terça-feira, 25 de novembro de 2014

Capivaras dos Natais Passados: Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras


Em depoimentos à Polícia Federal, lobista e ex-diretor contam que começaram a praticar seus crimes há mais tempo que a mídia velha tenta convencer a opinião pública

Quando Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso se juntam para fazer críticas ao governo Dilma e à Petrobras, ou é sinal de que ambos estão com sérios problemas de memória, ou que não estão acompanhando as notinhas que vez por outra têm saído na imprensa amiga dos tucanos

Na sexta feira (21), o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depois de fazer acordo de delação premiada como forma de diminuir seu possível tempo de prisão, relatou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que recebeu cerca de US$ 100 milhões em propinas por negócios escusos na Petrobras desde 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Barusco se aposentou na Petrobras em 2010 e, a partir daí, foi diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem contrato atualmente com a Petrobras.

Fazendo coro com Barusco, na mesma semana foi a vez de outro diretor, o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, dizer à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Contou Baiano, que, por volta do ano de 2000, celebrou contratos milionários com uma empresa espanhola, que na época o país vivia o apagão da energia e que a estatal buscava parceiros internacionais na área de produção de energia e gás para suprir a demanda. Ele disse também que conheceu Nestor Cerveró no governo Fernando Henrique. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era um dos gerentes da Petrobras.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo no ano de 2009, sob gestão de FHC a estatal usou decreto criado por ele mesmo para não aplicar a Lei de Licitações em parte dos contratos. Amparada por um decreto presidencial de 1998 e por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a Petrobras fechou acordos sem licitação de cerca de R$ 47 bilhões (valor não atualizados)

Somente entre 2001 e 2002, no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), a Petrobras contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.

Em 2009 teve uma CPI da Petrobras como agora. O requerimento foi de Álvaro Dias e recebeu assinaturas de apoio dos então senadores Demóstenes Torres (que era do DEM) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na época ninguém entendeu o fato de, após alguns dias de funcionamento, a CPI criada por parlamentares do PSDB ter sido abandonada sem que nada fosse investigado. A comissão foi instalada em julho e acabou em novembro. Sérgio Guerra e Álvaro Dias, também do PSDB, abandonaram a comissão no fim de outubro.

Somente no mês passado todos conheceram o real motivo da desistência.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato após decidir colaborar com o Ministério Público Federal, afirmou em depoimento que repassou propina no valor de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. Guerra era senador e integrava aquela CPI. Ele morreu em março deste ano e foi substituído por Aécio Neves no comando do PSDB.

Segundo depoimento de Costa, as empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI , porque as empreiteiras temiam prejuízos. O PSDB sempre culpou o PT e Lula pelo fim da CPI. Um dos textos do site do PSDB publicado em março deste ano, traz o seguinte título: “Governo engavetou CPI da estatal em 2009” Agora sabemos que o PSDB atribuiu ao PT uma culpa que ele não teve

Junto a todos esses fatos, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e que esteve com o empreiteiro na sede da UTC.

Ainda de acordo com o depoimento, o objetivo da visita do "doutor Freitas" foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio originadas de propinas entre construtoras que prestavam serviços à Petrobras.

Vale aqui recordar o comentário do jornalista da Rede Band, Ricardo Boechat – que pode ser taxado de tudo, menos de ser petista: “Fernando Henrique Cardoso está sendo oportunista quando diz que começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou durante o seu governo”


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( Como não tem PT no meio... ) Polícia Federal desbarata quadrilha de auditores da Receita que teria sumido com UM BILHÃO DE REAIS, mas imprensa acha desinteressante


E o roubo dos fiscais da Receita? R$ 1 bi e nenhum nomezinho?

Curioso que o surrupio de R$ 1 bilhão que teria, segundo os jornais, sido feito por auditores da Receita presos hoje no Rio de Janeiro pela Polícia Federal, não tenha ocupado nem um centésimo do espaço que a ladroagem do ex-diretor da Petrobras – que, segundo se noticia, vai devolver míseros US$ 27 milhões (R$ 68 milhões).

Ou há algo errado com a operação – e parece que não há, porque tem dois anos de investigações e tudo no mais absoluto sigilo – ou há algo de errado com os nossos jornais.

Porque se o Costa, o “ladrão de carreira” guindado a diretor – como aquele outro tal de Pedro Barusco, que diz que roubava há 16 anos a empresa – merece destaque, esta turminha que “aliviou” a viúva em muito mais, também mereceria, não é?

Mas não tem manchete, não tem equipes acompanhando, não tem vazamento para a imprensa, não tem sequer o nome, ainda , que qualquer um deles.

Embora, tal como fez o Dr. Sérgio Moro, o seu colega – também sem nome nos jornais – da 2ª Vara Criminal Federal de Niterói tenha expedido os mandados direitinho.

No O Globo, que, por ser do Rio, mais deveria estar no assunto, nem chamada de capa tem, embora tenha a fuga de cinco presos em Teresina.

Desgraçadamente, a honestidade midiática é mais seletiva que os vazamentos da Polícia Federal.

– Roubaram R$ 1 bilhão, mas não tem um deputadozinho no meio? Dá uma notinha aí no canto da página.


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Indicado responde a 4 processos por fraudes: Alckmin nomeia acusado de improbidade para Conselho da Sabesp


O tucano e ex-prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha, responde a quatro processos por fraudes em licitações em sua gestão. Para acomodá-lo, governador aumentou o número de cadeiras no órgão

Por Redação

Depois de ser acusado de negar a falta d’água paulista para não prejudicar sua reeleição, Alckmin prova que mesmo diante da maior crise hídrica da história de São Paulo, continua a usar a Sabesp politicamente.

O Conselho de Administração da Sabesp foi ampliado para receber um novo membro, escolhido por Geraldo Alckmin (PSDB): o ex-prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha (PSDB), que responde a quatro processos por improbidade administrativa. Para acomodar Franco da Rocha no Conselho de Administração da Sabesp foi necessário ampliar o número de cadeiras, que passou de nove para dez.

Franco da Rocha é acusado de promover licitações irregulares em Franca, em sua gestão na cidade, entre 2004 e 2012. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a multar o ex-prefeito. Entre as multas, uma se refere ao repasse de R$ 5,1 milhões de um total de R$ 6,6 milhões pagos pela prefeitura a entidades sociais que administram creches na cidade. Em outra, o tribunal considerou irregular uma licitação para comprar um tipo de asfalto, no valor de R$ 1,4 milhão

Reportagem do iG São Paulo diz que Rocha esperava ocupar uma secretaria no governo tucano, segundo um adversário político, mas teve a expectativa frustrada. Em Franca, Alckmin recebeu 62% dos votos nas últimas eleições.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Energético Monster Energy promove o satanismo, diz mulher


Noticias Gospel – Em um polêmico vídeo postado no YouTube, intitulado “Monster Energy drinks are the work of Satan” (As bebidas Energéticas Monster, são obra de satanás), aparece uma mulher afirmando que a bebida energética Monster Energy, que inclusive é vendida no Brasil, usa imagens satânicas para promover uma agenda anticristã. Dentro de três dias, o vídeo foi visto por mais de 5,7 milhões de vezes. Veja abaixo:

A mulher desconhecida no vídeo, que se acredita estar falando em um evento cristão, diz que há mensagens escondidas em toda a marca, logotipo e comercialização da bebida energética que se assemelham a elementos do satanismo.

