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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A confissão do criminoso John Kerry, por Thierry Meyssan


A guerra contra a Síria é a primeira a ser conduzida durante mais de seis anos na era digital. Inúmeros documentos que deveriam ter ficado como classificados, durante longo tempo, foram já publicados. Claro, foram-no em países diferentes de tal modo que a opinião pública internacional não tomou consciência disso, mas permitem, desde já, reconstituir os acontecimentos. A publicação de uma gravação de declarações feitas por John Kerry em privado, em Setembro último, revela a política do Secretário de Estado e obriga todos os observadores —e aqui, nós incluídos— a rever as suas análises precedentes.


Em primeiro lugar, pensávamos que se Washington tinha lançado a operação dita «Primavera Árabe» para derrubar os regimes árabes laicos em favor dos Irmãos Muçulmanos, tinha permitido que os seus aliados empreendessem, sozinhos, a Segunda Guerra contra a Síria a partir de Julho de 2012. E que, com estes perseguindo os seus próprios fins (recolonização para a França e o Reino Unido, conquista do gaz para o Catar, expansão do wahhabismo, e vingança pela guerra civil libanesa, para a Arábia Saudita, anexação do Norte do país para a Turquia, segundo o modelo cipriota, etc.), o objetivo inicial teria sido abandonado. Ora, John Kerry afirma nesta gravação que Washington jamais parou de tentar derrubar a República Árabe Síria, o que implica que ele controlou cada etapa do trabalho dos seus aliados. De facto, durante os quatro últimos anos, os jiadistas foram comandados, armados e coordenados pelo Allied LandCom (Comando das Forças Terrestres) da OTAN sediado em Esmirna (Turquia).

Em segundo lugar, John Kerry confirma nela que Washington não podia ir mais longe por causa do Direito Internacional e da posição da Rússia. Entenda-mo-nos: os Estados Unidos não pararam de ultrapassar o seu direito. Eles destruíram o essencial das infra-estruturas petrolíferas e de gaz do país, sob o pretexto de combater os jiadistas (o que está conforme ao Direito Internacional), mas sem para tal terem sido convidados pelo Presidente Assad (o que viola o Direito Internacional). Pelo contrário, eles não ousaram colocar as suas tropas no terreno e combater abertamente a República, tal como o fizeram na Coreia, no Vietname (Vietnã-br) e no Iraque. Para isso escolheram colocar os seus aliados na primeira linha(leadership from behind –- liderança pelos bastidores) e apoiar, sem grande discrição, mercenários, como na Nicarágua, com o risco de serem condenados pelo Tribunal Internacional de Justiça (o Tribunal interno da ONU). Washington não quer envolver-se numa guerra contra a Rússia. E esta, que não se havia oposto à destruição da Jugoslávia e da Líbia, levantou-se e empurrou a linha que não devia ser cruzada. Moscovo está à altura de defender a Lei pelo uso da força, se Washington se enfiar abertamente numa nova guerra de conquista.

Em terceiro lugar, John Kerry confirma aí que Washington esperava uma vitória do Daesh (E.I.) sobre a República. Até aqui, —com base no relatório do general Michael Flynn, de 12 de Agosto de 2012, e do artigo de Robin Wright, no New York Times de 28 de Setembro 2013— tínhamos percebido que o Pentágono planeava criar um «Sunistão» a cavalo sobre a Síria e o Iraque afim de cortar a Rota da Seda. Ora, ele confessa que o plano ia muito mais longe que isso. Provavelmente, o Daesh devia tomar Damasco, depois ser corrido de lá por Telavive (isto é, recuar para o tal «Sunistão» que lhe havia sido atribuído). A Síria teria então sido dividida a Sul por Israel, a Leste pelo Daesh e a Norte pela Turquia.

Este ponto permite compreender porque Washington deu a impressão de não controlar nada mais, de «deixar andar» os seus aliados: com efeito, envolveu a França e o Reino Unido na guerra fazendo-lhes crer que poderiam recolonizar o Levante, quando, na realidade, tinha previsto dividir a Síria sem eles.

Em quarto, ao admitir ter «apoiado» o Daesh(EI), John Kerry reconhecia tê-lo armado, o que reduz a zero a retórica da «guerra contra o terrorismo». 

- Sabíamos desde o atentado contra a mesquita de al-Askari em Samarra, a 22 de Fevereiro de 2006, que o Daesh (inicialmente denominado «Emirado Islâmico no Iraque») fora criado pelo Director Nacional de Inteligência dos E.U., John Negroponte, e pelo coronel James Steele —no modelo do que eles tinham feito nas Honduras— para por um fim à Resistência iraquiana e instaurar uma guerra civil. 
- Sabíamos desde a publicação pelo diário do PKK, Özgür Gündem, da acta da reunião de planificação realizada em Amã, a 1 de Junho de 2014, que os Estados Unidos tinham organizado a ofensiva conjunta do Daesh sobre Mossul e do Governo Regional do Curdistão iraquiano sobre Kirkuk. 
- Agora, nós sabemos com certeza que Washington jamais parou de apoiar o Daesh.

Em quinto lugar, nós interpretáramos o conflito entre, por um lado, o clã Allen/Clinton/Feltman/Petraeus e, por outro, a Administração Obama/Kerry, como tendo a ver com o apoio ou não ao Daesh. Mas, não se tratava de nada disso. Os dois campos não tiveram qualquer escrúpulo em organizar e apoiar os mais fanáticos dos jiadistas. O seu desacordo tem a ver exclusivamente com o recurso à guerra declarada —e ao conflito com a Rússia que ela arriscava implicar— ou à escolha duma actuação secreta. Apenas Flynn —o actual conselheiro de Segurança de Trump— se opôs ao jiadismo.

Se, dentro de poucos anos os Estados Unidos se afundassem tal como antes a União Soviética, a gravação de John Kerry poderia ser usada contra ele e contra Barack Obama perante um Tribunal Internacional —mas não perante o Tribunal Penal Internacional que está hoje em dia desacreditado—. Tendo reconhecido os excertos desta conversa, que foram publicados pelo New York Times, ele não poderia contestar a autenticidade do ficheiro completo. O apoio que Kerry declara ao Daesh viola várias Resoluções das Nações Unidas e constitui uma prova da sua responsabilidade e da de Obama nos crimes contra a humanidade cometidos pela organização terrorista.

Thierry Meyssan

Tradução 
Alva

( ARTIGO COMPLETO EM: VOLTAIRENET )

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A corrupção continua: Temer precisa escolher melhor seus auxiliares, por Jasson de Oliveira Andrade




Mais uma denúncia de corrupção, que indiretamente atinge Temer, poderá trazer graves problemas ao governo.

O Estadão (14/1) noticiou: “Geddel e Cunha lideravam desvios na Caixa, diz PF”. O primeiro era um dos ministros mais próximos do presidente e ainda, como se verá, tem influência em seu governo. Já Cunha, atualmente preso, foi o responsável pelo impeachment de Dilma, que colocou Temer no Poder. 

