quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pizzolato detona: "Aqui na Itália o juiz não se deixa comandar pela imprensa. Aqui, o que vale é a prova!"



Mídia esconde entrevista com Pizzolato

O jornalista Jamil Chade, do Estadão, fez uma entrevista com Pizzolato. Quer dizer, ao menos é ele que assina a matéria. O texto, contudo, parece escrito por um italiano que ainda não domina o português, de tantos erros de sintaxe, embora nada que comprometa a compreensão. A displicência apenas revela o constrangimento da mídia com as possíveis consequências da soltura de Pizzolato.

E, ironia das ironias, após a mídia gastar sabe-se lá quanto, pagando correspondentes da Itália para acompanhar o caso Pizzolato, e fazendo de tudo para obter entrevistas ou imagens de Andrea Haas, mulher de Pizzolato, quando alguém consegue enfim uma entrevista com o próprio, ela é escamoteada. Não recebe nenhum destaque, nem no próprio Estadão.

Isso porque Pizzolato é a ponta solta que pode fazer ruir a farsa que foi o julgamento do mensalão.

A própria presidenta Dilma agora aprendeu, na própria pele, o que é ser vítima de uma farsa.

Por pouco não perdeu as eleições por causa de uma armação entre mídia e setores corrompidos do próprio Estado.

Houve corrupção na Petrobrás, como infelizmente há em qualquer estatal ou empresa privada, mas as investigações têm de ser conduzidas com isenção, sem acusar ninguém sem provas, e, sobretudo, sem a tentativa vil de manipular depoimentos com objetivos políticos ou eleitoreiros.

Na entrevista, Pizzolato aborda pontos que, se houvesse imprensa de verdade no país, teriam de ser discutidos.

Por exemplo, ele observa que o Banco do Brasil tinha nove sistemas de controle, o que tornava impossível o desvio dos recursos do Fundo Visanet, ou de qualquer recurso do BB, sobretudo a partir de um funcionário subalterno, como ele era. Desviar R$ 74 milhões, então, é uma acusação surreal.

Pizzolato também fala da ocultação de provas. A imprensa brasileira, cúmplice e artífice desse crime, não tem interesse em informar ao público que provas foram essas, quando foram ocultadas e porque foram ocultadas.

Mas o PT e o governo, que foram vítimas de uma farsa cujo objetivo sempre foi o desgaste político, têm obrigação moral de retomar esse processo, sob o risco de outras farsas se repetirem. Como, aliás, já estão tentando fazer.

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, quis fugir do confronto com a mídia, mandando cortar cabeças de subordinados, antes mesmo de qualquer provas contra eles, e quase teve a sua própria cabeça cortada.

A mesma coisa vale para a presidente Dilma.

A parte da entrevista que fala em ameaças pode enganar coxinhas. Pizzolato foi “ameaçado” por setores corrompidos e acuados do Estado, como o Ministério Público e o STF, além da mídia.

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Entrevista: Henrique Pizzolato

Ex-diretor criticou Justiça brasileira e elogiou a da Itália. ‘Ela não se deixa levar pelo o que jornais ou TVs veiculam’

Pizzolato é libertado e critica processo do mensalão: ‘Foi injusto, esconderam provas’

Por Jamil Chade, no Estadão.

28 Outubro 2014 | 17h 36

Bolonha – “Não fugi. Salvei minha vida”. Quem declara isso é Henrique Pizzolato ao deixar a prisão de Modena hoje às 20.30 e insiste que está “com sua consciência tranquila”. Caminhando lentamente e perdido em busca de sua esposa que chegaria instantes depois, ele perambulava pelo estacionamento da prisão Sant Anna de Modena sem destino, enquanto era indagado por jornalistas.

Na tarde de hoje, o Tribunal de Bolonha rejeitou um pedido do governo brasileiro de extraditar Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil e condenado a doze anos e sete meses no caso do Mensalão.

Mais gordo, mais envelhecido e carregando três sacolas com seus pertences, ele não economizou ataques ao Brasil e chegou a dizer que “nem sabia” que Dilma Rousseff havia vencido a eleição.

Antes, dentro da corte num púlpito debaixo da frase estampada na parede do tribunal “A Lei é igual para todos”, Pizzolato insistiu que era inocente.

Sua liberação foi comemorada pela família. Quem não escondia sua emoção era João Haas, sogro de Pizzolato. “Henrique chorou copiosamente”, disse Haas, que acompanhou o julgamento ao lado de sua filha Andrea, mulher do ex-diretor.

Ele, porém, fez questão de sair ao ataque contra Dilma. “O PT e a presidente Dilma abandonaram Pizzolato. Espero que agora o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) coloque a mão na consciência.” “Eu estou resgatando minha família, que foi estraçalhada pelo STF, insistiu. Após a decisão, Andrea e Pizzolato se abraçaram.

Ao deixar a prisão, Pizzolato falou pela primeira vez desde que foi condenado, há um ano. Eis os principais trechos:

Como o sr. se sente?

Por favor, me deem um pouco de paz. Vocês já fizeram o trabalho de vocês. Eu não pedi para vocês trabalharem.

O sr. tem rancor em relação a alguém?

Não, tenho indiferença. O rancor não leva nada a ninguém. Rancor para que? para ficar doente, para eu ficar mal? Eu tenho é pena das pessoas que fizeram isso. Das pessoas que agem com prepotência. que tem soberba. Quanto a essas pessoas, eu tenho pena e sou indiferente.

Quem agiu com soberba?

Se você adivinhar um, ganha um fusca.

O sr. acha que foi injustiçado?

O sr tem dúvida? Eu fiz meu trabalho no banco [do Brasil] e o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, e o maior banco da América Latina. É um banco que tem nove sistemas de controle. Na minha diretoria, tinha complyance, tinha uma diretoria de controle, tinha auditoria interna, auditoria externa, tinha conselho fiscal, tinha conselho de administração, tinha comissão de valores mobiliários, tinha tribunal de contas da união, tinha assembleia de acionistas, e como o banco tem ações em Nova York, tinha que prestar contas inclusive ao sistema americano. Ninguém encontrou um centavo que tivesse desviado em dez anos. o que que vocês acham?

O sr. se sente abandonado por alguém? Seu sogro acusou Dilma.

Ele é maior de idade e fala por ele.

O sr. recebeu apoio do PT?

Não pedi.

O sr. ficou feliz com a reeleição de Dilma?

Nem sabia. Obrigado pela novidade.

Valeu a pena fugir?

Eu não fugi, eu salvei minha vida. Qualquer um teria feito isso.Você acha que salvar a vida não vale a pena?

