar nenhuma prova a revista da família Civita acusou os presidentes Lula e Dilma Rousseff de serem os organizadores de um suposto esquema de corrupção instalado na Petrobras.
Aqui interessa-nos menos debater o conteúdo da revista e mais as suas consequências.
A revista Veja apostou todas as suas fichas nessa última cartada de curto prazo. Pode até ser que a acusação, que será reverberada pelo candidato Aécio Neves no debate da Rede Globo, tenha algum efeito eleitoral e tire votos de Dilma. Mas e se Dilma ganhar?
Ocorre que toda ação tem uma reação. A primeira reação de Dilma já veio em seu programa eleitoral de televisão e rádio desta sexta-feira. Nas palavras da petista, “os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça”. Foi a primeira vez que Dilma falou dessa forma. Nem Lula quando presidente chegou a ser tão assertivo.
É intuitivo imaginar que não passará em branco para a candidata Dilma esse afronte caso seja reeleita.
O amigo da UFRRJ Darlan Montenegro costuma citar o quadro dirigente petista Valter Pomar para dizer que “a burguesia não nos faltará”. Em outras palavras, isso significa que a radicalização da burguesia obriga necessariamente a radicalização dos trabalhadores. Ao menos para aqueles que fazem a defesa da democratização da mídia a burguesia não está lhes faltando. Ou seja, a radicalização da Veja obrigará Dilma, caso reeleita, a mover-se em direção de uma democratização da mídia que passe pela regulação econômica das empresas de comunicação e por uma redistribuição das verbas de publicidade.
Se a revista fez o que fez é porque sabe que a reeleição de Dilma lhe será muito prejudicial. Mas ao tentar alterar o processo eleitoral Veja acabou apenas potencializando o movimento que tanto repudia.
Ironicamente, os que defendem a democratização da mídia devem estar hoje comemorando:
“Obrigado, Veja!”

*Theófilo Rodrigues é cientista político, coordenador do Barão de Itararé no Rio de Janeiro e colunista no blog O Cafezinho.

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Mídia internacional ironiza marcha pró-Aécio: "Só faltou champanhe"


The Economist chamou o protesto de “Revolução da Cashmere”, pela quantidade de socialites, roupas caras e iPhones vistos durante o ato em prol do candidato tucano; segundo a publicação, isso apenas reforça a imagem de que Aécio seria um verdadeiro representante da elite

A revista britânica The Economist publicou um texto ontem (23) sobre a mobilização de eleitores do presidenciável brasileiro Aécio Neves (PSDB). O evento ocorreu na noite de quarta-feira na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Mesmo tendo anunciado apoio ao candidato tucano, a publicação foi irônica e chamou a manifestação de “Revolução da Cashmere”, em referência à lã utilizada normalmente em roupas caras.

“Sujeitos de terno com camisas bem passadas e gravadas com suas iniciais, portando bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas, envoltas em elegantes cachecóis para afastar o frio fora de estação, entoando slogans contra o PT. Todos tirando selfies com caros iPhones”, dizia a matéria, que afirmou ter faltado apenas “taças de champanhe” no protesto.

A revista ressaltou que o ato foi uma cena sem precedentes na história das eleições, e não somente no Brasil, já que “barões dos negócios e financistas” não costumam ir às ruas para esse tipo de manifestação. Segundo o texto, a atitude e o perfil dos eleitores reforçariam ainda mais a imagem do candidato tucano de ser um “fantoche da elite rica”, como afirmam seus opositores. 


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O Globo desmente matéria da @VEJA


Leiam o próprio Globo desmentindo a matéria de capa da Veja. E observem como o faz. Dando como fonte a revista, mas não se comprometendo com o conteúdo. Por que age assim se publica a falsa denúncia de antiga parceira em atentados contra a democracia? Porque sabe que o conteúdo é inverídico, mas serve à oposição em desespero. Irá divulgá-la no Jornal Nacional, programa partidário da organização criminosa da família Marinho. Assim atuam as quadrilhas em conspiratas golpistas. Isso pode ser chamado de imprensa?

"O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, confirmou que o doleiro prestou depoimento à Polícia Federal de Curitiba na última terça-feira, mas disse não ter conhecimento da informação citada pela revista.
— Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso ( que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras ). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso — afirmou Basto.
ADVOGADO ALERTA PARA "ESPECULAÇÃO"
Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe.
— Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.
Basto também disse que a defesa não possui cópia do que foi falado por Youssef à Polícia Federal.
— Nós não temos como pegar em mãos e não ficamos com cópia de nada. Então, não nego nem confirmo se esse depoimento é verdadeiro, se essa informação foi dada ou não e se sim, em quais circunstâncias.
O depoimento citado pela revista não tem relação com os que foram prestados à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, cujo teor já foi divulgado anteriormente" - (O Globo, 24/10)

Prof. GILSON CARONI FILHO

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Gravíssimo! Gravações da Sabesp podem resultar no impeachment de Alckmin



Após áudio vazado da Sabesp, oposição pode pedir impeachment de Alckmin

Para deputados, houve uso político da crise hídrica por parte do governador e “prevaricação” de Dilma Pena. Caso pode parar no MP. “Isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou Carlos Giannazi (PSOL), comentando áudio divulgado por Fórum


Nesta sexta-feira (24), o Blog do Rovai divulgou, com exclusividade, áudios de uma reunião em que a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admite o “erro” de não comunicar à população sobre a crise hídrica vivida no estado. Na reunião, a dirigente afirma que recebeu ordens de “superiores” para que não se falasse sobre o assunto.