O mesmo jornal revelou: “Ex-ministro mantém influência na gestão Temer – Geddel deixou a pasta, mas assessores ainda tocam o dia a dia da Secretaria de Governo”. Na notícia, o Estadão informa: “Alvo da Operação Cui Bono?, o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima mantém sua influência no núcleo duro do Palácio do Planalto, ATUA NOS BASTIDORES (destaque meu) e faz contato frequente com os principais integrantes da cúpula do governo. Toda a estrutura montada por Geddel no governo Michel Temer foi mantida, apesar de sua demissão, em novembro do ano passado”. Segundo João Domingos, na ocasião “Temer disse que tinha se arrependido de ter aceito o pedido de demissão” dele. Sobre o ex-ministro, João Domingos, no artigo “Brincando com fogo” (Estadão, 14/10) afirmou: “Noticias sobre a participação de Geddel Vieira Lima em casos cabeludos existem aos montões. Enumerá-las todas gastaria essa página de jornal e ainda faltaria espaço. (...) Então, saiamos delas. Vejamos como Temer brincou – e ainda brinca – com fogo quando escolheu Geddel e outros personagens da política também assíduos fregueses de noticiários nada abonadores (sic). Mesmo que Temer insista em dizer que suspeitas sobre alguém não são condenações, e não são mesmo, o fato é que elas sempre vão ser uma ameaça para o bom andamento do governo. Boa parte dos sustos e sacolejões que atingiram o governo de Temer surgiu por causa da insistência dele em manter a seu lado pessoas já citadas na Operação Lava Jato. O próprio presidente aparece em delações já negociadas com executivos de empreiteiras. Ele nega qualquer coisa. Mas o nome dele está lá”. O mesmo pensa Valter Abrucez: “O governo de Michel Temer custa a adquirir a credibilidade necessária. E sem esse requisito não se governa. Muito contribuiria, sem dúvida, se o presidente da República (...) melhorasse a qualidade de seus auxiliares. (...) Não há perspectiva nesse sentido. Temer prefere se deixar rodear de gente de moral e caráter duvidosos. Muitos com várias denúncias penduradas nos tribunais”. 

Valter Abrucez tem razão: Temer precisa escolher melhor seus auxiliares! Difícil encontrar um sem acusação, mas sempre existem alguns... Pelo menos, deve tentar.

A situação do governo Temer poderá piorar e muito! A COLUNA DO ESTADÃO noticiou: “Cunha ameaça retomar discussão sobre a delação. – Preso desde outubro do ano passado, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha começou a mandar recados na direção do governo federal. Segundo interlocutores do deputado cassado, ele avisou que vai esperar apenas até o fim do mês para constatar se foi ou não “abandonado” pelos antigos aliados. A grande preocupação dele é com os desdobramentos jurídicos em relação a seus familiares. Assim, segundo seus interlocutores, se essa situação não for resolvida e os parentes correrem risco de prisão, Cunha poderá discutir a delação premiada”. Duvido que os familiares dele sejam presos. O governo deverá evitar essa situação: a ameaça surtirá efeito! A CONFERIR.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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Entrevista de delegado da Lava Jato à Veja é um show de erros, mentiras e imprecisões



O jornalista Marcelo Auler elencou, em seu blog, os erros, mentiras e imprecisões na entrevista do delegado federal Maurício Moscardi Grillo, da Lava Jato, à Veja:

Ao comentar a não prisão de Lula, o delegado voltou a falar – sem ser contestado – que a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil seria uma forma de obstruir a Justiça. Mesmo nomeado ministro, Lula jamais se livraria das investigações. Elas apenas passariam à responsabilidade do ministro do STF Teori Zavascki, o que a chamada República de Curitiba quis evitar a todo custo. E conseguiu.

Episódio não esclarecido – O desmentido a Moscardi veio na sua própria explicação do que ocorreu após divulgarem – ilegalmente – uma conversa telefônica da presidente Dilma, gravada já quando a ordem judicial tinha sido suspensa e tornada pública ilegalmente pelo juiz Sérgio Moro, sem nenhuma consequência.

Não foi, ao contrário do que ele disse, a possível nomeação de Lula para a Casa Civil que fez o Zavascki avocar a investigação, impedindo, temporariamente, que a investigação em Curitiba continuasse. Ou, pelo menos, esta não terá sido a motivação principal. Mas sim o grampo ilegal – e sua posterior divulgação – da conversa da presidente da República. Segundo o entrevistado, a decisão do ministro do STF levou a Polícia Federal a “perder o timing”. Em outras palavras, eles pretendiam prende-lo sob a acusação de obstrução da Justiça, mas a acusação que valeu naquele momento, deixou de valer depois. Como explicou, “hoje, os elementos que justificariam um pedido de prisão preventiva (…) já não são tão evidentes como antes”.

Pelo que se sabe, a prova judicial não perece com o tempo. Logo, se ela valia em uma época e deixou de valer meses depois, ela simplesmente não existia. Não existia porque não havia evidências, por exemplo, de que Lula estivesse querendo fugir do país, pressionasse testemunhas ou buscasse atrapalhar as investigações. Ele apenas seria nomeado ministro e isto levaria a investigação para o STF, mas não o livraria dela.

Moscardi foi apresentado como tendo 38 anos, 12 dos quais como delegado federal. Não confere com a realidade. Ele ingressou no Departamento de Polícia Federal (DPF) em 2006 – portanto, completou 11 anos de carreira em 2016 (caso seu ingresso tenha ocorrido no início do ano). Só que sua primeira função foi como Agente de Polícia Federal.

No cargo de delegado só foi empossado em julho de 2009, como atestam seus colegas de trabalho: “Ele passou no concurso para delegado como retardatário, fora das vagas do edital, como um dos últimos dos excedentes, e ainda sob liminar da Justiça, pois foi reprovado no psicotécnico”. Na ponta do lápis, ele tem sete anos e seis meses incompletos como delegado. Prova disso é que ainda não atingiu o topo da carreira – delegado especial -, o que só deve ocorrer em 2019, se completar dez anos na função.

O texto também o apresenta como coordenador da Operação Lava Jato, função que jamais ocupou. Ou, pelo menos, no sentido que dá a entender a revista: coordenador das investigações. Ele sempre teve um papel auxiliar. Chegou a Curitiba, em 2014, removido do Acre, onde comandou a Operação G7. Esta, mostrou-se totalmente fracassada, com a absolvição de todos os 21 acusados – e presos preventivamente – de supostas fraudes em licitação. A sentença os absolvendo saiu dia 09 passado, como narramos, no último dia 12, em A imprensa que acusou, cala-se na absolvição. Sobre isso, nada comentou à Veja. Nem lhe foi cobrado.

Na capital paranaense, inicialmente auxiliou a delegada Daniele Gossenheimer Rodrigues, a esposa do delegado Igor Romário de Paulo (Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado – DRCOR), que chefiava o Núcleo de Inteligência Policial (NIP).

Participou sim de algumas operações da Lava Jato – foi ao aeroporto de Guarulhos acompanhar a prisão da doleira Nelma Kodama, efetivada pelo delegado de São Paulo, Cássio Luiz Guimarães Nogueira. Chegou a tomar alguns depoimentos, mas não era do núcleo central da investigação. Substituiu Daniele por um tempo, na licença maternidade dela. Depois passou pela delegacia Fazendária e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), cuidando de casos menores.

Em 15 de abril de 2014, surgiu sua grande oportunidade na Superintendência do DPF ao ser nomeado presidente da Sindicância 04/2014 instaurada para investigar o grampo encontrado na cela de Alberto Youssef, no final de março. Como tal, assinou, em 18 de agosto de 2014, relatório no qual concluiu que o grampo estava desativado e era da época em que o traficante Fernando Beira Mar esteve naquela custódia, em 2008.

Menos de um ano depois, um documento mostrou que o aparelho que Moscardi disse que grampeara Beira Mar só chegou à Curitiba após o traficante deixar a Superintendência. Ao atestar, falsamente, que o grampo não funcionou, ele até propôs – sem ser atendido – que o doleiro Alberto Youssef fosse investigado por denunciação caluniosa e fez constar ao final do relatório: “O Departamento de Polícia Federal, como órgão de segurança pública com atribuição constitucional, não está à mercê do oportunismo de criminosos.”

Mesmo tendo conquistado a confiança da cúpula da Superintendência, Moscardi só obteve o primeiro cargo de chefia ao substituir, na DRE, o delegado Rivaldo Venâncio. Inicialmente ele iria assumir apenas a chefia do Grupo de Investigação Sensível (GISE), que se reporta diretamente à Brasília, mas oficialmente é subordinado à DRE. Sua indicação foi motivo do atrito entre o então chefe da Entorpecentes, Rivaldo, com o delegado Igor, levando o primeiro a se exonerar do cargo. Com isto, Moscardi assumiu também a chefia da repressão a entorpecentes, a partir da Portaria 734 do diretor de Gestão de Pessoal, Luiz Pontel de Souza, em 13 de abril de 2015. Acumulou as duas funções.