O sr. estava sendo ameaçado?

O que você acha?

O senhor estava sendo ameaçado de morte então?

Não sei, pergunte aos brasileiros, o que eles fizeram.

A quem o senhor recomenda que a gente pergunte isso?

Aos 210 milhões de brasileiros

Quem que ameaçou o senhor?

Ninguém me ameaçou. Eu não preciso de ameaça. Eu sei ler as coisas.

O que o senhor pretende fazer a partir de agora?

Agora, eu pretendo, dormir.

O que o sr. acha da Justiça italiana?

Muito melhor que a brasileira. Aqui, o juiz não se deixa comandar pela imprensa. Aqui, o que vale é a prova e a lei. Aqui não se faz como no Brasil que esconde documentos de um inocente.

Modena é uma cidade que lhe deu sorte?

Modena é infelizmente, primeiro eu gostava de Modena por causa do Pavaroti, pelo vinagre balsâmico, pelo Lambrusco, pela paisagem, pela arquitetura belíssima, tantas obras de arte e muitos pelos advogados que foram bravos e fizeram o seu trabalho, e conseguiram mostrar a verdade sobre os fatos.

Permanecerá na cidade?

Não tenho certeza, mas longe não irei.

Ficará na Itália, certamente…

Mas existem muitos lugares belos aqui, a Itália é belíssima. Eu gosta daqui. Se vocês querem saber o que pretendo fazer, no dia 15 do próximo mês vai fazer cem anos da morte do irmão do meu avó que o irmão do meu avó na primeira guerra. E o meu avó sempre quis…

No Vêneto?

No norte do Vêneto, no Monte Beluno e o meu avó sempre quis encontrar o lugar onde ele foi ferido, pois sua família sofreu muito. E eu lhe prometi que encontraria uma forma de ir até lá. E agora tenho três coisas a fazer: pagar essa promessa com meu avó, depois, quem sabe, irie até Padre Pio orar e agradecer padre Pio, pois Deus me deu uma sorte grandíssima, uma mulher que eu não sei se é um anjo ou uma santa, que me ajudou e esteve sempre comigo a vida inteira e vou orar um pouco por toda essa gente que pensa que se pode resolver os problemas com armas, com a raiva, com a injustiça.

A sua consciência está limpa?

Limpíssima. E nunca perdi uma noite de sono por causa da minha consciência

Agora falta uma parte que é o passaporte em nome do seu irmão. O que lhe pode acontecer por isso?

Não sei. Isso não compete a mim. Pergunte às autoridades, você que têm estado a tanto tempo aqui.

O senhor acha que valeu a pena ter vindo para cá, pois alguns dos réus do mensalão já estão deixando a prisão?

Não sei. Cada um toma a decisão de acordo com sua cabeça. Eu agradeço a Deus, que sempre esteve comigo e me ajudou. Deu-me a luz a paz e estou feliz.

Como foram esses seis meses na prisão?

Eu não fiquei na prisão.

O que o senhor considera que era o Cárcere Santana?

Melhor do que passar oito anos no Brasil sem poder sair de casa sem ser agredido por alguém. Sem ser torturado nas ruas.

Melhor a cadeia aqui, em Modena?

Muito melhor a cadeia em Modena, pois aqui ninguém me agredia quando uma notícia falsa aparecia uma notícia no jornal, ou uma televisão dizia mentiras. Isso não se faz com as pessoas As pessoas quer têm a mídia nas mãos devem saber que um dia poderão também eles passar por isso, tornar-se prisioneiro em sua própria casa. Passei oito anos sem poder sair de minha casa. Por que se saía, eu sabia que não podia pegar um elevador, porque tantas vezes um vizinho não me olhava na cara. Outras vezes quando eu ia fazer compras podia ser agredido por uma coisa que eu não sabia.

Você ainda pensa que seu processo foi um processo político?

Foi um processo injusto, um processo mentiroso. Esconderam as provas e é lamentável que isso aconteça em pleno século XX. A Polícia Federal, o Instituto Nacional de Criminalística disse claríssimo que eu não tinha nada a ver com aquilo. Preferiram outras opções.


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Como os paulistanos dizem que é a "Indústria da Multa", e como ela é DE VERDADE



COMO DIZEM QUE ELA É...
Faz tempo que não falo sobre a famosa e inexistente "Indústria da Multa" paulistana, que alegam ser uma voraz e implacável máquina de arrancar o suado dinheirinho de cidadãos decentes, uma Sereia de Fiji urbana, um Pé Grande que habitaria esta selva de concreto e carros chamada São Paulo, em que as pessoas acham que as únicas áreas verdes que deveriam existir são parques, porque são confinados, ideais pra gente tirar um lazer. Árvores nas ruas e quintais nem pensar. Faz muita sujeira e dá trabalho cuidar.
Como estivemos às voltas com as eleições, não deu pra tocar muito no tema, mas desde 15 de Setembro eu tinha algo na agulha pra postar, só que fui postergando. Em 15 de Setembro caiu na minha mão uma edição do jornal Metrô News onde, na página 10, há a matéria "CET ganha R$ 1,4 mil por minuto em radar" ( Se funcionar direito, pode clicar ali na imagem que talvez dê pra ler ). De acordo com ela, a CET implantou um radar "irregular" ( segundo a OAB ) no "acesso da Marginal Tietê ( sentido Castelo Branco ) à Avenida Santos Dumont, pela Ponte das Bandeiras" e, como pegar a alça é proibido das 6 da manhã às 15 da tarde, cerca de 11 motoristas por minuto são pegos fazendo essa conversão ilegal. A multa por conversão proibida é R$ 127,69. De acordo com o texto a CET estaria, então, arrecadando R$ 1,4 mil por minuto. Os críticos alegam que o radar não é visível, e que por isso estaria configurada uma irregularidade.
Talvez sim, talvez não. Como sempre, tais textos detratores dessa raquítica "Indústria da Multa" focam em valores e em supostos abusos. Chegam a falar em armadilhas, o que em alguns casos deve até ser verdade. Porém só faltou jogar alguma culpa nos amarelinhos, que hoje em dia ficam em terceiro lugar no quesito "aplicação de multas", atrás dos radares e da PM. Pelo menos eu tinha lido algo nesse sentido lá por março ou abril.
Digamos que o radar não esteja visível. Talvez não esteja mesmo. Segundo o texto, a CET diz que "o objetivo é fiscalizar veículos, exceto ônibus e táxis, que fazem o movimento de conversão à direita no local, conforme regulamentação existente ( placa de Proibido Virar à Direita ). A medida busca privilegiar o transporte público, informou em nota."
Esse trecho é importante. Pois, como pode-se ver na imagem abaixo [ original da matéria ] a placa realmente existe, a de cor branca. Cheguei a ler uns que disseram que esta placa é pequena. Que seja, mas o símbolo de "Proibido Virar à Direita", assim como todos os demais - como eu poderia dizer? - "intuitivo", pra emprestar um jargão da informática. Não precisa ler o horário de proibição, ou o texto, mas o símbolo ( é assim que chama? ), repito, é intuitivo. Se não tem identificação de que existe um farol, há a placa dizendo da proibição. Se não existisse um radar ali, e as pessoas soubessem disso, a tal placa de "Proibido Virar à Direita" não seria respeitada nem a pau. Como, de fato, não é. A multa que chega depois é que é a surpresinha-resposta ao ato delituoso. Em resumo: não existe sinal informando a existência de radar, mas existe sinal informando que ali é proibido entrar à direita. Como estamos em São Paulo, não respeitar isto é a regra.
Pra finalizar: cada um acha aquilo do que vai atrás. Se a reportagem do Metrô News ficasse 10 minutos plantada na Avenida Paes de Barros lá pelas seis da tarde, sete da noite, se quisesse também flagraria 11 motoristas por minuto, falando ao celular. Eu já fiz isso e contei um monte deles que, com toda certeza, não receberam a justa punição, a multa dolorosa.