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a oposição entende que há motivos para que Geraldo Alckmin (PSDB) deixe o governo do estado. “Vamos estudar a possibilidade do pedido de impeachment do governador, isso é muito grave. Ele não está apto para ocupar o cargo”, afirmou o deputado Carlos Giannazi (PSOL).

Alencar Santana (PT), que preside a Comissão de Infraestrutura da Alesp, também cogita a possibilidade de impeachment. “Se essa ordem ‘superior’ for do Alckmin, eu entendo que é possível juridicamente isso. Precisamos que a população de São Paulo assim queira, também”, disse o parlamentar, que explicou quem pode ser o ‘superior’ de Dilma Pena.

“Só pode ser da cúpula do governo, porque é a presidenta da Sabesp quem diz, e acima dela só o governo de São Paulo e sua cúpula”. Para Alencar, o áudio revelado por Fórum mostra que a decisão de omitir a crise foi para não prejudicar a candidatura de Alckmin à reeleição. “Se ela afirma que precisava ser comunicado, houve um entendimento técnico da medida. Se não foi feito, é porque a orientação que ela recebeu foi política. Temos aí dois crimes, estelionato eleitoral do governador e prevaricação de Dilma Pena.”

Para o deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT), a possibilidade de impeachment tem que ser estudada. “A Dilma terá que vir na Alesp e se explicar. Se a ordem ‘superior’ vier do Palácio dos Bandeirantes, nós temos que tomar providências.”

O “deboche” de Dilma Pena, em recente depoimento à CPI da Água, na Câmara Municipal de São Paulo, foi lembrado por Marcolino. “Ela já demonstrava, ali, que não estava tratando o assunto com a dimensão que merece. Isso é um desrespeito com a população.”

Giannazi afirmou que vai procurar o Ministério Público. “O peso da lei deve recair sobre o governador e a Dilma. A água é um bem público, não se pode brincar com ele por conta de benefícios eleitorais”, afirmou o parlamentar do PSOL, que lamentou que a presidenta da Sabesp chame os paulistas de “clientes”. “Isso mostra como está a mentalidade deles.”


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Crime de @VEJA é grotesca fraude jornalística


A revista que hoje pertence aos irmãos Giancarlo e Victor Civita Neto cometeu um atentado à democracia brasileira; a dois dias de uma eleição presidencial, fez circular uma edição sensacionalista, que acusa a presidente Dilma Rousseff, favorita à reeleição, assim como o ex-presidente Lula, de "saberem de tudo" na Petrobras, a partir da delação premiada do doleiro Alberto Youssef; eis o que diz a própria reportagem: "O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nessa fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades"; o depoimento já foi negado pelo advogado e a revista Veja teve ainda a desafaçatez de negar interesse eleitoral na publicação da reportagem; banditismo midiático supera todos os limites e envergonha o País

247 - O ato cometido pela família Civita em sua mais recente edição não merece outra qualificação. Trata-se de um atentado à democracia brasileira. Um crime. Uma tentativa escancarada de golpe.

A dois dias da eleição presidencial, a Abril faz circular uma edição em que a presidente Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas Ibope e Datafolha já fora da margem de erro, é acusada de comandar um esquema de desvios na Petrobras.

Assinada pelo repórter Robson Bonin, a reportagem já principia com uma explicação, que é quase um pedido de desculpas pelo crime:

A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais. "Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever". VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato.

Feita a explicação, parte-se para a reportagem em si sobre o depoimento de um doleiro, que já foi negado por seu próprio advogado ( leia mais aqui ).

Lá pelas tantas, eis o que diz o repórter: "O doleiro não apresentou – e nem lhe foram pedidas – provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o depoente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades".

O que mais é preciso dizer?

Nada.

Simplesmente, que a família Civita cometeu um atentado contra a democracia brasileira, com a intenção se colocar acima da vontade popular, estimulando seus colunistas raivosos a já falar em impeachment, caso a presidente Dilma Rousseff confirme sua vitória no próximo domingo.

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Golpe da @VEJA. Processo e fim de anúncios!




Em sua página no Facebook, a revista Veja já anuncia a sua “bomba” para a véspera da eleição presidencial. A capa é das mais tenebrosas: “Eles sabiam de tudo”. No fundo escuro, as fotos sombrias de Dilma e Lula. Na chamada de capa, o “vazamento ilegal” do depoimento à Polícia Federal do doleiro Alberto Youssef, um bandido notório brindado com uma “delação premiada e premeditada”. Ele teria denunciado que a presidenta e o ex-presidente conheciam o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. A “reporcagem”, que ainda não foi disponibilizada no site da revista, é a última cartada da mafiosa famiglia Civita para tentar dar sobrevida à cambaleante candidatura do tucano Aécio Neves.

Vale lembrar que Figueiredo Basto, advogado do doleiro suspeito de realizar estes vazamentos criminosos, é muito ligado ao governador tucano Beto Richa. Em meados de outubro, o senador Roberto Requião (PMDB) revelou no seu Twitter: “O advogado do Alberto Youssef, nessa cruzada contra o PT, é Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto. Ele foi membro do conselho da Sanepar”. O site da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informa que ele foi conselheiro administrativo da empresa estatal até 28 de abril passado. Ele foi indicado para o cargo por Beto Richa e é tido como um homem da total confiança do governador tucano. Neste sentido, a “bomba” da revista Veja é mais uma armação descarada.

