domingo, 12 de agosto de 2018

Lula, por Chico Buarque. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


O cantor e compositor Chico Buarque escreveu um artigo, que foi publicado pela revista CARTACAPITAL (1º/8/2018). Um texto irônico. O que se vai ler a seguir é o texto dele.

“Eu nunca tive nada contra o Lula. Eu inclusive estive com ele naquela casa lá de pobre em São Bernardo. Depois eu e a Ruth convidamos Lula para passar um fim de semana em Ubatuba com a Marisa. Aí ele reclamou que não tinha água quente no chuveiro da casa. Imagina! O Lula! (...) Era o Fernando Henrique, sempre simpático, em reunião com artistas às vésperas das eleições de 1994. Naquele tempo ainda se podia achar graça numa anedota assim. Era um deboche, era um comentário preconceituoso, mas não havia, mas não havia um pingo de ÓDIO naquelas palavras. Lula ainda não era o chefe de organização criminosa, o ladrão, O COMUNISTA, o cachaceiro, o nine, o boneco vestido de presidiário enforcado ao lado de Dilma num viaduto de São Paulo. AINDA NÃO TINHA SIDO CONDENADO SEM PROVAS, por imprensa, televisão, procuradores esquisitões e juízes deslumbrados, como proprietário de um triplex ou tríplex, no Guarujá. O ódio ao Lula é o ódio aos pobres. (...) Tivesse ele imóveis na praia e dinheiro no exterior, talvez fosse mais bem tratado pelas autoridades que o trancaram e o mantêm isolado numa cela da Polícia Federal. Lá de dentro ele mandou dizer que já não confia na Justiça. Nem eu. SÓ ESPERO QUE ELE TENHA ÁGUA QUENTE EM CURITIBA.”

Conhecia o compositor Chico Buarque, um dos maiores do Brasil. Agora fiquei conhecendo o articulista irônico!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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domingo, 5 de agosto de 2018

MDB e as eleições de 2018. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



De todas as eleições que participou, o MDB (ex-PMDB) terá nestas eleições de 2018 o pior desempenho. Já escrevi que o partido, mesmo perdendo, sempre ganhava. Nunca perdeu o Poder.


Com Dilma, Temer (MDB) foi eleito Vice-Presidente. Traiu a ex-presidente e se tornou presidente. Hoje ele é o governante mais impopular da história do Brasil. O MDB atualmente é acusado de ser um QUADRILHÃO. Seus principais dirigentes são acusados de corruptos pela Lavo Jato, a começar pelo seu presidente senador Jucá!

Agora, nesta semana, a senadora Marta Suplicy saiu do MDB. O ESTADÃO assim noticiou a sua saída do partido: “Sondada pelo MDB e por representantes do Palácio do Planalto para ser candidata a vice-presidente da República na chapa do ex-ministro Henrique Meirelles, a senadora Marta Suplicy anunciou que está, na prática, abandonando a vida político-parlamentar. ESTÁ SE DESFILIANDO DO MDB, NÃO ACEITA SER VICE, NEM MESMO VAI DISPUTAR A REELEIÇÃO PARA O SENADO POR SÃO PAULO. (...) Quanto à candidatura de Meirelles, foi cáustica: “Tem uma carreira admirável no mundo privado, mas sua candidatura não passa de um sonho de menino rico. Não creio que vá empolgar as massas, até porque nunca o vi falando do social.” Depois Marta opinou sobre o polêmico Bolsonaro: “A vitória dele, na qual não acredito, seria um atraso para o Brasil em todos níveis. É uma pessoa que exibe despreparo, não tem estatura nem conhecimento para ser presidente da República. (...) “Quando ele abre a boca, é para desrespeitar as mulheres, a democracia, os Direitos Humanos e as minorias”.

O MDB vai terminar 2018 melancolicamente. Temer pior ainda! Está se tornando um partido nanico. Consta que Hélio Bueno, em Mogi Guaçu, também vai sair do partido!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sábado, 4 de agosto de 2018

PERFIL Quem é o eleitor de Jair Bozonaro


FONTE: INTERNET

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Interpol aceita alegações de advogado sobre parcialidade de Sérgio Moro

Interpol tira Tacla Duran da lista de procurados internacionais

A Interpol, agência de investigação internacional, tirou o advogado Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais do órgão. A pedido da defesa, a agência suspendeu o alerta vermelho que existia em seu nome desde setembro de 2016 a pedido da Justiça brasileira. A defesa de Tacla Duran colocou em xeque a imparcialidade do juiz Sérgio Moro para julgar o caso. O argumento foi o fato de o juiz ter citado o advogado durante o programa Roda Viva, da TV Cultura. 

Tacla Duran apresentou três argumentos à Interpol para justificar seu pedido para que o alerta vermelho em seu nome fosse retirado: seu caso havia sido em parte transferido do Brasil para a Espanha, os direitos a um devido processo legal no Brasil não teriam sido cumpridos [ grifo nosso ] e, para completar, a Espanha rejeitou sua extradição ao País.

De acordo com a Interpol, Tacla Duran apresentou “evidências, que eram facilmente verificáveis por meio de uma pesquisa de fontes abertas”, de que Moro “falou publicamente sobre ele durante uma entrevista” sobre o caso colocando em suspeição a imparcialidade do juiz da Lava Jato em Curitiba. 

“A Comissão então considerou que as alegações apresentadas (por Tacla Duran) que, diante do comportamento do juiz responsável por presidir sobre seu caso no Brasil, dúvidas suficientes têm sido colocadas sobre o fato de uma violação do Artigo 2 da Constituição da Interpol pode ter existido”, apontou a agência em documento obtido pelo Estado. O artigo 2 se refere à necessidade de que a instituição promova a cooperação entre as polícias de diferentes países, sempre que a Declaração Universal de Direitos Humanos seja respeitada. 

O caso faz referência à entrevista concedida por Moro ao Roda Viva, da TV Cultura, em 27 de março. Foragido na Espanha, Duran acusou Moro de receber valores indevidos através de um amigo para favorecer delatores da operação. Na entrevista ao Roda Viva, o juiz diz acreditar que é apenas uma tentativa de afastá-lo do caso. 

Desde julho, a Comissão de Controle da Interpol avalia o caso. O Estado apurou que, depois de uma avaliação e consultas às autoridades de Brasil e Espanha, a comissão indicou que os elementos apresentados por Tacla Duran eram de fato “novidades” que teriam de ser considerados. De acordo com a agência, tais dados poderiam ter levado a Interpol a uma “diferente conclusão” sobre o suspeito. 

A decisão não significa que a Interpol questiona o sistema judicial brasileiro. Mas aponta que precisaria avaliar cada caso antes de manter o nome do advogado na lista. “A Comissão nota que as garantias de acesso à Justiça, assim como os princípios tratamento igual diante da lei, imparcialidade do Judiciário e direitos fundamentais, como a defesa completa e contraditório estão de fato enraizados na Constituição Federal Brasileira e no sistema legal do país”. 

A agência, portanto, estabeleceu que os dados sobre Tacla Duran devem ser “deletados dos arquivos da Interpol”. A entidade também lembrou que a Justiça espanhola “não solicitou que um alerta seja mantido”. 

Atuação 
Tacla Duran vive na Espanha desde que os primeiros indícios de sua participação no esquema de corrupção da Petrobrás foram revelados pela Lava Jato. De acordo com as investigações, o advogado teria atuado como um operador da Odebrecht em repasses de propina no exterior. Primeiro, ele foi alvo de um mandado de prisão preventiva na 36ª fase da Lava Jato, deflagrada em novembro de 2016. À época, Tacla Duran já estava fora do País e não chegou a ser preso. 

