sexta-feira, 25 de julho de 2014

Obama não explica o que o caça Su-25 fazia junto ao avião malaio


Imagens de radar cedidas pelo general chefe do Estado Maior russo mostram caça SU-25 de Kiev junto ao MH17 antes do abate. Por que a Casa Branca não libera as fotos de seu satélite na área?

O governo Obama e a Junta de Kiev estão escondendo o caça Su-25 que derrubou o voo MH17 da Malasia Airlines no dia 17 matando 298 civis, como revelado por Moscou no dia 21 por meio de vídeos de radar e fotos de satélite, que comprovaram que um bombardeiro desse tipo, equipado com mísseis ar-ar R60, estava a menos de 5 km e ascendeu rumo ao avião civil nos momentos que antecederam a derrubada e depois monitorou a área de queda. A Junta negava ter qualquer avião na área, e Washington, que tinha um satélite posicionado sobre a região exatamente na hora do abate “por coincidência”, não mostra as fotos de jeito nenhum e até aqui diz basear suas acusações nas falsificações dos nazistas e nas “redes sociais”. Como assinalou o jornalista Pepe Escobar, “cada vez mais o cenário Buk – histericamente promovido pelo Império do Caos – vai sendo descartado”.

Não é por falta de monitoramento que Obama não vê o Su-25: na hora da derrubada também estava em operação no Mar Negro um avião-radar dos EUA (AWACS), que fazia parte das manobras Breeze 2014, como registrou o analista Wayne Madsen. E quanto mais o governo Obama requenta o “ataque com Buk dos separatistas”, mais fica aparente o envolvimento de Washington na operação de bandeira trocada que os nazistas cometeram para culpar Putin, facilitar o massacre no Donbass e forçar a Europa a ampliar as sanções contra a Rússia. Madsen, inclusive, lembrando a Operação Northwoods, e outras empreitadas sinistras, salientou que derrubada de avião civil por operações de bandeira trocada faz parte do manual do Pentágono.

Como Pepe Escobar destacou, com base nas excelentes análises do blog “Saker”, “os restos calcinados da turbina direita do MH17 sugerem que tenha sido atacada por míssil ar-ar – não por sistema Buk”. Também “nenhuma testemunha ocular viu a trilha de fumaça, muito clara, visível, espessa, que qualquer míssil terra-ar teria traçado no céu, se tivesse havido disparo de um Buk”. Depois da coletiva de imprensa do alto comando russo, mostrando o Su-25, “fontes” de Washington passaram a dizer à mídia que não havia sinal de “envolvimento direto” da Rússia no disparo e até que os “separatistas” poderiam ter derrubado o MH17 “por engano”.

A coletiva de imprensa dos generais russos Kartopolov e Makushev também evidenciou que a Junta de Kiev foi pega mentindo pelo menos duas vezes. Mentiu sobre a montagem dos mísseis Buk sendo movidos de volta à Rússia (a foto foi tirada numa cidade controlada pelos nazistas desde maio) e quando negou ter qualquer avião na área. E investigação realizada pelos internautas desmascarou o “vídeo” em que “separatistas e seus próceres russos confessariam a derrubada do MH17”: foi gravado na véspera, o que demonstra que seus forjadores sabiam com antecedência de que o avião seria derrubado.

Pensando bem, a Junta mentiu mais vezes: disse não ter lançadores Buk na região do abate, mas o comando russo provou, com fotos de satélite, que Kiev deslocou na véspera sua artilharia de mísseis para bem perto da área controlada pelos antifascistas, e no dia seguinte retirou o lançador. Moscou também provou que houve uma intensa atividade de radar dos Buk até a derrubada, bruscamente reduzida no dia seguinte.

Pego no contrapé, o governo Obama tenta requentar a “derrubada por Buk”. Está a maior dificuldade para sustentar. A Junta mostrou uma montagem em que um lançador Buk estaria na pequena cidade de Torez, perto do local da derrubada. O jornal inglês “Independent” localizou a praça onde supostamente teria ficado, foi até lá, e não encontrou ninguém que tivesse visto o enorme aparato e classificaram a imagem de “fraude”. “Toda a mídia ucraniana está mentindo”, disse Andrei Sushparnov. “Não temos mísseis. Se nós tivéssemos, os ucranianos estariam bombardeando nossas cidades?”. A “Reuters” arranjou um ex-comandante da resistência, afastado depois da chegada de Strelkov para organizar a defesa de Donetsk, para dizer que os antinazistas “tinham Buks vindos da Rússia”, mas mesmo este depois desmentiu e disse ter a gravação do que foi efetivamente dito.

‘FONTES’ APONTAM KIEV

O jornalista Robert Parry, conhecido por ter sido quem expôs o escândalo Irã-Contras, registrou que “fontes da inteligência” lhe disseram que as fotos mostravam não os “separatistas”, mas soldados uniformizados de Kiev, disparando um Buk. Outra “fonte” aventou a hipótese de se tratarem de “desertores”. Sempre tentando jogar a culpa nos antinazistas. Outros tentaram atribuir a operação ao oligarca Kolomoisky e seus esquadrões em ação no Donbass.

Segundo Pepe Escobar, “muitas perguntas permanecem sem resposta, algumas das quais sobre um estranhíssimo procedimento de segurança no aeroporto Schiphol de Amsterdam – onde a segurança é feita pela empresa ICTS, empresa israelense com sede na Holanda, fundada por ex-agentes do Shin Bet de Israel. E há também a inexplicada presença de conselheiros ‘estrangeiros’ na torre de controle em Kiev”.

A questão de quem orientou o MH17 a baixar de 35.000 pés para 33.000 pés, quem escolheu uma rota sobre uma zona de guerra, e porque o avião fez um desvio de 14 km à esquerda da aerovia continuam em pauta. Agora, a Rússia condenou a demora da Junta de Kiev de divulgar os dados da torre de controle, advertindo que informações estão sendo manipuladas. E quanto mais encobrimento, mais manipulação, mais forjicação, maior a evidência da monstruosa operação de bandeira trocada dos nazistas de Kiev, contra o povo do Donbass e contra 298 vidas inocentes do voo MH17.

ANTONIO PIMENTA 


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A bizarra decisão do TCU no caso Pasadena



Parece que não temos muita sorte com tribunais de contas.

O TCE de São Paulo é aquele em que figura, há décadas, um homem que sabidamente tem conta secreta na Suíça, Robson Marinho, pupilo de Covas.

Não apenas secreta, aliás. Bloqueada também pelos suíços, sob evidências acachapantes de que o dinheiro da conta é fruto de propinas derivadas do metrô de São Paulo [ 1 ].

Cabe a Robson Marinho e companheiros do TCE de São Paulo zelar, aspas, para lisura dos gastos do governo estadual.

Bonito isso.

Agora eis que ganha as manchetes outro tribunal de contas, o TCU, da União.

Numa das decisões mais estapafúrdias da história nacional, o TCU condenou ex-diretores da Petrobras envolvidos na compra da refinaria de Pasadena a devolver cerca de 2 bilhões de reais aos cofres públicos.

É o valor que a Petrobras teria perdido no negócio.

Nem que cada um dos condenados trabalhasse mil anos sem gastar nada seria possível pagar o devido.

A cifra estipulada pelo TCU equivale ao homem de 8 metros: não tem o menor sentido.

É uma barbaridade, é uma estupidez. Mais correto: é uma insanidade. Revela um completo alienamento da realidade.

Como se chegou aos 2 bilhões de reais é um mistério. Negócios podem dar certo e podem dar errado. Às vezes, você perde. Outra, ganha.

Não existe negócio em que você tenha total garantia de que vai se encher de dinheiro e de felicidade.

Bons executivos são aqueles que não fogem dos riscos.

Todas as discussões em torno de Pasadena não deixaram claro se a compra da refinaria foi um bom ou um mau negócio.