Mas, mesmo antes de ser chefe, logo depois de concluída a sindicância 04/2014, e sem estar diretamente ligado à Lava Jato, ele desfilava com o Range Rover Evoke blindado, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, apreendido pela Lava Jato, conforme três fontes diferentes confirmaram ao blog. Deixou de usá-lo quando veio a publico a história do juiz federal do Rio de Janeiro, Flavio Roberto de Souza, flagrado dirigindo um Range Rover de Eike Batista que o juiz mandara apreender. Moscardi, depois, passou a usar uma BMW apreendida com um traficante, o que fez até bem pouco tempo atrás. Hoje utiliza uma Mitsubishi L200 Triton, cuja origem o Blog não conseguiu identificar.

Os dois braços do DPF que ele passou a chefiar – DRE e GISE – funcionam, em Curitiba, em um prédio no centro da cidade. Foi ali que Moscardi, com verbas de origem jamais esclarecidas, fez uma grande reforma instituindo várias mordomias, como o Blog denunciou em 11 de fevereiro de 2016 em Polícia Federal, sem verba para a luz, mas com mordomias. As reformas no prédio que o dotaram de uma cozinha gourmet, churrasqueira e um bar, jamais foram devidamente explicadas quer pelo DPF, quer pelo Ministério da Justiça. Tampouco despertaram o interesse do MPF que, pela Constituição, exerce o controle externo da Polícia Federal. Também Veja não se preocupou em esclarecê-las com o delegado.

Foi por denunciarmos estas mordomias que Moscardi, seguindo o exemplo da sua colega delegada Érika Mialik Marena, ingressou na Justiça contra o Blog pedindo – e conseguindo inicialmente – a censura à nossa página e indenização por danos morais.

Na entrevista a Veja, tal como Madalena arrependida – outra expressão de origem bíblica – ele diz que foi um erro, arrependeu-se e retirou a ação. Só não explicou – e nem foi cobrado disso – que não recorreu à Justiça exercendo um direito de qualquer cidadão de contestar uma notícia. Ele, na verdade, cometeu o que se chama de litigância de má fé, em uma tentativa de burlar o sistema do juiz natural do feito. Também ao falar em retirar a ação, não foi totalmente exato.

Na verdade, foram três ações, idênticas, em três juízos especiais de Curitiba diferentes, como denunciamos em Para censurar o blog, o delegado Moscardi usou de má fé na Justiça do Paraná (20 de junho de 2016).

Fernando Brito, do Tijolaço, ainda lembrou que o autor da entrevista é Ulisses Campbell, que ficou famoso por usar nomes falsos para tentar se aproximar da família do irmão de Lula, Frei Chico. Campbell chegou a invadir o condomínio onde ele morava. No final, inventou uma nota sobre uma superfesta de um suposto sobrinho de Lula, desmentida mais tarde pela Veja.


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Onde estão os economistas de fundo de quintal que infestavam as padarias e pontos de ônibus Brasil afora, formados pelas UniCBN e UniGloboNews da vida, e que sabiam tudo sobre Economia, mercado e finanças na época do PT e da Dilma?



ONDE ANDA MINHA GENTE?

Me recordo que até o ano passado enquanto a Dilma e o ex-partido dos trabalhadores o PT eram governo em todo o lugar a gente encontrava com economistas, analistas de risco e consultores de mercado aos borbotões, cheguei a pensar que tinham tirado matemática e português do curriculum obrigatório das escolas colocado no lugar economia e relações internacionais e eu não sabia.

Em todo o lugar você ouvia qualquer barnabézinho de terceiro escalão , empregadinho de função indefinida, professores primários e outras categorias profissionais discorrer em verso e prosa sobre economia , agências de risco, inflação, taxa de crescimento com uma desenvoltura assombrosa.

Eram todos alunos aplicados do tele - asno terceiro grau que passava o dia inteiro no canal rural Globo news e 24 horas por dia na rádio CBN , aquela que troca, vende e faz qualquer negócio com a notícia, era lá que esses "jênios" decoravam termos , equações e números que nem na melhor das hipóteses sabiam do que se tratava.

As citações e a intimidade com economistas fracassados que não arrumaram nada na vida a não ser um emprego de repetidor das ordens do patrão como Miriam Porcão, Sarnemberg, Rofrigo Bostantino e outras tranqueiras era assustadora, todos eram chamados pelo primeiro nome como colegas de classe que te pedem cola.

Muito ex-geraldino do maracanã já comprava o jornal e ia direto para o caderno de economia para ver como estavam as bolsas de valores ao invés de ir ver as notícias do mengão. A revolta desse bissexto economista com o governo "que enterrava o Brasil" o deixavam furioso e ler as notas do grupo Empiricus o tiravam de si.

Essa turma desapareceu, sumiu, escafedeu-se. Foi só o golpe emplacar que a Globo satisfeita com o resultado colhido com a sua criação de jumentos que se mudou o ritmo da prosa e economia voltou a ser um assunto hermético, um assunto que leigos não devem opinar e tampouco entender, afinal o que valia ontem passou a não vale mais hoje.

Isso aconteceu quando a Globo trocou o cartão de memória de 128 K de seu público fiel que eles esqueceram dessa divertida e promissora profissão aonde todos iriam ficar biliardários quando o governo do PT fosse apeado do poder, afinal todos eram especialistas em risco, mercado, investimento e hoje estão felizes na sua nova função de vaca de presépio.

Você vai encontrar muitos neo economistas desses nos próximos meses e anos perambulando como zumbis por ai, muitos revirando latas de lixo atrás de latinhas de alumínio e até garrafas Pet pois se tem uma coisa que aflora com a miséria no povo e a consciência ecológica, éramos o povo mais consciente do mundo quando o FHC era presidente, essa consciência voltou com tudo !!!!!!!!!!!!!!


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Classe média brasileira tem como farol uma elite que é o híbrido entre senhor de escravos e nouveau riche