No vídeo, a mulher alega que o logotipo “M” poderia aparecer para se assemelhar a três ocorrências da letra Vav, o numeral hebraico para seis, interpretando o logotipo pode significar “666.” Depois, ela faz referência ao slogan da Monster em uma faixa com os dizeres do produto “Unleash the Beast” (libere a besta ou liberte a fera), a interpretação destes dois exemplos seria que a Monster Energy tem a intenção de fazer referência a “besta” no Livro das Revelações.

“Esta não é uma empresa cristã. Então porque eles têm uma cruz na lata? Está é a mensagem: anticristo”.

Ela afirma que existe uma cruz na letra ‘O’ of Monster, que se assemelha com um crucifixo, e diz que quando a lata é virada de cabeça para baixo quando for beber, o símbolo fica invertido. Ela acredita que este crucifixo invertido é o mesmo utilizado para simbolizar o satanismo.

No vídeo ela diz ainda que essa bebida é uma “maneira inteligente do satanás para entrar no lar cristão e na vida de um cristão”.

O homem que postou o vídeo na internet, afirma que desde então passou a receber inúmeros comentários rudes e ameaças de morte por ter filmado e postado o polêmico vídeo.

A ABC7, de Los Angeles, tentou entrar em contato com a fabricante da bebida energética, até o final desta matéria não conseguiu falar com nenhum representante.


Energéticos Monster Energy seria responsável por mortes de consumidores

Vale lembrar que em 2012, as ações da empresa Monster caíram mais de 14% com a notícia da morte de cinco pessoas após consumirem a bebida energética, nos EUA.

As informações sobre as mortes foram obtidas e divulgadas por uma família de uma jovem de 14 anos que morreu em dezembro de 2011, vítima de uma arritmia cardíaca após ter consumido várias latas de Monster, durante dois dias, segundo o jornal espanhol ABC. Após o conhecimento destas informações, o valor das ações da empresa desceram com uma queda de 14,23%.

A empresa negou qualquer morte relacionada com o consumo da bebida e a Administração de Fármacos e Alimentos americana (FDA, em inglês) ficou para averiguar as circunstâncias em que ocorreram as mortes.


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Operação abafa está varrendo #Petrolão do PSDB para debaixo do tapete


As investigações da operação Lava Jato são só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

Primeiro, foi o mensalão. Agora, é o "petrolão". Em ambos os casos, o esquema de desvio de dinheiro público foi inventado desde o governo tucano de FHC - pelo menos -, mas só descoberto quando vieram os petistas.

Estamos aguardando Aécio Neves, que além de Senador é agora comentarista político do Jornal Nacional, aparecer no estúdio para confessar que continua com a ideia fixa de que tudo o que o PT fez e ampliou começou com FHC.

Há gente muito otimista quanto ao desfecho do atual escândalo, na linha de que não sobrará pedra sobre pedra e que todos serão tratados igualmente pela Polícia Federal do Paraná, pelo Ministério Público e pela Justiça.

Poderíamos citar Dante e sua Divina Comédia para recomendar a todos que deixem a esperança na porta, ao entrar; mas a situação combina mais com o bordão do compadre Washington (aquele do "sabe de nada, inocente").

Pouco adianta a constatação do Ministério Público de que o esquema que assaltou a Petrobras existe há pelo menos 15 anos [ grifo deste blog ].

Se não houver a devida investigação para dar nome aos bois do período FHC, a constatação cai no vazio - ou melhor, na impunidade.

O problema não é se vai sobrar pedra sobre pedra, mas para onde serão dirigidas as pedradas, se é que alguém ainda tem alguma dúvida.

A apuração feita pela Operação Lava Jato não é neutra. Os investigadores da PF encarregados do caso não são neutros, muito pelo contrário.

A maioria é formada por um grupo de extremistas que foram flagrados em redes sociais vomitando comentários raivosos e confessando suas opções partidárias. 
Se dependermos dessa gente diferenciada, não teremos Estado de Direito, mas Estado de direita.

O Código de Ética da associação nacional dos delegados da PF proíbe a seus membros a manifestação de preconceitos de ordem política. Mas alguém acha que esses vão sofrer qualquer reprimenda?

Alguém imagina que os deslizes, considerados ao mesmo tempo graves e primários por gente séria da própria PF, terão a punição que foi aplicada ao ex-delegado Protógenes Queiroz, que cometeu o crime hediondo de prender um banqueiro?

O PSDB tem sido zelosamente preservado nessa "investigação" que deveria feita na base do doa em quem doer. Balela.

A operação Lava Jato é só para petistas e, no máximo, para os peemedebistas. Para tucanos, impera a Operação Abafa.

O senador Álvaro Dias e o deputado Luiz Carlos Hauly, ambos tucanos do Paraná, citados por delatores, até agora estão absolutamente preservados.

O nome de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, já falecido, apareceu menos como uma revelação do que como um "boi de piranha". Guerra já não pode confessar nada nem sob tortura.

PT e PMDB têm seus operadores. O PSDB também, mas onde estará o infeliz? Certamente, por aí, limpando sua conta e seus rastros.

Quase metade da lista de políticos citados pelos delatores é formada por apoiadores da campanha de Aécio Neves em 2014 (confira aqui).

A sina persecutória dos delegados paranaenses chegou ao ponto de incriminar o atual Diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, sem qualquer prova, sem sequer testemunho. O crime do diretor estava apenas na pergunta dos investigadores.

Até mesmo um ex-diretor da PF nomeado por FHC considerou o episódio contra Consenza o cúmulo do absurdo, conforme relatado pelo jornalista Ilimar Franco em sua coluna. 

Isso não se faz, a não ser com segundas e terceiras intenções. Não foi erro material", como os investigadores alegaram, nem mera trapalhada, foi obra do comitê eleitoral da campanha tucana de terceiro turno.

As tartarugas do ministro da Justiça

Das duas tartarugas que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tinha que cuidar, uma já fugiu; a outra está escondida debaixo de seu nariz.

A defesa da autonomia da Polícia Federal, que é de uma obviedade gritante, não resolve uma dúvida crucial: a PF do Paraná tem autonomia para varrer a sujeira do PSDB para debaixo do tapete, ao sabor da preferência partidária de alguns investigadores?

Está claro que o comando da PF no Paraná tem autonomia suficiente para não ser aparelhada pelo PT, nem pelo PMDB, mas pode gozar de autonomia para ser aparelhada pelo PSDB?