A visão que parece mais crível é que era, no momento da compra, um bom negócio. Mas depois as circunstâncias se alteraram, e os lucros não vieram.

Isso acontece com copiosa frequência no mundo das empresas.

Se a decisão do TCU se transformar, afinal, em realidade, teríamos consequências funestas.

Não se trata apenas da bizarrice da cifra em si. Mais que isso, a mensagem que será dada aos executivos da Petrobras, e não apenas dela, é: não façam negócios. Não comprem nada. Não arrisquem.

Façam a empresa se tornar morta em vida, portanto.

É curioso comparar, na mídia, o caso Pasadena e o caso Aécio.

Não há empenho nenhum em procurar desdobramentos no aeroporto. Sequer o caseiro da fazenda foi ouvido, ou algum vizinho. Você não tem uma história decente – ou até indecente – sobre o pivô do escândalo, o tio de Aécio.

Pasadena, em compensação, é uma obsessão. Sempre há um suposto fato novo que justificaria uma cobertura profusa.

Agora até Lula está no noticiário. Ele teria tentado, com um integrante do TCU que fez parte de seu ministério, livrar Dilma da sentença condenatória.

Tenta-se dar ares bombásticos à denúncia, ainda que sem provas, na esperança de que o público se comova. Hoje, Merval falou longamente disso na CBN. Lula apareceu, como sempre, no papel de vilão da república.

Nenhuma palavra sobre o aeroporto, é claro. E também nada sobre o absurdo incomparável que é apresentar uma conta de 2 bilhões de reais a executivos e esperar que ela seja quitada.

Parecia que não havia nada pior que o TCE de São Paulo, no capítulo dos tribunais de contas.

Isso até o TCU mostrar sua cara.



EUA: ex-pastor metodista se suicida pondo fogo em si mesmo, e deixa carta que alega a morte como protesto ao racismo


O pastor aposentado Charles Robert Moore disse que queria honrar quem sofreu com o racismo

Um pastor aposentado da igreja metodista, que surpreendeu os moradores da cidade de Grand Saline, no Texas (EUA), ao colocar fogo em si mesmo, deixou outra revelação chocante. O homem de 79 anos deixou uma carta, onde afirma que se queimaria em honra aos afroamericanos que sofreram violentamente com o passado racista de seu país.

Na nota de suicídio divulgada pela polícia local, ele consta que muitos negros foram enforcados, decapitados e queimados, por moradores que estão vivos até hoje. Charles Robert Moore apontou então que gostaria de fazer justiça se juntando às vítimas do passado, com seu corpo incendiado para sentir na pele o que sentiram.

Após todos os indícios investigados, a polícia conta que Moore estacionou seu carro em frente a uma loja, despejou gasolina em si mesmo e ateou fogo. As chamas rapidamente tomaram conta do corpo do pastor aposentado, e mesmo com os esforços para apagar o fogo, as testemunhas chocadas foram incapazes de evitar os graves ferimentos.

O chefe de polícia Larry Compton disse ao jornal local Tyler Morning Telegraph que nunca viu nada igual em toda a sua carreira, nem ao menos por acidente, no período em que era investigador de incêndios no Corpo de Bombeiros.

Após o incidente, o homem de 79 anos foi transportado para o Hospital Parkland, na cidade de Dallas, onde faleceu mais tarde por conta das queimaduras. A carta de suicídio, deixada no para-brisa do carro de Moore, com contexto de protesto contra o racismo, foi divulgada pelo Tyler Morning Telegraph.

Veja abaixo o conteúdo da carta:

"Nasci em Grand Saline, Texas, há quase oitenta anos atrás. Enquanto crescia, ouvia insultos raciais habituais, mas eles não significavam muito para mim. Eu não me sensibilizava mesmo encontrando uma pessoa afroamericana, até que comecei a dirigir um ônibus para a faculdade Tyler Junior College e fiz amizade com o mecânico que cuidava dos veículos. Eu brinquei com ele sobre a sua cor da pele, e ele ficou muito bravo comigo; que é a forma que eu tive para aprender sobre a dor da discriminação.

Durante o meu segundo ano como estudante de faculdade, eu estava atendendo uma pequena igreja no país, perto de Tyler (Texas), quando a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou a ilegalidade da discriminação racial nas escolas em 1954; quando eu assumi ter concordado com a decisão do Tribunal, eu fui amaldiçoado e rejeitado. Quando minha opinião sobre isso se voltou para a Primeira Igreja Metodista em Grand Saline (que tinha alegremente me recomendado para o ministério – o primeiro da congregação), fui condenado e chamado de comunista; se passaram sessenta anos desde então, e nenhuma vez fui convidado para participar de qualquer atividade na Primeira Metodista (exceto os funerais da família), e muito menos para falar em seu púlpito.

Quando eu tinha uns dez anos de idade, alguns amigos e eu estávamos andando pela rua em direção a um riacho para pegar alguns peixes, quando um homem chamado de 'Tio Billy' nos parou e nos chamou em sua casa para tomar um copo d'água, mas seu real propósito era alegremente nos dizer sobre ajudar a matar um "nigger" (forma racista a se referir aos negros, em inglês) e colocar a cabeça em cima de um poste. Uma região de Grand Saline que era (e talvez ainda seja) chamada de "cidade polo", é o local onde as cabeças foram exibidas. Passaram-se anos, antes que eu soubesse o que o nome significava.

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando muitos soldados passaram pela cidade através de trem, os cidadãos exigiam que alguns passageiros fossem escondidos nos vagões, caso houvesse afroamericanos a bordo, para que [os brancos] não tivessem de olhar para eles.

A [ organização racista ] Ku Klux Klan já foi muito ativa em Grand Saline, e provavelmente ainda tem simpatizantes na cidade. Embora seja ilegal a discriminação contra qualquer raça, em relação à habitação, emprego, etc., os afroamericanos que trabalham em Grand Saline, vivem em outros lugares. É triste pensar que as escolas, igrejas, empresas, etc., não têm diversidade racial quando ela chegou [sic] para os negros.

Minha sensação é que a maioria dos moradores de Grand Saline simplesmente não querem negros entre eles, e assim os afroamericanos não querem morar lá e enfrentar a rejeição. Isto é uma vergonha que tem me incomodado desde quando me fiz presente neste mundo, e não quis ser identificado com esta cidade descrita em um jornal em 1993, mas eu nunca levantei a voz ou por escrito uma palavra para contestar a situação. Já tive a minha antiga casa da família no endereço 1212 N. Spring St. nos últimos 15 anos, mas nunca discuti a questão com os meus inquilinos.

Uma vez que estamos atualmente para comemorar o 50º aniversário de Verão da Liberdade de 1964, quando as pessoas começaram a trabalhar no Sul para atingir o direito de voto para os afroamericanos, juntamente com outras preocupações. Este fim de semana passado houve o aniversário do assassinato de três jovens (Goodman, Schwerner e Cheney), na Filadélfia, Mississippi, que deu grande impulso ao movimento dos direitos civis – uma vez que este momento histórico está sendo lembrado, encontro-me muito preocupado com a aumento do racismo em todo o país no tempo presente. Esforços estão sendo feitos em muitos lugares para fazer a votação mais difícil para algumas pessoas, especialmente os afroamericanos. Grande parte da oposição ao presidente Obama é simplesmente porque ele é negro.

Vou completar 80 anos de idade, e meu coração está partido por causa disso. América ( e a proeminente Grand Saline ) nunca se arrependeu realmente pelas atrocidades da escravidão e suas consequências. O que a minha cidade natal precisa fazer é abrir o seu coração e suas portas para os negros, como um sinal de rejeição aos pecados passados.

