quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O depoimento de Youssef deixou claro que a Veja cometeu um crime na véspera das eleições, por Paulo Nogueira



Pouca gente notou uma coisa.
Lembremos.
A Veja deu no sábado, um dia antes do turno decisivo, uma capa em que afirmava que Dilma e Lula sabiam de tudo no escândalo da Petrobras.
Era uma afirmação amparada exatamente em Youssef.
Pela gravidade da acusação e pelo tom peremptório do texto, o leitor era induzido a acreditar que Youssef tinha evidências poderosas, como conversas gravadas ou coisa do gênero.
Mas não.
Ele usou a expressão “no meu entendimento”. Trazido para o português coloquial, Youssef disse que estava por fora, e arriscava um palpite.
No contexto, ele poderia dizer sem provocar surpresa: “Não sei de nada, e se alguém souber por favor me avise.”
A declaração cândida de ignorância sobre a eventual participação de Lula e Dilma na roubalheira foi transformada criminosamente pela Veja numa peça cabal de incriminação.
Foi uma agressão não apenas a Dilma e Lula, mas também à democracia.
Quantas pessoas sobretudo em São Paulo, onde a revista montou uma operação de guerra contra Dilma e a favor de Aécio, não foram influenciadas pela falsa revelação?
É um episódio tão sinistro quanto a edição desonesta pela Globo do debate entre Collor e Lula, em 1989.
A única diferença é que então o crime compensou. Collor venceu. Agora, não compensou. Aécio perdeu.
Jamais a Globo pagou o preço pela trapaça, a não ser pelo lado moral, o que é muito pouco.
O mesmo tende a se repetir agora com a Veja.
Dilma, no fragor dos acontecimentos, disse na televisão que processaria a revista.
Mas cadê o processo?
Dilma deveria se inspirar em Romário, que reivindica uma edição de 75 milhões de reais por uma conta fajuta na Suíça que a revista inventou para ele.
Citei outro dia o jurista alemão Rudolf von Ihering, um inovador do século 19. Ihering consagrou a ideia de que, quando você for vítima de injustiça, tem o dever de procurar reparação, e não apenas o direito.
Dever porque é um serviço que se presta à sociedade.
Ihering mostrou que a Justiça só avança quando as pessoas lutam pelos seus direitos.
Lula tem feito isso ao processar quem o calunia e difama.
Não é uma luta fácil no Brasil. Gentili acusou Lula de forjar o atentado ao Instituto Lula, e foi intimado a esclarecer na Justiça a acusação.
O juiz conseguiu entender que ali havia uma piada, numa interpretação de texto peculiaríssima.
Não é fácil, repito, procurar justiça no Brasil, mas é imperioso fazê-lo. Em algum momento decisões absurdas como a que favoreceu Gentili serão insustentáveis.
Não sei o que terá feito Dilma recuar da promessa de acionar a Veja.
Mas foi um erro.
A impunidade estimula outros crimes, ao passo que o enfrentamento, como o de Romário, previne futuras delinquências.
Youssef, involuntariamente, revelou o crime da Veja.
Mas tudo indica que a revista não será cobrada por isso.
É uma pena para o país.
Quem sabia de tudo eram os donos e os editores da Veja. E mesmo assim seguiram em sua mentira brutal e, tudo indica, impune. ( DCM )

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Jornal tenta jogar população contra amarelinhos da CET e Prefeitura por eles fazerem sua obrigação e omite PMs!!


Eis aí uma matéria canalha feita pro consumo de um público canalha.

Ninguém reclama se a polícia for "pressionada" a prender mais marginais, ou seja, fazer seu serviço, pois sua razão de existir é exatamente essa. 

Aqui é a mesma coisa. Amarelinho multa. Ou melhor. AMARELINHO AUTUA. Só que o jornalismo canalha cuida de focar nas multas e não nas autuações.

Mas, caso haja essa "pressão" sob os amarelinhos da CET, o jornal insinua, mas não afirma, já que não possui provas ( embora pra essa população baste apenas uma insinuação canalha e esta automaticamente se torna prova ), de que essas multas seriam aplicadas "imerecidamente". 

É uma forma disfarçada de dizer que as multas são aplicadas desonestamente. Na verdade, existe aí uma dupla desonestidade, senão tripla.

Em primeiro lugar: está sendo feita alguma denúncia, afinal? A denúncia é de que os amarelinhos estão sendo pressionados a multar mais? Bem, EXISTE CAMPO PRA ISSO e quem lê este blog viu eu provar isso. Em São Paulo se multa pouco, não muito. Se lembro bem, meu último post sobre a inexistente "Indústria da Multa" foi da vez que a CET demorou 12 horas para vir aqui no bairro verificar minha denúncia de dezenas de carros estacionados sob as calçadas de uma via, ao longo da extensão desta. Há ANOS estou tentando fazer a CET autuar essa gente, mas nunca tive sucesso. Nos 5 anos recentes devo ter mais de uma centena de telefonemas à CET, além de ter incluido no site deles um pedido para que a via recebesse fuscalização permanente. 

Cinco anos e o resultado é ZERO. ISSO É PRESSIONAR PARA MULTAR MAIS? E eu estou TESTEMUNHANDO esses delitos que ocorrem à luz do dia. Pra piorar, eu sei que carros da PM passam por essa via diariamente. Nunca perceberam essas dezenas de carros sobre a calçada? Contem outra!

