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segunda-feira, 27 de março de 2017

Acham que só os Simpsons adivinham o futuro?


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Desenho animado mostrava o momento em que, no futuro, o Pato da FIESP revelaria sua verdadeira e sombria face a um brasileiro inocente, burro e besta.


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domingo, 26 de março de 2017

MICARETAS DO MBL FRACASSAM Apesar disso, os raros coxinhas que compareceram merecem elogios


Aquele vídeo de Sério Moro era justamente para ajudar o MBL na convocação para hoje.

Mas Moro não é bobo e sabia que a pauta principal era a destruição dos direitos trabalhistas e previdenciários dos brasileiros.

Dessa forma, se essa tese estiver correta, ele emprestou sua imagem e "prestígio" pra esta causa e, se o fez, foi de forma absolutamente consciente.

Portanto, ele estaria deliberadamente ajudando a destruir os direitos trabalhistas e previdenciários dos brasileiros.

Lava-Jato, foro privilegiado e fim da corrupção eram mero pretexto.

E Moro emprestou sua imagem para essa finalidade.

Finalmente, chega o grande dia.

Esperavam a presença de milhões de Moros nas ruas do país mas, no fim, só compareceram alguns milhares de morons.

E foi o que muitos esperavam: um completo fiasco.

Nem o Pato da FIESP compareceu. Não teve almoço com fillet mignon.

Afinal, o golpe já foi dado mesmo e a agenda golpista avança.

Ainda que tenham se tornado a chacota desse domingo, os milhares de morons que apareceram nos coxinhaços convocados pelo MBL pró-Temer e pró-escravidão merecem elogios pela coragem.

Aqui, um instantâneo de alguns deles, a chamada "turma do deixa disso", ou melhor, "turma do DEIXA ISSO".

Tá bom. Está deixado. Façam bom proveito. Vocês merecem.



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FALSIFICAÇÃO DESCARADA No Twitter, Folha usa imagem de 2016 para maquiar fracasso de micareta pró-escravidão programada pelo MBL



Não que a gente não soubesse disso, mas Leonardo Stoppa deu a letra de forma categórica: essa manifestação, uma verdadeira ARMADILHA, convocada pelos estelionatários do MBL, não tinha nada a ver com corrupção e Lava-Jato. 

O objetivo era ajuntar multidões, sob esse suposto pretexto, para dar à imprensa imagens grandiloquentes que dessem a entender que os brasileiros são favoráveis à pauta destruidora de seus próprios direitos trabalhistas e previdenciários. Vejam o vídeo:



Mas hoje, pelo andar da carruagem, nem mesmo o vídeo do Moro, que tinha o CLARO E EVIDENTE PROPÓSITO de convocar as vítimas a comparecerem em sua própria cerimônia de execução deu resultado.

À hora do dia em que escrevo isto ( são 17:36 hs ) , as noticias e comentários correntes dão conta de que essas manifestações foram um retumbante fracasso. Provavelmente, dessa vez não teremos aquelas imagens de patrões conduzindo coercitivamente seus funcionarios para participarem destas micaretas do MBL que, repito, são pró-terceirização e pela destruição da Previdência e nada a ver com Lava-Jato. É bom frisar: Moro participou disto. Nem ele deve ter acreditado que a pauta era a Lava-Jato.

FOLHA FALSIFICA ( 1 ): O RETORNO DO DOMÍNIO DO FATO

Em manchete recente, a suposta delação de Marcelo Odebrech, onde ele teria dito que Dilma "sabia" de um caixa 2 na eleição de 2014.

Mas, no corpo da noticia, essa informação é sutilmente desmentida ( ver imagem abaixo ).

Dilma sabia, mas não sabia? Ou melhor, não sabia mas sabia? Digo, tinha que saber, ora. Presidente sabe de tudo, como diria FHC. Ou melhor, ele disse que presidente não tem como saber de tudo. Ai, que confusão!


FOLHA FALSIFICA ( 2 ): DANDO AQUELA FORCINHA PROS PARÇAS DO MBL

Depois de ter falsificado um suposto conhecimento de Dilma sobre um suposto caixa 2 na campanha de 2014, nada mais natural que a Folha praticasse mais falsificações.

Assim, ao entrar no Twitter, um incauto e ingênuo internauta se depararia com a noticia sobre as micaretas de hoje do MBL.

Que, segundo consta, foram e estão sendo um fracasso.

Mas não foi por falta de apoio, não.

A indigitada Folha deu uma forcinha, logo cedo, pra ver se alavancava a presença de público. Pois, se soubessem da Paulista completamente vazia, isso desestimularia os "patriotas".

O jeito foi...botar uma foto de manifestação do ano passado:

Ao ler esse tuite, eu perguntei à Folha de quando era a foto. Diante do silêncio, dei uma pesquisadinha fácil e rápida no Google e encontrei a mesma foto, em noticia de 13 de março de 2016:


Aliás, se eu tivesse consultado o Twitter do jornalista Pablo Villaça, nem precisaria ter tido o trabalho: "Pablo Villaça retweetou Folha de S.Paulo Vocês não têm vergonha de usar foto antiga pra ilustrar o tweet sobre a manifestação fracassada de hoje, não? Nem FINGEM + ser jornalistas?"

Agora resta aguarda a próxima falsificação da Folha, pois desistir dessas armas eles não desisitirão.


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Moro é um criminoso



A lista de crimes do juiz golpista Sergio Moro aumentam a cada dia. O sequestro do jornalista Eduardo Guimarães determinado pelo juiz deixou em alerta toda a imprensa democrática e mesmo jornalistas da imprensa burguesa. À semelhança do processo de Kafka, Guimarães acordou com a Polícia Federal armada em sua casa às 6 horas da manhã levando-o para depor a força em um processo que nem mesmo sabia do conteúdo, sem a presença de um advogado.

Guimarães teve seus eletrônicos e de sua família furtados pela PF, acusação era referente a uma noticia do jornalista, em 2016. Guimarães noticiou a prisão de Lula, o que levou a uma mobilização contra e inviabilizou a ação da PF. Moro, além da condução coercitiva, violou o sigilo constitucional de fonte jornalística. Moro procedeu uma investigação sobre todos os que tiveram acesso à decisão, uma patrulha ideológica, todos que em suas redes sociais simpatizaram com a esquerda foram colocados em uma lista de suspeitos por terem passado a informação.

Por meio de clara ação ilegal de espionagem, Moro quebrou sigilo telefônico de Guimarães para assim descobrir quem passou a informação, o que de fato conseguiu. Segundo Moro, o jornalista com mais de 10 anos de profissão não é jornalista, mas um “propagandista político”, o juiz golpista quer agora estabelecer que é ou não jornalista. Diante da repercussão negativa de seus crimes que não puderam ser encobertos Moro reviu sua decisão. Mas rever essa decisão específica não isenta Moro de todos os crimes e ilegalidades que cometeu só nesse caso.