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,,,E COMO ELA É, DE VERDADE
Ontem, voltando à tarde para casa, passei por um local onde, costumeiramente - é a regra, vamos ser sinceros - havia automóveis estacionados sobre a calçada. Tal local já foi tema de diversos posts neste blog. De cara lembrei-me de um post ( acabei de encontrar, e é de exatamente UM ANO ATRÁS!!! ) no qual narrei um caso em que telefonei à CET durante 2 dias SEGUIDOS ( na verdade, eu telefonei durante vários dias seguidos, talvez 5 ou 6, mas somente sábado, domingo e a segunda-feira aparecem na narrativa, que são os dias derradeiros do caso ), implorando por fiscalização e, somente no sétimo alguém compareceu, mas em vez de multar os salafrários, contentou-se em proceder a "remoção" ( pedir que o criminoso tire o carro do lugar, por obséquio ). No dia seguinte a isto, telefonei a CET, contando o fato, e dizendo que NOVAMENTE havia carros ali, o que deixou o atendente furioso. Mas, COMO SEMPRE OCORRE NA CIDADE DE SÃO PAULO, NÃO DEU EM NADA. De lá pra cá, chamei-os diversas outras vezes, mas COMO DE COSTUME, não aconteceu nada e os criminosos sairam impunes.

Pois ontem eu voltava para casa, como contei no início do parágrafo anterior e, ao chegar em casa telefonei à CET. Eram 15:47h. Depois, às 16:30h, para o famigerado "reforço". Depois, tornei a cobrar, às 17:08h. Por fim, a última chamada se deu às 18:06h. Eu tive que sair e, lá pelas 18:15h, eu me encontrava 50 metros do local, no ponto de ônibus, de onde tinha uma visão privilegiada da cena do crime. Três carros na calçada, geralmente os mesmos veículos de sempre, nos mesmos locais de sempre, obrigavam as pessoas a saírem da calçada e caminharem pelo meio da rua apertada, onde, como se deduz, passam ônibus, além dos automóveis. 

Ansiosamente eu esperava tanto pelo meu ônibus como pela CET. O ônibus veio primeiro. A CET não, como descobri somente hoje, ao ligar lá para fazer a consulta do protocolo referente a minha ocorrência. Ainda estou em dúvida se reclamo à Corregedoria. Nem sei se funcionaria.

Por falar em "um ano"...
Em agosto, fiz uma solicitação à CET para que, segundo a atendente telefônica da Companhia que me fez a sugestão, uma avenida passasse a receber uma fiscalização frequente. Eu contei à moça da diversidade de delitos que se observam ali diariamente, e ela disse que, em vez de chamar de vez em quando, tentasse incluir a via num troço chamado "fiscalização periódica".

Assim procedi e, logo, recebi a mensagem abaixo por email, em 12 de agosto:

Sua solicitação C99999999 está sendo tratada no processo acima.
Oportunamente, comunicaremos os resultados da análise. Solicitamos que aguarde um posicionamento sobre a questão.

Companhia de Engenharia de Tráfego - CET
Departamento de Atendimento ao Munícipe - DAM

Em seguida, em 15 de setembro, recebi mais esta comunicação por email:

Em atenção à solicitação de fiscalização, informamos que o local foi incluído em nosso programa de fiscalização periódica, a fim de coibir possíveis desrespeitos ao Código de Trânsito Brasileiro - CTB.

Companhia de Engenharia de Tráfego - CET
Departamento de Atendimento ao Munícipe - DAM

"Até que enfim!", pensei.

E, como tenho mania de guardar email, fui dar o mesmo destino aos dois acima. Quando achei a "pasta" onde guardo estas coisas, encontrei um email datado de 21 de Julho de 2009, ou seja, DE CINCO ANOS ATRÁS, fazendo a mesma merda de solicitação, cuja resposta foi:

Em atenção à solicitação de fiscalização, informamos que o local foi incluído em nosso programa de fiscalização periódica, a fim de coibir possíveis desrespeitos ao Código de Trânsito Brasileiro - CTB.

Companhia de Engenharia de Tráfego - CET
Departamento de Atendimento ao Munícipe - DAM

Portanto, vermes, falem mais sobre essa tal "Indústria da Multa". Quem sabe um dia conseguem me convencer.
Obs: não deixem de ler outros posts sobre a "Indústria da Multa".

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Estudo canadense liga preconceito a pessoas de baixo QI



São Paulo - Um estudo feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, parece ser bastante provocador. A pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes - sim, isso é um eufemismo - são mais conservadoras, preconceituosas e racistas.


O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.



A descoberta aponta para um ciclo vicioso, em que esses adultos com pouca inteligência ‘orbitam’ em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança e que, por sua vez, geram o preconceito.



As pessoas menos inteligentes seriam atraídas por ideologias conservadoras, segundo o estudo, porque oferecem ‘estrutura e ordem’, o que dá um certo ‘conforto’ para entender um mundo cada vez mais complicado.



"Infelizmente, muitos desses recursos também podem contribuir para o preconceito", disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.



Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais são ‘brilhantes’ e nem que todos os conservadores são ‘estúpidos’. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, disse Gordon Hodson. ( EXAME )



LEIA TAMBÉM: 


Nordestinos voltam a ser hostilizados na internet - DIÁRIO DE SÃO PAULO, 27.10.2014

LIXORAMA:




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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Encontrar vida extraterrestre mudaria filosofias religiosas?


Descobrir vida extraterrestre iria mudar radicalmente a forma como vemos o nosso lugar no universo. Mas iria afetar a religião? Descubra aqui.

A descoberta de seres extraterrestres - sejam eles micróbios viscosos ou homenzinhos verdes - iria mudar radicalmente a forma como nós, humanos, vemos o nosso lugar no universo.

Mas será que isso quebrava a religião? Bem, isso depende do que você acredita.

Em seu novo livro "Religiões e Vida Extraterrestre" (Springer 2014), David Weintraub, um astrônomo da Universidade de Vanderbilt, dá uma olhada de perto como os diferentes credos iriam lidar com a revelação de que não estamos sozinhos. Alguns dos seus resultados podem surpreendê-lo.

Enquetes públicas têm mostrado que uma grande parte da população acredita que os alienígenas existem. Weintraub descobriu que algumas religiões são mais confortáveis com a idéia de ET do que outras.

Aqueles com um ponto espiritual centrado na Terra são os mais propensos a ficar desconfortáveis por perguntas sobre a descoberta de alienígenas. Alguns cristãos evangélicos e fundamentalistas, por exemplo, são da opinião de que a única intenção de Deus era criar pessoas na Terra.

Alguns acreditam que se Deus criou a vida em qualquer outro lugar, tê-lo-ia mencionado no Gênesis, disse Weintraub. Mas alguns cristãos que interpretam a Bíblia literalmente podem realmente incorporar mais facilmente a existência de ETs na sua cosmologia espiritual.

Muitos adventistas do sétimo dia, por exemplo, são os criacionistas que acreditam que a Terra foi literalmente criada por Deus em seis dias há cerca de 6.000 anos atrás e que os seres humanos descendem - e herdaram o pecado original - a partir de Adão e Eva.

Nessa linha de pensamento, a vida poderia existir em outros planetas, mas seres que não descendem de Adão e Eva na Terra não seriam inerentemente pecaminoso e, efetivamente, eles não precisariam do cristianismo para serem salvos, disse Weintraub.

A flexibilidade do Adventismo do Sétimo Dia no que diz respeito aos ETs pode ser um produto do tempo em que a religião foi fundada (século 19). Durante os anos 1700 e 1800, houve uma forte crença popular em vida extraterrestre, disse Weintraub.

O telescópio (uma invenção relativamente recente) finalmente permitiu aos astrónomos espiar outros planetas e luas do nosso sistema solar, mas os cientistas ainda não compreenderam bem como esses corpos celestes são estéreis.
E talvez não seja coincidência que as religiões que começaram naquela época - Mormonismo, Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Fé Bahá'í - todos têm uma forte crença na vida extraterrestre, disse Weintraub.

Por outro lado, a noção de vida extraterrestre era irrelevante para a maior parte das religiões que começaram há milhares de anos. "As idéias sobre vida extraterrestre – como parte das escrituras sagradas - estão enterradas um pouco mais profundo", disse Weintraub.

"Elas não são óbvias. Elas estão em camadas abaixo do topo. Nas escrituras judaicas, não há praticamente nada. Você realmente tem que sobre-interpretar para encontrar qualquer coisa que você pode dizer marginalmente poder ter alguma coisa a ver com a vida extraterrestre".

É claro que os ETs têm figurado nas crenças de pequenas seitas e grupos religiosos marginais. Em um exemplo famoso, 39 membros do chamado grupo Portas do Céu cometeu suicídio acreditando que deixavam seus corpos para alcançar uma nave alienígena seguindo o cometa Hale-Bopp em 1997.

Para Weintraub seria provável que religiões futuras brotassem a partir da descoberta de vida extraterrestre. Com os avanços na pesquisa de exoplanetas e astrobiologia, os cientistas podem estar perto de encontrar provas para a vida longe da Terra - talvez não vida inteligente, mas vida, apesar de tudo.

É por isso que Weintraub acha que o resto de nós deve estar preparado para as questões espirituais que se seguirão - "Existe vida no universo" e que os astrônomos devem participar nessa conversa, uma vez que a questão agora pertence ao domínio da ciência, e não apenas à filosofia.

Provavelmente irão passar milhões de anos antes de os seres humanos descobrirem e serem capazes de se comunicar com seres alienígenas inteligentes - se eles existirem, afirma Weintraub.

Mas ele acha que vale a pena estender a experiência do pensamento a considerar como trataríamos ETs de diferentes credos. Será que repetiríamos os erros de missionários europeus que converteram os "pagãos" do Novo Mundo ao cristianismo?

Ou será que nós adotaríamos uma política que se parece mais com a não-interferência da "Primeira Diretriz" do universo "Star Trek"? Será que ETs sencientes têm as suas próprias religiões? Será que iriam tentar pregar para a gente? O que você acha?


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Carta aos jornalistas da Globo e da Abril, por J. Carlos de Assis


Caríssimos,

Vocês perderam a eleição. Protagonizaram a campanha mais sórdida jamais realizada por órgãos de imprensa em toda a história da República, e assim mesmo perderam. Tentaram envenenar a opinião pública brasileira contra uma candidatura, distorceram fatos, inventaram outros, e orquestraram no mesmo diapasão uma opinião seletiva sobre inquéritos policiais em andamento, atropelando todos os protocolos de comportamento ético de uma imprensa que, mesmo não sendo nunca imparcial na opinião, deveria ao menos tentar sê-lo no noticiário.

Entretanto, não escrevo para celebrar a sua derrota. Muitos já o tem feito. Ao contrário, tomo a liberdade de lhes escrever pelo cuidado que tenho com o seu destino. Gosto da alta qualidade material dos produtos que oferecem à sociedade. As novelas da Globo são sem paralelo no mundo. Os casos de ficção e mesmo as reportagens especiais são de categoria internacional. O mesmo se aplica às revistas não ideológicas da Abril. Contudo, tudo isso está sendo colocado em risco pelo jornalismo sórdido que vocês praticam.

Tenho idade para ter visto muitos impérios jornalísticos brasileiros que se destruíram, ou que foram destruídos pela concorrência. O seu pode ser o próximo. Vocês, nessa campanha presidencial, ao escolheram um lado com o sectarismo principista de um Estado Islâmico, foram além da crítica ao governo para atacar as próprias bases do Estado democrático. Vocês foram ao extremo de subverter o processo judicial envolvendo o poder da República que deveria ser o mais respeitado, a Justiça, em maquinações eleitoreiras rasteiras e macabras. Não fosse a internet, depurando o noticiário, e vocês teriam ganho.

