sexta-feira, 27 de março de 2015

Manchetes desinformativas e a eterna blindagem tucana


A manchete desinformativa

"Lucro da Sabesp despenca 53% em ano de crise"

Acima esta a forma como o IG quis chamar a atenção dos leitores para notícia sobre problemas envolvendo a SABESP. Reproduzi-a ontem mesmo neste blog, mas trocando o título, como quase sempre faço: "Barbeiragem do PSDB derruba lucro da SABESP em 53%, endividamento chega a limite, rodízio não está descartado, empresa dá calote na Prefeitura de São Paulo e Alckmin indica aliado alvo de ações na Justiça para cargo no Conselho!!!". Não ficou um título de post, mas UM RESUMO FIEL do texto do IG.

Ocorre que não foi suficiente. Ainda me encontrava incomodado, contrariado. Aí resolvi destrinchar o texto e tentar explicar a mim mesmo, e a quem mais ler isto, a razão da contrariedade. Postei primeiro no Facebook. Agora trago para cá, com ligeiras alterações.

Qualquer pessoa, até os nada versados em questões econômicas, - meu caso - teria a impressão justa de ser algo preocupante, já que lucros em queda, em nossa sociedade, são algo que obviamente não merece fogos. "Lucro é bom", é uma opinião unânime né? 
Mas, apesar de ser algo negativo, não recebeu a mesma atenção que a dedicada à Petrobrás que, até recentemente, recebia atestados de óbito diários em nossa imprensa na forma de manchetes explosivas e capas de revista, além de noticiarios de TV apresentados em tom sorumbático. Façam um esforço de memória.

Abaixo do título, em negrito, a informação de que as "contas foram prejudicadas pelo menor consumo de água e pela concessão de bônus para quem economizar"
Isso merecia longos comentários e reflexões ( como, por exemplo, sobre a inversão da culpa, pois o consumidor FOI OBRIGADO A CONSUMIR MENOS ÁGUA, graças ao governo estadual - e não a São Pedro, aliás ), que não me encontro apto a fazer.

Mas não são os lucros da em queda da SABESP ( não cessaram, apenas caíram, e os 5010 acionistas irão receber seus dividendos direitinho, como mostra a matéria ) que queria destacar. É sobre o resto da notícia. Junto do tema "queda dos lucros", temos várias informações de igual importância, baseadas em dados que "fazem parte das demonstrações financeiras da companhia, entregues à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", a saber:

1 - Não está descartado o rodízio. As águas de março vão ficando para trás, as represas têm menos água do que em março de 2014 (http://www.agora.uol.com.br/…/1608312-represas-tem-menos-ag… ) e chegará o período da estiagem. Mas como é frio a gente usa menos água. Em tese, já que um banho quente no inverno não dá vontade de sair mais do chuveiro rs;

2 - A sobretaxa imposta ao consumidor ( "estímulo", segundo a notícia ) para que este GASTE MENOS água não tem data para acabar, nem o tal bônus;

3 - SABESP deu um CALOTE na Prefeitura de São Paulo: "Para equilibrar as contas, a Sabesp, dentre outras medidas, deixou de repassar recursos ao Fundo Municipal de Saneamento e Infraestrutura de São Paulo previstos no contrato firmado com a prefeitura da capital";

4 - A economia começa em casa, mas não assim, né?. Apesar de ela mesma, SABESP, ser acusada de desperdiçar cerca de 30% ( os números são controversos, mas tem esse aqui: http://epoca.globo.com/…/bsabesp-desperdica-32-da-aguab-que… ) da água que distribui, com vazamentos, falhas e - como a imprensa gosta bastante de mostrar, para amenizar pro lado do governo estadual - fraudes e roubo de água - o que ela faz? Demite funcionários, ou "deixa de contratar". Com menos funcionários, é óbvio que a manutenção não fica lá essas coisas. Mas essa é a regra quando se trata do governo tucano de SP: "enxugue o quadro" e seja o que Deus quiser. Vide o Metrô;

5 - Pros especialistas em ciências contábeis: o nível de endividamento da empresa chegou ao limite: "3,64 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ficando próximo do limite de 3,65 estabelecido em alguns contratos de dívida". Pode não ser nada, mas se não fosse não precisaria constar na matéria do portal.
E imagine um "endividamento no limite" desses envolvendo a Petrobrás, a festa que se faria;

6 - Eterno cabidão tucano. Tempos atrás, José Serra descolou pro amigo, ex-senador do MT pelo PSDB, Antero Paes de Barros, um carguinho no Conselho de Adm da SABESP. Assim como, tempos atrás, o mesmo Serra arrumou um cargo de diretoria para o carioca Márcio Fortes ( nome que ressurge hoje graças ao Swissleaks - aqui - e que esteve envolvido num escândalo de notas frias na campanha de José Serra - aqui e aqui  ) na Emplasa.

E Serra foi lá buscar no MT um aliado político pruma vaguinha em estatal. Não bastasse o fato de a gente se perguntar se não havia algum tucano paulista apto a receber a indicação, Serra foi buscar um sujeito que, bem, dêem uma olhada aqui:http://www.horadopovo.com.br/…/f…/2741-11-02-09/P3/pag3i.htm

Seguindo a escrita tucana de aparelhamento, Geraldo Alckmin, segundo a notícia aqui em discussão, descolou uma vaguinha prum aliado político que é alvo de ações na justiça: "Sidnei Franco da Rocha, aliado político de Alckmin e alvo de ações por improbidade administrativa, foi incluído no órgão"

Cada informação dessas destacadas acima mereceria, por si, uma matéria individual. Mas condensaram tudo numa só.

É comum alguns dizerem que a imprensa não mostra os podres tucanos. Não é verdade. Mostra, mas em dimensões reduzidas, com discrição, sem ênfases, fanfarras, Carnaval e nem se estende por meses e anos a fio tocando na tecla, como fazem com a Petrobrás, ou como fizeram com o suposto mensalão, a tapioca, a Lina Vieira. Às vezes você acha tais informações por acaso, perdidas no caderno de Economia do jornal, ou nalgum comentário em colunas sociais. Tem que ser Sherlock. E tem que ter a paciência de Buda. E ler sempre com uma lupa e atenção redobrada, pois as edições e manipulações feitas causam inverdades e confusões. As manchetes às vezes são desmentidas pelos próprio texto. às vezes os gráficos que as ilustram desmentes manchete e texto. Lembro de uma, que saiu no finado Jornal da Tarde, acho que em 2008, em que dizia que a renda do brasileiro tinha caído não sei quantos por cento em dez anos. Só que o gráfico mostrava que a renda havia caído mesmo em 2 ou 3 anos anos, acho que no período entre 1999 e 2002 ( governo FHC ) e COMEÇADO A SE RECUPERAR a partir de 2003 até 2008, só que a queda havia sido tão brutal que mesmo a recuperação até 2008 não permitira ainda chegar aos patamares de antes da queda, dez anos antes. Ou seja, havia sido uma queda até 2008 em relação a 1999, mas havia tido uma recuperação de salarios e essa recuperação se deu num periodo dentro e a partir do governo do Lula. Só que noticiaram de uma forma que pareceia que a queda se deu EM SEU GOVERNO. Os graficos provavam que não, MUITO PELO CONTRÁRIO.

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quinta-feira, 26 de março de 2015

#BLINDAGEM: Em carta à Rede Globo, professores de SP acusam emissora de, primeiro, esconder do público a greve e, agora, de mostrar apenas a versão de Alckmin sobre a crise


Leia!! Sindicato dos professores intima Ali Kamel e Rede Globo em carta aberta

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – APEOESP – enviou carta aberta ao diretor de jornalismo da Rede Globo Ali Kamel afirmando que a emissora só privilegia a versão do governo tucano




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Barbeiragem do PSDB derruba lucro da SABESP em 53%, endividamento chega a limite, rodízio não está descartado, empresa dá calote na Prefeitura de São Paulo e Alckmin indica aliado alvo de ações na Justiça para cargo no Conselho!!!