Ele é réu em um processo que apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um esquema envolvendo obras de mais de R$ 1,8 bilhão do Consórcio Pipe-Rack, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). É réu ainda em outro processo, também desmembrado, que apura crimes de corrupção contra a Petrobras e a investigação envolvendo concessão e rodovias no Paraná. 

Pelas ações criminais, a 13ª Vara de Curitiba pediu a extradição de Tacla Duran para o Brasil, mas foi negado pela Espanha devido à dupla nacionalidade do advogado. Em 11 de abril deste ano, Moro decidiu pela transferência de parte deste processo para as autoridades espanholas, considerando previsão em tratado e a utilização de empresa constituída na Espanha para a prática dos crimes investigados. 

Procurada, a Interpol se recusou a comentar oficialmente o documento. A assessoria da Justiça Federal afirma que a prisão preventiva dele não foi revogada no Brasil. A assessoria disse que não iria comentar oficialmente o assunto envolvendo Moro nem a decisão da Interpol. 

O Ministério Público Federal declarou que a ordem de prisão preventiva contra Tacla Duran permanece vigente e válida. Em habeas corpus impetrado pelo foragido, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a ordem de prisão, reconhecendo a sua legalidade. “O Ministério Público Federal continua adotando todas as providências legais cabíveis para que ela seja respeitada e cumprida, inclusive no exterior."


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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A farsa chamada "Ranking dos Políticos"



Vocês conhecem um conto do vigário que tá aí na praça chamado Ranking dos Políticos? É um site que avalia a atuação dos parlamentares brasileiros e se apresenta como "totalmente independente". O site é bonito, as ferramentas são boas. Passa impressão de credibilidade.

O ranking se baseia nos "gastos, na assiduidade, na fidelidade partidária nos processos judiciais e na QUALIDADE LEGISLATIVA". É nesse último quesito onde está o pulo do gato. Quem define os critérios de qualidade é um conselho integrado por pessoas como Gustavo Franco, Daniel Minerbo (administrador que trabalhou para o Morgan Stanley em São Paulo "prospectando clientes de alta renda para investir na plataforma do banco em Nova York ou em Genebra"), Bernardo Wjuniski (um economista que é diretor na Medley Global Advisors, uma consultoria que pertence ao Financial Times).

Este é o conselho "totalmente independente".

Sabe quem faz parte do Conselho Estratégico? O independente Flávio Rocha (sim, ele mesmo) e os próprios criadores do ranking, Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder — ambos comandam a Multilaser, a empresa que doou tablets para a prefeitura de Doria.

A Multilaser, vejam só, é uma empresa filiada ao Lide, a empresa de lobby da família Doria. O presidente da empresa, Renato Feder, fez a maior doação para a campanha do tucano em 2016.

Os parlamentares que votaram contra o impeachment da Dilma, a PEC do teto dos gastos, a intervenção militar no RJ e a redução da maioridade penal perderam pontos no ranking. A Erundina, por exemplo, está em 505° no ranking.

Jair Messias Bolsonaro só tá mal no ranking por causa dos processos, porque se dependesse da QUALIDADE LEGISLATIVA ele estaria no topo. Mas ainda assim está muito melhor colocado que a Erundina, ficando em 204°.

A TV Cultura fez uma reportagem lamentável sobre o Ranking dos Políticos. Não fala quem está por trás do site e o trata como "um importante aliado ao eleitor".


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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

"Direitos" que o consumidor inventa e não existem


Direitos Ilusórios: enganos comuns sobre os direitos do consumidor

Por Carlos Rangel

Apesar da amplitude e boa redação do nosso Código de Defesa do Consumidor, e talvez por isso, alguns direitos são alegados por consumidores, sem que realmente existam. Outras vezes, até existem, contudo, não na forma imaginada ou pretendida. Entre alguns corriqueiros enganos, os mais comuns nas relações de consumo são os seguintes:

01- Direito de arrependimento: O direito de arrependimento estipulado no CDC é de sete dias, ocorre que, apenas para compras não físicas; ou seja, àquelas realizadas por telefone ou por sites da Internet, por exemplo. Nada impede que prazos, como este ou superiores existam nas compras físicas, mas, tais prazos terão que ser fruto de negociação com a loja ou veiculados em publicidades dessa mesma loja ou cadeia.

02- Devolução em dobro do valor: Quando há uma cobrança indevida, ao consumidor, o direito a receber em dobro o valor cobrado a mais. Vamos esmiuçar: esse valor corresponde ao dobro, somente do que foi cobrado a mais, ou seja, não corresponde a totalidade do valor pago multiplicado por dois. Esse é um dos equívocos mais recorrentes no mercado.

03- Erro latente: Os produtos que constem mais de um preço, devem ser respeitados, o menor deles. Mas, isso não é absoluto. Se houve falha na exposição, claramente equivocada, como a perda de uma casa decimal ou um valor absolutamente inacreditável, cinco vezes menor que a média, por exemplo, o consumidor não poderá, de má fé, querer se beneficiar a qualquer custo. De outro lado, não ocorrendo isso, ou, havendo suspeita das famosas “pegadinhas”, onde o preço da parcela aparece em evidência e o real preço em letras miúdas ou mascaradas, a coisa muda de figura. Cada caso concreto tem suas peculiaridades; o que não venha a ser resolvido administrativamente, caberá solução às autoridades judiciais ou órgãos de proteção ao consumidor, que sejam para tanto avocados.

04- Aceitação de cartão ou cheque: Nenhum estabelecimento, mesmo em 2018, é obrigado a aceitá-los. Pode trabalhar somente com “dinheiro vivo”. Apenas, cabe ao estabelecimento informar tal fato ao consumidor de forma prévia e ostensiva.

05- Troca de produtos: As trocas não são instantâneas, como se gostaria. O fornecedor tem respaldo no CDC, um prazo de 30 dias, para que o produto seja reparado (Art. 18, CDC). Caso, ultrapasse esse prazo e o acordo não seja cumprido ou se o produto continuar com vício, daí, é possível trocar por um produto novo ou pedir a devolução do valor. Estabelecimentos, às vezes, divulgam o seu próprio prazo divergindo do CDC, beneficiando o seu freguês, todavia, são políticas internas de cada empresa; não devendo ser usado como argumento legal pelo consumidor.

( Por Carlos Rangel / Fonte: www.folhape.com.br )


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sábado, 28 de julho de 2018

Goldman critica Doria. Por Jasson de Oliveira Andrade


Uma declaração de Doria (PSDB-SP), criticando as gestões tucanas em São Paulo, provocou revolta de Goldman. Em artigo à FOLHA, ele escreveu: “Difícil ver o que ocorre no PSDB de São Paulo sem e indignar com os caminhos que o partido tem trilhado”. Após elogiar o partido e seus governantes (FHC, Covas, Alckmin e Serra), ele critica o ex-prefeito: “De modo OPORTUNISTA, Doria critica gestões do partido”, concluindo: “Contudo, O SONHO AMEAÇA SE TRANSFORMAR EM PESADELO, Após a eleição em 2016 de João Doria, QUE NADA TEM A VER COM NOSSA HISTÓRIA E NOSSO PROGRAMA, para exercer o mandato de prefeito de São Paulo POR QUATRO ANOS. – mas com AMBIÇÕES SEM LIMITES E CONDUTA REPROVÁVEL --, o partido o apresenta como candidato a governador. (...) No entanto, o atual pré-candidato do PSDB à sucessão paulista faz sua pré-campanha como um VERDADEIRO CANDIDATO DE OPOSIÇÃO às administrações do PSDB. Em vez de orgulhoso com o nosso papel no estado, de ressaltar nosso legado, ele se apresenta crítico a diversas áreas da administração, procurando, DE MANEIRA OPORTUNISTA, SEM ESCRÚPULOS E SEM RESPEITO AO PARTIDO, capitalizar o sentimento generalizado de descontentamento com a política. (...) Com isso o PSDB de São Paulo, que sempre foi a alma e a espinha dorsal do partido, se APEQUENA em troca de uma eventual manutenção do poder e destrói tudo aquilo que se construiu em 30 anos de lutas e sacrifícios, ameaçando o futuro do partido que, ainda hoje, é esperança de uma vida política mais saudável em nosso país. (...) O último lance desse doloroso processo é mostrado pela resposta que deu o presidente estadual do partido ao meu pedido para usar da palavra na recente convenção estadual: “Vou falar com o João Doria, ele PAGA a convenção, É ELE QUEM MANDA” AONDE CHEGAMOS! (...) O que chama a atenção é a falta de vozes daqueles que viveram esse sonho mas, POR OPORTUNISMO OU COVARDIA, se omitem no repúdio ao caminho que vem sendo trilhado”.