Em despacho o juiz golpista afirma:

1) “o caso de rever o posicionamento anterior e melhor delimitar o objeto do processo” envolvendo o blogueiro Eduardo Guimarães, que há 12 anos exerce atividades jornalísticas;

2) determina a exclusão de “qualquer elemento probatório relativo à identificação da fonte de informação”.

Quer dizer Moro, depois de todos os crimes contra o jornalista, decidiu não mais investiga-lo.

O advogado de Guimarães havia denunciado o fato da quebra de sigilo:

Após o levantamento do sigilo dos autos, cumpre-nos informar fato extremamente grave.

Antes de ser conduzido coercitivamente, o jornalista Eduardo Guimarães teve o sigilo de suas ligações telefônicas violado. O magistrado determinou que a operadora de celular informasse seu extrato telefônico, com o objetivo claro de identificar a fonte que teria passado a informação divulgada no blog.

É importante ressaltar que a fonte jornalística foi identificada mediante quebra de sigilo dos extratos telefônicos do Eduardo Guimarães.

Para Moro não existe sigilo de fonte, sigilo telefônico, legislação, nada, uma vez que o golpista atua por fora da lei para perseguir a esquerda no interesse do imperialismo.


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sábado, 25 de março de 2017

Camisa azul da Copa de 58: a antítese da camisa "amarelinha" dos coxinhas


Quando o Brasil venceu a Copa de 1958 foi decretada, finalmente, a morte da "síndrome de vira-lata" ( nossas elites e classes-médias demonstram que não ).

De qualquer forma, pelo menos em tese, foi lá que o viralatismo brazuca foi superado.

A particularidade do jogo da final foi que, em vez da amarelinha ( posterioremente apoderada e tornada uniforme de coxinhas e canalhas em geral ), a seleção usou uma camisa AZUL.

Portanto, simbolicamente, a camisa que representa a superação do complexo de vira-latas é a azul.

Logo, a camisa azul da CBF seria uma espécie de antítese da camisa amarela, imortalizada como uniforme de coxinhas.

Tá liberado o uso de camisa azul da CBF, se quiserem.



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sexta-feira, 24 de março de 2017

TERCEIRIZAÇÃO O desmonte do Direito do Trabalho no Brasil


O governo escolheu para pagar o “pato” a parte mais fraca econômica, social e politicamente na relação com o mercado: o trabalhador. Se não houver resistência, a fatura será bem mais ampla, pois iniciou com o congelamento do gasto público, passará pelas reformas trabalhista e previdenciária até chegar ao completo desmonte do Estado de Bem-Estar Social. A operação está em curso e eles têm pressa.

por Antônio Augusto de Queiroz

O Direito do Trabalho, como um conjunto de normas de ordem pública e de caráter irrenunciável, possui três fontes: a lei, em sentido amplo, que inclui a Constituição, as leis complementares, as leis ordinárias e os tratados internacionais subscritos pelo Brasil, como as convenções da OIT; as decisões normativas, que são as decisões com força de Poder Normativo adotadas pelos tribunais do trabalho; e os acordos e as convenções coletivas.

O Poder Normativo da Justiça do Trabalho, que tinha a força de impor ao empregador normas e condições de trabalho em favor dos empregados, já foi reduzido com a vigência da Emenda Constitucional 45, que modificou o artigo 114 da Constituição Federal para condicionar o dissídio de natureza econômica na Justiça do Trabalho ao “de comum acordo” entre as partes (empresa ou a entidade patronal e o sindicato de trabalhadores). Isso, na prática, inviabilizou a via judicial como fonte de direito para os trabalhadores.

Se for aprovada a reforma trabalhista do governo Temer, com terceirização na atividade-fim, pejotização e prevalência do negociado sobre o legislado, restará apenas a negociação coletiva, já que a lei perde seu caráter de norma de ordem pública e caráter irrenunciável para o trabalhador. A lei só valerá se acordo ou convenção coletiva não dispuser em sentido diferente.

A negociação coletiva, que atualmente serve para acrescentar direitos, além dos direitos básicos assegurados por lei, terá a função de legitimar a redução de direito, frente à transformação em norma jurídica dos projetos que precarizam as relações de trabalho.

E para precarizar as relações de trabalho podemos mencionar, já em condições de votação, pelo menos três projetos que serão priorizados pelo governo. O PL 4.302/98, que escancara a terceirização e sequer assegura a responsabilidade solidária da empresa tomadora do trabalho terceirizado; o PLC 30/15, que também trata da terceirização e pejotização, que aguarda votação no Senado após ter sido aprovado na gestão Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, em 2015; e o PL 6.787, do governo Temer, que tem como ponto central a prevalência do negociado sobre o legislado.

A possibilidade de prevalência do negociado sobre o legislado dá ao patronato um poder de pressão que ele atualmente não dispõe, já que a legislação é obrigatória em todo o país. Com a nova realidade, bastará que o patrão ameace transferir a planta da empresa para outra cidade ou estado para que os trabalhadores, para preservar o emprego, forcem o sindicato a negociar em bases rebaixadas.

O cerco sobre os direitos trabalhistas se intensificou desde a efetivação de Michel Temer na Presidência da República. Até o Supremo Tribunal Federal (STF) vem dando uma mãozinha ao setor empresarial, na perspectiva de vulnerar as relações de trabalho.

O Supremo Tribunal Federal, em decisão recente na ADPF 323, suspendeu a vigência da Súmula 277 do Tribunal Superior do Trabalho, que garantia a vigência dos acordos e convenções coletivas na hipótese de o empregador ou sua entidade sindical se recusar a negociar sua renovação na data-base. Com isso, o patrão só aceitará sentar para negociar se for para reduzir direitos, e se não negociar o sindicato perde a data-base e todas as conquistas asseguradas em acordos ou convenções anteriores.

Com o impeachment da Dilma e a efetivação de Michel Temer na Presidência da República, as forças de mercado tentam conseguir o que há tempo esperam: um governo capaz de rasgar a CLT e retirar direitos daqueles que vivem de seu salário, uma prestação que tem natureza alimentar.

O governo escolheu para pagar o “pato” a parte mais fraca econômica, social e politicamente na relação com o mercado: o trabalhador. Se não houver resistência, a fatura será bem mais ampla, pois iniciou com o congelamento do gasto público, passará pelas reformas trabalhista e previdenciária até chegar ao completo desmonte do Estado de Bem-Estar Social. A operação está em curso e eles têm pressa. Artigo publicado originalmente na revista eletrônica Teoria & Debate.

* Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria - Diap


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SERVIÇO PÚBLICO Aprovada ampliação da terceirização. Juristas afirmam que decisão é inconstitucional

Colocado em pauta para votação e aprovado na noite da última quarta-feira, dia 22, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 4.302/98, que permite a terceirização irrestrita no país, inclusive no serviço público, é inconstitucional e enfrentará questionamentos na Justiça. É o que avaliam mais dois juristas ouvidos pela FOLHA DIRIGIDA. Como já foi aprovado também pelo Senado Federal, o PL 4.302/98 seguirá para a sanção presidencial.

Hoje não há legislação específica para regular a terceirização. A prática só é possível em atividades secundárias das empresas, também chamadas de atividades-meio, ou seja, não são terceirizados trabalhadores das atividades-fim - tais como médicos e hospitais e postos de saúde, ou professores em escolas, por exemplo. A votação do texto do PL, original de 1998, teve o seguinte placar: 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções.

O Brasil possui hoje cerca de 13 milhões de trabalhadores terceirizados, e o temor de especialistas é de que o número de trabalhadores nesta condição aumente ainda mais no Brasil, em desrespeito à realização de novos concursos ou mesmo à nomeação de aprovados em certames já realizados. Além de autorizar o trabalho terceirizado de forma irrestrita para qualquer tipo de atividade, o texto aprovado na noite desta quarta amplia de três para até nove meses o prazo de validade dos contratos de trabalhos temporários.

Na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Costa, ao não prever qualquer tipo de restrição à terceirização no setor público, a lei a ser gerada com a aprovação do projeto irá possibilitar a burla ao concurso público. "Vai trazer para a administração pública pessoas que, geralmente, não têm propriamente um compromisso com o cumprimento daquela função e que, muitas das vezes, são pessoas indicadas, apadrinhadas por algum político", criticou.

"E os trabalhadores que entram ali, digamos, pela janela, sem ser pelo concurso público, não têm o compromisso com prestação de serviço à sociedade. O compromisso deles é, geralmente, com quem os colocou lá", apontou, acrescentando que não é incomum que o Ministério Público do Trabalho (MPT) encontre situações desse tipo, sobretudo em prefeituras de cidades do interior.

Associação apresentará questionamento
Costa criticou a possibilidade de terceirização inclusive de atividades essenciais. "Por mais absurdo que seja, não há qualquer vedação. Na realidade, eu até acho difícil, na prática, se terceirizar uma atividade como a magistratura, o ministério público, a polícia, mas em nenhum momento tem qualquer dispositivo que vede essa possibilidade de terceirização."

O procurador do trabalho afirmou que a própria ANPT irá questionar a lei na Justiça, bem como irá provocar a Procuradoria-Geral da República para que proponha uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), que é a forma de se avaliar se a lei está em conformidade com a Constituição Federal. Costa afirmou ainda que a associação é contrária à proposta, em função da precarização das relações de trabalho gerada pela terceirização, seja no setor público seja no setor privado.

Para juiz federal, norma não 'vingará'
O juiz federal William Douglas também afirmou que o texto se torna inconstitucional ao permitir a terceirização de funções inerentes a concursados na forma que prevê a Constituição. "Não é exagero afirmar que o texto do PL é aberrante à ordem constitucional vigente", disse ele.

Também para ele, a aprovação da proposta com essa possibilidade viola o princípio do acesso democrático ao serviço público. "Com certeza poderá permitir a contratação indiscriminada de terceirizados, aí incluindo parentes, afins, companheiros e esposas."

Com relação à possibilidade de terceirização das atividades-fim no serviço público, o magistrado se mostrou convicto de que a medida não terá efetividade. "O Congresso, ao aprovar essa ideia, irá se submeter a um novo constrangimento, pois a terceirização do serviço público, mesmo que aprovada, não será aplicada, pois com certeza será objeto de ação direta de inconstitucionalidade", disse ele.

William Douglas afirmou que há precedente do STF que permite dizer que a ação de inconstitucionalidade será bem sucedida. Ainda segundo ele, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior do Trabalho (TST) também já manifestaram entendimento contrário à terceirização indiscriminada no serviço público, assim como o Tribunal da Contas da União (TCU).

Segundo ele, a questão poderá ainda ser tratada por meio de mandado de segurança pelo concursando, para que tenha sua nomeação realizada por burla ao concurso, e por meio de ação civil pública contra a contratação de empresa terceirizada pelo poder público.

De acordo com posicionamento da equipe do deputado Laércio Oliveira, relator do PL 4.302/98, no serviço público, a terceirização seria limitada pela Constituição, assim como por outros dispositivos legais.


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quinta-feira, 23 de março de 2017

DEVASTAÇÃO Como é a vida miserável de um trabalhador tercerizado


Eu já trabalhei em empresa terceirizada. Trabalhava de domingo a domingo e como era gerente meu celular tinha que ficar ligado e eu responder a qualquer momento. Eu estava na primeira faculdade e isso me rendeu uma estafa e vários problemas de saúde aos 21 anos. Nas palavras do meu médico "nunca vi ninguém com menos de 40 assim". O cálculo feito em direitos trabalhistas que a classe recebia e eu não recebi por ser terceirizada era de 10 salários mínimos por mês. Eu ganhava 3. Pelos cálculos do piso+ horas+ direitos deveriam ser 13. A empresa foi fechada pois o Ministério do Trabalho e Tst consideraram uma fraude trabalhista. Era uma empresa que funcionava nos prédios do Itaú, com a marca do Itaú, diretores do Itaú mas na hora de pagar trabalhador, de fixar horas alegava não ser do Itaú. E é isso que eles estão regulamentando hoje, empresas que serão criadas apenas para contratar mão de obra por preço injusto e condições precárias. 

Isso não vai gerar mais emprego, vai gerar mais doenças e mais pobreza. Além de piorar muito os serviços.


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quarta-feira, 22 de março de 2017

A história do povo que era feliz, ficou triste e voltou a ficar feliz



Era uma vez um povo.

Até aí, nada demais.

Esse povo vivia em uma terra tropical chamada Bananestown. Nome dado em homenagem à fruta banana e a Bananestown, local onde ocorreu um famoso suicídio em massa por razões de crença cega.

Existiam, basicamente, duas classes sociais em Bananestown: os patrão bonzinho e os peão.

Havia, claro, graduações nessas classes. Na classe dos patrão figurava a subclasse dos panelas. Na dos peão também. 
A classe mais alta de todas era a dos patrão TOP.

Desde tempos imemoriais - imemoriais porque esqueci a droga do roteiro e terei que improvisar - os ricos e patrões TOP de Bananestown atingiram esse patamar trabalhando duro. Árdua e honestamente. Bastava trabalhar sem preguiça que, rapidamente, o sujeito se tornava dono de um latifúndio.

Como havia poucos ricos e patrões TOP em Bananestown e, considerando que era só o caso de se trabalhar que se ficava rico, logo conclui-se que a maioria da população de Bananestown não era chegada num batente. Por isso eram pobres.

Eram pobres, sim. Mas não eram infelizes.

Muito pelo contrário.

Eram MUITO felizes.