Se depender do ministro Cardozo, claro que sim - é para isso que serve a autonomia - para que qualquer órgão público faça o que bem entender, com base nas conveniências de seus servidores.

Por sorte, ao alargarem o tamanho do escândalo, para que ganhasse ares superlativos - suficientes para serem aproveitados por uma oposição que, incapaz de ganhar eleições presidenciais, só vê saída no impeachment -, os investigadores cometeram um erro crasso. Comprometeram todo o sistema político. Excelente ideia.

A rigor, todo aquele que recebeu doações de qualquer dos envolvidos no escândalo deveria ter seu mandato cassado.

Considerando que a Polícia Federal paranaense chegou à conclusão de que não existe almoço grátis, de cada 10 parlamentares eleitos, pelo menos 4 deveriam ser impedidos de assumir o mandato. Agora, ou vai ou racha.

A investigação que Gilmar Mendes determinou que se faça contra as contas da campanha de Dilma, com uma força tarefa formada por TCU, Receita Federal e Banco Central, deve ter uma similar para Aécio e todos os demais candidatos, à exceção dos do PSOL, PSTU e PCO - os únicos que se livraram do pavoroso expediente de receber "doações" de empresas.

É uma pena que o anticomunismo dos investigadores encarregados da operação os impeça de chegar à conclusão, em seu relatório, de quem ninguém presta na política nacional, salvo os comunistas. Todos os demais partidos, nessa lógica, estão infestados de ladrões.

Se negarem vinculação com o PSDB e continuarem a recusar simpatia aos comunistas, aos delegados paranaeses restará apenas o movimento Punk - se for essa a opção, contarão doravante com meu respeito.

Anedotário do Gilmar

Em qualquer escândalo, quem quer desviar para longe o faro da imprensa precisa dar carne aos leões. Só assim se consegue conduzir o olhar para longe de quem se quer proteger e em direção a quem se quer atacar.

Pela milésima vez, uma operação-abafa é feita para esconder a sujeira da corrupção praticada pelo PSDB para debaixo do tapete, tal como foi feita com os mensalões do PSDB e do DEM, com o apoio do oligopólio midiático.

No STF, o ministro Gilmar Mendes vai na mesma linha. Mantém trancada há sete meses uma decisão que já conta com maioria do STF para abolir o financiamento empresarial de campanhas. Com Natal, Ano Novo e Carnaval, a decisão sequestrada por esse pedido de vistas fará aniversário em breve.

Não satisfeito, o ministro ainda se deu ao luxo de nos brindar com a piada, contada com sua voz de coveiro, de que o mensalão deveria ter ido para o juizado de pequenas causas.

A gracinha ocupou as manchetes como se fosse um desabafo, quando não passa de deboche com as instituições.
O anedótico Gilmar Mendes finge que o problema não é com ele, nem com o financiamento de privado, nem com empreiteiras, nem com corruptos que são sócios de políticos e partidos. O único problema - dele, pelo menos - é com o PT. O resto pouco importa.

No exato momento em que Gilmar fazia sua graça, a segunda tartaruga sob os cuidados de José Eduardo Cardozo fugia velozmente em plena Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, tucanos e democratas continuam se fazendo de freiras castas pregando no bordel, mas sem dispensar as notas dobradas das empreiteiras, presas em suas apertadas calcinhas.

Mas que fique bem claro: não são calcinhas vermelhas, são pretas. Aí pode, sem problema.


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Paulo Francis era um imbecil enquanto vivo, a morte não o melhorou em nada


A ‘reabilitação’ de Paulo Francis


O noticiário da Petrobras teve um efeito colateral: reabilitou, para muitos, Paulo Francis.

Em discussões jornalísticas, você encontra com frequência a tese de que Paulo Francis, afinal, tinha razão.

É uma bobagem. Ele não tinha razão, e continua a não ter.

Francis, no auge do thatcherismo conservador ao qual aderira, começou há mais ou menos vinte anos a bater na Petrobras e em seus diretores.

Ele queria a privatização da “Petrossauro”, um tema obsessivo em seus artigos na Folha e em suas participações no Manhattan Connection.

Começou, a certa altura, a acusar indiscriminadamente seus diretores de corruptos. A campanha foi feita no mesmo tom que a Veja adotaria anos depois: sem o menor compromisso com provas.

A Petrobras conseguiu processá-lo pela Justiça americana, uma vez que no Manhattan Connection ele acusava os diretores da empresa em solo americano, Nova York.

A Justiça americana, ao contrário da brasileira, não é inoperante ao cuidar de casos ligados à mídia. Pediu provas a Francis.

Ele tinha apenas a garganta, a pena e o veneno. Na iminência de uma indenização que poderia quebrá-lo, ficou atormentado, segundo relatos de amigos, e acabou morrendo do coração.

Francis continua a ser o que foi: o exemplo de um tipo de jornalista que se julga no direito de destruir reputações alheias sem a menor cerimônia.

De certa forma, ele foi o precursor de tantos outros colunistas que as empresas jornalistas recrutaram nos últimos anos, de Diogo Mainardi a Arnaldo Jabor, para citar apenas dois numa multidão.

Nada no atual caso Petrobras redime o horrendo papel de Francis no jornalismo brasileiro, e sua pérfida influência sobre tantos imitadores.

Curiosamente, a teoria de que Francis “vive” encontra eco até em “progressistas”, porque mostraria que a corrupção na Petrobras era viva na era FHC. Foi nos anos de FHC que ele foi processado.

De novo: tolice.

Se você investigar o período, vai notar apenas uma coisa que merece destaque. Naqueles anos, acusações contra a Petrobras jamais a vinculavam ao Executivo.

FHC jamais teve que dar nenhuma satisfação a Francis ou a quem fosse, ainda que tivesse indicado, como manda a Constituição, o presidente da Petrobras, Joel Rennó.

Essa “aproximação” é mais uma das novidades trazidas pela mídia nos anos do PT, com os (maus) propósitos conhecidos.

Quanto a Paulo Francis, continua a ser o que sempre foi: um exemplo a não ser seguido.


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Humberto Costa vai ao STF para ter acesso a suposta delação que serviu para jornal denunciá-lo




Senador enviou comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República para que seja apresentada prova da suposta delação de Paulo Roberto Costa que virou manchete sujando seu nome

Em discurso no plenário do Senado, o líder petista Humberto Costa (PE) anunciou que enviou, nesta segunda-feira (24), comunicados a todos os órgãos que investigam as denúncias de corrupção na Petrobras. O senador colocou-se a disposição para prestar esclarecimentos sobre a reportagem “Líder do PT recebeu R$ 1 mi da Petrobras, diz ex-diretor”, que o jornal O Estado de S.Paulo publicou neste domingo (23). 

O jornal, sem apresentar qualquer prova documental, abriu espaço para um suposto trecho da delação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que incrimina o senador.