Em 13 de outubro, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou pedido da coligação da presidente Dilma Rousseff (PT) e concedeu liminar pela suspensão de uma inserção na rádio da “Veja”. Ele entendeu que a revista, a pretexto de veicular publicidade comercial, burlou a legislação eleitoral ao fazer propaganda ilegal de Aécio Neves (PSDB). “O ministro considerou que houve divulgação de conteúdo próprio do debate eleitoral, porém veiculado na programação normal do rádio na forma de publicidade comercial, em desacordo com a regra contida no artigo 44 da lei 9.504/97, que veda a veiculação de propaganda paga”, descreveu o jornal Valor.

Esta decisão do TSE, porém, parece que não intimidou os capangas da famiglia Civita. A “Veja” está desesperada com a queda nas intenções de voto do cambaleante tucano, confirmada nesta quinta-feira (23) pelas pesquisas do Datafolha e Ibope. Já era previsível que tentasse uma última cartada ainda mais suja – mesmo correndo o risco de nova condenação. Diante destas e de várias outras atitudes ilegais e criminosas, o governo e o PT não podem vacilar. A revista deve ser processada, exigindo-se a imediata resposta da Justiça Eleitoral e, inclusive, a retirada de circulação deste panfleto tucano.

Este novo golpe também deveria fazer com que o governo repensasse sua política de publicidade. Não tem cabimento bancar anúncios milionários numa publicação asquerosa e irresponsável, que atenta semanalmente contra a democracia e o livre voto dos brasileiros. Não dá mais para alimentar cobras! Chega!


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( Vídeo) Dilma reage, finalmente: "A revista @VEJA e SEUS CÚMPLICES desta vez não ficarão impunes e eu darei minha resposta a ela na Justiça"




Meus amigos e minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça.

Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites.

Desde que começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo a Policia Federal e ao Ministério Público até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça, hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. 

Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar pela antecipação da edição semanal para hoje sexta-feira, quando normalmente chega às para as bancas no domingo  [ NOTA DESTE BLOG: Na verdade, várias bancas já recebem a edição no sábado ] , mas como das outras vezes e nas outras eleições Veja vai fracassar no seu intento criminoso, a única  diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento criminoso. 

O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça.


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A gente já sabia que @VEJA iria tentar algo assim. Vindo dela, é o que a gente podia esperar.


DESESPERO

'Veja': a gente já sabia de tudo

Revista semanal volta a praticar seu jornalismo desqualificado na tentativa de eleger seu candidato e deixa no ar prenúncio de articulação para desestabilizar possível novo governo Dilma


Ora, ora: no fundo não há novidade na capa de Veja para este fim de semana eleitoral, acusando a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de "já saberem de tudo", com base em denúncias sem provas de um criminoso.

A gente já sabia que Veja iria tentar algo assim, com doleiro ou sem doleiro, com denúncia ou sem denúncia, algo baseado na presunção de que o inimigo é sempre culpado, com ou sem provas, com credibilidade das denúncias ou sem etc.

Travou-se intensa conspirata jornalística durante esta semana para tirar o PSDB do foco das denúncias do doleiro e concentrar todo o fogo sempre no PT e agora na presidenta Dilma e, inevitavelmente, em Lula.

Neste fim de semana, a direita brasileira e seus arautos estão dormindo com um pesadelo, que pode ser chamado de 12 + 12. São 12 anos em que seu apetite pelo Planalto ficou à míngua. Para o imaginário da direita, a possibilidade de uma vitória da presidenta Dilma Rousseff no domingo representa mais doze anos de seca, pois para ela (a direita) isto significaria a inevitável volta do "intragável" Lula em 2018 e sua reeleição em 2022.

É verdade que falta ainda combinar com Lula, que declarou que, se depender dele, não será candidato. Mas para este tipo de direita isto não conta. Ela não aceita ser contrariada, nem mesmo em suas fantasias negativas.

E Veja hoje, além de ser um poço de mau jornalismo, é a vanguarda do jornalismo marrom no Brasil. Uma curiosidade: a origem mais aceita para a expressão "imprensa marrom" no Brasil é de que se trata de uma adaptação da expressão yellow press, termo corrente para a imprensa sensacionalista e até chantagista nos Estados Unidos. "Amarela", que seria a tradução literal de "yellow", não pegou. Dizem alguns porque seria uma cor alegre, identificada com a bandeira nacional, com a cor da camiseta da seleção etc. Já marrom seria uma cor que lembra excremento. Há outras versões para a expressão, mas esta é a mais aceita. E Veja faz jus a ela.

A gente já sabia, portanto, que a revista semanal cometeria algo deste tipo. Não surpreende.

Veja também é conhecida por grandes "barrigas" – jargão para erros grosseiros de jornalismo. Como aquele de ter saído saudando a queda do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, quando este já estava de volta ao Palácio Presidencial de Miraflores, reconduzido ao poder por um contragolpe fulminante e popular.

A capa de Veja, aliada aos dois pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, protocolados pelo advogado Luís Carlos Crema ao findar esta semana, mostram o caminho que a direita pretende trilhar, caso a presidenta seja reeleita [ grifo meu ]. Lembram a famosa frase de Carlos Lacerda sobre Vargas:

"O Sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar."