Na Folha de hoje, Celso Rocha de Barros critica a ideia de que um dos combustíveis para a mobilização contra Dilma foi o ressentimento da classe média - ressentimento ao ver os pobres chegando aos lugares que eram exclusividade sua, como os aeroportos ou o ensino superior. Ele ilustra com o livro de Jessé Souza sobre o golpe do ano passado, embora assinalando que a "tese do ressentimento da classe média" frequenta várias análises de intelectuais e ativistas progressistas. Mas, na "falta de evidência empírica sistemática", a tese seria apenas "autocondescendência da parte da esquerda".
Parece que, para Barros, a única evidência empírica sistemática aceitável seria algum tipo de survey. Sem repisar aqui os limites dessa metodologia, cabe indicar que há, sim, evidência empírica suficiente para afirmar que aquilo que ele rotula como "ressentimento" - e eu prefiro chamar de inconformidade da classe média com a redução da distância que a separava dos mais pobres - teve papel relevante na mobilização a favor do golpe. Como ocorreu, aliás, em momentos anteriores de nossa história.
As grandes manifestações pela destituição da presidente tiveram, como um de seus eixos discursivos principais, a repulsa aos programas de inclusão social, na forma da defesa da "meritocracia", da denúncia dos "vagabundos" e do saudosismo manifestado em frases como "eu quero meu país de volta". Desde o início, foi algo central no discurso das lideranças das mobilizações, tanto entre os movimentos de proveta (MBL, Vem Pra Rua etc.) quanto entre os jornalistas da televisão - e também em alguns parlamentares, como Ronaldo Caiado. Quem foi às ruas se sentiu sensibilizado por esse discurso ou, no mínimo, não ficou incomodado com ele. Isso indica, com clareza, o desconforto com a possibilidade de maior igualdade social. Bem melhor, aliás, do que um survey que perguntasse aos manifestantes a favor do golpe se "você está ressentido/a com o progresso material dos pobres"...
A redução da distância social implica prejuízos simbólicos e materiais. Significa que começa a escassear a mão de obra que estava disponível a preço vil, beneficiando esta classe média nos serviços domésticos e pessoais (cabeleireira, jardineiro etc.). Significa que as vantagens comparativas que ela imaginava legar para seus filhos, em particular com o ensino superior, deixam de ser tão marcantes. Há mais, portanto, do que o mero aborrecimento com filas e aglomerações, à la Ortega y Gasset.
Não por acaso, a possibilidade de mobilização política deste desconforto ou ressentimento dependeu de um trabalho prévio de demolição da noção de solidariedade social que fundamentava o consenso - ao menos da boca pra fora - sobre a necessidade de construir um Brasil mais justo. Este foi o grande trabalho ideológico da direita nos últimos tempos.
Uma das apostas do PT foi que, se o preço a pagar fosse bem baixinho, as elites gostariam de ter um país um pouco mais civilizado. Mesmo que fosse só para não passar vergonha no exterior. Mas não é nada disso. A "modernidade" da elite brasileira deu um balão no iluminismo e se afirma como um híbrido de senhor de escravos e nouveau riche. Está à vontade em meio às chacinas, à fome, ao desespero. Seu sonho é ter um Romero Britto na parede e uma senzala no quintal. E a classe média olha para ela como se fosse seu farol.


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Brasil, um laboratório de ratos sem reação



SOMOS UM ESTUDO E NÃO UM PAÍS

Levei algum tempo, gastei bastante observação e finalmente posso afirmar que não existe governo de Michel Temer no Brasil, o que existe na verdade é um extenso estudo acadêmico quiçá de abrangência planetária sobre a tolerância e os limites de uma sociedade digamos, civilizada.

Vejam vocês que não são atos administrativos somente, ou atos governamentais ou quiçá políticas macro econômicas, ou teorias heterodoxas ou outras merdas que essas fraudes apelidadas de economistas gostam de teorizar e a cada merda que fazem inventam um termo idiota associado.

O que tem aparência externa de governo na realidade são ensaios de laboratórios aonde nós na honrosa posição de ratos reagimos - ou não, como é praxe nesse povo banana - aos estímulos progressivos desses cientistas que nós achamos ser ministros, presidentes de estatais ou apenas bandidos comuns.

Sendo assim a cada dia eles vendem algo, destroem, algo, tiram algum direito e vão para suas posições confortáveis de pesquisadores observar a reação dos ratos - nós, não esqueça, os ratos somos nós - as medidas tomadas no dia anterior.

Então um "cientista" dá a ideia: Vamos vender a Petrobrás, aí outro emenda: Vende mas vende a preço de banana e um terceiro com ar de quem tem experiência em mexer com ratos e suas almas decreta: Vende essa porra pelo preço de dois Sienas com kit gás para eles rodarem no Uber que eles aceitam.

E assim foi feito, e realmente ninguém deu um pio. E foi assim com o Prouni, com o farmácia popular, com o minha casa minha vida, no mais médicos que virou sem médicos os cientistas cada vez mais confiantes na passividade de seus ratos - que a essa altura já eram ratos de esgoto - faziam um leilão ao contrário, destruindo e vendendo tudo a troco de nada.

Já se passaram mais de oito meses e até agora os cientistas não conseguiram ver nenhuma reação dos ratos - nós, não esqueça - até o mais cético dos economistas, o mais audacioso dos ladrões, o mais otimista larápio pensou em conseguir isso tudo sem um grunhido dos ratos desse país / laboratório.

Portanto amanhã ao acordar e tomar café - aproveite enquanto tem , tá na pauta ser cortado - e se encaminhar para o seu trabalho no laboratório não se esqueça para dar uma olhada no que os cientistas tucanos e os saqueadores do Temer tem preparado para o seu longo dia de rato inerte que alheio a tudo ainda vira pro lado e pergunta:

- E aí, quando é que começa o BBB mermo?


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domingo, 15 de janeiro de 2017

Empresários começam a gritar “fora Temer”. O tiro saiu pela culatra



Setores da burguesia nacional começam a se dar conta do problemão que é o governo golpista. Problema do ponto de vista econômico e social, tendo em vista que a política econômica desse governo leva à recessão, prioriza os interesses e o mercado internacional, desde empresas estrangeiras e particularmente a especulação financeira.

É por isso que economistas brasileiros e até mesmo empresários começam a manifestar seu descontentamento. Isso ficou revelado em artigos publicados na imprensa onde há apelos pela mudança na política econômica do governo golpista e até mesmo o primeiro “fora Temer”, gritado por um badalado empresário, dono de restaurantes no Rio de Janeiro e Brasília.

Omar Catito Peres, fala da rejeição popular ao golpista Michel Temer; cita as denúncias envolvendo os membros do governo em casos de corrupção, inclusive no âmbito das investigações da Operação Lava Jato; mas principalmente mostra sua preocupação com “a unanimidade de que a recessão em 2017 será ainda pior que 2016”; e diz: “Presidente, acho que o sr. deveria renunciar”.

A política neoliberal do governo golpista visa mesmo favorecer grandes empresários internacionais e rentistas. Já foi anunciado, por exemplo, que o governo passará a contratar empresas estrangeiras da área da construção civil para realização de obras no País, tirando exclusividade de mercado das empresas nacionais.

A ilusão de que se abriria a economia para investimentos estrangeiros na verdade é a abertura para a exploração nacional por estrangeiros. Já está sendo assim, por exemplo, com o petróleo nacional e a Petrobrás, que aos poucos estão sendo vendidos para os EUA e outros países. “O país está sangrando”.

“E, hoje, não tem mais o PT para jogar a culpa. O senhor é responsável por tudo o que está acontecendo: o país parou por sua falta de operacionalidade e gestão da coisa pública”, disse.

Ele chega a propor um trecho do que seria o discurso de afastamento e retirada do governo: “‘Brasileiros, fui colocado na presidência. Fatos alheios à minha vontade nos fazem viver a maior crise política e econômica de nossa história. Urge, portanto, que tomemos decisões acima de divergências políticas, cabendo ao povo decidir o nosso destino. Por isso, renuncio ao cargo de Presidente da República, convocando eleições diretas em 90 dias’“.

O tiro saiu pela culatra. Depois de tudo que fizeram para derrubar Dilma e tirar o PT do governo estão pedindo de volta da política que garantia lucros e algum desenvolvimento da economia nacional.

Isso só enfraquece ainda mais o governo golpista de Michel Temer que além da pressão popular passa a sofrer pressão também de setores da burguesia que antes tinham se unificado aos setores pró-imperialistas.


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Sim, Moro é réu na ONU



O Cafezinho foi parar na capa da Veja.

Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes.

Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

No dicionário Priberam, a palavra réu tem as seguintes conotações:



Então parem de frescura: Moro é réu.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

Lula melhorou a vida do Brasil. Sergio Moro foi um dos marionetes principais de um golpe que catapultou o Brasil de volta à miséria política e econômica dos anos 80, quando éramos um país sem futuro, sem esperança, sem auto-estima.

O resultado da irresponsabilidade de Sergio Moro e de seus cúmplices da Lava Jato está aí, para todos verem: uma economia arrasada, sendo assaltada por um punhado de ladrões que a própria Lava Jato levou ao poder, ao derrubar uma presidenta honesta, eleita por 54 milhões de brasileiros.

A Veja anuncia agora uma nova “mega-delação”. Palhaçada!