Ao que parece, Doria criticou as administrações tucanas em São Paulo porque Alckmin e o PSDB estão apoiando o Vice (PSB), agora governador, e não ele, Doria! Sem comentário...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Artigo de Lula na FOLHA. Por Jasson de Oliveira Andrade


A FOLHA (19/7) publicou artigo de Lula, sob o título: “Afaste de mim este CALE-SE”. No texto ele escreve: “Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis [aumentava toda semana!] causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. (...) Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. PARECE QUE NÃO BASTOU ME PRENDER. QUEREM ME CALAR. (...) Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo E ATÉ ADVERSÁRIOS POLÍTICOS reconhecem o ABSURDO do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação ABSURDA em um fato político consumado, ME IMPEDINDO DE DISPUTAR AS ELEIÇÕES, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas. (...) Eu sou candidato porque NÃO COMETI NENHUM CRIME. Desafio os que me acusam a MOSTRAR PROVAS do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de APONTAR O QUE EU FIZ DE ERRADO? Por que falam em apartamento “ATRIBUÍDO” em vez de APRESENTAR PROVAS DE PROPRIEDADE DO APARTAMENTO DE GUARUJÁ, que era de uma empresa, DADO COMO GARANTIA BANCÁRIA? Vão impedir o curso da democracia no Brasil COM ABSURDOS COMO ESSE? (...) QUEREM ME DERROTAR? FAÇAM ISSO DE FORMA LIMPA, NAS URNAS. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram PROPOSTAS AUTORITÁRIAS de gente que defende a céu aberto assassinatos de seres humanos. (...) Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil JÁ TEVE DIAS MELHORES? Querem impedir que o povo brasileiro – de quem todo poder emana, segundo a Constituição – possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro? (...) PODEM ME PRENDER. PODEM TENTAR ME CALAR. MAS EU NÃO VOU MUDAR ESTA MINHA FÉ NOS BRASILEIROS, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos”.

Este é o desabafo de Lula. A sua prisão – já escrevi isto – é porque ele lidera as pesquisas. Se tivesse apenas 1%, como ocorre com o Meirelles (MDB), não seria condenado. Disto eu tenho absoluta certeza. Sabem que Lula é o preferido dos eleitores, como comprovam as pesquisas!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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terça-feira, 17 de julho de 2018

Falidos, quebrados, endividados, mas pelo menos nossa bandeira jamais será vermelha

Reportagem no jornalzinho popular paulistano "Agora SP" ( 15/07 ) intitulada "Brasileiros se perdem nos gastos com cartão de crédito".
Por aí vocês imaginam o tom da matéria: em resumo, o brasileiro não está sabendo usar o cartão de crédito, e cai na "armadilha do dinheiro fácil".
Especialistas dão dicas de como fugir dos perigos para não se endividar.
Numa parte do texto, mais abaixo na página, temos que "Comida e remédio lideram as compras", ou seja, o essencial está sendo comprado via CARTÃO DE CRÉDITO!
Portanto, obviamente algo vai muito mal e não é o "descontrole do brasileiro" ou sua ignorância em relação ao uso do crédito.
Isso é FALTA DE GRANA MESMO ( ou, como diz o texto, "orçamento apertado" ) até pro essencial.
Informa o diário: "...o brasileiro tem deixado de comprar bens duraveis no cartão e utilizado o crédito para pagar compras de supermercado e remédios (...) as despesas foram citadas por 63% e 47% dos consumidores, respectivamente" ( informações da pesquisa feita pelo SPC ).
Esse devia ser o destaque da matéria, e não dicas inúteis de educação financeira.
Mas sabe como é, não é bom falar em crise pra não fazer marola e nem esfregar na cara do leitor que, ao contrário do prometido, algo não tem dado certo depois do golpe.

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Bolsonaro é mau



O Bolsonaro é mau. E quem repete o que ele fala, também.

Um escritor israelense, Amos Oz, escreveu sobre a “bondade” e seu oposto, a “maldade” assim:

"Pessoalmente acredito que cada ser humano, em seu coração, sabe distinguir o bom do mau... Às vezes pode ser difícil definir o bem, mas o mal tem um odor incomparável: toda criança sabe o que é a dor. Portanto, cada vez que deliberadamente causamos ou permitimos a dor a outra pessoa, sabemos o que estamos fazendo. 
Estamos fazendo o mal."

As falas do Bolsonaro e seus seguidores causam dor, magoam e machucam quem ouve. São pensadas pra machucar.

Bolsonaro é mau.

Maurício de M. Salgado

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Lula e a Justiça. Por Jasson de Oliveira Andrade


Domingo, dia 5 de julho, tornou-se uma data histórica. O desembargador Favreto, substituto, concedeu Habeas Corpus para Lula, que foi, no mesmo dia, revogado por outro desembargador. Rodrigo Martins, em reportagem à CartaCapital, sob o título “Vale tudo judicial”, comentou esse vai e vem: “Lula livre, Lula preso. Lula livre, Lula preso. A tragicômica batalha de decisões judiciais travada domingo 8/7 é pedagógica em muitos aspectos. Primeiro, por expor um Judiciário cada vez mais dedicado À POLÍTICA e DIVORCIADO DO DIREITO.” Já o ex-ministro Aragão, observa: “Por telefone susta-se a ordem de um desembargador. Que justiça é essa?”.

Marcos Coimbra, em artigo à CartaCapital, sob o título “As consequências do vexame”, comenta: “Os acontecimentos do domingo passado [8/7] foram mais que um espetáculo lamentável oferecido pelo Judiciário. AS IDAS E VINDAS a respeito da libertação de Lula não serão esquecidas tão cedo pela opinião pública e podem haver contribuído para a definição da eleição de 2018. O Direito foi novamente pisoteado para prejudicar o ex-presidente e a pantomina encenada serviu para deixar claro que seus advogados e o desembargador plantonista estavam certos. Ou seja, que uma nova e grave injustiça estava sendo praticada contra Lula. (...) Só há uma conclusão a que uma pessoa comum poderá chegar a partir do que aconteceu: O JUDICIÁRIO NÃO PRETENDE FAZER JUSTIÇA COM LULA, QUER APENAS PRENDÊ-LO. É por comportamento como este que o Judiciário atravessa a sua mais grave crise de imagem desde a redemocratização. A maioria da sociedade perdeu confiança que DEPOSITAVA na instituição e em seus representantes. (...) A Lava Jato, que FOI APROVADA COM QUASE UNANIMIDADE, é hoje amplamente questionada. Segundo a Ipso, a maioria, de 55%, acha que ela “FAZ PERSEGUIÇÃO CONTRA LULA” e 51% avaliam que “NÃO MOSTROU QUE LULA É MAIS CORRUPTO QUE OS OUTROS POLÍTICOS”. A metade avalia que, “ATÉ AGORA, NADA SE PROVOU CONTRA LULA”. (...) A percepção popular de que há uma perseguição NÃO FUNDAMENTADA contra Lula está na origem de ele haver CRESCIDO nas pesquisas de intenção de voto e imagem do início de 2018 para cá. A cada passo na escalada, Lula melhorou e o PT fortaleceu-se. Ao mesmo tempo, diminuiu o antipetismo, que hoje se limita a cerca de 25% da opinião pública, depois de tradicionalmente estar no nível de 33% e de haver ultrapassado 40% entre 2015 e 2016.” Por essas pesquisas, o tiro saiu pela culatra!