Contas foram prejudicadas pelo menor consumo de água e pela concessão de bônus para quem economizar; companhia não descarta rodízio

O lucro da Sabesp caiu 53%, para R$ 906 milhões, em 2014, em meio à crise hídrica que atinge o Sudeste do País. O valor é o menor pelo menos desde 2010. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26).


Prejudicaram o resultado da companhia o menor consumo de água por parte da população - de 163 litros para 126 litros por habitante por dia (o mínimo adequado é 100, segundo a ONU) -, estimulada por bônus para quem economizar água.

Segundo a companhia, o programa de bônus, iniciado em 2014, deverá ser estendido até dezembro de 2014 e não está descartada a oficialização de um rodízio de água. Não há previsão de encerramento do programa de multas, que entrou em vigor em 2015.

Para equilibrar as contas, a Sabesp também deixou de repassar recursos ao Fundo Municipal de Saneamento e Infraestrutura de São Paulo previstos no contrato firmado com a prefeitura da capital. O volume equivale a 7,5% da receita obtida com a prestação dos serviços na cidade.

Ainda assim, o endividamento da companhia chegou a 3,64 vezes o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), próximo do limite de 3,65 estabelecido em alguns contratos de dívida.

Os dados fazem parte das demonstrações financeiras da companhia, entregues nesta noite à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O documento não informa que Sidnei Franco da Rocha, aliado político de Alckmin e alvo de ações por improbidade administrativa, foi incluído no Conselho de Administração da empresa.

As demonstrações apontam ainda que a percepção positiva dos clientes sobre a Sabesp caiu em 2014 para 89%, ante 80% em 2013. A companhia também conseguiu reduzir as perdas de água de 24,4% para 21,3%. ( IG )

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Desgoverno do PSDB-SP: Represas têm menos água do que em março de 2014



MESMO COM CHUVA

Os sistemas que abastecem a Grande São Paulo chegam ao fim de março com praticamente dois terços da quantidade de água que havia nos reservatórios no mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento feito pelo Agora, ontem havia 632,4 bilhões de litros nos seis sistemas.

Em 25 de março de 2014, a soma de todos os sistemas chegava a 903,5 bilhões. Nos cálculos, a reportagem considerou as duas reservas técnicas do sistema Cantareira, o chamado volume morto.

Entre os três maiores reservatórios, apenas o Guarapiranga tem mais água disponível do que em 2014 (cerca de 14 bilhões de litros a mais).

O Cantareira tem 199,4 bilhões a menos (incluindo as duas cotas do volume morto) e o Alto Tietê perdeu 84,9 bilhões, na comparação com 25 de março do ano passado.


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Geisel, o “esquerdista” que quase sofreu um Golpe, Por Jasson de Oliveira Andrade


Um fato histórico foi revelado por Elio Gaspari, no livro “A Ditadura Encurralada”. À página 425, consta: “Na noite de 27 de junho [1977], amparado em decisão judicial, Ulysses Guimarães, os líderes do MDB nas duas Casas do Congresso falaram ao país em rede nacional de rádio e televisão, Denunciaram as arbitrariedades do governo. (...) Ulysses Guimarães recorrera às suas frases de efeito: “O AI-5 é forte para cassar mandatos conferidos pelo povo, mas é fraco para cassar a inflação que flagela o povo”. (...) O deputado Alencar Furtado foi além. Dissera o seguinte: “O programa do MDB defende a inviolabilidade dos direitos da pessoa humana, para que não haja lares em prantos, filhos de órfão de pais vivos – quem sabe? – mortos talvez. Órfãos do talvez e do quem sabe. Para que não haja esposas que enviúvem com maridos vivos, talvez; ou mortos, quem sabe? Viúvas do quem sabe e do talvez”. O pronunciamento da oposição, principalmente do líder Alencar Furtado, repercutiu mal entre os militares da Linha Dura (direita), liderada pelo ministro Sylvio Frota, que enviou um telegrama aos quartéis. Elio Gaspari assim comentou essa atitude do ministro: “O telegrama – um manifesto (sic) à frota - é um primor de ambigüidade a serviço da anarquia (sic). A tortura (sujeito oculto da fala de Alencar Furtado) alimentava uma crise militar (sic), estimulando a desordem e sugerindo o emparedamento do presidente da República. (...) Geisel disse ao Golbery que iria tirar Frota. E foi o que aconteceu, com uma hábil estratégia de Geisel.

Gaspari relata o que ocorreu: “Em Brasília o dia 12 de outubro de 1977 era feriado em louvor a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. (...) Ás 8h30, logo depois de chegar ao palácio, Geisel mandou comunicar ao ministro do Exército, que desejava vê-lo ainda naquela manhã. Tiveram o seguinte diálogo: “Frota, nós não estamos mais nos entendendo. A sua administração no ministério não está seguindo o que combinamos. Além disso, você é candidato a presidente (sic) e está em campanha. Eu não acho isso certo. Por isso preciso que você peça demissão. (...) “Eu não peço demissão – respondeu Frota. (...) “Bem, então vou demiti-lo. O cargo de ministro é meu, e não deposito mais em você a confiança necessária para mantê-lo. Se você não vai pedir demissão, vou exonerá-lo”. Frota tentou uma reação, convocando uma reunião com o Alto-Comando, mas a estratégia de Geisel deu certo ao se reunir com ele no feriado Nacional: Frota não encontrou ninguém, seus amigos estavam viajando! Foi mesmo demitido. Caso tenha pensado em Golpe com a Linha Dura (direita), fracassou!

O escritor ultraconservador Olavo de Carvalho, o único que tem coragem de assumir que é direitista, em 2/3/2012, no Diário do Comércio, comentou que naquela época “Geisel deu sua virada à esquerda” (sic) e que “a única resistência que apareceu vinda do campo militar por meio do valente general Sylvio Frota, foi logo sufocada sob acusação de “golpismo” e aplausos gerais ao presidente triunfante que estrangulara a “linha dura” [direita militar]”. Em outro artigo, escrito em 15/10/2007, “Incomparáveis”, ele escreveu: “Frota permanecia rigidamente fiel ao objetivo do movimento de 31 de março de 1964, que era livrar o país do comunismo (sic). Geisel abriu caminho para que os comunistas tomassem o país de volta (sic)”. Ou seja, Geisel era um perigoso comunista!

Se a “linha dura” tivesse derrubado Geisel, a direita iria dizer que tinha salvado o Brasil do comunismo, do esquerdismo de Geisel. É assim que pensa a direita golpista brasileira! Seja contra Jango ou contra Geisel.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu.

PUBLICADO NA “GAZETA GUAÇUANA” EM 26/3/2015

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terça-feira, 24 de março de 2015

#TREMSALÃO: Promotoria mira agentes públicos dos governos Covas, Alckmin e Serra. Delações na Lava Jato enriquecem investigações sobre tucanos


Promotoria mira agentes públicos por cartel dos trens em SP

O Ministério Público Estadual prepara ação contra agentes públicos supostamente envolvidos com o cartel do sistema metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, os três do PSDB.

Os novos processos vêm na sequência da ação em que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social - braço do Ministério Público que combate improbidade e corrupção -, pede a dissolução de dez empresas, entre elas as multinacionais Siemens e Alstom.

Nesta ação, recebida pela 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, a Promotoria pede também a condenação das sociedades empresárias ao ressarcimento de R$ 418,3 milhões do Tesouro.

Segundo a Promotoria, as dez empresas se beneficiaram de "prévias e ilegais combinações, resultando em divisão de mercado e ao arrepio da esperada competitividade".

A Siemens alega que está colaborando com as investigações e que revelou a ação do cartel ao firmar acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A Alstom informa que adotou rigorosas regras em sua conduta, em obediência à legislação.

Na ação civil em que pede a dissolução das empresas, a Promotoria sustenta que elas se dedicaram à prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva de trens, "mas sempre o fizeram, especialmente com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de forma ilícita e viciada".