Em segundo lugar, canalhamente eles dão destaque ao suposto aumento das multas, digo, DAS AUTUAÇÕES pelos amarelinhos e ESCONDEM que o crescimento de multas pela POLÍCIA MILITAR FOI MAIOR! Os PMs multaram 35,4% a mais e os amarelinhos 28,3%.

Em terceiro lugar, por quê os amarelinhos seriam pressionados a cumprir sua obrigação, mas apresentaram um resultado inferior ao da PM? Bem, já que a obrigação da PM não é em primeiro lugar ficar multando motorista, não seria razoável imaginar que, na verdade, quem está sofrendo essa pressão para multar mais seria a PM? Mas acham que o jornal que noticia as coisas do jeito que estou mostrando se preocuparia em fazer esse tipo de questionamentos espinhosos? O lance é demonizar a CET e os amarelinhos, não a PM.

De mais a mais, é a reação dos "carrocratas" que perdem cada vez mais espaço nessa cidade, o que é uma excelente notícia.

PS: Não será surpresa se num dia próximo algum "cidadão de bem" resolver dar um tiro na cara de um amarelinho por se sentir ultrajado ao tomar uma multa justa.

PS 2: Venham para a Vila Prudente, caros amarelinhos, que vocês fecharão suas "metas" rapidinho. Aqui a população faz o que quer com seus carros. Qualquer coisa, eu posso servir de cicerone, conheço todos os pontos viciados deste e dos bairros à volta.

Cresce o número de multas aplicadas por marronzinhos

O número de multas aplicadas por agentes de trânsito da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e por policiais militares disparou nos primeiros seis meses deste ano.

Os PMs multaram 35,4% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

No caso dos marronzinhos, a alta foi de 28,3%.

Os dados foram obtidos pelo Agora pela Lei de Acesso à Informação. Foram 581 mil multas de PMs e 956 mil de marronzinhos este ano.

Ontem, a reportagem conversou com agentes de trânsito da CET. Eles afirmam estar sendo pressionados a aplicar mais multas.

Os marronzinhos dizem que têm sido orientados a autuar mais motoristas e guinchar mais carros.

"Temos que mostrar resultado, produzir mais. Se não mudam a gente de horário, trocam nosso turno", contou um agente.

Segundo o sindicato da categoria, as orientações seriam feitas verbalmente, sem registro.

Resposta

A CET afirmou por meio de nota que o crescimento do número total de multas na cidade se deve ao aumento da fiscalização no trânsito, principalmente sobre as infrações cometidas contra o pedestre.

Disse também que ampliou sua atuação para fora das áreas centrais (centro expandido).

O órgão, no entanto, não comentou o aumento das autuações por parte dos marronzinhos e dos PMs.

De acordo com a companhia, 1.854 agentes da CET e 690 agentes habilitados da SPTrans, Guarda Civil e PM fazem a fiscalização do trânsito.

Sobre a alegação de que estaria pressionando os marronzinhos, a CET disse que "não há orientação nem procedimento que indique o estabelecimento de metas para elaboração de multas".

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Youssef diz que Aécio Neves recebeu propinão de Furnas, mas Folha e Estado escolhem poupar os leitores dessa informação desagradável


Teve gente que ficou até chocada. Ninguém esperava que a GloboNews tivesse o bom senso de informar essa bomba. Foi uma surpresa completa:






Seria de se esperar que uma notícia desse quilate e peso ocupasse o espaço nobre das capas dos jornais do dia seguinte, com manchetes e tudo o mais, não é mesmo?
Não é mesmo. Folha e Estadão, como se tivesse sido combinado, simplesmente suprimiram essa informação nas respectivas capas de hoje, como se o fato de o doleiro Alberto Youssef ter revelado um segredo de Polichinelo, de que Aécio Neves recebia um propinão de Furnas, fosse algo insignificante. Eles simplesmente escolheram que o leitor não deveria saber daquilo. E ainda dizem que era o Stálin que fazia essas coisas.

Além de esconderem Aécio Neves, ambos jornalões preferiram mais do mesmo, ou seja, mais manchetes negativas contra Dilma Roussef.


LEIA TAMBÉM: 

Cantanhêde e jornais tucanos “esquecem” de noticiar: doleiro diz que Aécio recebia propina




Fernando Henrique Cardoso tem a memória curta, por Jasson de Oliveira Andrade


Em entrevista à revista alemã “Capital”, Fernando Henrique Cardoso declarou que a presidenta Dilma é uma “pessoa honrada” (sic) e que ela não está envolvida com o esquema de corrupção. Essa declaração de FHC mereceu criticas dos tucanos. Agora, depois das manifestações de 16 de agosto, ele fez outra declaração que o redimiu no PSDB: o ex-presidente pediu que Dilma, num gesto de grandeza, renuncie. Afirmou ainda que o governo “embora legal, é ilegítimo” por ter perdido o apoio popular. FHC se esqueceu que no seu segundo governo também perdeu o apoio popular, mas não teve a grandeza de renunciar. Vamos refrescar sua memória.

FHC pediu que esquecessem o que escreveu. Hoje deveria dizer: esqueçam o meu segundo governo. É que, naquela época, ele quebrou duas vezes o Brasil. Delfim Netto indagou: “Esta é a pergunta que deve ser feita: por que tivemos que recorrer ao FMI nada menos do que três vezes nos últimos 48 meses se a nossa política é “virtuosa”? (CartaCapital, 21/8/2002). Lula pagou essa dívida ao FMI, mas FHC “esqueceu” disso!