É isso o que se transformou o Brasil. Uma república de banana, em que as vidas de 206 milhões de indivíduos ficam à mercê de delações forjadas, obtidas à base de tortura, chantagem ou ameaças, cujos conteúdos são manipulados de mil maneiras.

A maior parte da opinião pública, inclusive a esquerda, continua subjugada à agenda dessas delações, que integram um processo investigativo inteiramente ilegal, e que, sobretudo, faz parte do maior ataque político já sofrido pelo Brasil em séculos.

Em menos de dois anos, os esforços conjugados de Lava Jato e Globo pulverizaram a soberania brasileira.

A Petrobrás está vendendo seus ativos a preço de banana, a uma velocidade frenética. Todo o setor mais avançado da indústria de petróleo e gás está sendo ou desmantelado ou entregue a estrangeiros.

O governo federal agora está chantageando o estado do Rio, quebrado pela Lava Jato, a privatizar a Cedae, o que seria um “modelo” para todos os estados. Os golpistas querem privatizar os setores mais essenciais à vida humana, setores que, no mundo desenvolvido, permanecem invariavelmente sob controle do Estado.

A opinião pública fica rendida diante das sucessivas “revelações” da Lava Jato, cuja maior parte são historinhas montadas, verdadeiras, falsas ou exageradas, em que se vaza o conteúdo de um telefone aqui, um email aqui, formando uma narrativa, que, todos sabemos, é costurada pela Globo.

E não faz sentido cobrar da Lava Jato que “pegue tucanos”, ou que chegue até o “governo” e o derrube, como se isso significasse alguma coisa.

A prisão de um tucano ou a derrubada de Temer por acaso vai interromper o processo de entrega do patrimônio público? Vai reestabelecer as contas nacionais destruídas pela própria Lava Jato?

Não vai.

Não deveria, jamais, nos interessar que os arbítrios da Lava Jato fossem legitimados com a prisão de nossos adversários políticos, porque os métodos são errados e, sobretudo, toda a estratégia política da Lava Jato é incrivelmente golpista, irresponsável e antinacional.

A economia é um ecossistema delicado. Não se pode matar empresas estratégicas impunemente, não sem um plano que evite um efeito sistêmico. Não houve plano nenhum. A Lava Jato, com a cumplicidade covarde ou oportunista das autoridades que poderiam evitar o desastre (inclusive do ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Cardoso), entrou na loja de cristais como um elefante enfurecido.

Para fazer isso, a Lava Jato não respeitou a lei. Sergio Moro é réu na ONU por conta dessas violações, mas os crimes dele e da força tarefa contra a ordem econômica brasileira são ainda maiores do que as violações de direitos praticadas contra Lula e contra um monte de gente.

O consórcio golpista surfa na onda da ignorância, do populismo penal, do sentimento baixo de linchamento que, infelizmente, é muito forte numa população traumatizada por séculos de opressão e corrupção.

Esse sentimento, porém, não vai durar para sempre. Em algum momento, a crise econômica vai obrigar o brasileiro a botar ordem na casa, a enquadrar esses juízes e procuradores enlouquecidos, e a criar regras para proteger a economia nacional.

A Lava Jato pode ser o último golpe que a elite escravocrata, sem compromisso com a indústria nacional, aliada a uma mídia que nunca passou de reles representante dos interesses mais baixos do imperialismo, aplica no Brasil.

Quando os ânimos esfriarem, serão criadas regras para, nunca mais, o Brasil ficar à mercê de juízes e procuradores metidos a justiceiros. A economia é importante demais para ficar na mão de sociopatas como esses especialistas em power point da Lava Jato.

Se houver necessidade de se prender empresários, que se os prendam. Se houver necessidade de se fechar uma grande empresa, que se as feche. Se houver necessidade de proibir uma empresa de fechar novos contratos com o governo, que se o faça. Tudo isso, porém, precisa ser antes planejado com um mínimo de bom senso, para que o prejudicado não seja a população, a infra-estrutura nacional, e várias gerações de brasileiros, como está acontecendo agora.

Investigações contra a corrupção, já está provado, tem de ser conduzidas com discreção e responsabilidade política, sem mídia, por um consórcio independente, como é o modelo de Hong Kong, elogiado no mundo inteiro. A Lava Jato foi uma cópia tosca das Mãos Limpas, que destruiu o sistema político italiano, levou ao recrudescimento da corrupção naquele país, e ajudou a fazer de Berslusconi, o mais corrupto de todos, a dominar o cenário político italiano por mais de 20 anos. Os procuradores e juízes das Mãos Limpas eram idiotas midiáticos que viviam nos jornais.

A luta contra a corrupção precisa ter um objetivo: defender o país, defender a economia nacional e o erário, e não destruí-los, como fez a Lava Jato. Milhares de empresas honestas, que estavam vinculadas às grandes empreiteiras, foram devastadas porque a Lava Jato conduziu o processo de maneira completamente irresponsável.

Então, sim, senhora Veja: Sergio Moro é réu na ONU e muito mais. É um agente do golpe, do entreguismo, além de principal garoto propaganda da extrema-direita violenta, bolsômica e hipócrita que se alastra pelo país.


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sábado, 14 de janeiro de 2017

Standing in solidarity with Brazil’s Lula





After the undemocratic removal of Dilma Rousseff as president of Brazil (Report, 24 December) via an illegitimate process that saw 62 senators overturn the votes of 54 million, there has been an unprecedented defamation campaign against former president Lula. This “trial by media” is an attempt to keep Lula from participating in the political process. As a highly popular figure as a result of reforms that lifted millions from poverty, Lula is considered a possible candidate in the 2018 elections. Investigating Lula, prosecutors have been unable to find any illegal activity committed. Despite this, they have submitted him to a number of arbitrary constraints and detainments, leading to a UN investigation taking place due to concern that his rights have been infringed. We, the undersigned, oppose this concerted campaign against Lula and stand in solidarity with those struggling for democracy and social progress in Brazil.

Chris Williamson Labour Friends of Progressive Latin America and former MP 
Roger Godsiff MP 
Grahame Morris MP
Elaine Smith MSP 
Neil Findley MSP
Baroness Jean Corston 
Lord Martin O’Neill
Lord David Lea
Len McCluskey General secretary, Unite the Union
Tim Roache General secretary, GMB
Kevin Courtney General secretary, NUT
Manuel Cortes General secretary, TSSA
Mick Whelan General secretary, Aslef
Ronnie Draper General secretary, BFAWU
Roger McKenzie Assistant general secretary, Unison
Owen Tudor Head of European Union and international relations, TUC
John Hendy QC Queen’s Council barrister, Old Square Chambers
Ann Pettifor Economist
Dr Julia Buxton School of Public Policy, Central European University
Dr Francisco Dominguez Head of Latin American studies, Middlesex University
Salma Yaqoob Activist
Matt Willgress Editor, No Coup in Brazil

THE GUARDIAN, Letters, 13.01.2017

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À Veja, delegado da PF revela o caráter político dos processos movidos contra Lula



Mauricio Moscardi Grillo evidencia o caráter político dos processos movidos contra Luiz Inácio Lula da Silva

Os advogados que representam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiram nota neste sábado (14) a respeito de entrevista concedida pelo delegado da Polícia Federal Mauricio Moscardi Grillo à revista Veja.

Nela, o servidor deixa claro que é movido por razões políticas - e não pelo estrito cumprimento do dever legal - nas ações investigativas e processuais que promove contra Lula. Grillo admite, com todas as letras, que trabaha com "timing", ou sentido de oportunidade, para decidir os atos processuais que executa contra o ex-presidente, o que contraria a legislação em vigor no país e os principais mais básicos do Estado de Direito.

Leia, abaixo, a íntegra da nota dos defensores de Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do assunto. 