"Revolução", no nosso vocabulário político então corrente, significava simplesmente "movimento armado", no caso, um golpe militar. Hoje, como não há mais golpes militares no nosso horizonte, o que a direita pode almejar é um golpe a la Paraguai ou Honduras, uma destituição "legal" que impeça o seu pesadelo de se realizar.

Quer dizer: a capa de Veja tem dois alvos simultâneos: a eleição deste domingo e um golpe posterior, o impeachment já sinalizado pelos pedidos de Crema, caso o candidato da direita não consiga vencer.

Portanto, não há nada de novo sob o sol nem sob a chuva. Vindo da Veja, é o que a gente podia esperar.

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@VEJA seria cômica, se não fosse criminosa



A revista Veja seria ridícula, como a comparação das capas acima – a que vai para as bancas amanhã e a que envia, pelo Fecebook, meu velho professor da Escola de Comunicação Evandro Ouriques.

Seria, se não fosse criminosa.

Numa edição cuidadosamente proeparada ela narra, como se o seu repórter estivesse lá, a cena.

Alberto Youssef, que está preso desde março – há mais de seis meses, portanto – chega, anteontem, a quatro dias da eleição, para o seu milésimo interrogatório na Polícia Federal – que parece, aliás, uma instituição dirigida pela Editora Abril – e, sem mais nem porque, faz-se-lhe uma pergunta extremamente precisa: qual era o “nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras”.

E o doleiro, “um bandido profissional” como o define o juiz Sérgio Moro – diz, sem mais circunstâncias: “O Planalto sabia de tudo”.

Quem no Planalto? – pergunta o delegado e ele:

Lula e Dilma!

Que primor!

Que pérola de jornalismo, que espetáculo de responsabilidade!


O curioso é que Fábio Barbosa, presidente da empresa que edita a Veja esteve sentado na cadeira de Conselheiro de Administração da Petrobrás durante quase todo o tempo (2003 e 2011) em que Paulo Roberto Costa foi diretor e apresentou-lhe contas, e não sabia de nada.

Um pilantra de quinta categoria, várias vezes condenado – e agora, ao que parece, destinado a ser absolvido de tudo, inclusive da lavagem de dinheiro de drogas, como foi, esta semana – diz, está dito.

E o nosso ministro Dias Tóffoli, pobre alma simplória, vai promovendo reuniões para os candidatos não se atacarem na campanha…

E se, por acaso, o TSE condena a Veja a dar direito de resposta a quem a acusa, acorre, pressuroso, o Ministro Gilmar Mendes para derrubar a decisão e dizer: não, não, viva a liberdade de imprensa…

Vivemos num país onde a mídia pratica, impune, banditismo, não jornalismo.

E isso, infelizmente, ao contrário da brincadeira com a capa da Veja, não é piada.


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Vídeo: cansados de censura, manipulação e pressão promovidos por Aécio e sua irmã, jornalistas mineiros anunciam apoio a Dilma


Dilma recebe apoio de jornalistas de BH-MG cansados da censura do PSDB




Dilma recebe apoio de jornalistas de Belo Horizonte, Minas Gerais, cansados da censura do PSDB. Jornalistas mineiros relatam a censura que ocorre há 12 anos dos governos do PSDB que proibi que os jornais divulguem notícias desfavoráveis a Aécio Neves e a políticos em geral do PSDB.



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Parece um looping: ataque de @VEJA a Dilma em 2014 revive golpismo midiático de 2006 e 2010



Em 17 de agosto de 2005, a Veja estampava em sua capa “A luta de Lula contra o impeachment”, dizendo em sua reportagem de destaque que o presidente estava com o “cargo na linha de tiro”. Em outra matéria, afirmava que revelações do publicitário Duda Mendonça despertavam “o fantasma do impeachment”. A revista apresentava ainda um quadro sobre como Lula poderia ser punido e explicava como funcionava o processo de impeachment. “O PT está em pleno processo de implosão”, afirmava. Isso tudo foi em 2005. Um ano depois, Lula ainda estava lá, comandando o país e levando-o a indicadores sociais e econômicos nunca antes vistos. O impeachment que a Veja tanto propagou – em 10 de agosto de 2005, chegou a comparar Lula a Collor – não deu certo, já que não se sustentava. Em 2006, o PT que eles diziam estar implodindo reelegeu Lula. Depois, elegeu a primeira mulher presidenta da República. Hoje, Dilma lidera as pesquisas e a revista oposicionista recorre às mesmas baixas táticas antipetistas de outros tempos.

Vamos além: 27 de setembro de 2006, vésperas de eleição. A capa da Veja traz Lula com a vista tampada por uma faixa presidencial. Nem chamadas há, na capa. A reportagem tem no título “Um tiro no pé às portas da eleição”: com “métodos criminosos” o PT teria mergulhado o Brasil “em uma grave crise política”. Dessa vez, Veja levantava a compra de um falso dossiê por parte do partido nas eleições paulistas. O objetivo estava insinuado no segundo parágrafo: impugnar a candidatura de Lula. Entre tantos absurdos, a publicação diz haver uma “notória ausência de ética e moral da esquerda quando esquadrinha a chance de chegar ao poder”. Isso mesmo: a Veja falando de ética e moral. Seguem-se 29 páginas de combate ao PT, divulgadas 4 dias antes da eleição, com nítida intenção – novamente frustrada – de influir no pleito.