Se hoje o desemprego preocupa, no segundo governo de FHC era muitíssimo pior. O Datafolha de 15/12/2002 constatou: “Desemprego é a marca negativa do governo Fernando Henrique Cardoso”. Já a Wikipédia, na biografia de Fernando Henrique, revelou: “A situação do desemprego agravou-se durante o segundo mandato, quando as taxas foram superiores aos 12% anuais. Em maio de 2002, o desemprego atingiu o recorde de 11.454 milhões de pessoas. Esses números deram ao Brasil a segunda colocação no ranking de desemprego em números absolutos.” A mesma enciclopédia publicou a Taxa de desemprego no Brasil: Ano 2002, 12,6 %; Julho de 2015, 7,5 %. Ou seja, depois de 13 anos o Brasil cresceu, mesmo assim o desemprego no segundo governo FHC foi bem maior do que desse atual (Dilma)! Sem comentário... A inflação: 2002: 12,5%; 2015, 9,8%. A inflação atual se deve, em grande parte, as contas de luz, que perderam o incentivo do governo.

Não se deve esquecer, como ocorre com FHC, do arrocho salarial do trabalhador e do aposentado. Nós, aposentados, não tivemos aumento nos oito anos do governo de Fernando Henrique e ainda nos chamou de “vagabundos”! Temos ainda o APAGÃO e a compra da reeleição...

Se FHC disse que a Dilma é uma pessoa honrada, com o seu governo existem dúvidas. A própria Lava Jato iniciou no governo dele, como denunciou Paulo Francis. O mais emblemático foram os diálogos dos grampos no BNDES. Com a gravação dessas conversas entre ministros de FHC, com a participação também dele, custou a demissão desses ministros. Para não me alongar, sugiro aos leitores a leitura do livro “O Príncipe da Privataria”, de Palmério Dória. A obra revela várias denúncias, que é impossível resumir neste artigo. Só posso dizer que existem várias histórias “cabeludas”...

Luís Nassif, no texto “As lições de FHC a Dilma”, ironiza: “Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugere que, por questão de patriotismo, a presidente Dilma Rousseff renuncie ou admita que errou. Não incluiu nas recomendações ajoelhar no milho, vergastar-se em público ou ir a pé até Aparecida do Norte”. Depois de analisar o governo FHC, Nassif concluiu: “Nem por isso [seu segundo mandato] julgou ser questão de patriotismo renunciar e passar o bastão a outro”. Patriotismo e grandeza para FHC, só a renúncia de Dilma, apesar de seu segundo governo ter sido pior, como mostrei neste artigo.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Para implicar Lula e Dilma, imprensalão manipula declaração de Youssef



IMPORTANTE: YOUSSEF E PAULO ROBERTO COSTA NA CPI DA PETROBRAS


Os veículos de comunicação já estão divulgando uma manchete que não representa toda a verdade da acareação entre o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. Os dois delatores estão na CPI da Petrobras. 

As manchetes dizem que Dilma e Lula sabiam de esquema da Petrobras. Youssef falou que "No meu entendimento, quando o Paulo Roberto, pedia um sinal do Palácio do Planalto... No meu entendimento, tinha conhecimento". 

Paulo Roberto nega a informação. Ele diz: "nunca conversei com Lula sobre isso" e nem com Dilma. [ imagem acima ]

Youssef também disse que não lembrava de ter citado o ex-presidente Lula na sua delação premiada e emendou "não estou protegendo Lula, não o conheço, não tenho como protegê-lo". 

Costa também disse que desconhecia qualquer pedido de Lula para resolução de problemas de pagamento de fornecedores com a Petrobras. 

Outra afirmação que os dois concordam é que a Queiroz Galvão pagou R$ 10 milhões para o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB/PE) para que uma CPI da Petrobras, em 2009, não prosperasse. 

Youssef falou sobre Furnas [ clique aqui e veja o listão tucano de furnaleiros ]. Disse que havia pagamento de propinas em uma diretoria dividida entre o PP e o PSDB e que o, atual senado, Aécio Neves recebeu propina por meio de sua irmã. 



O mito das invasões bolivianas: site de "caça-boatos" arrasa com "engano inocente" de senador tucano


Abaixo uma montagem tôsca ( não sei mexer direito nessas paradas ) que fiz, são duas imagens justapostas. A parte de cima, instantâneo da página do senador tucano Álvaro Dias (1), em que se lê, claramente "Repúdio e reivindicação de providências pelas ameaças de invasão [ destaque meu ] ao Brasil feitas por Evo Morales".

Sob essa imagem, o desmentido (2) da história fantasiosa de que o presidente da Bolívia, Evo Morales, teria ameaçado invadir o Brasil ( nem vou me estender nisso, quem quiser maiores explicações, clique no link abaixo ) que tirei do site Boatos.org. Vejam que, segundo o site, "Evo não falou em invasão ao Brasil (...) Também não falou nenhuma vez em invadir o Brasil (...)".


O curioso - ou não - é que o mesmo site já havia desmascarado, em novembro de 2014 - ou seja, há menos de um ano - uma história praticamente igual a esta (3), em que o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro é que "teria" ameaçado invadir o Brasil ( não vou me estender nisso, quem quiser maiores explicações, clique no link abaixo ).

Creio que, se quisesse, o ínclito senador tucano teria muito mais condições e recursos que os referidos sites - ia me esquecendo: o E-Farsas também tentou apurar a história, mas o Boatos.org "atropelou" ( no bom sentido ) o concorrente - para saber da verdade. Se não fez, é porque ficou feliz em fazer esse papelão, o de "defensor" do país contra uma ameaça que, de fato, não passava de boatarias de Internet.