Sei que o caminho suicida que escolheram era uma aposta na candidatura que lhes parecia a mais adequada para tirá-los das dificuldades empresariais e afastar o risco de uma regulamentação mais democrática da mídia. No primeiro caso, o fato de ambas as organizações serem os beneficiários das duas maiores contas de publicidade do governo parece não lhes ser satisfatório. Ou querem mais ou tem medo de perder o que tem. No segundo caso, o risco é um marco regulatório que quebre o monopólio de algumas mídias.

Sim, porque os verdadeiros democratas brasileiros não querem muito mais do que aquilo que os norte-americanos têm. Não me consta que a NBC, a ABC ou a CNN sejam proprietárias de jornais e revistas nos Estados Unidos. Por outro lado, não me consta que o New York Times ou o Wall Street Journal sejam donos de televisões e rádios. Quebrar o monopólio jornalístico da Globo no Brasil não seria diferente do que Cristina Kirchner fez com o Clarín na Argentina, e isso, é preciso reconhecer, simplesmente segue o padrão americano e não tem nada a ver com violação da liberdade de imprensa.

Esta é uma questão política da mais alta relevância, e se alguém, de um ponto de vista imparcial, analisa a campanha presidencial que acaba de ser encerrada encontra amplas justificativas para querer a busca de um marco regulatório adequado. Entretanto, isso é também uma questão econômica, tendo em vista a concorrência no mundo da mídia. A articulação de jornal, televisão e rádio traz óbvias vantagens comerciais monopolísticas para seu dono, além de um inequívoco poder político que pode ser manipulado contra concorrentes, mas também contra a democracia.

Trabalhei sete anos no Jornal do Brasil até pouco antes do início de sua decadência. O JB, quando lá entrei no começo dos anos 70, era dono absoluto do mercado de pequenos anúncios. Quando muitos, e esse era o caso, era a melhor fonte de receita do jornal porque o anúncio era pago adiantado na boca do caixa. Pois bem, a certa altura O Globo decidiu entrar pra valer no mercado de pequenos anúncios. Se fosse jornal contra jornal, tudo bem. Mas o Globo lançou todo o peso da televisão para anunciar seus classificados. Aos poucos, liquidou com o negócio do JB, que não tinha televisão para defender-se.

Esse pequeno incidente revela o verdadeiro poder dos monopólios midiáticos. Quando se trata de política, esse poder é multiplicado. Basta lembrar das consultas obrigatórias que os presidentes faziam a Roberto Marinho sobre iniciativas importantes no tempo em que ele estava em pleno vigor físico. Os herdeiros estão longe da habilidade política do pai, e estão entrando num terreno perigoso de oposição sistemática ao governo. Isso acontece sobretudo na Veja e, principalmente, no Jornal da Globo.

Quando William Waack, Carlos Alberto Sardenberg e Arnaldo Jabor extrapolam sua função de apresentadores e comentaristas para assumirem o papel de doutrinadores raivosos contra a política externa ou interna do governo, manipulando descaradamente o noticiário, é, em sua essência, uma violação das regras de concessão pública de televisão e põem em risco uma organização que, fora da política, é líder absoluta da produção audiovisual na América Latina. Acho que interessa a todos os brasileiros que essa liderança seja conservada e ampliada. Espera-se que o jornalismo da Globo e de Veja não ponham tudo a perder, não junto ao governo, mas junto a telespectadores, leitores e anunciantes, sendo varrido da cena pelo noticiário plural da internet.

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.


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Polícia Federal já suspeita de armação em depoimento de Youssef, diz "O Globo"



Para a Polícia Federal, a acusação do doleiro contra Lula e Dilma pode ter sido estimulada pela defesa de Youssef, com intenção eleitoral, um dia antes da publicação de "Veja"

O jornal O Globo traz em sua edição desta quarta-feira 29 uma informação que pode ajudar a elucidar a história por trás da “bala de prata” da oposição contra Dilma Rousseff (PT), a indicação, feita pelo doleiro Alberto Youssef, de que a presidente reeleita e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo o jornal, os investigadores suspeitam que a declaração do doleiro pode ter sido forçada pela defesa para influenciar o resultado do segundo turno das eleições.

A Polícia Federal investiga como o depoimento de Youssef vazou e, segundo a reportagem do Globo indica, suspeita da ação da defesa do doleiro. De acordo com o jornal, Youssef prestou depoimento na terça-feira 21, como vinha fazendo normalmente, e não citou Lula ou Dilma. Na quarta-feira 22, diz o jornal, um dos advogados de Youssef pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior”. No interrogatório, afirma o Globo, o advogado “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”. Youssef disse, prossegue o jornal, “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”. A retificação acabou exatamente neste trecho.

No dia seguinte, a quinta-feira 23, antecipando sua circulação semanal em um dia, Veja publicou as declarações de Youssef a respeito de Lula e Dilma. Segundo a reportagem da revista, o doleiro não apresentou provas e elas não foram solicitadas.

A suspeita da PF levanta uma questão temporal curiosa. Enquanto a retificação do depoimento de Youssef teria ocorrido na quarta-feira, segundo O Globo, Veja afirmou em nota que sua apuração "começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira".

A defesa de Youssef é coordenada pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto. Por um ano, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná. Como consta no site da empresa, ele assumiu o cargo em 17 de janeiro de 2011, 16 dias após a posse de Beto Richa (PSDB) como governador do Paraná. Em 25 de abril de 2012, a carta de renúncia de Basto foi lida em assembleia geral da Sanepar, como consta em ata também publicada no site da companhia. No último 23 de outubro, no mesmo dia da publicação de Veja, Basto disse ao mesmo jornal O Globo que desconhecia o teor do depoimento dado por Youssef na terça-feira 21.

A notícia veiculada pelo Globo, apurada de Brasília e Curitiba e que não tem assinatura em sua edição imprensa, apenas na versão online, foi relegada à parte inferior da página 6 do periódico, uma escolha que chama atenção diante da repercussão que teve a capa da revista Veja.

No horário eleitoral do dia seguinte, a sexta-feira 24, Dilma Roussef disse que iria processar Veja, e prometeu investigar a corrupção na Petrobras "doa a quem doer". Na Justiça, o PT conseguiu proibir a editora Abril de veicular propagandas de sua capa, considerada "propaganda eleitoral", e também o direito de resposta diante da reportagem.