Os comunicados foram endereçados ao ministro Teori Zavascki, responsável pelo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) dos casos de citados com foro privilegiado que tiverem sua culpabilidade confirmada, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo acesso às mesmas informações que motivaram a reportagem caluniosa; e ao senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente das duas comissões parlamentares de inquérito que investigam os desvios na Petrobras.

Humberto também reiterou o conteúdo da nota que divulgou neste domingo, na qual abre mão dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. E ainda informou que está tomando todas as “medidas legais cabíveis” sobre o caso. “Do ponto de vista jurídico, ele não será negligenciado até que eu possa fulminar, uma a uma, todas essas mentiras descabidas que foram veiculadas contra a minha honra”, afirmou.



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domingo, 23 de novembro de 2014

Citado por Paulo Roberto Costa ( segundo a imprensa ), empresário Mário Beltrão diz que irá processar delator


Empresário nega doação a líder do PT e irá processar delator

Citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por ter supostamente pedido dinheiro para o senador Humberto Costa (PT) no esquema de pagamento de propina em contratos da estatal, o presidente da presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra), Mário Barbosa Beltrão, reagiu com indignação às informações. “É uma leviandade. Isso é uma loucura que machuca a dignidade e o currículo de um chefe de família honrado. Nunca passei um cheque sem fundo”.

Beltrão informou que em 2010 sua empresa doou R$ 150 mil para o então candidato ao Senado Humberto Costa. “Eu sou um homem que preza a transparência e a honestidade. O dia em que eu mentir eu morro do coração. Humberto Costa é meu amigo de infância, mas nunca me pediu colaboração de campanha.”

Abaixo a íntegra da nota de Mário Beltrão enviada ao 247.

Nego peremptoriamente a afirmação de ter pedido ao sr. Paulo Roberto qualquer contribuição financeira à campanha do senador Humberto Costa ao Senado em 2010. Não pedi nem recebi qualquer autorização para fazer gestão dessa ordem;

No que diz respeito ao sr. Paulo Roberto, declaro que o conheço e mantive com ele relação institucional, devido à sua condição de diretor de Abastecimento da Petrobrás e responsável pela implantação das refinarias da empresa , e da minha condição de presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA). Como presidente dessa entidade lutei, por mais de uma década, pela implantação da refinaria em Pernambuco, ultrapassando várias gestões dos governos Federal e Estadual;

Afirmo que sou titular de empresa que há 32 anos trabalha para a Petrobrás [ destaque deste blog ] e que ao longo de todo o período em que o senhor Paulo Roberto Costa ficou à frente da Diretoria de Abastecimento não tive nem tenho qualquer contrato vinculado a essa Diretoria.

Informo ainda que aguardo que seja tornado público de forma oficial esse processo, quando então, tanto eu como pessoa física quanto a associação como entidade representante de classe, iremos tomar as medidas cabíveis em todos os níveis.

Mário Beltrão


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Paulo Roberto Costa é o novo Cachoeira?


Carlos Cachoeira, o bicheiro, pautava a Veja, e, por consequência, toda a mídia brasileira, com informações obtidas ilegalmente, ou mesmo através de armações feitas com objetivo de derrubar seus adversários no mercado de corrupção.

Só que Cachoeira foi desmascarado, juntamente com o senador Demóstenes Torres, eleito pela Veja como um dos paladinos da ética.

Agora é a vez de Paulo Roberto Costa, o corrupto da Petrobrás, cujas delações premiadas, feitas sob sigilo de justiça, estão vazando seletivamente para mídia, como esta acusação contra o senador Humberto Costa.

Era o que todo mundo esperava.

O “petrolão” se tornou um golpe desdentado.

Ou nem tanto, visto que a mídia se mantém firme em seu objetivo, em obter vazamentos apenas ou quase apenas contra o PT.


Contra o PT, manchetão. E capa da Veja, naturalmente.

Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa são os depoentes preferenciais, sobretudo porque seus advogados estão mancomunados com a mídia.

São os advogados que estão vazando, ao que parece, trechos dos depoimentos.

O juiz Sergio Moro não dá um pio contra os vazamentos, apesar destes contribuírem para a desmoralização de todo o processo, visto que a delação premiada não vale nada sem provas.

A delação premiada, em mãos de Moro, transformou-se em jogo político.

Os bandidos e seus advogados se tornaram como que parlamentares da oposição, além de pauteiros da nossa imprensa.

Talvez outros executivos entrem no jogo. A presença da advogada Beatriz Catta Preta em quase todas as decisões de delação premiada mostra que as cartas estão marcadas.

Os delegados responsáveis já deixaram claro, em suas redes sociais, que o foco é derrubar o governo.

O golpe gorou, mas o sangramento vai continuar, até o fim dos tempos.

Ainda há sonhos, claro, de um impeachment.

No entanto, como isso é difícil, basta manter o governo sob as rédeas, nomeando ministros conservadores, como Katia Abreu para a Agricultura, ou aceitar passivamente a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.


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sábado, 22 de novembro de 2014

Capivara: hoje delator da Lava Jato, ontem acusado de cartel em obras da Secretaria da Cultura de Mário Covas dirigida por primo



Augusto Mendonça, da Toyo Setal, é primo de Marcos Mendonça, ex-deputado e ex-secretário de Cultura do PSDB. Em 1999, ambos foram alvo de denúncia sobre monopólio nas obras contratadas pela Pasta

Jornal GGN - Renato Duque é o elo com o clube de empresários milionários que formaram um cartel para fraudar contratos, licitações e participar dos esquemas de pagamento de propina com dinheiro da Petrobras. Duque, segundo informou Paulo Roberto Costa, chegou à condição de diretor de Serviços da estatal em meados de 2002, por indicação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) - condenado no processo do mensalão. Por isso a grande mídia atribuiu a Duque o apelido de "afilhado de Dirceu". Veja destaca isso, sempre que pode, nas manchetes que produz sobre a Operação Lava Jato.

“Renato Duque comandava o setor responsável pelas licitações de obras de todas as diretorias e pelo acompanhamento da execução dos contratos. Por meio dela, o PT ficava com 2% do valor de todos empreendimentos da estatal petrolífera. A Diretoria de Abastecimento, que era controlada pelo PP por intermédio de Paulo Roberto Costa, e a de Internacional, que era controlada pelo PMDB via Nestor Cerveró, ficavam com 1%”, publicou o Estadão, na tarde desta terça-feira (18).

Quem denunciou o papel central de Duque no esquema foi o executivo da Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto. Essa semana, Mendonça e outro executivo do grupo, Julio Gerin de Almeida Camargo, foram destaque nos jornais por terem virado as mais novas peças-chave na Operação da Polícia Federal. Depois de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, são Mendonça e Camargo quem têm soltado o verbo e delatado empresários corruptores. Eles foram os dois primeiros executivos que pediram um acordo de delação premiada à Justiça.