Ao contrário do que as mentes poluídas possam pensar, os pobres de Bananestown - os peão - não viviam mal.

Viviam era muito bem, pois apesar de serem preguiçosos e malandros, eles recebiam salários altíssimos dos patrão bonzinho. Viviam tão bem quanto seus antepassados, especialmente os imigrantes africanos.

Sim.

Os patrões, fossem TOP ou não, desconsideravam a preguiça atávica dos peão e lhes pagavam salários nababescos.

Faziam isso porque eram bonzinhos, generosos e se preocupavam com o bem-estar dos peão.

Isso durou séculos.

Assim, pode-se dizer que aquele era o povo mais feliz do mundo.

Mas essa felicidade toda estava com os dias contados.

Havia a classe dirigente conhecida como "us pulíticus". Eles, aos contrário dos patrões, eram muito maus.

"Us pulíticus" se incomodavam com a felicidade do povo, felicidade essa garantida pelos patrão bonzinho. A felicidade dos peão lhes causava muita infelicidade.

Profundamente infelizes com aquele estado de coisas, "us puliticus" passaram a maquinar uma forma de cessar toda aquela felicidade insuportável.

Aí criaram um troço chamado "direitos trabalhistas".

Claro que houve revolta e oposição a essa ousadia.

Mas quem se revoltou não foram os peão. Foram os patrão bonzinho.

Estes alegavam que por causa dos tais "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ) eles teriam que pagar muito menos pros queridos peão.

Mas não teve jeito. A idéia foi adotada e isso causou uma reviravolta no humor e estado de ânimo do país. Os peão, que eram o povo mais feliz e bem-tratado de todo o globo, viu-se diante de uma situação desconhecida. E ficou triste. Muito triste.

E a tristeza dos peão comoveu os ricos, patrões TOP e outros abaixo na escala dos patrão. E todos ficaram tristes pelo triste destino dos queridos peão. Os patrão bonzinho choraram muito. "Pobres peão! Fizemos o que pudemos para lhes proteger!"

Passou o tempo.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Os peão se tornaram o povo mais triste do mundo, e isso perdurou por décadas. Os patrão, os ricos TOP e os outros não esqueceram e jamais perdoaram "us puliticus", especialmente aquele gaúcho baixinho. "Esse teve o que mereceu", diziam.

Mas os "direitos trabalhistas" resistiram, não obstante a resistência e oposição dos ricos e patrões TOP e dos seus herdeiros TOP. A alegria de nosso povo haveria de voltar, pensavam os patrão bonzinho.

Enquanto isso, revoltavam-se com as condições miseráveis dos peão, miséria cuja culpa era dos "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc...). Sem os "direitos trabalhistas" ( toc, toc, toc...) os salários seriam quadruplicados.

TIC-TAC! TIC-TAC!

Um dia, "us puliticus" resolveram consertar o estrago cometido por seus antecessores e devolveram a felicidade a seu povo, aos peão: acabaram de vez com os "direitos trabalhistas" ( toc,toc,toc... ).

A Nação estremeceu. De felicidade e concórdia. De pura euforia. Como quando caiu o Muro de Berlin. Os peão estavam finalmente livres para ganharem excelentes salários, como ocorria com seus antepassados.

Instantaneamente, os patrão bonzinho reajustaram os salários dos peão em 400%. E em 500%. E em 600%. E daí por diante.

E todos dançaram ciranda pelas ruas das cidades daquela terra.

A felicidade voltou aos lares e às famílias. E aos locais de trabalho.

Só alegria.

E Bananestown recebeu o título de "País do povo mais feliz do mundo".

FIM



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terça-feira, 21 de março de 2017

Lava Jato vai quebrar o Brasil. E depois? - Artigo de Nirlando Beirão



O italiano Carlo De Benedetti é um empresário, ou era, que não tem igual no Brasil. Engenheiro de formação, com mil láureas em universidades do mundo afora, ambicioso mas inteligente – alguém que dificilmente você encontraria nas nossas Fieps ou entidades comerciais das nossas vizinhanças.

Ex-execcutivo da Fiat, era o CEO da Olivetti quando a Operação Mani Pulitti (Mãos Limpas) se abateu sobre o mundo empresarial italiano, nos anos 80.

A Olivetti era a IBM da Itália. Uma companhia fortíssima, fabricante de computadores capazes de competir vigorosamente no mercado europeu e mesmo na Ásia e nas Américas.

A Operação Mãos Limpas, ao revelar as ligações promíscuas entre os políticos e as empresas, dizimou a economia italiana. A própria Olivetti quebrou. De Benedetti chegou a ser preso e divulgou uma carta de mea culpa em que desvendava os bastidores do propinoduto.

Escreveu: pago, sim, propinas na Itália para ganhar as concorrências locais; mas se não ganho as concorrências na Itália que condições tenho de ganhar as concorrências internacionais?

Vocês podem achar que o enredo parece muito com um filme que está passando ante nossos olhos, não é?

O juiz Sergio Moro gosta de, modestamente, comparar a sua Lava-Jato com a Mãos Limpas. Numa coisa ele está coberto de razão: a Lava Jato vai destruir a economia brasileira, se é que já não destruiu.

Fez terra arrasada dos setores mais dinâmicos do empresariado, aqueles que tinham expertise tecnológica e visibilidade internacional. A Petrobrás e suas ramificações, as construtoras, a indústria naval...

Só faltava agora este ataque ao setor dos frigoríficos, que conseguiram transformar o Brasil no maior exportador de carne bovina do mundo.

Bem, mas o que fazer? Aceitar o jogo promíscuo da corrupção? Ou fazer a limpa geral, mesmo ao preço de trazer o Brasil de novo ao patamar de Terceiro Mundo? (Não chego a acreditar na teoria conspiratória de que Moro e Dellagnol estão a soldo do CIA e do capitalismo americano)

A comparação que o juiz Moro gosta de citar não faz, porém, o menor sentido em outros aspectos: a Operação Mãos Limpas jamais fez uso de delações premiadas, por se saberem viciadas. Repito: jamais.

Delações premiadas foram usadas, com resultados ambíguos, no combate à Máfia e à sua omertà, ou seja, o seu código de silêncio.

Delações premiadas – está no nome – premiam os delatores, como esse Alberto Youssef, protegido da Lava-Jato como já havia sido protegido por Moro no Caso Banestado.

Outra coisa: a Operação Mãos Limpas foi politicamente isenta e imparcial, não acobertou partidos e políticos amigos. Tanto que não sobrou pedra sobre pedra do quadro partidário após a razzia. Nem mesmo o Partido Comunista – que não tem um único acusado – sobreviveu.

Voltando a De Benedetti: aos 82 anos, está aposentado e, desiludido com seu país, adotou a nacionalidade suíça. A economia italiana conseguiu se reerguer, pouco a pouco. A política funciona, com relativa dignidade. A sociedade recuperou sua auto-estima.