Na sexta-feira e no sábado, véspera do segundo turno, panfletos com a capa impressa de Veja foram distribuídos em várias cidades do Brasil. Na madrugada de sábado 25 para domingo 26 começou a circular pelas redes sociais o boato de que Youssef, internado em Curitiba, teria sido envenenado. A Polícia Federal e o hospital em que ele esteve desmentiram a informação, que circulou pelas redes sociais em uma velocidade impressionante, assustando a militância petista na reta final da votação e provocando um impacto que dificilmente poderá ser mensurado.

Também na imprensa brasileira houve repercussões. No domingo 26, um colunista da Folha de S.Paulo, que publicou reportagem de teor semelhante ao de Veja a respeito do suposto conhecimento de Lula e Dilma sobre a corrupção, acusou a TV Globo de ter "medo" ao não repercutir as denúncias dos dois veículos no Jornal Nacional. Em resposta, o diretor de jornalismo da Globo afirmou que as fontes da emissora não confirmaram "com suas fontes o sentido do que fora publicado" pela revista e classificaram como "distorcida" da reportagem da Folha.

( Por José Antonio Lima )


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terça-feira, 28 de outubro de 2014

A bala de prata da Veja saiu na edição anterior, mas ela "flopou" e aí...


Apesar da última edição da revista Veja, ter "explodido" de vendas nas bancas por, em tese, apresentar "provas" de que Lula e Dilma "sabiam" de roubos e esquemas na Petrobrás, sua edição anterior teve objetivo parecido mas os resultados foram pífios.

A questão já começa aí: a Veja "Dilma e Lula sabiam" não apresentou nada. Segundo a capa ( "a capa", repito, isto é importante ),  Lula e Dilma "sabiam". Só que quem teria afirmado isso seria o tal doleiro Youssef, grande parceiro histórico do PSDB. Está em terceira pessoa ( "Ele falou, não nós!" ) e nem assim temos certeza do que ele disse ou não, mas o que importava era ter saído dois ou três dias antes da eleição, a tempo de tentar provocar uma reviravolta no resultado. Àquela altura, todas as pesquisas consideradas sérias ( Sensus e Veritá, evidentemente, estão fora desse rol ) davam a vitória de Dilma. 

Para mau entendedor, só a capa basta. No caso do leitor da Veja e dos eleitores de Aécio, a esperança esteve nesta edição da Veja. 


Mas a capa era o produto principal. Pois, no interior do texto, a própria reportagem assinalou que "O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse" [ veja imagem acima ]. Isso deveria ser suficiente para baixar o fogo dos entusiasmados com as "provas" que agora tinham contra a Dilma e o Lula ( ele era candidato? ). 

A capa, no entanto, sugeria o contrário. "Sugeria" é eufemismo. Ela foi feita exatamente com o objetivo de fazer as pessoas acharem que Lula e Dilma haviam sido pegos com a boca na botija. E, afinal, ela, revista Veja, não teria culpa de que a capa fora mal interpretada por seus leitores, que ignorariam o trecho sobre a "falta de provas"

Não tardou e a mítica capa se tornou um panfleto, distribuido pelas ruas por militantes do PSDB. ( Não falei que a capa era um produto em si? )

Vejam o pulo: saímos de uma suposta e não confirmada confissão do doleiro que sequer teria apresentado provas ( que nem lhe teriam sido pedidas ) e chegamos em puro material de campanha tucana. Simples assim.

O fato de esta "revelação" ter surgido apenas dois dias antes da votação do segundo turno não perturbou ninguém que votasse no PSDB. Capas bombásticas e denúncias contra o PT, sobretudo em reta final de eleição, são quase uma instituição nacional, uma tradição, e deveriam fazer parte do calendário eleitoral oficial. É como quentão e festa junina. A pergunta não é "se" vai sair alguma coisa e nem "quando", mas "o quê, dessa vez". Os leitores e eleitores tucanos aguardam ansiosamente por estas "novidades" em reta final. 

Considerações feitas, uma edição igualmente "explosiva" saiu na semana anterior a do "Lula e Dilma sabiam", e trazia um conhecido script [ imagem abaixo ]


Velho script, né? Campanha que levou dinheiro ( caixa 2 ) e deputados que recebiam propinas MENSAIS para apoiar o PT. Sim, ressuscitaram o suposto mensalão, aquele que começou como compra de votos e virou sabe-se lá o quê ( de fato, devia ser um caixa 2, algo infelizmente comum ) e que foi transformado no "maior escândalo de todos os tempos". O do Zé Dirceu e da "teoria do domínio dos fatos" que prescinde de provas. Talvez contassem com a possibilidade dos brasileiros ainda estarem com 'trauma" do "Mensalão" e tentaram faturar em cima. Aparentemente apelar pro "Mensalão" nunca lhes rendeu muito. Lula foi reeleito, Dilma foi eleita e até Haddad foi eleito prefeito de São Paulo 

Interessante é que geralmente, para os críticos, opositores e detratores do PT, o partido é uma espécie de quadrilha ultra-eficiente, competente, implacável, inclemente, infalível e invencível formada por Einsteis do crime. Dessa forma, não seria uma burrice de proporções épicas cometer um crime parecido em pleno vigor do caso "Mensalão", com a imprensa partidária tucana marcando em cima e falando disso há mais de uma década, sem parar?

Vejam: desconfiar das versões que falam por aí não significa que eu ache que "não tem nada na Petrobrás". Não ponho a mão no fogo por ninguém. Acontece que as investigações ainda estão sendo feitas, e tem gente colocando o burro na frente da urna, digo, o carro na frente dos bois. 

Voltando à Veja e ao doleiro. Em São Paulo, a edição acima foi às bancas com o encarte especial "Comer e Beber Em São Paulo", um anuário que depois é vendido à parte durante bastante tempo nas bancas e livrarias, e trata-se de uma especie de roteiro de bares e restaurantes, e costuma ser muito procurada.

Quando vi a capa e o que estava junto, na hora pensei: "É a derradeira!". Ela saiu na semana anterior ao dia da eleição do segundo turno. Pensei que as pessoas teriam a semana inteira para falar nisso. Que jornal, rádio e televisão, todos os meios de comunicação passariam a semana inteira falando nisso. Tava na cara, não estava?

Me enganei. Ninguém falou naquilo. A banca que costumo visitar, uma revistaria na Moóca, costuma vender semanalmente cerca de 8 a 10 exemplares e recebeu dezesseis. Essa edição, segundo a proprietária, vendeu APENAS CINCO EXEMPLARES! Com "Comer e Beber" e "Mensalão da Petrobrás" e tudo! 