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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Denúncia contra Cunha pode ligar Lava Jato à privataria tucana



Livro publicado em 2011 trazia revelações sobre movimentações financeiras em paraísos fiscais por pessoas próximas ao senador José Serra. E também a Fernando Baiano, suposto "sócio oculto" de Cunha

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem uma surpresa. Na página 40 aparece a ligação da Operação Lava Jato com a privataria tucana, ao rastrear o caminho do dinheiro das propinas sobre contratos de construção de sondas pela Samsung para a Petrobras.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o representante da Samsung, Júlio Camargo, recebeu comissão por ter conquistado o contrato – e distribuiu propinas. Três desses pagamentos, entre junho e outubro de 2007, saíram das contas, em paraísos fiscais, das empresas Piamonte Investment e Winterbothan Trust Company, do próprio Camargo, para a Iberbras Integración de Negócios Y Tecnologia, ligada a Fernando Soares, o Fernando Baiano, chamado por Camargo de “sócio oculto” de Eduardo Cunha. 

A denúncia registra que a Iberbras tem uma sucursal brasileira – Iberbras Integração de Negócios, de CNPJ 068.785.595/0001-01 –, registrada em nome de Hiladio Ivo Marchetti, marido de Claudia Talan Marin, que, por sua vez, é proprietária do Condomínio Vale do Segredo Gestão de Patrimônio Eireli, em Trancoso, no litoral sul da Bahia. Fernando Baiano tem entre seus bens sequestrados pela Justiça uma mansão naquele condomínio e realizou transferências para Cláudia Talan Marin no valor de R$ 1,6 milhão.

Cláudia Talan Marin e Hiladio Ivo Marchetti são filha e genro de Gregório Marin Preciado, ex-sócio do senador José Serra (PSDB-SP) em um terreno no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. A mãe de Cláudia, Vicencia Talan Marin, é prima do senador tucano. Por este parentesco, Preciado muitas vezes é tratado nos meios políticos como "primo" de Serra.

Todo o capítulo 8 do livro-reportagem A Privataria Tucana (de Amaury Ribeiro Júnior, Geração Editorial, 2011) é dedicado a Preciado, com o título “O primo mais esperto de José Serra”. No final do capítulo 7, há documentos da CPI do Banestado obtidos no Tribunal de Justiça de São Paulo, comprovando a movimentação milionária de dinheiro de Preciado em paraísos fiscais, em negócios com Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-tesoureiro de Serra.

As relações de Preciado com Serra são antigas e profundas. A antiga empresa de consultoria do atual senador, denominada ACP Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda., tinha como endereço o prédio da firma Gremafer, pertencente a Gregório Preciado. Neste imóvel também funcionaram os comitês de campanha de José Serra nas eleições de 1994 para o Senado, e de 1996, para prefeito de São Paulo.

Preciado também contribuiu para financiar campanhas de Serra nos anos de 1990 por intermédio de suas empresas Aceto, Gremafer e Petrolast. A família de Serra visitava sempre as casas de Preciado em Trancoso, região onde ele passou a fazer negócios imobiliários.

Um caso rumoroso envolvendo o DEM da Bahia foi na Ilha do Urubu.

A ligação de Fernando Baiano com a Iberbras foi confirmada nas investigações a partir do controle de acesso na portaria da Petrobras, onde Baiano identificou-se como representante da empresa.

Segundo informações de bastidores a respeito da delação premiada de Fernando Baiano, ainda sob sigilo, um dos assuntos delatados seria justamente negócios com o "primo" de Serra. A conferir.

Helena Sthephanowitz


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"FHC não tem grandeza nem moral pra falar de ética. Sua ficha corrida, escondida pela imprensa, fala por si só", diz jornalista


Os 11 crimes da era FHC, por Altamiro Borges

FHC não tem grandeza nem moral para se colocar como arauto da ética e mensageiro do impeachment. Sua ficha corrida, ocultada pela mídia, fala por si só.

- Folha: Renúncia de Dilma seria um ‘gesto de grandeza’, diz FHC

- O Globo: FH surpreende, sugere renúncia e revolta o PT

- Estadão: FHC diz que renúncia seria um ‘gesto de grandeza’ de Dilma

FHC foi novamente manchete nos jornalões da última quarta-feira (18). Apesar de ser o presidente mais rejeitado da história recente do país e da sua total incoerência e oportunismo - cada dia fala uma coisa -, o grão-tucano segue com forte prestígio entre os barões da mídia. Desta vez, FHC bravateou que "a renúncia de Dilma seria um gesto de grandeza" e que seu governo é "ilegítimo". De conciliador, que elogiou a presidenta em recente entrevista para um jornal alemão - bem longe do Brasil -, ele voltou a vestir o figurino de político hidrófobo e golpista. Talvez tenha ficado com medo dos fascistas mirins, que ultimamente o batizaram de vários adjetivos: "traidor", "gagá", "senil" e outros impublicáveis.

A nova bravata do rancoroso FHC foi postada na sua página no Facebook e ganhou os holofotes da mídia. "Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza ( renúncia ou a voz franca de que errou e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional ), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato", afirmou. Segundo relato da Folha tucana, "pouco depois de divulgar sua mensagem nas redes sociais, FHC reuniu em seu apartamento, em São Paulo, os dois líderes que despontam como opções do PSDB para a próxima eleição presidencial: o senador mineiro Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin".