Recentemente, quem traçou o perfil de Mendonça Neto na Folha foi o jornalista Mário César Carvalho. No texto, ele destaca que a Toyo-Setal é uma empresa controlada pela japonesa Toyo Engineering, e possui parcerias que somam mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras. “Os contratos que a Toyo-Setal conquistou na Petrobras partiram de projetos e licitações da diretoria de serviços, ocupada entre 2003 e 2012 por Renato Duque, indicado ao cargo por José Dirceu”, escreveu.

Em 1999, coincidentemente, o repórter da Folha também citou em uma reportagem-denúncia os negócios de Mendonça Neto. À época, foi colocado em xeque a relação da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, então capitaneada pelo ex-deputado Marcos Mendonça (PSDB), com algumas empeiteiras. A suspeita era de formação de cartel (monopólio) para realizar as obras da Pasta. A empresa de Mendonça Neto, a PEM Engenharia, era sempre subcontratada para fazer as instalações hidráulicas e elétricas.

Augusto Mendonça, ao contrário de Duque, não recebeu da grande mídia um padrinho do nível de Dirceu, um cacique petista. Mas poderia ser associado Marcos Mendonça. O tucano foi deputado e atravessou como secretário de Cultura as gestões Mário Covas e Geraldo Alckmin em São Paulo. Hoje, Marco Mendonça preside a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.

Na reportagem de 1999, a Folha destacou que a “PEM tem como sócios dois primos do secretário Marcos Mendonça: Roberto Mendonça e Augusto Mendonça”. E informou que embora fosse questionável do ponto de vista moral, a PEM doou R$ 100 mil para a campanha de Covas. “Mas é tudo legal”.

Processo que corria na 7ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo denota que a Setal Engenharia, Construções e Perfurações S.A. faz parte do grupo PEM Setal, dos sócios Roberto e Augusto Mendonça, e era alvo de execução fiscal no valor de R$ 20 milhões, em 2011.

Nos autos da apresentação de embargos declaratórios, consta que “As dívidas existentes do referido grupo econômico com o Fisco chegou ao estratosférico valor de mais de R$ 168 milhões, com notável concentração desse montante sobre a empresa ora executada nestes autos [Setal Engenharia], que, sozinha, deve quase R$ 160 milhões.”

A Pem Setal trabalhou, ainda assim, com a Petrobras na construção de plataformas.

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J. Carlos de Assis cobra de Dilma aquele processinho básico contra @VEJA que ela havia prometido


Dilma deve à opinião pública processo exemplar contra “Veja”, Por J. Carlos de Assis

Estamos em tempos de hipérboles: depois que “Veja” declarou o “mensalão” como o maior escândalo da história, o escândalo da Petrobras deve ser declarado o maior do universo. Entretanto, para que a opinião pública não seja levada pela mistificação midiática, convém estabelecer uma distinção fundamental: enquanto o “mensalão” foi uma narrativa inventada no Judiciário para ter efeito político, o escândalo da Petrobras é uma devassa político-administrativa que tem uma considerável dimensão financeira, e imenso efeito moral.

Repassemos inicialmente a narrativa judicial do “mensalão”. Havia três núcleos – político, publicitário e financeiro - operando articuladamente para comprar votos de parlamentares em projetos de interesse do Governo. O dinheiro viria da Visanet, um fundo supostamente do Banco do Brasil para divulgar o cartão Visa, e de dois empréstimos ao PT do Banco Rural e do BMG, creio que de pouco mais de R$ 3 milhões, supostamente em troca de facilidades no Governo que seriam articuladas por José Dirceu. Marcos Valério era o operador.

Essa narrativa parece muito convincente, exceto por um detalhe: não existe nela nada de verdadeiro. Visanet não é do Banco do Brasil, e os R$ 74 milhões que teriam sido desviados dela para o esquema do “mensalão” na verdade tiveram destinação, comprovada em auditoria, para pagamento de publicidade. Os empréstimos dos bancos eram operações de financiamento ao PT legais. Portanto, não houve desvio de recursos públicos. Houve, sim, caixa dois privada. Mas caixa dois privada é irregularidade eleitoral à altura de qualquer tucano, não crime tipificado no Código Penal - algo que só agora a Presidenta Dilma está propondo.

A alegação de compra de votos de deputados do PT pela direção do PT beira o surrealismo. A relação que os procuradores do “mensalão” estabeleceram entre saques de parlamentares autorizados pelo tesoureiro do PT (isso seria o “mensalão”) e a votação de alguns projetos de interesse do Governo na Câmara é um construto absurdo a partir de uma correlação espúria. Não tendo havido corrupção ativa, também não pode ter havido corrupção passiva. Não tendo havido envolvimento de dinheiro público, não pode ter havido peculato. O “mensalão”, segundo a voz autorizada de Roberto Jefferson, não existiu. Eram saques isolados para pagar restos de despesas de campanha de alguns parlamentares do PT e aliados.

O cúmulo da degradação do processo judicial do “mensalão” foi a condenação de José Dirceu segundo um princípio jurídico truncado, “o domínio do fato”. Por esse princípio, o chefe é pessoalmente responsável pelo ato praticado pelo subordinado. Não sei qual a relação de hierarquia que havia entre o Chefe da Casa Civil e os supostos operadores partidários do “mensalão”. Mas ouvi uma das ministras do Supremo dizer: Não posso conceber que Dirceu não soubesse... Assim, condenou o réu na base do achismo. Entretanto, não basta ser chefe, conforme explicou o jurista alemão especialista no tema que esteve no Brasil durante o processo. É necessário ter prova da participação efetiva no crime, conforme esclareceu o colunista Jânio de Freitas. Aqui o STF se dispensou da tarefa de encontrar provas contra Dirceu. Condenou-o por achismo e por ser Chefe da Casa Civil, mesmo porque o tráfico de influência de que foi acusado não teve objeto.

Não vi uma rebelião da opinião pública brasileira em face desse estupro da Justiça. O próprio PT ficou intimidado e quieto. As consequências agora são evidentes no caso do escândalo da Petrobrás. Os donos das grandes empreiteiras estão sendo presos e serão processados. Se o que o Supremo fez com Dirceu é um precedente a ser seguido, todos serão condenados, mesmo que não tenham relação direta com os crimes praticados na sua empresa. No limite, ninguém com responsabilidade de chefia no Brasil escapará do risco de ser condenado por eventuais crimes, ou supostos crimes de seus subordinados. Esse é o principal legado do mensalão, uma jurisprudência de ditadura.

Quando falo sobre isso as pessoas se espantam. Primeiro, perguntam o que me leva a questionar uma decisão tão “transparente” do Supremo Tribunal, construída ao longo de quatro meses diante de câmaras de televisão e de toda a imprensa escrita do país? É justamente por isso, respondo. Se não houvesse televisão os rumos do processo seriam outros. Assistimos a um espetáculo de extrema vaidade, o procurador e os ministros travestidos de astros de televisão, falando não dos autos ou para os autos, mas para a plateia nacional. A maioria – a maioria que condenou – não quis perder a oportunidade de ser “duro” para com os grandes, ou seja, contra a “arrogante” cúpula do principal partido do Governo. A boca pequena dizia-se que Dirceu era arrogante. Acontece que arrogância não está capitulada no Código Penal.