Muitos afroamericanos eram linchados por aqui, provavelmente alguns em Grand Saline: enforcados, decapitados e queimados, alguns inclusive ainda vivos. A visão deles me assombra muito. Então, nesta data tardia, tomei a decisão de se juntar a eles, dando o meu corpo para ser queimado, com amor no meu coração, não só para eles, mas também para os autores de tal horror – mas especialmente para os cidadãos de Grand Saline, muitos dos quais têm sido muito gentis comigo e outros que podem ser movidos para mudar a situação aqui", relatou a carta.


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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vôo MH17, as 10 questões de Moscou para Kiev


Enquanto a imprensa ocidental debita carradas de suposições, acusações e especulações sobre a tragédia do vôo MH17, é forçoso constatar que nenhuma das parangonas da imprensa atlantista foi dedicada a trazer ao conhecimento do seu público as 10 perguntas que o vice-ministro russo da Defesa, Anatoly Antonov, colocou às autoridades ucranianas sobre certos aspectos deste incidente.

Nas suas declarações ao canal de televisão russo Russia Today [1], difundidas a partir de 18 de julho de 2014, o vice-ministro russo da Defesa perguntou-se, entre outras coisas, por que meios certos países ocidentais tinham chegado, «apenas 24 horas após os factos», à conclusão que a Rússia estaria implicada na queda do avião da linha malaia, que custou a vida a cerca de 300 pessoas, em 17 de junho.

Tendo observado que nenhuma prova foi apresentada para suportar estas alegações, o vice-ministro russo da Defesa considerou que elas são o resultado de uma «guerra mediática desencadeada contra a Federação da Rússia e as suas forças armadas».

O vice-ministro Anatoly Antonov formulou, dirigidas a Kiev, 10 perguntas «simples» sobre as quais os média (mídia-Br) atlantistas mantêm o mais profundo silêncio:

1 – Imediatamente após a tragédia, as autoridades ucranianas atribuíram instantaneamente as responsabilidades disso às forças de auto-defesa [federalistas]. Em que é que elas basearam estas acusações?

2 – Pode Kiev fornecer todos os detalhes sobre o uso dos lança-mísseis Bouk [ um sistema de defesa aérea composto por mísseis terra-ar acoplados com um módulo de radar complexo, permitindo seguir vários alvos aéreos ao mesmo tempo ] na zona de guerra? E - o que é essencial - Por que é que Kiev instalou estes sistemas [de defesa aérea] quando os insurgentes não têm aviões?

3 - Por que é que as autoridades ucranianas não fazem nada para colocar no local uma comissão internacional?

4 - Aceitariam as Forças Armadas Ucranianas que investigadores internacionais estabelecessem um inventário dos seus mísseis ar-ar e terra- ar, incluindo aqueles que foram usados?

5 – Terá a Comissão Internacional acesso aos dados sobre os movimentos dos aviões de guerra ucranianos correspondentes para o dia da tragédia?

6 – Porque é que os controladores aéreos ucranianos autorizaram a aeronave a desviar-se da rota normalmente utilizada, para norte, e a levaram a aproximar-se da chamada «zona de operação anti-terrorista»?

7 – Porque é que o espaço aéreo na zona de guerra não havia sido fechado aos voos civis, quando esta zona não era, sequer, totalmente coberta pelos radares dos sistemas de navegação?

8 - Que pode dizer, oficialmente, Kiev sobre comentários postados em Ucrânia, sobre a presença de dois aviões militares ucranianos que teriam voado ao lado do Boeing 777 no território da Ucrânia?

9 – Porque é que o Serviço de Segurança da Ucrânia [SBU] começou a trabalhar nas gravações de comunicações entre os controladores de tráfego aéreo ucranianos e a tripulação do Boeing, assim como sobre os sistemas de armazenamento de dados dos radares ucranianos, sem esperar pela participação de investigadores internacionais?

10 - Que lições tirou a Ucrânia do incidente semelhante acontecido em 2001, quando um avião russo [de linha] Tu-154 se despenhou no Mar Negro? Na época, as autoridades ucranianas negaram qualquer envolvimento das forças armadas ucranianas até ao momento em que uma prova irrefutável demonstrou, oficialmente, a responsabilidade de Kiev.

Antes das declarações do vice-ministro, o Ministério russo da Defesa havia revelado que 27 sistemas de defesa anti-aérea Bouk M1, pertencendo ao exército ucraniano, tinham sido implantados na região antes do incidente.

O Ministério russo da Defesa russo anunciou também que a rota da aeronave e o local do acidente se encontram no raio de acção de 2 baterias ucranianas de DCA (defesa anti-aérea,ndT) de longo alcance e de 3 sistemas terra-ar Bouk-M1, e que serviços russos haviam registado ( registrado-Br ) o funcionamento de um radar ucraniano de defesa anti-aérea, no mesmo dia da queda.

Ora, nenhuma destas informações difundidas oficialmente pela Rússia foram mencionados na média atlantista. Esta não achou com interesse retomar as declarações do Procurador-Geral ucraniano Vitaly Yarioma, quando este último revelou, poucas horas depois da catástrofe, que os militares ucranianos tinham informado o Presidente Poroshenko que os rebeldes federalistas jamais haviam conseguido apoderar-se de sistemas ucranianos de mísseis antiaéreos.

Enquanto isso, nós também podemos ver que o frenesim em torno do desastre do vôo, as imagens do circuito local do acidente lançadas nos canais ocidentais e a imprensa corporativa são, agora, usados para ocultar o facto que Kiev prossegue a sua ofensiva em cidades como Lugansk e Donetsk, onde muitos civis já encontraram a morte no fogo da artilharia ucraniana.

Tradução 

[1] «Malaysia MH17 crash: 10 questions Russia wants Ukraine to answer» (Ing- «Queda do avião da Malásia MH17: 10 perguntas que a Rússia quer que a Ucrânia responda» -ndT), Russia Today, 18 de Julho de 2014.

Rede Voltaire

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Culpa por insinuação: Como funciona a propaganda dos EUA



Por Paul Craig Roberts

Por que os EUA não se uniram ao presidente Putin, da Rússia, que exigiu investigação internacional objetiva, não politizada, feita por especialistas, do caso do avião da Malaysian Airlines? 

O governo russo continua a distribuir fatos, inclusive fotos de satélite que mostram que havia Buks antiaéreos ucranianos em pontos dos quais o avião de passageiros pode ter sido abatido por aquele tipo de veículo armado, e documentos de que um jato de combate ucraniano SU-25 aproximou-se rapidamente do avião malaio antes de o avião ser abatido. O chefe do Diretorado de Operações dos militares russos disse em conferência de imprensa em Moscou ontem (21), que a presença do jato militar ucraniano foi confirmada pelo centro de monitoramento de Rostov. 

O Ministério de Defesa da Rússia observou que, no momento em que o MH-17 foi abatido, um satélite dos EUA sobrevoava a área. O governo russo exige que os EUA disponibilizem as fotos e dados capturados por aquele satélite.

O presidente Putin já repetiu várias vezes que a investigação do voo MH-17 requer “um grupo representativo de especialistas trabalhando juntos sob orientação da ICAO ( International Civil Aviation Organization ).” Putin, ao exigir investigação independente pelos especialistas da ICAO não age como quem tenha algo a esconder.

Falando diretamente a Washington, Putin disse: “Até que se conheçam os resultados dessa investigação, ninguém ( nem a “nação excepcional” ) tem o direito de usar essa tragédia para fazer avançar seus objetivos políticos egoístas estreitos.” 

Putin relembrou aos EUA: “Nós várias vezes pedimos que os dois lados suspendessem imediatamente o banho de sangue e sentassem à mesa de negociações. O que se pode dizer com certeza é que, se as operações militares não tivessem sido reiniciadas [por Kiev] no dia 28/6 no leste da Ucrânia, essa tragédia não teria acontecido.”

E o que respondem os EUA?

Só mentiras e insinuações.