Como ninguém repercutiu essa reportagem ( você ouviu alguma coisa? Quem são os 28 deputados "neomensaleiros" contemplados com o "neomensalão"? Ninguem sabe, ninguém viu, ninguém comentou ) a frustração da Editora Abril deve ter sido enorme. Eles devem ter sabido que não vendeu nada exatamente pela repercussão zero. Mas àquela altura do campeonato, o que importava mesmo era a repercussão, não as vendas. Ambos "floparam".

"Dilma e Lula sabiam..."


Como exposto acima, denúncias de que houve caixa 2 e que deputados receberam "neomensalão" não serviram de coisa alguma. Não havia mais tempo a perder. A briga ia começar de verdade, e eventos fundamentais se deram em curto espaço de tempo. E, se esse "Mensalão 2.0" não funcionou, o que restaria? Atacar Dilma direta e frontalmente. Ela e seu padrinho, o Lula.

A "BOMBA" 

Finalmente, na sexta-feira, a "bomba" - sob uma capa sorumbática e chamada taxativa - chegou às bancas, a tiragem se esgotando praticamente no mesmo dia. 

A Folha botou manchete. O Estadão, estranhamente, não. A rede Globo também não teria acompanhado [ quando digo "não teria acompanhado", quero dizer que não teria entrado na histeria imediatamente, o que não significa ter deixado de falar a respeito; mas, como não assisto a Globo... ]

Em seguida, no sábado logo cedo ( talvez já na sexta? ), dia 25, espalhou-se um boato de que o prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad mandou (sic!) confiscar a Veja das bancas e quem fosse apanhado vendendo teria o TPU ( Termo de Permissão de Uso ) cassado, o que depois levou a Prefeitura a publicar um desmentido em seu site, que não adiantou pra nada (1). Esse boato, aliás, precedeu o outro que varreu o país, o de que o doleiro tinha sido morto pelo PT.

( E chega uma hora que você tem certeza absoluta de que as pessoas que espalham o boato sabem muito bem que isso não aconteceu. E são estas pessoas que disseram querer salvar o país da mentira, do crime... )

Na noite do dia 25 o Blog do Rovai postou: "Veja desmascarada: TSE dá direito de resposta ao PT e condena revista" em que reproduz a liminar conseguida pela coligação petista, e que só poderia ser possível de atender no site e redes sociais, mas não na versão impressa da publicação.. Destaquei alguns trechos que considero elucidativos (2). Segundo consta, a revista não seguiu nenhuma das determinações e, ao que parece, tal decisão, ao ser ventilada ao público, apenas reforçou ainda mais a boataria e, no domingo, um público ávido - leitores? boateiros? - correu às bancas à procura da Veja, a revista que "o PT mandou tirar de circulação", a revista que "o PT censurou", entre as versões mais difundidas. 

De qualquer forma, Dilma foi reeleita, por muito pouco. No último programa do horário eleitoral, a candidata disse que Veja foi longe demais e os responsáveis e seus cúmplices responderão legalmente pelas calúnias. Mal posso esperar. Mas, ao ser confirmada como vencedora, ela fez um discurso de "reconciliação e união nacional". Espero que não inclua a Veja e seus cúmplices nessa linha de "paz e amor".

Por fim, uma nota cômica: uma mulher meio que discutiu comigo por causa da capa da Veja. Ela leu "Eles sabiam", que é o que se afirmava ali, mas resolveu entender "Ela [ Dilma ] roubou"...


NOTAS

(1) Essa história do boato merecia um post particular e específico, mas não sei se tenho saco pra isso. Pra mim é prova de que o PT perdeu a batalha da comunicação. No meu modo de ver, ele consistiu em duas etapas, ambas com o objetivo de tumultuar a eleição e causar problemas pra Dilma - e ganhar votos pro Aécio: primeiro o boato nascido nas redes sociais e o plano seria completado com uma falsa procura maciça da revista nas bancas por pessoas que mais pareciam preocupadas em realmente espalhar o boato em locais com afluência de público, o velhusco boca-a-boca. Alguns fingiam incredulidade quando o jornaleiro ou lojista dizia que a revista havia esgotado pelas vendas. Sabendo que a revista havia esgotado, isso não impediu alguns de irem noutros pontos de venda "em busca da revista", procurando pela revista que "havia sido confiscada pela prefeitura do Haddad"


Não custaria a estas pessoas consultarem o site da própria revista que, se soubesse de algum confisco, não pensaria duas vezes em citar ou denunciar. Assim, no site da Veja ( Coluna do Ricardo Setti , dia 25, imagem acima ) está escrito que a revista havia "esgotado nas bancas" e que uma segunda remessa iria às bancas no sábado, o que de fato aconteceu. No domingo, dia da eleição, essa "fornada" já havia esgotado também, mas até as 17:00hs havia "procura" pela revista. "Procura" essa que sumiu logo que as urnas foram fechadas. De fato, conversando hoje com a dona da revistaria, ela diz que ninguém mais procurou pela revista e os boatos sobre o "confisco" também cessaram junto. 

(2) " (...) Em exame atento do periódico impugnado, confirmando a linha editorial da Representada, de maior simpatia a uma das candidaturas postas, vislumbro a divulgação de conteúdo que se imiscui no campo de acirrada disputa eleitoral, às vésperas das eleições, com desbordamento do seu elevado mister de informar, com liberdade, para convolar-se em publicidade eleitoral em favor de uma candidatura em detrimento de outra.

Fácil perceber que a Revista Veja desbordou do seu direito de bem informar para, de forma ofensiva e sem qualquer cautela, transmitir ao seu grande público, em tom de certeza, acusação de que Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva tinham ciência de fato criminoso sobre um dos badalados temas desta campanha presidencial. Cabendo aqui agregar as seguintes circunstâncias, que demonstram a conduta facciosa do periódico: (i) antecipação do dia habitual de veiculação da revista e; (ii) recente providência da Representada, de franquear acesso público ao conteúdo da revista [ grifo meu, leia em (1) sobre o boato do "confisco" da revista em São Paulo e observe a ilustração onde se lê "leiam aqui mesmo a reportagem bomba" ] , ou seja, sem a costumeira reserva aos assinantes.