O objetivo da conversa seria o de unificar o discurso dos tucanos. "De acordo com os relatos feitos à Folha, Fernando Henrique fez uma análise do cenário político e disse que o partido deveria falar a mesma língua ao discutir as alternativas para o país sair da crise... Há duas semanas, aliados de Aécio defenderam a renúncia de Dilma e do vice Michel Temer e a realização de nova eleição. Alckmin tem sido cauteloso sobre a possibilidade de impeachment agora, quando ele não teria condições de deixar o governo para disputar com Aécio a indicação do PSDB e se candidatar à Presidência".

Ainda segundo o jornalão, "logo após o encontro de FHC com Aécio e Alckmin, o senador Aloysio Nunes (SP), que foi vice na chapa do PSDB na eleição de 2014, subiu à tribuna do Senado e disse que, se um pedido de impeachment fosse submetido hoje ao plenário da Câmara, os tucanos votariam pelo afastamento de Dilma". Ou seja, aparentemente os tucanos - embalados pelas marchas fascistas do domingo (16) - voltam a pisar no acelerador do golpe sob o comando do velhaco FHC. O mote é a denúncia da corrupção. Tanto que o ex-presidente, um santo, postou no seu Facebook que o governo Dilma é "ilegítimo" e perdeu a "base moral", que foi "corroída pelas falcatruas do lulopetismo".

Haja cinismo e oportunismo. Para quem saiu quase escorraçado do Palácio de Planalto, odiado pelo povo, e colecionou várias denúncias de "falcatruas" - sempre engavetadas pelos poderes públicos e blindadas pela mídia chapa-branca -, FHC confirma que não tem qualquer grandeza, caráter e moral. Neste aspecto, os fascistas mirins que o rotularam de "senil", "gagá" e "traidor" estão certos. Para os que ainda acreditam nas bravatas de FHC, reproduzo abaixo uma pequena lista dos seus crimes:

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A lista dos crimes tucanos

1) Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias

2) Caso Sivam: Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

3) Pasta Rosa: Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

4) Compra de votos: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.

5) Vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.

6) Privatização da Telebrás: O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.

7) Ex-caixa de FHC: A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

8) Juiz Lalau: A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”.

9) Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

10) Desvalorização do real: De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado.

11) Sudam e Sudene: De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.

*Altamiro Borges é jornalista e editor do Blog do Miro.



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Caso "Filho do Ivo Pitanguy": É assim que se faz. Puta orgulho. É Pullitzer na certa!


Vocês já leram nossos comentários sobre como portais e contas de redes sociais ligados à Globo agiram no caso do assassinato do trabalhador José Ferreira da Silva pelo "empresário" Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, vulgo, "filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy". Se não leram, é só clicar aqui.

Mas alguém descolou e botou no Facebook uma imagem que lava a alma, ao pôr os pingos nos "i" em vez de escondê-los pra ajudar quem parece ter costas quentes ( ou seria coincidência o fato de o matador ter 240 pontos na carteira, 70 multas sendo 14 por dirigir bêbado e ainda ter a audácia de sair dirigindo por aí? ):

"O Povo, dizendo na cara o que a grande mídia tentou maquiar."

( Foto e legenda tirados do FACEBOOK )
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domingo, 23 de agosto de 2015

Os três pilares do maior processo de combate à corrupção que este país já viu, por Diogo Costa



CHEGA DE RETÓRICA E VIVA A PRÁTICA - Os três pilares do maior processo de combate à corrupção que este país já viu em toda a sua história são os seguintes:

1) Lei 12.529, de novembro de 2011 (Acordos de Leniência)

- Estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência;

2) Lei 12.846, de agosto de 2013 (Lei Anticorrupção)

- Dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira, e dá outras providências;

3) Lei 12.850, de agosto de 2013 (Colaboração Premiada)

- Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal.

Confesso que vou acabar enlouquecendo com o que está acontecendo neste país.

O ataque frontal e impiedoso contra a corrupção só existe neste país graças, entre outros procedimentos, às 03 leis que citei logo acima.

O combate à corrupção, como nunca antes se viu na história deste país, é obra dos governos do Partido dos Trabalhadores.

Em especial é uma obra do governo da presidenta Dilma, que aprovou legislações que são utilizadas na Europa, nos EUA e em vários outros países há décadas.

Que tal se a esquerda encampasse essas iniciativas e parasse de permitir que a direita, que nunca fez nada para combater a corrupção, continue a falar cinicamente sobre o tema em questão?

A Lei Anticorrupção, para quem não sabe, foi enviada ao Congresso Nacional pelo ex presidente Lula, em 2010.


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sábado, 22 de agosto de 2015

Jurista acusa Gilmar Dantas: "Postura falsamente moralista e nula juridicamente, atitude puramente política"



Dalmo Dallari: "Postura de Gilmar Mendes é falsamente moralista e nula juridicamente"

Jurista critica decisão de ministro de determinar que PGR e PF investiguem contas de Dilma

“A atitude dele é puramente política, sem nenhuma consistência jurídica”, afirma o jurista Dalmo Dallari a respeito da determinação do ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal (PF) investiguem eventuais irregularidades nas contas eleitorais da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014.

De acordo com Gilmar Mendes, existem indícios de que crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica foram cometidos durante as eleições do ano passado, o que poderia levar à abertura de ação penal. Embora as contas já tenham sido aprovadas com ressalvas pelo TSE, o ministro manteve o processo aberto para incluir nas apurações novas informações descobertas pela Operação Lava Jato.