A opinião de Luiz Gonzaga Belluzzo, em texto publicado na revista CartaCapital, é parecida a essa de Coimbra: “As TRAPALHADAS DO PRENDE-SOLTA, SOLTA-PRENDE, exibidas na TRF4, revelam um estágio avançado de DETERIORAÇÃO DO SISTEMA JUDICIÁRIO BRASILEIRO. Fascinados pelas cintilações midiáticas e capturado pela instantaneidade ESTÚPIDA das redes sociais, os agentes do Estado descuidam da devoção à lei. (A lei, ora a lei). Não foram de outra estirpe as manifestações dos juízes, procuradores e policiais da Lava Jato no EPISÓDIO GROTESCO DA LIBERTAÇÃO DE LULA”.

Na reportagem de Rodrigo Martins são publicadas três fotos. Na primeira, aparece o juiz Moro em conversa íntima com o senador Aécio Neves (PSDB-RJ), réu da Lava Jato. Na segunda, ele aparece com o Dória (PSDB-SP) e na terceira Moro se encontra com Rodrigo Maia (DEM-RJ), com a seguinte legenda: “ISENTÃO – Moro não se constrange em confraternizar com políticos e investigados. Imagine se o “petista” Fraveto tivesse uma conduta semelhante...” SEM COMENTÁRIO!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Ricos apóiam Bolsonaro porque ele não os confrontará nem afetará



Algumas pessoas parecem surpresas com o apoio da classe dominante a um palhaço truculento como o Bolsonaro.

“Mas como? Essa elite inclui mulheres, gays, ateus, gente que lê livros, que gosta de artes... como podem apoiar um boçal que surfa na onda da homofobia, do racismo, do ódio às mulheres, da escola sem partido, da censura, do obscurantismo?”

E a razão é simples: essa elite sabe que a Lei não é para ela.

Quando Bolsonaro diz que espancaria um casal gay se os visse se beijando, não se refere a casais gays de banqueiros.

A legislação pode até ficar pior quanto ao direito das mulheres decidirem se querem seguir com uma gravidez indesejada, mas isso não é problema para mulheres ricas, que sempre terão clínicas seguras para isso, ou poderão viajar para o exterior para fazer aborto.

Os museus brasileiros podem fechar: sempre haverá o Louvre e o Metropolitan.

As escolas públicas podem até vir a ensinar que a Terra é plana: os filhos dos ricos estão em boas escolas particulares ou na Suíça.

A elite pode continuar cheirando e se injetando, porque sabe que jamais será tratada como o menino pego com um baseado nas esquinas das periferias.

Foi assim também na Ditadura Militar e, basicamente, nos diversos regimes fascistas.


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Parcialidade e improbidade gritantes: situação de Moro é desesperadora

A CANDIDATURA LULA JOGOU NA CONTRADIÇÃO TODO O JUDICIARIO

O que aconteceu no ultimo domingo,já se transformou num fato historico, envolvendo e abalando um dos Poderes da Republica. Sem falar que acentuou a repercussão internacional sobre o caso. E o que ocorreu do meio dia ás 8 da noite,alem da evidente contradição, do tumulto, da estabanada participação de personagens inadequados, é consequencia de duas realidades. Inaceitaveis para alguns poderosos contrariados.

1- A constatação pelas pesquisas mais diversas, de que, candidato, o ex-presidente voltaria ao poder, seria novamente presidente. Pode se dizer que Lula hoje divide o país, arredondando, 50% a favor dele, 50% contra. ( Fora da politica, quem divide o país, na mesma proporção, é o Neymar). Tramaram então o que eu venho chamando ha meses, de conspiração perseguição judiciaria.

2- A decisão da Segunda Turma do STF, tambem acelerou os fatos do ultimo domingo. Os ministros libertaram varios personagens, inclusive José Dirceu, para avaliar se as condenações respeitavam os limites constitucionais. Era o penultimo dia antes do recesso, o proximo caso a ser examinado seria o de Lula, incluindo sua prisão. Ele seria libertado, mesmo que provisoriamente, sairia da prisão, entraria na campanha eleitoral. Constatado o fato, o ministro Fachin, relator permanente da Lava-Jato e membro da Segunda Turma, tomou providencias que não condizem com seu perfil. Pediu vista e recorreu para o plenario. Com isso, o exame foi jogado para o fim do recesso, só pode voltar no primeiro dia de agosto.

A defesa do ex-presidente não quis esperar tanto tempo, e desfechou o contra golpe. 

Conforme informei com exclusividade, os presidentes dos tribunais, são plantonistas natos. Do TRF4, é o desembargador Thompson Flores. Querendo gozar o recesso, credenciou o desembargador Rogerio Favreto, como plantonista designado. Portanto ele representava o presidente, mandou soltar o Lula, assinou o alvará de soltura, enviou para a PF, com a recomendação, IMEDIATAMENTE.

Começou então a pressão intimidação para que a policia não libertasse Lula. Se Favreto tinha competencia para praticar o ato que praticou, só depois se comprovaria. 

Mas determinar à policia que desobedecesse uma ordem superior, isso é inedito. O primeiro a entrar no circuito estouvadamente, foi o juiz Sergio Moro. Vai responder perante o CNJ ( Conselho Nacional de Justiça ) pelas irregularidades praticadas. São varias, todas graves.

1- Juiz não recorre, isso é função e obrigação do Ministerio Publico.
2- Estava de ferias, juiz em ferias, assiste, não participa.
3- Criticou o desembargador Federal, que está acima dele, e sem poder, anulou o ato do desembargador federal.
4- Favreto, confirmou pela segunda vez a libertação, intimou a PF a solta-lo. Recebeu a noticia de que o edificio da PF estava fechado e todo apagado, já era noite. Mas sua determinação de libertação,
continuava valendo.
5- O presidente Thompson Flores, que podia decidir, ficou constrangido e envergonhado, mandou procurar o relator do processo, Gebran Neto. Encontrado, determinou que "Lula continuasse preso".
6- O desembargador Favreto, como plantonista designado pelo presidente, na terceira vez, mandou soltar Lula, que assistia a tudo pela televisão.
7- Sua determinação mandando soltar Lula, continuava valendo, mas descumprida.
8- Finalmente, depois de 8 horas do país assistindo a tudo,assombrado com a degradação do judiciario, Thompson Flores resolveu decidir e encerrar a questão, pelo menos no domingo.
9-Thompson Flores desautorizou o plantonista designado por ele, e portanto o representava, e manteve Lula preso. Quer dizer, não votava contra o Lula e sim contra ele mesmo.

Sepulveda Pertence, advogado de Lula, condição circunstancial e eventual, tem no curriculo, citações mais importantes e permanentes. Foi ministro do STF e seu presidente, respeitadissimo, sempre citado como referencia. Declarou publicamente: "Durante 21 anos circulei no judiciario, inclusive presidindo o mais alto tribunal do país. Mas estou assombrado, nunca assisti nada parecido".

PS - A situação do juiz Moro é desesperadora. O CNJ tem que agir. Pode até reexaminar e anular sentenças assinadas por ele. Sua parcialidade e improbidade no merito, é gritante. Profissionalmente indefensavel.


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O acerto de Favreto



Fabio de Sa e Silva (*)

Há dois dias estou lendo textos e postagens tomando como um dado que "Favreto errou"


Fiquei me perguntando: errou mesmo?