Acusações 

Anteontem (20), o secretário de estado dos EUA, confirmou que federalistas pró-Rússia estavam envolvidos na derrubada do avião malaio, e disse que seria “bem claro” que a Rússia esta[ria] envolvida. Eis as palavras de Kerry: “É bem claro que há um sistema que foi transferido da Rússia para as mãos de separatistas. Sabemos com certeza, com certeza, que os ucranianos não têm tal sistema em ponto algum nos arredores daquele local naquela hora, portanto é óbvio que há um dedo muito claro dos separatistas.”

A declaração de Kerry é mais uma da infindáveis mentiras que secretários de Estado dos EUA mentiram ao longo do século 21. Quem poderia esquecer o pacote de mentiras que Colin Powell mentiu descaradamente na ONU sobre as “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein? Ou a mentira que Kerry repetiu incontáveis vezes, de que Assad “usou armas químicas contra seu próprio povo”? Ou as infindáveis mentiras sobre “bombas atômicas do Irã”? 

Recordem que Kerry, várias vezes, disse que os EUA teriam provas de que Assad ‘cruzara’ a “linha vermelha” e usara armas químicas. Mas Kerry jamais conseguiu comprovar o que dizia, nunca apresentou uma única prova, que fosse. Os EUA não tinham prova alguma a entregar ao primeiro-ministro britânico, nem mesmo para ajudá-lo a conseguir que o Parlamento aprovasse a participação britânica ao lado dos EUA, num ataque militar contra a Síria! O Parlamento então disse ao primeiro-ministro inglês: “sem provas, nada de guerra”. 

Agora, aí está Kerry outra vez a declarar que tem “certeza”, em ‘declarações’ que já foram desmentidas por fotos do satélite russo e incontáveis provas de testemunhas no solo. 

Por que Washington não distribui as fotos do satélite norte-americano? 

Mentiras

A resposta é: pela mesma razão pela qual Washington não distribuirá os vídeos que confiscou e que, dizem os EUA, ‘comprovam’ que um avião de passageiros sequestrado atingiu o Pentágono dia 11/9. Nenhum vídeo comprova o que os EUA mentem sobre o 11/9; assim como nenhuma foto de satélite comprova as mentiras de Kerry sobre o avião malaio.

Inspetores de armas da ONU em campo, no Iraque, relataram que o Iraque não tinha armas de destruição em massa. Mas esse fato comprovado, porque desmascararia a propaganda dos EUA, foi simplesmente ignorado. Os EUA iniciaram guerra terrivelmente destrutiva, baseados numa mentira intencional mentida em Washington.

Inspetores da Comissão Internacional de Energia Atômica em campo, no Irã, e todas as 16 agências de inteligência dos EUA relataram que o Irã não tinha ( como não tem ) programa de armas nucleares. Mas esse fato comprovado era inconsistente com a agenda de guerra de Washington e foi ignorado: pelo governo dos EUA e pela imprensa-empresa press-tituta.

Agora estamos testemunhando a mesma coisa, ante a ausência de qualquer evidência que comprovasse que a Rússia teria algo a ver com a derrubada do avião malaio.

Nem todos, no governo dos EUA, são tão irresponsáveis e imorais quanto Kerry e John McCain. Esses mentem. A maioria dos agentes do governo dos EUA vivem de insinuações.

A senadora Diane Feinstein é exemplo perfeito. Entrevistada pelo canal CNN da imprensa-empresa press-tituta, Feinstein disse: “A questão é: onde está Putin? Eu diria ‘Putin, seja homem. Você tem de falar ao mundo. Tem de dizer. Se foi um erro, como espero que tenha sido, diga!”

Putin não faz outra coisa que não seja falar ao mundo, sem parar, exigindo quese faça investigação por especialistas, não politizada. E Feinstein a perguntar por que Putin se esconde em silêncio! Feinstein lá estava para insinuar que ‘sabemos que você é culpado. Só não sabemos se foi crime deliberado ou acidental.’ 

O modo como todo o ciclo ocidental de noticiário foi orquestrado para instantaneamente culpar a Rússia, desde muito antes de que surja qualquer informação real confiável, sugere que a derrubada do avião malaio foi operação dos EUA. 

É possível, é claro, que a bem adestrada imprensa-empresa press-tituta não precise de orquestração alguma vinda de Washington, para imediatamente culpar a Rússia. Por outro lado, alguns dos desempenhos ‘televisivos’ parecem tão bem ensaiados, que simplesmente têm de ter sido preparados com antecedência. 

Manipulação

Também foi preparado com antecedência o vídeo de Youtube montado para ‘mostrar’ um general russo e federalistas ucranianos discutindo que teriam acabado de, por engano, derrubar um avião de passageiros. 

Como já comentei, esse vídeo tem dois vícios insanáveis: já estava gravado desde antes do acidente; e, ao apresentar o que seria a fala de um militar russo, esqueceu que qualquer militar saberia ver as diferenças entre um avião de passageiros e um avião militar de combate. A própria existência daquele vídeo já implica que houve um complô para derrubar o avião e culpar a Rússia.

Já vi relatórios que dizem que o sistema russo de mísseis antiaéreos, como um de seus dispositivos de segurança, faz contato com os transponders das aeronaves, para verificar o tipo de aeronave que aparece em seu alvo. Se esses relatórios estão corretos e se os transpondersdo MH-17 forem encontrados, é possível que lá esteja gravado o contato.

Já vi notícias que dizem que o controle aéreo ucraniano mudou a rota do MH-17 e o mandou sobrevoar diretamente a área de conflito. Os transponders também indicarão se isso é verdade. Se for, há claramente uma prova, pelo menos circunstancial, de que foi ato intencional de Kiev – e ato que teria de ter sido aprovado pelos EUA.

Há notícias ainda de que haveria uma divergência entre os militares ucranianos e milícias não oficializadas formadas por extremistas ucranianos de direita, que aparentemente foram os primeiros a atacar os federalistas. É possível que Washington tenha usado aqueles extremistas para derrubar o avião malaio, para inculpar os russos e usar as acusações para pressionar a União Europeia a acompanhar as sanções unilaterais dos EUA contra a Rússia. Sabe-se que os EUA estão desesperados para conseguir quebrar os crescentes laços econômicos e políticos entre Rússia e Europa. 

Se havia um complô para derrubar um avião de passageiros, todos os dispositivos de segurança do sistema de mísseis teriam sido desligados, para que não abortassem o ataque e para que não houvesse registro de ataque, não acidental, mas deliberado. Essa pode ser a razão pela qual os ucranianos mandaram um jato para ‘inspecionar’ de perto o avião malaio. É possível que o alvo fosse o avião presidencial de Putin, e a incompetência dos criminosos os tenha levado a destruir um avião de passageiros.

Há inúmeras explicações possíveis. É importante, agora, manter a mente aberta e resistir contra a propaganda dos EUA, até que apareçam os fatos e as provas. No mínimo, os EUA são culpados por usar o incidente para inculpar os russos ‘antecipadamente’, antes de qualquer prova. 

Washington

Até agora, Washington só distribuiu acusações gratuitas e insinuações. E se Washington continuar a só distribuir acusações e insinuações sem provas... logo se saberá com certeza de quem é a culpa.

Enquanto isso, lembrem do menino que gritou “lobo!”, sem haver lobo algum, muitas vezes. Tantas vezes mentiu que, quando o lobo afinal realmente apareceu, ninguém acreditou nos gritos do menino. Será esse o destino final de Washington?

Nas guerras que declarou ao Iraque, ao Afeganistão, à Líbia, à Somália e à Síria, os EUA sempre se esconderam atrás de mentiras. Por quê? Se Washington quer guerra contra o Irã, a Rússia e a China, por que não declara guerra? 