A outra razão pela qual me incomodei com esse processo é que pertenço a uma tradição de jornalistas que não se conforma com o massacre de seres humanos cuja inocência é negada por simples manipulação orquestrada da opinião pública com recurso a técnicas nazistas. Não estou sozinho. É dessa tradição jornalistas como Luís Nassif, Jânio de Freitas, Paulo Henrique Amorim, Raimundo Pereira, Maria Inês Nassif, entre outros. Nenhum de nós tem partido e nenhum de nós tem simpatia especial pelo PT. Mas nossa característica comum é não nos comportarmos como manada buscando, no limite do possível, algum grau de imparcialidade na notícia e na opinião.

Se o “mensalão” não existiu, o escândalo da Petrobras é um excesso. Não é um crime qualquer. A Petrobras é um ícone da brasilidade. Nada se lhe compara nesse ponto. É parte de nosso orgulho nacional. Não só por ter-se tornado grande, a maior empresa da América Latina, uma das maiores do mundo, mas porque está na fronteira da tecnologia em pesquisa de petróleo em águas profundas, o que traça um vínculo entre o presente e o futuro da empresa nesse campo. O que aconteceu na Petrobrás é um crime de lesa-pátria. O que era um elemento central de nossa vaidade tornou-se fonte de nossa vergonha. Este, sim, é o maior escândalo de nossa história, não pelo dinheiro envolvido (estão refazendo as contas e já não se fala em bilhão, mas milhões) mas pelo efeito moral.

Entretanto, o tamanho incomparável desse escândalo não autorizaria promotores e policiais federais a usá-lo, em conluio com “Veja”, como instrumento político contra a Presidenta Dilma e o ex-Presidente Lula. Nesse aspecto, tivemos uma reprodução do “mensalão”. A mesma técnica nazista de distorcer fatos e repeti-los à saciedade até que a opinião pública, encharcada pela manipulação, deixa de pensar nos fatos em si e capitulem à versão. A Presidenta teve uma justa reação ao anunciar que processaria “Veja” pela capa sinistra às vésperas da eleição sustentando que ela e Lula sabiam dos crimes na Petrobras. A opinião pública brasileira espera que a Presidenta lave sua honra num processo exemplar. Se não cumprir o que prometeu ela estará coonestando a infâmia.

*Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.


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Fernando Baiano, outro que começou a "fazer negócios" com Petrobrás no governo FHC


Lava Jato: lobista diz que ‘iniciou negócios’ no governo FHC

Fernando Baiano afirmou ter conhecido o gerente da Petrobras, Cerveró, ainda no ano 2000

O empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou à Polícia Federal nesta sexta-feira que começou a fazer negócios com a Petrobras ainda no governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, por volta do ano 2000. As informações são do Estadão.

Fernando Baiano é apontado como sendo operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras. Para a PF, o lobista pode ter agido na chamada Área Internacional, comandada por Nestor Cerveró. Sobre este, Fernando Baiano afirmou que conheceu “ainda no governo de Fernando Henrique”, quando Cerveró era gerente da Petrobras.

Nestor Cerveró foi “indicação política” do PMDB, informação que Fernando Baiano afirmou ter tido conhecimento recentemente, já que pensava que o ex-diretor de Internacional “fosse vinculado ao PT”.

Em depoimento de mais de três horas, o lobista ainda falou sobre o doleiro Alberto Youssef, afirmando que este teria lhe pedido para que “fizesse doações para campanhas políticas”. Sempre de acordo com a publicação, Baiano ainda teria defendido que Youssef sugeriu que “alguma empresa” por ele representada também fizesse doações.

Baiano negou que seja operador de “qualquer partido político”, mas admitiu que tenha duas contas “declaradas” no paraíso fiscal de Linchenstein – uma em seu nome e outra no nome de sua empresa, a Tecnhis Engenharia e Consultoria. ( TERRA )

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Semler: "Onda de prisões de empresários é 'passo histórico' e é ingênuo achar que isso teria ocorrido com qualquer presidente"



Ricardo Semler: Nunca se roubou tão pouco 

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula. 

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas. 

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão –cem vezes mais do que o caso Petrobras– pelos empresários? 

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse? 

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido. 

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país. 

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo. 

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas. 

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito. 

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas. 

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras. 

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país. 

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre. 

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor? 

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido. 

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada um de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar. 

RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. Foi professor visitante da Harvard Law School e professor de MBA no MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)



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Homem de cem milhões de dólares começou a roubar Petrobrás no governo Fernando Henrique Cardoso


HOMEM DE US$ 100 MI ROUBA DESDE O INÍCIO DA ERA FHC

Depois de ter causado espanto ao declarar que devolveria uma fortuna de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 252 milhões), obtidos irregularmente, aos cofres públicos, o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco admitiu que recebe propina há 18 anos, desde o início da era FHC, por meio de contratos da estatal. Esse é o motivo, segundo ele, para ter conseguido acumular tamanha fortuna.

Na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse sentir “vergonha” do que está acontecendo na Petrobras. “Tenho vergonha como brasileiro, tenho vergonha de dizer o que está acontecendo na Petrobrás”, afirmou.

Barusco admitiu, em delação premiada, que desvia verbas por meio de contratos na estatal do petróleo desde 1996, segundo ano do governo do ex-presidente tucano. Ele também confirmou ter recebido US$ 22 milhões em propina apenas da holandesa SBM Offshore, que trabalha com afretamento de navios-plataforma.

O ex-gerente da Petrobras negou, durante depoimento, que parte do dinheiro desviado por ele era destinado a algum partido ou políticos. “Esta era a parte da casa”, afirmou. Apontado como um dos supostos cúmplices do ex-diretor da estatal Renato Duque, preso na sexta-feira 14, ele conta também ter contratado empresas sem licitação, prática que foi permitida por meio de uma lei do governo FHC.

Barusco teve participação em todos os grandes projetos da Petrobras na última década, entre eles a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Em 2006, logo após a compra pela Petrobras de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ele tentou favorecer a Odebrecht, contratando a empresa para a ampliação da refinaria sem processo de licitação. Ele alegou que a companhia era a única brasileira com experiência para o trabalho e obteve o apoio dos diretores. A obra no valor de US$ 2,5 bilhões, porém, foi rejeitada pelos sócios belgas.

O volume de dinheiro a ser devolvido pelo engenheiro aos cofres públicos é o maior já obtido por um criminoso na história do País. O acordo de delação premiada foi firmado por ele antes de a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, vir à tona. Ele decidiu colaborar com a polícia assim que foi avisado que seria denunciado, conseguindo, dessa forma, se livrar da cadeia.