HC é a classe processual na qual o juiz tem o maior grau de liberdade. Observando constrangimento ilegal, pode conceder a ordem até mesmo de ofício

Favreto identificou constrangimento ilegal na inércia da juíza da execução, que até hoje não apreciou pedido de Lula para poder dar entrevistas e participar de debates, uma vez que é pré-candidato à presidência da República

Portanto:

1) Nada há de "teratológico" em sua decisão (porque não trata de prisão após condenação de segunda instância);

2) Tampouco essa decisão contradiz súmula do CNJ que impede a reapreciação, em plantão, de questão já decidida (porque o constrangimento ilegal decorre exatamente de uma não-decisão);

3) É sem nenhuma procedência a pretensão do MPF de que a única instância competente para conhecer HCs em favor de Lula é o STJ. Em se tratando de um constrangimento ilegal provocado por omissão da juíza de execução, inegável que a competência é do TRF4; e

4) A questão sobre a pertinência de se conceder o HC em plantão pode ser levantada tanto contra como a favor de Favreto. Se não havia fato rigorosamente novo - há tempos se sabe que Lula é candidato -, Favreto não poderia ou deveria deixar a decisão do HC para o juiz natural, que assumiria o caso na segunda-feira? Digamos que sim. Mas ao se defrontar com uma ilegalidade (a não-decisão da juíza, não obstante a "notória" pré-candidatura), Favreto não poderia ou deveria agir? A resposta também deveria ser "sim".

Isso me leva ao mérito do HC, o qual envolve questão da mais elevada relevância constitucional: em que medida pode o Estado restringir direitos políticos de condenados criminalmente?

O texto da CF/1988 dá a resposta para isso, determinando o seguinte:

"Art. 15 - É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
(...)
"III - condenação criminal TRANSITADA EM JULGADO, enquanto durarem seus efeitos"

No caso de Lula, apesar de condenado, ainda assim ele mantém seus direitos políticos (de votar e ser votado). Isso porque a sentença (que, entre outras coisas, teria o efeito de suspender tais direitos), AINDA NÃO TRANSITOU EM JULGADO. Portanto, se Lula é "notoriamente" um pré-candidato à presidência da República, o Estado deveria respeitar essa condição e se abster de qualquer ato que a prejudicasse. ATENÇÃO, isso não é comunismo; é liberalismo do século XVIII

Mas o sujeito pode ser candidato e preso?

Pois é. Como sabemos, Lula só está preso porque:

1) Em 2016, no contexto da lavajato, o STF modificou casuisticamente sua jurisprudência em relação à possibilidade de prisão antes do trânsito em julgado; e

2) Fachin e Carmen Lúcia manobraram para manter tal "status quo" no julgamento do HC de Lula, quando a composição do Tribunal, alterada em relação a 2016, já não mais confirmaria aquele giro interpretativo

Se o STF tivesse honrado o que está literalmente escrito na CF/1988 - ou seja, o fato de que não se pode, como regra, começar a cumprir pena privativa de liberdade até o trânsito em julgado -, não teríamos esse problema. Lula poderia fazer sua campanha, mesmo condenado, e caberia ao eleitorado decidir se ele merece ou não se tornar novamente o presidente. Aliás, naquela votação, Juízes como Marco Aurelio e Celso de Mello insistiram quanto ao fato de que o instituto do "trânsito em julgado" tem várias implicações no direito, as quais não estavam sendo adequadamente levadas em conta pelo plenário

Mas e a ficha-limpa, não constitui um impedimento a uma candidatura de Lula?

Em princípio sim, mas há mais de 100 candidatos condenados em 2a instância que obtiveram no TSE autorização para se manterem candidatos. Teríamos que ver o que o TSE diria em relação à candidatura de Lula para só então afastá-lo do pleito. Até lá, ele poderia e pode ser candidato (isso também é liberalismo do século XVIII)

Por tudo isso, quero abrir divergência das leituras que estão correndo, e dizer que, no quadro em que operou, Favreto proferiu uma decisão bastante razoável. Talvez não precisasse mandar "soltar"; poderia ter concedido um alvará "autorizando a participação em entrevistas e debates sob o compromisso de se apresentar ao juízo da execução 24h depois". Na prática, o resultado disso seria muito parecido com o de uma soltura, pois não faltariam convites para entrevistas e debates com Lula daqui até as eleições

Mas por que até agora ninguém ousou falar isso? Por que parece haver um consenso de que Favreto "errou"?

Há duas prováveis razões. A primeira é a tentativa de diminuir o peso dos ERROS, aí sem aspas e em caixa alta, que vieram depois, por parte de Moro, Gebran, e do próprio Thompson Flores. A segunda é a intenção de criminalizar o próprio Favreto, contra quem já pesam oito representações no CNJ. "Se errou, tem que pagar"

Uma dessas representações, a propósito, registra que "a quebra da unidade do direito, sem a adequada fundamentação, redunda em ativismo judicial pernicioso e arbitrário"

O texto caberia mais ao STF, que, ao ignorar a CF/1988 para prender Lula "quebrou a unidade do direito", que a Favreto, que, premido por muitos limites, inclusive os da condição de ex-filiado ao PT, ousou juntar os cacos

(*) Professor Assistente de Estudos Internacionais e Professor Wick Cary de Estudos Brasileiros, Universidade de Oklahoma


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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Nova crise no Governo: Ministério do Trabalho. Por Jasson de Oliveira Andrade


Mais uma vez o Ministério do Trabalho causa crise no Governo. O ESTADÃO publicou a cronologia dela: “TURBULÊNCIAS NO MINISTÉRIO – 27 de dezembro de 2017 – DEMISSÃO – O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB), pede demissão – ele diz que pretende se candidatar nas eleições – 3 de janeiro – INDICAÇÃO - Presidente do PTB, Roberto Jefferson indica a filha (sic), Cristiane Brasil (PTB-RJ), para o Trabalho. Temer aceita. 8 de janeiro – NOMEAÇÃO SUSPENSA – Um dia antes da posse de Cristiane – alvo de ações trabalhistas – a Justiça Federal suspende a nomeação. 18 de janeiro – POSSE – Vice-presidente do TF, Humberto Martins libera a posse de Cristiane na pasta. 21 de janeiro – SUPREMO – Novamente na véspera, Cristiane é impedida de assumir o cargo por decisão da presidente do STF, Carmem Lúcia – DESISTÊNCIA – Temer desiste de nomear Cristiane. Helton Yomura é efetivado ministro. 30 de maio – REGISTRO ESPÚRIO – Ministério é alvo da operação que apura fraudes na concessão de registro sindical.”

No mesmo jornal e na mesma data, essa notícia: “Ministro do Trabalho pede demissão após ser afastado”. Na reportagem consta: “A terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada ontem (5/7) e que investiga suspeita de fraudes e CORRUPÇÃO no processo de registro sindicais, ATINGIU O ALTO ESCALÃO DO GOVERNO FEDERAL e levou à saída do ministro do Trabalho, Helton Yomura. O titular da pasta pediu demissão após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o seu afastamento do cargo. A Polícia Federal envolveu na investigação o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), UM DOS PRINCIPAIS ASSESSORES DO PRESIDENTE MICHEL TEMER. (...) No total, os agentes federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão e três prisão temporária em Brasília e no Rio. Além de Bernardo, foram presos o superintendente da pasta no Rio, Adriano José Lima, e Jonas Antunes de Lima, ASSESSOR DO DEPUTADO FEDERAL NELSON MARQUEZELLI (PTB-SP) – O PETEBISTA TAMBÉM FOI ALVO DE BUSCA E APREENSÃO EM SEU GABITE NA CÂMARA” [Marquezelli é de Pirassununga e foi bem votado em Mogi Guaçu].