2010, a vez de Dilma. Faltavam quatro dias para o primeiro turno, quando a Veja lançou a quarta capa consecutiva de puro antipetismo. Logo após a decisão do primeiro turno, viriam duas com ataques diretos à Dilma e uma – vejam só – estampando aquele que a revista abraçaria quatro anos depois: Aécio Neves. Mas voltando à última edição antes do primeiro turno, a de 29 de setembro. A capa dizia “Liberdade sob ataque” e falava de um tal “ódio à imprensa livre” por parte de Lula e do PT. A reportagem fala de autoritarismo buscando acabar com o jornalismo no país. Citando discursos em que Lula fala do recorrente ataque da mídia (que de maneira enxuta comprovamos aqui) e de projetos de democratização, regulação e pluralização dos meios de comunicação, a Veja conclui que há um projeto totalitário por parte do presidente e do PT. Concluiu errado. Afinal, a própria revista teve, durante 4 anos, a liberdade de realizar intenso combate ao governo e ao PT, o que levou a um exacerbado ódio, com episódios trágicos, lamentáveis e antidemocráticos como os vistos com mais intensidade neste ano. Esta semana, a revista, gozando da liberdade de imprensa que temos – mas esquecendo dos básicos princípios da conduta ética de um jornalista – publica mais um desatino jornalístico. A história da perda de credbilidade da Veja segue seu curso natural. O eleitor já está vacinado.



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Escândalo revelado em áudio: Diretores da SABESP forçados por "superiores" a silenciar sobre seca em SP


Escândalo na Sabesp: vaza áudio em que diretores admitem estelionato eleitoral

O blogue teve acesso a um áudio vazado de uma reunião da diretoria da Sabesp em que a presidenta da empresa, Dilma Pena, admite que a população deveria ter sido comunicada da crise hídrica, para que economizasse água. Porém, segundo ela, seus “superiores” não permitiram. Em outras palavras, o governador Geraldo Alckmin não foi honesto com a população para não prejudicar sua candidatura à reeleição.

“A gente tem que seguir orientação…A orientação não tem sido essa, mas é um erro. Tenho consciência absoluta e falo para pessoas com quem converso sobre esse tema, mesmo meus superiores, acho um erro essa administração da comunicação dos funcionários da Sabesp, que são responsáveis por manter o abastecimento, com os clientes”, afirmou Dilma Pena.

A presidenta da Sabesp, durante todo o áudio, faz questão de demonstrar que estaria em desacordo com o que os “superiores” estão fazendo. “A Sabesp tem estado muito pouco na mídia, acho que é um erro. Nós tínhamos que estar na mídia, com os superintendes locais, nas rádios comunitárias, Paulo [Massato] falando, eu falando, o Marcel falando, todos falando, com um tema repetido, um monopólio: ‘Cidadão, economize água’.”

Também participou da reunião o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, que causou polêmica quando disse, no último dia 25 de maio, na Câmara Municipal de São Paulo, que ia “distribuir água de canequinha em São Paulo.”

Massato é mais alarmista e prevê o pior, caso não chova. “Essa é uma agonia, uma preocupação. Alguém brincou aqui, mas é uma brincadeira séria. Vamos dar férias [inaudível]. Saiam de São Paulo, porque aqui não tem água, não vai ter água pra banho, pra limpeza da casa, quem puder compra garrafa, água mineral. Quem não puder, vai tomar banho na casa da mãe lá em Santos, Ubatuba, Águas de São Pedro, sei lá, aqui não vai ter.”

Com as declarações de Dilma Pena, cai por terra todo o discurso do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que sempre afirmou não haver racionamento e nem motivo para tanto. Fica absolutamente claro que o tucano não foi honesto com a população para não se prejudicar nas urnas, alienando os paulistas que lhe confiaram o voto da tragédia que provavelmente vão viver.

Segue o áudio com a fala de Dilma Pena:
Áudio de Paulo Massato:

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Jornalista: "Tenho vergonha de ter, um dia, desejado trabalhar na revista @VEJA" FECHAM-SE AS CORTINAS



A capa criminosa da Veja dessa semana



Eu tinha 17 anos quando entrei para a faculdade de Jornalismo e sonhava em trabalhar na Veja. Eu sabia que gostava de escrever e que a VEJA era a maior revista do país, praticamente a única que quase todos tinham acesso e comentavam na minha cidade.

Nasci e cresci em Laguna, uma pequena cidade de Santa Catarina, o estado mais de direita do Brasil, numa época em que a internet não era nada perto do que é hoje. E as matérias da VEJA eram discutidas no colégio.

Chegavam a cair em provas, como “atualidades” e a Biblioteca disponibilizava um arquivo de Vejas para pesquisa.

Talvez por isso eu não me culpo, aredito que não tinha muita escolha.

Era uma cidade com uns 50.000 habitantes, e, que eu me lembre, todos acreditavam na VEJA.

Cheguei então na faculdade com esse pensamento e nas primeiras semanas de aula lembro que um professor pediu pra que nós elegêssemos nosso jornalista favorito. Mais de 80% da turma elegeu o Arnaldo Jabor e o segundo mais votado foi William Bonner.

Eu também era fã do Jabor na época, mas talvez para ser diferente, para aparecer, ou porque realmente eu pensava assim, escolhi outro: o colunista da VEJA, Diogo Mainardi.