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Planalto lança nota em resposta à nova intentona golpista da famigerada @VEJA


Em nota, Planalto reage as tentativas de golpe da revista Veja

Já ficou manjado, de tão repetitivo. A cada semana, a revista Veja, da Editora Abril, tentará um novo golpe contra a presidente Dilma Rousseff.
Depois de passar pela maior humilhação da história do jornalismo brasileiro, ao ser condenada a publicar um direito de resposta em pleno dia de votação, por tentar, segundo a Justiça, manipular a opinião pública, Vejaatacou novamente, neste fim de semana.

A "bomba" é um email de Paulo Roberto Costa para a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em que o ex-diretor da Petrobras trata de restrições do Tribunal de Contas da União às obras da Refinaria Abreu e Lima. Na mensagem, Costa propõe que o tema passe pelo Congresso. Segundo Veja, naquele momento, Dilma poderia ter feito parar o chamado "petrolão".

Em nota, o Palácio do Planalto reagiu. "Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma", diz o texto. "As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público."

Leia, abaixo, a íntegra da nota do Palácio do Planalto:

Nota à imprensa

A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.

Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma.

As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Aos fatos:

Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.

No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:

“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.

Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas: 

a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis;

b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;

c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.

Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.

A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos:

1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;

2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e

3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.

A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.

E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.

A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão competente, a CGU.

Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria.

Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.

Secretaria de imprensa,

Presidência da República



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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O maior espetáculo da Terra! ( "Petrolão" )


“Atenção, senhoras e senhores.
“Respeitável público, atenção para... o maior escândalo de corrupção de todos os tempos!
É o que o monopólio da imprensa capitalista vem repetindo sistematicamente. Mas não tem praticamente nada a mostrar. A não ser a “ação”, isto é, as prisões, o vai-e-vem da Polícia Federal.
São só os preparativos.
Arrumam apelidos, arrolam envolvidos, apontam-se as culpas e alguém misterioso, sempre nos bastidores, mantém a conta: são milhões! Milhões de reais!
A histeria domina os penas de aluguel na imprensa escrita, e os leitores de teleprompter em rede nacional de televisão.
Enquanto o grande público é feito de palhaço, ninguém apresenta uma explicação do porquê deveríamos considerar o caso da Petrobras “o maior escândalo de corrupção da história”.
Transitaram de um escândalo a outro, do mensalão ao caso Petrobras, sem alarde. Sem vergonha, também, transferiram o título imerecido de um para o outro. E ocultaram, nessa proeza de trapezista, a corrupção de décadas do PSDB e do DEM: privatizações como a da Vale, da Petrobras, do sistema Telebras; o escândalo do Banestado no final dos anos 90; o caso dos “vampiros da saúde” que atuaram por mais de 14 anos no ministério; o banco Marka e seu dono, Salvatore Cacciola; o caso Nicolau dos Santos Neto e da obra milionária do TRT de São Paulo; o caso dos anões do orçamento; o caso do metrô de São Paulo... enfim, todos.
Em sua apresentação anterior, o “circo da corrupção” inaugurou uma atração inédita: a prisão dos dirigentes do partido governante.
Tudo indica que a oposição de direita, o monopólio capitalista da imprensa e agentes do imperialismo norte-americano estão trabalhando para quebrar outro recorde. Fala-se na deposição do governo eleito com mais de 54,5 milhões de votos antes mesmo que seu novo mandato se inicie.
Se podemos nos deixar iludir voluntariamente pelo espetáculo mambembe do circo, com seus ocasionais tigres doentes e palhaços deprimidos, não podemos nos enganar com a prestidigitação da imprensa capitalista dirigida a confundir a população e arrastar, inclusive, parte dela para trás das bandeiras golpistas.
Os que denunciam hoje o governo do PT, escondem o que fizeram o PSDB, o DEM, os militares e os demais partidos burgueses nos governos anteriores.
A operação para colocar de pé um movimento golpista e fazê-lo avançar sobre o governo do PT conta com diversos aspectos. O escândalo político e moral, simulado pela imprensa e sentido como legítimo por um setor da classe média, é apenas o primeiro deles.
Junto com a denúncia do novo “maior escândalo de corrupção da história” vêm: a luta no Congresso Nacional pelo controle da mesa da Câmara dos Deputados; a luta pelo controle do STF; a definição do comando da Polícia Federal; a congregação das Forças Armadas em torno do projeto golpista; a coalizão partidária golpista, indispensável para o sucesso da operação; o cartel da imprensa capitalista contra o governo e, por fim, a organização de grupos políticos capazes de emprestar uma aparência “revolucionária” ao movimento contra o governo, com elementos de extrema direita.
O fato novo, o surgimento da tendência golpista nas hostes da direita, não deve ser tratado de maneira leviana. Não se pode ignorar sua existência, minimizar sua importância ou desdenhar o perigo que representa.
É preciso, pelo contrário, combater a direita desde já enquanto esta ainda não está suficientemente organizada para o golpe.


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John McCain admitiu estar em contacto permanente com o Emirado Islâmico


Vários média (mídia-br), nomeadamente nos Estados Unidos e em França, contestaram fortemente o artigo de Thierry Meyssan sobre as ligações entre John McCain e o Emirado Islâmico ("Daesh") [1]. Todos disseram ter identificado, e, por vezes, até conhecer bem o indivíduo que aparece na fotografia da reunião do senador com o Estado-maior do E.S.L. (Exército sírio livre -ndT), em maio de 2013, para que ele possa desmentir que não se trata do Califa Ibrahim.

Nós não vamos argumentar contra os artigos dos nossos confrades, que não são verificáveis, iremos limitar-nos a salientar que cada um deles identificou de forma diferente o interlocutor de John McCain, mas sempre com muita certeza. Além disso, esta polémica não tem mais razão de ser, porque o seu único interesse é saber se, sim ou não, John McCain se reuniu com dirigentes de grupos classificados como «terroristas» pelas Nações Unidas e pelos seus próprios países, aqui incluídos os líderes do Daesh. Ora, ele já respondeu a esta pergunta.

Reproduzimos pois, em primeiro lugar, uma entrevista de John McCain com Greta Van Susteren, na Fox News, em que ele diz: «Hillary Clinton já descreveu uma reunião, há dois anos atrás, na Casa Branca. Cada membro da equipa de Segurança Nacional recomendava armar o Emirado Islâmico. O presidente é que se opôs a isso, como ele se opôs e decidiu não bombardear a Síria depois de ter dito que ela tinha cruzado a linha vermelha» [2].



Depois podemos reproduzir um excerto de uma entrevista concedida por John McCain ao Sean Hannity Show, também na Fox News, a 16 de setembro de 2014, opondo-se ao plano do presidente Obama contra o Emirado Islâmico. O seu conteúdo encerra o debate já que, aí, o senador reconhece, de viva voz, conhecer os dirigentes do Emirado Islâmico.