A Coluna do ESTADÃO (8/7) fez essa revelação: “GATO ESCALDADO – O Planalto decidiu nomear RAPIDAMENTE Eliseu Padilha como ministro interino do Trabalho para evitar que a CRISE gerada pela terceira fase da Operação Registo Espúrio se estendesse. Aprendeu a lição após a NOVELA da indicação de Cristiane Brasil.” Em outra notícia, a COLUNA informa: “NORMALIDADE APARENTE – A situação do ministro Carlos Marun (articulação política) preocupa o governo. Embora o Supremo tenha negado pedido de busca e apreensão em endereços dele, chegou a informação de que há muitos elementos que podem abatê-lo. Há preocupação com delações premiadas ( Será? Duvido! )

De crise em crise, o governo Temer está em situação difícil. Embora, como revelou a COLUNA DO ESTADÃO, desta vez tomou medida urgente, com a nomeação do ministro Eliseu Padilha, mesmo assim, a situação de seu governo é preocupante. Ele chegará até 1º de janeiro? Pode ser que SIM, mas não há quem garanta que ele chegará até lá. A CONFERIR!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Aloízio Mercadante, em Nota Pública: Cadê a notícia da minha absolvição?



Nota pública do ex-ministro Aloizio Mercadante

“Quem vai, agora, reparar os meus direitos e os de tantos outros?”

Por alguns dias, esperei que houvesse algum tipo de vazamento seletivo e que fosse publicada pela imprensa a notícia de que o juiz eleitoral Dr. Francisco Carlos Inouye Shintate acatou o pedido do promotor de justiça eleitoral do Ministério Público do Estado de São Paulo Dr. Luiz Henrique Cardoso Dal Pos e determinou o arquivamento do inquérito policial que havia sido instaurado para apurar as alegações feitas pelo Sr. Ricardo Pessoa, em sua delação premiada, de que existiria um suposto esquema de caixa 2, na minha campanha para o governo de São Paulo de 2010, o que não aconteceu.

Em sua promoção de arquivamento, que segue o mesmo entendimento do delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, o promotor afirmou “cruzamos os dados e não foi possível obter provas que sustentassem o que foi dito na delação”, atestando minha total inocência e confirmando aquilo que sempre defendi publicamente desde o primeiro momento, ou seja, de que as doações realizadas pelas empresas de Ricardo Pessoa para a minha campanha, em 2010, foram declaradas integralmente nas prestações de contas, que já tinham sido aprovadas pela Justiça Eleitoral.

O restabelecimento da verdade dos fatos dentro do processo jurídico, contudo, não repara de forma definitiva todo o dano que o vazamento seletivo, continuado e irresponsável dessa delação causou à minha imagem pública. Tampouco apaga o expediente denuncista e espetacularizado com que o tema foi tratado por parte significativa da imprensa.

Na ocasião do vazamento, quando eu ocupava o cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, no afã de enfraquecer o governo da então presidenta Dilma e de criminalizar o PT, parte da imprensa chegou a noticiar, sem a devida e necessária apuração jornalística e apesar de todas as minhas afirmações em contrário, que a investigação dessa delação ocorreria no âmbito da Operação Lava Jato. Esse erro jornalístico confundiu de forma deliberada a opinião pública ao misturar uma falsa denúncia, que envolvia um suposto crime eleitoral, com os desvios de recursos da Petrobras. Pois bem, aí estão os fatos e como sempre afirmei: nunca fui e não sou investigado pela Operação Lava Jato.

É inacreditável que a palavra e as falsas acusações de um delator confesso, chegadas ao grande público por meio de um viés seletivo, tenham gozado de maior credibilidade e tenham merecido maior espaço na imprensa do que a minha, que jamais fui réu em toda a minha vida pública. Mesmo tendo apresentado imediatamente os recibos referentes aos R$ 500 mil, arrecadados de forma legal e devidamente declarados na prestação de contas da minha campanha eleitoral de 2010, não tive qualquer direito de defesa em alguns importantes veículos de imprensa.

Os recibos dos R$ 500 mil são a prova cabal de que a acusação era insustentável, uma vez que são no mesmo valor que o delator afirmou ter doado para a minha campanha, sendo, na versão dele, R$ 250 mil de forma legal e outros R$ 250 mil mediante recursos não contabilizados.

Os meus 45 anos de militância e de vida pública, sendo quase 26 deles ocupando cargos públicos sem ter sido réu em qualquer processo, foram totalmente desconsiderados em detrimento de uma denúncia descabida, infundada e sem provas. Todas as testemunhas ouvidas no inquérito, inclusive o próprio sócio, diretores e vários funcionários das empresas de Ricardo Pessoa me inocentaram completamente. Quem vai, agora, reparar todo o dano causado por essa ilação e seu respectivo vazamento?

Essa lamentável e sofrida experiência me leva a propor ajustes indispensáveis na legislação das delações premiadas. A primeira é que a delação, ou parte da delação, só pode ser considerada válida após a apresentação de provas mínimas que sustentem as afirmações.

Parece que a própria Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal começam a mudar os procedimentos nessa direção. Entretanto, essas exigências deveriam estar claramente definidas em lei. Não podemos assistir passivamente à flexibilização da justiça, à fragilização dos mecanismos de defesa e ao atropelo dos prazos e procedimentos do devido processo legal em busca de um suposto apoio popular pelo linchamento moral dos políticos, especialmente da esquerda e do PT.

Seria fundamental que uma nova legislação definisse medidas protetivas das empresas investigadas e dos empregos dos respectivos trabalhadores, punindo com rigor gestores e proprietários comprovadamente envolvidos em práticas ilícitas. As empresas são uma riqueza social e não podem continuar a ser destruídas como estão sendo, com centenas de milhares de trabalhadores desempregados.

Uma outra dimensão importante é em relação ao comportamento da imprensa frente a todo esse processo. A liberdade de imprensa e de expressão, a pluralidade do pensamento e o acesso a fontes de informações diversificadas e independentes constituem-se como pilares fundamentais para o pleno exercício da democracia e da própria cidadania. É claro que as pessoas públicas estão sujeitas a constantes avaliações, críticas e cobranças da sociedade em razão de seus atos e é papel inerente dos meios de comunicação o controle social da política.

Entretanto, é preciso reverter essa onda de denuncismo e de espetacularização da notícia, que atingiu parte significativa da imprensa, baseada apenas na divulgação irresponsável de delações sem provas de criminosos confessos, que são capazes de tudo para se livrarem do rigor da lei. Os ajustes na legislação que ampara as delações deveriam definir também o direito de resposta, com o mesmo espaço e destaque no noticiário, dos efetivos produzidos por matérias divulgadas com base apenas em delação, ou em delações, porque somente delações cruzadas também não são suficientes, quando essas não são comprovadas.

O desacreditado Congresso Nacional precisa reagir e cumprir seu papel constitucional de contribuir para as investigações contra todos os crimes, incluindo o grave crime de corrupção. Mas não pode abdicar de sua função primordial no estado democrático de direito: a defesa dos princípios constitucionais, do devido processo legal, das prerrogativas, dos direitos e das garantias individuais. A legislação que ampara as delações precisa de ajustes urgentes e fundamentais.

A continuidade desse estado de exceção seletivo, fortemente policialesco e que criminaliza de forma irresponsável a política, especialmente por meio do assassinato de reputações pela imprensa, com a divulgação de mentiras, calúnias e difamações sem qualquer possibilidade de defesa, constitui-se como uma ameaça real ao estado democrático e de direito. Por isso, princípios fundamentais do jornalismo, como a checagem das informações, a apuração correta dos fatos e o direito efetivo de resposta, precisam retornar à pauta da imprensa nacional imediatamente.

Diante de todo o exposto e da constatação irrefutável da minha completa e inequívoca inocência, reconhecida, inclusive, por todos os órgãos de controle e de investigação e pela justiça, eu pergunto: quem vai, agora, reparar os meus direitos e os de tantos outros?