"Sobre a entrevista concedida pelo Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo, coordenador da Lava Jato na Polícia Federal, à revista Veja (“Da prisão do Lula”, 14/01/2017), fazemos os seguintes registros, na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva:

1- A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II) e, afora isso, a forma como o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução no. 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6o, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infra-constitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas.

2- Por outro lado, a entrevista é luminosa ao reconhecer que a Lava Jato trabalha com “timing” ou sentido de oportunidade em relação a Lula, evidenciando a natureza eminentemente política da operação no que diz respeito ao ex-Presidente.

É o “lawfare”, como uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, exposto reiteradamente pela defesa de Lula, agora afirmado, de modo indireto, pelo próprio coordenador da Lava Jato na Policia Federal.

3 – Se Lula tivesse praticado um crime, a Polícia Federal, depois de submetê-lo a uma devassa sem precedentes, teria provas concretas e robustas para demonstrar o ilícito e para sustentar as consequências jurídicas decorrentes.

Os mesmos áudios e elementos que a Lava Jato dispunha em março de 2016 estão disponíveis na data de hoje e não revelam nenhum crime. Mas a Lava Jato, segundo o próprio Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo trabalha com “timing” ou sentido de oportunidade em relação a Lula.

4- A interceptação da conversa entre os ex-Presidentes Lula e Dilma no dia 16/03/2016 pela Operação Lava Jato foi julgada inconstitucional e ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. O Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato afrontam a Suprema Corte e revelam desprezo pelo Estado Democrático de Direito ao fazer afirmações sobre esse material sem esse registro. Ademais, é preciso, isto sim, que o Delegado Federal coordenador da Lava Jato esclareça o motivo da realização da gravação dessa conversa telefônica após haver determinação judicial para a paralização das interceptações e, ainda, a tecnologia utilizada que permitiu a divulgação do conteúdo desse material menos de duas horas após a captação, tendo em vista notícias de colaboração informal – e, portanto, ilegal - de agentes de outros países no Brasil. A divulgação dessa conversa telefônica em menos de duas horas após a sua captação, além de afrontar a lei (Lei n. 9.296/96, art. 8o. c.c. art. 10), está fora dos padrões técnicos brasileiros verificados em situações similares.

5- A condução coercitiva de Lula para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas foi ato de abuso de autoridade (Lei no. 4.898/65, art. 3o., “a”) porque promoveu um atentado contra a liberdade de locomoção do ex-Presidente de sua liberdade fora das hipóteses autorizadas em lei. Por isso mesmo, fizemos uma representação à Procuradoria Geral da República para as providencias cabíveis e, diante da inercia, documentada em ata notarial, promovemos queixa-crime subsidiária, que está em trâmite perante o Tribunal Regional Federal da 4a. Região. O tema também é objeto do Comunicado que fizemos em julho ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Portanto, o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo deveria repensar não só o local da condução coercitiva de Lula, mas, sobretudo, a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato. Merece registro, adicionalmente, que o local do Aeroporto de Congonhas para onde Lula foi levado tem paredes de vidro e segurança precária, tendo colocado em risco a integridade física do ex-Presidente, de seus colaboradores, advogados e até mesmo dos agentes públicos que participaram do ato, sendo injustificável sob qualquer perspectiva.

6- Ao classificar as ações e providencias da defesa de Lula como atos para “tumultuar a Lava Jato” o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato mostram, de um lado, desprezo pelo direito de defesa e, de outro lado, colocam-se acima da lei, como se estivessem insusceptíveis de responder pelos abusos e ilegalidades que estão sendo praticadas no curso da operação em relação ao ex-Presidente. Deve ser objeto de apuração, ademais, se pessoas que praticaram atos estranhos às suas funções públicas ou com abuso de autoridade estão sendo assistidas por “advogados da União” – pagos pela sociedade - como revela o Mauricio Moscardi Grillo em sua entrevista.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira"

LEIA TAMBÉM:

RESPOSTA A EDITORIAL DE O GLOBO

O editorial publicado hoje pelo jornal "O Globo" não poderia ser mais absurdo e desconectado com a realidade. A defesa técnica do ex-Presidente Lula é bastante sólida e está disponível no site "A Verdade de Lula". Mas para algumas autoridades a defesa técnica não tem qualquer relevância. Identificamos e trouxemos ao Brasil, de forma pioneira, o "lawfare", fenômeno estudado pelas mais importantes universidades do mundo, como Havard e Oxford. O "lawfare" é o uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política. É a guerra jurídica para fins políticos. Exatamente o que ocorre atualmente no Brasil em relação a Lula. Longe de informar, "O Globo" atua como parte desse "lawfare". E isso está cada vez mais claro.


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O presidente “bom” e o presidente “mau”, por Manlio Dinucci



Barack Obama foi um “santo subito” [1]: assim que entrou na Casa Branca, foi preventivamente laureado, em 2009, com o Prâmio Nobel da Paz graças aos “seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.

Enquanto isso, a sua administração já preparava secretamente, por meio da secretária de Estado Hillary Clinton, a guerra que dois anos depois demoliria o Estado líbio, estendendo-se depois à Síria e ao Iraque através dos grupos terroristas funcionais à estratégia dos EUA e da Otan.

Inversamente, Donald Trump é o “demônio subito”, ainda antes de entrar na Casa Branca. É acusado de ter usurpado o posto destinado a Hillary Clinton, graças a uma maléfica operação ordenada pelo presidente russo Putin.

As “provas” são fornecidas pela CIA, a mais especializada em matéria de infiltrações e golpes de Estado. Basta recordar as suas operações para provocar e conduzir as guerras contra Vietnã, Cambodja, Líbano, Somália, Iraque, Iugoslávia, Afeganistão, Líbia, Síria; os golpes de Estado na Indonésia, El Salvador, Brasil, Chile, Argentina, Grécia.

Milhões de pessoas presas, torturadas e assassinadas; milhões de desalojados das suas terras, transformados em fugitivos, objeto de um verdadeiro tráfico de escravos. Sobretudo crianças e mulheres jovens, escravizadas, violentadas, obrigadas a prostituir-se.

Tudo isto deveria ser lembrado por aqueles que, nos Estados Unidos e na Europa, organizam no dia 21 de janeiro próximo, a marcha das mulheres para defender justamente a paridade de gênero conquistada com duras lutas, continuamente postas em causa pelas posições sexistas manifestadas por Trump.

Esta não é, porém, a razão pela qual Trump é acusado em uma campanha que constitui um fato novo nos procedimentos de alternância na Casa Branca: desta vez a parte perdedora não reconhece a legitimidade do presidente eleito, e tenta um impeachment preventivo. Trump é apresentado como um tipo de “Manchurian Candidate” [2] que, infiltrado na Casa Branca, seria controlado por Putin, inimigo dos Estados Unidos.

Os estrategistas neocons, artífices da campanha, buscam assim impedir uma mudança de rumo nas relações dos Estados Unidos com a Rússia, que a administração Obama levou ao nível de uma guerra fria. Trump é um “trader” que, continuando a basear a política estadunidense na força militar, tenciona abrir uma negociação com a Rússia, possivelmente também para debilitar a aliança de Moscou com Pequim.

Na Europa aqueles que temem um relaxamento das tensões com a Rússia são antes de tudo os dirigentes da Otan, cuja importância cresceu com a escalada militar da nova guerra fria, e os grupos no poder nos países do Leste – particularmente Ucrânia, Polônia e países bálticos – que apostam na hostilidade à Rússia para ter um crescente apoio militar e econômico por parte da Otan e da União Europeia.

Nesse quadro, não se pode ignorar nas manifestações de 21 de janeiro a responsabiidade de todos os que transformaram a Europa na primeira linha do confronto, inclusive nuclear, com a Rússia. Não deveremos manifestar-nos como súditos dos Estados Unidos que não querem um presidente “mau” e pedem um presidente “bom”, mas para nos libertarmos da sujeição aos Estados Unidos que, indpendentemente de quem seja o presidente, exercem sua influência na Europa através da Otan; para sair dessa aliança de guerra, para exigir a remoção das armas nucleares dos EUA dos nossos países.