Tenho dúvidas se o Brasil conseguirá fazer o mesmo.


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O escândalo da carne. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


O brasileiro ainda não estava refeito da gravíssima lista de Janot, um tsunami político, quando agora tivemos o escândalo da carne, que poderá trazer graves consequências para o Brasil, maior exportador do produto. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), reconhece: “Reputação do País como fornecedor está em jogo”. Ele criticou a Polícia Federal, afirmando ainda que a operação da carne vai mudar. O ministro vê “fantasias” e “idiotice” em conclusões sobre carne! Outra providência do governo: Temer convidou embaixadores para um churrasco. Segundo o Estadão, “a estratégia montada pelo Planalto, no entanto, foi recebida com cautela pelos ouvintes. Os embaixadores da União Europeia, João Gomes Cravinho, e da China, Li Jinzhang, deixaram claro ao sair da reunião que as explicações não foram suficientes. Ambos disseram que ainda aguardam uma “explicação” técnica detalhada” do governo. Cravinho não descarta a possibilidade da suspensão da compra de carne”. Só o churrasco, não convenceu! Pior foi a informação do jornalista Fernando Brito: “A tal churrascaria só serve carne bovina importada da Argentina, Uruguai e Austrália.” Se for verdade, Temer enganou os embaixadores! Planalto desmentiu. Outro fato merece destaque: o ministro Serraglio nem sequer foi convidado. Mau sinal para o ministro... Para o “New York Times”, o escândalo “lança dúvidas sobre a indústria do agronegócio no Brasil, um pilar relativamente firme da fraca (sic) economia do país”. 

A manchete do Estadão de 18 de março: “Operação da PF [Polícia Federal] desmonta esquema de corrupção em empresas de carne – Batizada de “Carne Fraca”, maior operação já feita pela Polícia Federal apontou que fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina de empresas para fazerem “vista grossa” a irregularidades”. A COLUNA DO ESTADÃO revela: “PMDB E PP comandam Agricultura há 18 anos – No centro do escândalo desvendado pela Operação Carne Fraca, o Ministério da Agricultura é um condomínio do PP e do PMDB há 18 anos. Desde 1999, os dois partidos indicaram 10 dos 11 ministros nomeados por FHC, Lula e Dilma. De 2007 para cá, seis eram filiados ao PMDB. A dobradinha foi retomada no ano passado, quando Michel Temer nomeou Blairo Maggi. O atual ministro era do PR (sic), mas migrou para o PP a fim de assumir a Agricultura. Os investigadores dizem que PP e PMDB receberam propina do esquema que vendia carne podre”. 

O jornalista Bernardo Mello Franco, em artigo à FOLHA, comenta: “Não é só a carne que está podre. A nova ofensiva da PF expôs o grau de decomposição avançada das relações entre o dinheiro, a política e os órgãos que deveriam proteger o consumidor no Brasil. (...) A operação Carne Fraca flagrou práticas de embrulhar o estômago: reembalagem de comida estragada, uso de substâncias cancerígenas para maquiar produtos vencidos, mistura de papelão nas salsichas. (...) Um dos grampos fisgou a intimidade entre o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e o fiscal apontado como “líder da organização criminosa”. Na ligação, o peemedebista chama o funcionário suspeito de corrupção de “grande chefe”. (...) Há poucos meses, ele prestava a mesma reverência a Eduardo Cunha. Chegou a defender que o amigo fosse anistiado pelas acusações que o levaram à cadeia em Curitiba”. Segundo o jornalista Josias de Souza, “Serraglia era o protetor do fiscal da “Carne Fraca”, concluindo: “Serraglio não percebeu, mas parece estar em apuros.” Será? Duvido... Adiante Bernardo Mello afirma: “O escândalo deve produzir mais um forte abalo na economia. Os frigoríficos empregam milhares e o Brasil se tornou o maior exportador do mundo no setor. Nada disso, é claro, pode servir como desculpa para evitar punições. Além de identificar os culpados, é preciso reforçar os controles para que o caso não se repita. Afinal, a carne continuará fraca”. 

MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL – O melhor comentário sobre as mudanças na Previdência Social foi feito por José Simão. Em uma frase, ele diz tudo: “Uau! Saiu aposentadoria póstuma!” Realmente, caso sejam aprovadas tais mudanças na Previdência, propostas por Temer, não teremos mais aposentadoria, a não ser póstuma! Principalmente a integral: 49 anos! 

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Atores da Globo como Susana Vieira e Marcelo Serrado são responsáveis pela destruição dos direitos dos brasileiros e merecem morrer na miséria e abandono


Resposta a Marcelo Serrado: Sim, defender o golpe é ser a favor de Temer!

A rejeição a Michel Temer é tanta que ninguém quer aparecer como defensor do golpista que derrubou Dilma Rousseff e está vendendo o País e acabando com os direitos sociais e trabalhistas da população.

O mais novo “opositor” de Michel Temer é o ator global Marcelo Serrado que em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo tentou explicar que mesmo tendo apoiado o impeachment não significa que ele seja a favor de Temer, ou seja, a favor do golpe. A declaração, que virou título da matéria da colunista Mônica Bergamo, é sintomática, pois a impopularidade de Temer é praticamente unânime e qualquer associação, menor que seja com o golpista não é bem vista.

Vale lembrar que Marcelo Serrado foi um ardente defensor do golpe contra Dilma Rousseff participando das manifestações coxinhas ao lado de figuras “artísticas” como Suzana Vieira e Márcio Garcia. Em um destes protestos coxinhas ele apareceu vestindo camiseta em apoio ao juizeco Sérgio Moro. O ator da golpista Rede Globo não só participou dos atos coxinhas como convocou em vídeo os protestos. Como agora estar ligado ao presidente golpista não cai bem, ele vem com essa explicação fajuta de que não é favor de Temer. Na entrevista à Folha chegou a dizer que é de esquerda e que já fez campanha política para Lula, tudo para fugir da pecha de golpista. Também falou que não considera mais Moro um herói: “Ele é uma pessoa normal, que pode errar”. Após o golpe o ator chegou a visitar o Congresso Nacional para fazer “pesquisa de campo” para personagem político que iria interpretar em novela global. Na ocasião tirou foto com o senador Romero Jucá, um dos articuladores do golpe.

Serrado é um dos milhares de responsáveis pelo golpe e a posse do presidente golpista e também pelas medidas impostas por ele e pelos golpistas que tomaram conta do Brasil. Entre as medidas está a atual destruição da Previdência com a reforma que está para ser aprovada no Congresso.

O concreto é que Serrado, assim como outras famosos, figuras públicas e partidos como PSTU, DEM e PSDB, foram às ruas pedir a derrubada de Dilma e consequentemente a entrada de Temer em seu lugar. Não adianta, agora, que o governo golpista está com popularidade zero e mal visto pela população, dizer que não é a favor do golpe.