A investigação da Promotoria não para aí. Há algumas semanas um grupo de promotores de Justiça examina documentos e os termos de delações premiadas de dois colaboradores da Lava Jato, um deles Everton Reinheimer, ex-diretor de Transportes da multinacional alemã Siemens.

Os delatores apontam envolvimento de agentes públicos com o cartel metroferroviário.


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Confirmada a volta de 'Arquivo X' em seis episódios com Mulder e Scully



Projeto foi aprovado pela Fox e trará Gillian Anderson e David Duchovny novamente nos papeis principais

O sonho de todo fã de Arquivo X de que a série responda as perguntas restantes e feche alguns ciclos de narrativa de maneira satisfatória está prestes a se tornar realidade. Em janeiro, o executivo da Fox Gary Newman anunciou que a produção de novos episódios para a série hit dos anos 90 estava sendo discutida com o produtor Chris Carter, e agora, segundo o site TV Wise, o retorno do programa está muito próximo de ser anunciado oficialmente.

Fontes afirmaram ao site, que a Fox está interessada em fazer poucos episódios, menos do que 10. David Duchovny e Gillian Anderson retornarão como a dupla Mulder e Scully para a continuação da série.

ATUALIZAÇÃO: foi confirmada a produção de seis episódios para uma minissérie e os atores assinaram contrato reviver os icônicos personagens, segundo reportagem do The Hollywood Reporter.

Duchovny já havia apontado para a possibilidade do projeto se concretizar em janeiro desse ano: “Suponho que isso (a produção de novos episódios) vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Vamos ver que forma vai ter, quantos episódios... Certamente eu não posso, nem estaria interessado em fazer uma temporada completa. Estamos todos velhos, não temos a energia para uma temporada completa”, disse


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domingo, 22 de março de 2015

Qual a diferença entre os 13% de aprovação de Dilma e os 13% de FHC?, Por Paulo Nogueira


E eis FHC palpitando sobre os 13% de aprovação de Dilma [ Nota deste blog: e reprovação de 62% ] segundo o Datafolha.

Como tem acontecido sempre, FHC jogou mais sombras onde já as havia em quantidade copiosa.

Dilma estaria perdendo as condições de governar, afirmou, ao melhor estilo de Carlos Lacerda, o Corvo. (Aliás, o C de Cardoso poderia, já faz algum tempo, pelo C de Corvo.)

No caso em questão, FHC traria alguma luz ao debate se lembrasse que ele também passou exatamente pelos 13% de aprovação.

Foi em setembro de 1999, segundo o mesmo Datafolha. Para quem gosta de comparações, foi uma queda de cerca de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Acabou o mundo? Acabou o governo FHC?

Não, tanto que, quinze anos depois, ei-lo pontificando.

Comparemos as circunstâncias. Dilma bate em 13% numa pesquisa realizada logo depois de um protesto orquestrado descaradamente pela Globo, e em meio a um noticiário manipulador que tenta associá-la ao caso Petrobras e à palavra “corrupção”.

FHC chegou aos 13% com a blindagem monumental [ N do B: Confira a "Leitura Complementar", ao fim deste texto ] da mesma mídia que massacra agora Dilma.

FHC jamais foi cobrado, por exemplo, sobre a compra de votos, em 1997, para a emenda da reeleição.

Ao longo dos tempos, ele tem oscilado entre negar e distorcer a realidade.

Às vezes, FHC nega a compra. ( Recentemente, o único repórter que contou a história, Fernando Rodrigues, disse que colheu não evidências, mas “provas cabais”. )

Outras, ele tergiversa. Em determinada ocasião, admitiu que “provavelmente” votos foram comprados. Mas não pelo PSDB. Era coisa, segundo ele, de governadores, também beneficiados com a emenda.

Invoco Wellington aqui. Quem acredita nisso acredita em tudo.

FHC também jamais foi apertado pelo nepotismo. Genro, filha, a lista de parentes empregados é longa.

Mas, claro, quando se trata de FHC, assim como acontece com Aécio, nomeações na família obedecem à mais estrita meritocracia.

Qual teria sido a aprovação de FHC se ele tivesse, diante de si, uma mídia tão empenhada em jogar para baixo quanto a enfrentada por Dilma?

Melhor: qual seria o índice de popularidade dele se a imprensa fosse, simplesmente, honesta?

Tudo isso posto, qualquer presidente oscila nas avaliações. Em momentos em que a economia cresce, o prestígio sobe. Em tempos de crise, é o oposto.

O Brasil passa por uma crise, e então é natural que baixe a aprovação.

O ponto é que a queda, agora, é amplamente estimulada por uma mídia que tenta enganar o público com a versão de que a crise é exclusividade do Brasil.

Estamos diante de um abjeto estelionato editorial.

Até a BBC do Brasil mostrar a queda geral das moedas mundo afora diante do dólar, nossos “especialistas” econômicos empurravam para as pessoas a versão de que o problema acontecia só no Brasil.

Acresce a tudo um fato que me intriga, e para o qual já chamei a atenção. Também a esquerda parece intoxicada pelo catastrofismo maroto e calculado dos conservadores.

Ora, há uma crise global. Até a China reduziu pela metade a expectativa de crescimento.

Nenhuma grande economia do mundo – nenhuma – está imune à crise.

O governo está tentando enfrentar as dificuldades, concretamente.

Mas o maior obstáculo não é econômico, e sim mental. É imperioso um choque positivo, algo que devolva a sanidade a pessoas – de direita, centro e esquerda — que parecem prestes a cortar os pulsos.

O que está ocorrendo, hoje, é a síndrome do desastre anunciado.

Não ocorreu nada, mas de tanto falar em desastre vão se criando as condições para que ele se materialize.

Quanto a FHC, recomendo uma frase de Sêneca: “Quanto penso nas coisas que disse, sinto inveja dos mudos.”


LEITURA COMPLEMENTAR:

Mentira e cara-durismo (ou: a imprensa no reinado FHC)

1º de agosto de 2000

Este último texto de Aloysio Biondi em Caros Amigos foi lembrado pelo jornalista Cláudio Júlio Tognolli como constante no Anuário de Jornalismo da FAculdade de Comunicação Social Cásper Líbero que nos autorizou a publicá-lo e da qual Biondi recebeu o título de Professor Notório Saber

"Uai, então, governo e seus aliados também sabem que o Brasil está mal?" Coçando a cabeça, era essa a reflexão do pobre cidadão brasileiro, em novembro último, ao ler, ver ou ouvir figurões de Brasília e celebridades da mídia explicarem que a inflação, subitamente renascida, não preocupava nem um pouco. "Ah, diziam candidamente os Polianas, essa alta é passageira. Não tem jeito de a inflação aumentar..." Por quê? "É simples." Pontificavam "O brasileiro está sem poder aquisitivo, a massa salarial (total de salários pagos pelas empresas) caiu 5 por cento, por isso o consumo despencou. Então, a indústria e o comércio não têm condições de majorar seus preços, mesmo que sofram aumentos forçados de custos de matérias-primas como o petróleo, ou peças e componentes que importam de suas matrizes, encarecidos este ano com a alta do dólar. Se aumentarem preços, aí que as empresas não vendem mesmo."

A surpresa do perplexo cidadão brasileiro não era, certamente, com o otimismo de Brasília, delirantemente exibido nos últimos anos.Tampouco, com o adesismo dos de-formadores de opinião, cada vez mais desnudados aos olhos do públicom a ponto de alguns deles provocarem engulhos até em antigos admiradores. A surpresa, mesmo, era com o total cara-durismo do governo FC e adeptos:"Uai, ué, refletia o cidadão: até há poucos dias, a gente só via, lia e ouvia esse pessoal dizer que o Brasil "surpreendeu", a economia está muito bem; a indústria em recuperação; o consumidor, voltando às compras... Cumé que, da noite para o dia, o governo e imprensa passam a dizer exatamente o contrário, a admitir que o Brasil está em recessão, forçados a mudar de conversa para dizer que a inflação não assusta?" Na verdade, a volta da inflação criou uma das poucas oportunidades em que o povo brasileiro pôde descobrir, por si mesmo, a gigantesca e, mais do que vergonhosa, deprimente e lesa-sociedade manipulação do noticiário econômico (e político) no governo FHC. Sem medo de se exagerar, pode-se comprovar que as técnicas jornalísticas e experiências de profissionais regiamente pagos foram utilizadas permanentemente para encobrir a realidade.Valeu lançar mão de tudo: de manchetes falsas, inclusive "invertendo a informação", a colocar o lide no final das matérias, isto é, esconder a informação realmente importante nas últimas quatro linhas. Segue-se um pequeno roteiro, dos truques mais usados, pelos meios de comunicação, para ajudar o leitor a ler, ver e ouvir os meios de comunicação brasileiros neste reinado de FHC. Ou para ajudar os estudantes de comunicação e jornalistas principiantes a decidirem se estão dispostos a aderir ao jogo da manipulação.