A razão é que a Constituição dos EUA exige que, para que haja guerra, o Congresso emita uma Declaração de Guerra. Com esse dispositivo, se esperava que o Congresso conseguisse impedir que o Executivo fizesse as guerras que quisesse, para promover as agendas ocultas que bem entendesse. Agora, quando já abdicou dessa responsabilidade constitucional, o Congresso dos EUA já é cúmplice nos crimes de guerra do Executivo. 

E ao aprovar o assassinato premeditado de palestinos por Israel, o governo dos EUA já é cúmplice também nos crimes de guerra de Israel.

Agora, se pergunte a você mesmo e responda: o mundo não seria mais seguro, lugar de menos mortes, menos destruição e menos refugiados sem teto, e não seria lugar de mais verdade e mais justiça, se os EUA e Israel não existissem?

Paul Craig Roberts é um economista norte-americano e colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundadorda Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week e Scripps Howard News Service.


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Ordenaram ao MH17 que voasse sobre a zona de guerra no Leste da Ucrânia



– A Malaysian Airlines confirma que recebeu instruções para que o MH17 voasse a uma altitude mais baixa sobre o Leste da Ucrânia



por Michel Chossudovsky

Sobre a questão do plano de voo (flight path) seguido pelo MH17, a Malaysian Airlines confirma que o piloto recebeu instruções da torre de controle de tráfego de Kiev para voar a uma altitude mais baixa no momento em que entrou no espaço aéreo da Ucrânia.

"O MH17 possuía um plano de voo exigindo que voasse a 35 mil pés através do espaço aéreo ucraniano. Isto está próximo da altitude "óptima".

"Contudo, a altitude de um avião é determinado pelo controle do tráfego aéreo no terreno. Ao entrar no espaço aéreo ucraniano, o MH17 foi instruído pelo seu controle de tráfego aéreo para que voasse a 33 mil pés". 

( Para mais pormenores ver comunicados de imprensa em: www.malaysiaairlines.com/my/en/site/mh17.html )


A altitude de voo de 33 mil pés [10 km] está 1000 pés [305 m] acima do limite (ver imagem ao lado). A exigência das autoridades ucranianas de controle de tráfego aéreo foi implementada. 



Desvio do plano de voo "normal" que fora aprovado 

Em relação ao plano de voo do MH17, a Malaysian Airlines confirma que seguiu as regras estabelecidas pelo Eurocontrol e pela International Civil Aviation Authority (ICAO) ( negritos acrescentados ):


Gostaria de mencionar comentários recentes divulgados por responsáveis do Eurocontrol, o organismo que aprova planos de voo europeus sob as regras do ICAO. Segundo o Wall Street Journal, os responsáveis declararam que cerca de 400 voos comerciais, incluindo 150 voos internacionais atravessavam diariamente o Leste da Ucrânia antes do crash. Responsáveis do Eurocontrol também declararam que nos dois dias anteriores ao incidente, 75 diferentes companhias aéreas voaram a mesma rota do MH17. O plano de voo do MH17 seguia uma rota aérea importante e movimentada, como uma auto-estrada no céu. Ele seguia uma rota que fora especificada pelas autoridades internacionais da aviação, aprovada pelo Eurocontrol e utilizada por centenas de outros aviões.


O aparelho voava à altitude estabelecida, e considerada segura, pelo controle local de tráfego aéreo. E nunca se desviou no interior daquele espaço aéreo restringido. [ esta declaração da MAS é refutada por evidências recentes ]. 

O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas, sobre o terreno, as regras de guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil. 

A rota sobre o espaço aéreo da Ucrânia onde se verificou o incidente é habitualmente utilizada para voos da Europa para a Ásia. Um voo de uma outra companhia aérea estava na mesma rota no momento do incidente com o MH17, assim como um certo número de outros voos de outras companhias aéreas nos dias e semanas anteriores. O Eurocontrol mantém registos de todos os voos através do espaço aéreo europeu, incluindo aqueles através da Ucrânia.

O que esta declaração confirma é que o "plano de voo habitual" do MH17 era semelhante aos planos de voo de cerca de 150 voos internacionais diários através da Ucrânia do Leste. Segundo a Malaysian Airlines, "A rota habitual de voo [ através do Mar de Azov ] fora anteriormente declarada segura pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO). A International Air Transportation Association havia declarado que o espaço aéreo que o avião atravessava não estava sujeito a restrições". 

O plano de voo aprovado está indicado nos mapas abaixo. [ NOTA: este blog decidiu não reproduzir ou acrescentar as imagens e ilustrações que acompanham este texto. Recomendamos que visitem sem falta o post ORIGINAL ]



O plano de voo regular do MH17 (e de outros voos internacionais) ao longo de um período de dez dias antes de 17 de Julho (a data do desastre),cruzando a Ucrânia do Leste numa direcção para Sudeste é através do Mar de Azov. 

O plano de voo foi alterado em 17 de Julho.


O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas sobre o terreno, as regras da guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil. (MAS, ibid)


Embora os registos áudio do voo MH17 tenham sido confiscados pelo governo de Kiev, a ordem para alterar o plano de voo não veio do Eurocontrol. 

Será que a ordem para alterar o plano de voo veio das autoridades ucranianas? Será que o piloto recebeu instruções para mudar a rota? 

Falsificações dos media britânicos: "Vamos fazer aparecer uma tempestade" 

Reportagens dos media britânicos reconhecem que houve uma alteração no plano de voo, afirmando sem prova que foi para "evitar temporais com trovões(thunderstorms) no Sul da Ucrânia". 

O director de operações da MAS, Capitão Izham Ismail também refutou afirmações de que a meteorologia tempestuosa (heavy weather) levasse o MH17 a alterar seu plano de voo. "Não houve relatos do piloto a sugerir que isto fosse caso", disse Izham. ( News Malaysia , 20/Julho/2014) 

O que é significativo, contudo, é que os media ocidentais reconheceram que a alteração no plano de voo ocorreu e que a narrativa da "meteorologia tempestuosa" é uma falsificação. 

Caças da Ucrânia num corredor reservado para a aviação comercial 

Vale a pena notar que um caça SU-25 ucraniano equipado com mísseis R-60 ar-ar foi detectado a 5-10 km do avião da Malásia, dentro de um corredor aéreo reservado à aviação civil. 



Qual foi a finalidade desta deslocação da força aérea? Estava o caça ucraniano a "escoltar" o avião da Malásia numa direcção vinda do Norte rumo à zona de guerra? 

A alteração no plano de voo do MH17 da Malaysian Airlines em 17 de Julho está indicada claramente no mapa abaixo. Ela conduz o MH17 sobre a zona de guerra, nomeadamente Donetsk e Lugansk. 

Comparação: Plano de voo do MH17 em 16 de Julho e plano de voo do MH17 sobre a zona de guerra em 17 de Julho de 2014



O primeiro mapa dinâmico compara os dois planos de voo. O segundo plano de voo, que é aquele de 17 de Julho, conduz o avião sobre a zona de guerra do oblast de Donetsk na fronteira com o oblast de Lugansk. 

As quatro imagens estáticas mostram capturas de écrans dos Planos de Voo do MH17 no período de 14 a 17 de Julho de 2014. 

A informação transmitida por estes mapas sugere que o plano de voo foi alterado em 17 de Julho. 

O MH17 foi desviado da rota normal do Sudoeste sobre o Mar de Azov para uma rota sobre o oblast de Donetsk. 

Quem ordenou a alteração do plano de voo? 

Apelamos à Malysian Airlines a que clarifique sua declaração oficial e pedimos a divulgação das gravações áudio entre o piloto e a torre de controle de tráfego aéreo de Kiev. 

A transcrição destas gravações áudio deveria ser tornada pública. 

Também deve ser confirmado: Esteve o caça ucraniano SU-25 em comunicação com o avião MH17? 

A evidência confirma que o plano de voo em 17 de Julho NÃO era o habitual plano de voo aprovado. Ele foi alterado. 