Vale ainda ressaltar que coincidente-mente Serrado estará no filme golpista “Polícia Federal: A lei é para todos”, justamente interpretando o Juíz Sérgio Moro. O filme é uma verdadeira operação de propaganda para aprofundar o golpe e a perseguição política ao PT, basta analisar o título que tenta colocar a ação da PF como imparcial . O filme tem total apoio da Polícia Federal que cedeu as instalações em Curitiba para a realização das filmagens e também forneceu armas, uniformes, carros, helicópteros e até mesmo aviões para as filmagens. A Polícia Federal ainda deu consultoria e todo o material necessário da operação Lava Jato para consulta da produção. Tem um orçamento milionário de R$ 15 milhões vindos exclusivamente de investidores desconhecidos, exigência contratual, sem dinheiro público. Se Serrado de fato é de esquerda como diz e não apoia o golpe só o fato de participar de um filme propaganda deste quilate já é suficiente para desmenti-lo.

Para encerrar o assunto basta ver que na entrevista à Folha Serrado disse ser a favor da Lava Jato e que não concorda com os que dizem que a operação é parcial: “tenho amigos que diziam que era perseguição. Mas aí o governo do PT caiu e a Lava Jato continuou prendendo as pessoas, e eles viram que não era isso”. Mais golpista que isso, impossível.

CAUSA OPERÁRIA

Artigo completo, com imagens e vídeo AQUI

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Esse é o problema do Brasil


Cidadão de bem:

- Olha isso! Olha essa destruição!! Doze milhões de desempregados! Não tem emprego!!! Culpa desse governo!!!! Roubando a esperança de quem precisa trabalhar!!!!!

Pedinte:

- Moço? Dá uma esmola, por favor!?

Cidadão de bem:

- Que esmola o quê? Sai fora!!

Pedinte:

- Deus abençoe!

Cidadão de bem:

- Esse é o problema desse país! Ninguém quer trabalhar, só quer viver na moleza!

FIM


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Resposta padrão para você não ter trabalho nem stress com coxinhas



RESPOSTA PADRÃO PARA VOCÊ NÃO TER TRABALHO E NEM SE DESGASTAR EM DISCUSSÕES INÚTEIS COM COXINHAS

Preparei para meus amigos uma resposta padrão para todos os ataques que coxinhas, amigos, parentes reaças e FDP's em geral lançarem contra o Lula. nem precisa discutir, recorta , cola e abandona. Será o suficiente, aí vai:

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RESPOSTA PADRÃO, RECORTE E COLE

Atenção, se você aí cidadão comum sabe que o Lula é corrupto e ladrão procure imediatamente uma delegacia da Policia Federal para encaminha-las para o Sergio Moro pois com procuradores, um exercito de Policiais Federais , arapongas, informantes e dedos duros até agora eles não acharam nada!!!!!!!!!

Ou então me dá os seus dados pois o "Instituto Lula" determinou que a militância e os simpatizantes identificassem pessoas como você para se explicarem nas barras dos tribunais para responder civil e criminalmente por difamação, calúnia e injúria.

Portanto concordo com você acho que está na hora de moralizarmos o país, ou provamos que o Lula e ladrão e o prendemos ou então colocamos em cana gente que tenta destruir as reputações alheias e que atuam como marginais nas redes sociais alimentando a convulsão social no Brasil com ilações e mentiras.

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E aí gostaram? fiz o ano passado mas vai bombar agora com o Lula réu até em processo de desaparecimento de bola de gude nesse Law Fare sem tréguas. Use e abuse......


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Vagabundos reclamam que Lula disse "pobrema", mas não falaram nada sobre o JUIZ ter dito "interviu". Decerto falam "interviu" também, e acham que estão certos. Iletrados e canalhas.



Alguém escreveu “vergonha alheia” e postou o vídeo do depoimento no Lula (soube de fonte segura, em comunicação pessoal). Destacou o momento em quem Lula disse “pobrema”. Pergunto: por que o mesmo sujeito não recortou o momento em que o juiz pergunta de Lula “interviu”? 
Eu sei por quê. “Pobrema” – como “nós vai”, “pega os peixe” etc. - é uma forma muito marcada, popular. 
Mas alguém que pretende corrigir, certamente passou por muitas aulas, nas quais se ensinou que o juiz deveria ter dito “interveio”. Além disso, deve ter sido lembrado disso muitas vezes, já que todas as listas de dicas incluem o caso, como incluem “houve” contra “houveram”, mais ou menos inutilmente. Por que não aprendeu?
Acontece que quem diz “interviu” é escolarizado; povão não diz isso - Lula talvez diga. Mas o carinha é do tipo que só tem ouvidos para as formas de cunho popular. Das usadas pela turma dele, por mais condenadas que sejam, ele passa por cima. 
Não estou caçando erros, nem querendo corrigir o juiz (mas que espetáculo deprimente!). Só quero assinalar a parcialidade da observação e a baixa percepção, que não passa do que se sabe mesmo sem ir à escola. 
É mais um bobo.


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UM DIA A CASA CAI - Temer não quer REFORMAR a Previdência. Ele quer DERRUBÁ-LA



Precisamos urgentemente parar de falar da Reforma da Previdência.

Não se está querendo reformar nada.

O que se pretende é ACABAR com a Previdência Social Pública.

A ênfase nisso irá ajudar em algumas coisas, além de simplesmente dizer-se a verdade.

Acaba com esse lero-lero de que os governos Lula e Dilma também propuseram reformar a previdência, misturando tudo debaixo da palavra REFORMA.

É preciso ter clareza: as medidas da "reforma" visam ACABAR com a Previdência Social Pública. NINGUÉM MAIS irá contribuir com a PSP nas condições propostas. A PS então sim entrará em crise, por queda forçosa da arrecadação.

Isso não tem nada a ver com "reforma", mudança de regras, etc, que seriam passíveis sim de discussão democrática, em função do aumento da expectativa média de vida e alteração da pirâmide etária da população.


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STF e a Lava-a-Jato: Lei, não. Política



MAIS CLARO, IMPOSSÍVEL

Diante do gigantesco universo que se tornou a Lava-a-Jato, e diante da claríssima incapacidade de o judiciário dar conta de tudo isso em prazo razoável e com profundidade digna de credibilidade, o que acontecerá?

1) Muita coisa prescreverá, o que é o predominante na história do STF.

2) Escolhas de prioridades serão feitas, em termos de pessoas a serem julgadas.

3) Escolhas serão feitas quanto AO QUÊ investigar e quanto ao grau de profunidade.

4) Haverá pressões dos calenários eleitorais que certamente interferirão nas escolhas citadas acima.

5) O judiciário deverá despriorizar algo para priorizar este gigantesco passivo.