Atuação que, a olhos desarmados, perpassa o interesse comercial, para transformar-se em meio panfletário de campanha eleitoral, destinado a denegrir a imagem de candidato, com indevida utilização de meio de comunicação, em prejuízo da corrente adversária. Aparentemente destinada à propagação igualmente indevida por outros meios de comunicação social (...)";

"(...) O mote principal da reportagem parece ser não o de noticiar o fato, mas o de causar grande impacto no cenário eleitoral – em especial, na campanha da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, ao apontar para o fato de que ela tinha conhecimento da existência de esquema de corrupção dentro da Petrobras, investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, ligando-a diretamente a tal fato criminoso.

Saliente-se que tal matéria teve por base um suposto depoimento prestado por Alberto Yousseff à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, suposto porque trata-se de um depoimento de conteúdo sigiloso que, ao que parece, somente a citada Revista teve acesso. Não se trata de fato verídico, já apurado por autoridades públicas. E são muito graves as colocações efetuadas em tal matéria, dando um viés de certeza a um depoimento cujo teor é desconhecido, e que configura calúnia, já que imputa à candidata, no mínimo, o crime de prevaricação. 

E ainda que o depoimento já prestado tenha o conteúdo imputado pela Revista, há que se ter em conta, no mínimo, que ele não ostenta, por si só, caráter absoluto ou de veracidade, porquanto deve ser corroborado com outras provas a serem produzidas na citada investigação.

Além disso, a edição impugnada da Revista Veja, além de basear-se em depoimento do qual não se tem conhecimento sobre o real conteúdo – o que certamente o torna incerto/duvidoso – foi disponibilizada em data não usual para os padrões da referida publicação (sexta-feira), o que sugestiona a ocorrência de manipulação de informação com nítido caráter eleitoral, traduzindo-se em claro abuso do direito de informação.;

"(...) A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor."  [ grifo meu ]

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:


Quando esteve em Curitiba, na semana passada, o tucano Aécio Neves recebeu do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) um relatório detalhado com o conteúdo das delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Segundo relatos, haveria no relatório um tópico específico em que integrantes da cúpula petista são citados no esquema de desvio de recursos da estatal. [ grifo meu ]

Aécio decidiu guardar esse relatório como uma munição reserva para o terceiro debate entre os presidenciáveis, que acontece hoje à noite. E vai usá-lo caso haja golpe abaixo da cintura preparado pela campanha da petista Dilma Rousseff, candidata à reeleição.
( Gerson Camarotti, portal G1, 19.10.2014 )

2 - "Sabe quem esteve no prédio da Abril na terça-feira? O Álvaro Dias." ( Lino Bocchini, em seu Twitter, 24.10.2014 ) - https://twitter.com/linobocchini/status/525730080430239744
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Conhece uma MOÇA PURA e casta? Pago dez mil reais" ( Sério! )


http://www.folhavp.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=111&Itemid=136
Diversos via kwout



Gosto de ver classificados. Às vezes, além das ofertas, boas surpresas aparecem. Ou curiosidades ( aka bizarrices ). Lembrei de um que postei em 2006. Na ocasião, em vez de postar uma cópia do anúncio, tive que me contentar em digitá-lo. Que pena. Reproduzo o texto abaixo.


MORADIA
Casal oferece para moça, até 25 anos, 1,55m, morena, simpática, goste de serv.doméstico e faça amor conosco. Aceito com recém nascido.
F: (11) oxoo-oxox

(Anúncio verdadeiro encontrado nos classificados de um jornal)

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A tecnologia e a segurança das urnas eletrônicas




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sábado, 25 de outubro de 2014

Direito à defesa: TSE dá direito de resposta à Dilma no site da @VEJA. Motivo: "revista foi mentirosa".



O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu neste sábado (25) direito de resposta à campanha da presidente Dilma no site da revista "Veja".

A decisão do ministro manda a revista publicar:

- direito de resposta "de imediato" no site;
- no mesmo lugar e tamanho em que exibida a capa;
- utilização de caracteres que permitam a ocupação de todo o espaço indicado".

Segundo o ministro afirma na decisão, "o direito de resposta não possui contornos de sanção, mas o exercício constitucional da liberdade de expressão, por meio do mesmo veículo, conquanto se aviste ofensa grave e/ou afirmação sabidamente inverídica".

Antes da decisão do ministro, a Procuradoria Geral da República tinha emitido parecer favorável à concessão do direito de resposta.

Sobre o pedido da coligação de Dilma para que o direito de resposta fosse publicado também na versão impressa, o ministro determinou que isso seja decidido pelo plenário do TSE.

Ele ainda determinou ainda à Editora Abril, responsável pela revista, que apresente defesa dentro de 24 horas.

"Com relação à resposta pretendida pelos Representantes, entendo que os textos apresentados não se ajustam ao exercício desse direito, porquanto impregnados de expressões impertinentes, e que assim merecem decotes para não render ensejo a novo pedido de direito de resposta", escreveu o magistrado.Na sua decisão, o ministro ressaltou que o texto enviado pela defesa da coligação petista para ser usado no direito de resposta estava "impregnado de expressões impertinentes" e que, por esse motivo, precisou editá-lo para que a revista não entrasse, por sua vez, com um pedido de direito de resposta.

Confira a íntegra do direito de resposta cuja publicação foi determinada pelo ministro:

DIREITO DE RESPOSTA

Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 - ano 47 - nº 44 - de 29 de outubro de 2014.

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.


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Fraude eleitoral de Alckmin e SABESP implodem bolso de paulistas: água mineral sobe 12% em 1 ano! Mas vocês só falavam do tomate!





Em meio à crise de falta de água, está mais caro comprar água mineral na capital paulista. O preço desse item aumentou 12,34% no último ano em São Paulo, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Esse percentual supera o índice geral dos preços, que foi de 5,45% no mesmo período. De janeiro até setembro, período que a crise se agravou, o aumento foi de 6,42%, também maior que o índice geral, que foi de 3,79%.

O analista de sistemas Gustavo Coutinho, 29, que mora na zona sul da capital, passou a comprar um galão de 20 litros de água mineral por R$ 8. O valor é R$ 1 a mais do que ele pagava há dois meses, um aumento de 12,5%.

Ele consome um garrafão de água a cada três semanas. "Acho caro, mas não tenho como fugir. Já pensei em comprar um filtro, mas pela quantidade que consumo, não parece interessante ainda. Fora que posso ficar sem água da rua", diz.

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É necessário procurar sempre, com compensação, uma razão verdadeira e necessária... e ouvir a voz da natureza"
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" (...) E depois, quando um astrônomo lhe disser que o que você viu não existe, lembre-lhe que cem anos atrás (1874) isso era o que os astrônomos diziam sobre meteoritos. (...)"
Ralph Blum e Judy Blum, em "Toda a verdade sobre os discos voadores" , Edibolso , 1974

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