Advertência essencial: é absolutamente injusta, e até politicamente equivocada, a mania de criticar o adesismo desta ou daquela rede de televisão, deste ou daquele jornal e, principalmente, desta ou daquela colunista/comentarista de economia e política. Esse é um grave erro político, porque transmite à opinião públicaa falsa impressão de que a manipulação - permanente - tem sido feita por este ou aquele veículo, ou por este e aquele profissional. Com isso, acaba-se levando a sociedade a acreditar que se trata de exceções, quando a verdade é que a manipulação é generalizada e constante, contando-se nos dedos os profissionais e veículos que têm procurado manter a eqüidistância em relação ao governo FHC e interesses a ele ligados. Por isso mesmo, como seria injusto citar especificamente determinados veículos e jornalistas, todos os exemplos abaixo são reais, retirados do noticiário e devidamente guardados em nossos arquivos, mas deixamos de identificar seus autores.

TRUQUE 1: MANCHETE ÀS AVESSAS
A falta de ética da imprensa chegou a tal ponto, que se chega a inverter completamente a informação, para enganar o público. Excelente exemplo dessa prática ocorreu com uma pesquisa sobre o endividamento das famílias brasileiras, realizada por uma empresa de consultoria. As conclusões foram aterradoras: nada menos de 40 por cento do orçamento familiar já estava "amarrado" com o pagamento de compromissos financeiros: cartões de crédito, cheques pré-datados, prestações diversas. E, mais exatamente: esse comprometimento havia exatamente duplicado de 20 por cento para 40 por cento, após o Real. Qual a importância desse dado? Ele já mostrava as perspectivas de problemas sérios para a economia, com menos dinheiro disponível para o consumo, isto é, mais recessão - e aumento inevitável da inadimplência, ou "calote" forçado, por parte dos consumidores. Os resultados da pesquisa ganharam uma manchete na edição dominical. Mas, pasme-se o leitor: o editor fez uma mágica desonesta. A manchete dizia: "Dobra acesso do consumidor ao crédito", e o texto mentia que, "graças a estabilidade da moeda, as famílias brasileiras já estão conseguindo planejar seus orçamentos e programar o endividamento desejado e lá-rá-li-lá-rá-lá, e as instituições financeiras, reconhecendo a nova situação criada pelo Real, blém-blém-blém, até duplicaram a concessão de financiamentos ao consumidor...". Pois é. Cinismo total. Com um toque de mágica e muita falta de ética os problemas foram transformados em "novas vantagens" do Real, martelando-se na tecla da "estabilidade da moeda", que tantos dividendos políticos trazia ao governo FHC...

TRUQUE 2: MANCHETES ENCOMENDADAS
O governo fornece textos e dados estatísticos para os meios de comunicação noticiarem com destaque, geralmente em manchete, mentiras ou verdades aparentes. A estratégia é usada em muitas ocasiões: para obter apoio da opinião pública; para impedir a formação de CPI’s, para esconder desmandos do governo; para forçar a aprovação de "reformas"; para justificar "privatizações" para desmoralizar oposicionistas e assim por diante. Exemplos? O governo FHC massacrou a agricultura com a cobrança da TR, até 40 por cento acima da inflação, e cortes violentos no crédito para plantio. Os agricultores, arruinados, pediram a renegociação das dívidas, para poder pagá-las a longo prazo, O governo pautou os jornais e revistas para provar que os produtores eram "caloteiros". Matérias sórdidas foram publicadas contra eles. No entanto, nos últimos dias de 1999, em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente FHC reconheceu como "um dos maiores erros do seu governo" que os agricultores tinham razão, e que ele havia pensado que era tudo "choradeira" (esse reconhecimento por parte do presidente não teve nenhum destaque na edição da entrevista. A opinião pública continua a acreditar, portanto, que os agricultores são "caloteiros").

Como desmoralizar oposiocionistas? Em novembro, manchete anunciava que "Aposentadorias fraudulentas foram descobertas no Banco Central". A notícia revelava um caso insignificante, com a descoberta de uma quadrilha que havia falsificado documentos para cinqüenta funcionários públicos, dos quais dezesseis do BC. Por que ganhou a manchete, de foram duplamente desonesta, já que dava todo o destaque ao pessoal do BC, que nem sequer era maioria dos beneficiários (cinqüenta) envolvidos? Claramente, material e destaque pedidos pelo governo, porque o pessoal do Banco Central estava denunciando, ao Congresso, aberrações cometidas pelo presidente do BC, que iriam reduzir a fiscalização sobre os bancos e remessa de dólares, narcotráfico, lavagem de dinheiro, etc.

TRUQUE 3: CIFRAS ENGANOSAS
Mais mágicas? A falta de apoio ao Nordeste, no auge da seca, contribuiu para derrubar a popularidade presidencial. para ganhar o perdão da opinião pública, nada melhor portanto do que reforçar aquela velha ladainha de que o dinheiro destinado à região é mal aplicado, desviado pelas elites e coronéis. Maquiavelicamente, manchete (sempre encomendada) de domingo dizia: "Empresas do Nordeste desviam 550 milhões de reais". O que o texto mostrava? Que os incentivos (desconto de imposto de renda) para projetos no Nordeste tionham sido mal utilizados, com emepresas beneficiadas indo à falência, ou mesmo aplicando em "projetos fantasmas". Para os leitores, uma "prova de bondade do governo" e uma "prova de que o Nordeste é um saco sem fundo". Os brasileiros sempre se impressionam com cifras que falam em "milhões", não conseguindo ver a diferença entre eles, "milhões" e "bilhões". A manchete se aproveitava disso, dando a impressão de um "rombo gigantesco", que, na verdade, não passa de meio bilhão de reais - contra os 42 bilhões (com "b") de reais doados para socorrer os banqueiro no programa Proer, por exemplo. Mas a desonestidade dessa manchete e do governo foi muitíssimo mais longe: o texto dizia que aquele "rombo" maquiavelicamente anunciado era a soma de todas as perdas e desvios ao longo de nada mais, nada menos de quarenta anos. Conta que, evidentemente, nenhum leitor faz - e por issomesmo é função dos jornalistas fazerem, quando querem informar e não manipular pró- governo. E tem mais: se os 550 milhões de reais forem divididos pelos quarenta anos, darão apenas uns 13 milhões (com "m") por ano, cifra absolutamente ridícula, verdadeiros tostões. Mas a manchete maquiavélica cumpriu a missão de "salvar a cara" do governo FHC, à custa do reforço dos preconceitos contra o Nordeste e os nordestinos. Missão duplamente cumprida.

TRUQUE 4: LIDE ÀS AVESSAS
Conhecer este truque ajuda muito a quem não quer gastar muito tempo lendo jornais e revistas, e quer a informação verdadeira. No jornalismo do reinado FHC, é bobagem confiar nos títulos e na abertura, ou primeiras linhas (lide) da matéria, que são sempre otimistas. Os editores escondema verdade, isto é, os problemas, nas "últimas quatro linhas" - o que lhes permite fingir que não estão deixando de noticiar nada, uma atitude hipócrita, pois eles sabem muitíssimo bem que a informação que impressiona o leitor é aquela estampada no título e do lide. Técnica de edição, certo? Diariamente os jornais estão cheios desse truque de escondeção da verdade. Um exemplo freqüente se refere às vendas do comércio , que vão mal há muito tempo. São publicadas extensas entrevistas com fontes pró-governo dizendo que está tudo ótimo; lá nas últimas quatro linhas, vem a informação verdadeira, que é a violenta queda nas consultas ao Telecheque (como aconteceu no último natal) ou ao SPC, utilizados como "termômetros das vendas".