Eu vibrava com as tiradas sarcásticas, o humor ácido e as frases curtas do Mainardi. Pouco me importava o conteúdo que eu não entendia direito, ou pior, eu concordava até os meus 17 anos. Ele falava de economia, política, filosofia e xingava o Lula. Lembro que era o que eu mais gostava: do jeito que ele xingava o Lula.

Era isso o que, na época, eu mais ouvia as pessoas fazerem em Laguna, e o Mainardi levava o xingamento a um outro nível.

Vale lembrar que o governador, os senadores, deputados e provavelmente a maioria dos prefeitos e vereadores de Santa Catarina eram do DEM, PP e outros partidos de extrema direita ou quase isso.

Santa Catarina sempre foi uma capitania hereditária da direita conservadora. Talvez porque lá a desigualdade nunca existiu como em outros estados, nem mesmo a escravidão, e ao invés de mão de obra escrava, o estado se serviu muito bem dos imigrantes europeus. Por isso os catarinenses são tão loiros e fazem tanto sucesso nos comerciais de margarina.

E talvez por não ter que lidar ou mesmo ver de perto a miséria extrema e a desigualdade obscena que afeta muito mais outros estados, nós, catarinenses, somos um povo tão despolitizado, tão rebanho de oligarquias direitistas e tão sucetível às manipulações grosseiras dessa mídia criminosa na qual eu queria trabalhar até os meus 17 anos.

Mas essas são talvez apenas as minhas desculpas por ter sido tão estúpido até essa idade e Santa Catarina é mesmo um estado lindo. Aécio também deve ter as desculpas dele para dizer, em entrevista com a mesma idade, que todos no Rio de Janeiro tem uma ou duas empregadas e que as mulheres não precisam trabalhar.

Mas é que a capa criminosa da VEJA dessa semana realmente foi demais para mim e eu senti a mais profunda vergonha por um dia já ter sonhado em trabalhar nessa revista. Vergonha por não ter percebido antes. Por ter algum dia sido cúmplice dos crimes que ela comete em defesa dos próprios interesses desesperados.

Se Dilma vencer no domingo, será a prova de que a VEJA acabou como revista de jornalismo.

Ela pode até continuar a existir, mas deve ser ensinado nas escolas e universidades que aquilo que ela faz tem outro nome, não é jornalismo.

Realmente não sei hoje como chamar, mas ainda espero que um dia chamemos de crime.

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Surpreso e perplexo, advogado de doleiro desmente @VEJA: "Não sei de onde ela tirou isso!". FECHAM-SE AS CORTINAS





O advogado Antonio Figueiredo Basto, que comanda a defesa do doleiro Alberto Youssef, afirma que desconhece o depoimento de seu cliente que ancora a capa de Veja, publicada ontem, em edição extra; “Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou; "Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo"; tentativa de golpe contra a democracia é manobra da revista conduzida pelo jornalista Eurípedes Alcântara e pelo executivo Fábio Barbosa, que comanda a Abril, no lugar dos Civita; jornalismo brasilero atinge seu momento mais torpe

247 - A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de "saberem de tudo" sobre o esquema denunciado na Petrobras, o "depoimento" do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto.

“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou Basto. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado.

A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Ontem, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais (leia aqui).
Os responsáveis diretos pelo atentado à democracia cometido pela Editora Abril são o diretor de Redação de Veja, Eurípedes Alcântara, o executivo Fábio Barbosa, que conduz a gestão da empresa, além dos acionistas da família Civita. Conduziram o jornalismo brasileiro a seu momento mais irresponsável, mais vil e mais torpe.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bomba! Em gravação, testemunha do Mensalão Mineiro diz que @VEJA e jornais e revistas diversos recebem para proteger Aécio!




IMPRESSIONANTE:: DELATOR DO MENSALÃO TUCANO ENTREGA AÉCIO NEVES E ALOYSIO NUNES! from Abutre on Vimeo.

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A mídia estragou a oposição



Por Luciano Martins Costa

Os jornais de quarta-feira (22/10) fazem uma série de digressões na cobertura da disputa eleitoral, levando seus leitores a passear por temas paralelos, como se os editores estivessem saturados com o bate-boca que eles mesmos estimularam.

O Estado de S.Paulo aposta em manchete sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo, o Globo destaca entrevista do ministro José Antônio Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e a Folha de S.Paulo apresenta explicações para a virada nas intenções de voto, favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Como pano de fundo, os jornais registram reclamações do candidato do PSDB, o senador Aécio Neves, contra os números do Datafolha. Citando a incongruência das pesquisas realizadas na véspera do primeiro turno, que se mostraram distantes da realidade das urnas, o ex-governador de Minas Gerais fez blague da suposta vantagem de sua oponente.

Os jornais observam que os indicadores funcionaram como um balde de água fria sobre o ânimo dos eleitores da oposição. O Estado de S. Paulo insere a questão hídrica no centro das controvérsias eleitorais: o jornal paulista dá voz ao presidente da Agência Nacional de Águas, o petista Vicente Andreu, que alerta para o risco de São Paulo ter que retirar água do lodo no fundo do manancial da Cantareira.

Em defesa de seu instituto, a Folha afirma que uma onda de otimismo com a economia ajuda a explicar a reação de Dilma Rousseff nas pesquisas: nova rodada, realizada na terça-feira (21), confirma a virada da presidente sobre Aécio Neves, com 52% dos votos válidos contra 48% do tucano.