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O ódio da classe dominante e a benvinda e merecida falência da Editora Abril

Uma frase de autoria incerta, que circulou pela internet, diz que a classe dominante não tem ódio. O que ela tem são interesses. O ódio ela terceiriza.

A frase é interessante. Mas talvez ela superestime a racionalidade da classe dominante. Por vezes, seu ódio supera seus interesses.

Penso num caso. Meu pai trabalhou por muitos anos em Bloch Editores. Na época, Bloch contava com uma publicação de grande sucesso – a revista Manchete, que ocupara o espaço que antes fora da mítica revista O Cruzeiro. Mas era um formato, a revista ilustrada, que estava em irremediável curva descendente, devido a fatores como a difusão da televisão em cores.

A grande editora do Brasil não era Bloch. Era Abril. Em quase todos os segmentos, Abril liderava e Bloch ficava atrás. Jornalismo econômico: Tendência (Bloch) atrás de Exame (Abril). Revista “feminina”: Desfile (Bloch) atrás de Cláudia (Abril). Revista de mulher pelada: Ele Ela (Bloch) atrás de Revista do Homem, depois Playboy (Abril). Revista infantil: Bloquinho e Recreio. Revista de fofocas: Amiga e Contigo. Fotonovelas: Sétimo Céu e Capricho. Etcétera.

Tá certo, Bloch tinha uma revista sólida de puericultura, Pais & Filhos. Mas a Abril corria sozinha no jornalismo esportivo, com a Placar. Tinha os gibis (Disney e Turma da Mônica), verdadeiras minas de ouro.

E tinha a joia da coroa, a revista Veja. Bloch nunca conseguiu firmar uma revista semanal de informação geral. Tentou, durante um curto período de tempo, transformando a Fatos & Fotos (uma espécie de Manchete mais magrinha) na revista Fatos, mas não pegou.

Bloch decaiu no final do século passado e acabou falindo, em grande medida pelo investimento desastrado na TV Manchete. Abril ia de vento em popa. Veja tirava mais de um milhão de exemplares por semana. O boom do mercado de revistas fez com que seus títulos se multiplicassem. O espaço que era de Manchete nos consultórios dentários e salões de beleza foi ocupado pela Caras, que no início era da Abril.

E hoje Abril é uma pálida sombra do que foi. Fechou ou vendeu a maior parte dos seus títulos. Anuncia mais uma retração para breve. Seu próximo passo, ninguém duvida, é a falência.

Muitos fatores contribuem para esta débâcle, a começar pelas dificuldades vividas pelos meios impressos no novo mundo digital. Mas um deles, acredito, é o ódio. O ódio de classe que fez com que a editora recusasse qualquer coisa parecida com jornalismo e transformasse seu principal veículo no arauto de uma seita, desprovido de credibilidade e desinteressado de obtê-la. Uma das maiores revistas de informação do mundo, que (mesmo sem nunca ter sido isenta ou confiável) era leitura obrigatória no Brasil, transformou-se num pasquim risível e irrelevante, sem que a direção da empresa esboçasse qualquer reação; pelo contrário, sempre preferiu aprofundar sua opção pelo apostolado antipetista.

Agora a Abril morre e ninguém chora por ela.

LUIS FELIPE MIGUEL, no Facebook


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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Porto de Santos poderá causar a prisão de Temer em janeiro? Por Jasson de Oliveira Andrade


Em diversos artigos que escrevi, afirmei que o inquérito do Porto de Santos seria um problema grave para o presidente Temer a partir de 1º de janeiro de 2019.

Essa também é a opinião de Leandro Colon, Diretor da Sucursal da FOLHA em Brasília. Em artigo a esse jornal, sob o título: “A CONTA DE TEMER COM A JUSTIÇA CHEGA EM JANEIRO”, ele escreveu: “O pedido da Polícia Federal ao STF para prorrogar por 60 dias o inquérito dos portos pode ser celebrado por Michel Temer e ao mesmo tempo virar um motivo de preocupação para o presidente. (...) Se o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo, deferir o novo prazo no Supremo, a investigação deve acabar no começo de setembro. (...) A partir daí, a depender da conclusão policial, caberá à Procuradoria-Geral da República decidir se denuncia ou não Temer pela terceira vez. (...) O estilo adotado até agora pela chefe da PGR, Raquel Dodge, permite PREVER que ela não faria uma acusação contra o presidente da República durante a campanha eleitoral. (...) Uma denúncia dará aos aliados do Planalto o argumento fácil de que a PGR pretende influenciar na corrida presidencial – APESAR DO PROTAGONISMO IRRELEVANTE QUE O EMEDIBISTA TERÁ NO PALANQUE ATÉ OUTUBRO. (...) E mesmo que haja acusação da Procuradoria, entre setembro e outubro ou após a eleição, hoje parece remota a chance de o Congresso levá-la adiante afastando o presidente. (...) Não há interesse da classe política em tirá-lo do cargo com poucos meses para o fim de seu governo, POR MAIS FRACO E IMPOPULAR QUE SEJA. (...) O REFRESCO A TEMER PARA POR AÍ. A continuidade das investigações da PF manterá exposta a sangria ética do emedebista pelos próximos meses e a devassa nas relações com o amigo e coronel João Baptista Lima Filho. (...) Ao pedir a prorrogação do inquérito, o delegado Cleyber Malta Lopes afirma que a estrutura empresarial do coronel SERVIU A INTERESSES PRIVADOS E PÚBLICOS DO PRESIDENTE. (...) Ele explora as contradições NA REFORMA FEITA NA CASA DE MARISTELA, FILHA DE TEMER, e bancada, segundo as investigações, com DINHEIRO VIVO QUE SAIU DOS COFRES DE UMA EMPRESA DE LIMA, a Argeplan. A versão de Maristela FICA CADA VEZ MAIS FRÁGIL PERANTE ELEMENTOS COLHIDOS PELA PF. (...) Temer deve escapar de um julgamento político no segundo semestre, MAS DIFICILMENTE FUGIRÁ DE UM ACERTO DE CONTAS COM A JUSTIÇA A PARTIR DE 1º DE JANEIRO, quando deixa o cargo”. Será? Acredito que sim! A CONFERIR...

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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sábado, 30 de junho de 2018

Os fanáticos acusadores de Lula



Defender Lula não é um ato de fanatismo. Há boas razões para entender que o processo condenatório contra Lula não conseguiu, ao fim e ao cabo, demonstrar a sua culpabilidade. Muitos juristas renomados de diversas nacionalidades se pronunciaram nesse sentido. E o cidadão comum, aspectos jurídicos à parte, é capaz de perceber, pelo raciocínio puro e simples, que essa condenação não respeitou minimamente os direitos e garantias fundamentais inerentes ao Estado democrático de direito.

O filósofo francês René Descartes afirmou que o bom senso (razão) é a coisa mais bem distribuída entre os seres humanos. Todos o possuímos em igual medida. É claro que as paixões muitas vezes podem cegar as razões. E as paixões estão presentes na vida política. Mas as paixões em si mesmas não são suficientes para disseminar o fanatismo entre as pessoas. É possível defender uma concepção política com paixão sem que isso implique irracionalidade e fanatismo.

Se aceitarmos a afirmação de Descartes, podemos avançar na hipótese de que grande parte da defesa de Lula repousa simplesmente no bom senso. Acredito sinceramente que esse seja o caso. Quando Aécio Neves foi flagrado em gravação que o incriminava gravemente, sua popularidade virou pó. O homem que teve mais de 50 milhões de votos em 2014 havia morrido politicamente. Por quê? Bom senso. As pessoas de um modo geral possuem um senso de justiça que ultrapassa suas preferências políticas.