TRUQUE 5: PROMETENDO O FUTURO
Poucos brasileiros sabem que a venda de automóveis caiu a menos da metade no país: eram 180.000 veículos por mês, em 1997, e menos de 80.000, nos últimos meses de 1999. Da mesma forma que a venda de televisões despencou de 8 milhões para 4 milhões por ano (Como se vê, o presidente da República e os de-formadores de opinião têm toda razão quando dizem que a "crise" não é tão grande quanto os catastrofistas previam... Imagine-se se fosse). Por que essas informações são desconhecidas? Primeiro, porque nunca chegam às manchetes. Há mais, porém. Aqui, o truque é esconder o resultado do mês (nas últimas quatro linhas, de preferência), e entrevistar o presidente da associação, federação ou confederação so setor, geralmente capachildos pró-governo. Como bom capachildo, ele fará uma previsão de que, "no próximo mês, o setor deve crescer 10 a 20 por cento", e os jornalistas poderão alegremente colocar esse futuro otimista no título - mantendo a ética, o respeito à informação, é claro. Todos hipócritas.

TRUQUE 6: O SUJEITO ERRADO
"Sujeito", dizem os gramáticos, "é quem pratica a ação". não para os jornalistas do reinado FHC, claro. Em abril, títulos de páginas internas gritavam que "Seca aumenta mortalidade infantil no Nordesta". No texto, as verdades, e as mentiras. Terríveis: no interior nordestino, a mortalidade infantil chegou a quatrocentas crianças mortas para cada 1.000 crianças de até um ano. Um dado espantoso, pois representa o recorde mundial de duzentas crianças mortas - pertencente até então... à África subsaárica, devastada pela sexa e pelas guerras tribais. No texto, a causa da mortandade: distribuição de cestas básicas suspensa há três meses. Corte de 60 por cento nas "frentes de trabalho", e atraso de três meses no pagamento aos flagelados que continuaram trabalhando. Moral da história: quem está matando crianças (e adultos também) do nordeste não é a "seca". O autor da ação, o "sujeito", é outro, portanto: o governo FHC, que cortou e reteve as verbas para a região - como, de resto, para todas as áreas sociaism dentro do programa de "ajuste fiscal", ou saldo positivo para o Tesouro (sem contar o pagamento dos juros), combinado com o FMI. Nestes tempos de hipocrisia e cinismo, os de-formadores de opinião encobrem até genocídios - e depois, angelicalmente, escrevem ou fazem comentários indignados quando, em certa época do ano, aparecem os relatórios de organismos como a Unicef falando das mazelas sociais no Brasil. Indignação, por quê? São cúmplices do genocídio e de tudo o mais...

TRUQUE 7: O BOI PELO BIFE
Outra técnica para esconder a realidade é deixar de lado o quadro geral, negativo, e "pinçar" um dado positivo, para dar destaque a ele, no título e no lide. Exemplo incrível, mas verdadeiro: em um trimestre, houve queda no PIB (valor dos bens e serviços produzidos no país), isto é, a economia recuou. Agricultura, indústria, comércio, tudo recuou. Houve somente uma exceção: a economia do Rio cresceu, por causa do valor da produção do petróleo na fantástica bacia de Campos. os jornalistas não tiveram dúvida: começaram a matéria por aí, e tascaram no título: "Economia do Rio cresce". O bife no lugar do boi.

TRUQUE 8: O BIFE PELO BOI
No truque anterior, escolhe-se um determinado aspecto da notícia, ou o bife, para não falar do todo, isto é, do boi. E há também o truque inverso, insto é, falar do boi para esconder o bife. Como assim? Lá vai mais um exemplo real. Ao contrário do que dizem o governo e de-formadores de opinião, os banqueiros não voltaram a emprestar ao Brasil, em 1999. Sempre escondidos, os dados sobre financiamentos externos ou vendas de títulos no exterior, quando surgiam, eram sempre acompanhados de afirmações do tipo "os banqueiros internacionais estão emprestando menos para os países emergentes, porque estão com medo do bug do milênio". Isto é, os cofre não estavam fechados apenas para o brasil 9o bife), mas para todos os países emergentes (o boi). Essa versão foi plenamente confirmada na manchete "Banqueiros emprestam menos à América Latina", de uma reportagem de página inteira publicada no final de 1999. O texto também confirmava a ladainha. Mas a publicação trazia também uma tabela de estatísticas e quem se dispusesse a analisá-la teria uma "surpresa": realmente, os empréstimos à América Latina (o boi) como um todo haviam caído 12 bilhões de dólares. Mas, analisando a tabela, via-se que a Argentina recebeu 8 milhões de dólares a mais; o México, 1 bilhão a mais; o Chile, 1 bilhão de dólares a mais. Em resumo, esses três países juntos receberam 10 bilhões de dólares a mais, na comparação com o ano anterior. Por que então a América Latina ficou com 12 bilhões a menos? Porque o brasil, sim, recebeu 22 milhões de dólares a menos. Essa era a notícia, e o título verdadeiro: bancos não emprestam ao Brasil. Como isso desmascararia o governo e seus de-formadores, a tática foi deixar os números só na tabela e publicar manchete e texto enganosos.

TRUQUE 9: OMISSÃO ESCANDALOSA
Este breve roteiro da manipulação no reinado de FH poderia ser alongado infinitamente. Por enquanto, fica-se por aqui. Não se pode deixar de falar, no entanto, na omissão total de determinadas informações, levantando-se desde já uma ressalva. Sempre pareceu odioso meios de comunicação ignorarem determinados fatos. Mas será mesmo que é menos odiosa toda a manipulação vista acima, que acaba transmitindo conceitos errados à opinião pública, levando-a a apoia propostas incorretas e rejeitar caminhos que melhor atenderiam os interesses do país? Como exemplo máximo da omissão total e indecente de informação, não se pode deixar de citar o acordo entre o governo e os meios profissionais de comunicação, para esconder a disparada dos preços do petróleo no mercado mundial, que mais do que duplicaram desde janeiro/fevereiro de1999. Durante dois anos, os preços do petróleo se mantiveram em queda no mercado mundial, saindo de 20 dólares para menos de 10 dólares o barril, em janeiro deste ano. A partir daí, os países produtores iniciaram negociações para cortar a produção e forçar a recuperação dos preços, que entraram em alta já em fevereiro. O acordo foi feito em 23 de março, os preços subiram 30, 40, 60, 100 por cento, sem que aparecesse nenhuma informação na imprensa brasileira - que, ironicamente, sempre foi estremamente preocupada com o menor reajuste que houvesse para os combustíveis. Essa conspiração do silêncio foi tão intensa, que a opinião pública levou um susto quando os preços da gasolina subiram: ninguém sabia da alta mundial. Por que essa conspiração? Porque o governo havia marcado leilões para doar, a multinacionais, as áreas de Petróleo descobertas pela Petrobrás, exigindo apenas preços "simbólicos" em troca. O grande argumento do governo para essa "doação" era, exatamente, que o mercado mundial de petróleo havia desabado, e "ninguém queria mais explorá-lo". Quando os preços dispararam, era preciso esconder a realidade para evitar reações no Congresso - ou da opinião pública. A conspiração pactuou com um dos maiores assaltos praticados contra a sociedade brasileira: há áreas na região do litoral de Campos com reservas de até 2 bilhões de barris, isto é, que podem faturar 40 bilhões (com a letra "b") de dólares, ou 80 bilhões de reais, com o barril a 20 dólares (preço "normal" dos últimos anos). O maior preço recebido pelo governo brasileiro foi de míseros 150 milhões (com a letra "m") de dólares, já incluído aí o ágio oferecido pela multinacional. Crime de lesa-sociedade, só possível com a conivência e cumplicidade da imprensa, mestra da manipulação no reinado FHC.