Deveremos manifestar-nos para termos voz, como cidadãos e didadãs, nas decisões de política externa que, indissoluvelmente ligadas às econômicas e políticas internas, determinam as nossas condições de vida e o nosso futuro.


Tradução 
Editor do site Resistência

Fonte 

[1] “Santo já”, “Santo imediatamente”: Palavra de ordem dos fiéis que pediam em 2005 a imediata canonização do Papa João Paulo II. (Nota da tradução)

[2] “The Manchurian Candidate” é o livro de Richard Condon sobre o filho de uma poderosa família com tradição política nos Estados Unidos que sofre lavagem cerebral para se tornar um assassino involuntário a serviço do Partido Comunista. A obra foi adaptada para o cinema em duas ocasiões (1962 e 2004), com o título no Brasil “Sob o domínio do mal”. (Nota da tradução)

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Ecos de 2016 e início de 2017, por Jasson de Oliveira Andrade


Ao se referir ao ano de 2016, o jornalista Luiz Zanin Oricchio, em artigo no Estadão (Aliás), escreveu: “Com tanto baixo astral, a palavra do ano [2016] só poderia ser “queda”. Caiu uma presidente, CAIRAM MINISTROS DE QUEM A DERRUBOU (destaque meu), caiu o PIB, caiu o nível de emprego, caíram máscaras; caiu para a segunda divisão um dos grandes do futebol brasileiro, o Internacional, e, na maior tragédia aérea do nosso esporte, caiu o avião que transportava jornalistas e o time da Chapecoense para a partida mais importante da sua história. Queda sobre quedas: que ano! Não à toa os brasileiros chegam a seu fim [2016] caindo pelas tabelas”.

A Coluna do Estadão (31/12/2016) publicou: “Janaína Paschoal, Jurista: “Se vocês, que não cansam de me xingar, não gostavam do Temer, por que votaram nele? Por que o Lula mandou?, rebatendo ataques nas redes sociais”. Comentário do Jasson: Não se votou em Temer. Votou-se em Dilma, que obteve 54,5 milhões de votos. Votação do atual presidente em 2014: ZERO!

DEMAGOGIA: A revista VEJA, no primeiro número de 2017, publicou na Capa uma fotografia da esposa de Michel Temer, com esse texto: “MARCELA TEMER, A APOSTA DO GOVERNO – Com uma agenda de aparições nacionais, a jovem e bela primeira-dama vira a grande cartada (sic) do Palácio do Planalto para tirar a popularidade do atoleiro (sic)”. Isto é pura demagogia. Primeiro, Temer procurou a popularidade com o filho, Michelzinho. No primeiro dia que ele e a esposa foram levá-lo à escola, avisaram os jornalistas para tirar-lhes fotos! Demagogia barata... Agora, é a vez da esposa, a bela Marcela Temer. Para mim, também demagogia barata!

Já o prefeito João Doria Jr., ao tomar posse na Prefeitura da Capital, vestiu-se de gari e “fingiu” varrer uma rua de São Paulo. Essa atitude dele e de seus secretários foi muito criticada. Vera Magalhães, por exemplo, em artigo ao Estadão, criticou: “Afinal, sabe-se que nem Doria, por mais “trabalhador” que seja, nem os secretários, têm nenhuma intimidade com a profissão de gari. O mais provável é que a intrépida trupe se pareça mais com uma ala de escola de samba que com pessoas de fato empenhadas – e minimamente habilitadas – a tornar a cidade mais limpa”, finalizando: “É hora de o prefeito descer do palco e apagar os refletores. Vestir o figurino do “João trabalhador” nada tem a ver com antecipar o carnaval se fantasiando de gari”. Com a vassoura na mão, ele quis imitar Jânio Quadros...

MASSACRE NOS PRESÍDIOS: Na COLUNA DO ESTADÃO (7/1), essa notícia: CRISTOVAM BUARQUE – “Não acreditaram quando, há 50 anos (sic), Darcy Ribeiro, eu e outros falamos que, se não construíssemos escolas, teríamos de construir presídios”. Ao invés de defenderem a construção de escolas, auxiliares de Temer pedem mais massacres. Lamentavelmente. Um deles, devido a má repercussão, foi demitido. Ainda bem!

ANÁLISE DE WALTER ABRUCEZ - Em artigo no O IMPACTO, sob o título “Levando do jeito que dá”, o jornalista Valter Abrucez fez uma análise sobre 2016 e início de 2017, afirmando que não vislumbra “para este 2017 que tem tudo para ser longo, um cenário mais positivo pelo qual atravessamos em 2016. O Brasil ainda expressa sinais de desacertos (sic), vivendo problemas de extrema gravidade”. A seguir ele faz essa análise da situação atual: “O desemprego é assombroso e isto não se recupera com passe de mágica. Medidas de ordem econômica não costumam produzir resultados em curto prazo. Temos pela frente a perspectiva de PIB minúsculo, quando necessitamos que fosse robusto. (...) A isto se soma o fato de que o governo de Michel Temer custa a adquirir a credibilidade necessária. E sem esse requisito não se governa. Muito contribuiria, sem dúvida, se o presidente da República – ou o golpista, na versão dos contrários – melhorasse a qualidade de seus auxiliares. (...) Não há perspectivas nesse sentido. Temer prefere se deixar rodear de gente de moral e caráter duvidosos. Muitos com várias denúncias penduradas nos tribunais. Se estes, os tribunais, agissem com um pouquinho só de ligeireza, muitos desses personagens já teriam sido escorraçados da vida pública”. Adiante Abrucez diz: “Temos um governo que parece estar se conservando no formol. Não anima, não entusiasma, não oferece uma palavra em resposta à qual pudéssemos bradar: “agora vai”. (...) Para usar a expressão tão comum às ruas, não temos luz no fim do túnel. (...) Prevejo, em repetição, que será um comprido 2017. Longo e penoso.”

Eliana Cantalhêde afirma: “Nada está uma maravilha, mas entramos em 2017 com otimismo realista”. Ela recomenda: OREMOS!

Ainda é cedo para uma previsão sobre 2017. Será que com a ORAÇÃO recomendada por Eliana, teremos um ano melhor do que 2016? A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista é jornalista em Mogi Guaçu

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sites e blogs que devem ser evitados



Amigos e amigas, por favor, prestem atenção e não postem notícias dessas páginas/sites abaixo. São páginas reacionárias de direita que estão escrevendo artigos enganadores, manipuladores e reacionários que não podemos apoiar:

- PensaBrasil
- Brasil VerdeAmarelo
- Folha Política Org
- Movimento contra corrupção MCC
- Família - Meu Maior Patrimônio
- Mudança de Paradigma
- O Antagonista
- Diário do Brasil
- Política na Rede
- Correio do Poder
- Gazeta Social
- Folha Brasil Notícias
- Juntos Pelo Brasil
- Click Política
- Sul connection
- Blasting News
- imprensa Viva

Prestem atenção também em sites e blogs que reproduzem artigos dessas páginas. Temos que ficar atentos e não apoiar lixo.

São páginas/sites falsos, parciais e cheios de fakes que contém falácias, mentiras neoliberais, são extremamente conservadoras que não podemos dar promoção.


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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pastores evangélicos que nunca leram sequer um gibi na vida espalham a ignorância e a burrice pelo Brasil



- Eu não acredito em Darwin! - Disse a manicure que estava fazendo minha unha para a outra ao lado.

- Por quê? - Me meti na conversa.

- Porque se ele estivesse certo, por que então ainda hoje os macacos não se transformam mais em homens? Faz muito mais sentido o que está escrito na Bíblia...

- Mas quem disse que Darwin falou que macaco se "transforma" em gente? - Perguntei assustada pensando que havia perdido alguma informação importante.