Com Lula ocorreu o oposto. Nem mesmo uma condenação abalou sua popularidade. Por quê? Em grande parte devido ao senso de justiça das pessoas e não ao fanatismo, pois havia e há boas razões para sustentar a inocência de Lula. Muitos que o defendem sequer são seus eleitores. São pessoas que se sentem no dever de defender a democracia e cujo senso de justiça ultrapassa seus interesses individuais.

E quanto aos seus acusadores? No caso dos seus adversários políticos, existe uma racionalidade instrumental em acusá-lo pois há óbvios ganhos políticos com a prisão de Lula e com seu afastamento da disputa presidencial em 2018. Embora questionáveis do ponto de vista da moralidade, não se pode dizer que são irracionais. E o resto da população que quer a prisão de Lula a despeito de provas ou de boas razões? Quanto a esses que defendem a prisão pela prisão, sem oferecer nenhuma argumentação razoável, só podemos concluir que são eles os verdadeiros fanáticos, pois desistiram da própria razão.

ULISSES FERRAZ, no Facebook

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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Com revólver, marginal eleitor de Jair Bolsonaro ameaça e agride homem no Rio de Janeiro


Ontem a noite, depois do jogo do Brasil, estava no carro, banco do passageiro, por volta de meia noite, quando estavamos no semáforo da Rui Barbosa, quase esquina com a Antônio Sales, e um carro parado no sinal que estava vermelho. Dps de uns 15 segundos do sinal aberto buzinamos... Saiu um sujeito armado, dizendo que ia atirar, mandando sair do carro. Eu sai e pedi calma a ele, tentei acalma-lo, percebi que eles estava completamente alterado! Ele me agrediu verbalmente e em seguida me deu uma coronhada com sua arma em meu rosto, rasgando meu nariz! Levei 8 pontos no nariz e 1 na boca. Estava com uma mulher que estava completamente constrangida e desesperada com a atitude dele, suspeito eu, inclusive, que ela estava sendo agredida por ele dentro do carro. Parecia ser policial, mas agiu como um marginal ao fazer isso! Não vou me vitimar, quero usar esse incidente para alertar nossa sociedade, nosso povo! Sempre soube do das agressões que boa parte da nossa gente sofre por esse tipo de marginal, agressor medíocre, principalmente nossa juventude da periferia! Antes, e sempre fui solidário, hj passei a ser vítima e por muita sorte não virei um dado numérico. Não conseguir placa, nem bater foto, pois foi muito rápido e chocante. Irei atrás de filmagens para identificar esse agressor. Não podemos permitir esse tipo de acontecimento! Quem mais será vítima?

Peço aos amigos que compartilhem e possam ajudar a identificar esse sujeito de alguma forma. Irei tentar todas as ferramentas para acha-ló. Siena cor de ouro com dois adesivos do Bolsonaro no vidro foi a única coisa que consegui, devido ao pânico da situação, identificar!

O ódio não pode ser tolerado! A intolerância e a violência tbm não! Não quero o mal desse agressor, apenas justiça e que ele jamais possa fazer isso com outra pessoa!

ROBERTO VIANA JÚNIOR, no Facebook

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sábado, 23 de junho de 2018

CRÔNICAS DE UM IMPAÍS: Bolsoratos continuam assassinando o garoto Marcus Vinícius



Um garoto de 14 anos foi fuzilado enquanto ia para a escola, por um veiculo policial ( segundo testemunhas ).

Não bastasse sua morte, logo em seguida pessoas absolutamente horrendas ( que podem estar na minha ou na sua familia ) passaram a compartilhar "informações", ou seja, FAKE NEWS, acusando o INOCENTE MORTO de estar de alguma forma ligado ao tráfico (*).

Para justificar o assassinato.

Um garoto comum.

O mesmo modus operandi praticado no caso da vereadora Marielle.

Essas pessoas horrendas ( e robots ) são aquelas que, em sua imensa maioria, declaram voto a Bolsonaro, ou dedicam seu tempo e esforço a tornar isso aqui uma ditadura de extrema-direita.

Isso não é um mundo a parte, onde basta a gente ignorar e dizer que é coisa de política.

Não é.

É a SUA E A NOSSA SOCIEDADE.

É coisa prática.

É nosso cotidiano.

Tem aplicação, não é teoria.

Trata-se de algo mais cultural que politico, e que se manifestará na politica.

Alias, Bolsonaro é um que se vale dessa cultura ou forma de pensamento e mobilização para ganhar politicamente.

Repito: não é um mundo à parte.

Não dá pra simplesmente ignorar e tocar a vida.

Pois a vida está imbricada nisso.

É isso ou isso.

Bolha é só na Internet.

Na vida real, a vida te encontra uma hora ou outra.

PS: Que fique claro: apesar de ser o "gancho", essa reflexão não se refere apenas e especificamente ao indecoroso assassinato do menino pela policia e nem apenas sobre as fake news usadas contra ele. Isso é apenas um dos aspectos de um quadro muito mais amplo, e que envolve igualmente as mesmas pessoas horrendas a que me referi.

(*) Inclusive uma policial, "Sargento Etienne", flagrada no Facebook compartilhando a fake news sobre Marcus Vinícius, cometeu um pedido de "desculpas" tão arrogante, falso e insincero, que era melhor ter ficado calada.

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Prisão de ex-secretário abalou candidatura de Alckmin. Por Jasson de Oliveira Andrade



A candidatura de Alckmin (PSDB-SP) nunca esteve tão ruim como agora nas eleições de 2018. Nem mesmo quando foi derrotado por Lula, obtendo uma votação menor no segundo Turno do que do Primeiro, fato inédito no Brasil. Se não estava boa, sua candidatura foi abalada com a prisão do ex-Secretário, Laurence Casagrande. É o que vamos ver a seguir.

O ESTADÃO assim noticiou a prisão: “O ex-governador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin defendeu ontem [21/6] as investigações envolvendo obras do Rodoanel em São Paulo. Questionado sobre a prisão de seu ex-ecretário Laurence Casagrande, o ex-governador disse ter ficado “surpreso”. “Claro que fiquei surpreso (com a prisão). A gente não deve se precipitar, tirar conclusões. Vamos aguardar, até para não cometer injustiça”, declarou.” Adiante afirmou: “O ex-governado ainda minimizou o efeito em sua campanha eleitoral. Para ele, o impacto será ”NENHUM”.  Não é o que pensa a jornalista Vera Rosa. Em artigo no ESTADÃO, sob o título “UMA PEDRA NO CAMINHO DA CAMPANHA TUCANA”, ela analisou a prisão: “No momento em que Geraldo Alckkin (PSDB) busca apoio para ALAVANCAR sua candidatura à Presidência, a prisão de Laurence Casagrande, ex-secretário de Logística e Transporte de São Paulo, reforça o discurso de partidos que já queriam pular fora do barco tucano. (...) Estagnado nas pesquisas,  o tucano ainda não conseguiu ALARGAR o leque de aliados. (...) Em café com dirigentes do DEM, na casa do deputado Mendonça Filho, Alckmin ouviu DÚVIDAS SOBRE SUAS REAIS CHANCES DE CHEGAR AO SEGUNDO TURNO DA DISPUTA. Apesar das divergências, integrantes do bloco formado por DEM, PP, PRB, Solidariedade e PSC parecem mais inclinados a APOIAR Ciro Gomes (PDT).  Com esse cenário, qualquer fato que possa RESPINGAR em Alckmin vira uma pedra no caminho. Quando as investigações atingiam o ex-diretor da Dersa Paulo Viera, o tucano dizia que nada havia ocorrido em seu governo [Paulo Vieira foi nomeado por Serra, quando governador]. LAURENCE, PORÉM, FOI NOMEADO NA GESTÃO ALCKMIN”. Já a FOLHA revelou: “Aliados de Alckmin temem DELAÇÃO de ex-secretário de SP preso”. Será? Em caso positivo, o que está mal, iria piorar muitíssimo! Vamos esperar.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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