No início da entrevista, ele critica um artigo relatando a precariedade de um cessar- fogo entre grupos «moderados» e grupos «extremistas». Então, ele afirma conhecer a situação no terreno e, referindo-se à sua experiência no Vietname (Vietnã-br), ele defende a ideia de se apoiar em todos os «rebeldes» para derrubar a República Árabe Síria. Para conseguir isso, ele revela ter-se encontrado com os líderes do Daesh (ao contrário de Ron Paul), e estar em contacto permanente com eles.



As duas entrevistas foram, ambas, gravadas após o ataque ao Iraque pelo Emirado Islâmico, a limpeza étnica, e os massacres que se seguiram, mas antes da decapitação de cidadãos norte-americanos.

Tradução

[1] «John McCain, chefe de orquestra da "Primavera Árabe" e o Califa», por Thierry Meyssan, Rede Voltaire, 18 de agosto de 2014.

[2] “Hillary Clinton has described already the meeting in the White House over 2 years ago, everyone in the National Security Team recommended arming ISIS, and the President, by himself turned it down, just like by himself, he decided not to strike Syria after he said that they’d crossed the red line”.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Envolvimento nada surpreendente do PSDB de Aécio e FHC com empreiteiras do "Petrolão" atrapalha tentativa de golpe


Rastros tucanos na corrupção da Petrobras alertam autoridades
Se a direita pretendia usar a Operação Lava Jato para comprometer o governo da presidenta Dilma Rousseff, os fatos apontam para uma barreira intransponível de evidências quanto à participação de líderes dos partidos oposicionistas na roubalheira ocorrida, durante mais de uma década, na estatal brasileira de petróleo. A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário.
Quatro delegados da Polícia Federal chegaram a usar uma rede social para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, às vésperas da eleição, em apoio ao candidato Aécio Neves, do PSDB. Trata-se dos principais responsáveis pela operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e a eles foram feitas delações premiadas, cujo suposto conteúdo foi “vazado” no período eleitoral. A megaoperação das prisões precipitou-se sobre o caso dos delegados e sua sugestiva atitude, abafando-o.
A onda de prisões foi deflagrada apenas 24 horas depois que os delegados responsáveis pelo caso Petrobras apareceram comprometidos, como autores, com manifestações explicitamente agressivas contra Dilma e Lula. E de apoio a Aécio Neves.
– O comportamento desses delegados não anula a existência nem diminui um fato grave, que é o escândalo da Petrobras, mas compromete a investigação. Esses delegados acreditam que são os salvadores da pátria, quando, na verdade, estão comprometendo a investigação. Na tentativa de alterar o resultado eleitoral, eles estavam evidentemente fazendo vazar depoimentos, quebrando o sigilo da investigação – disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao site Viomundo.
Vazamentos
Outra tentativa de influir no resultado eleitoral, com base na operação de caça aos corruptos na Petrobras, foi identificada pela Procuradoria Geral da República. O procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou a jornalistas que o advogado do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, era ligado ao PSDB e vazou informações seletivamente para influenciar as eleições realizadas em outubro.
– Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido – disse Janot.
Trata-se do advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, coordenador da defesa de Youssef. Por um ano entre 2011 e 2012, durante o governo tucano de Beto Richa, no Paraná, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná.
Segundo Janot, Basto “começou a vazar coisa seletivamente” e foi avisado pela procuradoria a respeito do risco que a estratégia envolvia.
– Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação – disse.
Pelo acordo feito entre a PGR e os delatores, o conteúdo da delação premiada deve ser mantido em sigilo, sob pena de o acusado perder os benefícios negociados com os procuradores. Ainda assim, as declarações deram margem para o golpe midiático levado a termo pela revista semanal de ultradireita Veja, às vésperas do segundo turno das eleições.
Investigadores da Polícia Federal suspeitaram da armação no depoimento em que Youssef afirmou que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a então candidata à reeleição Dilma Rousseff, ambos do PT, sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.
Youssef prestou depoimento em 21 de outubro e não citou Lula ou Dilma. Em 22 de outubro, Figueiredo Basto pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior” para acrescentar que “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”, ao que Youssef teria afirmado “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”.
A denúncia foi publicada na noite de quinta-feira 23 pela revista Veja, que naquela semana antecipou sua circulação semanal em um dia. No fim daquela semana, Aécio Neves (PSDB) e Dilma se enfrentariam no segundo turno das eleições presidenciais. No domingo 26, a capa da revista circulou em forma de panfletos por algumas das maiores cidades do País e um boato a respeito do suposto assassinato de Youssef circulou pelas redes sociais. Depois de publicada a matéria, Basto negou a existência da retificação.
PSDB envolvido
A prisão de empreiteiros, durante a sétima fase da Operação Lava Jato, na última sexta-feira, elevou a temperatura dos discursos da oposição, com discursos impositivos de Aécio Neves e seus liderados.
– Tem muita gente sem dormir em Brasília – chegou a afirmar o senador mineiro, derrotado nas urnas pela presidenta Dilma.
A falação, porém, esconde o fato que, das nove empreiteiras alvo dos federais, seis financiaram sua campanha para presidente em um montante não inferior a R$ 20 milhões. A situação dos oposicionistas fica ainda mais delicada no momento em que, segundo Rodrigo Janot, a prisão de executivos e presidentes de grandes empreiteiras do país faça com que muitos dos detidos busquem o instituto da delação premiada para tentar reduzir o tamanho de suas penas.
– Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?’. E aí eles começam a falar mesmo – conclui.

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"No tolerancia, venimos a aniquilar"
Edificante frase motivacional grafitada por soldados israelenses em paredes de imóveis tomados como bases, durante a última guerra de Israel contra o Hamas, em janeiro, em Gaza, quando o Estado israelense cometeu inúmeros crimes de guerra. Saiu no El País.

"Você acha que os Estados Unidos foram um Estado fascista até 1945, quando tínhamos a mesma regra?"
Noam Chomsky
, em entrevista à Isto É, sobre as possibilidades de Hugo Chavez se reeleger infinitas vezes, o que alguns chamam de "caminho asfaltado para uma ditadura".


“Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé.”
Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, traíndo o Segundo Mandamento

"Quero me pronunciar em termos práticos como cidadão, distintamente daqueles que se chamam antigovernistas: o que desejo imediatamente é um governo melhor, e não o fim do governo. Se cada homem expressar o tipo de governo capaz de ganhar o seu respeito, estaremos mais próximos de conseguir formá-lo."
Henry David Thoreau, A Desobediência Civil

"The torture never stops."
Frank Zappa, músico

"Além da nobre arte de fazer coisas, existe a nobre arte de deixar coisas sem fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação do que não é essencial."
Lin Yutang, filósofo chinês (1895-1976 )


" Nunca deve valer como argumento a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja...
É sumamente injusto submeter o próprio sentimento a uma reverência submetida a outros; é digno de mercenários ou escravos e contrário à dignidade humana sujeitar-se e submeter-se; é uma estupidez crer por costume inveterado; é coisa irracional conformar-se com uma opinião devido ao número dos que a têm...

É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
Giordano Bruno


" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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