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Professores em greve denunciam que sucateamento da Educação é violência do Governo Alckmin contra estudantes


POR FAVOR, DIVULGUEM O TEXTO ABAIXO COM AMIGOS E FAMILIARES

Senhores pais e alunos da rede pública do Estado de São Paulo, é com extremo pesar que informamos a comunidade que a Educação do Estado mais rico da nação esta abandonada.

Os professores do Estado de São Paulo estão em greve, por uma Educação de qualidade, e os motivos que nos levaram a isto precisam ser esclarecidos aos nossos alunos que são o foco de toda a nossa ação, assim como seus responsáveis.

Inicialmente alguns apontamentos são necessários:

- O Estado de São Paulo no ano de 2015 reduziu em 41% o investimento em Educação, algo em torno de R$ 176 milhões a menos em comparação com o ano de 2014 (Disponível em: http://educacao.estadao.com.br/…/geral,cai-a-participacao-d… ).

- O Governador Geraldo Alckmin (PSDB), deixou de gastar com a Educação, outros R$ 58 Milhões, verbas que seriam destinadas a aquisição de materiais de consumo, como papel sulfite e suprimentos para impressão, material de limpeza, MANUTENÇÃO DAS ESCOLAS, bem como a contratação de mais funcionários (Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/…/1556283-alckmin-corta-verba-… ).

- O Governo do Estado de São Paulo FECHOU no ano de 2015, 3.323 classes nas escolas públicas do Estado (Disponível em:http://www.apeoesp.org.br/…/placar-do-fechamento-superlota…/).

- Na volta às aulas 2015, algumas escolas estão com salas SUPERLOTADAS com 50, 60, 70 até 85 alunos (Disponível em:http://ultimosegundo.ig.com.br/…/escolas-estaduais-de-sao-p… ).

- A SEGURANÇA NAS ESCOLAS está comprometida, pois 44% dos professores da Rede Pública do Estado de São Paulo sofrem com a VIOLÊNCIA ESCOLAR (Disponível em: http://www.cruzeirodosul.inf.br/…/violencia-invade-os-muros… ).

- O Estado MAIS RICO DA NAÇÃO investe menos em EDUCAÇÃO se comparado a outros Estados. SÃO PAULO gasta menos com educação que o Piauí, Alagoas, Acre, e outros 15 Estados (Disponível em:http://www.viomundo.com.br/denuncias/emilio-lopez-2.html ).

Tal situação é impactante na FORMAÇÃO de nossos alunos enquanto cidadãos CRÍTICOS, AUTONÔMOS e CONSCIENTES.

Uma VIOLÊNCIA contra os Estudantes da Rede Pública do Estado de São Paulo!!!

Neste momento é preciso concentrarmos a nossa INDIGNAÇÃO E PERPLEXIDADE em busca de uma educação DIGNA E LIBERTADORA.

VANDERSON CRISTIANO SOUZA, no FACEBOOK


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sábado, 21 de março de 2015

Justiça acata pedido do MP e abre ação contra empresas do #TREMSALÃO tucano. Lista de nomes de politicos tucanos envolvidos ainda não é conhecida, diz promotor


Justiça aceita denúncia em São Paulo e abre ação por cartel de trens

A Justiça aceitou ação do Ministério Público contra 11 empresas, incluindo grandes multinacionais com a Alstom e a Bombardier, que teriam entrado em acordo para conseguir aumentar irregularmente os valores de contratos de manutenção da CPTM assinados entre 2002 e 2007. Neste período, o Estado de São Paulo era governado pelos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra.

O Ministério Público pede a devolução de mais de R$ 300 milhões pagos pelos contratos além de uma indenização de quase 120 milhões por danos morais.

Em entrevista à BandNews FM, um dos promotores responsáveis pela ação, Marcelo Milani, disse crer em uma rápida solução em primeira instância, mas lembra que cabe recurso às empresas, o que pode fazer com que o caso se arraste.

Milani afirmou que outra ação, já em fase final de elaboração, vai responsabilizar agentes públicos que tenham se envolvido por “omissão ou ação dolosa” na assinatura dos contratos supostamente fraudulentos.

O promotor ainda lembrou que os nomes de políticos e gestores públicos envolvidos serão divulgados, mas não estipulou prazo. “Temos que aguardar, mas em pouco tempo vamos ingressar com a ação, e então teremos todos os nomes elencados de modo claro”, disse. ( METRO )

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Furnas: Deputado desafia Aécio a se colocar à disposição da Justiça e propõe acareação com tucano



Rogério Correia: “Aécio, por que não se coloca à disposição da Justiça? Eu me disponho a ir ao Senado e fazer acareação"

“Eu me disponho a fazer uma acareação com Aécio Neves”

NOTA À IMPRENSA DO DEPUTADO ESTADUAL ROGÉRIO CORREIA:

Ou como diriam os mineiros: “pó pará, Aécio, pó pará!”

Na defensiva, vem novamente o senador Aécio Neves tentar desqualificar a Lista de Furnas, que o coloca no centro da Operação Lava Jato, a partir da delação de Alberto Youssef.

Vamos relembrar o roteiro do processo de reconhecimento da autenticidade da Lista:

1. LAUDO DE EXAME DOCUMENTOSCÓPICO (mecânico e grafotécnico) nº 1097/2006, elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Diretoria Técnico-Científica, do Departamento de Polícia Federal, Ministério da Justiça. Nesse laudo, a equipe de peritos analisou o documento original denominado Lista de Furnas, concluindo que não houve montagem, fraude ou qualquer outro tipo de manipulação.

2. O apresentante do documento original, sr. Nilton Monteiro, foi processado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) em 2006. Em 2009 ele foi inocentado, por unanimidade, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em sentença proferida pela então juíza Maria Luiza de Marilac Alvarenga Araújo (hoje, desembargadora). A razão para negar provimento à ação do deputado Aleluia está escrita lá: a lista é autêntica.

3. No dia 25 de Janeiro de 2012, a procuradora federal (MPF-RJ), Andrea Bayão, ofereceu denúncia contra vários operadores do “esquema de Furnas”, à época de FHC. Não por coincidência estavam lá as empresas Bauruense e Toshiba, mencionadas por Youssef, junto com o nome de Andréa Neves, no esquema de propinas que teria beneficiado o senador tucano. Dimas Toledo, denunciado pelo MPF nessa ação, foi indicado por Aécio Neves para a diretoria de Furnas. Youssef cita um diretor que seria apadrinhado pelo PP e por Aécio: só pode ser ele.

4. Lembremo-nos que o Diretório Nacional do PSDB contratou um perito americano, Larry F. Stewart, por R$ 200.000,00, para produzir um laudo sobre cópias xerox da Lista de Furnas. Duas lambanças. Primeiro, ao usar cópias xerox para desqualificar a autenticidade da lista original. Segundo contratar um perito que já fora preso em flagrante em um tribunal dos EUA, exatamente por falso testemunho acerca da autenticidade de documentos em outros processos.

5. O Diretório Estadual tucano tentou cassar meu mandato, solicitando ao Ministério Público Estadual a abertura de inquérito para apurar se eu teria participação no suposto ato de falsificação da afamada Lista de Furnas e se eu tinha usado a estrutura de meu gabinete parlamentar para isso. Foi aberto inquérito, pela Drª Raquel Pacheco Ribeiro Souza, para apurar a denúncia do PSDB. Fracassaram. O MPMG considerou, inclusive submetido ao seu Conselho Superior, após exaustivas apurações, que não se justificava o “prosseguimento das investigações, nem o ajuizamento de Ação Civil Pública” contra mim, impondo-se o “arquivamento” do Inquérito aberto. As razões: a Lista de Furnas era autêntica, inclusive sendo usada para inocentar Nilton Monteiro em outro processo e tinha o aval do INC da Polícia Federal; e, examinado o uso das verbas de meu gabinete, não restou provada qualquer participação minha em atos de improbidade administrativa. Segue, em PDF, a decisão do MPMG.