O Globo aposta em entrevista crítica com relação aos ataques pessoais que marcaram a campanha, mas, em editorial, se junta à opinião manifestada pela Folha de S.Paulo na semana passada, quanto ao problema da falta de água: o jornal carioca também admite que houve “inépcia administrativa” do governo paulista diante dos fatores climáticos previstos há muito tempo, que indicavam a insuficiência das chuvas no Sudeste.

O editorial dá um jeitinho de compartilhar a responsabilidade com o governo federal, mas reconhece que o governador de São Paulo deixou de tomar medidas preventivas que poderiam reduzir a gravidade do problema.

A trégua dos canhões

Tudo isso soa como tergiversação. O leitor e a leitora escolados na interpretação crítica do texto jornalístico hão de observar que os principais diários de circulação nacional evitam assumir publicamente a decepção que aflige as redações com a queda no desempenho de seu candidato. Aécio Neves já não parece despertar o ânimo dos editores, e as primeiras páginas dos jornais refletem a falta de um bom factoide para reabastecer a artilharia da imprensa.

Como naqueles intervalos das grandes batalhas, um pesado silêncio indica que a mídia foi buscar munições. Mas alguns colunistas, talvez por falta de sintonia com o momento reflexivo das redações, ainda atiram pedras na candidata da situação: o economista com doutorado em universidade americana, ex-diretor do Banco Central e dono de consultoria esquece seus títulos e resvala na grosseria ao afirmar que a presidente da República não lê seus textos; aliás, ele sugere que ela não lê coisa alguma.

Peças de mau jornalismo como esse artigo justificam em grande parte a percepção de alguns analistas: acomodada sob o guarda-chuva protetor da imprensa hegemônica, a oposição política aos governos do Partido dos Trabalhadores amoleceu e perdeu a fibra. Ao aceitar a tutela da mídia tradicional, o PSDB se tornou relapso em sua função de pensar o país por uma ótica diversa daquela que predomina em Brasília há treze anos. Uma colunista do Estado de S.Paulo, em texto no qual chama o ex-presidente Lula da Silva de “herói sem caráter”, diz que a oposição é tíbia e errática.

A certeza do respaldo da mídia parece ter desobrigado os pensadores da oposição de caprichar na qualidade de suas manifestações públicas, e até intelectuais antes respeitados se deixaram envolver no discurso bizarro produzido pelos pitbulls da imprensa.

Na reta final da disputa eleitoral, jornalistas, empresários e executivos com altas responsabilidades dão curso a boatos e mitos nas redes sociais para tentar influenciar os indecisos. Articulista versado em ofensas se converte em crítico da baixaria; editorial pede mais respeito aos eleitores depois de estimular a pancadaria; o cabelo da ex-ministra Marina Silva vira assunto de política.

E os jornais fingem que não têm nada a ver com o baixo nível da campanha.


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Relatora da ONU que disse que culpa da seca em SP é do governo do Estado de SP refuta chororô de Alckmin: "Mantenho o que disse!"


Relatora da ONU sobre Alckmin: “Não retiro nada do que disse”

O governador enviou um ofício à organização pedindo retratação e questionando sua capacidade em avaliar a situação; relatora havia afirmado que o responsável pela crise da água em São Paulo é o governo do estado 

Por Redação

“Não retiro nada do que disse”, afirmou nesta quarta-feira (22), Catarina de Albuquerque, portuguesa que é relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para água e saneamento. Ela esteve em visita não oficial ao Brasil em agosto e afirmou, na época, que a crise da água em São Paulo é fruto da falta de planejamento e de responsabilidade do governo do estado. 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, temeroso com os impactos eleitorais da declaração, enviou essa semana um ofício ao secretário geral da organização, Ban Ki-moon, cobrando que a entidade corrija as declarações de Albuquerque e ainda questiona a capacidade da ONU de avaliar a situação. No texto, o governador diz que se a entidade não retificar as informações prestadas por Catarina de Albuquerque, ele ficaria em dúvida sobre a habilidade da organização para realizar a Cúpula do Clima e demonstrar “propriedade, criatividade e liderança” sobre o tema. 

A relatora, no entanto, não voltou atrás e mantém o que disse. “Minhas preocupações não são os governos, são as pessoas. Isso faz parte do cargo que ocupo (…) Eu não retiro nada daquilo que eu disse. O que eu disse, poderia dizer sobre qualquer país do mundo [ que passe por um contexto de seca ]“, afirmou.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Assédio horrível contra velhinha!: Médico usa confiança que pacientes depositam em sua autoridade, para fazer campanha para Aécio no consultório!




Oftalmologista questionou voto de idosa de 89 anos. Episódio é exemplo do engajamento [ sic! ] inédito dos médicos nas eleições

Arlette Fleury Teixeira, de 89 anos, entrou no consultório do seu oftalmologista, em Belo Horizonte (MG), para uma corriqueira consulta. Mas após três minutos de diagnóstico, a aposentada viu a sala em que estava se tornar um palanque político. Irritada e insatisfeita com a velocidade do atendimento, ela se encaminhava para deixar o consultório quando ouviu: “A senhora vai votar em quem, dona Arlette? Dilma ou Aécio?”. A pergunta deu início a um período de 10 minutos de argumentação. “Até avisei que já não voto há anos só para ele parar”, relata Arlette. 