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, que coordenou a parte financeira da campanha eleitoral da presidente no ano passado, destacou em nota que as contas da presidente foram aprovadas por unanimidade. "Todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que, após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade."

O PT também se manifestou e informou que todas as doações que o partido recebeu durante a campanha eleitoral "foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.”

Na visão do jurista Dalmo Dallari, o objetivo do ministro Gilmar Mendes é pressionar para a retomada do julgamento de uma Ação de Investigação de Mandato Eletivo (AIME) proposta pela Coligação Muda Brasil, que teve Aécio Neves (PSDB) como candidato à presidência em 2014. O ministro Luiz Fux pediu vista do processo, que foi movido contra a Coligação Com a Força do Povo e pedia a cassação dos mandatos de Dilma e do vice-presidente Michel Temer (PMDB). “Ele está pretendendo exatamente isso, mas como não tem consistência jurídica, acho que não vai ter seguimento”, opina Dallari.

Confira abaixo a entrevista de Dallari, que é especialista em Direito Constitucional e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ao JB:

JB - Do ponto de vista jurídico, é legítimo retomar a análise de contas de campanha que já haviam sido aprovadas pelo TSE?
Dallari – Não, acho que não é legítima e é lamentável essa atitude do ministro Gilmar Mendes. O ministro, quando foi procurador-geral, fez coisas muito piores do que isso. É lamentável que agora tome essa postura falsamente moralista e nula juridicamente. Ele realmente não tem base jurídica para fazer o que fez, então fica evidente o seu envolvimento político. E além do mais, a imprensa revelou também que há poucos dias ele teve reuniões com grupos partidários, tem inclusive ligação com o [presidente da Câmara] Eduardo Cunha. Gilmar Mendes participou de reuniões com ele para discutir a possibilidade de impeachment da Dilma. Isso já torna extremamente suspeita a atitude dele, já seria um fator de nulidade de sua iniciativa porque a torna juridicamente suspeita. Então, realmente, o que se pode dizer é que é lamentável essa postura do ministro Gilmar Mendes que até confirma o que eu já disse e sustentei: ele não atende às condições necessárias para ser ministro do Supremo Tribunal. Se tudo é possível voltar atrás, vamos voltar atrás na carreira do próprio Gilmar Mendes. A atitude dele é puramente política, sem nenhuma consistência jurídica. 

JB - O TSE já estava julgando uma Ação de Investigação de Mandato Eletivo proposta pela Coligação Muda Brasil, que teve Aécio Neves como candidato à presidência, contra a coligação de Dilma, mas o ministro Luiz Fux pediu vistas do processo. O pedido de abertura de investigação de Gilmar Mendes, na sua opinião, seria uma forma de pressionar para a retomada do julgamento do recurso?
Dallari – Ele está pretendendo exatamente isso, mas como não tem consistência jurídica, acho que não vai ter seguimento. Acho que pura e simplesmente vai ser rejeitada a iniciativa do ministro Gilmar Mendes. Essa seria a forma juridicamente correta. Então não acredito que isso vá ter desdobramentos.

JB – O senhor já se pronunciou publicamente a respeito do impeachment, dizendo que não existe nenhuma possibilidade legal, jurídica e constitucional de ele acontecer. No caso de uma eventual condenação das contas de Dilma pelo TSE, com que cenário estaríamos lidando? 
Dallari – Acho que realmente ninguém indicou qualquer fundamento legal, legítimo para dar seguimento às exigências de impeachment ou de qualquer coisa desse tipo. E não há fundamento jurídico para um procedimento dessa natureza. Essa iniciativa do ministro Gilmar Mendes também não acrescenta em nada, é apenas mais uma manifestação política sem fundamento jurídico. [Caso eles consigam condenar as contas de Dilma no TSE], depois teria que ir ao Supremo Tribunal Federal, eles que teriam a última palavra. E chegando ao extremo do Supremo também condená-las, cairiam Dilma e Temer. Mas não vejo nenhuma possibilidade de que isso venha acontecer porque falta, exatamente, a fundamentação jurídica.


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Juiz Carlos Eduardo Lora de Franco é mais engraçado que Gentili




A sentença do juiz a favor de Gentili é uma piada


Você é Lula. Insultam você. Você vai à Justiça.

E então seu caso cai nas mãos de um juiz que tem como referências jornalísticas William Waack e Míriam Leitão.

Bem, você está frito.

Foi, em resumo, o que aconteceu agora com Lula ao interpelar Danilo Gentili depois que este disse que o atentado no Instituto Lula foi uma farsa.

O juiz, Carlos Eduardo Lora de Franco, rejeitou a interpelação.

Franco disse que era uma piada.

O único problema da sentença é o seguinte: não era piada. Você pode até argumentar que Gentili é um comediante tão fraco que não dá para distinguir quando ele está fazendo piada ou falando sério.

Mas, no caso em questão, ele evidentemente não estava fazendo piada.

Estava tripudiando, insultando, caluniando.

A sentença peca, entre outras coisas, por uma interpretação deficiente de texto.

Franco tem no currículo passagens marcantes. Numa delas, entendeu que chamar alguém de gay não é ofensa.

Aqui, era o jogador Richarlyson que se queixara na Justiça de um cartola que insinuara num programa de tevê que ele era gay.

Outra sentença peculiar de Franco foi desfavorável a um empresário que impetrou queixa crime contra três homens que, num vídeo no YouTube, o acusaram de praticar fraude.