Enfim, compreendo o desespero do senador Aécio Neves. Em qualquer sistema de buscas na internet, com as palavras-chaves apropriadas, qualquer leitor pode conferir as informações acima. Desde 2011, Aécio Neves tenta cassar meu mandato parlamentar e persegue quem ousou denunciá-lo, como é o caso de Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone, que chegaram a ser presos ilegalmente para evitar que atrapalhassem sua campanha. Eu fui investigado à exaustão e nunca me opus a qualquer apuração. Agora é a sua vez, Aécio. Por que não se coloca à disposição da justiça? Eu me coloco à disposição para ir ao Senado e fazer uma acareação com V. EXa. Isso é muito mais consistente do que mandar notinhas inverídicas aos jornais!


LEITURA COMPLEMENTAR INFORMATIVA FUNDAMENTAL:

Perícia da Polícia Federal conclui que lista de Furnas é autêntica

Não havia montagem no rol de nomes e quantias relacionados à campanha do PSDB em 2002 e a assinatura do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, é verdadeira

A perícia do Instituto Nacional de Criminalística (INC), feita por solicitação da Polícia Federal, concluiu que o documento de cinco páginas assinado pelo ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, registrando contribuições de campanha para o caixa 2 do PSDB em 2002, no valor R$ 40 milhões, é autêntico e não sofreu nenhum tipo de montagem. O laudo atesta ainda que a assinatura de Dimas é verdadeira, assim como suas rubricas.

Conhecida como a “lista de Furnas”, o documento trazido à tona pelo lobista Nilton Monteiro foi bombardeado pela oposição como uma falsificação que buscava difamar a imagem de 156 políticos que integraram a base do governo Fernando Henrique em 2002.

Dentre as campanhas eleitorais citadas na lista estão a do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB e do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), que em 2002 foi o candidato do PSDB à Presidência. As campanhas em 2002 teriam recebido, respectivamente, R$ 9,3 milhões e R$ 7 milhões.

Segundo Monteiro, a lista foi produzida pelo ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo – que, segundo a lista, era o responsável pela arrecadação de dinheiro de empresas que mantinham contratos com a estatal e pelo repasse do mesmo para os responsáveis das campanhas nos estados.

A lista começou a circular pelas redações de alguns órgãos de imprensa no final do ano passado. O material nunca foi publicado e só ficou conhecido através de notas de rodapé apontando uma possível falsificação. Logo ela chegou ao Congresso, onde foi alvo de ataques de políticos ligados ao PSDB e do PFL, que tentaram desqualificar a lista, acusando o lobista Nilton Monteiro de falsificador e chantagista. A suspeita era alimentada pelo fato do lobista ter se negado a apresentar o original. Até então, ele havia divulgado apenas cópias. 

AZEREDO 

No entanto, meses antes, num assunto correlato, Nilton já havia dado mostras da sua forma de atuação. O lobista foi o responsável também pela divulgação de uma lista de políticos mineiros que se beneficiaram do caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente nacional do PSDB, em 1998. Nilton divulgou ainda a cópia de um relatório feito pelo caixa de Azeredo, Cláudio Mourão, onde este relata que Azeredo arrecadou R$ 100 milhões, R$ 53 milhões via Marcos Valério, sendo parte dos recursos desviados de estatais mineiras.

Chamado a depor na CPMI dos Correios, Mourão negou as denúncias, disse que Nilton havia falsificado o documento e a sua assinatura. Azeredo e demais tucanos partiram para o ataque, repetindo as afirmações do tesoureiro. Alguns dias depois, o lobista apresentou seu arsenal e forneceu a cópia de um cheque de R$ 700 mil de Marcos Valério, que Azeredo usou para quitar uma dívida com Mourão. Além disso, entregou para a PF o relatório original. Perícia feita, denúncia comprovada. O documento era autêntico e a assinatura não fora falsificada. Nilton provou que não estava mentido e a explicação sobre a veracidade do documento estava no colo de Mourão. Azeredo – apontado com pai biológico do esquema Marcos Valério – foi então afastado da presidência do PSDB.

A lista de Furnas teve trajetória semelhante. Primeiro, o lobista forneceu a cópia do relatório. Disse à Polícia Federal que o então diretor de Furnas, locado na estatal desde o governo Fernando Henrique, estava ameaçado de perder o cargo. Segundo Monteiro, Dimas fez o relato da quantidade de recursos, as empresas achacadas e os destinatários dos R$ 40 milhões que arrecadou para a campanha de 2002 com a intenção de chantagear políticos do PSDB e de partidos que apoiavam FHC - e que agora tinham relações com o governo Lula -na intenção de manter o seu cargo na estatal.

Para procurar determinados tucanos, Dimas contratou Monteiro. Porém, o “trabalho” não foi bem sucedido e Dimas caiu, levando consigo os R$ 4 milhões prometidos ao lobista pela tarefa de ajudar a manter-lhe no cargo.

Várias perícias na cópia do material foram encomendadas por tucanos e por revistas que queriam provar a falsificação do relatório. Dimas foi chamado para depor na CPMI. Como era esperado, tucanos como Artur Virgílio vociferaram aos quatro cantos, “denunciando” uma suposta manipulação do PT para atacar a honra dos “angelicais” homens de bem do PSDB e do PFL. Processos foram movidos pelos tucanos contra o lobista e contra o deputado petista Rogério Correia (MG), acusado de ser o responsável pela divulgação do documento “falsificado”. 

“FALSIFICADOR” 

A convocação para Monteiro depor na CPMI foi cancelada. Em seu pseudo-relatório, Osmar Serraglio, somente se referiu ao episódio para condenar o “falsificador” Nilton Monteiro. Os tucanos conseguiram, assim, ganhar a primeira batalha, mas não a guerra.

Questionado pela revista Carta Capital sobre o motivo de ter escondido a lista original até agora, e só ter entregue à PF no último dia 5 de maio, Nilton respondeu: “Esperava ser convocado pela CPI dos Correios. Eu pretendia, diante das Câmeras e dos parlamentares, mostrar que falo a verdade. Mas logo vi que a minha convocação tinha virado moeda de troca, parte da guerra entre o governo e a oposição. Resolvi esperar, mas agora preciso me defender nos processos judiciais”. Para se esquivar, na época, Nilton contou várias histórias sobre o paradeiro da documentação, que agora revelou estar escondido num cofre no Rio de Janeiro.

Indagado se o conteúdo contido na lista de Furnas é verdadeiro, ele responde que isso é outra história. “O problema não é meu. O responsável é o Dimas, é ele que tem de ser processado”, atira Nilton Monteiro. O lobista tem razão. Este passa a ser um problema sério dos tucanos que praticamente santificaram Dimas Toledo para tentar desqualificar o “listão”.

Sobre a veracidade do relato de Dimas na lista de Furnas, vários indícios já foram levantados pela PF. Além disso, “as investigações feitas pelo nosso gabinete constataram que diversas empresas citadas na lista tiveram seus contratos com Furnas aditados em datas próximas às eleições de 2002 (ou um pouco antes, ou um pouco depois do pleito). Outras tantas, também constantes da lista, firmaram contrato com a estatal sem a realização de licitação prévia, alegando serem as únicas no ramo, o que não era verdade. Outros indícios são o depoimento do ex-executivo da Toshiba, José Antônio Talavera, que denunciou o pagamento de propinas para ganhar contratos com a estatal”, denunciou o deputado Rogério Correia, 2º vice-presidente da Assembléia de Minas Gerais.

Para piorar ainda mais a situação, os tucanos acabaram ficando numa “sinuca de bico”. Durante um ano inteiro, assinaram embaixo de todas as alucinações lançadas por Roberto Jefferson contra o governo Lula. A grande maioria desmontada depois das investigações. Porém, Jefferson – que tem seu nome citado na lista – reconheceu publicamente que havia recebido de Dimas o mesmo valor, R$ 75 mil, que constava no relatório.