A alteração não foi ordenada pelo Eurocontrol. 

Quem esteve por trás deste plano de voo alterado que dirigiu o avião para dentro da zona de guerra, resultando em 298 mortes? 

Qual foi a raxzão para alterar o plano de voo? 

O prejuízo causado à Malaysian Airlines em consequências destas duas trágicas ocorrência também deve ser considerado. A Malaysian Airlines tem altos padrões de segurança e um registo excelente. 

Estes dois acidentes fazem parte de um empreendimento criminoso. Eles não resultam de negligência da parte da Malaysian Airlines, a qual enfrenta uma bancarrota potencial. 


21/Julho/2014


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domingo, 20 de julho de 2014

Míssil de Putin?



Por PEPE ESCOBAR

Eis o veredicto da boataria de guerra: a mais recente tragédia da Malaysia Airlines ( a segunda em quatro meses ) é “terrorismo” perpetrado por “separatistas pró-Rússia” armados pela Rússia, e Putin é o principal culpado. Acabou-se a história. Quem tenha ideia diferente dessa, que cale a boca.

Por quê? Porque sim. Porque a CIA disse. Porque a Hilária “Nós viemos, nós vimos, ele morreu” Clinton disse. Porque a doida Samantha ‘'Responsabilidade de Bombardear para Proteger'’ Power disse – trovejando na ONU, tudo devidamente impresso pelo Washington Post infestado de neoconservadores.

Porque a empresa-imprensa anglo-americana – da CNN à Fox ( que tentou comprar a Time Warner, que pertence à CNN ) – disse. Porque o Presidente dos EUA ( PEUA ) disse. E principalmente, sobretudo, porque Kiev vociferou, em primeiro lugar.

E lá estavam todos eles, em fila – as resmas de invariavelmente histéricos “especialistas” da “comunidade de inteligência dos EUA” literalmente espumando pela boca contra a maléfica Rússia, o ainda mais maléfico Putin; os “especialistas” de inteligência, aqueles, que não viram um comboio de coruscantes picapes Toyota brancas atravessando o deserto iraquiano para tomar Mosul. Esses, aliás, já sentenciaram: ninguém mais precisa examinar prova alguma. Nada e nada. O mistério do voo MH17 está resolvido.

Pouco importa que o presidente Putin tenha dito que a tragédia do MH17 ainda tem de ser investigada objetivamente. E “objetivamente”, é claro, não inclui aquela “comunidade internacional” ficcional que Washington concebeu – aquela congregação de vassalos/sabujos curváveis.

E sobre Carlos?!
Pesquisa rápida já mostra que o voo MH17 estava deslocado, 200km para o norte, distante da rota habitual da Malaysian Airlines nos dias anteriores – dirigido bem para o centro de uma zona de guerra. Por quê? Que tipo de comunicação o MH17 recebeu da torre de controle aéreo de Kiev?

Kiev não disse uma palavra sobre isso. Mas a resposta seria simples, se Kiev tivesse distribuído as gravações dos contatos entre a torre e o vôo MH17;a Malaysia distribuiu exatamente essas gravações, depois que o vôo MH370 desapareceu para sempre.

Essas gravações nunca aparecerão. O serviço secreto da Ucrânia (SBU) confiscou essas gravações. Sem elas, não há como saber por que o vôo MH17 estava fora da rota e o que os pilotos disseram antes da explosão.

O ministro da Defesa da Rússia, por sua vez, confirmou que havia uma bateria Buk antiaérea controlada por Kiev e operacional, próxima da área onde caiu oMH17. Kiev havia distribuído vários sistemas de mísseis Buk terra-ar, com pelo menos 27 lançadores; todos perfeitamente capazes de derrubar jatos a 33 mil pés (10.000 m aprox.) de altura.

Militares russos detectaram radiação de um radar Kupol, como parte de uma bateria Buk-M1 perto de Styla [ vila ao sul, a cerca de 30 km de Donetsk ].Segundo o ministério, o radar poderia estar transmitindo informações de rastreamento para outra bateria que estava a distância de tiro da rota do vooMH17.

O radar de um sistema Buk rastreia um máximo de 80km. O MH17 voava à velocidade de 500 mph. Assim, assumindo-se que os “rebeldes” teriam um Bukoperacional e o usaram, não teriam mais de cinco minutos para rastrear todo o céu acima deles, todas as altitudes possíveis, e fazer a mira. Naquele momento, saberiam que nenhum cargueiro poderia voar naquela altitude.

Em FINAL – Part II: Evidence Continues to Emerge #MH17 Is a False Flag Operation encontram-se muitas evidências que apoiam a hipótese de que tenha sido atentado forjado sob falsa bandeira.

E há também a história, mais estranha a cada minuto que passa, de Carlos, espanhol, controlador de tráfego aéreo de serviço na torre de Kiev, que estava acompanhando o vôo MH17 em tempo real. Para muitos, Carlos é personagem real e autêntico, não é forjado; para outros, nunca nem trabalhou na Ucrânia. Fato é que tuitou feito doido. Sua conta na empresa Tweeter foi apagada – não por acaso –, e ele sumiu. Seus amigos estão agora desesperadamente à sua procura. Ainda consegui ler todos os tuítos dele, em espanhol, enquanto a conta ainda estava ativa. Agora, já se encontram cópias das mensagens que distribuiu e traduções para o inglês.

Aqui, reproduzo alguns dos tuítos mais importantes:

“O B777 estava escoltado por dois jatos ucranianos de combate minutos antes de desaparecer do radar (5.48pm)”

“Se as autoridades em Kiev querem admitir a verdade, dois jatos de combate voavam muito perto minutos antes do incidente, mas não derrubaram a aeronave (5.54)”

“Imediatamente depois de o B777 da Malaysia Airlinesdesaparecer, autoridades militares de Kiev nos informaram sobre o avião derrubado. Como sabiam? (6.00)”

"Tudo foi gravado no radar. Para os que não acreditem: foi derrubado por Kiev; nós sabemos aqui [na torre de controle] e o controle militar do tráfego aéreo também sabe (7.14)”

“O Ministério do Interior sabia que havia aviões de combate na área, mas o Ministério da Defesa não (7.15)”

“Os militares confirmaram que foi a Ucrânia, mas não se sabe de onde veio a ordem (7.31)”

A avaliação de Carlos ( lê-se compilação parcial de seus tuítos em: FINAL – Spanish Air Controller @ Kiev Borispol Airport: Ukraine Military Shot Down Boeing #MH17 ) é bem clara: o míssil foi lançado por militares ucranianos por ordem do ministério do Interior – NÃO do Ministério da Defesa.Assuntos de segurança, no ministério do Interior estão sob comando de Andrey Paruby, que trabalhava bem perto dos neoconservadores dos EUA e dos neonazistas do Banderastão na Praça Maidan.

Assumindo-se que Carlos exista e seja quem diz ser, sua avaliação faz perfeito sentido.Os militares ucranianos estão divididos entre o rei do chocolate [ presidente Petro ] Poroshenko – que quer uma détente com a Rússia, essencialmente para promover os interesses sombrios dos próprios negócios – e Santa Yulia Tymoshenko, que é bem conhecida por pregar o genocício dos russos étnicos no leste da Ucrânia.

Neoconservadores e “conselheiros militares” dos EUA em campo na Ucrânia, como já se sabe, estão subindo as apostas, apoiando simultaneamente os grupos de Poroshenko e de Tymoshenko.

Assim sendo... a quem interessa?

A questão chave permanece, é claro: cui bono? Só descerebrados terminais acreditariam que derrubar um avião de passageiros beneficiaria os federalistas no leste da Ucrânia, para nem pensar no Kremlin, que absolutamente nada teria a ganhar.