“Os crimes contra a honra só se caracterizam se houver intenção específica de denegrir ou ofender”, escreveu o juiz na sentença.

Isso quer dizer então que, pela estranha lógica de Franco, se você acusar alguém de cometer fraude não vai significar intenção de “denegrir ou ofender”.

Um quadro clássico de um antigo programa humorístico tinha a seguinte frase final: “Entendi, mas não compreendi.” Era quando o protagonista pedia uma explicação ao interlocutor e, depois de uma arenga confusa, este perguntava se ele entendera.

Pois é.

Entendi, mas não a compreendi.

Franco, na prática, deu carta branca a Gentili para que este possa falar as barbaridades que quiser sob o pretexto der que é “piada”.

Comediantes são inimputáveis, segundo este raciocínio que é, em si, uma piada.

Lula pode recorrer, e é bom que ele faça. Mais que um direito, é um dever perante a sociedade, que não pode ficar exposta à canalhice pseudoengraçada de Gentili.

Ele tem que enfrentar consequências quando extrapolar.

Claro que existe o risco de o recurso terminar nas mãos de outro admirador de Waack e Míriam Leitão.

Mas há ter otimismo.

Não é possível que todos os juízes brasileiros vejam a Globonews e leiam a Veja.


NOTA DESTE BLOG: Vamos fazer um pequeno teste de coerência. Seguinte: depois desse episódio, acho que podemos começar a chamar o proeminente e excelentíssimo juiz Carlos Eduardo Lora de Franco de Carlos Eduardo "Lora Burra" de Franco. Mas isso, claro, é apenas uma piadinha inocente, sem intenção de ofender ninguém, principalmente as mulheres loiras, sobretudo porque tenho algumas na família. Mas, voltando ao juiz, espero que, na possibilidade remota de vir tomar conhecimento deste humilde chiste, ele tenha um coerente senso de humor e ria. Ria a valer. 

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Globo dá tratamento diferenciado a assassino ao volante celeb


Ok, o cara não era celeb, mas seu pai sim, o cirurgião Ivo Pitangui. No entanto, o comportamento de portais de notícias da Globo soa muito estranho, pra não dizer suspeito.
Eu nem tava sabendo do ocorrido, mas alguém repassou isso na rede social:

No Twitter, o GloboNews quase coloca o filho de Pitangui no papel de vítima de infeliz acidente, não chegando sequer a mencionar a pessoa que ele atropelou e matou, o operário José Ferreira da Silva, o que só aparece quando você clica no link.


No portal G1, também da Globo, a chamada da notícia ( 06:46hs, depois atualizado seis horas depois ) diz que um "homem morre após ser atropelado na Zona sul do Rio", no lide aparece o nome da vítima mas, ESTRANHAMENTE, o nome do atropelador aparece também completo, no papel de "o motorista", como que para não chamar a atenção para quem era o personagem em questão, como se ele fosse um indivíduo comum. Muitos podem questionar: "Ah, mas ele É COMUM"!"
Não neste mundo em que tantos dedicam tanto tempo a ser ou parecer "alguém", seja uma subcelebridade de 5a. categoria, seja alguém de destaque nas artes, nos negócios, nos esportes. O jornalismo dedica grande esforço para buscar os melhores - e piores - momentos de gente famosa, muitas vezes passando ao largo de quaisquer considerações éticas, cheganto até a desrespeitar o direito à privacidade destas pessoas. Quantas vezes você abre o jornal e dá de cara com uma notícia insignificante sobre alguma ninharia prosaica de alguma destas subcelebridades ou "famosos" ( neste rol tanto podem entrar banqueiros, cozinheiros, jogadores de futebol, atores de TV, médiuns de famosos, pintores de talento questionado, ex-mulheres de jogadores de futebol, socialites, aspones de todo tipo, filhos de subcelebridades indo pra escola ) e, pior, nem sempre nos cadernos de fofocas mas sim, no noticiário comum?
Assim, soa muito estranho não dizerem logo de cara que o atropelador é filho do internacionalmente celebrado cirurgião plástico. Assim, mesmo que o filho não seja bem uma celebridade, o pai É, e a imprensa não costuma deixar passar esses detalhes:



A seguir, a melhor de todas, sem dúvida. Também no G1 ( às 11:58hs e atualizado duas horas depois ) o parentesco importante só apareceu láááááá no meio do texto, no quarto ou quinto parágrafo, enquanto nos parágrafos anteriores ele, nosso personagem misterioso, o "Ivo N. Pitangui" ainda era tratado por "um empresário". 
Sim, ali se falava de "um empresário", qualquer um. 
Não era quem era, era apenas um empresário na multidão e o acidente, bem, mais um entre tantos. E, na lide, é revelado que "o motorista" tem 70 multas de trânsito.

Percebe-se claramente que a chamada da notícia foi construida e editada de modo a mitigar as coisas. Como se sabe, A MANCHETE TEM POR TRADIÇÃO SER A PARTE NOBRE DA NOTÍCIA QUE SERVIRÁ PARA CONVENCER O LEITOR A LER AQUELA NOTÍCIA OU, QUANDO NA CAPA, A COMPRAR O JORNAL. Mas, de repente, resolveram subverter uma espécie de norma técnica do jornalismo? Parece que foi tudo feito para desestimular o leitor, para que este não desejasse ler mais uma notícia sobre mais um acidente de trânsito comum em meio a tantos outros

Por quê outra razão não disseram de forma clara que o filho do cirurgião Ivo Pitangui estava embriagado, matou um trabalhador e, a gente fica sabendo depois, tinha 240 pontos, mais de 70 multas sendo 14 por dirigir embriagado? 