A partir de agora, o destino de Dimas está nas mãos da PF. E quem acha que as revelações do lobista cessaram, pode estar enganado. “Esta é apenas a ponta do iceberg. Nilton Monteiro me afirmou ter posse de diversos recibos assinados por parlamentares citados na lista de Furnas que comprovam o recebimento dos recursos para suas campanhas. Ainda vem muita bomba por aí”, afirmou o deputado Rogério Correia. Essa promessa já foi feita muitas vezes por Nilton Monteiro ao HP. “Espera que logo vem mais coisa por aí”, diz ele. Pelo que o lobista já revelou das maracutaias do PSDB em Minas Gerais e no Espírito Santo, muitos tucanos já estão perdendo o sono.

ALESSANDRO RODRIGUES



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quinta-feira, 19 de março de 2015

Deputados pedem à PGR que Aécio seja investigado pela Lava-Jato. Tucano foi citado por Youssef como beneficiário da "Lista de Furnas"


Deputados federais Adelmo Leão e Padre João e o deputado estadual Rogério Correa, os três do PT de Minas Gerais, pediram hoje à Procuradoria-Geral da República para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado na Operação Lava Jato; o tucano foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como sendo um dos beneficiários da "Lista de Furnas", esquema de corrupção descoberto em 2006, no qual políticos e partidos teriam recebido dinheiro para 'caixa dois' de campanha; petistas afirmam que documentos "apontam, no mínimo, para a necessidade de se iniciar uma investigação" e pedem punição, "com rigor", de "todos os responsáveis e beneficiários dos delitos eventualmente praticados em desfavor do erário"

Deputados da bancada do PT em Minas Gerais pediram hoje (19) à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado na Operação Lava Jato. A representação foi protocolada pelos deputados federais Adelmo Leão, Padre João e pelo deputado estadual Rogério Correa.

Em depoimentos de delação premiada, Aécio Neves foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, mas, em atendimento a um pedido da procuradoria, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), entendeu que não há indícios mínimos para abertura de inquérito contra o senador.

Segundo os parlamentares do PT, além dos fatos narrados pelo doleiro na Lava Jato, a PGR deve investigar a "Lista de Furnas", um suposto esquema de corrupção que veio à tona em 2006, no qual políticos e partidos teriam recebido dinheiro para "caixa dois" de campanha. Os valores seriam oriundos de Furnas, empresa estatal de energia. Na época, a autenticidade da lista foi questionada pela oposição.

Segundo os deputados, entre os citados na lista está "o então candidato ao governo de Minas Gerais e hoje senador da República, Aécio Neves".

"Os seguintes documentos, agora associados, apontam, no mínimo, para a necessidade de se iniciar uma investigação que efetivamente identifique os ilícitos perpetrados em desfavor das empresas citadas e puna, com rigor, todos os responsáveis e beneficiários dos delitos eventualmente praticados em desfavor do erário", alegam os deputados.

Em depoimento de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, declarou que o esquema de pagamento de propina em Furnas começou em 1994 e foi até 2000 ou 2001, mas não sabe se foi até o final do mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele relatou que os pagamentos pararam em 2000 ou 2001, porém, não sabe o motivo. O doleiro também disse que não sabe se o ex-presidente teve algum envolvimento.

Youssef também disse que "ouviu dizer" que o ex-deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010, "dividia uma diretoria de Furnas com o PSDB", por meio do então deputado federal Aécio Neves. Na Lava Jato, Janene foi apontado como operador do PP na Petrobras.

Perguntado quem era o operador do PSDB, Youssef declarou que ouviu dizer, por meio de Janene, que era uma irmã de Aécio Neves, mas que nunca teve contato com eles.

Cópia do depoimento atribuído a Youssef ressalta o seguinte: "Que acredita que os valores do PSDB também eram entregues em espécie, mas não sabe quanto e onde eram entregues; que também não sabe como era a divisão de valores entre Partido Progressista e PSDB; que o declarante não teve contato com a irmã de Aécio Neves, e mostrada uma foto de Andrea Neves, diz não poder reconhecê-la, pois nunca teve contato com ela; que também não sabe qualquer outro dado em relação a ela; que nunca teve contato com Aécio Neves".

No dia 6 de março, após a divulgação da decisão do STF que arquivou as declarações de Youssef, Aécio Neves disse que recebeu o arquivamento como "uma homenagem". Segundo ele, foram infrutíferas as "tentativas do governo" de envolver a oposição na investigação.

BRASIL 247 / Agência Brasil

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terça-feira, 17 de março de 2015

Como sempre, PMDB ganhou com os atos contra Dilma , Por Jasson de Oliveira Andrade




Em artigo antes da eleição de 2014, constatei que um partido já havia vencido as eleições: O PMDB! Vencesse Dilma (PT), como venceu, ou o Aécio (PSDB) o partido estaria no futuro governo. O mesmo ocorreu com os atos contra Dilma, como veremos a seguir.

Antes de entrar no assunto deste texto, vou transcrever a notícia da UOL (Folha), visto que existem discordâncias sobre o número de participantes. O título da notícia é: “Paulista reúne maior ato político desde as Diretas-Já, diz Datafolha”, publicado depois dos atos: “O protesto contra o governo Dilma Roussef levou 210 mil pessoas (sic) à av. Paulista, no centro de São Paulo, neste domingo (15/3), segundo o Datafolha. (,,,) O número se refere à quantidade de pessoas diferentes que, em algum momento do dia, foram à manifestação. (...) É a maior aglomeração medida pelo instituto. Naquela data, 400 mil (sic) em um ato político desde a Diretas-Já, no dia 16 de abril de 1984 [há 31 anos]. Naquela data, 400 mil se reuniram na região da praça da Sé”. Se naquela data, os manifestantes tomaram, às ruas em Defesa da Democracia., domingo 15/3, alguns, por desconhecimento, pediram a Ditadura Militar, em cujo período, havia muito mais corrupção do que atualmente. Só que ela era ESCONDIDA pela Censura da imprensa: ninguém ficava sabendo! Se houver a Ditadura, esses mesmos manifestantes sairão às ruas, pedindo as Diretas-Já...

A Polícia Militar afirma que o protesto reuniu, aproximadamente, 1 milhão de pessoas. Quem está certo? Pouca importa: os dois números são significativos... Segundo a reportagem do UOL (Folha): “Atos não políticos já registraram números maiores, contudo: A Marcha para Jesus levou 335 mil pessoas (sic) às ruas em 2012, enquanto a Parada Gay do mesmo ano atraiu 270 mi (sic)l”.

Outra pesquisa do Datafolha constatou que a maioria das pessoas que protestou em São Paulo foi contra a corrupção. Apenas 27% dos manifestantes, optaram pelo impeachment. Outra constatação, esta sem surpresa: 82% declararam ter votado no tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014. É que em São Paulo o tucano mineiro venceu com facilidade, massacrando o PT. É o Estado mais anti- petista do Brasil. Já em Minas, onde ele foi derrotado, somente 24 mil pessoas, podendo ter chegado a 30 mil. Um número infinitamente menor do que em São Paulo!

O analista político do Estadão, José Roberto de Toledo, em 16/3, ao analisar os atos, disse que o PT, Dilma e Lula perderam. E também os líderes do PSDB, afirmando que “o distanciamento foi crítico, acima de tudo cauteloso. Demais (sic)”, E conclui: “Só o PMDB (e o baixo clero que orbita no seu entorno) tem força hoje para sustentar Dilma no cargo. Ou tirá-la (sic). Mesmo com seus principais operadores citados na lista de investigados do Janot, o partido comanda a Vice-Presidência da República, a Câmara e o Senado. Domina não só linha sucessória (sic), mas a pauta do que será votado ou não no Congresso – ou seja, todas as medidas da última esperança do governo, o ajuste econômico de Levy”.


Para poder governar, como escrevi no artigo “Dilma, a nova Geni”, ela terá que dividir o governo com o PMDB, como também ressaltou Luís Nassif. Conseguirá? Como sempre digo: A CONFERIR.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

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