Com dificuldade na fala, a idosa, que já não é obrigada pela Justiça Eleitoral a ir às urnas por ter mais de 70 anos, define o encontro como “muito esquisito” e esclarece que nunca discutiu política com o médico em outras consultas. “Ele passava as letras tão depressa. Eu não tinha tempo para ler o que estava na minha frente”, reclama. O depoimento de Arlette, no entanto, é o exemplo claro do inédito engajamento da classe médica nas eleições presidenciais, em grande parte [ sic! ] a favor do candidato do PSDB, Aécio Neves.

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Após ser denunciado por atriz Letícia Sabatella, Aécio Neves está despertando ódio de artistas globais



Hoje, terça-feira (21), está sendo um dia difícil para o candidato Aécio Neves, que despertou ódio de artistas globais. A atriz Leticia Sabatella denunciou, em seu perfil no Facebook, uma propaganda política do ex-governador de Minas Gerais. A publicação causou bastante polêmica e gerou uma série de compartilhamentos. Veja:

‘‘Acabo de assistir, com muita indignação, um vídeo de propaganda política pró candidato Aécio Neves, utilizando imagens de vários atores que haviam sido feitas pra campanha do Gota D’água, contra a realização da Usina de Belo Monte, em defesa das populações e das áreas atingidas, naquela região. Eu quero deixar bem claro, que isto é um roubo, um desrespeito. Eu não vou votar em Aécio Neves! Nenhum daqueles atores deram sua autorização para constar suas imagens e depoimentos, descontextualizados, naquele vídeo de propaganda pró PSDB! Trata-se de uma enorme MENTIRA! Quem puder , por gentileza, compartilhe. Grata.

Leticia Sabatella’’.


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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Luiz Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, ontem em SP: "Temos que reeleger Dilma!"




Pronunciamento de Luiz Carlos Bresser-Pereira, fundador do PSDB, ontem em SP no TUCA ( Teatro da Universidade Católica ):

"Meus amigos

Estou aqui para convocar os intelectuais brasileiros a votarem pela reeleição da Presidente Dilma Rousseff.

Esta é novamente uma eleição em que se confrontam pobres e ricos, progressistas e conservadores, esquerda e direita, desenvolvimentistas e neoliberais.

Ora, nesse quadro, não há dúvida em quem votar.

É necessário votar em quem representa os pobres ou os trabalhadores;

Em quem é progressista ou de centro-esquerda, em quem está comprometido com os pobres e as novas classes médias, não com os ricos e a classe média tradicional;

No candidato cujo compromisso seja continuar a avançar nas conquistas sociais destes últimos 12 anos, não em congelá‐las e fazê‐las regredir.

Em quem, além de defender os interesses dos pobres, defende também os interesses dos empresários que investem e criam empregos;

Em quem defende o Brasil, porque defende o nacionalismo econômico e a soberania nacional, ao invés de o liberalismo econômico e a dependência ou o colonialismo.

É necessário votar em quem é desenvolvimentista, porque sabe que é necessário combinar mercado e Estado, ao invés de professar o credo neoliberal do Estado mínimo;

Em quem sabe que não basta responsabilidade fiscal (que não basta controlar as despesas públicas);

Que é também necessária responsabilidade cambial, ou seja, na busca do equilíbrio comercial ou da conta‐corrente do país;

No candidato desenvolvimentista que defende um pacto político social-democrático que envolva os empresários, os trabalhadores e a nova classe média.

No candidato que rejeita a coalizão rentista ou neoliberal – o acordo dos muito poucos que une os capitalistas e as classes médias rentistas aos financistas e aos interesses estrangeiros, que rejeita o acordo de muito poucos em favor de juros reais altos e câmbio apreciado.

Eu sei que essa coalizão de interesses financeiros se declara representar a razão econômica universal;

Eu sei que ela engana a muitos, que acreditam que o neoliberalismo pode levar ao desenvolvimento econômico e mesmo à justiça social;

Mas não tenham dúvida: o neoliberalismo aprofunda sempre as desigualdades, e – o que é pior – leva sempre os países em desenvolvimento ao baixo crescimento e à crise financeira;

Sim, ao baixo crescimento e à crise da dívida externa, porque o liberalismo econômico defende déficits em conta‐corrente crônicos, que mais cedo ou mais tarde levam o país a quebrar e a pedir socorro ao FMI.

Meus amigos, no próximo domingo nós, brasileiros, temos uma decisão crucial a tomar:

Ou continuamos a promover o desenvolvimento econômico e a diminuir as desigualdades, ou nos entregamos ao rentismo e ao neoliberalismo;

Ou nos inserimos na economia mundial em termos competitivos, ou nos submetemos aos países ricos;

Ou continuamos a construir uma nação que cresce com diminuição das desigualdades, ou entregamos nossa soberania aos interesses estrangeiros.

A presidente Dilma está a um passo de ser reeleita.

Os pobres sabem que ela os defende, e por isso votam nela;

Já os ricos, votam praticamente todos no candidato da direita, porque assim defendem seus interesses.

Os rentistas estão hoje ressentidos. 12 anos de governo de esquerda já basta para eles.

O sistema financeiro e seus economistas, que representam os interesses rentistas e externos, reúnem todas as suas imensas forças contra a presidente Dilma Rousseff.

Mas isto não impedirá que Dilma seja reeleita.

Mas isto não impedirá que o Brasil continue realizando uma revolução democrática e progressista.

Muito obrigado".

Ana Helena Ribeiro Tavares


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"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
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" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
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É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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