Quanto a Kiev, teriam os meios, o motivo e a janela de oportunidade – especialmente depois que os neofascistas de Kiev foram efetivamente derrotados e já estavam em retirada no Donbass. E isso depois que Kiev insistiu em bombardear a população do leste da Ucrânia, mesmo de longe e de cima. Não surpreende que os federalistas tivessem de se defender.

E há também o timing, muito muito suspeito. A tragédia do MH17 acontece dois dias depois de os BRICS anunciarem o antídoto contra o FMI e o Banco Mundial, deixando ao largo, longe, o dólar norte-americano. E exatamente quando Israelavança “cautelosamente” em sua nova invasão/limpeza étnica em câmera lenta, em Gaza. A Malásia, por falar nisso, é sede da Comissão de Crimes de Guerra Kuala Lumpur – comissão que condenou Israel por crimes contra a humanidade.

Washington, é claro, sim, se beneficia. O que o Império do Caos consegue, nesse caso, é um cessar-fogo ( e as gangues neonazistas de Kiev, que estão sendo fragorosamente derrotadas, poderão ser reabastecidas ); ganham novo alento para a campanha de demonizar os ucranianos do leste como “m terroristas” ( como Kiev, ao estilo Dick Cheney, sempre quis ); e passam a lançar quantidades ilimitadas de lama sobre a Rússia e, especialmente, sobre Putin, até se acabar o mundo. Não é pouco ganho, para servicinho de minutos. Quanto à OTAN... É Natal em julho.

Daqui em diante, tudo depende da inteligência russa. Já estavam vigiando e rastreando tudo que acontecia na Ucrânia, 24 horas por dia, sete dias por semana. Nas próximas 72 horas, depois de examinar os muitos dados de rastreamento, com telemetria, radar e rastreamento por satélite, os russos saberão exatamente que tipo de míssil foi lançado, de onde, e terão também as comunicações da bateria que lançou o míssil. E terão acesso a todas as provas recolhidas na cena do crime.

Diferente de Washington – que sempre já sabe tudo antes, mesmo sem investigar nada ( lembram-se do 11/9? ) – Moscou precisa de tempo para obter os fatos jornalísticos básicos ( o quê, onde, quem? ) e começar a trabalhar para provar a verdade e/ou desmentir a boataria distribuída por Washington.

Os registros históricos mostram que Washington simplesmente ocultará todas as informações, se comprovarem que seus vassalos em Kiev lançaram um míssil contra avião de passageiros. Os dados de realidade podem apontar para bomba plantada no MH17, ou falha mecânica – embora pareça hoje explicação improvável. Se foi erro terrível cometido pelos rebeldes da Novorrússia, Moscou terá de admitir, relutantemente, que seja. Se foi Kiev, Moscou divulgará e comprovará imediatamente. Aconteça o que acontecer, só há, de garantida, a resposta ocidental histérica de sempre. Foi a Rússia. A culpa é da Rússia.

Putin está mais que certo ao dizer que essa tragédia não teria acontecido se Poroshenko tivesse aceito uma extensão do cessar-fogo, como Merkel, Hollandee Putin tentaram convencê-lo a aceitar, no final de junho. No mínimo, para começar, Kiev já é culpada pelas mortes, porque o governo de Kiev é responsável pela segurança dos voos no espaço aéreo sob seu (teórico, que seja) controle.

Mas tudo se vai esquecendo nas brumas da guerra, tragédia e boataria. Sobre as declarações histéricas de Washington, e sua autoproclamada credibilidade, deixo aqui apenas um número: Iran Air 655. 

( LEIA O ARTIGO COMPLETO, COM IMAGENS, NOTAS ETC NO REDECASTORPHOTO )


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os prejuízos do monopólio da transmissão do futebol



Além da malfadada Lei Pelé, que deixou os clubes reféns de empresários e impulsionou a “exportação” de jogadores, principalmente para a Europa, o monopólio de transmissão da TV Globo é outro fator que espreme os clubes, esvaziando os estádios e deixando-os de pires da mão ante a emissora.

Um fato marcante é a sujeição dos jogos do meio de semana à grade da Plim Plim, com jogos começando somente após a chamada novela das 9, ou seja, de 22h em diante. Resultado: os times jogando para as moscas, pois há trabalho no dia seguinte e, a não ser que o cidadão more ao lado dos estádios, é impossível se chegar em casa antes do meio da madrugada. Com a renda das bilheterias em queda, o mais comum é a antecipação de receitas relativas que os clubes têm direito referentes às transmissões das partidas. Assim, haja a TV Globo dar pitacos nos calendários e demais atividades relativas ao futebol.

De certa maneira, é o mesmo que ocorre com o Carnaval, que em a transmissão dos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo monopolizada pela Globo. Ninguém vê a primeira escola entrar na avenida, pois a transmissão só começa após o imbecilóide programa BBB, que passa na mesma época.
Modificar a legislação para fortalecer os clubes e acabar com o monopólio da Globo nas transmissões é o que se apresenta.

VALDO ALBUQUERQUE - HORA DO POVO

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Dentro de 20 anos, humanos podem conhecer extraterrestres, diz ex-astronauta


A humanidade pode conhecer os extraterrestres dentro de 20 anos, disse na segunda-feira o administrador da NASA, o ex-astronauta Charles Bolden.

“Eu me arriscaria a dizer que a maioria dos meus colegas presentes hoje aqui afirmam que é improvável que na infinita vastidão do Universo existamos somente nós, os humanos”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa em Washington.

Segundo Bolden e vários outros empregados da NASA, citados pela mídia britânica, os cientistas esperam que a futura geração de telescópios espaciais permita grandes descobertas , entre as quais um lugar predominante é dedicado aos planetas habitáveis e aos extraterrestres.

“Eu acredito que dentro dos próximos 20 anos nós iremos descobrir que nós não estamos sós no Universo”, disse o astrônomo Kevin Hand.

Em 2017, a NASA planeja lançar o satélite de pesquisa de exoplanetas (TESS, na sigla em inglês). E para 2018, a agência espacial estadunidense prevê o lançamento do telescópio espacial James Webb.

Perguntados por um internauta através das redes sociais se as autoridades iriam informar as pessoas sobre a eventual descoberta da vida extraterrestre, os organizadores responderam que “Sim, claro!”

“Isso seria tão extraordinário. Nós tentaríamos torná-la (a descoberta) pública o mais rápido possível. Nós queremos compartilhar a alegria da descoberta”, declarou Ellen Stofan, cientista-chefe da NASA.

Arqueólogo indiano acha prova de presença de extraterrestres na Terra



Arqueólogos indianos especulam que o território que pertence hoje em dia a esse país pode ter sido visitado por extraterrestres milhões de anos atrás. Tal é o resultado da análise de uma série de desenhos antigos achados em umas cavernas no distrito de Kanker do estado indiano de Chhattisgarh.

O departamento de arqueologia e cultura estadual planeja solicitar apoio à NASA e à ISRO (Organização de Estudos Espaciais da Índia) para estudar os petróglifos, que têm mais de 10 mil anos.

Segundo o arqueólogo JR Bhagat, citado pelo jornal The Times of India, os desenhos sobre pedra representam uma raça de extraterrestres. Há mais: parecem com os extraterrestres “clássicos” do Hollywood e Bollywood. Os transportes imaginados (ou vistos?) pelos nossos ancestrais também são parecidos com os míticos “discos voadores”.