Não, a gente teve que ir montando o quebra-cabeça. Não dá pra saber se desejavam poupar o motorista ou o pai. 
Pois qualquer matuto pode começar a questionar se o sobrenome famoso foi quem permitiu que o "empresário" continuasse guiando nestas condições ou se o pai famoso usou de seu prestígio, livrando sempre a cara do filho irresponsável, até ele chegar nessa assustadora quantidade de multas e pontos.


Um das ironias dessa história é que, não obstante todas essas multas e pontuações, repito, são 14 multas por dirigir bêbado, o "empresário" reincidente de histórico sinistro poderá ser indiciado apenas por homicídio "sem intenção de matar".

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Clicloativistas criticam tratamento dado pela imprensa a atropelamento no Minhocão


Entidades alertam para conclusões precipitadas que foram publicadas antes do contexto do acidente ter sido esclarecido

Da Redação

A Ciclocidade e o Instituto CicloBR divulgaram uma nota em que criticam o tratamento dado pelos veículos da grande imprensa para o acidente que matou o pedestre Florisvaldo Carvalho da Rocha. O homem, de 78 anos, foi atingido por uma bicicleta nas imediações do Minhocão.

Ambas destacam que muitos jornalistas passaram a publicar informações precipitadas e ataques às ciclovias sem que o contexto do acidente fosse completamente esclarecido. Citam, por exemplo, a afirmação à polícia do ciclista envolvido no acidente, de que o atropelamento foi na faixa de ônibus e não na ciclovia.

A versão dele contraria as notícias que vinham sendo veiculadas por jornais e emissoras de rádio e TV, que usaram o caso como exemplo de uma suposta insegurança da ciclovia recém-inaugurada e tentaram até mesmo responsabilizar pessoalmente o prefeito Fernando Haddad (PT) pelo ocorrido.

As entidades lamentaram a morte do pedestre e destacaram a atitude do ciclista, que prestou socorro à vítima e se apresentou espontaneamente à polícia para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.

Leia a nota na íntegra:

A Ciclocidade e o Instituto CicloBR lamentam a morte do Sr. Florisvaldo Carvalho da Rocha, ocorrida na última terça-feira (18/8), no Minhocão, São Paulo. Reafirmamos nossa posição de valorização do convívio harmônico entre os modos ativos de deslocamento na cidade. A discussão sobre mortes no trânsito é fundamental, pois nenhuma deve ser tolerada.
Este atropelamento, além de lamentável, é um alerta para a necessidade de ampliar e melhorar as estruturas para quem se locomove a pé ou de bicicleta na cidade. Não podemos repetir o discurso da morte “estatística” – entendida como inevitável, acidental e fortuita, intrínseca aos deslocamentos diários. A humanização do trânsito se constrói pela indignação com a perda de vidas e pelos esforços em construir um trânsito em função das pessoas – não o inverso.

É preciso, contudo, ter cuidado para não se tirar conclusões precipitadas a respeito dessa fatalidade, já que o contexto dessa morte não está suficientemente esclarecido. O relato do ciclista, por exemplo, aponta que o atropelamento se deu no viário, fora da ciclovia.

Nesse sentido, repudiamos a cobertura equivocada da mídia, que colocou em debate a segurança da ciclovia e até a política cicloviária como um todo, bem como manifestações que tentaram deslegitimá-la ou taxar ciclistas de irresponsáveis. Vimos um ciclista que socorreu a vítima e se identificou na delegacia e, portanto, passará pelo processo legal, que inclui a investigação do ocorrido.

É fundamental lembrarmos que casos de atropelamentos fatais envolvendo ciclistas e pedestres são raros, assim como são significativamente baixos os casos de acidentes não fatais. Resolvidos os conflitos pontuais gerados, o compartilhamento de espaços entre estes modos ativos de deslocamento será natural e harmonioso. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), mais de 7.000 pessoas são atropeladas por carros em São Paulo todos os anos, com um percentual desastroso de mortes.

A priorização do pedestre no espaço urbano e nas políticas de mobilidade deve ser concretizada com a devida urgência. Fica evidente a necessidade de ampliar a estrutura e sinalização, seja nessa via ou em diversos outros locais da cidade, assim como levar adiante uma política de redução de limites de velocidades nas vias. Os poucos pontos de travessia e as condições adversas para que ela ocorra expõem os pedestres a um risco inaceitável. É fundamental buscar a equidade na distribuição do espaço viário, redistribuindo-o para garantir a largura adequada e a qualidade de calçadas e ciclovias.

É preciso também lembrar que um ciclista de 9 anos foi morto no último final de semana após ser atropelado por uma van dentro de uma ciclovia na região de São Mateus. Segundo moradores o desrespeito dos motoristas ao espaço reservado aos ciclistas é frequente.

Todos e todas ciclistas e motoristas devem assumir, nos seus deslocamentos, o compromisso de sempre proteger a parte mais frágil. O desafio do compartilhamento é também uma lição de cidadania que devemos dar à sociedade, para que possamos ter um espaço urbano devolvido para o convívio saudável.

Assinam:

Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

Instituto CicloBR de Fomento à Mobilidade Sustentável


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Henry David Thoreau, A Desobediência Civil

"The torture never stops."
Frank Zappa, músico

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
Lin Yutang, filósofo chinês (1895-1976 )


" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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