Resumo da ópera: Com tantas escolhas de caráter exclusivo a serem feitas, o que se desenha adiante é a mais pura, refinada e ilegítima POLÍTICA. A lei, será mera ferramenta.

Desenhei bem?


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Franciscanos: Carta aberta contra Reforma da Previdência Social




São Paulo, 15 de março de 2017

“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”, Frei Betto.

Neste dia 15 de março, em que diversas organizações brasileiras propõem uma greve geral em protesto contra a Reforma da Previdência, em nome de meus confrades e do Povo de Deus junto a quem realizamos a missão evangelizadora em nosso território provincial, não me resta outra postura a não ser a de um posicionamento frontalmente contrário à Reforma da Previdência Social proposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), especialmente no que diz respeito ao aumento do tempo mínimo de contribuição para 49 anos e da idade mínima para 65 anos.

Para sustentar meu posicionamento, não lanço mão de argumentos baseados na economia, na matemática e na administração, pois não tenho conhecimento o suficiente nestas áreas. No entanto, baseado na realidade que nossos confrades encontram nos ambientes onde vivem e convivem e no compromisso com a Justiça, exigência irrenunciável do Evangelho, afirmo com convicção que esta proposta é um verdadeiro ato de covardia com os mais pobres.

Basta olharmos para a luta diária de nossos irmãos agricultores, especialmente nas áreas rurais em que estamos presentes nos estados do PR (especialmente a Região Sudoeste), SC (Alto Vale do Itajaí, Planalto Central e Oeste) e ES (especialmente a região de Colatina), ou para a dureza da vida dos operários nas periferias urbanas do Rio de Janeiro (Baixada Fluminense) e São Paulo para percebermos o grau de insanidade presente em exigir que estes trabalhadores braçais se desdobrem em quase 50 anos de trabalho para, depois, receberem migalhas que mal custeiam os remédios que se fazem necessários depois de uma vida de trabalho intenso e extenuante.

A quem beneficia iniciativas dessa natureza? Por que não apostarmos em estratégias mais distributivas e justas? Por que, para uma minoria privilegiada, um sem-número de privilégios e, para a grande massa da população, a dureza de explicações pautadas em argumentos frios e desumanos, baseados na aridez dos números?

São perguntas a que nossos dirigentes não podem se furtar em responder. Permaneçamos firmes, cada um dentro de suas possibilidades, para lutarmos com todas as forças a fim de que nosso Brasil seja de fato um lugar de justiça e de paz para todos.

Com estima fraterna, e com apoio de meu Definitório Provincial, deixo minhas saudações, rogando a Deus por um tempo de maior senso de humanidade em nosso país.

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM

Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


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terça-feira, 14 de março de 2017

Vem aí um tsunami político. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade



A delação da Odebrecht é considerada um tsunami político, que irá atingir a quase todos os partidos, menos os da esquerda (PSOL e outros). Antes mesmo dela, já está causando seus efeitos e, no caso do PSDB, o feitiço virou contra o feiticeiro. É o que veremos a seguir.

Bernardo Mello Franco, no artigo sob o título “Tiro pela culatra”, revelou: “Uma investigação aberta a pedido do PSDB virou motivo de dor de cabeça para o PSDB. O partido terminou a semana na mira do processo que ele mesmo moveu para tentar cassar a chapa Dilma-Temer, que o derrotou em 2014. (...) Na quinta (2/3), o delator Benedicto Junior disse ao TSE que a Odebrecht repassou R$ 9 milhões em caixa dois (sic) aos tucanos. Segundo o executivo, a dinheirama foi entregue ao marqueteiro de Aécio Neves e a três protegidos dele: Antonio Anastasia, Pimenta da Veiga e Dimas Fabiano. (...) Na véspera, Marcelo Odebrecht fez outra revelação embaraçosa para o PSDB. Ele disse que Aécio o procurou pessoalmente para pedir um socorro de R$ 15 milhões. A abordagem ocorreu quando o senador corria risco de ficar fora do segundo turno. (...) Ao se ver atingido por um tiro que disparou, o partido apelou à esperteza. Alegou que não é alvo do processo e pediu ao ministro Herman Benjamin que suprima as citações que o comprometem. Pode ser que cole, mas as acusações voltarão à tona assim que o Supremo retirar o sigilo das 77 delações da Odebrecht.” Adiante o jornalista faz outras revelações: “Dois executivos da Odebrecht já ligaram Aécio, o “Mineirinho”, a fraudes na construção da Cidade Administrativa de Minas. Os tucanos paulistas José Serra e Geraldo Alckmin, que se revezam no governo de São Paulo há 16 anos, também ganharam apelidos na planilha da empreiteira. (...) Na sexta (3/3), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu Aécio e disse que palavra de delator não é prova. É verdade, mas poucos tucanos se lembraram disso quando viram os rivais na fogueira. Na nota, FHC também reclamou da imprensa. Nada como um dia após o outro". Segundo o Painel da Folha (9/3), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da DERSA, estatal paulista, foi aconselhado a fazer delação. Se isso realmente acontecer haverá um tsunami para governador e ex-governador de São Paulo, todos tucanos! A ver.

Eliane Cantanhêde, no artigo “Ninguém é bobo” (Estadão, 5/3), comenta o tsunami político que vem aí: “O estresse do mundo político é tal que PT, PSDB, PMDB, PDT, PP e a maioria dos partidos, com raras exceções à esquerda, começam a fazer uma torcida inacreditável (sic), ao contrário do que seria natural. É a torcida pelo “quanto mais, melhor”, ou “quanto pior, melhor”, todos no mesmo saco e ninguém é bobo. (...) São tantas empresas, diretores, delatores, frentes, partidos, nomes, candidatos a presidente, a governos, ao Congresso e principalmente tantos milhões e milhões de dólares e reais que a opinião pública, sem fôlego, já não consegue acompanhar o relatos e separar quem é quem. O tsunami (sic) embola tudo e todos e, quanto mais a sociedade se escandaliza, mais os personagens políticos se calam. (...) Se Lula, Aécio e Dilma têm muito a perder, Temer tem muito mais: o mandato”. Cantanhêde encerra assim seu texto: “O presidente precisa tomar três providências: parar de acreditar que a economia fará milagres políticos; evitar que mídia escorra pelos seus dedos; CERCAR-SE DE REAIS NOTÁVEIS EM QUEM POSSA CONFIAR (destaque meu). O isolamento é uma péssima companhia. Principalmente com um tsunami assustador, ou demolidor”.

Agora é esperar o tsunami político “assustador’ e “demolidor” que se espera com as delações da Odebrecht, que serão divulgados! Segundo José Simão: “Ueba! Agora é Michel Treme!”. Será? A conferir!

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Bernardo Mello Franco revela: “O presidente Michel Temer [ou TREME, segundo José Simão, pensando nas delações da Odebrecht] declarou que quem reclama da reforma da Previdência é “quem ganha mais”. Em janeiro, o procurador aposentado (sic) recebeu R$ 45 mil brutos (R$ 22 mil líquidos) dos cofres públicos de São Paulo. Não consta que tenha reclamado”. Sem comentário...