“As figuras são desenhadas de uma maneira estranha e têm nas mãos objetos que parecem armas; não têm aspecto claro. Particularmente, não têm nariz nem boca. Em uns desenhos, até vestem trajes espaciais”, afirma o cientista.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ainda a política econômica de Aécio, Por Jasson de Oliveira Andrade





Em maio de 2014, escrevi um artigo, sob o título “A surpreendente política econômica de Aécio”. Nele, eu critiquei o possível programa que seria colocado em prática pelo senador tucano, o presidenciável Aécio, através do economista Armínio Fraga. Ainda no texto, relembrei as medidas por ele tomadas no tempo de Fernando Henrique, transcrevendo correspondência que enviei à CartaCapital em 29 de maio de 2002 (“Que “caminho certo” é esse? – Desemprego, arrocho salarial, dívida externa astronômica, comércio e indústria no sufoco, “apagão”. Se esse é o “caminho certo” de Armínio Fraga, devemos trilhar, em outubro, outro caminho”). Relembrei ainda que naquele tempo, nós, aposentados, ficamos OITO anos sem aumento. O mesmo ocorrendo com o salário mínimo. Em vista dessa política, Paulo Henrique Amorim, em seu site, “Conversa Afiada”, troca o nome de Aécio para “Arrocho”. Lula e Dilma também criticaram essa política econômica, que consideram um “retrocesso”. Os tucanos retrucaram: essas críticas são uma “campanha do medo”. No entanto, não só os petistas têm restrições. Um aliado, o tucano José Serra, também as fez publicamente.

O Estadão (30/6), na reportagem “Serra rebate análise feita por conselheiro de Aécio” – Em convenção do PSDB, ex-governador afirma ser “falsa” idéia defendida por Armínio Fraga quanto a poupança e investimento”, noticia: “O ex-governador José Serra aproveitou o discurso que fez ontem [29/6] durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição de Geraldo Alckmin ao governo paulista para criticar economistas que aconselham o candidato do partido à Presidência da República, o senador Aécio Neves. (...) “Há economistas, viu Aécio, que dizem que o Brasil não tem poupança, nem capital para poder investir. Isso é falso (sic)”, afirmou Serra no discurso”. Esta crítica se refere a uma declaração do economista Armínio Fraga, um dos coordenadores do programa de governo da campanha de Aécio. Ele é cotado para ser ministro caso o tucano se eleja. Daí a advertência de Serra (PSDB-SP), provocando um recuo estratégico do Presidenciável, como veremos a seguir.

Percebendo que essa política econômica lhe causa prejuízos eleitorais ( está empacado nas pesquisas ), Aécio recuou. É o que diz o Estadão, em 4 de julho, na reportagem “Aécio cita agora “medidas responsáveis” – Tucano tenta descolar sua candidatura da idéia segundo a qual tomará “medidas impopulares” [arrocho salarial e demissões] em caso de vitória de outubro” . Será que esse recuo é verdadeiro ou é apenas uma estratégia eleitoral, mas na realidade o tucano irá mesmo colocar em prática essas “políticas impopulares” caso seja eleito? Tenho minhas dúvidas sobre esse recuo. Acredite quem quiser!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Julho de 2014

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Professor da USP, sobre apagão hídrico tucano em SP: “Não é um acaso da natureza, é falta de planejamento. Não é um ano de estiagem que causa um apagão"




Cantareira chega a 18% da capacidade de armazenamento


Em quedas sucessivas desde o dia 16 de maio, quando a reserva técnica foi incorporada ao volume útil, o Sistema Cantareira alcançou nesta quinta-feira 18,7% da capacidade, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No dia 15 de maio, o total armazenado passou de 8,2% para 26,7%, com a entrada de 182,5 bilhões de litros de água do chamado volume morto. Caso as bombas que possibilitaram o uso da reserva não tivessem sido instaladas, o Cantareira estaria quase zerado, com 0,2% da capacidade. O sistema abastece 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

O Sistema Alto Tietê também dá sinais de esgotamento e chegou nesta manhã a 24,1% da capacidade. Ele abastece mais de 4 milhões de habitantes da Grande São Paulo. No começo de junho, o volume armazenado estava em 30,8%. Em março, a Sabesp anunciou a redução da captação do Cantareira e a complementação dele por meio de outros sistemas, incluindo o Alto Tietê. A chuva acumulada neste mês nas represas que formam o sistema está em 7,7 milímetros, o que corresponde a 15,7% da média histórica, que é 49 mm.


A chuva chegou às represas do Cantareira há três dias. Ainda assim, o acumulado no mês (22,1 mm) está abaixo da média, que é 49,9 mm. De acordo com Neide Oliveira, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a escassez é uma característica do inverno e, nos próximos dias, o tempo seco voltará. “Amanhã teremos mais nebulosidade, mas não há previsão de chuva até pelo menos o dia 16”, apontou. Para o segundo semestre, no entanto, a presença do El Niño pode trazer chuvas acima da média na primavera e no verão. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico que pode afetar o clima regional e global.

Para o professor Frederico Fábio Mauad, coordenador do Programa de Ciências da Engenharia Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), a estiagem deste ano, no entanto, não justifica por completo a baixa histórica nas represas. “Não é um acaso da natureza, é falta de planejamento. Não é um ano de estiagem que causa um apagão no sistema de abastecimento. O nível não cai assim. Não é uma banheira que se tira o tampo e a água desce rapidamente. O nível vem caindo paulatinamente”, apontou. Ele estima que, se não houver chuva nos próximos meses, será necessário adotar racionamento em novembro.Mauad destaca que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estabelece um mínimo de 1.400 metros cúbicos de água por habitante/ano (hab/ano). “É um volume para ser usado em 365 dias para todas as necessidades. Mas a conta não é linear, pois as pessoas que ficam mais longe dos sistemas de captação têm maiores dificuldades, porque existem muitas perdas de vazamento”, explicou. Segundo o professor, antes da crise, o índice destinado para os habitantes da região do Alto Tietê era de 200 metros cúbicos por hab/ano.

Ele avalia que, do ponto de vista técnico, é preciso trazer água de outras regiões e investir, sobretudo na redução drástica do desperdício. “Há muito vazamento, da ordem de 40%”, informou. Além disso, ele acredita ser necessário continuar fazendo campanhas de conscientização ambiental. “Água é um bem renóvavel e não infinito. As pessoas precisam estar conscientes disso”, apontou.

A Agência Brasil solicitou um posicionamento da Sabesp, mas não houve retorno até a publicação da matéria.


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Noam Chomsky
, em entrevista à Isto É, sobre as possibilidades de Hugo Chavez se reeleger infinitas vezes, o que alguns chamam de "caminho asfaltado para uma ditadura".


“Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé.”
Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, traíndo o Segundo Mandamento

"Quero me pronunciar em termos práticos como cidadão, distintamente daqueles que se chamam antigovernistas: o que desejo imediatamente é um governo melhor, e não o fim do governo. Se cada homem expressar o tipo de governo capaz de ganhar o seu respeito, estaremos mais próximos de conseguir formá-lo."
Henry David Thoreau, A Desobediência Civil

"The torture never stops."
Frank Zappa, músico

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
Lin Yutang, filósofo chinês (1895-1976 )


" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

Na rádio Agulha pop/rock você escuta:

The Doors, The Smiths, Link Wray, Nick Cave & The Bad Seeds, Nirvana, Blondie, Ramones, The Rolling Stones, The Beatles, David Bowie, Lobão, The Who, Roberto Carlos, Sex Pistols, The Pretenders, The Seeds, The Saints, The Cramps, Ozzy Osburne, Iggy Pop, DEVO, Johnny Cash, Guilherme Arantes, Patti Smith, MC5, The Chocolate Watchband, Iron Maiden, Dead Kennedys, The Sonics, Wilson Pickett, The Jimi Hendrix Experience, B-52's, Janis Joplin, Joy Division, Echo and The Bunnymen, Lou Reed, Velvet Underground, Bauhaus, Joan Jett, Titãs, Raul Seixas, Led Zeppelin, The Clash, The Cream, Elvis Presley, Syd Barrett, AC/DC, New Order, Hawkwind, Creedence Clearwater Revival, Talking Heads, Barão Vermelho, Green Day, The Who e por aí vai... [ CLIQUE AQUI ]