- O pastor.

- Entendi.

E daí seguiu uma longa explicação do que vem ser a Teoria da Evolução enquanto minhas unhas eram pintadas no salão. As manicures ficaram estarrecidas... Estou quase distribuindo agora panfletos nas saídas das igrejas convidando os fiéis para assistirem um culto cultural. A senhora já ouviu a verdadeira palavra de Darwin? Gostaria de exorcizar a ignorância no assunto? ...

Triste tudo isso viu... quase dá vontade de perder a esperança na humanidade...


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Moro produz provas contra Lula COMO SE FIZESSE parte da acusação e ainda recusa ao ex-presidente acesso a provas existentes que são favoraveis à sua defesa



Por outro lado, juiz de Curitiba rejeita pedido dos advogados para solicitar à Justiça de Brasília provas que são favoráveis a Lula, como os depoimentos que desmontam a versão de Delcídio do Amaral sobre o plano para evitar uma delação de Nestor Cerveró

Jornal GGN - "Os fatos que demonstram a ausência de um julgamento justo e imparcial" para Lula "se avolumam a cada dia". É o que diz a defesa do ex-presidente em uma petição apresentada ao juiz Sergio Moro no dia 5 de dezembro de 2016, em virtude da solicitação que o magistrado fez à Justiça de Brasília para receber informações de duas ações penais que lá tramitam, alheias ao caso triplex.

Na petição, os advogados Cristiano Zanin, Roberto Teixeira, José Roberto Batocchio e Juarez Cirino assinalam que Moro ultrapassou o sinal vermelho no julgamento de Lula mais uma vez. Agora, assumindo o papel da acusação, que deveria ser exercido exclusivamente pelo Ministério Público Federal.

Moro, "de ofício", solicitou e inseriu no julgamento do caso triplex provas que derivam das ações penais que correm em Brasília por suposto tráfico de influência e obstrução da Lava Jato (tentativa de silenciar o delator Nestor Cerveró). Em Curitiba, Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS de maneira velada, como na posse oculta de um apartamento no Guarujá.

Para a defesa de Lula, como os casos não possuem qualquer conexão, Moro deveria autorizar que os dados obtidos em Brasília fossem "desentranhados" do caso triplex, porque "ferem o sistema acusatório". "Essa situação, à toda evidência, colide com o sistema acusatório adotado pelo direito pátrio", disseram na petição.

A defesa citou um trecho da literatura de Aury Lopes Jr que diz que o juiz "deve manter uma posição de alheamento, afastamento da arena das partes, ao longo de todo o processo. Deve-se descarregar o juiz de atividades inerentes às partes, para assegurar sua imparcialidade."

Uma decisão proferida em 2013 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, apto a revisar as decisões de Moro na Lava Jato, também foi destacada pela banca de advogados:

"Em face do princípio acusatório que deve reger o processo penal brasileiro, a iniciativa e consequente ônus probatório deve ficar prioritariamente nas mãos das partes e apenas supletivamente nas mãos do órgão jurisdicional. O artigo 156, II, do Código Penal expressa que a determinação, por parte do magistrado, de diligências, antes de proferida a sentença, é permitida nos casos em que se pretende dirimir dúvida sobre ponto relevante, o que não se confunde com substituir a atividade do órgão acusatório, o qual, in casu, não requereu a produção de nenhuma prova que corroborasse a sua tese."

Leia mais:



Os advogados ainda lembraram que até mesmo o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, avaliou que uma das ações penais, a que envolve a tentativa de evitar que Cerveró aceitasse um acordo de delação premiada, nada tem a ver com as investigações da Lava Jato em Curitiba. Por isso mesmo a ação penal foi transferida para Brasília, e não para a 13ª Vara Federal.

O pleito da defesa foi no sentido de que Moro não fizesse uso de dados alheios ao caso triplex em seu julgamento. Mas, se fosse insistir nisso, que ao menos solicitasse, por meio de ofício, ao juízo da 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal "os vídeos e áudios relativos aos termos de depoimento já prestados pelas testemunhas arroladas — os quais ainda não estão disponíveis para acesso da defesa".

Esse material, segundo a defesa, favorece Lula, pois mostra que as testemunhas desmentiram as delações em que o ex-presidente aparece como mentor do esquema para obstruir a Lava Jato.

Moro, contudo, negou os pedidos da defesa de Lula argumentando que "é praxe na Justiça a solicitação de antecedentes dos acusados e informações sobre a situação atual de outros processos pelos quais respondem, considerando os possíveis reflexos jurídicos. Então não se trata sequer de determinação da produção de prova de ofício." Ele citou o artigo 156 do Código Penal, que permite ao magistrado a produção de provas de ofício, desde que para dirimir dúvidas.

O juiz também respondeu que se a defesa quer acesso às provas em Brasília que inocentam Lula, que corra atrás sozinha. "(...) poderá a Defesa, também habilitada naqueles autos, providenciar diretamente a juntada da referida prova, não sendo necessária intervenção deste Juízo. Caso haja indeferimento por aquele Juízo, aí sim caberá provocação deste."

Em nota publicada no portal A Verdade de Lula, os advogados apontaram que "só em um processo guiado pelo 'lawfare' o juiz se sente autorizado a produzir de ofício provas de interesse da acusação e negar a contraprova requerida pela defesa."

Para a banca, negar a produção de provas favoráveis a Lula é um processo "manifestamente ilegítimo."

LEIA TAMBÉM:


Pedido de indenização é de R$ 1 milhão; promotor Cassio Conserino fez uso das redes sociais para ofender a honra de Lula

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deram entrada nesta quinta-feira (12) com uma ação de indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão contra o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Na ação, os defensores de Lula demonstram que Conserino fez uso de seu cargo para causar danos à imagem, à honra e à reputação do ex-presidente. Conserino, que chegou a pedir a prisão de Lula em uma ação judicial que foi rejeitada pela Justiça, já utilizou as redes sociais para chamar o ex-presidente de "encantador de burros".

Além disso, ele abandonou a ação judicial que tentou mover contra o presidente e outros réus assim que a Justiça retirou Lula do rol de acusados. Isso ocorreu no final do ano pasado. Assim que o ex-presidente foi retirado do processo, o promotor desinteressou-se pela ação e a abandonou, alegando simplesmente "motivos de foro íntimo". Para os advogados de Lula, este é um claro sinal de que Conserino não buscava fazer Justiça, mas pura e simplesmente prejudicar seu cliente.

Leia, abaixo, a nota divulgada pelos advogados de Lula sobre o assunto:

"Na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolamos hoje (12.01.2017) ação de reparação por danos morais contra o Promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A ação deverá ser distribuída a um das Varas Cíveis de São Bernardo do Campo, onde Lula reside, e pede que Conserino seja condenado a pagar R$ 1 milhão a título de indenização ao ex-Presidente, levando-se em consideração a extensão dos danos causados e, ainda, a capacidade econômico-financeira do citado agente público.

Na ação foi demonstrada: (i) a utilização das prerrogativas e do cargo de Promotor de Justiça pelo réu para causar danos à imagem, à honra e à reputação de Lula; (ii) atuação dolosa do réu no exercício de suas funções confirmada por dois fatos supervenientes: (a) o abandono da causa pelo réu, após a Justiça excluir Lula da sua esfera de atuação funcional (alegando “motivo de foro íntimo”) e, ainda, (b) pela reprodução e divulgação de publicação manifestamente ofensiva ao ex-Presidente (tratado como “Encantador de Burros”) em conta do réu em rede social (Facebook).

No último dia 9/11, o Conselho Nacional do Ministério Público instaurou Reclamação Disciplinar contra o Promotor Conserino, em atenção a requerimento que fizemos levando em consideração parte dos mesmos fatos tratados na ação judicial hoje proposta.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira"


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