EM TEMPO: Realmente a nova lista de Janot foi um tsunami. Para Bernardo Mello Franco: "A bomba que caiu em Brasília". Ele ainda afirma: "A megadelação da Odebrecht atinge em cheio o governo Temer [cinco ministros]". Bernardo diz também: "Apesar da artilharia contra o Planalto, o PT não tem motivos para festejar. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega também entraram na mira de Janot e serão investigados na primeira instância". Outra informação do jornalista: "A procuradoria também pediu a abertura de inquéritos contra dois ministros do PSDB: Aloysio Nunes e Bruno Araujo. Os senadores José Serra e Aécio Neves, que ainda sonham em disputar a Presidência, reforçam o grupo de tucanos na berlinda". Como se previa, nenhum dos grandes partidos escapou, inclusive o DEM (Maia, presidente da Câmara)! Agora é esperar que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, levantar o sigilo dos documentos.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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domingo, 12 de março de 2017

Leandro Karnal e a crescente e retumbante rejeição ao "herói" dos coxinhas Sérgio Moro.


O caso Karnal mostra uma coisa que muita gente nega: o tamanho da rejeição a Moro. Por Paulo Nogueira

O caso Karnal comprovou uma coisa que muita gente contesta: o tamanho da rejeição de Sérgio Moro.

Se alguém ainda tinha dúvida, ficou claro que Moro está longe de ser uma unanimidade.

Karnal foi simplesmente massacrado nas redes sociais por aparecer ao lado de Moro. A reação do público atingiu tal proporção que Karnal retirou do Facebook a foto infame.

Fora os analfabetos políticos da direita xucra, Moro é malvisto hoje por muitos brasileiros. Não falo apenas dos petistas e nem só, num universo maior, dos progressistas em geral.

Muitas pessoas do centro, a princípio animadas ou até entusiasmadas com Moro, foram mudando de opinião quando foi ficando evidente o caráter brutalmente tendencioso e parcial da Lava Jato.

Moro não se empenhou, a partir de certo momento, em sequer fingir que é um juiz isento. Sua foto com Aécio numa festa da IstoÉ é uma prova disso. Numa sociedade mais avançada, aquele flagrante seria suficiente para ele ser afastado das investigações por conduta inadequada a um juiz.

Em muitos ambientes Brasil afora, Moro será hoje vaiado como Temer.

A decisão de Karnal de remover a foto foi uma bofetada moral em Moro. E talvez um choque de realidade, se ele ainda se julgava um semideus.

Ele enganou durante algum tempo muita gente. Mas tanto abusou que as pessoas acordaram para a farsa que ele é.



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terça-feira, 7 de março de 2017

A revista VEJA e o governo Temer. Artigo de Jasson de Oliveira Andrade


Relembrando. A revista VEJA até 2016 era uma crítica ferrenha do PT, principalmente de Lula. Em 21/9/2016, ela publicou na capa uma foto de Lula se derretendo. A revista foi uma das grandes incentivadoras do impeachment (quem realmente foram os responsáveis pela queda de Dilma: Cunha e Temer). Agora, VEJA é uma crítica do governo Temer. O número da revista de 22/2/2017 contem críticas contundentes, que nem o PT faz. Na capa, essa manchete: “Eles não estão nem aí – Por que os políticos resistem tanto às demandas éticas da sociedade”. Depois a revista publica três fotos: uma, de Moraes com a mão nos olhos e essa legenda: “A cegueira moral de Alexandre de Moraes”; a segunda é uma foto de Temer com as mãos nas orelhas, com essa legenda: “A surdez oportuna de Michel Temer” e a terceira é a foto de Padilha com as mãos na boca e com essa legenda: “O silêncio cúmplice de Eliseu Padilha”.

Na matéria interna dos jornalistas Daniel Pereira e Thiago Bronzatto, sob o título “Eles estão se lixando”, novamente com as três fotos da Capa, a reportagem é demolidora, expondo os casos de corrupção no governo Temer. Entre outras coisas, os jornalistas disseram: “Na segunda-feira [6/2] passada, o presidente Michel Temer deu uma larga contribuição à liberdade de seus auxiliares. Pressionado pelas denúncias de que seu governo vem manobrando para sabotar a Lava-Jato, Temer fez um pronunciamento no qual garantiu seus bons propósitos. Ele anunciou que, de agora em diante, qualquer auxiliar denunciado pelo Ministério Público será afastado do cargo temporariamente e qualquer auxiliar tornado réu será sumariamente demitido. (…) Os analistas logo perceberam o truque (sic) presidencial. Afinal, a regra anunciada praticamente elimina a possibilidade de demissão dos atuais ministros citados na megadelação da Odebrecht. São eles: Eliseu Padilha, Moreira Franco, José Serra e Gilberto Kassab. A regra lhes proporciona uma serena sobrevida porque, mantido o atual ritmo de tramitação no Supremo, não existe nem a mais remota possibilidade de algum desses ministros seja denunciado antes do fim do mandato do presidente Temer, em dezembro de 2018. Ou seja, a turma Padilha, Moreira, Serra e Kassab está com tudo azul até 2019.” Pois é, o “truque’ de Temer não pegou: foi desmascarado… Em Tempo: José Serra pediu demissão (ministro das Relações Exteriores), alegando motivos de saúde (Dores na coluna).

Na mesma VEJA, Ulisses Campbell revelou, na reportagem “A conversa que não se pode ouvir”, a proibição, a pedido do presidente, que se publicasse notícia sobre a tentativa de extorsão contra sua mulher, Marcela Temer. O jornalista afirma: “A troca de mensagens entre Marcela e o hacker estava na parte pública, mas o áudio (a conversa que jogaria o nome de Temer “na lama”) não foi divulgado”. Adiante Ulisses Campbell fez essa revelação: “Segundo pessoas que tiveram acesso às mensagens de voz, Marcela dava dicas ao irmão [então candidato a vereador em Paulínia], com base na experiência do marido, de como usar assessores para lidar com os diversos pedidos que candidatos costumam receber em campanha. Sem que a íntegra da conversa venha à tona, é impossível saber se é inócua ou se compromete Temer. Como o governo está convicto de que nada o compromete, bem faria se brigasse (sic) pela divulgação, e não pela censura”. Li que depois dessa conversa o irmão de Marcela desistiu da candidatura a vereador. Por que? Enquanto não se divulgar a conversa, é segredo… Na coluna Carta ao Leitor (página 10), a VEJA observou sobre essa medida: “Com esse episódio lamentável (sic), Temer tornou-se o primeiro presidente a tentar censurar a imprensa desde o fim da ditadura militar, em 1985”. Sem comentário!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu


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